Transporte

Embraer entrega primeiro E195-E2 à Latam e amplia frota para novas rotas no Brasil

A Embraer entregou na quarta-feira (7) o primeiro E195-E2 à Latam Airlines Brasil. A chegada da aeronave marca a estreia do modelo na frota da companhia e faz parte de um acordo que prevê até 74 aviões, entre 24 pedidos firmes e outras 50 opções de compra.

Somente as aeronaves já confirmadas representam um investimento estimado em US$ 2,1 bilhões, valor superior a R$ 11 bilhões. A expansão da frota deverá aumentar a oferta de voos da Latam e abrir espaço para novas rotas, principalmente em mercados de média densidade.

E195-E2 reforça expansão da aviação brasileira

A entrada do novo avião da Embraer na frota da Latam acontece em meio ao aumento dos investimentos no setor aéreo e às medidas do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para ampliar a capacidade das empresas nacionais.

Entre as iniciativas está a ampliação do acesso das companhias aéreas a recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). Em junho de 2026, o Comitê Gestor do fundo aprovou o pedido da Latam para ter acesso a até R$ 1,8 bilhão em financiamento de longo prazo, com operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao todo, o MPor destinou R$ 8 bilhões para essa modalidade de financiamento, que também contempla Azul e Gol.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a combinação entre investimentos empresariais, indústria nacional e políticas públicas pode ampliar a conectividade aérea no país.

“O crescimento da aviação depende de empresas com capacidade de investir, de uma indústria aeronáutica competitiva e de políticas públicas que criem condições para novos investimentos. Nosso objetivo é transformar esse ambiente em mais oferta de voos e conectividade para os brasileiros. Ver nossa engenharia, nossa tecnologia pousando e decolando dos aeroportos é um orgulho para nós”, afirmou.

Novo jato da Embraer será usado em mercados de média densidade

O E195-E2 foi desenvolvido para atender mercados que apresentam demanda intermediária de passageiros. O modelo combina capacidade de transporte e eficiência operacional, permitindo que as companhias ampliem a operação para cidades que nem sempre têm demanda suficiente para receber aeronaves de maior porte.

Na avaliação de Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, o modelo poderá contribuir para a expansão da conectividade da Latam no Brasil e em outros mercados sul-americanos.

“É uma grande alegria ver nossas rotas convergirem para o que há de mais moderno na aviação. O E195-E2 é a aeronave ideal para a Latam ampliar a conectividade no Brasil e na América do Sul, trazendo ganhos expressivos de eficiência, sustentabilidade e impulsionando a economia com a geração de milhares de empregos”, declarou.

Latam terá até 14 E195-E2 até março de 2027

A primeira etapa do plano prevê a incorporação de até 14 aeronaves E195-E2 pela Latam até março de 2027. Os aviões deverão ser utilizados em 42 rotas, levando a companhia a atender 67 cidades brasileiras.

A expansão também inclui a criação de novas bases operacionais em Cabo Frio (RJ), Ji-Paraná (RO), Macaé (RJ) e Rondonópolis (MT).

A estratégia amplia a presença da Latam em mercados regionais e pode aumentar a frequência de voos em localidades que apresentam demanda suficiente para aeronaves de médio porte, mas não necessariamente para jatos maiores.

Expansão da frota deve gerar empregos

Os efeitos da encomenda vão além da operação das aeronaves. De acordo com a Embraer, os investimentos associados ao negócio devem resultar em mais de 2 mil empregos diretos, além de movimentar fornecedores e empresas ligadas à cadeia de serviços da aviação.

A Latam também iniciou a preparação de suas equipes para operar o novo avião. Em abril, a empresa contratou 54 pilotos para a primeira turma dedicada ao E195-E2, formada por 31 comandantes e 23 copilotos.

Pilotos que já fazem parte do quadro da companhia também participam de treinamentos em simuladores e de voos supervisionados para obter a habilitação necessária à operação do modelo.

Comissários e equipes de solo passam por treinamento

A preparação para a chegada do E195-E2 à frota da Latam envolve ainda os comissários de bordo. Segundo Jerome Cadier, CEO da companhia, pelo menos 150 profissionais serão treinados no Door Trainer, equipamento utilizado para reproduzir condições da cabine, incluindo portas principais e de emergência e sistemas de comunicação.

A estrutura permite que os funcionários pratiquem procedimentos de rotina e respostas a situações de emergência antes do início das operações comerciais.

Depois dessa fase, os profissionais são submetidos ao Exame de Competências, uma avaliação prática acompanhada por examinadores credenciados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

As equipes responsáveis pelas operações em solo também recebem treinamento específico, com foco no atendimento e no manuseio externo da aeronave.

Com a capacitação antecipada de pilotos, comissários e funcionários de aeroporto, a companhia busca garantir que as equipes estejam preparadas para operar o novo modelo desde o início dos voos.

Embraer fortalece indústria aeronáutica nacional

A entrada do Embraer E195-E2 na frota da Latam também representa um movimento relevante para a indústria aeronáutica brasileira. A escolha do modelo reforça a participação da Embraer na aviação comercial e destaca o papel do setor na geração de empregos qualificados e no desenvolvimento tecnológico do país.

Além da fabricação das aeronaves, a cadeia produtiva envolve fornecedores, serviços especializados e profissionais de alta qualificação, ampliando os impactos econômicos associados aos investimentos da indústria aeronáutica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embraer

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Negócios

Eve prepara fábrica em Taubaté para produzir 480 eVTOLs por ano

A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea elétrica controlada pela Embraer, prepara o início das operações comerciais de seus eVTOLs, aeronaves elétricas capazes de decolar e pousar verticalmente. A expectativa é que os primeiros voos comerciais ocorram até o fim de 2028, com a produção inicial concentrada na fábrica de Taubaté (SP).

A unidade foi projetada para alcançar uma capacidade de até 480 aeronaves por ano. A operação comercial poderá começar simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, mercados considerados estratégicos pela companhia.

No Brasil, a proximidade com a estrutura de engenharia e industrial da Embraer é apontada como uma vantagem. Já nos Estados Unidos, a Eve identifica oportunidades comerciais em diferentes cidades e pretende utilizar o país como uma das bases para a expansão do serviço.

Eve já reúne cerca de 3 mil cartas de intenção

A empresa acumula aproximadamente 3 mil cartas de intenção de compra para o eVTOL, além de alguns pedidos firmes. Apesar da demanda prospectiva, a Eve ainda não definiu onde serão instaladas eventuais novas unidades industriais.

A estratégia prevê iniciar a fabricação em Taubaté e, em uma etapa posterior, realizar a montagem final das aeronaves mais próxima dos mercados onde elas serão utilizadas.

A decisão considera a própria característica do eVTOL, que possui autonomia limitada e não foi desenvolvido para percorrer grandes distâncias entre a fábrica e os locais de operação.

Fábrica de Taubaté terá capacidade para 480 eVTOLs

A unidade paulista deverá ter capacidade inicial para produzir 480 eVTOLs por ano. Antes de decidir pela construção de novas fábricas, a companhia pretende observar a evolução da demanda.

A estratégia permitirá ajustar a expansão industrial ao ritmo de crescimento do mercado de mobilidade aérea elétrica.

Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, a administração da Embraer indicou que a companhia pretende utilizar a evolução da demanda como referência para definir os próximos investimentos industriais da Eve.

Certificação será decisiva para o início das operações

Um dos principais objetivos do programa é obter a certificação do eVTOL até o fim de 2028. Para chegar a essa etapa, a Eve precisa avançar nos testes e reduzir os riscos relacionados ao desenvolvimento da aeronave.

Entre os marcos considerados importantes está a realização de um voo completo de transição e reversão, envolvendo os diferentes modos de voo do veículo.

A empresa pretende avançar nessa fase de testes ao longo de 2026 e 2027. Até o momento, o programa já acumula mais de 60 voos verticais e recentemente realizou sua primeira transição parcial para o voo horizontal.

Centenas de engenheiros estão envolvidos no projeto

O desenvolvimento do eVTOL mobiliza atualmente centenas de engenheiros da Embraer. A equipe atua paralelamente no projeto da nova aeronave, na evolução dos produtos já existentes, em programas de defesa e no desenvolvimento de tecnologias para futuras gerações de aeronaves.

A fabricante também mantém estudos sobre novas tecnologias e possíveis produtos nos segmentos de aviação comercial, aviação executiva e defesa.

A expectativa da Embraer é que a Eve passe a contribuir de maneira mais significativa para os resultados do grupo principalmente a partir de 2029 e 2030, complementando a estratégia de crescimento prevista para o início da próxima década.

Brasil e Estados Unidos devem concentrar os primeiros voos

A estratégia inicial de operação prevê a entrada do eVTOL nos mercados brasileiro e norte-americano.

No Brasil, a proximidade entre a operação da Eve, a engenharia e a estrutura industrial da Embraer pode facilitar o início das atividades. Nos Estados Unidos, a empresa identifica oportunidades em diferentes centros urbanos e pretende desenvolver o mercado como parte de sua estratégia internacional.

Ainda não há definição sobre as próximas fábricas. A expansão da produção dependerá da evolução da demanda por eVTOLs e do desenvolvimento das operações comerciais.

Embraer também amplia capacidade industrial

O avanço da Eve acontece paralelamente aos planos de expansão da Embraer. A fabricante pretende chegar a 2030 com capacidade para produzir entre 110 e 120 aeronaves comerciais por ano, além de mais de 200 jatos executivos e mais de 10 aeronaves KC-390 anuais no Brasil.

No caso da Eve, a capacidade projetada de 480 unidades anuais em Taubaté representa uma estrutura voltada a uma nova categoria de aeronaves e a uma possível expansão futura do mercado de mobilidade aérea elétrica.

Por enquanto, essa capacidade não significa produção em escala comercial. Até 2028, as prioridades são concluir o desenvolvimento do eVTOL, avançar nos testes e obter as certificações necessárias para o início das operações.

Com cerca de 3 mil cartas de intenção e pedidos firmes já registrados, a Eve entra em uma etapa decisiva: transformar a demanda potencial em operações certificadas e produção em escala.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Negócios

Labace 2026 reúne setor da aviação de negócios e destaca investimentos em infraestrutura aeroportuária

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou na terça-feira (4), em São Paulo, da cerimônia de abertura da Labace 2026, considerada a maior feira de aviação de negócios da América Latina e uma das principais do segmento no cenário internacional.

Promovido pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o evento reúne fabricantes de aeronaves, operadores, prestadores de serviços, investidores e representantes do poder público para apresentar inovações, discutir tendências e fortalecer o ambiente de negócios da aviação brasileira.

Infraestrutura e conectividade são prioridades do governo

Durante a solenidade de abertura, Tomé Franca ressaltou a relevância da aviação de negócios para impulsionar a integração entre regiões do país, fomentar o desenvolvimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Segundo o ministro, o governo federal mantém o compromisso de modernizar a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade regional e consolidar um ambiente regulatório mais eficiente e previsível, com o objetivo de incentivar novos investimentos no setor.

Ele destacou que a melhoria dos aeroportos tem impacto direto sobre a aviação geral, que depende de estruturas adequadas distribuídas em diferentes regiões do Brasil para ampliar suas operações e atender à demanda crescente.

Agenda ConectAR reforça estratégia para o setor

A presença do Ministério de Portos e Aeroportos na Labace 2026 também integra as ações da Agenda ConectAR, política pública estruturada em três pilares: ampliação da concorrência, redução do chamado custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

De acordo com Tomé Franca, a iniciativa foi construída em conjunto com representantes da indústria, do comércio, do turismo, órgãos ligados à aviação e diversos ministérios, formando uma estratégia voltada ao desenvolvimento sustentável do setor aéreo brasileiro.

Evento reúne líderes da indústria aeronáutica

Em sua 21ª edição, a Labace reúne centenas de expositores nacionais e internacionais, apresentando lançamentos e soluções voltadas à indústria aeronáutica.

A programação inclui debates sobre inovação, sustentabilidade, novas tecnologias e os principais desafios para o futuro da aviação de negócios, consolidando o evento como um dos mais importantes pontos de encontro do segmento na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Informação

Aviação civil brasileira cresce 20% em número de profissionais habilitados em 2025

A aviação civil brasileira apresentou avanço significativo na formação de profissionais em 2025. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que o total de licenças e habilitações emitidas cresceu 20% em relação ao ano anterior.

Foram registradas 6.562 emissões de licenças em 2025, contra 5.461 contabilizadas em 2024, demonstrando o fortalecimento do setor e a ampliação da demanda por mão de obra qualificada na área aeronáutica.

Crescimento continua em 2026

O ritmo de expansão segue acelerado em 2026. Somente entre janeiro e abril, o Brasil contabilizou 2.213 novos profissionais aptos a atuar na aviação civil.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela emissão das licenças, o período registrou:

  • 1.288 novos pilotos;
  • 458 comissários de voo;
  • 467 mecânicos de manutenção aeronáutica.

O crescimento acompanha a retomada e expansão do setor aéreo brasileiro, que demanda profissionais cada vez mais capacitados.

Governo amplia programas de capacitação

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o cenário exige investimentos contínuos em qualificação profissional e inclusão no mercado aeronáutico.

Para atender à demanda crescente, o MPor vem fortalecendo políticas públicas voltadas à formação técnica e ao acesso às carreiras da aviação.

Entre as iniciativas em destaque está o programa Asas para Todos, coordenado pela Anac em parceria com órgãos federais. O projeto busca ampliar o acesso às profissões do setor por meio de bolsas de estudo, cursos técnicos e incentivo à participação de mulheres, jovens e pessoas de baixa renda.

Bolsas e cursos gratuitos impulsionam setor aeronáutico

Neste ano, o governo federal também lançou novas ações de capacitação profissional. Em fevereiro, foram disponibilizadas 74 bolsas gratuitas para formação de mecânicos de manutenção aeronáutica, em parceria com o Sest/Senat.

O edital recebeu quase duas mil inscrições, evidenciando o interesse crescente pelas carreiras da indústria aeronáutica.

Outra iniciativa em andamento é o curso online e gratuito de Introdução à Aviação, oferecido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil por meio do programa Treinar.

A capacitação oferece conteúdos básicos sobre o funcionamento da indústria aeronáutica brasileira e é voltada tanto para profissionais do setor quanto para pessoas interessadas em ingressar na área.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Internacional

Embraer vende aviões militares C-390 aos Emirados Árabes Unidos em contrato histórico

A Embraer firmou um acordo estratégico com o Tawazun Council for Defence Enablement para o fornecimento de aeronaves militares. O contrato prevê a compra de dez unidades do cargueiro C-390 Millennium, além de outras dez opções futuras.

Acordo fortalece transporte militar dos Emirados

A negociação tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte aéreo militar dos Emirados Árabes Unidos. A iniciativa também inclui parceria com uma empresa local do setor de defesa, reforçando o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a fabricante brasileira, este é o maior pedido internacional já realizado por um único país para o modelo C-390 Millennium, marcando ainda a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio.

Avaliação técnica e escolha do modelo

O contrato foi firmado após um longo processo de análise, que envolveu testes operacionais realizados no próprio território dos Emirados. De acordo com a Embraer, a aeronave foi escolhida por atender de forma eficiente às exigências da força aérea local.

A empresa destacou que o modelo se sobressai pela combinação de desempenho, versatilidade e menor custo ao longo do ciclo de vida — fatores decisivos para a escolha.

Manutenção e suporte com parceria local

Além da venda das aeronaves, o acordo inclui serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), bem como suporte logístico contínuo. Essas atividades serão conduzidas em conjunto com uma empresa dos Emirados, ampliando a cooperação industrial entre os países.

Versatilidade do C-390 Millennium

O avião militar C-390 Millennium é projetado para múltiplas operações. Entre suas principais funções estão:

  • Transporte de cargas e tropas
  • Lançamento aéreo
  • Missões humanitárias
  • Evacuação aeromédica
  • Operações em pistas não pavimentadas

A aeronave também oferece interoperabilidade com forças armadas de diferentes países, facilitando ações conjuntas em cenários internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/FAB

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Exportação

BNDES aprova R$ 1,7 bilhão para exportação de aviões da Embraer aos Estados Unidos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (17) a aprovação de um financiamento de R$ 1,7 bilhão destinado à exportação de 13 aeronaves da Embraer para a companhia aérea norte-americana SkyWest Airlines. A operação será realizada por meio da linha Exim Pós-Embarque, mecanismo voltado ao incentivo de exportações brasileiras.

Exportação fortalece balança comercial brasileira

De acordo com o BNDES, os aviões — todos do modelo E-175 — serão entregues entre o quarto trimestre de 2025 e o fim de 2026. O pagamento será feito em dólares, o que garantirá a entrada de divisas e contribuirá para o fortalecimento da balança comercial do país.

O banco informou ainda que, apenas em 2025, já desembolsou R$ 3,4 bilhões para apoiar exportações da Embraer, incluindo recursos de operações aprovadas anteriormente.

SkyWest amplia frota e reforça parceria com a Embraer

Atualmente, a SkyWest Airlines é a maior operadora mundial do modelo E-175 e deve alcançar uma frota total de 279 aeronaves até o fim de 2026. O BNDES destacou que a operação reforça a importância de políticas de financiamento à indústria aeronáutica, uma prática comum entre países que disputam espaço em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento econômico.

Mercadante destaca papel estratégico do BNDES

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o apoio à Embraer demonstra o papel essencial do banco no fortalecimento da indústria nacional.

“O BNDES tem um papel fundamental na promoção da competitividade da indústria brasileira no mercado global. A Embraer é resultado direto dessa política, que permitiu à empresa conquistar presença relevante em diversos países, especialmente nos Estados Unidos”, afirmou.

Desde 1997, o BNDES já financiou US$ 26,7 bilhões em exportações de mais de 1.350 aeronaves da Embraer, consolidando-se como um dos principais instrumentos de apoio à expansão da fabricante no exterior.

Embraer celebra apoio e expansão internacional

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, reforçou a importância da parceria com o banco estatal para o crescimento global da companhia.

“O BNDES tem sido um parceiro fundamental no fortalecimento da Embraer no cenário internacional. Esse apoio é estratégico para ampliar nossa atuação em um mercado tão relevante quanto o dos Estados Unidos. Além disso, beneficia a aviação regional americana, segmento no qual nossas aeronaves têm forte presença e que é essencial para a conectividade do país”, declarou.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessier

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