Tecnologia

BYD investirá até R$ 500 milhões para ampliar produção de baterias no Brasil

A fabricante chinesa BYD confirmou um investimento de até R$ 500 milhões para expandir sua capacidade de produção de baterias de lítio no Brasil. O anúncio ocorre após o governo federal definir as diretrizes do primeiro leilão nacional voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

A informação foi divulgada inicialmente pelo Valor Econômico e reforça o interesse da empresa em ampliar sua atuação no mercado brasileiro de soluções energéticas.

Empresa avalia ampliar fábrica em Manaus ou construir nova unidade

De acordo com o vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, a companhia ainda analisa qual será o destino do aporte. Entre as alternativas estão a expansão da fábrica já instalada em Manaus (AM) ou a construção de uma nova unidade industrial no país.

A definição deve ocorrer nos próximos três meses, após a conclusão dos estudos técnicos e estratégicos.

Segundo Baldy, a decisão sobre o investimento já está tomada, restando apenas a escolha do local mais adequado para receber a operação.

Atualmente, a BYD produz em Manaus baterias do tipo LFP (lítio-ferro-fosfato), utilizadas tanto em ônibus elétricos quanto em sistemas de armazenamento destinados a aplicações de backup energético.

Leilão de armazenamento foi decisivo para novo aporte

A expectativa em torno do primeiro leilão de armazenamento de energia do país foi um dos fatores que motivaram a decisão da companhia. O certame está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 4 de dezembro e deverá impulsionar a instalação de novas fábricas e a nacionalização de componentes.

Um dos pontos que mais chamou a atenção da empresa foi a exigência de conteúdo nacional nos projetos participantes, conforme critérios que ainda serão regulamentados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a BYD, as regras finais poderão influenciar diretamente o volume de recursos destinados à ampliação da produção no Brasil.

O projeto será financiado com capital próprio e os recursos serão liberados após a definição da estratégia industrial da empresa.

Incentivos regionais podem influenciar escolha da localização

A escolha da futura unidade também dependerá dos incentivos previstos pelo governo para empreendimentos instalados em regiões consideradas estratégicas para o setor elétrico.

A proposta prevê benefícios para projetos localizados próximos a áreas indicadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), distribuídas em estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.

Esses incentivos poderão representar vantagens competitivas nos leilões, funcionando como um mecanismo de redução dos valores ofertados pelos participantes.

Expansão deve gerar empregos e ampliar produção nacional

A expectativa inicial da montadora é criar ao menos 400 empregos diretos com o novo investimento.

A empresa já possui uma presença industrial consolidada no Brasil, com operações em Manaus, Campinas (SP) e Camaçari (BA), onde desenvolve projetos ligados à mobilidade elétrica, fabricação de veículos e produção de componentes.

Embora ainda não tenha detalhado quais itens serão fabricados localmente, a companhia afirma que pretende ampliar gradualmente o índice de nacionalização de sua cadeia produtiva, sempre que houver viabilidade econômica e industrial.

Mercado de baterias deve crescer além dos leilões

Para a BYD, o mercado brasileiro de armazenamento de energia tem potencial para crescer muito além das contratações públicas.

A empresa avalia que o avanço da regulamentação do setor pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aliado ao interesse crescente de diferentes segmentos econômicos, tende a acelerar a adoção da tecnologia nos próximos anos.

Além das distribuidoras de energia, setores como agronegócio, mineração e indústria já demonstram interesse em soluções de armazenamento capazes de aumentar a eficiência operacional e a segurança no fornecimento de eletricidade.

BYD reforça estratégia de expansão no Brasil

O novo investimento integra um plano mais amplo de crescimento da BYD no país. Nos últimos anos, a empresa tem ampliado sua presença industrial e tecnológica em diferentes frentes ligadas à transição energética e à mobilidade sustentável.

Em março, a companhia anunciou a instalação de seu primeiro centro de testes e desenvolvimento automotivo no Rio de Janeiro, com investimento estimado em R$ 300 milhões.

Com a ampliação da produção de baterias, a empresa busca fortalecer sua posição tanto no mercado de veículos elétricos quanto no segmento de infraestrutura energética, considerado estratégico para acompanhar o avanço das fontes renováveis e a modernização do sistema elétrico brasileiro.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Stephane Mahe

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Investimento

Fischer Eletrodomésticos aposta em expansão industrial e mira R$ 1 bilhão em receita no Brasil

A Fischer Eletrodomésticos, indústria de Santa Catarina conhecida por popularizar o cooktop no Brasil, iniciou uma nova fase de expansão com a meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028. Atualmente, a companhia já produz mais de 200 mil itens por mês, conta com cerca de 800 colaboradores e registrou receita de R$ 670 milhões em 2025.

Para sustentar o crescimento, a empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 20 milhões em 2026, voltado à modernização da estrutura fabril, revisão de processos industriais e ampliação do portfólio de produtos.

Expansão industrial e foco em eficiência produtiva

Com sede em Brusque (SC), a cerca de 120 km de Florianópolis, a Fischer atua em um mercado altamente competitivo, dominado por multinacionais, mas consolidou posição de destaque em nichos como cooktops e fornos elétricos.

Segundo a diretora comercial e de marketing, Karin Fischer, o crescimento anual gira entre 8% e 9%, sustentado por ganhos de eficiência e inovação. A estratégia da companhia inclui reforço em tecnologia, automação e produtividade industrial. Hoje, parte das linhas de produção opera com ciclos inferiores a um minuto por unidade, refletindo o avanço da automação industrial na fábrica.

Produção nacional e modernização da fábrica em Brusque

O parque fabril da empresa ocupa cerca de 140 mil metros quadrados e concentra praticamente toda a operação industrial. Aproximadamente 85% dos produtos são fabricados no Brasil, reforçando o perfil de indústria nacional de eletrodomésticos.

O novo ciclo de investimentos seguirá a mesma lógica de modernização adotada nos últimos anos. “O maior investimento está na indústria. Estamos revisando máquinas, processos e portfólio para ampliar capacidade e agregar novas funcionalidades aos produtos”, afirma Karin Fischer.

Nos últimos oito anos, a Fischer praticamente dobrou de tamanho sem ampliar de forma proporcional o quadro de funcionários. O avanço foi impulsionado por investimentos contínuos em tecnologia, produtividade e eficiência fabril. A estratégia reforça a aposta da empresa em modernização industrial como motor de crescimento, mantendo competitividade no segmento de eletrodomésticos no Brasil.

Da oficina de bicicletas à liderança em cooktops

A origem da Fischer remonta a 1961, quando Ingo Fischer abriu uma oficina de bicicletas em Brusque. O espaço funcionava durante o dia para reparos e, à noite, também servia para manutenção de eletrodomésticos, como geladeiras e fornos, ao lado do irmão Nivert. Em 1966, o negócio foi formalizado como Irmãos Fischer, dando início à expansão da empresa familiar.

O primeiro salto de crescimento ocorreu com a produção de equipamentos para a indústria pesqueira e frigoríficos do Sul do país. A empresa fabricava desde estruturas em aço inox até máquinas industriais para processamento de alimentos. Depois, passou a atuar com produtos seriados, como fornos elétricos de bancada, carrinhos de mão e betoneiras para construção civil.

A entrada definitiva no setor de eletrodomésticos aconteceu nos anos 2000, quando a Fischer lançou os primeiros cooktops fabricados no Brasil, em um mercado até então dominado por importados e voltado a consumidores de maior poder aquisitivo. “Nós ajudamos a tornar a cozinha planejada mais acessível ao consumidor brasileiro”, destaca Karin Fischer.

Transformação da cozinha impulsiona novos produtos

A empresa acompanha a mudança do papel da cozinha nas residências brasileiras, que deixou de ser um espaço secundário para se tornar parte central de projetos arquitetônicos e de decoração. Esse movimento impulsionou a demanda por linhas built-in, com eletrodomésticos embutidos e maior integração ao ambiente.

Hoje, a Fischer oferece um portfólio amplo para cozinhas planejadas, incluindo cooktops, fornos de embutir, micro-ondas, coifas e depuradores. A companhia também aposta em soluções multifuncionais como diferencial competitivo no mercado de linha branca.

Entre os lançamentos recentes está uma cervejeira que também pode funcionar como adega ou frigobar, além de fornos com funções adicionais, como air fryer. “A multifuncionalidade é uma prioridade. Buscamos sempre ampliar o que cada produto pode oferecer além da função principal”, afirma a executiva.

Embora tenha forte presença no setor de cozinhas, a Fischer hoje opera em três frentes principais. A primeira é a divisão de eletrodomésticos, responsável pela maior parte do portfólio, com mais de 185 tipos de produtos. A segunda linha de negócios envolve equipamentos para a construção civil, como betoneiras e carrinhos de mão. Já a terceira aposta em sistemas construtivos modulares, com painéis de aço termoacústicos utilizados em projetos de habitação, escolas e unidades de saúde, que podem ser montados em poucos dias. Essa diversificação reduz a dependência de um único mercado e abre novas possibilidades de crescimento.

Meta é se tornar empresa bilionária até 2028

Ao completar 60 anos, a Fischer aposta na combinação entre inovação, tradição industrial e diversificação para sustentar sua próxima fase de expansão.

A empresa pretende transformar sua trajetória — iniciada em uma pequena oficina no interior de Santa Catarina — em uma operação com faturamento bilionário nos próximos anos, consolidando sua presença no mercado brasileiro de eletrodomésticos e indústria manufatureira.

FONTE: Exame
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Negócios

Empresário de SC expande Steelmast após venda bilionária da Tuper e mira faturamento de R$ 1 bilhão

Após vender a Tuper, empresa que cofundou e que chegou a faturar R$ 3,4 bilhões, o empresário Frank Bollmann, de São Bento do Sul (SC), concentra esforços na expansão da Steelmast, também especializada em tubos de aço. A empresa deve alcançar R$ 600 milhões em faturamento em 2026 e projeta atingir o primeiro R$ 1 bilhão em dois anos.

Na última quinta-feira (26), em Florianópolis, Bollmann participou de evento com o governador Jorginho Mello para assinatura do incentivo fiscal Prodec. A iniciativa prevê investimento inicial de R$ 73,3 milhões e a criação de 214 empregos diretos, valor que pode chegar a R$ 90 milhões com ampliação futura.

Produtos de alta tecnologia e presença estratégica no mercado

Fundada há 20 anos, a Steelmast fabrica tubos de aço de grande e médio porte, destinados a setores de infraestrutura e saneamento. Atualmente, a empresa já é a segunda maior produtora de material para saneamento no Brasil e projeta liderar o segmento em 2027, oferecendo soluções como tubos revestidos, estruturais, postes metálicos e componentes para pontes.

“Com novas tecnologias, serviços especializados e soluções diferenciadas, pretendemos ser a empresa mais completa do Brasil. No próximo ano, estimamos transformar entre 50 mil e 70 mil toneladas de aço, incluindo tubos zincados, revestimento triplo para a Petrobras e pintura especial para combate a incêndio”, destacou Bollmann.

Trajetória de Frank Bollmann

Filho de industrial de São Bento do Sul, Frank Bollmann se formou em engenharia mecânica na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Iniciou a carreira na empresa familiar e, em 1972, ajudou a fundar a Sicap, que mais tarde originou a Tuper, empresa bilionária com mais de 2 mil empregos diretos.

Além do setor metalúrgico, Bollmann investe em energia limpa por meio da holding URVE – Complexo Hidrelétrico Rio Vermelho, responsável por pequenas PCHs na Serra do Mar. Ele também possui experiência política, tendo sido prefeito de São Bento do Sul entre 1992 e 1996 e presidente da Associação Empresarial local entre 1991 e 1992.

Expansão industrial e contratos estratégicos

A Steelmast possui três unidades: uma fábrica de tubos e o centro administrativo em São Bento do Sul, e uma fábrica de acabamentos em Rio Negrinho, às margens da BR-280, totalizando 396 empregos diretos.

Entre os principais contratos está o fornecimento de tubos de grande porte para a Sabesp, companhia de saneamento de São Paulo. A produção segue modelo integrado: bobinas de aço são transformadas em tubos helicoidais em São Bento do Sul e recebem acabamentos em Rio Negrinho, garantindo durabilidade e padrão internacional.

Além de tubos de condução, a Steelmast fabrica postes metálicos, estruturas para construção civil, pontes e outros produtos para setores de infraestrutura. Apesar do crescimento, a empresa enfrenta desafios na contratação de mão de obra qualificada, mesmo oferecendo treinamento interno, segundo o diretor comercial Renato Colagrande Junior.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Steelmast, Divulgação

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Investimento

Tintas Farben anuncia investimento de R$ 88 milhões e acelera plano de internacionalização até 2030

A Tintas Farben apresentou seu novo plano estratégico com foco em investimento de R$ 88 milhões e expansão internacional até 2030. O anúncio foi feito durante a Convenção Nacional de Vendas de 2026, realizada em Criciúma, reunindo mais de 220 participantes entre representantes comerciais e equipe técnica.

Investimentos em tecnologia e expansão industrial

O aporte previsto para os próximos três anos será direcionado à modernização industrial, aquisição de equipamentos e aumento da produtividade nas unidades da empresa, incluindo a matriz em Içara e filiais.

Segundo o CEO, Edmilson Zanatta, o plano também contempla a aquisição de empresas do setor, com o objetivo de ampliar o portfólio e fortalecer a presença da marca em novos segmentos.

Esse novo ciclo faz parte da segunda etapa de um projeto maior, estimado em R$ 120 milhões, anunciado anteriormente. Desse total, cerca de R$ 40 milhões já foram aplicados, principalmente na estrutura logística e na ampliação da capacidade produtiva.

Um dos destaques foi a implantação da unidade em Rio Negrinho, localizada em um dos principais polos moveleiros do país.

Estratégia mira mercado internacional

A internacionalização da marca é um dos pilares do planejamento. A empresa já deu início à expansão com a abertura de uma filial em Atlanta, nos Estados Unidos, considerada estratégica para o crescimento no mercado externo.

A meta é ampliar a atuação global e alcançar presença em 40 países até 2030, consolidando a Farben como uma marca de alcance internacional.

Crescimento e metas de produção

Nos últimos anos, a empresa vem reforçando sua estrutura interna, com investimentos nas áreas técnica, comercial e industrial. Esse movimento já refletiu em crescimento de 8% no volume de tintas produzidas no último ano.

Para 2026, a expectativa é atingir um aumento de 10%. Já no horizonte de longo prazo, o objetivo é expandir a produção em cerca de 60%, fortalecendo a atuação da equipe comercial e ampliando a competitividade no mercado.

Novos produtos e inovação no portfólio

Entre os lançamentos, a empresa aposta em soluções voltadas ao setor automotivo, como o sistema tintométrico Automix, desenvolvido para repintura automotiva.

A linha de tintas spray também foi ampliada, acompanhando o crescimento da demanda tanto no uso geral quanto industrial.

No segmento industrial, a Farben lançou uma linha completa de revestimentos para pisos, com opções que atendem desde aplicações leves até áreas de tráfego intenso, incluindo produtos autonivelantes.

Outro destaque é a chamada borracha líquida, indicada para coberturas metálicas, como alumínio e zinco. O produto oferece isolamento térmico e acústico, além de proteção contra infiltrações.

FONTE: Economia SC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Economia SC

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Investimento

Teka anuncia investimento de R$ 50 milhões para modernizar fábricas durante recuperação judicial

Em recuperação judicial desde 2012, a Teka, uma das mais tradicionais empresas do setor têxtil de Santa Catarina, projeta um forte avanço nos resultados financeiros. A companhia estima faturar cerca de R$ 720 milhões neste ano, crescimento de 44% em relação aos R$ 500 milhões registrados em 2025.

O desempenho reflete a reorganização operacional da empresa e a retomada gradual da competitividade no mercado nacional.

Modernização dos parques industriais

Como parte da estratégia de reestruturação, a Teka anunciou um investimento de R$ 50 milhões destinado à modernização de seus dois principais parques industriais. Os recursos serão aplicados nas unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP), com foco na atualização de máquinas e processos produtivos.

Segundo Angelo Guerra Netto, integrante do Comitê de Reestruturação, a renovação do parque fabril permitirá à empresa alcançar um nível tecnológico comparável ao de seus principais concorrentes do setor.

Aumento de capacidade e ganho de eficiência

Além de atualizar equipamentos, o investimento deve gerar impactos diretos na capacidade produtiva da companhia. A expectativa é ampliar a produção mensal de 700 para 1,2 mil toneladas, o que representa um avanço significativo em escala e eficiência operacional.

A modernização também tende a contribuir para maior produtividade, redução de custos e fortalecimento da posição da Teka no mercado têxtil brasileiro, mesmo em um cenário ainda desafiador de reestruturação financeira.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

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