Comércio Internacional

25 estados dos EUA acionam Justiça contra tarifas de Trump sobre trabalho forçado

Um grupo de 25 estados dos Estados Unidos ingressou com uma ação no Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York, para contestar a nova política de tarifas de Trump sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo Brasil e União Europeia. O processo foi protocolado na segunda-feira (3).

A iniciativa reúne, em sua maioria, estados comandados por governadores democratas. Entre os signatários estão Nova York, Califórnia e Illinois. Dos 25 estados participantes, 23 são administrados por democratas, enquanto Nevada e Vermont, os outros dois integrantes da ação, possuem governadores republicanos.

Medidas foram justificadas pelo combate ao trabalho forçado

As tarifas começaram a valer em 24 de julho de 2026 e estabelecem alíquotas de 10% e 12,5% sobre produtos importados dos países e blocos atingidos.

O governo dos Estados Unidos afirma que as medidas são uma resposta à suposta falha desses parceiros comerciais em impedir a circulação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A justificativa se baseia na Seção 301 da legislação comercial americana, após uma investigação concluir que aproximadamente 60 economias não estariam adotando medidas suficientes para barrar esse tipo de prática em suas cadeias produtivas, prejudicando trabalhadores norte-americanos.

Estados afirmam que cobrança é ilegal

Na ação judicial, os estados alegam que não existe relação lógica entre o combate ao trabalho forçado e a aplicação de tarifas amplas contra dezenas de parceiros comerciais.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirmou que a administração Trump estaria tentando elevar ilegalmente os custos para famílias e empresas por meio de uma nova rodada de tarifas. Já o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, declarou que os principais prejudicados são os próprios cidadãos americanos, e não os governos estrangeiros.

Os autores do processo também destacam que condenam o trabalho forçado em qualquer circunstância, mas sustentam que o governo federal não pode utilizar esse argumento como justificativa para manter um sistema tarifário que consideram ilegal.

Em defesa da política comercial, o porta-voz Kush Desai afirmou que os Estados Unidos estão exercendo uma autoridade legal válida para enfrentar práticas internacionais consideradas prejudiciais ao comércio do país.

Governo Trump enfrenta novos desafios na Justiça

O novo processo amplia a lista de disputas judiciais envolvendo a política comercial da administração Trump. Recentemente, um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu que a maior parte das tarifas impostas pelo governo é ilegal, em ações apresentadas por pequenas empresas e por uma coalizão de estados.

Na decisão, os magistrados entenderam que a legislação aprovada pelo Congresso em 1977 não teria concedido ao presidente poderes ilimitados para impor tarifas comerciais.

Além da ação movida pelos estados, outros processos apresentados por grupos empresariais também questionam a legalidade das cobranças.

As tarifas discutidas neste caso, de 10% e 12,5%, diferem da tarifa de 25% anunciada anteriormente para parte das exportações brasileiras, resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Notícias

EUA ampliam lista de restrições e incluem 43 empresas chinesas por suspeitas de trabalho forçado

Os Estados Unidos ampliaram a lista de empresas sujeitas a restrições comerciais ao incluir 43 companhias chinesas suspeitas de envolvimento com práticas relacionadas ao trabalho forçado na região de Xinjiang. A atualização representa a maior expansão desde a criação da relação de entidades monitoradas pela legislação norte-americana.

Com as novas inclusões, a lista passa a reunir 187 empresas, reforçando a aplicação da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur (UFLPA), criada para impedir a entrada de produtos associados a violações de direitos humanos no mercado dos EUA.

Lei exige comprovação da origem dos produtos

A UFLPA, aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 2021, estabelece a presunção de que mercadorias produzidas em Xinjiang podem ter sido fabricadas com mão de obra forçada, principalmente de uigures e outras minorias étnicas.

Para reverter essa presunção, exportadores precisam apresentar documentação que comprove a rastreabilidade da cadeia de fornecimento e demonstre que os produtos não têm relação com trabalho compulsório.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, a partir de 3 de agosto, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) passará a bloquear automaticamente a entrada de mercadorias produzidas pelas 43 empresas recém-incluídas na lista, salvo comprovação em contrário.

Empresas atuam em diversos setores industriais

As companhias adicionadas ao cadastro pertencem a diferentes segmentos da economia chinesa, incluindo as indústrias de alumínio, cobre, algodão, vestuário, além da produção de tomates e derivados.

De acordo com as autoridades norte-americanas, essas empresas são suspeitas de obter matérias-primas provenientes de Xinjiang ou de manter vínculos com programas governamentais relacionados ao recrutamento, transporte ou utilização de trabalhadores pertencentes a grupos étnicos considerados vulneráveis.

China reage e critica decisão dos Estados Unidos

O governo chinês contestou a ampliação das restrições e classificou a medida como uma forma de coerção econômica.

Em nota divulgada pelo Ministério do Comércio, Pequim afirmou que as sanções carecem de fundamentos concretos, prejudicam as cadeias globais de suprimentos e contrariam os entendimentos firmados anteriormente entre os líderes dos dois países para estabilizar as relações comerciais.

O governo chinês também declarou que adotará medidas para proteger os interesses de suas empresas diante das novas restrições impostas por Washington.

Pequim nega acusações sobre trabalho forçado

A embaixada da China em Washington voltou a rejeitar as acusações envolvendo violações de direitos humanos em Xinjiang.

Segundo representantes diplomáticos, a legislação chinesa proíbe o trabalho forçado, e os trabalhadores da região têm liberdade para escolher suas atividades profissionais. O governo também classificou as denúncias apresentadas pelos Estados Unidos como infundadas.

A ampliação da lista ocorre em um momento de persistente tensão entre as duas maiores economias do mundo, mantendo o tema dos direitos humanos, do comércio internacional e das cadeias globais de produção no centro das disputas entre Washington e Pequim.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportações brasileiras para a Argentina recuam 18% em um ano, aponta balança comercial

As exportações brasileiras para a Argentina registraram queda de 18,1% nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A comparação considera o mesmo período do ano anterior e mostra uma redução nas vendas ao terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Apesar da retração, o mercado argentino continua desempenhando papel estratégico para a balança comercial brasileira, especialmente para setores ligados à indústria.

Vendas ao país vizinho diminuem em junho

Em junho, o Brasil exportou cerca de US$ 1,3 bilhão para a Argentina. No mesmo mês do ano anterior, o volume negociado havia alcançado aproximadamente US$ 1,6 bilhão, reduzindo a participação do país vizinho nas exportações brasileiras de 5,6% para 3,7%.

A indústria automotiva permanece como o principal segmento das vendas brasileiras ao mercado argentino, concentrando boa parte dos embarques de veículos e componentes.

Principais produtos exportados para a Argentina em junho de 2026

  • Veículos automóveis – US$ 223 milhões (16,86%)
  • Partes e acessórios para veículos – US$ 105 milhões (7,93%)
  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 57 milhões (4,34%)
  • Veículos rodoviários – US$ 38 milhões (2,88%)
  • Máquinas e aparelhos elétricos – US$ 34 milhões (2,58%)

Importações de produtos argentinos apresentam crescimento

Enquanto as exportações brasileiras recuaram, as importações da Argentina avançaram 3,8% em junho na comparação com o mesmo período de 2025.

Assim como ocorre nas exportações, o setor automotivo lidera o fluxo comercial entre os dois países, representando a maior parte das compras brasileiras.

Produtos mais importados da Argentina em junho de 2026

  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 352 milhões (27,41%)
  • Automóveis de passageiros – US$ 134 milhões (10,44%)
  • Trigo e centeio não moídos – US$ 77 milhões (6%)
  • Óleos brutos de petróleo e minerais betuminosos – US$ 71 milhões (5,53%)
  • Polímeros de etileno em formas primárias – US$ 58 milhões (4,53%)

Queda ocorre em meio a tensão diplomática entre Brasil e Argentina

A redução nas exportações para a Argentina acontece em um momento de desgaste nas relações diplomáticas entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente argentino Javier Milei.

No último fim de semana, Milei voltou a fazer críticas públicas a Lula durante um evento político ligado ao senador Flávio Bolsonaro. Na sequência, o governo brasileiro manifestou oficialmente seu descontentamento por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em reunião com o embaixador argentino, Daniel Raimondi.

As declarações também repercutiram entre integrantes do governo federal, ampliando o clima de tensão diplomática entre os dois países.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luis Robayo/ AFP

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Comércio Exterior

União Europeia reage com cautela à nova tarifa dos EUA e cobra cumprimento de acordo comercial

A União Europeia recebeu com cautela a decisão dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas sobre importações de dezenas de parceiros comerciais. Para a Comissão Europeia, as medidas anunciadas nesta sexta-feira (24) permanecem em linha com o acordo comercial firmado entre os dois lados no ano passado, preservando compromissos considerados estratégicos para a relação bilateral.

As novas tarifas de 10% e 12,5% atingem produtos de 60 parceiros comerciais, entre eles a União Europeia e a China. Segundo o governo norte-americano, a medida busca pressionar países que, na avaliação de Washington, não adotam mecanismos suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Bloco europeu mantém benefícios tarifários

Apesar da nova política comercial dos Estados Unidos, a União Europeia integra um grupo restrito de parceiros cujas tarifas adicionais não serão acumuladas com as alíquotas alfandegárias já existentes para países classificados como “nação mais favorecida”.

Além disso, o governo norte-americano manteve ou restabeleceu isenções para diversos produtos europeus. Entre os itens beneficiados estão cortiça, diamantes, além de aeronaves, peças aeronáuticas, medicamentos genéricos e ingredientes farmacêuticos ativos.

Em nota, a Comissão Europeia afirmou que o resultado está alinhado aos compromissos assumidos pelos Estados Unidos na Declaração Conjunta firmada entre as duas partes, avaliando que a decisão cria um ambiente favorável para ampliar as negociações em busca de novas isenções tarifárias e maior cooperação comercial.

Bruxelas espera continuidade do acordo

O bloco europeu também reforçou a expectativa de que Washington cumpra integralmente os termos do entendimento firmado em julho do ano passado durante encontro realizado em Turnberry, na Escócia.

Pelo acordo, a União Europeia se comprometeu a eliminar tarifas de importação sobre produtos industriais norte-americanos, enquanto os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa de 15% sobre a maior parte das mercadorias europeias.

Para a Comissão Europeia, a manutenção desse compromisso é considerada fundamental para garantir maior previsibilidade e estabilidade nas relações comerciais entre os dois mercados.

UE rejeita acusações sobre trabalho forçado

As autoridades europeias também voltaram a contestar a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para endurecer as regras comerciais.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que as alegações de falhas no combate ao trabalho forçado não refletem a realidade do bloco.

Durante participação nas reuniões da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), em Manila, Kallas destacou que a legislação trabalhista europeia garante elevados padrões de proteção aos trabalhadores, incluindo férias remuneradas e condições de trabalho consideradas avançadas.

Segundo a diplomata, a justificativa utilizada por Washington não encontra respaldo nas normas adotadas pelos países que integram a União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Yves Herman

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Portos

Porto Itapoá abre escritório em Xangai para ampliar negócios com a China

O Porto Itapoá, um dos terminais portuários de maior crescimento no Brasil, abriu um escritório de representação em Xangai, na China, com o objetivo de ampliar oportunidades comerciais e atrair novos negócios internacionais.

A iniciativa faz parte de uma parceria com a InvestSC, Agência de Investimentos do Estado de Santa Catarina, que atua na aproximação entre empresas estrangeiras e o mercado catarinense. A executiva responsável pela atuação na Ásia, Carolina Canale, será uma das responsáveis pelo relacionamento regional.

Parceria aproxima Santa Catarina do mercado asiático

A estratégia começou a ser construída em novembro do ano passado, quando o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, participou da delegação catarinense na inauguração do escritório de representação de Santa Catarina em Xangai, principal centro econômico da China.

O escritório do porto funcionará no mesmo prédio da representação estadual, facilitando a integração das ações voltadas à atração de investimentos chineses e ao suporte a empresas catarinenses que ampliam operações no mercado asiático.

A atuação conjunta terá como foco identificar companhias chinesas interessadas em investir em Santa Catarina e auxiliar empresas do estado que utilizam o terminal para suas operações de exportação para a China.

China lidera movimentação de cargas no Porto Itapoá

A expansão internacional ocorre em um momento de crescimento operacional do terminal catarinense. Em junho de 2026, o Porto Itapoá registrou o maior volume mensal de movimentação de contêineres desde o início das operações, há 15 anos, alcançando 74 mil unidades no período.

Segundo Ricardo Arten, o resultado reflete os investimentos realizados na ampliação da capacidade, melhorias de infraestrutura e ganhos de eficiência operacional.

“Alcançar o maior volume mensal da história justamente no mês em que o terminal completa 15 anos tem um significado especial”, afirmou o executivo.

Mercado chinês tem papel estratégico nas operações

No primeiro semestre de 2026, a China foi o principal parceiro comercial do Porto Itapoá. O país respondeu por 49,4% das importações movimentadas pelo terminal e por 17,9% das exportações.

Entre os destinos das cargas exportadas, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, representando 16,5% do total movimentado.

A abertura do escritório em Xangai reforça a estratégia do porto de ampliar sua presença internacional e aproveitar o crescimento das relações comerciais entre Santa Catarina, Brasil e o mercado asiático.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Importação

Importações de soja da China: compras dos EUA caem 21% e Brasil amplia participação

As importações de soja dos Estados Unidos pela China registraram queda de 20,6% em junho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os embarques do Brasil cresceram 13,7%, consolidando o país como principal fornecedor da commodity para o mercado chinês.

O desempenho reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que influenciaram o ritmo das compras chinesas da safra norte-americana.

Tensões comerciais afetaram compras dos EUA

Segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China, o país importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, volume inferior às 1,6 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Durante o período de incertezas comerciais, compradores chineses adiaram aquisições da safra norte-americana até a realização de uma cúpula entre os líderes dos dois países, em outubro. Após o encontro, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas da commodity.

Mais recentemente, um novo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizado em 14 e 15 de maio deste ano, abriu espaço para novas compras da safra norte-americana, mantendo o compromisso de Pequim de importar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028.

Brasil amplia exportações de soja para a China

Enquanto os embarques norte-americanos perderam força, o Brasil ampliou sua participação nas exportações de soja para o mercado chinês.

Em junho, as compras da soja brasileira chegaram a 12,08 milhões de toneladas, frente às 10,62 milhões registradas no mesmo período do ano anterior, um avanço de 13,7%.

O aumento foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

Junho registra volume recorde de importações

O total de importações de soja pela China alcançou 13,55 milhões de toneladas em junho, o maior volume já registrado para o mês.

O resultado foi favorecido pelo elevado fluxo de embarques provenientes do Brasil e pela normalização do desembaraço de mercadorias nos portos do país asiático.

Acumulado do ano reforça liderança brasileira

Entre janeiro e junho, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos somaram 9,31 milhões de toneladas, representando uma queda de 42,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, os embarques brasileiros atingiram 34,75 milhões de toneladas, crescimento de 9,1%, reforçando a liderança do Brasil como principal fornecedor de soja para a China.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 4,95 bilhões até a terceira semana de julho

As exportações brasileiras mantiveram crescimento em julho e impulsionaram o desempenho da balança comercial. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na segunda-feira (20) mostram que, até a terceira semana de julho de 2026, o país acumulou superávit de US$ 4,95 bilhões, resultado 25,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

No período, as exportações alcançaram US$ 19,38 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual. Já as importações somaram US$ 14,43 bilhões, crescimento de 1,6%. Com isso, a corrente de comércio, que reúne a soma de exportações e importações, atingiu US$ 33,82 bilhões, avanço de 4,5%.

Acumulado do ano supera US$ 204 bilhões em exportações

Entre janeiro e a terceira semana de julho de 2026, as exportações brasileiras totalizaram US$ 204,16 bilhões, representando crescimento de 10,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

No mesmo período, as importações chegaram a US$ 156,85 bilhões, com expansão de 4,9%. O resultado levou a um superávit comercial de US$ 47,31 bilhões, aumento de 36,7% na comparação anual, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 361 bilhões, crescimento de 8,2%.

Agropecuária, mineração e indústria sustentam avanço das exportações

O desempenho positivo das exportações foi impulsionado pelos três principais segmentos da economia.

A agropecuária registrou alta de 6,5%, com embarques de US$ 4,31 bilhões. A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, avançando 17,2% e totalizando US$ 4,92 bilhões. Já a indústria de transformação cresceu 1,4%, alcançando US$ 9,99 bilhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das vendas externas destacam-se:

  • Tabaco em bruto (+504,7%);
  • Soja (+16,9%);
  • Algodão em bruto (+37,8%);
  • Outros minerais em bruto (+30,5%);
  • Minérios de níquel e seus concentrados (+160,3%);
  • Petróleo bruto (+45%);
  • Carnes de aves (+39,1%);
  • Farelo de soja e alimentos para animais (+52,9%);
  • Óleos combustíveis (+76,4%).

Por outro lado, alguns produtos apresentaram retração nas exportações, entre eles milho (-40,3%), café não torrado (-24,5%), minério de ferro (-8,9%), minério de cobre (-54,5%), açúcar (-31,9%), automóveis de passageiros (-44,5%) e aeronaves (-52,4%).

Importações crescem com destaque para tecnologia e combustíveis

As importações brasileiras também apresentaram crescimento no período, impulsionadas principalmente pela indústria extrativa e pela indústria de transformação.

Enquanto a agropecuária registrou queda de 16,3%, com US$ 240 milhões importados, a indústria extrativa avançou 37,7%, atingindo US$ 780 milhões. A indústria de transformação respondeu pela maior parcela das compras externas, somando US$ 13,33 bilhões, com crescimento de 0,4%.

Os maiores aumentos ocorreram nas importações de:

  • Máquinas para processamento automático de dados (+228,8%);
  • Outros minérios e concentrados de metais (+153,1%);
  • Gás natural (+74,6%);
  • Cevada (+53,5%);
  • Produtos hortícolas frescos (+50,4%);
  • Petróleo bruto (+34,5%);
  • Componentes eletrônicos, como válvulas, diodos e transistores (+35,3%).

Em contrapartida, houve redução nas compras de trigo e centeio (-27,3%), soja (-61,6%), borracha natural (-54,4%), pirites de ferro (-96,8%), carvão (-6%), medicamentos (-21,9%), defensivos agrícolas (-31,9%) e motores e máquinas não elétricos (-74,8%).

Fonte: Com informações do MDIC.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Importação

Importações batem recorde em junho após fim da taxa das blusinhas

As importações de pequenas encomendas registraram um novo recorde em junho, impulsionadas pelo fim da chamada taxa das blusinhas. De acordo com dados do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal, as compras realizadas em sites internacionais somaram R$ 2,6 bilhões no mês.

O resultado representa o maior volume mensal desde que a Receita passou a divulgar a série histórica com dados mensais. O montante fica atrás apenas dos acumulados bimestrais de abril e maio de 2024, que alcançaram R$ 2,69 bilhões, e de junho e julho de 2024, quando o total chegou a R$ 3,13 bilhões.

Fim da taxa impulsionou crescimento das remessas

A chamada taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024 e estabelecia a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Para produtos com valor entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, a alíquota era de 60%.

A cobrança permaneceu em vigor até a primeira quinzena de maio deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que zerou o imposto para esse tipo de compra.

Os reflexos foram imediatos. Ainda em maio, o volume de remessas internacionais aumentou quase 30% em relação ao mês anterior. Em junho, o crescimento foi ainda maior, chegando a aproximadamente 37%.

Os números divulgados pela Receita Federal consideram exclusivamente as compras realizadas por meio do Programa Remessa Conforme.

Programa Remessa Conforme agiliza a liberação de encomendas

Criado para modernizar o controle das compras internacionais, o Remessa Conforme determina que os tributos sejam recolhidos no momento da aquisição do produto.

Com o pagamento antecipado dos impostos, a Receita Federal consegue realizar a conferência das encomendas antes da chegada ao país, reduzindo o tempo de processamento e tornando a entrega ao consumidor mais rápida.

Além do recolhimento antecipado dos tributos federais, o programa também prevê o pagamento dos impostos estaduais pelas empresas participantes.

Setor produtivo critica mudança nas regras

Embora a suspensão da taxa das blusinhas tenha sido bem recebida por consumidores, a decisão provocou reação de entidades representativas da indústria e do comércio nacional.

Organizações do setor privado divulgaram um manifesto defendendo que a medida provisória fosse devolvida pelo Congresso Nacional. Segundo as entidades, a isenção amplia a diferença de custos entre empresas instaladas no Brasil e plataformas internacionais.

No documento, as associações argumentam que companhias brasileiras precisam cumprir exigências tributárias, trabalhistas, ambientais e de defesa do consumidor, enquanto concorrentes estrangeiras operariam com uma estrutura de custos mais reduzida.

As entidades afirmam que a busca por isonomia tributária significa garantir que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras fiscais. O manifesto resume esse posicionamento com a frase: “Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também manifestou preocupação, avaliando que a retirada da cobrança pode aumentar a concorrência com empresas estrangeiras e impactar a geração de empregos e a competitividade da indústria nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Importação

Fim da taxa das blusinhas impulsiona importações em 85% e amplia pressão sobre varejo nacional

As importações internacionais realizadas por meio do Remessa Conforme registraram crescimento de 85% em apenas dois meses após o fim da chamada taxa das blusinhas, extinta em maio de 2026. Os dados são da Receita Federal e apontam um avanço significativo nas compras de produtos do exterior.

De acordo com um relatório do Citi, obtido pelo Valor Econômico, esse aumento pode gerar impactos negativos para empresas brasileiras do setor de vestuário listadas na bolsa de valores. A avaliação é de que a ampliação das compras em plataformas estrangeiras intensifica a disputa por preços e reduz a competitividade das redes nacionais.

Mudança nas regras de tributação favoreceu compras internacionais

A alteração ocorreu com a edição da Medida Provisória nº 1.357/2026, que eliminou a cobrança de 20% sobre encomendas internacionais de até US$ 50. O Congresso Nacional prorrogou a validade da medida provisória até setembro.

Para compras com valores entre US$ 50 e US$ 3.000, permanece a alíquota de 60%, com desconto fixo de US$ 30 no cálculo do imposto. As novas regras passaram a valer em 13 de maio de 2026.

Volume de importações cresce mês a mês

Os números da Receita Federal mostram uma expansão acelerada das operações pelo Remessa Conforme.

Até abril, o valor acumulado das importações era de R$ 1,4 bilhão. Em maio, esse montante avançou para R$ 1,9 bilhão. Já no encerramento de junho, o total alcançou R$ 2,6 bilhões, representando um crescimento de 36% em comparação com o mês anterior.

Concorrência com plataformas estrangeiras preocupa o mercado

Na avaliação do Citi, o cenário repete um comportamento observado em períodos anteriores, quando empresas internacionais, como a Shein, ampliaram sua presença no mercado brasileiro beneficiadas por condições tributárias mais favoráveis.

Segundo o banco, esse movimento tende a aumentar a concorrência baseada em preços, afetando principalmente as grandes redes de varejo de moda no Brasil.

Entre as empresas consideradas mais expostas ao novo cenário estão Renner, C&A e Marisa, que podem enfrentar maior pressão competitiva diante do avanço das plataformas internacionais.

Ações já refletem parte dos riscos, avalia Citi

Apesar das preocupações, o Citi destaca que parte desse risco já estaria incorporada aos preços das ações das varejistas.

Atualmente, a Renner é negociada em torno de oito vezes a relação entre o preço da ação e o lucro projetado para 2027. Já a C&A apresenta múltiplo próximo de seis vezes o mesmo indicador, sugerindo que o mercado já precificou parte dos desafios esperados para o setor.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Portos do Paraná registram recorde histórico de movimentação no primeiro semestre de 2026

Os Portos do Paraná alcançaram um marco inédito no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os terminais de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas de cargas, o maior volume já registrado para o período. O resultado representa um crescimento de 0,6% em comparação com os seis primeiros meses de 2025, de acordo com dados divulgados pela administração portuária.

Soja impulsiona crescimento das exportações

A soja foi o principal destaque entre os produtos exportados e teve papel decisivo no desempenho dos portos paranaenses. No acumulado do semestre, foram embarcadas 9,47 milhões de toneladas do grão, um avanço de 21% em relação às 7,86 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado.

Outro segmento que apresentou expansão foi o de cargas conteinerizadas, que totalizou 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual. No primeiro semestre de 2025, esse volume havia sido de 8 milhões de toneladas.

Exportações avançam e importações recuam

As exportações pelos portos do estado somaram 22,30 milhões de toneladas entre janeiro e junho, crescimento de 4,9% frente às 21,27 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Já as importações alcançaram 12,1 milhões de toneladas, resultado inferior às 12,9 milhões de toneladas movimentadas no primeiro semestre do ano anterior.

Farelo de soja mantém relevância na pauta exportadora

O farelo de soja permaneceu como o segundo principal granel sólido exportado pelos portos paranaenses. Foram embarcadas 3,39 milhões de toneladas, volume praticamente estável em relação às 3,42 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Considerando conjuntamente as exportações de soja e farelo de soja, o volume chegou a 12,86 milhões de toneladas, correspondendo a 57,6% de tudo o que foi exportado pelos terminais. Com esse desempenho, o Porto de Paranaguá mantém a segunda colocação nacional nas exportações desses produtos.

Movimentação de veículos dispara no semestre

Outro destaque foi o crescimento da movimentação de veículos, que avançou 66% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao todo, passaram pelos portos 84,8 mil unidades, frente às 51,1 mil registradas no mesmo período do ano anterior.

O resultado já representa aproximadamente 80% de toda a movimentação de veículos registrada ao longo de 2025, indicando um ritmo acelerado de crescimento.

Fertilizantes lideram entre as importações

Entre os produtos importados, os fertilizantes permaneceram na liderança. No primeiro semestre de 2026, os portos paranaenses receberam 4,73 milhões de toneladas do insumo, reforçando sua importância para o abastecimento do agronegócio brasileiro.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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