Negócios

Eve prepara fábrica em Taubaté para produzir 480 eVTOLs por ano

A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea elétrica controlada pela Embraer, prepara o início das operações comerciais de seus eVTOLs, aeronaves elétricas capazes de decolar e pousar verticalmente. A expectativa é que os primeiros voos comerciais ocorram até o fim de 2028, com a produção inicial concentrada na fábrica de Taubaté (SP).

A unidade foi projetada para alcançar uma capacidade de até 480 aeronaves por ano. A operação comercial poderá começar simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, mercados considerados estratégicos pela companhia.

No Brasil, a proximidade com a estrutura de engenharia e industrial da Embraer é apontada como uma vantagem. Já nos Estados Unidos, a Eve identifica oportunidades comerciais em diferentes cidades e pretende utilizar o país como uma das bases para a expansão do serviço.

Eve já reúne cerca de 3 mil cartas de intenção

A empresa acumula aproximadamente 3 mil cartas de intenção de compra para o eVTOL, além de alguns pedidos firmes. Apesar da demanda prospectiva, a Eve ainda não definiu onde serão instaladas eventuais novas unidades industriais.

A estratégia prevê iniciar a fabricação em Taubaté e, em uma etapa posterior, realizar a montagem final das aeronaves mais próxima dos mercados onde elas serão utilizadas.

A decisão considera a própria característica do eVTOL, que possui autonomia limitada e não foi desenvolvido para percorrer grandes distâncias entre a fábrica e os locais de operação.

Fábrica de Taubaté terá capacidade para 480 eVTOLs

A unidade paulista deverá ter capacidade inicial para produzir 480 eVTOLs por ano. Antes de decidir pela construção de novas fábricas, a companhia pretende observar a evolução da demanda.

A estratégia permitirá ajustar a expansão industrial ao ritmo de crescimento do mercado de mobilidade aérea elétrica.

Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, a administração da Embraer indicou que a companhia pretende utilizar a evolução da demanda como referência para definir os próximos investimentos industriais da Eve.

Certificação será decisiva para o início das operações

Um dos principais objetivos do programa é obter a certificação do eVTOL até o fim de 2028. Para chegar a essa etapa, a Eve precisa avançar nos testes e reduzir os riscos relacionados ao desenvolvimento da aeronave.

Entre os marcos considerados importantes está a realização de um voo completo de transição e reversão, envolvendo os diferentes modos de voo do veículo.

A empresa pretende avançar nessa fase de testes ao longo de 2026 e 2027. Até o momento, o programa já acumula mais de 60 voos verticais e recentemente realizou sua primeira transição parcial para o voo horizontal.

Centenas de engenheiros estão envolvidos no projeto

O desenvolvimento do eVTOL mobiliza atualmente centenas de engenheiros da Embraer. A equipe atua paralelamente no projeto da nova aeronave, na evolução dos produtos já existentes, em programas de defesa e no desenvolvimento de tecnologias para futuras gerações de aeronaves.

A fabricante também mantém estudos sobre novas tecnologias e possíveis produtos nos segmentos de aviação comercial, aviação executiva e defesa.

A expectativa da Embraer é que a Eve passe a contribuir de maneira mais significativa para os resultados do grupo principalmente a partir de 2029 e 2030, complementando a estratégia de crescimento prevista para o início da próxima década.

Brasil e Estados Unidos devem concentrar os primeiros voos

A estratégia inicial de operação prevê a entrada do eVTOL nos mercados brasileiro e norte-americano.

No Brasil, a proximidade entre a operação da Eve, a engenharia e a estrutura industrial da Embraer pode facilitar o início das atividades. Nos Estados Unidos, a empresa identifica oportunidades em diferentes centros urbanos e pretende desenvolver o mercado como parte de sua estratégia internacional.

Ainda não há definição sobre as próximas fábricas. A expansão da produção dependerá da evolução da demanda por eVTOLs e do desenvolvimento das operações comerciais.

Embraer também amplia capacidade industrial

O avanço da Eve acontece paralelamente aos planos de expansão da Embraer. A fabricante pretende chegar a 2030 com capacidade para produzir entre 110 e 120 aeronaves comerciais por ano, além de mais de 200 jatos executivos e mais de 10 aeronaves KC-390 anuais no Brasil.

No caso da Eve, a capacidade projetada de 480 unidades anuais em Taubaté representa uma estrutura voltada a uma nova categoria de aeronaves e a uma possível expansão futura do mercado de mobilidade aérea elétrica.

Por enquanto, essa capacidade não significa produção em escala comercial. Até 2028, as prioridades são concluir o desenvolvimento do eVTOL, avançar nos testes e obter as certificações necessárias para o início das operações.

Com cerca de 3 mil cartas de intenção e pedidos firmes já registrados, a Eve entra em uma etapa decisiva: transformar a demanda potencial em operações certificadas e produção em escala.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Negócios

Labace 2026 reúne setor da aviação de negócios e destaca investimentos em infraestrutura aeroportuária

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou na terça-feira (4), em São Paulo, da cerimônia de abertura da Labace 2026, considerada a maior feira de aviação de negócios da América Latina e uma das principais do segmento no cenário internacional.

Promovido pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o evento reúne fabricantes de aeronaves, operadores, prestadores de serviços, investidores e representantes do poder público para apresentar inovações, discutir tendências e fortalecer o ambiente de negócios da aviação brasileira.

Infraestrutura e conectividade são prioridades do governo

Durante a solenidade de abertura, Tomé Franca ressaltou a relevância da aviação de negócios para impulsionar a integração entre regiões do país, fomentar o desenvolvimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Segundo o ministro, o governo federal mantém o compromisso de modernizar a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade regional e consolidar um ambiente regulatório mais eficiente e previsível, com o objetivo de incentivar novos investimentos no setor.

Ele destacou que a melhoria dos aeroportos tem impacto direto sobre a aviação geral, que depende de estruturas adequadas distribuídas em diferentes regiões do Brasil para ampliar suas operações e atender à demanda crescente.

Agenda ConectAR reforça estratégia para o setor

A presença do Ministério de Portos e Aeroportos na Labace 2026 também integra as ações da Agenda ConectAR, política pública estruturada em três pilares: ampliação da concorrência, redução do chamado custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

De acordo com Tomé Franca, a iniciativa foi construída em conjunto com representantes da indústria, do comércio, do turismo, órgãos ligados à aviação e diversos ministérios, formando uma estratégia voltada ao desenvolvimento sustentável do setor aéreo brasileiro.

Evento reúne líderes da indústria aeronáutica

Em sua 21ª edição, a Labace reúne centenas de expositores nacionais e internacionais, apresentando lançamentos e soluções voltadas à indústria aeronáutica.

A programação inclui debates sobre inovação, sustentabilidade, novas tecnologias e os principais desafios para o futuro da aviação de negócios, consolidando o evento como um dos mais importantes pontos de encontro do segmento na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Informação

Aviação civil brasileira cresce 20% em número de profissionais habilitados em 2025

A aviação civil brasileira apresentou avanço significativo na formação de profissionais em 2025. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que o total de licenças e habilitações emitidas cresceu 20% em relação ao ano anterior.

Foram registradas 6.562 emissões de licenças em 2025, contra 5.461 contabilizadas em 2024, demonstrando o fortalecimento do setor e a ampliação da demanda por mão de obra qualificada na área aeronáutica.

Crescimento continua em 2026

O ritmo de expansão segue acelerado em 2026. Somente entre janeiro e abril, o Brasil contabilizou 2.213 novos profissionais aptos a atuar na aviação civil.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela emissão das licenças, o período registrou:

  • 1.288 novos pilotos;
  • 458 comissários de voo;
  • 467 mecânicos de manutenção aeronáutica.

O crescimento acompanha a retomada e expansão do setor aéreo brasileiro, que demanda profissionais cada vez mais capacitados.

Governo amplia programas de capacitação

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o cenário exige investimentos contínuos em qualificação profissional e inclusão no mercado aeronáutico.

Para atender à demanda crescente, o MPor vem fortalecendo políticas públicas voltadas à formação técnica e ao acesso às carreiras da aviação.

Entre as iniciativas em destaque está o programa Asas para Todos, coordenado pela Anac em parceria com órgãos federais. O projeto busca ampliar o acesso às profissões do setor por meio de bolsas de estudo, cursos técnicos e incentivo à participação de mulheres, jovens e pessoas de baixa renda.

Bolsas e cursos gratuitos impulsionam setor aeronáutico

Neste ano, o governo federal também lançou novas ações de capacitação profissional. Em fevereiro, foram disponibilizadas 74 bolsas gratuitas para formação de mecânicos de manutenção aeronáutica, em parceria com o Sest/Senat.

O edital recebeu quase duas mil inscrições, evidenciando o interesse crescente pelas carreiras da indústria aeronáutica.

Outra iniciativa em andamento é o curso online e gratuito de Introdução à Aviação, oferecido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil por meio do programa Treinar.

A capacitação oferece conteúdos básicos sobre o funcionamento da indústria aeronáutica brasileira e é voltada tanto para profissionais do setor quanto para pessoas interessadas em ingressar na área.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Internacional

Embraer vende aviões militares C-390 aos Emirados Árabes Unidos em contrato histórico

A Embraer firmou um acordo estratégico com o Tawazun Council for Defence Enablement para o fornecimento de aeronaves militares. O contrato prevê a compra de dez unidades do cargueiro C-390 Millennium, além de outras dez opções futuras.

Acordo fortalece transporte militar dos Emirados

A negociação tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte aéreo militar dos Emirados Árabes Unidos. A iniciativa também inclui parceria com uma empresa local do setor de defesa, reforçando o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a fabricante brasileira, este é o maior pedido internacional já realizado por um único país para o modelo C-390 Millennium, marcando ainda a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio.

Avaliação técnica e escolha do modelo

O contrato foi firmado após um longo processo de análise, que envolveu testes operacionais realizados no próprio território dos Emirados. De acordo com a Embraer, a aeronave foi escolhida por atender de forma eficiente às exigências da força aérea local.

A empresa destacou que o modelo se sobressai pela combinação de desempenho, versatilidade e menor custo ao longo do ciclo de vida — fatores decisivos para a escolha.

Manutenção e suporte com parceria local

Além da venda das aeronaves, o acordo inclui serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), bem como suporte logístico contínuo. Essas atividades serão conduzidas em conjunto com uma empresa dos Emirados, ampliando a cooperação industrial entre os países.

Versatilidade do C-390 Millennium

O avião militar C-390 Millennium é projetado para múltiplas operações. Entre suas principais funções estão:

  • Transporte de cargas e tropas
  • Lançamento aéreo
  • Missões humanitárias
  • Evacuação aeromédica
  • Operações em pistas não pavimentadas

A aeronave também oferece interoperabilidade com forças armadas de diferentes países, facilitando ações conjuntas em cenários internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/FAB

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Exportação

BNDES aprova R$ 1,7 bilhão para exportação de aviões da Embraer aos Estados Unidos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (17) a aprovação de um financiamento de R$ 1,7 bilhão destinado à exportação de 13 aeronaves da Embraer para a companhia aérea norte-americana SkyWest Airlines. A operação será realizada por meio da linha Exim Pós-Embarque, mecanismo voltado ao incentivo de exportações brasileiras.

Exportação fortalece balança comercial brasileira

De acordo com o BNDES, os aviões — todos do modelo E-175 — serão entregues entre o quarto trimestre de 2025 e o fim de 2026. O pagamento será feito em dólares, o que garantirá a entrada de divisas e contribuirá para o fortalecimento da balança comercial do país.

O banco informou ainda que, apenas em 2025, já desembolsou R$ 3,4 bilhões para apoiar exportações da Embraer, incluindo recursos de operações aprovadas anteriormente.

SkyWest amplia frota e reforça parceria com a Embraer

Atualmente, a SkyWest Airlines é a maior operadora mundial do modelo E-175 e deve alcançar uma frota total de 279 aeronaves até o fim de 2026. O BNDES destacou que a operação reforça a importância de políticas de financiamento à indústria aeronáutica, uma prática comum entre países que disputam espaço em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento econômico.

Mercadante destaca papel estratégico do BNDES

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o apoio à Embraer demonstra o papel essencial do banco no fortalecimento da indústria nacional.

“O BNDES tem um papel fundamental na promoção da competitividade da indústria brasileira no mercado global. A Embraer é resultado direto dessa política, que permitiu à empresa conquistar presença relevante em diversos países, especialmente nos Estados Unidos”, afirmou.

Desde 1997, o BNDES já financiou US$ 26,7 bilhões em exportações de mais de 1.350 aeronaves da Embraer, consolidando-se como um dos principais instrumentos de apoio à expansão da fabricante no exterior.

Embraer celebra apoio e expansão internacional

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, reforçou a importância da parceria com o banco estatal para o crescimento global da companhia.

“O BNDES tem sido um parceiro fundamental no fortalecimento da Embraer no cenário internacional. Esse apoio é estratégico para ampliar nossa atuação em um mercado tão relevante quanto o dos Estados Unidos. Além disso, beneficia a aviação regional americana, segmento no qual nossas aeronaves têm forte presença e que é essencial para a conectividade do país”, declarou.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessier

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