Exportação

Tarifaço dos EUA: exportadoras de SC terão pacote de apoio de até R$ 186 milhões

As empresas exportadoras de Santa Catarina mais afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos terão acesso a um pacote emergencial de apoio financeiro e tributário do Governo do Estado. As medidas serão aplicadas durante três meses e têm como principal objetivo preservar cerca de 43 mil empregos diretos nas cadeias produtivas atingidas.

A proposta foi construída com apoio técnico da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que forneceu dados para identificar os negócios mais expostos à elevação das tarifas norte-americanas.

Segundo o Governo de Santa Catarina, o conjunto de medidas poderá representar até R$ 186 milhões em apoio às empresas afetadas. Os dados e critérios utilizados na elaboração do pacote constam em nota técnica da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC).

“A FIESC reconhece os esforços do governo estadual para minimizar o impacto na geração de emprego e renda ao longo das cadeias produtivas das empresas exportadoras diretamente atingidas, dentro do que é legalmente e tecnicamente possível”, afirmou o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Como funciona o pacote para exportadoras de SC

O programa estadual foi estruturado em duas medidas principais, ambas voltadas às empresas que apresentam maior exposição ao tarifaço dos EUA.

A primeira prevê a liberação de créditos de ICMS provenientes das exportações, com potencial de alcançar R$ 126 milhões ao longo de três meses. Poderão ser beneficiadas empresas que tenham pelo menos 5% do faturamento anual comprometido pela alta das tarifas.

A segunda medida estabelece o adiamento do pagamento de ICMS por 60 dias, também durante três meses. Conforme estimativas da Fazenda estadual, o diferimento poderá alcançar até R$ 60 milhões em impostos.

Ao todo, 132 empresas catarinenses estão enquadradas nos níveis de exposição considerados “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”, indicando maior risco de perda de competitividade no mercado internacional.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, participou das análises que ajudaram a identificar os negócios mais vulneráveis. De acordo com ele, a classificação leva principalmente em conta a proporção das exportações afetadas pelas tarifas em relação ao faturamento total de cada empresa.

Quanto maior for a participação das vendas sujeitas à nova cobrança, maior é o grau de risco atribuído ao negócio.

Além das medidas já anunciadas, a Fazenda de Santa Catarina avalia a possibilidade jurídica e econômica de permitir o diferimento do ICMS sobre a compra de insumos e energia elétrica utilizados na industrialização.

Quais empresas catarinenses são mais afetadas pelo tarifaço

O levantamento realizado pelo grupo de trabalho coordenado pela Secretaria da Fazenda indica que os efeitos da nova tarifa norte-americana são significativos, mas estão concentrados em determinados segmentos da pauta de exportações de Santa Catarina.

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, empresas catarinenses venderam aproximadamente R$ 6,3 bilhões em produtos para os Estados Unidos. Desse montante, cerca de R$ 3,8 bilhões — aproximadamente 60% — correspondem a mercadorias potencialmente atingidas pela nova tarifa de 25% específica para o Brasil.

Dos R$ 2,5 bilhões que não estão sujeitos à nova cobrança, 33% estão submetidos à Seção 232, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para aplicar restrições comerciais globais sob justificativa de segurança nacional. Outros 7% foram excluídos expressamente da tarifa.

Apesar do impacto sobre parte relevante das exportações, a exposição não é igual entre as empresas. Das exportadoras abrangidas pela nova tarifa, 509 companhias, quase 80% do total, tiveram menos de 5% do faturamento afetado.

Por esse motivo, a maior parte das empresas foi classificada nos níveis de exposição “baixo” ou “gerenciável”.

Entenda como funciona a tarifa dos Estados Unidos

A cobrança sobre os produtos brasileiros não representa, de forma geral, uma tarifa única de 37,5%. O percentual é resultado da combinação de diferentes medidas comerciais.

São 25% de tarifa específica aplicada ao Brasil, por meio da Seção 301, além de uma alíquota global de 12,5% destinada a mais de 40 países.

Regras específicas para determinados produtos e exceções fazem com que a carga efetiva varie de acordo com a mercadoria. Dessa forma, o impacto sobre as exportações de Santa Catarina para os EUA não é uniforme entre os setores.

Empresas buscam diversificar mercados

A análise da Secretaria da Fazenda também aponta que parte das empresas catarinenses passou a buscar novos destinos para seus produtos depois da primeira rodada de tarifas.

Um dos sinais desse movimento foi o crescimento de 4,4% das exportações de Santa Catarina em 2025, mesmo diante das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

A FIESC também vem incentivando a abertura de novos mercados por meio de eventos e iniciativas voltadas à ampliação das relações comerciais internacionais.

“A FIESC tem sido um parceiro das exportadoras nesse sentido, promovendo eventos para ampliar relações comerciais com outros países, tendo em vista os recentes acordos comerciais firmados pelo Mercosul”, destacou Gilberto Seleme.

Setor madeireiro lidera impacto em Santa Catarina

Entre os segmentos da indústria catarinense, o setor de madeira e derivados, incluindo a fabricação de móveis, aparece como o mais exposto às novas tarifas. Quase 40% das exportações do segmento para os Estados Unidos são potencialmente afetadas.

Na sequência estão os fabricantes de motores elétricos e transformadores, com 29,1% das exportações destinadas ao mercado norte-americano sujeitas ao impacto.

Em terceiro lugar aparecem os fabricantes de blocos de motor, compressores e bombas, segmento que representa 11,8% das exportações catarinenses para os Estados Unidos.

Santa Catarina já havia criado pacote de apoio

Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, Santa Catarina é o único Estado brasileiro a ter criado pacotes específicos de apoio às empresas afetadas pelas tarifas norte-americanas nas duas ocasiões.

A primeira iniciativa foi anunciada em agosto de 2025, quando o Governo do Estado adotou medidas emergenciais tributárias e financeiras para apoiar a indústria.

Na ocasião, o pacote de auxílio alcançou aproximadamente R$ 435 milhões.

Com a nova rodada de medidas, o Estado pretende reduzir os efeitos do tarifaço dos EUA sobre a indústria catarinense, preservar empregos e dar maior capacidade financeira às empresas que enfrentam aumento dos custos para acessar o mercado norte-americano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dami Radin

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Comércio Exterior

China muda hábitos alimentares e abre oportunidades para a indústria de alimentos de SC

As mudanças nos hábitos alimentares da China e a estratégia do país para aumentar a produção doméstica de alimentos devem entrar no radar da indústria catarinense. Estudo do Observatório FIESC mostra que fatores como urbanização, industrialização e crescimento da renda estão alterando o perfil de consumo chinês, com possíveis reflexos sobre as exportações de Santa Catarina para a China.

A análise foi apresentada nesta terça-feira (25), durante reunião do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC.

Mudanças no consumo chinês exigem atenção de SC

Para Rosimeri Francener, presidente do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, acompanhar a transformação do mercado chinês é essencial para antecipar movimentos capazes de afetar a economia catarinense.

Segundo ela, a indústria atravessa uma transformação significativa nos padrões globais de produção e consumo e precisa se preparar para continuar competitiva diante dessas mudanças.

A pesquisadora Tamires Costa, do Observatório FIESC, explica que a China vem adotando medidas para ampliar a produção nacional de alimentos e incorporar mais tecnologia à indústria do setor.

Entre os objetivos estabelecidos nos planos quinquenais está o aumento da produção de grãos, que deverá passar de 650 milhões para 725 milhões de toneladas até 2030.

Autossuficiência chinesa pode pressionar exportações

Embora tenha uma produção agrícola de grande escala, a China ainda depende do mercado externo em determinadas cadeias, como a soja. Em segmentos importantes para Santa Catarina, porém, o nível de produção doméstica é elevado.

No caso do frango, a autossuficiência chinesa chega a 98%. Para a carne suína, o índice é de 97%. Os dois produtos estão entre os principais itens da pauta exportadora catarinense destinada ao mercado chinês.

Os dados do Observatório FIESC mostram uma diferença importante no desempenho das exportações. Enquanto as vendas brasileiras dos produtos analisados cresceram 47% na série histórica considerada, as exportações catarinenses registraram queda de 34%.

Carne suína mostra impacto da recuperação chinesa

A trajetória da carne suína catarinense ajuda a explicar os efeitos da mudança no mercado chinês.

Durante o período mais crítico da peste suína africana, a autossuficiência da China caiu de 97% para 89% em 2020. A redução da produção doméstica abriu espaço para fornecedores estrangeiros e impulsionou as vendas de Santa Catarina.

Em 2021, o Estado chegou a exportar US$ 758 milhões em carne suína para a China. Com a recuperação da produção chinesa nos anos seguintes, porém, Santa Catarina perdeu aproximadamente US$ 490 milhões em exportações entre 2021 e 2024.

O cenário demonstra como a dependência de poucos produtos e de um único grande mercado pode aumentar a exposição da indústria às mudanças na oferta e na demanda internacional.

Diversificação pode ampliar espaço para SC na China

O estudo do Observatório FIESC aponta que Santa Catarina possui alternativas para diversificar as exportações de alimentos destinadas ao mercado chinês.

Entre os produtos catarinenses que já são produzidos e exportados e apresentam potencial de crescimento estão:

  • Pescados e crustáceos;
  • Preparações alimentícias;
  • Miudezas comestíveis;
  • Farinha de carne;
  • Produtos para alimentação animal;
  • Leite em pó.

A estratégia pode incluir ainda o avanço de produtos com maior valor agregado. A mudança no perfil de consumo dos chineses cria espaço para alimentos processados, segmento no qual a indústria catarinense possui capacidade de transformar matérias-primas em produtos de maior valor.

Condição sanitária é diferencial competitivo

Além da capacidade industrial, Santa Catarina conta com um diferencial importante para ampliar sua presença no mercado asiático: a condição sanitária do Estado.

De acordo com Tamires Costa, esse fator pode contribuir para aumentar a competitividade dos produtos catarinenses e facilitar a conquista de novos espaços no mercado chinês de alimentos.

A expansão, entretanto, depende de uma estratégia que acompanhe de perto as políticas de autossuficiência alimentar da China e as mudanças no comportamento dos consumidores.

Indústria catarinense precisa reduzir concentração

Para o setor produtivo de Santa Catarina, o principal desafio é diminuir a dependência de um grupo restrito de produtos e ampliar a variedade de itens exportados.

Isso envolve diversificar a pauta, investir em produtos de maior valor agregado e prospectar novos destinos internacionais. A estratégia pode reduzir a vulnerabilidade da indústria catarinense às oscilações de demanda provocadas pelas mudanças no mercado chinês.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Negócios

FIESC leva missão empresarial à Expo Paraguay-Brasil para ampliar negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) prepara uma missão empresarial para a Expo Paraguay-Brasil 2026, com o objetivo de ampliar a internacionalização da indústria catarinense e criar novas oportunidades de negócios no país vizinho.

A 17ª edição do evento será realizada nos dias 11, 12 e 13 de novembro, em Ciudad del Este, no Paraguai. A programação deve reunir empresários e representantes dos setores produtivos dos dois países em uma agenda voltada à prospecção de negócios, networking e formação de parcerias comerciais.

A participação da delegação catarinense busca aproximar empresas do estado do mercado paraguaio, além de identificar oportunidades de comércio, investimentos e expansão internacional.

“A aproximação com o Paraguai abre espaço para novas parcerias e para a ampliação dos negócios das empresas catarinenses. Participar da Expo Paraguay-Brasil permite conhecer melhor o ambiente empresarial paraguaio, estabelecer conexões e identificar oportunidades concretas de comércio e investimentos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Missão terá agenda exclusiva com a Embaixada

Além das atividades da Expo Paraguay-Brasil, a delegação da FIESC terá uma agenda institucional exclusiva com a Embaixada do Brasil no Paraguai.

O encontro pretende ampliar o diálogo com representantes institucionais e oferecer aos empresários participantes informações mais abrangentes sobre o ambiente econômico e as oportunidades disponíveis no país.

A iniciativa integra a estratégia da FIESC de fortalecer as relações comerciais entre Santa Catarina e Paraguai e apoiar empresas interessadas em avançar no processo de internacionalização.

Participação é voltada a empresários e executivos

A missão empresarial é direcionada a empresários industriais, executivos, gestores de comércio exterior e tomadores de decisão que buscam oportunidades de expansão internacional.

Também podem participar empresas associadas e parceiros da FIESC interessados em conhecer o mercado paraguaio, estabelecer contatos comerciais e prospectar novas possibilidades de negócios.

Com a participação na Expo Paraguay-Brasil, a entidade pretende ampliar a presença da indústria catarinense no mercado internacional e estimular novas conexões entre empresas de Santa Catarina e do Paraguai.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Indústria

Acordo Mercosul-EFTA amplia oportunidades para a indústria de Santa Catarina

O avanço das negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA cria novas perspectivas para o comércio exterior brasileiro e, especialmente, para a indústria de Santa Catarina. A Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

O tratado prevê eliminação de tarifas para cerca de 97% das transações de bens entre o Brasil e o bloco europeu, enquanto outros 1,2% terão redução gradual de tarifas. O acordo também estabelece cotas específicas para produtos agrícolas, incluindo carnes, milho, mel e óleos vegetais.

Comércio entre Brasil e EFTA movimenta US$ 7,8 bilhões

Os números mais recentes mostram uma relação comercial consolidada entre os dois mercados. Em 2025, o Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para os países da EFTA e importou US$ 4 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 7,8 bilhões.

A relação é marcada pela forte presença da indústria de transformação. Os bens intermediários representaram 68,5% das trocas comerciais realizadas no período.

A indústria de transformação responde por 93,1% das exportações brasileiras destinadas à EFTA e por 99,7% das importações provenientes do bloco, reforçando o caráter industrial da relação comercial.

Santa Catarina aparece entre os estados com mais oportunidades

Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior potencial de aproveitamento do acordo. Segundo mapeamentos realizados pela indústria, o estado reúne 354 oportunidades de exportação para a EFTA, ficando atrás apenas de São Paulo e Paraná.

Para Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, o cenário coloca Santa Catarina em posição estratégica para ampliar sua presença no mercado europeu.

Agroindústria concentra oportunidades de exportação

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 653 oportunidades para 453 produtos industriais brasileiros nos países da EFTA. Parte significativa dessas possibilidades apresenta aderência à estrutura produtiva catarinense.

Na agroindústria e no setor de alimentos, foram identificadas 119 oportunidades, sendo 50 relacionadas à abertura de novos mercados. Entre os destaques estão as cotas com tarifa zero para carnes de aves e suínos.

As aves já representam 15,3% das exportações brasileiras destinadas à EFTA, enquanto o café não torrado corresponde a 18,8% da pauta exportadora para o bloco.

Setores metalmecânico, eletrônico e químico também podem avançar

O segmento metalmecânico, eletrônico e de máquinas reúne 53 oportunidades mapeadas. A redução ou eliminação de tarifas pode favorecer empresas dos polos industriais de Joinville e Jaraguá do Sul, especialmente nas exportações de motores elétricos, geradores, compressores e produtos metálicos.

Já o setor de químicos e plásticos apresenta 89 oportunidades, incluindo possibilidades de abertura de mercado e consolidação das exportações da indústria de transformação química.

Além das exportações, o acordo pode beneficiar as empresas catarinenses no acesso a insumos, medicamentos, fertilizantes e máquinas de precisão provenientes dos países da EFTA, com potencial redução de custos de importação.

Entre os principais produtos importados pelo Brasil estão os farmacêuticos e medicamentos, que representam 11,1% da pauta, compostos organo-inorgânicos, com 5,2%, além de fertilizantes e equipamentos industriais de precisão.

Acordo prevê facilitação do comércio

Os benefícios esperados não se limitam à redução de tarifas. O tratado também prevê mecanismos voltados à desburocratização do comércio exterior.

Entre os pontos previstos estão a acumulação de origem estendida com a União Europeia, que permitirá utilizar insumos europeus em determinados produtos destinados à EFTA sem perder o benefício tarifário.

O acordo também contempla regras sanitárias mais ágeis para a agroindústria, simplificação de procedimentos técnicos e abertura do mercado de compras governamentais.

Implementação será gradual a partir de 2026

A entrada em vigor do acordo ocorrerá de maneira progressiva e dependerá da implementação bilateral com cada país integrante da EFTA.

O cronograma previsto estabelece:

  • Islândia: 1º de outubro de 2026;
  • Noruega: 1º de novembro de 2026;
  • Suíça e Liechtenstein: primeiro semestre de 2027.

Com a redução de barreiras tarifárias e a simplificação de procedimentos, o acordo Mercosul-EFTA tende a criar novas possibilidades para empresas brasileiras e ampliar o espaço da indústria catarinense no comércio internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Inovação

Onze indústrias de Santa Catarina estão entre as mais inovadoras do Brasil

Onze indústrias de Santa Catarina foram reconhecidas entre as mais inovadoras do país no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026. O levantamento, realizado pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, em parceria com o Valor Econômico, destaca empresas catarinenses em diferentes segmentos da indústria nacional.

O resultado inclui duas lideranças nacionais, duas posições de vice-liderança e seis empresas entre as cinco primeiras colocadas nas categorias de Bens de Capital, Materiais de Construção, Eletroeletrônica e Telecomunicações.

Entre as catarinenses reconhecidas estão WEG, Tupy, Schulz, Ciser, Tigre, Irani Papel e Embalagem, Nidec Global Appliance, Whirlpool, Dexco, ArcelorMittal e Unifique.

Empresas catarinenses se destacam em diferentes setores

A WEG foi o principal destaque de Santa Catarina na premiação. A empresa conquistou a primeira colocação nacional na categoria Eletroeletrônica. No mesmo segmento, a Whirlpool alcançou o quinto lugar.

Em Bens de Capital, o desempenho catarinense também ganhou evidência. A Nidec Global Appliance ficou na terceira posição, seguida por Tupy, em quarto, e Schulz, em quinto.

Já na categoria Materiais de Construção, três empresas do estado apareceram entre as cinco primeiras. A Dexco ficou com a segunda colocação, enquanto Ciser e Tigre ocuparam, respectivamente, o terceiro e o quinto lugares.

Outros setores também tiveram empresas de Santa Catarina em posições de destaque. A Irani Papel e Embalagem conquistou a vice-liderança em Papel e Celulose, enquanto a ArcelorMittal ficou em primeiro lugar na categoria Siderurgia e Mineração.

Na área de Telecomunicações, a Unifique terminou na quinta colocação entre as empresas mais inovadoras do país.

Inovação amplia competitividade da indústria

As 11 empresas catarinenses reconhecidas mantêm projetos com os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina, que atuam no desenvolvimento de soluções para ampliar a inovação industrial e a competitividade.

A parceria envolve iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além da criação e do aperfeiçoamento de produtos, processos e materiais. Também fazem parte da atuação projetos de transformação digital, manufatura avançada, ensaios laboratoriais, certificações e consultorias tecnológicas.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, o reconhecimento reforça a importância da cooperação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia para transformar desafios industriais em soluções.

Para ele, a presença das companhias catarinenses entre as líderes nacionais demonstra a relevância dos investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento industrial no estado.

Institutos SENAI SC têm atuação em todo o país

O trabalho dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina não se limita às empresas do estado. As instituições também desenvolvem projetos para companhias de outras regiões que foram reconhecidas no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026.

Entre as empresas atendidas estão Nestlé Brasil, Ambev, Lojas Renner, C&A, Votorantim Cimentos, BRK Ambiental, Gerdau, CNH Industrial, Stellantis, Embraer, Natura Cosméticos, Grupo Boticário, Reckitt Industrial, Axia Energia, Aché Laboratórios, Vale, Petrobras e Shell Brasil.

A presença dessas companhias entre as empresas reconhecidas na premiação evidencia o alcance nacional dos Institutos SENAI SC e a capacidade técnica das instituições para desenvolver projetos voltados à produtividade, competitividade e inovação em diferentes segmentos da economia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Logística eficiente é essencial para manter a competitividade da indústria de Santa Catarina, alerta FIESC

A FIESC alerta que os desafios da logística em Santa Catarina representam um dos principais obstáculos para a manutenção da competitividade da indústria estadual. Apesar de contar com uma economia fortemente voltada ao mercado internacional e um parque industrial diversificado, o estado enfrenta limitações na infraestrutura de transporte que impactam diretamente os custos e a eficiência das operações.

Entre os principais entraves apontados estão o chamado Custo Brasil, além dos gargalos nas rodovias e nos acessos aos portos, fatores que elevam despesas, aumentam o tempo de deslocamento e reduzem a competitividade das empresas.

Rodovias sobrecarregadas afetam o escoamento da produção

Reconhecido pela eficiência de seu complexo portuário, Santa Catarina ocupa posição de destaque na movimentação de contêineres no país. No entanto, o transporte terrestre até os terminais portuários enfrenta dificuldades devido à necessidade de obras de manutenção, duplicação e melhorias em rodovias federais e estaduais.

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, diversas rodovias estratégicas para a economia catarinense operam constantemente próximas do limite de capacidade, cenário que provoca atrasos nas entregas, aumento dos custos com frete e maior incidência de acidentes.

Planejamento de longo prazo é apontado como prioridade

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura e Transporte da entidade, Maurício Battistella, investir em uma logística eficiente é indispensável para garantir a permanência da indústria catarinense em um mercado cada vez mais competitivo.

Segundo ele, embora os portos catarinenses sejam reconhecidos pela eficiência, a precariedade das ligações rodoviárias compromete todo o fluxo de transporte de cargas e reduz a capacidade competitiva das empresas.

Debate na Logistique discutirá o futuro da logística catarinense

Maurício Battistella será um dos participantes de um painel durante a feira Logistique, marcada para o dia 11 de agosto. O encontro reunirá especialistas para debater os caminhos da infraestrutura logística de Santa Catarina até 2035.

Na avaliação do representante da FIESC, é fundamental que a logística seja tratada como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo, investimentos para eliminar gargalos e integração entre rodovias, ferrovias e portos, garantindo maior fluidez no transporte de mercadorias e fortalecendo a presença dos produtos catarinenses nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Evento

Elas Lideram: evento debate liderança feminina e protagonismo das mulheres na indústria

A Academia FIESC de Negócios promove, no dia 11 de agosto, o evento Elas Lideram, iniciativa voltada ao fortalecimento da liderança feminina na indústria. A programação reunirá empresárias, executivas e especialistas para debater os desafios, as oportunidades e o impacto da presença das mulheres em cargos estratégicos no setor industrial.

Durante o encontro, serão abordados temas relacionados à competitividade, inovação, diversidade, formação de lideranças e à importância das conexões profissionais para o desenvolvimento de carreiras. O público também terá acesso a dados sobre a participação das mulheres na indústria de Santa Catarina.

Painel destaca experiências de lideranças nacionais

Um dos principais momentos da programação será o painel “Liderança Feminina que Transforma: Caminhos para uma Indústria Mais Competitiva, Inovadora e Diversa”.

O debate contará com a participação da empresária rural e pecuarista Teresa Cristina Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, e de Danusa Costa Lima, diretora de Governança Interna e Externa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A mediação ficará a cargo de Maria Regina de Loyola Rodrigues Alves, representante de Santa Catarina no Programa Liderança Feminina na Indústria, e de Vanessa Wohlgemuth, gerente executiva de Desenvolvimento Industrial e Performance de Operações da FIESC.

Indicadores sobre a participação feminina serão apresentados

Na sequência, a economista Camila de Oliveira Moraes, do Observatório FIESC, ministrará a palestra “Protagonismo em Números: O Mapa da Mulher na Indústria Catarinense”.

A apresentação trará indicadores, estatísticas e tendências sobre a presença das mulheres na indústria catarinense, oferecendo um panorama atualizado da participação feminina no setor.

Conexões e networking encerram a programação

O encerramento será marcado pelo painel “A Arte da Conexão: O Poder das Relações que Impulsionam”, que discutirá como o networking e as relações profissionais contribuem para o crescimento da liderança feminina e dos negócios.

Participam da conversa Viviane Lunelli, presidente do Grupo Lunelli, e Maria Salete Meneses Pereira, empresária e diretora da Brilholac, compartilhando experiências sobre o papel das conexões na construção de trajetórias de sucesso.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Comércio Internacional

Tarifaço dos EUA desafia indústria de Santa Catarina e reforça busca por novos mercados

A nova rodada do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros aumenta os desafios para a indústria nacional e deve ter efeitos ainda mais significativos sobre Santa Catarina, um dos estados mais dependentes das exportações para o mercado norte-americano.

Em um cenário marcado por tensões geopolíticas, fortalecimento do protecionismo e mudanças nas relações comerciais globais, empresas catarinenses são pressionadas a rever estratégias, diversificar mercados e ampliar sua competitividade para reduzir os impactos das novas barreiras comerciais.

Exportações catarinenses já sentiram os efeitos da primeira onda

Os reflexos das tarifas impostas anteriormente servem como alerta para o setor produtivo. Na primeira fase do tarifaço, em 2025, as exportações catarinenses destinadas aos Estados Unidos registraram queda de 38%, enquanto mais de sete mil empregos deixaram de ser criados em consequência da retração dos negócios.

Com a manutenção da diferença tarifária em relação a concorrentes internacionais, a expectativa é que as empresas intensifiquem ações de internacionalização, fortaleçam sua presença em novos mercados e invistam em ganhos de produtividade para preservar a competitividade.

Cooperação entre indústria e governo busca reduzir impactos

Diante do novo cenário, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) afirma manter diálogo permanente com o Governo do Estado para avaliar os impactos das medidas e desenvolver alternativas de apoio às empresas.

Além da articulação institucional, a entidade informa que sua área de internacionalização segue preparada para auxiliar indústrias na prospecção de novos destinos para exportação, estratégia considerada fundamental para diminuir a dependência de mercados específicos.

Inovação e qualificação são apostas para enfrentar o cenário

As entidades do Sistema FIESC também mantêm ações voltadas ao fortalecimento da indústria catarinense. O SENAI, o SESI e o IEL continuam atuando em iniciativas ligadas ao aumento da produtividade, à inovação tecnológica e à qualificação da mão de obra.

O objetivo é preparar as empresas para um ambiente econômico cada vez mais competitivo, oferecendo suporte tanto na formação de profissionais quanto na aproximação entre a indústria e novos talentos.

Indústria aposta na capacidade de adaptação

Para o setor industrial, o atual cenário reforça a necessidade de resiliência diante das transformações da economia mundial. Assim como desafios climáticos e econômicos marcaram diferentes momentos da história de Santa Catarina, o fortalecimento da cooperação, do empreendedorismo e da inovação é apontado como caminho para preservar o crescimento e ampliar a presença da indústria catarinense no mercado internacional.

A expectativa é que a combinação entre diversificação de mercados, investimentos em competitividade e atuação conjunta entre empresas e instituições contribua para transformar os desafios impostos pelo comércio global em novas oportunidades de desenvolvimento.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Informação

FIESC e Governo de Santa Catarina criam grupo de trabalho para enfrentar novo tarifaço dos EUA

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e o Governo de Santa Catarina deram início a uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre as empresas exportadoras catarinenses. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada nesta terça-feira (21), que reuniu representantes da indústria, quatro secretários estaduais e equipes técnicas do governo.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos começam a valer nesta quarta-feira (22) e acendem um alerta para setores com forte presença no mercado internacional.

Mais da metade das exportações catarinenses pode ser afetada

Durante o encontro, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, ressaltou que o impacto da nova rodada de tarifas deverá ser semelhante ao registrado anteriormente.

Segundo levantamento da entidade, 54,5% da pauta de exportações de Santa Catarina poderá ser atingida pelas novas alíquotas. Para Seleme, o momento exige atuação conjunta entre o poder público e o setor produtivo, especialmente porque muitas empresas ainda enfrentam reflexos das medidas anteriores.

Grupo técnico vai avaliar medidas de apoio à indústria

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, reafirmou o compromisso do governo em manter diálogo permanente com a indústria para identificar alternativas que possam minimizar os efeitos econômicos das novas barreiras comerciais.

De acordo com o secretário, foi criado um grupo de trabalho que reunirá informações técnicas para analisar os impactos da medida e subsidiar futuras decisões voltadas à preservação da competitividade das empresas catarinenses.

Siewert destacou ainda a relevância da indústria para a economia estadual, lembrando que o setor responde por cerca de 35% dos empregos formais e por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina.

Diversificação de mercados ganha força na estratégia estadual

Outro tema discutido durante a reunião foi a necessidade de ampliar a presença das empresas catarinenses em novos mercados internacionais.

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, afirmou que o comércio exterior continuará sendo um fator decisivo para o crescimento econômico do estado. Segundo ele, as mudanças no cenário geopolítico e nas cadeias globais de suprimentos exigirão uma atuação permanente dos setores público e privado.

Na avaliação do secretário, o grupo criado para acompanhar os impactos do tarifaço poderá se tornar uma estrutura permanente para monitorar questões relacionadas ao comércio internacional.

Internacionalização de empresas está entre as prioridades

Além das ações voltadas às empresas já exportadoras, FIESC e governo estadual defenderam o fortalecimento de programas de promoção comercial e de internacionalização, com o objetivo de ampliar a participação de novas empresas catarinenses no mercado externo.

O secretário de Planejamento, Arão Josino da Silva, destacou que a expansão da presença internacional das empresas deve integrar a estratégia de desenvolvimento econômico de longo prazo do estado.

Também participou da reunião o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski.

Próximos passos

Como encaminhamento, as equipes técnicas da FIESC e do Governo de Santa Catarina iniciarão a troca de informações para avaliar os desdobramentos das novas tarifas e elaborar medidas que possam reduzir os impactos sobre a indústria catarinense, preservar a competitividade das empresas e fortalecer o comércio exterior do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Exportação

Tarifaço dos EUA deve afetar mais da metade das exportações de Santa Catarina, alerta FIESC

A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve provocar impactos significativos na economia de Santa Catarina. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), cerca de 54,5% das exportações catarinenses para o mercado norte-americano serão atingidas pela medida, conhecida como “Segundo Tarifaço”.

A sobretaxa foi confirmada no último dia 15, seguindo a recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que propôs o aumento das tarifas para produtos brasileiros.

FIESC cobra maior atuação diplomática

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o governo brasileiro deveria ter priorizado uma estratégia mais técnica e diplomática nas negociações com os Estados Unidos.

Segundo ele, o tamanho da economia norte-americana amplia seu poder de negociação internacional, tornando essencial uma atuação voltada ao diálogo para minimizar os efeitos da nova política comercial.

A entidade também considera que o momento exige cautela e avalia que medidas como a reciprocidade tarifária podem ampliar os prejuízos para o setor produtivo brasileiro, caso sejam adotadas como resposta.

Diplomacia empresarial tentou reverter decisão

A FIESC afirma que, em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizou ações de diplomacia empresarial nos Estados Unidos com o objetivo de evitar a confirmação das novas tarifas.

De acordo com a entidade, apesar dos esforços junto às autoridades norte-americanas, a articulação não conseguiu impedir a adoção da medida.

Exportações e empregos podem sofrer novo impacto

O estudo da FIESC aponta que os efeitos do novo tarifaço dos EUA podem repetir o cenário observado após a primeira rodada de aumento das tarifas.

Na ocasião, as exportações catarinenses destinadas aos Estados Unidos registraram queda de 38,2%, enquanto o estado deixou de gerar aproximadamente 7,6 mil empregos.

Com a nova medida, 54,5% do valor exportado por Santa Catarina passa a ser atingido pelas tarifas adicionais. Além disso, outros 40,3% das vendas ao mercado norte-americano já estavam sujeitos às tarifas previstas na Seção 232 da legislação dos EUA.

Na prática, apenas 5,2% das exportações catarinenses para os Estados Unidos permanecem livres de qualquer tipo de sobretaxa.

Regiões estratégicas estão entre as mais afetadas

Os maiores impactos devem atingir produtos relevantes para a economia das regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, áreas que já enfrentam desafios relacionados ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos.

Segundo Gilberto Seleme, além de prejudicar a indústria brasileira, a medida também tende a elevar os custos para consumidores e empresas norte-americanas que dependem de produtos importados do Brasil.

Programa busca novos mercados para a indústria

Desde a primeira elevação das tarifas, a FIESC intensificou ações para apoiar empresas na diversificação de mercados internacionais.

Mais de 500 indústrias catarinenses já receberam atendimento por meio das iniciativas da entidade voltadas à ampliação das exportações.

Agora, a Federação prepara a segunda etapa do Programa Destarifaço, que prevê novas ações de suporte às empresas impactadas pelas tarifas norte-americanas. A estratégia inclui articulação com o governo estadual, governo federal, setor produtivo e representantes da diplomacia empresarial para fortalecer a competitividade da indústria catarinense, preservar empregos e buscar a retomada das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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