Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia já registra 14 licenças aprovadas pela Secex

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), autorizou 14 operações comerciais dentro do novo acordo entre Mercosul e União Europeia. O balanço divulgado nesta segunda-feira (11) reúne oito licenças de exportação de produtos brasileiros para o mercado europeu e seis permissões para importação de mercadorias europeias ao Brasil.

As operações contemplam o período entre 1º de maio de 2026 — data de entrada em vigor do tratado — e o último sábado (10).

Carnes e cachaça lideram exportações brasileiras

Entre os produtos brasileiros autorizados para exportação estão carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça, itens incluídos nas cotas tarifárias negociadas entre os blocos econômicos.

Segundo a Secex, alguns produtos já passam a contar com vantagens tarifárias imediatas. É o caso da carne de aves desossada e da cachaça, que agora entram na União Europeia com tarifa zero dentro dos limites definidos pelo acordo.

Acordo reduz tarifas para carne bovina

O novo tratado também alterou as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado europeu. A chamada Cota Hilton, mecanismo já existente antes do acordo, aplicava tarifa de 20% sobre cortes nobres exportados pelo Brasil. Com a implementação do tratado, a cobrança foi zerada.

Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes da vigência do acordo, embarques fora da Cota Hilton eram taxados em 12,8%, além de uma cobrança adicional de € 304,10 a cada 100 quilos. Agora, dentro da nova cota, a tarifa caiu para 7,5%.

Importações incluem chocolates, tomates e queijos

No fluxo de importação, as licenças emitidas pela Secex envolvem produtos europeus como chocolates, tomates e queijos.

Os queijos já tiveram redução tarifária imediata, passando de 28% para 25,2% dentro das condições negociadas. Já os produtos como tomate e chocolate terão cortes graduais nas tarifas a partir de 2027. Em 2026, considerado o “ano zero” do acordo, permanecem as alíquotas atuais.

Mais de 5 mil linhas tarifárias já operam com tarifa zero

De acordo com o MDIC, mais de 5 mil linhas tarifárias — o equivalente a 54,3% do universo tarifário — passaram a operar com tarifa zero para entrada de produtos do Mercosul na União Europeia desde o início da vigência do acordo.

No sentido inverso, o Mercosul zerou tarifas em 1.152 linhas tarifárias para mercadorias europeias, o que representa cerca de 11% do total.

Operações ainda estão em fase inicial

Os primeiros números divulgados pelo governo indicam o início da implementação prática das cotas e preferências tarifárias previstas no acordo comercial.

Apesar disso, ainda não foram detalhados os volumes financeiros nem a quantidade de mercadorias efetivamente licenciadas nas 14 operações autorizadas até agora. O impacto sobre o comércio entre os blocos dependerá da utilização das cotas nas próximas semanas e da adesão das empresas aos novos mecanismos comerciais.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil soma US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 9,04 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, garantindo um superávit de US$ 2,7 bilhões na balança comercial.

Superávit comercial acumula US$ 27,5 bilhões no ano

No acumulado de 2026, o país já registra US$ 125,6 bilhões em exportações e US$ 98,1 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 27,5 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 223,68 bilhões.

Os números foram apresentados nesta segunda-feira (11) pela Secex/MDIC e refletem o avanço das relações comerciais brasileiras no mercado internacional.

Exportações crescem quase 27% em maio

A média diária das exportações até a primeira semana de maio de 2026 ficou em US$ 1,807 bilhão, representando alta de 26,9% na comparação com maio de 2025, quando o valor médio era de US$ 1,424 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento de 16,1%, passando de US$ 1,088 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,263 bilhão neste ano.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,07 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 544,39 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço da corrente de comércio foi de 22,2%.

Agropecuária e indústria de transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou crescimento de US$ 134,64 milhões na média diária, avanço de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A indústria de transformação também teve desempenho positivo, com alta de US$ 264,32 milhões, equivalente a crescimento de 36,4%.

Por outro lado, a indústria extrativa registrou queda de US$ 19,15 milhões, recuo de 5,7%.

Importações avançam na indústria de transformação

No segmento das importações, a indústria de transformação liderou o crescimento, com aumento de US$ 187,83 milhões na média diária, avanço de 18,6%.

Já a agropecuária apresentou leve retração de 1,7%, enquanto a indústria extrativa caiu 24,5%, com redução de US$ 11,1 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil cresce 10,8% em abril e bate recorde nas exportações

A corrente de comércio brasileira registrou crescimento de 10,8% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionada pelo avanço das exportações brasileiras, que alcançaram o maior valor da série histórica para o mês.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que as exportações somaram US$ 34,1 bilhões em abril, enquanto as importações chegaram a US$ 23,6 bilhões. O saldo positivo da balança comercial foi de US$ 10,5 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 57,8 bilhões no período.

Exportações avançam mais de 14% em abril

Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, as exportações cresceram 14,3%, passando de US$ 29,8 bilhões para US$ 34,1 bilhões.

Já as importações apresentaram alta de 6,2% no mesmo intervalo, saindo de US$ 22,2 bilhões para US$ 23,6 bilhões.

O desempenho reforça o crescimento do comércio exterior brasileiro em 2026, especialmente diante do aumento da demanda por produtos ligados ao agronegócio, indústria extrativa e indústria de transformação.

Comércio exterior acumula mais de US$ 208 bilhões no ano

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 116,6 bilhões, avanço de 9,2% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações somaram US$ 91,7 bilhões no quadrimestre, alta de 2,5%.

Com isso, o saldo da balança comercial chegou a US$ 24,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio acumulada alcançou US$ 208,3 bilhões, crescimento de 6,1% na comparação anual.

Agropecuária e indústria puxam alta das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve crescimento de US$ 1,28 bilhão em abril, avanço de 16,1% frente ao mesmo mês do ano anterior.

A indústria extrativa também apresentou forte desempenho, com aumento de US$ 1,26 bilhão, equivalente a 17,9%.

Já os produtos da indústria de transformação registraram expansão de US$ 1,71 bilhão, alta de 11,6%.

No acumulado de 2026, o destaque ficou para a indústria extrativa, que cresceu 22,2%, somando avanço de US$ 5,32 bilhões.

Importações crescem na indústria de transformação

No lado das importações, o principal avanço ocorreu nos produtos da indústria de transformação, que tiveram crescimento de US$ 1,51 bilhão em abril, alta de 7,4%.

A indústria extrativa apresentou leve aumento de 0,4%, enquanto a agropecuária registrou queda de 25,8% nas importações do mês.

No acumulado do ano, as compras externas da indústria de transformação cresceram 3,6%, enquanto agropecuária e indústria extrativa apresentaram retração.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Feed&Food

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Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 15,9 bilhões na segunda semana de abril de 2026

A corrente de comércio brasileira somou US$ 15,9 bilhões na segunda semana de abril de 2026, com um superávit da balança comercial de US$ 4,2 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 10 bilhões frente a importações de US$ 5,9 bilhões.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No desempenho mensal, o Brasil já acumula US$ 14,9 bilhões em exportações e US$ 8,1 bilhões em importações, garantindo um saldo positivo de US$ 6,7 bilhões. A corrente de comércio no período chegou a US$ 23 bilhões.

Resultado no ano ultrapassa US$ 170 bilhões

No acumulado de 2026, o comércio exterior brasileiro alcança números robustos. As exportações totalizam US$ 97,2 bilhões, enquanto as importações somam US$ 76,3 bilhões.

Com isso, o saldo positivo da balança comercial brasileira chega a US$ 20,9 bilhões, e a corrente de comércio atinge US$ 173,5 bilhões.

Exportações crescem mais de 40% na média diária

A média diária de exportações até a segunda semana de abril foi de US$ 2,1 bilhões, representando um crescimento de 42,2% em relação ao mesmo período de abril de 2025.

Já as importações registraram alta mais moderada, com avanço de 4,5% na mesma base de comparação, alcançando média diária de US$ 1,161 bilhão.

No geral, a média diária da corrente de comércio ficou em US$ 3,287 bilhões, com saldo médio diário de US$ 963,9 milhões — alta de 26,2% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Setores exportadores puxam desempenho

O crescimento das exportações foi disseminado entre os principais setores da economia:

  • Agropecuária: alta de 29,1% na média diária
  • Indústria Extrativa: avanço expressivo de 83,8%
  • Indústria de Transformação: crescimento de 29,8%

Os dados indicam forte desempenho da pauta exportadora brasileira, com destaque para commodities e produtos industrializados.

Importações mostram comportamento misto

No lado das importações, o cenário foi mais heterogêneo:

  • Indústria de Transformação: crescimento de 6,7%
  • Agropecuária: queda de 33,4%
  • Indústria Extrativa: recuo de 9%

O avanço das compras externas de bens industrializados sugere aquecimento da atividade econômica, enquanto outros setores apresentaram retração.

Comércio exterior segue em trajetória de crescimento

Os números reforçam a tendência positiva do comércio exterior do Brasil em 2026, com expansão consistente da corrente de comércio e manutenção de superávits relevantes.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Balança comercial registra menor superávit para março desde 2020, aponta Mdic

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 6,405 bilhões em março de 2026, o menor resultado para o mês nos últimos seis anos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O saldo positivo recuou 17,2% em relação a março de 2025, quando havia alcançado US$ 7,736 bilhões. O desempenho é o mais baixo desde 2020, início da pandemia, período marcado por forte retração econômica global.

Exportações crescem, mas importações avançam mais

Mesmo com o recuo no saldo, as exportações brasileiras somaram US$ 31,603 bilhões no mês, alta de 10% na comparação anual — o segundo maior valor da série histórica para março.

Já as importações atingiram US$ 25,199 bilhões, com crescimento mais expressivo, de 20,1%, registrando o maior patamar desde o início da série, em 1989. Esse avanço mais intenso das compras externas explica a redução do superávit.

Desempenho por setores da economia

Entre os setores, a indústria extrativa liderou o crescimento das exportações, com alta de 36,4%, impulsionada principalmente pelo petróleo. A indústria de transformação avançou 5,4%, enquanto a agropecuária teve aumento mais moderado, de 1,1%.

Entre os produtos, destacaram-se itens como petróleo bruto, minerais, carne bovina, combustíveis e ouro. Por outro lado, houve forte queda nas exportações de café, que recuaram 30,5% em valor, impactadas pela redução no volume embarcado.

Petróleo impulsiona, mas cenário pode mudar

As vendas externas de petróleo registraram crescimento significativo, com aumento de quase US$ 2 bilhões em relação ao mesmo mês de 2025. No entanto, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses, influenciada por mudanças tributárias sobre o produto.

Importações sobem com destaque para veículos

No lado das importações, o principal destaque foi a alta nas compras de automóveis, que cresceram mais de 200% na comparação anual. Também houve aumento relevante em medicamentos, fertilizantes e insumos industriais.

Acumulado do ano mantém saldo elevado

No primeiro trimestre de 2026, a balança comercial acumula superávit de US$ 14,175 bilhões, avanço de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram US$ 82,338 bilhões (+7,1%), enquanto as importações somaram US$ 68,163 bilhões (+1,3%). O resultado é o terceiro melhor da série histórica para o período.

Projeções indicam superávit maior em 2026

O Mdic revisou suas estimativas e projeta superávit de US$ 72,1 bilhões para 2026, crescimento de 5,9% frente ao resultado de 2025.

A previsão é de que as exportações alcancem US$ 364,2 bilhões no ano, enquanto as importações devem chegar a US$ 280,2 bilhões. As projeções oficiais serão atualizadas novamente ao longo do ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março

A balança comercial do Brasil apresentou superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março de 2026, resultado impulsionado pelo volume de exportações superior ao de importações no período.

Entre os dias analisados, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 12,8 bilhões. As exportações totalizaram US$ 7,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, garantindo o saldo positivo.

Acumulado do mês e do ano

No acumulado de março, o país registra exportações de US$ 14,7 bilhões e importações de US$ 10,8 bilhões. O saldo positivo chega a US$ 3,9 bilhões, com corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões.

Já no acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 65,6 bilhões, frente a US$ 53,7 bilhões em importações. O superávit no ano alcança US$ 11,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio atinge US$ 119,4 bilhões.

Desempenho em relação a 2025

Na comparação com março de 2025, houve retração nas médias diárias. As exportações caíram 2,7%, passando de US$ 1,512 bilhão para US$ 1,471 bilhão. Já as importações recuaram 1,9%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,083 bilhão.

A corrente de comércio também apresentou queda de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A média diária ficou em US$ 2,554 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 386,72 milhões.

Exportações por setor

O desempenho dos setores exportadores foi desigual no período analisado. A Indústria Extrativa apresentou crescimento de 19,2%, com aumento médio diário de US$ 54,55 milhões.

Por outro lado, a Agropecuária registrou queda de 9,8%, enquanto a Indústria de Transformação teve recuo de 7,0% nas exportações.

Importações por setor

Nas importações, a Indústria Extrativa também teve destaque positivo, com alta de 17,1% na média diária.

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda de 21,3% nas compras externas, e a Indústria de Transformação registrou recuo de 2,2%.

Panorama geral

Os dados indicam uma leve desaceleração no comércio exterior brasileiro em relação ao ano anterior, apesar da manutenção do superávit comercial. O desempenho reforça a importância da balança comercial para o equilíbrio das contas externas do país.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Indústria

Desindustrialização no Brasil volta ao centro do debate após queda da indústria de transformação

A retração registrada na indústria de transformação em 2025 reacendeu o alerta para o avanço da desindustrialização no Brasil. De acordo com avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do segmento no ano passado evidencia dificuldades estruturais enfrentadas pelo setor e reforça a necessidade de políticas voltadas ao fortalecimento da atividade industrial.

O desempenho negativo representa a quinta retração do setor nos últimos sete anos. Caso o cenário atual se mantenha, a indústria pode perder ainda mais participação na economia brasileira em 2026.

Juros altos e avanço das importações pressionam a indústria

Após crescer 3,9% em 2024, a indústria de transformação não conseguiu sustentar o ritmo no ano seguinte. Em 2025, o setor foi impactado principalmente pela política de juros elevados, que encareceu o crédito e reduziu a capacidade de investimento das empresas.

Além disso, a ampliação da entrada de produtos importados no mercado nacional também contribuiu para o enfraquecimento da atividade industrial.

Segundo o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, o nível elevado da taxa Selic afetou tanto empresas quanto consumidores.

“A Selic desestimulou investimentos, encareceu o crédito para o consumidor e reduziu a demanda por bens industriais. Ao mesmo tempo, as importações cresceram de forma generalizada e em ritmo superior ao da própria demanda”, afirmou.

Crescimento industrial perde força em relação a 2024

O impacto da política monetária mais restritiva se espalhou por diferentes áreas da cadeia produtiva. O setor da construção civil, por exemplo, registrou crescimento modesto de 0,5%.

Como resultado, o PIB industrial avançou apenas 1,4% em 2025 — menos da metade do crescimento observado no ano anterior.

O resultado geral só não foi ainda mais fraco graças ao desempenho da indústria extrativa, que registrou alta de 8,6%, impulsionada principalmente pela produção de petróleo e gás.

Outro ponto de preocupação apontado pela CNI é o nível de investimentos na economia brasileira. A taxa de investimento fechou 2025 em 16,8% do PIB, abaixo dos cerca de 20% registrados entre 2010 e 2013, percentual considerado mais adequado para sustentar um crescimento econômico mais robusto.

Para Marcio Guerra, o quadro exige resposta rápida.

“O cenário preocupa, mas não é novidade: convivemos com desindustrialização e baixo investimento há anos. Sem medidas imediatas para reverter esse quadro, o desempenho do PIB em 2026 tende a ser ainda mais limitado”, avaliou.

Debate sobre redução da jornada preocupa setor industrial

Diante desse contexto econômico, a CNI também defende cautela nas discussões sobre a redução da jornada de trabalho. Para a entidade, a adoção de mudanças que elevem os custos das empresas pode agravar ainda mais a situação financeira do setor.

A confederação destaca que a indústria brasileira possui características que ampliam o impacto de eventuais aumentos de custos:

• utiliza proporcionalmente mais mão de obra qualificada que a média do setor privado;
• ocupa posição central nas cadeias produtivas, o que amplia a pressão de custos;
• enfrenta forte concorrência internacional, especialmente com produtos importados;
• possui atividades e funções nas quais a compensação de horas é difícil ou onerosa.

Segundo a CNI, as incertezas em torno da discussão sobre a jornada de trabalho também podem afetar decisões de investimento produtivo, fundamentais para elevar a produtividade da indústria — condição considerada essencial antes de qualquer redução da carga horária.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Agronegócio

Governo regulamenta salvaguardas em acordos comerciais para proteger indústria e agronegócio

O governo federal publicou um decreto que estabelece regras para aplicação de salvaguardas em acordos comerciais, mecanismo destinado a proteger a produção nacional diante do aumento de importações. A medida foi divulgada na quarta-feira (4), em edição extra do Diário Oficial da União.

A regulamentação ocorreu no mesmo dia em que o Congresso Nacional finalizou o processo de internalização do acordo Mercosul-União Europeia, tratado que cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Quando as salvaguardas podem ser aplicadas

Segundo o decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as salvaguardas bilaterais poderão ser adotadas quando a entrada de produtos importados — beneficiados por condições preferenciais previstas em acordos comerciais — crescer de forma significativa e provocar ou ameaçar provocar prejuízo grave à indústria doméstica.

A proteção poderá abranger tanto o setor industrial quanto o setor agrícola, permitindo ao governo reagir caso a competitividade nacional seja afetada por aumento repentino das importações.

Medidas previstas no decreto

Entre as ações possíveis previstas no decreto estão:

Suspensão temporária da redução de tarifas prevista em acordos comerciais;
Restabelecimento de tarifas de importação vigentes antes do acordo;
• Criação de cotas tarifárias, limitando o volume de produtos que podem entrar no país com benefícios tarifários.

Nesse último caso, os produtos importados continuam recebendo as preferências tarifárias apenas até um determinado limite. Se o volume for ultrapassado, a tarifa anterior pode voltar a ser aplicada ou o cronograma de redução tarifária pode ser suspenso.

Investigação será conduzida pela Camex e Secex

A decisão sobre a adoção das medidas caberá à Câmara de Comércio Exterior (Camex), após investigação realizada pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Decom/Secex).

A abertura do processo poderá ser solicitada pela própria indústria doméstica. O decreto também autoriza que a Secretaria de Comércio Exterior inicie investigações por conta própria em situações consideradas excepcionais.

Demanda do agronegócio brasileiro

O mecanismo havia sido anunciado recentemente pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e atendia a uma demanda especialmente do agronegócio brasileiro.

A preocupação surgiu após o Parlamento Europeu aprovar, no ano passado, regras mais rigorosas para importações agrícolas relacionadas ao acordo com o Mercosul. As medidas europeias preveem a adoção de salvaguardas caso o aumento das compras externas cause prejuízos aos produtores do bloco.

Diante desse cenário, representantes do setor agrícola brasileiro defenderam que o Brasil também adotasse mecanismos semelhantes para reagir a um eventual aumento de importações de produtos europeus concorrentes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

União Europeia aplicará tarifas a pacotes pequenos a partir de 2026

A União Europeia (UE) aprovou novas regras que preveem a cobrança de tarifas sobre pacotes pequenos enviados ao bloco, principalmente por meio do comércio eletrônico internacional. A medida elimina a atual isenção alfandegária para remessas com valor inferior a 150 euros.

A decisão foi formalizada pelo Conselho da União Europeia e integra um processo mais amplo de reforma do sistema aduaneiro europeu.

Cobrança provisória começa em julho de 2026

Antes da entrada em operação do novo Centro Aduaneiro de Dados da UE, prevista para 2028, os Estados-membros passarão a aplicar uma tarifa fixa de 3 euros por categoria de produto em encomendas de pequeno porte.

A cobrança começará em 1º de julho de 2026 e deverá vigorar até 2028, com possibilidade de prorrogação. O modelo provisório será substituído posteriormente por tarifas alfandegárias regulares, calculadas conforme o valor e a classificação de cada mercadoria.

Segundo as autoridades europeias, parte da arrecadação permanecerá nos países-membros para compensar custos administrativos relacionados ao processamento das encomendas.

A iniciativa é distinta da chamada “taxa de tramitação”, que ainda está em debate dentro da reforma aduaneira mais ampla.

Fim da isenção de 150 euros impacta e-commerce

A extinção da franquia para envios abaixo de 150 euros ocorre em meio ao forte crescimento do e-commerce internacional. A UE avalia que o modelo anterior favorecia práticas comerciais fora das normas e criava concorrência desigual para empresas europeias.

Com a mudança, o bloco pretende fortalecer o controle sobre a entrada de mercadorias, ampliar a transparência nas importações e proteger empresas que operam dentro da regulamentação.

O ministro das Finanças do Chipre, Makis Keravnos, afirmou que o avanço nas novas regras é parte de um esforço maior para tornar o bloco mais competitivo e seguro.

Modernização do sistema aduaneiro europeu

A implementação do Centro Aduaneiro de Dados da UE, prevista para 2028, marcará a etapa final da modernização do marco aduaneiro europeu. Quando o sistema estiver plenamente operacional, o modelo provisório de tarifa fixa será substituído por cobranças proporcionais ao valor e à categoria dos produtos.

A decisão reflete a adaptação da União Europeia às novas dinâmicas do comércio digital global e à necessidade de reforçar o controle sobre a circulação de pequenas encomendas internacionais.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Internacional

Déficit comercial dos EUA chega a US$ 901 bilhões em 2025 mesmo com tarifas de Trump

Os Estados Unidos encerraram 2025 com um déficit comercial de US$ 901,5 bilhões — um dos maiores já registrados desde 1960. O resultado foi contabilizado apesar da política de aumento de tarifas implementada pelo presidente Donald Trump ao longo do ano.

Somente em dezembro, o saldo negativo nas trocas de bens e serviços atingiu US$ 70,3 bilhões, acima do mês anterior, consolidando um período de forte instabilidade no comércio exterior americano.

Tarifas elevadas não reduziram desequilíbrio

A estratégia da Casa Branca priorizou o aumento de tarifas sobre diversos parceiros comerciais, com foco especial na China. A iniciativa buscava reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria doméstica.

Mesmo assim, o impacto sobre o déficit agregado foi limitado. Avaliações de mercado indicam que, apesar da volatilidade gerada pelos anúncios tarifários, o desequilíbrio nas contas externas permaneceu praticamente inalterado no acumulado do ano.

Enquanto isso, a China — principal alvo das medidas — encerrou 2025 com superávit superior a US$ 1 trilhão, o maior já registrado por um país. Ainda que as exportações chinesas para os EUA tenham diminuído, o país asiático ampliou vendas para outros mercados, sobretudo na Ásia, redirecionando fluxos comerciais.

Volatilidade nas importações e exportações

Ao longo de 2025, os dados mensais mostraram oscilações expressivas, refletindo a reação de importadores norte-americanos aos sucessivos anúncios de tarifas.

Empresas anteciparam compras de itens como ouro e produtos farmacêuticos antes da entrada em vigor de novos tributos, provocando picos temporários nas importações.

Em dezembro, as importações avançaram 3,6%, impulsionadas por acessórios de informática e veículos automotores. Já as exportações recuaram 1,7%, pressionadas principalmente pela queda nos embarques de ouro.

A leitura superou a maior parte das estimativas do mercado compiladas pela Bloomberg.

Impacto sobre o PIB e projeções revisadas

Antes da divulgação dos números oficiais, o modelo GDPNow, do Federal Reserve Bank of Atlanta, estimava que as exportações líquidas acrescentariam cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do quarto trimestre, projetado em 3,6%.

Com os dados consolidados, economistas passaram a revisar as projeções, indicando contribuição menor do setor externo para o Produto Interno Bruto (PIB).

Em termos reais, descontada a inflação, o déficit de mercadorias alcançou US$ 97,1 bilhões em dezembro, o maior nível desde julho. O comércio de ouro para fins não industriais não entra no cálculo oficial do PIB norte-americano.

Analistas apontam que, apesar do saldo externo negativo, as importações de bens de capital, especialmente equipamentos ligados à inteligência artificial (IA), sinalizam investimento doméstico robusto no fim do ano.

Disputa comercial e decisão da Suprema Corte

A política tarifária defendida por Donald Trump tem como objetivo estimular a produção interna, proteger empregos industriais e reduzir a dependência de produtos estrangeiros. O governo também contesta estudos que indicam que consumidores americanos absorveram parte relevante do custo das tarifas.

Um ponto ainda pendente é a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a autoridade presidencial para impor tarifas amplas com base em legislação de emergência. O tribunal pode se pronunciar nos próximos dias.

Mudança no mapa dos déficits bilaterais

No recorte por países, o déficit com a China caiu para aproximadamente US$ 202 bilhões, o menor patamar em mais de 20 anos.

Por outro lado, os déficits com México e Vietnã atingiram níveis recordes, indicando reconfiguração das cadeias de fornecimento. O saldo negativo com Taiwan também alcançou máxima histórica, de US$ 146,8 bilhões, enquanto o déficit com o Canadá recuou.

Os dados sugerem que, embora a política tarifária tenha alterado a geografia do comércio, o impacto estrutural sobre o déficit total dos Estados Unidos foi limitado em 2025.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mike Blake

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