Exportação

A recuperação da Argentina impulsiona exportações e turismo do Brasil

A recuperação econômica da Argentina trouxe um impulso à economia brasileira neste ano, com um aumento expressivo nas exportações de bens e um salto no turismo argentino. No primeiro semestre de 2025, as exportações brasileiras para a Argentina atingiram o equivalente a 0,8% do PIB do Brasil, ante 0,5% no mesmo período de 2024.

Dados do governo brasileiro mostram que esse crescimento continuou no terceiro trimestre. De julho a setembro, as exportações para a Argentina subiram 34,6%, em comparação com um aumento de 4,7% nas exportações totais do Brasil.

Francisco Pessoa Faria, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), calculou que o turismo argentino no Brasil acrescentou o equivalente a 0,2% do PIB brasileiro no primeiro semestre do ano, ante 0,08% no mesmo período do ano passado.

No total, as exportações de serviços para a Argentina cresceram de 0,12% do PIB no início de 2024 para 0,25% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da agência de estatísticas oficial da Argentina, o INDEC.

Gastos com viagens quase dobram

De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 2,69 bilhões em serviços para a Argentina — o dobro dos US$ 1,33 bilhão do mesmo período de 2024. O principal motor foi o gasto de turistas argentinos no Brasil, que totalizou US$ 2,14 bilhões, ante US$ 918 milhões um ano antes.

Em contrapartida, as importações brasileiras de serviços caíram 11,9% em 2025, para US$ 869,7 milhões. Isso resultou em um superávit de US$ 1,82 bilhão na balança de serviços do Brasil, muito superior aos US$ 337,3 milhões registrados no primeiro semestre de 2024.

Economistas afirmam que essa retomada tem sido positiva para o Brasil, embora haja incerteza sobre sua duração. Apesar de um swap cambial de US$ 20 bilhões para apoiar a Argentina e dos bons resultados nas eleições de meio de mandato de 26 de outubro, o presidente Javier Milei deve implementar medidas que podem pesar sobre a economia argentina.

O impulso econômico sob Milei tem aumentado a demanda por produtos brasileiros, afirmou Gustavo Pérego, sócio da consultoria argentina Abeceb. “No ano passado, a Argentina passou por um processo de reestruturação econômica. Houve uma forte queda na primeira metade do ano, seguida de recuperação na segunda.”

Vendas de automóveis impulsionam superávit comercial

Automóveis e autopeças são os principais produtos exportados do Brasil para a Argentina, disse Pérego. O aumento se deveu aos controles cambiais do governo anterior, que restringiram o acesso de importadores a dólares, reduzindo a oferta de carros no mercado local.

Para resolver isso, o governo argentino implementou em 2024 medidas para quitar dívidas com importadores e melhorar o poder de compra dos consumidores. “Quando a situação se normalizou, a demanda por carros e motocicletas disparou”, afirmou Pérego. “E grande parte desses veículos é fabricada no Brasil.”

De janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 14,2 bilhões em bens para a Argentina — um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024 —, enquanto as importações de produtos argentinos caíram 1,8%, para US$ 9,5 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O superávit comercial virou a favor do Brasil, chegando a US$ 4,7 bilhões, ante um déficit de US$ 50,5 milhões em 2024.

Produtos manufaturados do setor de transporte dominam as exportações brasileiras para o parceiro do Mercosul. Veículos de passeio responderam por 21,9% do total exportado à Argentina, somando US$ 3,1 bilhões nos nove primeiros meses do ano — mais que o dobro dos US$ 1,4 bilhão de 2024. Autopeças representaram 9,7%, veículos comerciais leves 6,4% e veículos rodoviários 5,5%.

Pérego prevê que o PIB argentino cresça 4% neste ano, após uma contração de 1,7% em 2024. “Isso estimula a demanda por carros, o que, por sua vez, impulsiona as exportações brasileiras.” Uma pesquisa de mercado do Banco Central da Argentina, o relatório REM (equivalente ao Focus brasileiro), projeta crescimento de 3,9% do PIB em 2025.

No entanto, ele alertou que as exportações de automóveis brasileiros para a Argentina dificilmente manterão o mesmo ritmo de expansão. “Havia uma demanda reprimida, então as vendas dispararam entre o fim de 2024 e este ano. Isso deve se normalizar.”

Concorrência dos elétricos chineses

Pérego também destacou a concorrência dos veículos elétricos chineses, que a Argentina atualmente importa com isenção de impostos sob um programa que permite a entrada de 50 mil veículos neste ano e mais 50 mil em 2026. O país pode ter até 200 mil veículos elétricos em circulação em três ou quatro anos, disse ele.

A economia argentina deve desacelerar em 2026, com crescimento previsto de 3%, um ponto percentual abaixo de 2025.

Faria, da FGV Ibre, afirmou que as mudanças na demanda argentina têm grande impacto na indústria automotiva brasileira. Nos 12 meses encerrados em junho de 2025, a Argentina respondeu por 8,6% das exportações totais de manufaturados do Brasil e 48,4% das exportações de veículos automotores, reboques e carrocerias.

Ariane Benedito, economista-chefe da fintech PicPay, projetou crescimento de até 5,5% do PIB argentino neste ano. “É uma recuperação significativa, mas a economia argentina continua vulnerável”, afirmou. A volatilidade cambial é uma preocupação central, dependendo de como Milei implementará seu plano econômico. A inflação também preocupa, impulsionada pelo forte consumo. “O cenário base depende de quanto a terapia de choque de Milei vai custar em termos de desaceleração econômica.”

Ela também apontou uma provável desaceleração global em 2026, o que afetaria o Brasil. O PicPay projeta crescimento de 1,7% do PIB brasileiro em 2026, ante 2,2% neste ano.

Ainda assim, Benedito disse que a posição geográfica do Brasil lhe dá vantagem no fornecimento de produtos automotivos à Argentina. Essa relação comercial ajudou o Brasil a evitar queda no volume e no valor das exportações em 2025, apesar das novas tarifas dos EUA.

Turismo argentino

Faria também destacou o impulso do turismo argentino. De janeiro a setembro, 2,79 milhões de argentinos visitaram o Brasil, ante 1,47 milhão no mesmo período do ano passado, segundo a Embratur. Os argentinos agora representam 39% de todos os turistas estrangeiros no país, contra 30% em 2024.

“O fluxo de turistas argentinos em 2025 foi impulsionado pelo câmbio”, disse Faria. Em abril, a Argentina substituiu seus rígidos controles cambiais — em vigor desde o fim de 2019 — por uma banda de câmbio flutuante administrada entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar, ampliada em 1% ao mês. Também foram retiradas as restrições à compra de dólares.

Historicamente, a Argentina é um mercado emissor forte quando sua moeda está relativamente estável, e o Brasil é o destino de praia mais próximo, observou Pérego. “Foi assim no último verão e provavelmente será novamente no próximo. Os argentinos são atraídos ao Brasil por dois motivos: praias quentes e custos mais baixos. Um feriado de 10 ou 15 dias na praia na Argentina pode sair mais caro do que no sul do Brasil”, disse ele, especialmente para quem viaja de carro ao Rio Grande do Sul ou Santa Catarina.

No entanto, Pérego observou que o Brasil ficou mais caro para os argentinos ao longo de 2025 devido à valorização do real. A cotação do dólar caiu para R$ 5,38 em 31 de outubro, ante R$ 6,19 no fim de dezembro de 2024, segundo o Banco Central.

Roberto Dumas Damas, professor do Insper, alertou que, apesar dos ganhos eleitorais de Milei, a Argentina ainda enfrenta alta dívida externa e baixas reservas. “A eleição dá mais tempo a Milei, mas o país ainda precisa de reformas”, disse.

“O único caminho real é algo semelhante ao que o Brasil fez em janeiro de 1999: deixar a moeda flutuar, elevar fortemente os juros, definir uma meta de inflação e aprovar uma lei que garanta plena independência ao Banco Central da Argentina.”

FONTE: Valor Econômico
IMAGEM: Rogerio Vieira/Valor

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Comércio Exterior

China lança iniciativa “Grande Mercado para Todos” para ampliar importações e reduzir superávit comercial

Com foco em equilibrar sua balança comercial e reforçar o compromisso com o livre comércio, a China anunciou nesta terça-feira (4) a criação da iniciativa “Grande Mercado para Todos: Exportar para a China”, voltada a incentivar importações e fortalecer a cooperação econômica global.

Estratégia para reduzir desequilíbrios comerciais

A medida surge em meio a crescentes tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, num contexto em que o país asiático mantém altos superávits com diversas nações. Apesar do avanço nas exportações de produtos manufaturados, o ritmo das importações chinesas tem sido tímido, o que, segundo economistas, contribui tanto para pressões deflacionárias internas quanto para atritos no comércio internacional.

Plano global de cooperação econômica

O ministro do Comércio, Wang Wentao, explicou que o programa prevê a realização de dez grandes eventos anuais, com a participação de cinco a seis países em cada edição. O objetivo, afirmou, é tornar a China o principal destino de exportação e promover “cooperação vantajosa para todos”.

O anúncio ocorreu durante uma cerimônia em Xangai, com a presença do primeiro-ministro Li Qiang, na véspera da China International Import Expo (CIIE) — feira internacional de importação que acontece de 5 a 10 de novembro e serve como vitrine para o comércio global.

Abertura comercial e desafios de credibilidade

Lançada em 2018 pelo presidente Xi Jinping, a CIIE busca reforçar a imagem da China como defensora do livre comércio e contrapor críticas sobre seu expressivo superávit comercial com parceiros internacionais.

No entanto, o evento já foi alvo de questionamentos. Em 2023, a Câmara de Comércio Europeia classificou a feira como uma “vitrine política”, afirmando que os superávits chineses com países europeus continuavam crescendo, mesmo após o início da exposição.

A nova iniciativa tenta responder a essas críticas ao incentivar maior abertura de mercado, diversificação de importações e parcerias comerciais equilibradas, reforçando o papel da China como ator central no comércio internacional.

FONTE: Investimentos e Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ling Tang/Unsplash

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Exportação

Exportações totalizam 282,8 bilhões de janeiro até a 4ª semana de outubro de 2025

Na 4ª semana de Outubro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,767 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,839 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,803 bilhões e importações de US$ 5,036 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 25,019 bilhões e as importações, US$ 20,09 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,929 bilhões e corrente de comércio de US$ 45,109 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 282,811 bilhões e as importações, US$ 232,403 bilhões, com saldo positivo de US$ 50,408 bilhões e corrente de comércio de US$ 515,215 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados, nesta terça-feira (28/10), pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 4º Semana de outubro/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparada a média diária de até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.389,94 milhões) com a média de outubro de 2024 (US$ 1.331,86 milhões), houve crescimento de 4,4%. Em relação às importações houve queda de -2,6% na comparação entre as médias até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.116,09 milhões) com Outubro do ano anterior (US$ 1.145,89 milhões).

Sendo assim, até a 4ª semana de Outubro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.506,03 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 273,85 milhões. Se comparado este período com a média de Outubro de 2024, houve crescimento de 1,1% na corrente de comércio.

Exportações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana de Outubro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 51,53 milhões ( 20,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 23,24 milhões ( 8,1%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -15,68 milhões ( -2,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Importações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana do mês de Outubro de 2025, se comparado com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,46 milhões ( 2,2%) em Agropecuária; queda de US$ -22,04 milhões ( -31,5%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -8,63 milhões ( -0,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 5,4 milhões de toneladas em 2025 e reforça papel estratégico em Santa Catarina

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e consolida sua posição como um dos principais polos logísticos de Santa Catarina e do Brasil. Entre janeiro e setembro de 2025, o terminal registrou 241 atracações e movimentou 5,46 milhões de toneladas, um avanço que reafirma sua relevância na economia catarinense. Somente em setembro, foram 695,4 mil toneladas, evidenciando o ritmo acelerado das operações.

Contêineres e granéis sólidos impulsionam o desempenho

O segmento de contêineres mantém crescimento contínuo, respondendo por 18% da movimentação total, com mais de 980 mil toneladas operadas. O desempenho reforça o papel estratégico do porto no transporte de cargas de alto valor agregado e nas operações logísticas integradas.

Os granéis sólidos continuam liderando, representando 77,5% das operações totais. Entre as principais cargas movimentadas estão coque calcinado e não calcinado, hulha betuminosa, sal e farelo de milho, que sustentam o recorde de desempenho do terminal.

Exportações e importações em alta

As exportações somaram 2,26 milhões de toneladas, com destaque para o coque, o farelo de milho e o açúcar a granel, este último responsável por 10,6% da carga total e um crescimento de 28,9% em relação ao ano anterior.

Nas importações, o porto alcançou 2,45 milhões de toneladas, impulsionado pela chegada de hulha betuminosa, sal e insumos industriais, fundamentais para o abastecimento da indústria regional.

Cabotagem e transbordo em expansão

A cabotagem manteve participação relevante, com 511 mil toneladas embarcadas e 130,9 mil toneladas desembarcadas, um aumento conjunto de 7,49% frente a 2024. Já as operações de transbordo registraram salto expressivo, somando 51,2 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um crescimento de 141,2%, consolidando o porto como um elo logístico multifuncional.

Gestão moderna e foco em sustentabilidade

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o desempenho reforça a eficiência da gestão e o foco em inovação:

“O Porto de Imbituba comprova, mês após mês, que uma gestão qualificada e investimentos técnicos consistentes resultam em crescimento sustentável. É um porto moderno, competitivo e alinhado às demandas da logística atual.”

O diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, acrescenta que o foco para 2025 está em dragagem, ampliação dos berços e digitalização dos processos, com o objetivo de tornar o porto “um dos mais competitivos e modernos do país”.

Impacto econômico e perspectivas para o futuro

Os meses de março e setembro foram os de maior movimento, com mais de 27 navios e volumes acima de 695 mil toneladas. Mantido o ritmo, o Porto de Imbituba deve ultrapassar 7 milhões de toneladas até dezembro.

Além do impacto direto na balança comercial, o crescimento do porto tem impulsionado o emprego e o comércio local, fortalecendo os setores de serviços, transporte e logística em Imbituba. Também avançam os projetos de integração porto-cidade, voltados à sustentabilidade urbana e valorização do entorno.

Com a ampliação da área alfandegada, novas rotas de navegação e o aumento das operações de contêineres refrigerados para o agronegócio, o Porto de Imbituba projeta um futuro de inovação e crescimento contínuo, consolidando-se como um ativo estratégico de Santa Catarina e do comércio exterior brasileiro.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as operações de exportação e importação em Imbituba movimentaram US$ 1,26 bilhão entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Balança Comercial Tem Superávit de US$ 1,1 Bi na 3ª Semana de Outubro de 2025

Exportações e importações mantêm ritmo positivo e saldo comercial segue em alta

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,1 bilhão na terceira semana de outubro de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — totalizou US$ 13,1 bilhões, com exportações de US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês

Acumulado do mês mostra saldo positivo

No acumulado de outubro até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 18,4 bilhões e importou US$ 15,1 bilhões, gerando um superávit de US$ 3,3 bilhões. A corrente de comércio mensal soma US$ 33,44 bilhões, mantendo um bom desempenho nas trocas internacionais.

Resultado no ano segue em crescimento

Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações brasileiras alcançaram US$ 276,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 227,4 bilhões, resultando em um superávit acumulado de US$ 48,8 bilhões. A corrente de comércio anual chegou a US$ 503,5 bilhões, indicando um avanço sólido no comércio exterior do país.

Comparação com outubro de 2024

Ao comparar as médias diárias até a terceira semana de outubro de 2025 com as do mesmo mês em 2024, observa-se:

  • Exportações: aumento de 6,0%, passando de US$ 1,331 bilhão para US$ 1,411 bilhão;
  • Importações: crescimento de 1,1%, subindo de US$ 1,145 bilhão para US$ 1,157 bilhão.

A média diária da corrente de comércio no período foi de US$ 2,57 bilhões, com superávit médio diário de US$ 253,67 milhões. Em relação ao mesmo período de 2024, a corrente de comércio registrou alta de 3,7%.

Desempenho por setor

Exportações por setor, na média diária, até a terceira semana de outubro de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024:

  • Agropecuária: crescimento de 12,7% (aumento de US$ 32,54 milhões);
  • Indústria Extrativa: alta de 23,4% (mais US$ 67,24 milhões);
  • Indústria de Transformação: queda de 2,5% (redução de US$ 19,57 milhões).

Importações por setor, também na média diária:

  • Indústria de Transformação: crescimento de 2,6% (acréscimo de US$ 27,01 milhões);
  • Agropecuária: leve queda de 0,5% (menos US$ 0,11 milhão);
  • Indústria Extrativa: retração de 22% (redução de US$ 15,38 milhões).

Esses dados refletem um cenário de balança comercial favorável, impulsionado por setores estratégicos como a agropecuária e a indústria extrativa, apesar da queda nas exportações da indústria de transformação.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior

Brasil perde posições no ranking global de superávits comerciais com queda nas commodities

O Brasil caiu da quinta para a nona colocação no ranking mundial de superávits comerciais no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento do Valor Econômico. O resultado reflete o impacto da valorização do real frente ao dólar, a desaceleração do comércio internacional e a queda dos preços das commodities.

Desempenho global e retração brasileira

Entre janeiro e junho de 2024, o país ficava atrás apenas de China, Alemanha, Holanda e Irlanda. Neste ano, Taiwan, Suíça, Noruega e Singapura ultrapassaram o Brasil, que apresentou uma redução de 28% no superávit, enquanto a Alemanha teve queda de 21,4%.
A China manteve a liderança global, com superávit de US$ 574 bilhões, alta de 32,7% sobre 2024, impulsionada pelo crescimento de 7% nas exportações e queda de 6% nas importações.

Segundo especialistas, o recuo brasileiro foi causado pela redução dos preços médios de produtos como soja, petróleo e minério de ferro, além do crescimento das importações, que surpreendeu analistas.

Projeções indicam superávit mais fraco, mas ainda sólido

Levantamento do Valor Data aponta que o Brasil deve fechar 2025 com superávit de US$ 62,5 bilhões. O Banco Central, por meio do Boletim Focus, prevê US$ 62 bilhões, enquanto o governo federal projeta US$ 60,9 bilhões.
Apesar do resultado positivo, economistas alertam que a estrutura atual da balança comercial deixa o país mais vulnerável a oscilações externas.

Os dados, obtidos junto ao Trademap, mostram que entre os 20 maiores superávits do mundo, o Brasil registrou a maior retração, seguido por Austrália (-22,8%) e Alemanha.

Exportações estagnadas e importações em alta

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o superávit de janeiro a junho caiu de US$ 41,6 bilhões em 2024 para US$ 29,8 bilhões em 2025.
As exportações cresceram apenas 1%, enquanto as importações avançaram 15%, puxadas por bens intermediários e de capital — insumos ligados à produção industrial.

A soja, o petróleo e o minério de ferro — que juntos representam 30% das exportações brasileiras — registraram quedas expressivas nos preços: -10%, -6,7% e -20,4%, respectivamente.

Café e carne bovina sustentam parte do saldo comercial

A retração maior foi evitada graças ao desempenho de café e carne bovina.
O café não torrado teve alta de 78,7% nos preços, elevando em 47,4% a receita de exportação. Já a carne bovina cresceu 13% em preços e 27,7% em faturamento, compensando parte das perdas nas vendas aos Estados Unidos, afetadas por novas tarifas.

Dependência de commodities preocupa especialistas

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, a dependência do Brasil em commodities torna o país mais sensível à volatilidade dos preços internacionais. Mesmo com volumes exportados em alta, as receitas diminuem.
Na China, observa ela, a concentração em produtos de maior valor agregado reduz esse impacto.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) apontam que o volume exportado pelo Brasil entre janeiro e setembro aumentou 3,6% sobre 2024 — o maior desde 2006.

O economista André Valério, do Banco Inter, ressalta que o país está retornando aos níveis de superávit pré-2023, quando o recorde de US$ 99 bilhões foi impulsionado pelos altos preços do petróleo no pós-pandemia. Desde o fim de 2023, no entanto, o barril subiu apenas 1,7%.

Importações indicam economia interna mais aquecida

Mesmo com a redução do saldo, Benedito avalia que o movimento reflete uma economia doméstica mais ativa.

“O país está importando mais porque a produção e o consumo estão fortes. É um sinal de resiliência, não de fragilidade”, explica.

Ela projeta superávit de US$ 65 bilhões em 2025, sustentado por exportações para China e Argentina, mesmo com queda nas vendas aos EUA.
A economista prevê crescimento do PIB de 2,2% e Selic em 12,5% até o fim de 2026, com possibilidade de cortes posteriores.

Lívio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador do FGV Ibre, estima Selic de 13,25% em 2026, o que deve conter investimentos e importações. Ele lembra que o Brasil importou duas plataformas de petróleo em 2025, evento considerado atípico, e espera apenas uma nova importação em 2026.

“O desafio será avaliar como a economia reagirá aos estímulos de renda e ao comportamento das importações de bens de consumo”, destaca Ribeiro.

Segundo o economista, o superávit comercial brasileiro deve alcançar US$ 61 bilhões em 2025 e cair para US$ 55 bilhões em 2026, com exportações estáveis e importações levemente maiores.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Washington Alves/Valor

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Portos

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco do Sul cresce em setembro e no acumulado de 2025

O Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, encerrou setembro de 2025 com alta na movimentação de cargas tanto no mês quanto no acumulado do ano, em comparação ao mesmo período de 2024. Foram movimentadas 1,53 milhão de toneladas, um crescimento de 3,3% em relação às 1,48 milhão de toneladas registradas em setembro do ano anterior.

De janeiro a setembro de 2025, o porto alcançou 13,5 milhões de toneladas movimentadas, volume 5% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024, quando o total somou 12,9 milhões de toneladas.

Soja e milho lideram exportações

As exportações responderam por 824,7 mil toneladas em setembro. Entre os principais produtos embarcados, a soja representou 543 mil toneladas, seguida pelo milho, com 271 mil toneladas, consolidando o porto como ponto estratégico para o agronegócio brasileiro.

Nas importações, o total chegou a 708 mil toneladas. Os fertilizantes representaram 318 mil toneladas, enquanto as bobinas de aço somaram 369 mil toneladas, reforçando o papel do terminal também no abastecimento da indústria nacional.

Infraestrutura e eficiência impulsionam resultados

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins, o desempenho é resultado da estrutura moderna e da capacidade operacional do porto.

“O Porto de São Francisco está preparado para atender às exigências do mercado. Esses números confirmam sua importância para o comércio internacional catarinense e brasileiro”, destacou Martins.

O presidente do Porto, Cleverton Vieira, também ressaltou o trabalho integrado que vem sendo desenvolvido ao longo do ano.

“Chegar a 13,5 milhões de toneladas até setembro demonstra a força do Porto de São Francisco do Sul como eixo estratégico para exportações e importações, especialmente nos setores do agronegócio e da indústria”, afirmou.

Porto consolida posição estratégica no Sul do Brasil

Com resultados positivos mês a mês, o Porto de São Francisco do Sul se consolida como um dos principais terminais logísticos do Sul do país, ampliando sua relevância nas rotas de exportação e importação. O desempenho reforça o papel do porto como motor econômico regional, contribuindo para o crescimento da cadeia produtiva catarinense e para a integração do Brasil ao comércio global.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Rotta

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Importação

Importações de bens duráveis caem e revelam desaceleração da economia brasileira

O ritmo de importações de bens duráveis pelo Brasil — como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis — vem diminuindo nos últimos meses, evidenciando a desaceleração da economia brasileira em meio aos juros elevados. Após registrar altas expressivas até o início de 2025, o volume de compras externas desses produtos caiu pela primeira vez em julho e manteve desempenho fraco até setembro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

China lidera queda nas exportações de bens duráveis ao Brasil

A China, responsável por mais da metade das importações brasileiras de bens duráveis, foi o principal vetor dessa retração. Entre julho e setembro, o Brasil importou US$ 423,9 milhões em produtos chineses — uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período de 2024. Mesmo com as tarifas de 30% impostas pelos Estados Unidos ao país asiático, o temor de que isso redirecionasse produtos ao mercado brasileiro não se confirmou.
Entre os itens mais afetados estão os smartphones, com redução de 2,9% nas compras (US$ 135,8 milhões), e os refrigeradores, que despencaram 18,8%, totalizando US$ 44,6 milhões.

Alta dos juros freia consumo e atividade econômica

Para Lia Valls, pesquisadora do FGV/Ibre e coordenadora do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), a desaceleração é reflexo direto da política monetária restritiva.

“O Brasil vinha em um ritmo elevado de importações, mas a desaceleração da atividade econômica freou o movimento”, explica Valls.
A queda nas importações atingiu também outros parceiros comerciais. No caso dos Estados Unidos, segunda principal origem dos duráveis comprados pelo país, houve recuo de 27,8% em setembro, totalizando US$ 20,8 bilhões.

Máquinas e equipamentos seguem o mesmo caminho

O setor de máquinas e equipamentos apresenta comportamento semelhante. Após crescer mais de 20% em 2024, o avanço caiu para 3% no segundo trimestre de 2025 e chegou a registrar retração em agosto. Em setembro, o crescimento só ocorreu por conta da importação pontual de uma plataforma de US$ 2,4 bilhões vinda de Singapura.
De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o alto custo do crédito tem limitado novos investimentos:

“Os juros altos estão freando o consumo e os investimentos. Isso explica a queda nas compras de duráveis e equipamentos”, avalia.

Estoques elevados e desaceleração global também pesam

Castro acrescenta que o país acumulou grandes estoques de produtos importados da China no ano passado, o que reduz a necessidade de novas compras neste momento de atividade econômica mais fraca.

“O Brasil importou muito quando a economia estava aquecida. Agora, com a desaceleração, o consumo diminuiu e os estoques permanecem altos”, afirma.
Além disso, a leve desaceleração da economia mundial contribui para o quadro. “Há dois anos, a China vendia a preços altos; hoje, vende mais barato e em menor volume”, observa o presidente da AEB.

Indicadores reforçam cenário de enfraquecimento

O Banco Central também vem registrando sinais de enfraquecimento da atividade econômica. O IBC-Br, índice que antecipa o PIB, caiu 0,5% em julho, na terceira queda consecutiva.
No mercado de trabalho, o Caged mostrou a criação de 147 mil vagas formais em agosto, o pior resultado histórico para o mês, reforçando a perda de fôlego do crescimento.
Enquanto isso, as importações de bens não duráveis e semiduráveis, menos dependentes de crédito, avançaram 46,7% e 9,3%, respectivamente, em setembro — mostrando que o consumo tem se mantido apenas em produtos de menor valor e pagamento à vista.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Anizelli/Folhapress

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Comércio Exterior, Economia

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,5 bilhão na 2ª semana de outubro.

Balança comercial brasileira mantém saldo positivo impulsionado por exportações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de outubro de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A corrente de comércio no período somou US$ 12,3 bilhões, com destaque para o desempenho das exportações.

Exportações superam importações e impulsionam saldo comercial

Entre os dias analisados, as exportações atingiram US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,4 bilhões. No acumulado de outubro até a segunda semana, as vendas externas somam US$ 11,6 bilhões e as compras do exterior, US$ 9,1 bilhões. O resultado é um superávit de US$ 2,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 20,6 bilhões.

No acumulado do ano, o país já exportou US$ 269,3 bilhões e importou US$ 221,4 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 48 bilhões. A corrente de comércio anual já alcança US$ 490,8 bilhões.

Exportações crescem 8,6% em outubro

Na comparação entre as médias diárias de exportações da segunda semana de outubro de 2025 (US$ 1,4 bilhão) e do mesmo período de 2024 (US$ 1,3 bilhão), houve um crescimento de 8,6%.

Já as importações apresentaram uma leve retração de 1%, passando de US$ 1,145 bilhão em outubro de 2024 para US$ 1,134 bilhão em 2025. Com isso, a corrente de comércio diária chegou a US$ 2,581 bilhões, enquanto o superávit médio diário foi de US$ 312,35 milhões, um avanço de 4,2% na comparação anual.

Desempenho por setor: agropecuária lidera alta nas exportações

Na análise por setores, o destaque ficou com a agropecuária, que registrou crescimento de 15% nas exportações, com média diária US$ 38,4 milhões superior à de 2024. A indústria extrativa teve avanço de 17,4% (US$ 50,07 milhões), enquanto a indústria de transformação cresceu 3,7% (US$ 29,1 milhões).

Nas importações, o setor de indústria de transformação teve alta de 1% (US$ 10,38 milhões). Em contrapartida, a agropecuária caiu 4,8% (US$ 1,02 milhão) e a indústria extrativa teve queda expressiva de 30,5% (US$ 21,35 milhões).

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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