Tecnologia

China aposta em manufatura avançada para impulsionar inovação global em tecnologia

Indústria chinesa atrai investimentos estrangeiros e consolida protagonismo em veículos elétricos, robótica e computadores

O jornal Global Times destacou que a China vem transformando sua capacidade de manufatura em um motor global de inovação tecnológica, reunindo empresas de ponta, fábricas inteligentes e parcerias internacionais que reposicionam o país como líder em setores estratégicos. O movimento ficou evidente durante a World Manufacturing Convention 2025, realizada em Hefei, província de Anhui, que apresentou ao mundo lançamentos de veículos, computadores e soluções em robótica.

Um dos maiores atrativos da convenção foi o sedã premium MAEXTRO S800, desenvolvido pela JAC Motors em parceria com a Huawei. O carro de luxo combina design sofisticado, chassi digital e avançada tecnologia de condução inteligente. A produção ocorre na MAEXTRO Super Factory, uma planta totalmente digitalizada, equipada com mais de 1.800 robôs que automatizam processos de estamparia, soldagem, pintura e montagem.

“A participação da NIO na convenção ao longo dos últimos anos mostra como a manufatura chinesa evolui de forma contínua, com os veículos de nova energia puxando a transformação e gerando produtos cada vez mais qualificados”, afirmou Yu Dongming, gerente-geral da NIO em Anhui.

Robótica e fábricas inteligentes

Outro destaque foi a EFORT Intelligent Robot, fabricante chinesa de robôs industriais, que apresentou soluções em soldagem, pintura e manipulação avançada. “Podemos oferecer soluções completas de robótica inteligente para montadoras internacionais”, disse You Wei, presidente e CEO da empresa. Em 2024, a companhia vendeu mais de 16 mil robôs industriais, já reconhecidos por marcas como Maserati, BMW e Volkswagen.

As plantas da NIO e da Lenovo em Hefei também chamaram atenção. A LCFC Electronics Technology, hub de produção da Lenovo, fabrica anualmente 40 milhões de laptops — um em cada oito vendidos no mundo. Entre as inovações, foi apresentado o ThinkBook Plus Gen 6 Rollable Laptop, com tela expansível de 14 para 16,7 polegadas, que conquistou blogueiros e especialistas de tecnologia internacionais.

Energia e baterias de nova geração

No setor de energia, a Gotion High-Tech enfatizou o papel da manufatura inteligente como diferencial competitivo em suas 20 bases globais. “Com padrões unificados pela sede na China e replicados em todas as unidades, nossa capacidade de produção vem conquistando reconhecimento internacional”, destacou Chen Wei, executivo sênior da empresa.

O avanço da indústria chinesa também fortalece parcerias com multinacionais. O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, ressaltou que as linhas altamente automatizadas de Anhui estão entre as mais avançadas do conglomerado. “Até 2030, lançaremos cerca de 50 modelos elétricos e eletrificados neste mercado. Com parcerias locais, conseguimos acelerar em 30% o ciclo de inovação. Não estamos apenas planejando, estamos entregando”, afirmou.

Já a fornecedora de autopeças Marelli apontou que a força da manufatura chinesa acelera tanto o atendimento local quanto projetos globais. “As capacidades de inovação e produção da China nos permitem oferecer soluções personalizadas e rápidas para os clientes”, disse Stefano Petrilli, chefe global de operações da Marelli Propulsion.

Segundo dados oficiais, a China já conta com mais de 35 mil fábricas-modelo básicas e 230 de excelência, consolidando-se como referência mundial em manufatura inteligente. Em 2024, o país atraiu 826,25 bilhões de yuans (cerca de US$ 116,1 bilhões) em investimentos estrangeiros diretos, sendo 11,7% destinados à indústria de alta tecnologia.

Para Zhang Xianfeng, professor da Universidade de Tecnologia de Hefei, a indústria chinesa não apenas fortalece o mercado interno, mas também se tornou “um motor vital para o crescimento global da indústria de alta qualidade”.

Fonte: Brasil 247

Ler Mais
Tecnologia

China traça rota para se tornar potência científica em 10 anos

Balanço do governo destaca avanços do 14º Plano Quinquenal e metas para consolidar liderança global até 2035

Nos últimos cinco anos, a China passou por um momento histórico de avanços em ciência e tecnologia, alcançando um novo patamar no cenário mundial. Esses resultados fazem parte do 14º Plano Quinquenal (2021-2025), que orienta as metas de desenvolvimento do país.

Nesta quarta-feira (18), o ministro da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, apresentou em Pequim um balanço desses progressos em coletiva de imprensa organizada pelo Conselho de Estado. Ao lado de vice-ministros, ele destacou que as conquistas obtidas até agora são inéditas e fundamentais para que a China atinja seu grande objetivo: tornar-se uma potência global em ciência e tecnologia.

Próximos passos

Segundo Yin Hejun, a China tem um horizonte muito claro: faltam apenas dez anos para atingir a meta de se consolidar como uma potência científica e tecnológica. Ele ressaltou que o país já percorreu um caminho importante, mas que os próximos cinco anos serão decisivos para consolidar as bases dessa transformação. No 15º Plano Quinquenal (2026-2030), o governo definiu quatro grandes diretrizes:

1. Integrar educação, ciência e formação de talentos

A ideia é investir de forma coordenada em universidades, centros de pesquisa e empresas, formando profissionais altamente qualificados. O objetivo é reduzir a distância entre o conhecimento acadêmico e o setor produtivo, garantindo que novos cientistas, engenheiros e técnicos estejam preparados para os desafios tecnológicos do futuro.

2. Aprofundar a ligação entre inovação científica e industrial
A China quer acelerar o processo de transformar descobertas em produtos e serviços aplicáveis no mercado. Isso inclui áreas estratégicas como inteligência artificial, biotecnologia, energias renováveis e exploração espacial. O foco é que os avanços saiam rapidamente dos laboratórios e fortaleçam setores-chave da economia.

3. Criar um ambiente de inovação de classe mundial
Para atrair e manter talentos, o governo promete reduzir burocracias, ampliar linhas de financiamento, fortalecer a infraestrutura de pesquisa e incentivar colaborações internacionais. A ideia é transformar a China em um destino atrativo para cientistas e empreendedores de todo o mundo, em condições competitivas com os principais polos globais.

4. Elevar de forma ampla a capacidade nacional de inovação
Mais do que aumentar investimentos, o objetivo é melhorar a eficiência no uso dos recursos. Isso inclui o fortalecimento da pesquisa básica, a criação de polos regionais de inovação e o estímulo a ecossistemas tecnológicos que possam gerar impacto direto na economia e na sociedade.

Yin destacou que essas medidas fazem parte de um planejamento estratégico de longo prazo, no qual ciência e tecnologia são tratadas como pilares para o desenvolvimento econômico, a segurança nacional e a projeção internacional da China.

“Essas medidas vão consolidar as bases para que a China se firme como líder global em ciência e tecnologia”, afirmou o ministro, reforçando que a inovação é vista como o motor central da modernização chinesa.

Avanços recentes

Nos últimos anos, a China registrou conquistas de grande impacto em diferentes áreas da ciência e da tecnologia, consolidando-se como um dos países mais dinâmicos nesse campo.

Tecnologia quântica, ciências da vida e dos materiais
Pesquisadores chineses fizeram descobertas originais que podem transformar setores inteiros. Na área quântica, há avanços em comunicação segura e computação de altíssima capacidade, capazes de revolucionar o futuro da informática. Em ciências da vida, os progressos vão de técnicas médicas inovadoras a biotecnologias com aplicações na agricultura e na indústria farmacêutica. Já em ciências dos materiais, novos compostos mais leves e resistentes têm potencial para mudar desde a construção civil até a fabricação de eletrônicos de ponta.

Exploração espacial
O país também se consolidou como potência espacial. A Estação Espacial Tiangong entrou em operação regular, funcionando como base para experimentos científicos em órbita e símbolo da autonomia chinesa no espaço. Outro marco foi a missão Chang’e-6, que trouxe à Terra amostras do lado oculto da Lua — feito inédito que amplia o conhecimento científico sobre a formação do satélite e fortalece a posição da China na corrida lunar.

Comunicação e digitalização
No campo das telecomunicações, a China avançou com a implementação em larga escala do 5G, que já sustenta serviços de cidades inteligentes, sistemas de transporte, logística, saúde digital e até agricultura de precisão. A infraestrutura instalada não só impulsiona a economia digital doméstica, mas também ajuda o país a influenciar padrões globais em tecnologias emergentes.

Indústria automotiva e transição energética
Na área automotiva, a China se tornou líder mundial na produção e venda de veículos de nova energia (VNEs), como carros elétricos e híbridos. Essa expansão é resultado da combinação entre investimentos maciços em inovação, forte apoio governamental e crescente demanda interna. O desempenho não só reposiciona a indústria automotiva mundial, mas também contribui diretamente para as metas ambientais chinesas, de redução de emissões de carbono e fortalecimento da economia verde.

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento
Essas conquistas se sustentam em uma base sólida de investimento. Apenas em 2024, a China aplicou mais de 3,6 trilhões de yuans (cerca de R$ 2,59 trilhões) em pesquisa e desenvolvimento (P&D), o que representa um crescimento de 48% em relação a 2020. O gasto em P&D já equivale a 2,68% do PIB, superando a média da União Europeia. Além do aporte financeiro, o país conta hoje com o maior número de pesquisadores do mundo, consolidando um ecossistema de inovação robusto e com capacidade de gerar impacto em escala global.

Posição internacional

Os investimentos crescentes em ciência e tecnologia tiveram reflexos claros na posição da China no cenário global. O país subiu do 14º lugar em 2020 para o 10º lugar em 2024 no ranking mundial de inovação, mostrando que sua estratégia de longo prazo está dando resultados concretos. Esse avanço coloca a China ao lado das maiores potências tecnológicas do planeta.

Indústria de alta tecnologia em expansão
Um dos motores dessa ascensão foi o crescimento da indústria de alta tecnologia, que registrou um aumento de 42% em valor agregado nos últimos cinco anos. Esse desempenho é puxado por setores estratégicos como semicondutores, que são a base da revolução digital; biotecnologia, essencial para a medicina e a agricultura do futuro; e energias renováveis, fundamentais para a transição ecológica e para a redução das emissões de carbono.

A força da “nova economia”
Outro destaque é a consolidação da chamada “nova economia”, formada por novas indústrias, modelos de negócio e áreas emergentes como inteligência artificial, comércio eletrônico e veículos inteligentes. Em 2024, esse setor já representava 18% do PIB chinês, revelando o peso crescente de atividades ligadas à inovação na estrutura produtiva do país.

Protagonismo das empresas privadas
As empresas privadas ganharam um papel cada vez mais central nesse processo. Elas respondem hoje por 77% de todos os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), superando a dependência de recursos exclusivamente estatais e mostrando a vitalidade de um setor empresarial que aposta na inovação como diferencial competitivo.

Explosão de empresas de alta tecnologia
O ambiente de negócios também se transformou rapidamente. O número de empresas de alta tecnologia passou de pouco mais de 270 mil em 2020 para mais de 500 mil em 2024, um aumento de 83%. Esse crescimento revela não apenas o fortalecimento de grandes conglomerados, mas também a criação de espaço para startups e companhias inovadoras, capazes de gerar soluções ágeis e criativas em diferentes áreas.

Com esses avanços, a China se consolidou como um dos principais polos de inovação do mundo, combinando escala de investimentos, expansão industrial e dinamismo empresarial para sustentar sua ambição de liderar a economia global do futuro.

Reformas no setor científico

Além dos altos investimentos, a China também passou por uma profunda transformação na forma de organizar sua ciência e incentivar a inovação. O governo percebeu que não bastava apenas colocar mais dinheiro: era preciso mudar as regras do jogo para que pesquisadores, empresas e instituições tivessem mais liberdade, competição saudável e estímulos para produzir resultados rápidos e relevantes.

Novos modelos de incentivo
Foram criados diferentes mecanismos para estimular a inovação:

Ranking competitivo: equipes de pesquisa disputam diretamente entre si para ver quem chega primeiro à solução de um problema. Esse modelo aumenta a eficiência e estimula a criatividade.

Corrida de cavalos: vários grupos trabalham simultaneamente na mesma questão, mas apenas a solução mais eficaz é implementada. Isso evita dependência de uma única equipe e amplia as chances de sucesso.

Líder da cadeia: uma instituição de referência assume a coordenação do projeto como um todo, garantindo foco, organização e integração entre diferentes atores.

Menos burocracia, mais dinamismo
Outra frente importante foi a flexibilização na gestão de recursos. Pesquisadores passaram a ter mais autonomia para usar verbas públicas e privadas, reduzindo a burocracia que muitas vezes travava o andamento de projetos. Além disso, foram criadas avaliações específicas para jovens cientistas, permitindo que eles assumam papéis de liderança e tragam ideias novas sem depender apenas de estruturas hierárquicas tradicionais.

Apoio financeiro ao ecossistema de inovação
No campo financeiro, o governo lançou pacotes de estímulo para fortalecer o ambiente de inovação. Isso inclui fundos especiais para startups tecnológicas, linhas de crédito facilitadas e incentivos fiscais. O resultado já pode ser medido: desde 2021, 376 empresas de base científica e tecnológica abriram capital na STAR Market, a bolsa de inovação de Xangai. Esse movimento não só garante novas fontes de financiamento para essas empresas, como também mostra a confiança dos investidores no potencial tecnológico do país.

Essas reformas estruturais ajudaram a criar um ambiente mais competitivo, flexível e atrativo para pesquisadores e empreendedores, consolidando a ciência como um dos motores da economia chinesa.

Fonte: Revista Fórum

Ler Mais
Inovação, Tecnologia

IA pode elevar valor do comércio global em quase 40% até 2040, diz OMC

A inteligência artificial pode aumentar o valor do comércio de bens e serviços em quase 40% até 2040, mas sem políticas adequadas também pode exacerbar as divisões econômicas, alertou um novo relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quarta-feira.

Custos comerciais mais baixos e maior produtividade podem gerar aumentos substanciais no comércio e no Produto Interno Bruto (PIB) até 2040, com projeções de ganhos de 34% a 37% em vários cenários, de acordo com o Relatório de Comércio Mundial da OMC.

O PIB global também pode aumentar em 12% ou 13%, disse.

“A IA pode ser um ponto positivo para o comércio em um ambiente comercial cada vez mais complexo”, disse a vice-diretora-geral da OMC, Johanna Hill, comentando o relatório anual que analisa tendências no sistema comercial multilateral.

Reconhecendo a turbulência atual no sistema comercial mundial, Hill observou que a IA estava remodelando o futuro da economia global e do comércio internacional, com o potencial de reduzir os custos e aumentar a produtividade.

As regras do comércio global, regidas pelo órgão de fiscalização sediado em Genebra, enfrentaram grandes interrupções neste ano após uma série de tarifas impostas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

O relatório destacou como as empresas podem reduzir custos em logística, conformidade regulatória e comunicações.

“As tecnologias de tradução baseadas em IA podem tornar a comunicação mais rápida e econômica, beneficiando particularmente pequenos produtores e varejistas, permitindo que eles se expandam para mercados globais”, afirma o relatório.

Esses avanços poderiam ajudar a aumentar o crescimento das exportações em países de baixa renda em até 11%, desde que melhorassem sua infraestrutura digital.

No entanto, o relatório alertou que, sem investimentos direcionados e políticas inclusivas, a IA poderia aprofundar as divisões existentes.

“Os efeitos do desenvolvimento e da implantação da IA estão levantando preocupações de que muitos trabalhadores, e até mesmo economias inteiras, podem ficar para trás”, disse o relatório.

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, disse que os formuladores de políticas precisam gerenciar cuidadosamente a transição para a IA.

“A IA pode revolucionar os mercados de trabalho, transformando alguns empregos e substituindo outros. Gerenciar essas mudanças exige investimento em políticas nacionais para aprimorar a educação, as habilidades, a reciclagem profissional e as redes de segurança social”, disse ela durante o evento de lançamento do relatório em Genebra.

Para garantir que os benefícios da IA fossem amplamente compartilhados, o comércio previsível apoiado pelas regras da OMC e tarifas mais baixas sobre matérias-primas essenciais para tecnologias de inteligência artificial, incluindo semicondutores, eram cruciais, acrescentou a OMC.

Fonte: Terra

Ler Mais
Tecnologia

Pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil crescem 14%

A rede total de infraestrutura de recarga do país já tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento

Um levantamento mostra que o Brasil tinha 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos em agosto. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga do país.

Pelo menos 1.499 municípios brasileiros contam com eletropostos, crescimento de 10% na disponibilidade de infraestrutura na comparação com fevereiro de 2025. A atual infraestrutura aponta para uma relação de 18 veículos plug-in por eletroposto.

Os dados são da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Dos 16.880 eletropostos existentes até agosto, 77% (13.025) oferecem carga lenta (AC), enquanto 23% (3.855) são carregadores rápidos (DC). Esse serviço cresceu 59% em seis meses.

O Norte foi a região que teve a maior evolução porcentual (31%) de pontos, mas o crescimento da infraestrutura tem se distribuído de maneira desigual pelo território nacional, revelando diferentes estágios de maturidade, de acordo com o levantamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

Ler Mais
Inovação

APS vence prêmio de inovação e boas práticas de governança

Manifesto ESG do Porto de Santos recebe reconhecimento internacional

A Autoridade Portuária de Santos (APS) foi a vencedora do 2º Prêmio de Inovação de Boas Práticas de Governança Portuária, entregue durante a 3ª Edição da Conferência Internacional de Portos, realizada em Vitória (ES). A premiação é um reconhecimento ao projeto do Manifesto ESG do Porto de Santos, pelo qual a APS reafirma o seu compromisso sólido com um mundo mais sustentável e socialmente consciente.

Criado em 2023 pelo Instituto Conhecer pela Educação e Cultura (ICPEC), o Prêmio de Inovação de Boas Práticas de Governança Portuária visa reconhecer e valorizar esforços na gestão eficiente e transparente dos portos, ao destacar práticas inovadoras e bem-sucedidas que contribuem para a melhoria contínua da governança portuária, promovendo a sustentabilidade, segurança e competitividade do setor.

Lançado em novembro de 2023, o Manifesto ESG tem o objetivo de incentivar boas práticas de responsabilidade social, ambiental e de governança. Trata-se de uma carta-compromisso que tem como signatários 44 instituições, incluindo prefeituras da região da Baixada Santista, empresas que atuam no complexo portuário e a própria APS.

O Manifesto cria uma rede robusta de colaboração entre os seus signatários, fomentando parcerias estratégicas que transcendam as fronteiras organizacionais tradicionais e promovendo, dessa forma, uma sinergia única no setor portuário.

Ao integrar esforços na disseminação da mentalidade ESG, o Manifesto atua como um catalizador de mudanças positivas e proporciona uma plataforma para o compartilhamento de melhores práticas e informações cruciais, a troca de conhecimentos especializado e a concepção e implementação de projetos colaborativos inovadores.

“Este reconhecimento é mais do que uma honra: é uma confirmação de que estamos no caminho certo, fortalecendo parcerias, ampliando impactos e mostrando que a transformação se constrói de forma coletiva”, afirmou o superintendente de Governança, Riscos e Compliance da APS, Cláudio Bastos, ao receber a premiação.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Inovação, Portos

Porto de Itajaí realiza segunda etapa do programa Rotas para Inovação

A segunda etapa do Rotas para Inovação aconteceu na manhã desta quarta-feira (10), na Superintendência do Porto de Itajaí. O programa é desenvolvido em parceria com o Sebrae/SC e o Centro Regional de Inovação (Elume). Nesta fase, as empresas demandadas participaram de um workshop com metodologia design thinking, voltado ao mapeamento de desafios e necessidades do complexo portuário de Itajaí.

“Estamos vivendo um momento histórico no Porto de Itajaí. Só neste ano já alcançamos um faturamento de R$ 120 milhões e movimentamos mais de 1,7 milhão de toneladas em cargas e contêineres. Esses números mostram não apenas a força do nosso complexo portuário, mas também o quanto estamos fortalecendo a economia de Santa Catarina e do Brasil. É importante destacar que o Porto de Itajaí não é apenas um elo estratégico para escoar a produção nacional, mas também atua como demandador da cadeia logística, impulsionando serviços, tecnologia e inovação em toda a região”, avaliou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo, também destacou que “ao mesmo tempo em que avançamos na eficiência operacional e conquistamos recordes de movimentação, também abrimos espaço para a inovação. O programa Rotas para Inovação é prova disso: ao aproximar empresas e empreendedores, estamos criando soluções que garantem ainda mais competitividade e sustentabilidade para o Porto de Itajaí, impulsionando o desenvolvimento da nossa região.”

A atividade foi conduzida pelo diretor de Inovação e Empreendedorismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Fábio Zabot Holthausen, e pelo professor responsável pela Incubadora Univali, Marco Petrolli. Durante o encontro, os participantes puderam alinhar expectativas e identificar pontos estratégicos para o desenvolvimento de soluções conjuntas.

Com essa nova etapa, o programa busca aproximar empresas e inovadores, promovendo soluções que fortaleçam a competitividade do setor portuário e estimulem o ecossistema de inovação da região.

Chamamento para empresas

Agora, a próxima etapa será o lançamento do Edital nº 003/2025 – Chamamento Público para Solucionadores do Programa Rotas da Inovação, que será divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Elume. Os interessados poderão acessar o documento na página oficial da instituição, na seção de editais: https://elumepark.com.br/seja-elume/

Fonte: Porto de Itajaí

Ler Mais
Tecnologia

Drones entregarão seu próximo pedido de comida?

O delivery de alimentos é um luxo que deixou os moradores das cidades acostumados. Mas estão surgindo mais opções para pessoas que moram fora da zona urbana.

Com cerca de 700 mil ilhas, a Suécia, a Noruega e a Finlândia abrigam a maior quantidade de ilhas do mundo. Seu litoral é pontilhado de arquipélagos, que formaram sua história e cultura.

Diversas dessas ilhas são acessíveis por balsas e pontes para os moradores das cidades da região. Mas existe algo que os moradores locais, muitas vezes, não têm: delivery de comida quente na porta de casa, um serviço que seus primos da cidade provavelmente usam com frequência.

Mas a start-up norueguesa Aviant quer mudar esta situação, com o primeiro serviço de delivery de comida por drones da região, começando pela ilha de Värmdö, na Suécia.

Värmdö fica a apenas 13 km em linha reta da capital sueca, Estocolmo. A ilha tem acesso de carro, ônibus e balsa.

Mas sua população de cerca de 46 mil habitantes (que chega a 100 mil, no verão) tem poucas opções de delivery de comida.

Em uma chamada de vídeo, o CEO (diretor-executivo) e um dos fundadores da Aviant, Lars Erik Fagernæs, mostra um mapa das ilhas mais próximas a Estocolmo.

“Todos os quadrados azuis e brancos são onde [os serviços de delivery] Foodora e Wolt mantêm atendimento e todos os quadrados pretos são onde eles não estão”, explica Fagernæs. Ele mora na cidade norueguesa de Trondheim, a 500 km da capital, Oslo.

“Você pode ver no mapa que existem 87 mil pessoas sem acesso a um serviço de delivery. Essas pessoas moram no que você chamaria de subúrbios e gostariam de pedir comida para entrega, mas simplesmente não têm opções.”

Mas, desde fevereiro, os moradores de Gustavsberg — a maior cidade de Värmdö — e regiões vizinhas podem pedir hambúrgueres quentes da cadeia escandinava Bastard Burgers diretamente para sua casa por drone, usando a tecnologia da Aviant.

O custo da entrega é comparável aos serviços de carro ou moto, pois os drones eliminam o custo do motorista.

No momento, a Aviant está em “fase beta”. Ela entrega apenas 10 itens por semana, para verificar se tudo funciona.

Mas o plano é aumentar a escala com o passar do ano.

‘Óvni entregando a comida’

A Aviant deve lançar um serviço similar na península de Nesodden, na Noruega. Ela fica a apenas 6,5 km de distância em linha reta de Oslo, mas a viagem rodoviária é de 47 km. Fagernæs mostra novamente a localização no mapa.

“Toda a parte branca é o local onde, atualmente, não há um serviço de delivery de comida”, explica ele. “Por isso, cerca de 100 mil pessoas, agora, terão acesso ao delivery, o que não tinham antes.”

Fagernæs reconhece que este não foi um processo fácil de se aperfeiçoar. Foram necessárias diversas tentativas para garantir que a comida permanecesse quente e fresca durante o tempo máximo de voo de até 10 minutos, em um raio de até 10 km.

“Testamos isso por três anos”, relembra ele. “No começo, muitas batatas ficavam encharcadas.”

“Mas melhoramos o recipiente isolado onde vai o hambúrguer. Agora, sabemos que ele chega quente, mesmo no inverno.”

“As pessoas ficam malucas com isso”, conta Fagernæs. “Eles chamam seus vizinhos e a vovó. Eles acham que é um óvni entregando a comida.”

Fagernæs espera que os dois serviços piloto forneçam a “receita”, como ele chama, para iniciar um desdobramento em plena escala por toda a Escandinávia, contemplando comunidades como as de Värmdö e Nessoden, selecionadas pela sua geografia. Ele aponta para o mapa outra vez.

“Não temos cidades enormes, mas estas áreas são viáveis para o delivery por drones”, explica ele. “Elas ficam nos limites entre o urbano e o rural, onde é muito difícil atender de carro. E representam boa parte da população da Escandinávia.”

A Aviant identificou cerca de 40 bases de expansão em toda a Escandinávia para os próximos dois anos. E observa geografia similar no Canadá, com mais de 52 mil ilhas, e na região nordeste dos Estados Unidos, caracterizada por lagos, ilhas e montanhas.

Em relação ao clima, Fagernæs admite que os fortes ventos, ocasionalmente, derrubam os drones, mas espera que o serviço fique operante por 90% do tempo.

Em relação aos drones para fornecer comida para regiões realmente remotas, a Aviant é uma dentre várias empresas de drones que verificaram a tendência, mas concluíram que os números não compensavam.

Em 2022, a Aviant começou a fornecer comida tailandesa, italiana e sushi para moradores fora de Trondheim. Mas encerrou o serviço em agosto de 2023.

Paralelamente, em 2022, a empresa britânica Skyports forneceu merenda escolar para crianças nas ilhas Orkney, na Escócia. A ação era financiada pelo conselho local de Argyll e Bute e, temporariamente, forneceu um serviço de delivery de “peixe com batatas fritas às sextas-feiras” para a comunidade estendida.

Da mesma forma, a empresa alemã Wingcopter forneceu produtos de uso diário para moradores rurais, em 2023, como parte de uma parceria com o governo local.

E, na província de Zhejiang, no leste da China, um município está financiando o delivery de refeições quentes por drones para moradores idosos, isolados nas montanhas.

Mas a continuidade destes serviços sem um parceiro privado ou governamental não é comercialmente viável.

As distâncias fazem com que o custo da entrega seja proibitivo para a pessoa que faz o pedido, ou para a loja fornecedora do alimento. E, por serem áreas rurais, a quantidade de moradores não gera pedidos suficientes para iniciar o serviço.

Mas a Skyports opera um serviço de delivery por drones em parceria com o correio britânico nas ilhas Orkney, desde 2023. Atualmente, ela busca saber como os drones usados no serviço podem ser redirecionados para retomar o serviço de delivery de refeições — desta vez, para todos os moradores.

“Ainda não abrimos para outras pessoas, além dos usuários do correio, pois, atualmente, este é um serviço exclusivo do correio britânico”, explica o diretor da Skyports, Alex Brown.

“Mas, certamente, podemos observar, quando os drones não estiverem em uso, como poderíamos transportar carga das lojas do continente para as ilhas.”

“Precisaríamos observar qual seria o adicional de preço, pois será importante reduzir os custos”, prossegue Brown. “Hoje, estamos concentrados apenas no bom desempenho do serviço, antes de considerar esta expansão.”

“Certamente poderíamos fazer algo deste tipo funcionar. Quanto mais você utilizar o drone, melhor.”

“Existem modelos em que você tem um cliente âncora, que cobre o custo principal, e, depois, você pode aproveitar cada vez mais novas oportunidades comerciais para trazer mais receita e, então, um novo serviço para que as pessoas possam fazer uso.”

A segurança dos drones

Além de fechar as contas, no Reino Unido, os operadores comerciais de drones precisam trabalhar em conjunto com a Autoridade de Aviação Civil, para designar um espaço aéreo exclusivo onde possam operar, evitando colisões com outras aeronaves e minimizando o risco de acidentes com as pessoas em terra.

A prioridade é a segurança, mas isso dificulta muito a entrada no mercado britânico de drones, em comparação com o continente europeu, a Ásia ou a Austrália, indica Brown.

Ele explica que os operadores rurais podem defender que estão operando em espaço aéreo atípico, ou onde provavelmente não haverá outras aeronaves voando ou muitas pessoas em terra. Eles podem também demonstrar que estão usando tecnologia de navegação e detecção de riscos de alta tecnologia.

Brown afirma que o governo britânico está cada vez mais aberto para estas opções e incentiva os empresários do setor.

“Está ficando mais fácil e, dando crédito ao governo britânico, eles estão fazendo bons progressos”, conclui ele.

Fonte: BBC

Ler Mais
Evento

Comex Tech Forum 2025: inovação, networking e show exclusivo de Bruno & Marrone com 50% OFF para parceiros RêConecta

O evento mais aguardado do setor de comércio exterior brasileiro já tem data marcada: no dia 17 de setembro de 2025, o Comex Tech Forum chega ao São Paulo Expo com uma estrutura de 11 mil m² para receber mais de 3 mil profissionais do setor.

Promovido pela Logcomex, líder em tecnologia para comércio exterior, o fórum promete uma programação imersiva com quatro palcos simultâneos, painéis de alto nível e ativações exclusivas. Serão debatidos temas estratégicos como logística, inteligência artificial, inovação, compliance, câmbio, riscos globais e muito mais — sempre com foco em soluções práticas e aplicáveis.

Entre os keynotes confirmados estão grandes nomes como Paulo Guedes, Arthur Igreja, Marcelo Toledo, Carol Paiffer, Prof. HOC e Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex. Além disso, o evento trará experiências únicas, como simuladores de corrida oficiais e a participação de pilotos renomados da Stock Car e da Porsche Cup.

O encerramento será inesquecível: um show exclusivo da dupla Bruno & Marrone, que levará ao palco clássicos que atravessam gerações, unindo negócios, experiências e entretenimento em uma só noite.

Desde sua primeira edição, o Comex Tech Forum cresce de forma exponencial. Em 2023, foram mais de 600 participantes; em 2024, o número saltou para 2 mil; e em 2025, a expectativa é ultrapassar 3 mil profissionais conectados. Para o CEO da Logcomex, Helmuth Hofstatter, o evento vai além de palestras. “Criamos o Comex Tech Forum como uma resposta direta à necessidade de inovação tecnológica no setor. Mais do que um fórum, é um espaço de troca estratégica, networking e aplicação prática da tecnologia no comércio exterior,” destaca. 

Condição exclusiva para parceiros RêConecta

Parceiros do RêConecta têm 50% de desconto no ingresso na modalidade NORMAL.

Para garantir o benefício, basta acessar o link oficial de compra e usar o cupom:

👉 RECONECTA50

Inscreva-se já e garanta sua vaga com desconto exclusivo para parceiros ReConecta.

https://www.blueticket.com.br/comextechforum

Ler Mais
Comércio Exterior, Informação, Investimento, Tecnologia

Governo de Santa Catarina fortalece relações com Singapura como porta para a Ásia

A vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, recebeu nesta segunda-feira, 1º de setembro, o chefe de missão e encarregado de Negócios da Embaixada de Singapura no Brasil, Desmond Ng, em Florianópolis. A agenda contou com a presença de lideranças empresariais e representantes do Governo do Estado.

O objetivo da reunião foi ampliar o diálogo entre Santa Catarina e Singapura, aproveitando o cenário de fortalecimento do comércio brasileiro com a Ásia. Para a vice-governadora a reunião foi altamente positiva. “O chefe de Missão e encarregado de negócios na embaixada de Singapura no Brasil foi muito claro ao afirmar que a nação asiática tem interesse em aumentar ainda mais as relações comerciais com Santa Catarina. Temos muitas similaridades como o investimento em tecnologia, educação e segurança pública, além da ampla infraestrutura portuária, que faz tanto o nosso estado quanto a nação asiática polos logísticos”, destacou. 

Fotos: Richard Casas/GVG

O representante da embaixada no Brasil confirmou que há um interesse robusto e crescente em Santa Catarina. “Nosso papel é ampliar nossa comunicação para que novos investimentos se estabeleçam”, informou Desmond. O diplomata de Singapura citou que viu, em Brasília no último dia 27 de agosto, o anúncio dos resultados do Ranking de Competitividade dos Estados, evento no qual SC foi representado pela vice-governadora Marilisa. Ele relatou que ficou impressionado com o fato de Santa Catarina ter ficado, pelo nono ano seguido, no segundo lugar geral, além de ser o primeiro colocado em Capital Humano e Segurança Pública. “Isso só reforçou a certeza de que precisamos nos aproximar ainda mais de Santa Catarina”, afirmou.

Na reunião desta segunda-feira foram discutidas oportunidades em setores como portos, inovação tecnológica, economia verde e comércio exterior. O governo catarinense reforçou ainda o potencial do Estado para atrair novos aportes, lembrando que fundos soberanos de Singapura já possuem participação em empresas instaladas em território catarinense.

Estratégico

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o momento que Santa Catarina vive em termos de relações internacionais é estratégico. “Singapura é referência mundial em inovação e tecnologia, e uma porta para outros países asiáticos que também têm interesse em conversar conosco sobre negócios e investimentos. Estamos prontos para inserir ainda mais o estado nesse contexto”, destacou. 

A secretária de Articulação Nacional, Vânia de Oliveira Franco, avaliou que a chegada da comitiva de Singapura ocorre no momento ideal. “A internacionalização de Santa Catarina é uma prioridade do nosso governo, uma determinação conjunta com o governador Jorginho Mello e com a vice-governadora Marilisa Boehm. Esta visita reforça nossa aposta em parcerias globais, mostrando que somos um estado altamente competitivo, seguro e que oferece toda a segurança jurídica necessária para que o investimento floresça. Estamos prontos para construir um futuro de sucesso juntos”, assegurou.

De acordo com o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, Singapura é um dos casos mais estudados de sucesso em desenvolvimento econômico e em inserção global de uma região pequena, mas extremamente estratégica. “Há várias lições que podem ser adaptadas à realidade catarinense.
Santa Catarina pode aprender com Singapura principalmente em promoção internacional e integração global, logística portuária, qualificação de mão de obra e, principalmente como políticas de inovação podem transformar a sociedade e alavancar o desenvolvimento”, comentou.

Comércio em expansão

De acordo com o Observatório da FIESC, Santa Catarina exportou para Singapura US$ 79 milhões apenas entre janeiro e julho de 2025. Entre os principais produtos estão alimentos processados, bombas de líquidos e transformadores elétricos. Do lado das importações, o destaque vai para circuitos integrados, polímeros e equipamentos eletrônicos, fundamentais para a indústria catarinense.

A agenda integra a programação da comitiva de Singapura em Santa Catarina, que inclui visitas a centros de inovação, reuniões com representantes do setor produtivo e encontros com secretarias estaduais.

Fonte: SECOM

Ler Mais
Industria

Indústria de SC é destaque no Prêmio Valor de Inovação

WEG integra lista das top 10 mais inovadoras e lidera categoria eletroeletrônicos; projeto da Tupy em parceria com SENAI é destaque

As empresas mais inovadoras do país foram homenageadas na 11ª edição do anuário “Valor Inovação Brasil”, principal premiação nacional no campo de pesquisa, desenvolvimento e inovação do país. Empresas de SC, ou com atuação relevante no estado, foram classificadas entre as mais inovadoras no ranking das 150 identificadas em pesquisa realizada pelo Valor em parceria com a Strategy&, da PwC, com destaque para a WEG, a única indústria catarinense entre as top 10 do país.

Na 10ª posição no anuário, a empresa teve 55% do faturamento do ano passado originado de produtos novos, lançados nos últimos cinco anos. Para manter o ritmo, investiu R$ 1,1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento em 2024, o equivalente a aproximadamente 2,8% da receita operacional líquida.

Com 66 fábricas e 144 laboratórios de testes em 13 países, a empresa atua em duas grandes frentes de inovação. A primeira segue uma das principais tendências do setor: a busca de mais sustentabilidade, com redução nas emissões de carbono. O segundo eixo tem foco na inteligência artificial (IA) e digitalização de processos industriais, com criação de sistemas e software usados internamente e vendidos a terceiros. A WEG também é a primeira na categoria eletroeletrônicos, seguida pela Whirlpool.

A fabricante de eletrodomésticos de Joinville abriga o maior centro global de pesquisa e desenvolvimento em refrigeração da vice-campeã da categoria eletroeletrônicos. “Desenvolvemos aqui tecnologias que depois são adotadas em países como Estados Unidos, Índia e México”, afirmou ao Valor Eduardo Vasconcelos, diretor jurídico e de relações governamentais da Whirlpool. A companhia investe de 3% a 4% do faturamento em inovação.

Alimentos e Bebidas
Na categoria Alimentos e Bebidas, a Duas Rodas ficou na 5ª colocação. A posição leva em conta os investimentos de 5% a 6% de sua receita em inovação. “Nosso foco atual são os bioativos, que é tudo o que conseguimos concentrar dentro de uma planta, vegetal, fruta, e que tenha relevância para ser inserida em um alimento”, explicou Rosemeri Francener, CEO da Duas Rodas. Um exemplo de inovação da empresa de Jaraguá do Sul é a vitamina C que é extraída da acerola. “Estávamos querendo substituir completamente a vitamina sintética. Começamos com 5%, 10% e hoje estamos com 40% — o restante é um veículo natural, à base de mandioca. É única no mundo”.

Bens de Capital
A categoria bens de capital tem três empresas com atuação em SC. A Tupy, segunda colocada, destinou R$ 58,5 milhões para investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2024, dos quais 74% foram aplicados em projetos relacionados à sustentabilidade. A solução, já disponível no mercado, mantém até 85% dos componentes originais dos motores, reduz custos operacionais, com uma economia de até 40% nos gastos com combustível, e permite uma queda de até 60% nas emissões de CO2. Neste ano a Tupy também lançou seu motor a etanol para tratores.

A companhia também desenvolveu uma plataforma própria de inteligência artificial (IA) estruturada em três frentes: IA clássica, para prever falhas ainda na etapa inicial da produção; IA embarcada, com reconhecimento de imagem para controle de montagem de moldes; e IA generativa, que atua como assistente interativo para os operadores e técnicos. O sistema foi desenvolvido em parceria com o SENAI/SC e empresas apoiadas pela ShiftT, a aceleradora de startups da companhia.

A Nidec, terceira colocada em bens de capital, que investe entre 3% e 4% de seu faturamento em desenvolvimento tecnológico, registrou entre 2023 e 2024 mais de 40 patentes desenvolvidas por suas equipes no Brasil. Uma das inovações da Nidec é um novo compressor para refrigeradores e freezers de uso doméstico, da linha VES. Os compressores tradicionais trabalham a uma velocidade fixa e desligam quando o refrigerador atinge a temperatura programada, enquanto nos equipamentos da linha VES a velocidade e a capacidade de refrigeração variam de acordo com a demanda, reduzindo o consumo de energia.

Na quarta posição, a Thyssenkrupp se destaca pelo projeto das Fragatas Tamandaré que envolve a construção simultânea de três embarcações em um único estaleiro, o que é inédito no país. Elas estão sendo construídas na TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, estaleiro que pertence ao grupo alemão, em parceria com a Marinha do Brasil. Entre as inovações do projeto está a solução StandPipe Vision AI, um sistema baseado em IA que realiza inspeções automatizadas em fornos de coque de usinas siderúrgicas.

A empresa usa uma metodologia construtiva totalmente digitalizada e acessível em totens e tablets e que elimina o uso de uma grande quantidade de documentos impressos que precisam ser constantemente atualizados, além de uma ferramenta de realidade aumentada na montagem das fragatas, que permite validações em tempo real de cada etapa.

Materiais de construção
A primeira posição na categoria materiais de construção é da Dexco, detentora de marcas como Deca, Portinari e Hydra. Dos R$ 2,5 bilhões aprovados para o crescimento da empresa entre 2021 e 2026, 10% são voltados à inovação disruptiva. Só o programa Open Dexco alocou, nos últimos três anos, R$ 2,7 milhões em 35 projetos-piloto para resolver “dores” de qualquer natureza do negócio.

Segunda empresa do setor de materiais de construção mais inovadora do Brasil, a Ciser, fabricante de fixadores, aposta no hub Colmeia, que engloba as áreas de P&D avançada, inovação aberta e gestão de projetos. Além disso, desenvolve programas como o HackaCiser (hackaton voltado para solucionar problemas internos) e o Desafix (busca startups para solução de problemas operacionais, de custo etc.) Com investimento entre 1% e 5% da receita operacional líquida em inovação, a empresa desenvolveu uma série de novos produtos, como o Nanotec 45K (revestimento para aplicação em fixadores instalados em ambientes altamente corrosivos por chuva ácida).

Quarta colocada no ranking da categoria, a Tigre, líder em tubos e conexões de PVC, investe cerca de 1% do seu faturamento anual em inovação. A decisão tem mostrado resultados: entre 6% e 7% da receita da indústria de SC vem de produtos lançados nos últimos cinco anos. “Isso demonstra que a inovação não só abre portas em novos mercados, como também gera fidelização de clientes ao entregar soluções mais eficazes, sustentáveis e adaptadas às demandas atuais”, disse ao Valor o head de inovação, Guilherme Lutti. Um exemplo é a Multifam, estação de tratamento com capacidade para atender até duas mil residências e que, segundo a empresa, mantém a eficiência com menor impacto ambiental — consome 45% menos energia e ocupa área 40% menor.

Outros setores
A ArcelorMittal, com atuação em São Francisco do Sul, foi a 3ª colocada na categoria mineração, metalurgia e siderurgia. 
Na categoria papel e celulose, três empresas com atuação em SC foram classificadas entre as cinco primeiras: Klabin (2ª), Irani (3ª) e Smurfit Westrock (5ª)

O processo de apuração teve o apoio de três professores especializados: Dora Kaufman, professora do programa Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC-SP; Hugo Tadeu, professor e diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral; e Luiz Serafim, professor na FIA, FGV, Inov, Esalq/USP e O Novo Mercado.

Com informações do Valor Econômico e das assessorias de imprensa das empresas

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook