Negócios

Wesley Batista Filho será o novo CEO global da JBS a partir de 2027

A JBS anunciou na segunda-feira (10) que Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO global da companhia em janeiro de 2027. A mudança faz parte de um processo planejado de sucessão no comando de uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

Batista Filho substituirá Gilberto Tomazoni, que está à frente da JBS desde dezembro de 2018 e passará a ocupar novas funções no Conselho de Administração da companhia.

Wesley Batista Filho assume comando global da JBS

Com 15 anos de trajetória na JBS, Batista Filho atualmente é responsável pela JBS USA, principal plataforma da empresa em receita. A experiência acumulada em diferentes áreas e mercados do grupo foi um dos elementos do processo de sucessão anunciado pela companhia.

Filho de Wesley Batista, um dos controladores da JBS, e neto de José Batista Sobrinho, fundador da empresa, o executivo construiu sua carreira principalmente dentro do próprio grupo. Documentos apresentados pela companhia à Securities and Exchange Commission (SEC) confirmam os vínculos familiares.

Antes de chegar ao comando global, Batista Filho ocupou posições de liderança em operações de carne bovina, aves, suínos e alimentos de valor agregado. Também atuou em mercados como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Paraguai.

Carreira começou como trainee nos Estados Unidos

A trajetória de Batista Filho na JBS começou em 2011, como trainee na operação de carne bovina em Greeley, no Colorado. Depois, passou pela área de exportações em São Paulo e assumiu posições de comando nas operações de carne bovina do Uruguai e do Paraguai.

Entre 2014 e 2015, presidiu a JBS Canadá. Em seguida, retornou aos Estados Unidos para liderar a JBS USA Fed Beef, operação que esteve entre as maiores plataformas do grupo naquele período.

Em 2018, assumiu o comando da JBS Brasil. Dois anos depois, passou também a liderar a Seara, acumulando a gestão dos dois principais negócios brasileiros em uma fase de expansão da companhia em produtos de maior valor agregado.

Em 2022, Batista Filho tornou-se presidente global de Operações. A função ampliou sua atuação sobre as operações da JBS na América do Norte, América do Sul, Oceania e Europa.

Desde 2023, o executivo está à frente da JBS USA, que reúne mais de 60 unidades de produção e aproximadamente 70 mil funcionários distribuídos por 31 estados americanos.

Operação nos EUA tem papel estratégico

A experiência de Batista Filho no mercado americano ganha relevância no processo de sucessão. As operações da JBS nos Estados Unidos representam mais da metade da receita global da companhia.

Sob sua liderança estão negócios relacionados a carne bovina, suínos, aves, alimentos preparados e outros produtos alimentícios.

Ao comentar a nomeação, o futuro CEO afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido por Tomazoni. Entre as prioridades citadas estão as equipes, os clientes, os produtores parceiros, a excelência operacional e a geração de valor para os acionistas.

Tomazoni, por sua vez, ressaltou a experiência acumulada pelo sucessor dentro da própria JBS. Segundo ele, Batista Filho iniciou a carreira nas operações da companhia e, posteriormente, passou pelo comando da JBS Brasil, da Seara e dos negócios nos Estados Unidos.

Gilberto Tomazoni deixa CEO e vai para o Conselho

Tomazoni continuará como CEO global durante os próximos cinco meses, período em que deverá conduzir a transição para o novo comando. Depois, assumirá a vice-presidência do Conselho de Administração da JBS e atuará como senior advisor da companhia.

O executivo também permanecerá como presidente do conselho da Pilgrim’s Pride e passará a comandar o Instituto J&F.

Antes de ingressar na JBS, Tomazoni teve uma carreira de 27 anos na Sadia, onde começou como estagiário e chegou ao cargo de CEO. Depois, trabalhou por três anos na Bunge Alimentos, ocupando posições de liderança nas áreas de Alimentos e Ingredientes e nas operações da América do Sul e Central.

Tomazoni comandou expansão e diversificação da JBS

Tomazoni chegou à JBS em 2013, inicialmente como presidente global do negócio de aves. Mais tarde, assumiu a presidência da Seara, tornou-se presidente global de Operações e, em 2017, passou a ocupar o cargo de COO global.

Em dezembro de 2018, foi nomeado CEO global da JBS.

Durante os oito anos em que esteve no principal cargo executivo, a receita da companhia cresceu 73%, passando de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões, segundo dados divulgados pela própria empresa.

A gestão também foi marcada pela expansão para diferentes categorias de proteínas, pelo fortalecimento do portfólio de marcas e pelo aumento da participação em produtos de maior valor agregado.

Nesse período, a JBS conquistou grau de investimento e concluiu a listagem de suas ações na Bolsa de Nova York. A companhia também ampliou investimentos em biotecnologia e diversificou sua atuação geográfica e seus negócios.

Nova etapa na liderança da companhia

Além da experiência executiva, Tomazoni possui atuação em conselhos de administração. Ele integra o Conselho de Administração da JBS N.V. e preside há 13 anos o conselho da Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS e uma das maiores produtoras de aves do mundo.

Para Tomazoni, o conhecimento de Batista Filho sobre as operações da empresa, especialmente sua experiência nos Estados Unidos, contribui para a continuidade da estratégia da companhia.

A sucessão na JBS acontece pouco mais de um ano após a conclusão da estrutura que levou as ações da empresa à Bolsa de Nova York. A mudança também coloca um integrante da terceira geração da família fundadora no comando executivo global da companhia.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/JBS

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Tecnologia

Gigante de SC investe R$ 350 milhões em nova fábrica automatizada e cria 950 empregos

A Aurora Coop, cooperativa fundada em Chapecó (SC), concluiu a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO), em Mato Grosso do Sul. O projeto recebeu investimento de R$ 350 milhões e marca uma nova etapa da empresa, com forte aposta em automação industrial, modernização da produção e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência.

A inauguração da nova estrutura está prevista para 2 de julho de 2026, em São Gabriel do Oeste.

Capacidade de produção cresce 60%

Com a expansão, a unidade amplia sua capacidade de abate de suínos de 3.200 para 5 mil animais por dia, um crescimento de 60%. O aumento coloca o frigorífico entre os maiores do Centro-Oeste no processamento da proteína suína.

Além do reforço na produção, a ampliação terá reflexos no mercado de trabalho. A expectativa é de criação de cerca de 950 vagas de emprego diretas, com prioridade para trabalhadores de São Gabriel do Oeste e municípios vizinhos.

Automação e robôs impulsionam a modernização da fábrica

O investimento contempla a substituição completa da linha de abate, que passa a operar com maior velocidade, precisão e melhores condições ergonômicas para os colaboradores.

A nova fase da planta também prepara a unidade para futuras aplicações de robotização em etapas específicas da produção, além da instalação de equipamentos industriais de última geração e novos sistemas de processamento.

Do total investido, aproximadamente R$ 125 milhões foram destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, R$ 130 milhões às obras civis e outros R$ 95 milhões às instalações industriais.

Segundo a cooperativa, as melhorias também fortalecem os padrões de segurança alimentar, qualidade dos produtos e sustentabilidade dos processos.

Produção de industrializados será ampliada

Com a modernização da unidade, a Aurora Coop também expandirá a fabricação de produtos derivados da carne suína.

A expectativa é elevar a produção diária de itens como presuntos, produtos cozidos, defumados, embutidos frescos e banha, fazendo com que a capacidade de industrializados ultrapasse 400 toneladas por dia.

A produção abastecerá tanto o mercado brasileiro quanto os mercados internacionais onde a cooperativa já possui habilitação para exportação, incluindo países da Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio.

Investimento fortalece a economia regional

Além de ampliar a produção, o projeto deverá impulsionar a economia da região centro-norte de Mato Grosso do Sul, com expectativa de movimentar centenas de milhões de reais em atividades ligadas à cadeia produtiva.

A unidade opera integrada ao sistema de produção da cooperativa, que reúne produtores rurais e cooperativas filiadas responsáveis pelo fornecimento de suínos para o frigorífico.

Obras ampliaram estrutura e reforçaram sustentabilidade

As obras começaram em 2022 e mobilizaram mais de 250 trabalhadores nos períodos de maior atividade, além da participação de diversas empresas terceirizadas.

A expansão acrescentou mais de 9,5 mil metros quadrados à planta industrial. Entre as novas estruturas estão restaurante industrial, vestiários, ambulatório, áreas administrativas, setores de processamento e a ampliação da estação de tratamento de efluentes.

A cooperativa também adotou um novo sistema de tratamento de resíduos por lodos ativados, tecnologia que melhora a eficiência ambiental da operação, reduz a emissão de gases de efeito estufa e eleva a qualidade do tratamento dos efluentes.

Plano de expansão da Aurora Coop segue em ritmo acelerado

A ampliação do frigorífico faz parte da estratégia nacional de crescimento da Aurora Coop, que vem ampliando sua capacidade industrial e fortalecendo sua presença no mercado global de proteínas.

Nos últimos anos, a cooperativa destinou bilhões de reais à expansão de suas operações, com investimentos em novas unidades, modernização industrial e geração de milhares de empregos em diferentes estados brasileiros.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop

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Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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