Tecnologia

Gigante de SC investe R$ 350 milhões em nova fábrica automatizada e cria 950 empregos

A Aurora Coop, cooperativa fundada em Chapecó (SC), concluiu a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO), em Mato Grosso do Sul. O projeto recebeu investimento de R$ 350 milhões e marca uma nova etapa da empresa, com forte aposta em automação industrial, modernização da produção e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência.

A inauguração da nova estrutura está prevista para 2 de julho de 2026, em São Gabriel do Oeste.

Capacidade de produção cresce 60%

Com a expansão, a unidade amplia sua capacidade de abate de suínos de 3.200 para 5 mil animais por dia, um crescimento de 60%. O aumento coloca o frigorífico entre os maiores do Centro-Oeste no processamento da proteína suína.

Além do reforço na produção, a ampliação terá reflexos no mercado de trabalho. A expectativa é de criação de cerca de 950 vagas de emprego diretas, com prioridade para trabalhadores de São Gabriel do Oeste e municípios vizinhos.

Automação e robôs impulsionam a modernização da fábrica

O investimento contempla a substituição completa da linha de abate, que passa a operar com maior velocidade, precisão e melhores condições ergonômicas para os colaboradores.

A nova fase da planta também prepara a unidade para futuras aplicações de robotização em etapas específicas da produção, além da instalação de equipamentos industriais de última geração e novos sistemas de processamento.

Do total investido, aproximadamente R$ 125 milhões foram destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, R$ 130 milhões às obras civis e outros R$ 95 milhões às instalações industriais.

Segundo a cooperativa, as melhorias também fortalecem os padrões de segurança alimentar, qualidade dos produtos e sustentabilidade dos processos.

Produção de industrializados será ampliada

Com a modernização da unidade, a Aurora Coop também expandirá a fabricação de produtos derivados da carne suína.

A expectativa é elevar a produção diária de itens como presuntos, produtos cozidos, defumados, embutidos frescos e banha, fazendo com que a capacidade de industrializados ultrapasse 400 toneladas por dia.

A produção abastecerá tanto o mercado brasileiro quanto os mercados internacionais onde a cooperativa já possui habilitação para exportação, incluindo países da Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio.

Investimento fortalece a economia regional

Além de ampliar a produção, o projeto deverá impulsionar a economia da região centro-norte de Mato Grosso do Sul, com expectativa de movimentar centenas de milhões de reais em atividades ligadas à cadeia produtiva.

A unidade opera integrada ao sistema de produção da cooperativa, que reúne produtores rurais e cooperativas filiadas responsáveis pelo fornecimento de suínos para o frigorífico.

Obras ampliaram estrutura e reforçaram sustentabilidade

As obras começaram em 2022 e mobilizaram mais de 250 trabalhadores nos períodos de maior atividade, além da participação de diversas empresas terceirizadas.

A expansão acrescentou mais de 9,5 mil metros quadrados à planta industrial. Entre as novas estruturas estão restaurante industrial, vestiários, ambulatório, áreas administrativas, setores de processamento e a ampliação da estação de tratamento de efluentes.

A cooperativa também adotou um novo sistema de tratamento de resíduos por lodos ativados, tecnologia que melhora a eficiência ambiental da operação, reduz a emissão de gases de efeito estufa e eleva a qualidade do tratamento dos efluentes.

Plano de expansão da Aurora Coop segue em ritmo acelerado

A ampliação do frigorífico faz parte da estratégia nacional de crescimento da Aurora Coop, que vem ampliando sua capacidade industrial e fortalecendo sua presença no mercado global de proteínas.

Nos últimos anos, a cooperativa destinou bilhões de reais à expansão de suas operações, com investimentos em novas unidades, modernização industrial e geração de milhares de empregos em diferentes estados brasileiros.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop

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Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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