Economia

Plano Brasil Soberano amplia acesso ao crédito e reduz exigências para empresas

As novas regras do Plano Brasil Soberano passaram a valer nesta segunda-feira (8), ampliando o número de empresas aptas a solicitar financiamentos oferecidos pelo programa federal. A principal mudança reduz de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento necessário para acesso às linhas de crédito.

A alteração, anunciada pelo governo na semana passada, busca facilitar o atendimento a empresas afetadas por fatores externos, como as tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos e os reflexos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.

Novos critérios ampliam alcance do programa

Com a flexibilização das regras, empresas exportadoras e fornecedoras que registraram perdas menores de receita poderão pleitear recursos do programa.

A medida beneficia especialmente companhias enquadradas nos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano, voltados para setores impactados pelo cenário internacional.

Entre os contemplados estão:

  • Exportadores de bens industriais afetados por tarifas impostas pelos Estados Unidos;
  • Fornecedores ligados a cadeias produtivas impactadas pelas restrições comerciais;
  • Empresas com operações ou relações comerciais em países do Oriente Médio afetados por conflitos regionais.

Agora, basta comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência para solicitar o crédito.

Como será feita a comprovação das perdas

Os critérios de análise variam conforme o grupo de enquadramento da empresa.

Para os integrantes do grupo 1, a comparação do faturamento deverá considerar o período entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.

Já para as empresas enquadradas no grupo 3, a avaliação será feita com base nos resultados obtidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

Setores industriais estão entre os mais beneficiados

No grupo relacionado aos impactos das tarifas norte-americanas, diversos segmentos industriais poderão acessar as linhas de financiamento.

Entre eles estão:

  • Aço;
  • Cobre;
  • Alumínio;
  • Indústria automotiva;
  • Setor moveleiro.

A expectativa é que a medida ajude a preservar investimentos, fortalecer a competitividade e reduzir os efeitos das oscilações do mercado internacional.

Setores estratégicos mantêm regras já estabelecidas

A nova portaria não altera as condições aplicadas ao grupo formado por atividades consideradas estratégicas para a economia nacional.

Entre os segmentos enquadrados nessa categoria estão:

  • Têxtil;
  • Químico;
  • Farmacêutico;
  • Automotivo;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Eletrônicos e informática;
  • Borracha e plástico;
  • Equipamentos de transporte;
  • Minerais críticos.

Esses setores continuam elegíveis às linhas de apoio previstas no programa, seguindo os critérios já definidos anteriormente.

Como solicitar financiamento pelo Plano Brasil Soberano

As empresas dos grupos 1 e 3 podem consultar a elegibilidade por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital para acessar o sistema.

Já as empresas enquadradas em outros segmentos devem verificar se sua atividade econômica, registrada por meio da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) no CNPJ, está entre as contempladas pela regulamentação vigente.

Linhas de crédito disponíveis

O programa disponibiliza recursos para diferentes finalidades ligadas ao desenvolvimento empresarial e à expansão da atividade produtiva.

Entre as modalidades de financiamento oferecidas estão:

  • Capital de giro;
  • Produção voltada à exportação;
  • Compra de máquinas e equipamentos;
  • Ampliação da capacidade produtiva;
  • Inovação tecnológica;
  • Adaptação de produtos, processos e serviços.

A ampliação do acesso ao crédito faz parte da estratégia do governo para apoiar empresas afetadas por instabilidades internacionais e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Paulo Lacerda/CNI

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Importação

Importações de dispositivos médicos ultrapassam US$ 11 bilhões e evidenciam desafios da indústria nacional

As importações de dispositivos médicos no Brasil devem superar a marca de US$ 11 bilhões em 2025, conforme aponta o Relatório Setorial 2026 da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo). O resultado reforça a crescente dependência do mercado nacional por equipamentos desenvolvidos no exterior e acende um alerta para os desafios enfrentados pela indústria brasileira.

De acordo com a entidade, o avanço das compras internacionais não está relacionado apenas às oscilações cambiais. O cenário também reflete limitações estruturais da produção nacional, especialmente em segmentos que exigem maior nível de inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Produção local atende apenas parte da demanda do mercado

Atualmente, a indústria brasileira é responsável por cerca de 35% do consumo aparente de equipamentos médicos no país. Enquanto isso, hospitais, clínicas e instituições de saúde seguem ampliando investimentos em tecnologias voltadas para diagnóstico, monitoramento de pacientes, digitalização de processos e sistemas de suporte à vida.

O aumento da procura por soluções mais avançadas tem ocorrido em ritmo superior à capacidade da indústria nacional de fornecer equipamentos de alta complexidade, ampliando a participação dos produtos importados no setor.

Reorganização global das cadeias produtivas impacta o setor

Outro fator apontado pela Abimo é a transformação das cadeias globais de produção após a pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, diversas economias desenvolvidas passaram a adotar estratégias para fortalecer a fabricação doméstica de itens considerados estratégicos, incluindo produtos para a área da saúde e semicondutores.

Esse movimento tem intensificado a concorrência internacional e aumentado os desafios para países que buscam expandir sua presença na produção de tecnologias médicas avançadas.

Competitividade depende de produtividade e inovação

Segundo dados da associação, a produtividade da indústria brasileira de dispositivos médicos alcançou aproximadamente R$ 354 mil por trabalhador formal em 2025. Apesar do avanço, representantes do setor defendem medidas que estimulem ganhos de escala, inovação e fortalecimento da capacidade tecnológica nacional.

Para Márcio Bósio, diretor institucional da Abimo, a competitividade da indústria de saúde envolve uma série de fatores que vão além da taxa de câmbio.

“A discussão sobre competitividade na saúde vai muito além do câmbio. Hoje envolve produtividade, escala industrial, inovação e capacidade tecnológica”, destacou.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Folhapress

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Evento

SC Expo Defense destaca inovações em defesa e segurança com satélites, drones e soluções tecnológicas

A SC Expo Defense, realizada na sede da FIESC, encerrou nesta sexta-feira (22) consolidando-se como vitrine para as principais inovações em defesa e segurança desenvolvidas no estado. O evento apresentou uma ampla gama de soluções voltadas ao setor, reunindo desde drones interceptadores, embarcações customizadas e coletes balísticos flutuantes até sistemas computacionais avançados e tecnologias sustentáveis para reaproveitamento energético.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a diversidade de projetos apresentados evidencia o potencial de expansão da indústria catarinense no segmento.

Segundo ele, a feira reforça a proposta de integrar empresas consolidadas, startups, instituições de ensino, centros de pesquisa e representantes das forças de segurança em torno de uma cadeia produtiva de alto valor agregado.

Tecnologia dá novo destino às baterias de veículos elétricos

Entre os destaques, a Celesc apresentou o projeto Energia Celesc A Bordo, desenvolvido em parceria com a UFSC e a WEG.

A solução consiste em um caminhão equipado com baterias de íons de lítio reaproveitadas, formando um Sistema Transportável de Armazenamento de Energia em Baterias (STAEB). O projeto utiliza baterias que já não atendem ao uso automotivo, mas que ainda mantêm entre 70% e 80% da capacidade operacional.

A tecnologia pode ser utilizada para manter o fornecimento de energia durante manutenções, atender situações emergenciais e oferecer suporte em áreas críticas, antecipando desafios ambientais ligados à eletromobilidade.

Nanossatélites e transferência tecnológica reforçam soberania nacional

O SENAI/SC levou ao evento experiências ligadas ao desenvolvimento de nanossatélites, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados.

A instituição participou da criação do VCUB1, considerado o primeiro satélite integralmente brasileiro, além do projeto Catarina-A2, iniciativas voltadas ao fortalecimento da tecnologia espacial nacional.

Já a Força Aérea Brasileira apresentou uma réplica do caça supersônico F-39 Gripen. O modelo, originalmente desenvolvido pela Saab, passou a ser produzido parcialmente no Brasil após acordo de transferência tecnológica firmado com a FAB.

A parceria já possibilitou a capacitação de cerca de 350 engenheiros brasileiros na Suécia. Das 36 aeronaves adquiridas, 15 terão montagem final em território nacional.

Dinâmica interativa aproxima público do trabalho pericial

Outro espaço que chamou atenção foi a atividade promovida pela Polícia Científica de Santa Catarina.

A ação simulou uma cena de crime com elementos investigativos para que visitantes participassem da coleta de evidências e da resolução do caso fictício.

De acordo com a perita criminal Júlia Campos Dotto, a iniciativa teve como objetivo aproximar a população do trabalho técnico desenvolvido pelo setor e conscientizar sobre os principais tipos de ocorrências investigadas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Junior Somensi

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Indústria

Itajaí avança na indústria de defesa com criação de novo polo estratégico

A cidade de Itajaí deu um passo importante para fortalecer sua presença na indústria de defesa brasileira. A Prefeitura, a Fiesc e o Sebrae assinaram um protocolo de intenções para viabilizar a criação do Polo da Indústria da Defesa no município.

O acordo foi formalizado durante a abertura da 4ª edição da SC Expo Defense, Inovação e Tecnologia, em Florianópolis. A proposta busca estimular novos investimentos, incentivar a inovação tecnológica e ampliar a participação de empresas catarinenses em um setor considerado estratégico para a economia nacional.

Polo pretende fortalecer cadeia produtiva do setor

Com a parceria, as instituições envolvidas pretendem unir esforços para impulsionar negócios, fomentar pesquisas e desenvolver a cadeia produtiva ligada às áreas de defesa e segurança.

A iniciativa ganha força porque Itajaí já abriga uma das operações mais relevantes da indústria naval militar do país: o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), conduzido pelo TKMS Brasil Sul.

O projeto é considerado atualmente o maior programa de construção naval militar em execução no Brasil, com investimentos estimados em R$ 12 bilhões. Além disso, o empreendimento gera cerca de 2 mil empregos diretos e mais de 6 mil vagas indiretas na região.

Projeto quer atrair empresas de tecnologia e pesquisa

Além da fabricação das fragatas, o futuro polo industrial pretende ampliar a presença de fornecedores, startups, centros de pesquisa e instituições de ensino voltadas ao segmento de defesa nacional.

A expectativa é criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e serviços voltados às demandas das Forças Armadas e do setor de segurança.

Outro fator considerado estratégico para a implantação do polo é a infraestrutura logística de Itajaí. O município conta com porto, acesso rodoviário e tradição industrial, características vistas como fundamentais para a expansão da atividade econômica.

Prefeitura destaca protagonismo de Itajaí no setor

Segundo o prefeito Robison Coelho, a formalização do protocolo marca um avanço importante para consolidar o município como referência nacional na área de defesa.

De acordo com ele, a cidade já ocupa posição de destaque com a construção das fragatas e agora busca ampliar sua atuação no fornecimento para a base industrial de defesa do país, além de abrir novas oportunidades econômicas para a região.

Indústria de defesa movimenta bilhões na economia

A chamada Base Industrial de Defesa reúne empresas, universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção de equipamentos utilizados pelas Forças Armadas.

O setor engloba a produção de navios, aeronaves, drones, radares, sistemas tecnológicos e diversos componentes estratégicos para operações militares e de segurança.

Dados da Estratégia Nacional de Defesa 2025 apontam que cada R$ 1 investido na indústria de defesa pode gerar aproximadamente R$ 10 no Produto Interno Bruto (PIB). Já aportes de R$ 10 milhões no segmento têm potencial para movimentar cerca de R$ 18,6 milhões na economia de forma direta e indireta.

Em Santa Catarina, o setor movimentou cerca de R$ 211 milhões no último ano, consolidando o estado entre os principais polos brasileiros da área.

Com a criação do novo polo industrial, a expectativa é ampliar a competitividade regional, atrair novos empreendimentos e fortalecer Itajaí como referência nacional em tecnologia de defesa e inovação industrial.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo / Marinha do Brasil

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Tecnologia

Demissões na Microsoft: empresa cria plano e acelera transição para inteligência artificial

A Microsoft iniciou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos como parte de uma reestruturação focada em inteligência artificial (IA). A iniciativa pode alcançar cerca de 7% da força de trabalho no país, o que representa aproximadamente 8,7 mil profissionais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o plano marca uma mudança relevante na estratégia da companhia, que busca adaptar sua estrutura ao avanço das novas tecnologias.

Foco em profissionais mais experientes

O programa é direcionado principalmente a funcionários com maior tempo de casa. Para aderir, os colaboradores precisam atingir uma pontuação mínima que combina idade e anos de serviço, concentrando a proposta em perfis mais seniores.

Executivos de alto escalão e áreas consideradas estratégicas ficaram de fora da iniciativa, indicando uma seleção criteriosa dentro do processo de reestruturação.

Estratégia ligada ao avanço da inteligência artificial

A medida está inserida em um movimento mais amplo de reorganização interna, com foco na expansão de soluções baseadas em tecnologia e inovação. A empresa busca simplificar operações e aumentar a agilidade diante de um cenário competitivo cada vez mais orientado pela IA.

Nos últimos meses, a companhia também promoveu mudanças em sua liderança, especialmente em áreas ligadas a plataformas digitais e desenvolvimento tecnológico.

Redução de custos e pressão por eficiência

O setor de tecnologia tem direcionado investimentos bilionários para infraestrutura, como data centers e desenvolvimento de modelos avançados de IA. Esse cenário tem elevado a pressão por eficiência operacional e controle de despesas.

No caso da Microsoft, a reestruturação ocorre após cortes significativos realizados anteriormente, quando mais de 15 mil postos foram eliminados globalmente.

Tendência global no mercado de trabalho

O movimento da empresa reflete uma tendência mais ampla entre grandes companhias de tecnologia, que vêm ajustando suas equipes diante do potencial da automação e inteligência artificial para aumentar produtividade.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por profissionais altamente qualificados, enquanto funções mais tradicionais podem perder espaço nesse novo modelo.

Impactos no mercado e na estratégia corporativa

Além da reorganização interna, a decisão também dialoga com a pressão do mercado financeiro por melhores resultados. Investidores têm cobrado retorno mais rápido sobre os investimentos em IA, o que leva empresas a revisarem custos e estratégias.

Ao optar por um modelo de desligamento voluntário, a Microsoft busca equilibrar redução de despesas com preservação de sua imagem corporativa e clima organizacional.

Transição tecnológica deve afetar empregos

A iniciativa reforça que a migração para uma economia baseada em inteligência artificial tende a provocar mudanças significativas no mercado de trabalho, especialmente para profissionais mais experientes e funções tradicionais.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Tecnologia

Apple aos 50 anos: gigante do lucro enfrenta desafios em inovação e inteligência artificial

A Apple completou 50 anos em abril reafirmando seu discurso de inovação, marca registrada desde a fundação por Steve Jobs e Steve Wozniak. Em mensagem oficial, o CEO Tim Cook destacou o compromisso da empresa com o futuro e resgatou o conceito de “pensar diferente”, que marcou a identidade da companhia.

Apesar do tom otimista, o aniversário acontece em um contexto de questionamentos sobre a capacidade da empresa de manter seu protagonismo criativo no setor de tecnologia.

Força financeira mantém liderança global

Mesmo diante das críticas, a Apple segue como uma potência econômica. A empresa ocupa atualmente a segunda posição entre as mais valiosas do mundo, com valor de mercado trilionário, atrás apenas da Nvidia.

O desempenho financeiro robusto reforça sua eficiência operacional e capacidade de geração de receita, especialmente com produtos consolidados no mercado.

Falta de inovação levanta preocupações

Embora continue lucrativa, a companhia já não apresenta o mesmo impacto disruptivo de lançamentos anteriores, como o iPhone e o iPod, que transformaram a indústria tecnológica.

Analistas apontam que a empresa enfrenta um descompasso entre sua imagem inovadora e a realidade atual, mais próxima de uma corporação tradicional focada em resultados financeiros.

Inteligência artificial expõe fragilidades

O avanço da inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a empresa. Apesar de ter sido pioneira em iniciativas como reconhecimento de escrita e assistentes virtuais, como a Siri, a Apple perdeu espaço na corrida recente por soluções mais avançadas.

A entrada de novos competidores no mercado de IA generativa, especialmente a OpenAI, evidenciou a falta de protagonismo da empresa nesse segmento.

Um dos movimentos mais simbólicos foi o acordo com o Google para integrar o modelo Gemini aos seus dispositivos, indicando uma dependência externa em uma área estratégica.

Dependência do iPhone preocupa mercado

Outro ponto de atenção é a forte dependência do iPhone nas receitas da empresa. Estimativas de mercado indicam que o produto e seus serviços associados representam a maior parte do faturamento total.

Essa concentração aumenta os riscos em um cenário tecnológico em constante transformação, especialmente com o crescimento de soluções baseadas em software.

Desafios para o futuro da gigante de tecnologia

A Apple entra em sua sexta década como uma das empresas mais influentes do mundo, mas enfrenta o desafio de equilibrar sua solidez financeira com a necessidade de retomar o protagonismo em inovação tecnológica.

O futuro da companhia dependerá da capacidade de se reposicionar em áreas estratégicas, como inteligência artificial, sem perder a identidade que a tornou referência global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Crédito de R$ 15 bilhões para MPMEs impulsiona exportações e acesso a novos mercados

O governo federal anunciou, no fim de março de 2026, a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) exportadoras. A iniciativa, chamada Brasil Soberano 2.0, foi formalizada por Medida Provisória e tem como objetivo apoiar empresas impactadas pela instabilidade externa e pela reorganização das cadeias globais.

Além de oferecer alívio financeiro, a medida tende a estimular mudanças estratégicas, incentivando a adoção de certificações internacionais, que são essenciais para acessar novos mercados e aumentar a competitividade global.

Certificações internacionais se tornam diferencial

Especialistas destacam que o crédito não deve ser usado apenas para capital de giro, mas também para adaptação às exigências de rastreabilidade e conformidade internacionais. Para Vinícius Lages, do Sebrae, a obtenção de certificações é agora um requisito estratégico para exportar para mercados exigentes, como Europa e países árabes.

No caso do Oriente Médio, a certificação Halal Logístico garante que produtos e processos estejam em conformidade com normas islâmicas, facilitando o acesso a portos e cadeias de distribuição. Para a União Europeia, normas como o Regulamento de Desmatamento da UE (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) condicionam a entrada de produtos ao cumprimento de critérios ambientais e de sustentabilidade.

Estratégia foca inovação e aumento do valor agregado

A Medida Provisória permite que os recursos sejam aplicados em capital de giro, ampliação da capacidade produtiva e inovação tecnológica. Segundo Lages, essa orientação garante que os fundos fortaleçam a competitividade, incluindo investimentos em rastreabilidade, descarbonização e processos que aumentem o valor agregado, indo além da simples exportação de commodities.

Pequenas e médias empresas podem se destacar em nichos de mercado, como produtos artesanais, café especial, mel orgânico, tecnologia de startups, móveis e calçados de design. “O crédito permite que MPMEs integrem cadeias internacionais por meio de cooperativas, tradings e empresas âncoras, ampliando escala e acesso a novos mercados”, afirma Lages.

Liquidez reforça capacidade de enfrentamento da instabilidade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a injeção de crédito ajudará a mitigar os efeitos da instabilidade geopolítica e das altas taxas de juros, preservando empregos e a produção industrial.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), detalhou que R$ 10 bilhões do total serão destinados a bens de capital, incluindo modernização de fábricas, sendo R$ 3 bilhões para máquinas verdes, que promovem eficiência energética. O programa também atende MPMEs afetadas por conflitos geopolíticos, medidas tarifárias dos EUA e empresas fornecedoras de insumos para exportadores, incluindo setores como aço, alumínio e cobre.

Recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)

O financiamento terá como fonte o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), administrado pelo BNDES. O fundo cobre riscos comerciais, políticos e extraordinários das exportações brasileiras de bens e serviços.

Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ainda regulamentarão os critérios de elegibilidade para as MPMEs que poderão acessar essas linhas de crédito, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma estratégica para expansão internacional e inovação.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mdic

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Negócios

IDB Lab Investirá no Innogen Delta I para Impulsionar Empreendedorismo e Transformação Digital na América Central

O IDB Lab, braço de inovação e capital de risco do Grupo BID, anunciou um investimento de até US$ 2,5 milhões no Innogen Delta I, o primeiro fundo de venture capital dedicado exclusivamente a startups da América Central, com foco especial em El Salvador, Guatemala e Honduras.

O fundo selecionará cerca de 25 startups de tecnologia para desenvolver soluções em setores estratégicos, como agtech, e-commerce, edtech e futuro do trabalho, fintech, healthtech, insurtech, logística e B2B SaaS. A iniciativa busca ainda diversificar a carteira de investimentos, destinando pelo menos 25% dos recursos a empresas lideradas por mulheres, promovendo equidade e aproveitando oportunidades de alto crescimento.

Apoio além do capital

Além do financiamento, o Innogen Delta I oferecerá suporte estratégico e consultoria de negócios, acesso a redes de mercado, auxílio na expansão para novos mercados e suporte em futuras rodadas de investimento.

O projeto também envolve capital doméstico significativo, proveniente de family offices regionais, que agregam experiência, visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento local. Essa combinação de investidores locais e internacionais visa fortalecer o ecossistema de venture capital na América Central, tornando-o mais sustentável, conectado e robusto.

Impacto econômico e inovação

O investimento do IDB Lab deve contribuir para geração de empregos, crescimento de negócios e digitalização de setores estratégicos no Triângulo Norte da América Central. A operação está alinhada à estratégia IDBImpact+, do Grupo BID, que busca ampliar o impacto do desenvolvimento econômico regional com base em conhecimento e inovação.

Com isso, o fundo também pretende ampliar o acesso a capital semente, fortalecer ecossistemas de inovação locais e capacitar gestores de fundos regionais focados em mercados emergentes.

FONTE: IDB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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