Agronegócio

Produção de carne suína cresce 6,4% no Brasil no primeiro semestre de 2026

A produção de carne suína no Brasil avançou nos primeiros seis meses de 2026, acompanhada pelo aumento no número de animais abatidos e pelo maior peso médio das carcaças. Dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Sistema CNA, apontam que o país produziu 2,93 milhões de toneladas de carne suína no primeiro semestre.

O volume representa crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025 e indica continuidade do avanço dos principais indicadores da suinocultura brasileira.

Abate de suínos chega a 31 milhões de animais

Entre janeiro e junho, aproximadamente 31 milhões de suínos foram abatidos em estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária.

O resultado acompanha o crescimento do plantel e a manutenção do fluxo de animais destinados às unidades frigoríficas, contribuindo para ampliar a oferta de carne no mercado.

Peso das carcaças também aumenta

Além do maior número de animais processados, houve avanço no rendimento médio das carcaças.

O peso médio chegou a 94,5 quilos no primeiro semestre, alta de 1,5% na comparação com os primeiros seis meses de 2025.

A combinação entre maior volume de abates e aumento do peso médio das carcaças foi determinante para o crescimento de 6,4% na produção de carne suína.

O desempenho ajudou a garantir maior disponibilidade de proteína tanto para o mercado interno quanto para as exportações.

Suinocultura brasileira mantém ganhos de eficiência

Para o Sistema CNA, os números refletem a evolução da eficiência técnica observada nas granjas brasileiras.

O crescimento simultâneo do número de animais abatidos e do peso das carcaças demonstra a capacidade produtiva do setor e sua adaptação às necessidades do mercado.

O avanço da produção também reforça a importância do uso de tecnologias e de práticas de manejo voltadas ao aumento da produtividade na cadeia de proteína animal.

Custos e demanda serão importantes no segundo semestre

Apesar do resultado positivo na primeira metade do ano, o desempenho do setor nos próximos meses dependerá de fatores como os custos de alimentação dos animais e o comportamento do consumo.

Entre os principais pontos de atenção estão os custos de nutrição, que têm impacto direto sobre as despesas das propriedades, e a demanda no varejo, que influencia as margens dos produtores.

A evolução desses fatores será importante para determinar a manutenção do ritmo de produção e das condições econômicas da suinocultura nacional ao longo do segundo semestre de 2026.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Agricultura

Produção agrícola brasileira chega a R$ 927,2 bilhões em 2025

A produção agrícola brasileira alcançou 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025, segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa um crescimento de 18,2% em relação a 2024, ano em que a agricultura brasileira foi afetada por condições climáticas adversas associadas ao fenômeno El Niño.

O valor gerado pela produção também atingiu um novo patamar. Em 2025, foram movimentados R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4% na comparação anual. Os valores são nominais, ou seja, consideram a moeda corrente de cada período e não foram corrigidos pela inflação.

De acordo com o levantamento, trata-se do maior valor registrado desde a criação do Plano Real, em 1994.

Área colhida supera 100 milhões de hectares

Outro destaque da pesquisa foi o avanço da área destinada à colheita. Pela primeira vez, o país ultrapassou a marca de 100 milhões de hectares, chegando a 100,6 milhões de hectares em 2025.

O número representa aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. Em termos territoriais, a área corresponde a aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.

Para efeito de comparação, a extensão é superior à área do Mato Grosso, que possui 903,2 mil km², e se aproxima do território da Bolívia, com cerca de 1,10 milhão de km².

Soja responde por 34% do valor da produção

A soja continuou como um dos principais produtos da agricultura brasileira. O grão respondeu por 34% do valor total da produção agrícola, alcançando R$ 315,2 bilhões.

A colheita chegou a 165,2 milhões de toneladas, crescimento de 14,4% em relação a 2024. Foram produzidas 20,8 milhões de toneladas a mais do que no ano anterior.

O IBGE relaciona a sustentação dos preços da commodity ao cenário internacional. Segundo o instituto, a guerra tarifária entre Estados Unidos e China aumentou a procura chinesa pela soja brasileira, contribuindo para manter os preços internos relativamente estáveis nos últimos meses de 2025.

O desempenho mantém o Brasil entre os principais protagonistas do mercado mundial de soja, tanto na produção quanto nas exportações.

Tecnologia impulsiona produção de algodão

A produção de algodão também apresentou crescimento expressivo. Conforme o IBGE, o volume produzido aumentou 16,4% em um ano, chegando a 6 milhões de toneladas.

O avanço foi associado principalmente aos investimentos em tecnologia agrícola, sustentabilidade e eficiência produtiva, com destaque para as áreas do Cerrado brasileiro, especialmente no Mato Grosso.

O desempenho contribuiu para que o Brasil alcançasse a liderança mundial nas exportações de algodão. Para o IBGE, o resultado amplia a presença brasileira nos mercados de produtos têxteis e de commodities.

Valor da produção de café cresce 44,7%

O café apresentou uma diferença importante entre crescimento físico e financeiro. A produção aumentou 3% em 2025, chegando a 3,4 milhões de toneladas.

Já o valor da produção avançou 44,7% e se aproximou de R$ 100 bilhões. O aumento ocorreu principalmente devido à forte valorização do preço da saca no mercado internacional.

Segundo o levantamento, fatores climáticos e naturais, incluindo o chamado exaurimento das plantas, limitaram o crescimento da produção.

Mato Grosso lidera valor da produção agrícola

Entre os estados brasileiros, o Mato Grosso permaneceu na primeira posição em valor da produção agrícola. Em 2025, o estado movimentou R$ 165,6 bilhões, crescimento de 37,1% em relação ao ano anterior.

A produção mato-grossense correspondeu a 17,9% do valor total registrado no país.

Estados com maior valor da produção agrícola em 2025

  • Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões
  • São Paulo: R$ 124 bilhões
  • Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões
  • Paraná: R$ 87,7 bilhões
  • Goiás: R$ 72,7 bilhões
  • Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões
  • Bahia: R$ 55,5 bilhões
  • Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões
  • Pará: R$ 38,4 bilhões
  • Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões

Centro-Oeste retoma liderança sobre o Sudeste

A distribuição regional do valor da produção também mudou em 2025. O Centro-Oeste voltou a superar o Sudeste, depois de ter ficado atrás da região em 2024.

O valor da produção agropecuária do Centro-Oeste cresceu 31,8% e chegou a R$ 288 bilhões. Soja, milho e algodão foram os principais responsáveis pelo desempenho.

O Sudeste, por sua vez, registrou R$ 271 bilhões, com café e cana-de-açúcar entre os principais destaques.

Historicamente, o Sudeste liderou esse indicador até 2017. Entre 2018 e 2023, o Centro-Oeste assumiu a primeira posição. Em 2024, o Sudeste voltou a ocupar a liderança, retomada pelo Centro-Oeste no ano seguinte.

Valor da produção agrícola por região

  • Centro-Oeste: R$ 288 bilhões
  • Sudeste: R$ 271 bilhões
  • Sul: R$ 181,1 bilhões
  • Nordeste: R$ 113,7 bilhões
  • Norte: R$ 73,4 bilhões

Os resultados da PAM mostram um cenário de expansão da produção agrícola no Brasil em 2025, tanto em volume quanto em área colhida e valor econômico, com destaque para culturas como soja, algodão e café e para a participação do Centro-Oeste no desempenho nacional.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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Indústria

Produção industrial de SC recua 0,7% em julho, aponta IBGE

A produção industrial de Santa Catarina apresentou queda de 0,7% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os 14 segmentos industriais avaliados, nove registraram retração. As maiores quedas foram observadas nos setores de móveis e de confecções de artigos do vestuário e acessórios.

Setor de móveis registra queda de 10,2%

A indústria de móveis em Santa Catarina teve retração de 10,2% em julho, na comparação anual. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o resultado foi influenciado novamente pelas restrições às exportações para os Estados Unidos.

“Em julho o setor de móveis voltou a sofrer restrições às exportações para os Estados Unidos, o que foi determinante para a queda”, afirma Seleme.

Considerando os 12 meses encerrados em julho, a atividade do segmento acumula redução de 14,6%.

Outro setor que apresentou desempenho negativo foi o de vestuário e acessórios, cuja produção caiu 9,5% em relação a julho de 2025.

Indústria automotiva tem avanço de 13,8%

Na direção oposta, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou crescimento de 13,8% no período.

Na avaliação da FIESC, o desempenho pode estar relacionado ao processo gradual de substituição dos veículos movidos a combustão por modelos elétricos, além do aumento progressivo da participação de componentes nacionais nos veículos fabricados no Brasil.

O avanço desse setor ajudou a limitar uma queda mais acentuada da atividade industrial catarinense.

Ao todo, cinco dos 14 segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram aumento da produção em julho, enquanto os outros nove registraram retração.

Perspectivas para a indústria catarinense

O cenário para os próximos meses exige atenção por parte das empresas, principalmente diante do aumento da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias com dívidas.

Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, esse contexto recomenda maior cautela na administração da liquidez e do endividamento das empresas.

A proximidade das eleições de outubro também acrescenta um fator de incerteza, já que o resultado deverá influenciar os rumos da política econômica a partir de 2027.

Por outro lado, uma eventual redução dos juros, somada ao crescimento acumulado da renda disponível, pode contribuir para uma recuperação da indústria. A melhora do poder de consumo das famílias tende a sustentar a demanda, enquanto condições de crédito mais favoráveis podem estimular os investimentos e o financiamento das empresas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Agricultura

20 municípios que mais produzem soja no Brasil: veja os líderes da safra

O Brasil deve colher 180,5 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo o balanço mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma alta de 5,3% em relação à temporada anterior e reforça a força da produção de soja no país.

Soja mantém trajetória de crescimento no Brasil

A expectativa de uma nova produção recorde evidencia a capacidade de reação dos produtores brasileiros diante dos desafios do campo. Mesmo com os riscos relacionados ao clima, o setor continua ampliando os investimentos na principal commodity agrícola do país.

A soja brasileira está presente em praticamente todas as regiões nacionais. Atualmente, o cultivo do grão alcança 2.640 municípios, distribuídos de Norte a Sul, mostrando a ampla presença da oleaginosa no território.

Municípios que lideram a produção de soja

Os dados do levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a produção está concentrada em algumas das principais áreas agrícolas do país.

De acordo com o relatório, os 20 municípios que mais produzem soja no Brasil respondem, juntos, por aproximadamente 14% de toda a produção nacional.

O ranking evidencia a importância dessas localidades para o mercado de grãos, para o agronegócio brasileiro e para o abastecimento da cadeia ligada à soja.

Produção nacional segue em alta

Com a perspectiva de 180,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, o Brasil mantém sua posição de destaque no cenário mundial da produção de soja. O resultado também reforça o peso da cultura na economia agrícola e nas exportações do país.

A expansão da área cultivada, aliada ao desempenho das lavouras, mantém a soja entre os principais motores do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE e mostram avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes setores da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da economia alcançou 2%.

PIB brasileiro chega a R$ 3,3 trilhões

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes entre janeiro e março de 2026.

O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica.

Agropecuária lidera crescimento da economia

Os três principais setores analisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo no trimestre:

  • Agropecuária: alta de 2%
  • Indústria: crescimento de 1%
  • Serviços: avanço de 0,5%

A agropecuária teve o maior impacto positivo no resultado geral da economia, enquanto o setor de serviços contribuiu de forma mais moderada para o desempenho do PIB.

Indústria cresce puxada por mineração e construção

A indústria brasileira, responsável por cerca de 23% do PIB, teve como destaque o avanço da atividade extrativa mineral, com crescimento de 3,6%.

O setor da construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9% no período.

Setor de serviços mantém peso na economia

Mesmo com crescimento mais moderado, o segmento de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia nacional, continuou sendo o principal componente do PIB.

As áreas que mais contribuíram para o avanço do setor foram:

  • Informação e comunicação: 2,4%
  • Atividades imobiliárias: 1,2%
  • Outras atividades de serviços: 0,8%
  • Comércio: 0,6%

Consumo das famílias e investimentos avançam

Os dados do IBGE também apontam crescimento de 1% nas despesas de consumo das famílias.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o nível de investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre.

O consumo do governo apresentou elevação de 0,4%.

Exportações caem e importações sobem

No setor externo, as exportações brasileiras recuaram 1,7% no primeiro trimestre de 2026.

Em contrapartida, as importações cresceram 4,4%, movimento que acaba impactando negativamente o cálculo do PIB.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, aponta IBGE

A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, consolidando o quinto ano consecutivo de expansão. No quarto trimestre, o avanço foi de 0,1% frente ao período imediatamente anterior.

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em valores correntes, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado. O PIB per capita chegou a R$ 59.687, com alta real de 1,9% em relação a 2024. Segundo o instituto, tanto o resultado total quanto o valor por habitante são os maiores da série histórica iniciada em 1996.

Cinco anos seguidos de alta

O desempenho mantém uma sequência de crescimento iniciada em 2021:

  • 2021: 4,8%
  • 2022: 3%
  • 2023: 3,2%
  • 2024: 3,4%
  • 2025: 2,3%

Apesar da desaceleração frente aos anos anteriores, o país permaneceu em trajetória positiva.

Agropecuária lidera expansão do PIB

Pela ótica da produção, todos os grandes setores da economia registraram crescimento em 2025.

  • Agropecuária: 11,7%
  • Serviços: 1,8%
  • Indústria: 1,4%

O principal destaque foi a agropecuária, impulsionada por ganhos de produtividade e recordes de produção, especialmente de milho (23,6%) e soja (14,6%). O setor respondeu por 32,8% da alta do PIB no ano.

Na indústria, a extração de petróleo e gás sustentou o avanço das indústrias extrativas, que cresceram 8,6%. A construção apresentou estabilidade, com leve alta de 0,5%.

O setor de serviços também avançou em todas as atividades pesquisadas, com ênfase para informação e comunicação (6,5%) e atividades financeiras (2,9%).

Segundo o IBGE, agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviços e informação e comunicação concentraram 72% da expansão econômica em 2025.

Consumo das famílias desacelera

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 1,3% em 2025, resultado associado à melhora do mercado de trabalho, maior oferta de crédito e programas de transferência de renda. Ainda assim, houve desaceleração frente ao crescimento de 5,1% registrado em 2024.

O IBGE atribui a perda de fôlego à política monetária contracionista, marcada por juros elevados.

O consumo do governo cresceu 2,1% no ano, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) avançou 2,9%, puxada por importações de máquinas e equipamentos, desenvolvimento de softwares e desempenho da construção.

A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente abaixo dos 16,9% de 2024. Já a taxa de poupança subiu para 14,4%.

Desempenho no quarto trimestre

Entre outubro e dezembro, o PIB variou 0,1% em relação ao trimestre anterior.

Pelo lado da produção:

  • Serviços: +0,8%
  • Agropecuária: +0,5%
  • Indústria: -0,7%

Na ótica da despesa:

  • Consumo do governo: +1%
  • Consumo das famílias: 0%
  • Investimentos: -3,5%

De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a estabilidade do consumo das famílias e o aumento dos gastos públicos compensaram a queda nos investimentos.

Juros altos marcaram o ano

O cenário de desaceleração está relacionado ao ciclo de alta da taxa básica de juros. Em setembro de 2024, o Banco Central do Brasil iniciou um processo de elevação da taxa Selic, conduzido pelo Comitê de Política Monetária. A taxa passou de 10,5% ao ano para 15% em junho de 2025, permanecendo nesse patamar.

A meta oficial de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo permaneceu por 13 meses fora desse intervalo, abrangendo praticamente todo o ano de 2025.

Juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos e tendem a frear o consumo, contribuindo para o controle da inflação, mas com impacto sobre o ritmo da atividade econômica.

Apesar disso, o ano terminou com a menor taxa de desemprego da série histórica, também segundo o IBGE.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país em determinado período. O indicador permite avaliar o desempenho da economia e comparar resultados entre regiões e países.

O cálculo considera pesquisas setoriais de comércio, serviços e indústria, além dos impostos embutidos nos preços ao consumidor.

Embora seja um dos principais indicadores econômicos, o PIB não reflete aspectos como distribuição de renda ou qualidade de vida da população.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Tarifaço americano teve impacto pontual na economia brasileira, aponta IBGE

O chamado tarifaço americano teve efeito limitado sobre o desempenho da economia brasileira em 2025. A avaliação é da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rebeca Palis, durante a apresentação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o instituto, o Brasil registrou crescimento de 2,3% no ano passado em comparação com 2024, mesmo diante das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

O PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é o principal termômetro do desempenho da economia.

Exportações cresceram apesar das tarifas

Os dados mostram que as exportações brasileiras avançaram 6,2% em 2025 frente ao ano anterior. Para o IBGE, os impactos das tarifas foram localizados.

De acordo com Rebeca Palis, exportadores brasileiros redirecionaram parte das vendas para outros mercados internacionais. Ela destacou que os Estados Unidos vêm perdendo participação relativa como destino dos produtos nacionais.

A pesquisadora ainda ponderou que, sem o aumento das tarifas, o volume exportado poderia ter sido maior. Ainda assim, o desempenho das vendas externas foi considerado relevante para sustentar o crescimento econômico no período.

Atualmente, os Estados Unidos ocupam a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

O que foi o tarifaço de 2025

O pacote de elevação de tarifas foi implementado em agosto de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A justificativa oficial era proteger a indústria americana, incentivando a produção interna e reduzindo a dependência de produtos importados.

No caso brasileiro, algumas mercadorias foram submetidas a taxas de até 50%. Além do argumento econômico, Trump mencionou questões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que acabou sendo condenado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os dois países mantêm negociações para preservar a parceria comercial Brasil–Estados Unidos.

Impacto nas vendas para os EUA

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 6,6% em 2025.

Mesmo assim, o resultado geral das vendas externas foi suficiente para manter o avanço da economia no ano.

Suprema Corte dos EUA derruba medida

Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA anulou a decisão que autorizava a taxação sobre compras internacionais. Como resposta, o governo americano anunciou uma tarifa de 10% para diversos países.

Segundo o Mdic, o novo regime tarifário deve preservar cerca de 46% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, reduzindo parcialmente o impacto das restrições comerciais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Paulo Whitaker

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Mercado de trabalho

Santa Catarina tem a menor taxa de desemprego do país pelo quarto trimestre consecutivo em 2025

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, 20 de fevereiro.

No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxa de desocupação, seguido pelo Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, Santa Catarina registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa para os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia de 1º de julho. 

“Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, quem gera emprego e renda. Eu costumo dizer que Santa Catarina tá voando, com programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidade e qualidade de vida pra nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para um futuro com desempenhos ainda melhores”, disse o governador Jorginho Mello.

No referido 4º trimestre em análise, a população desocupada em SC apresentou redução de 19% em relação ao 4º trimestre de 2024, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. Em linha com esse resultado o crescimento da população ocupada em SC foi de 1,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Complementando esse resultado, o Secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, informa que Santa Catarina tem a menor taxa de informalidade entre as unidades da Federação, de 25,7%, diante de uma média nacional de 37,6%. “Durante o ano de 2025, o estado atingiu os melhores resultados da série histórica dos últimos 13 anos. Temos a menor taxa de informalidade do país desde 2018, por 31 trimestres seguidos. Os dados convergem para um cenário bastante consistente de crescimento econômico, com geração contínua de oportunidades, pleno emprego e condições de trabalho cada vez mais dignas e inclusivas para a nossa população”, afirmou o Secretário.

Crescimento do rendimento médio

O rendimento médio catarinense habitualmente recebido no trabalho principal no 4º trimestre de 2025 foi de R$4.131, resultado 17,8% superior à média nacional, de R$3.508.  Comparativamente ao mesmo trimestre de 2024, o crescimento  do rendimento médio real (descontando a inflação) em Santa Catarina foi de 7,8%, desempenho acima da média do Brasil (5,1%), Região Sul (6,5%) e do Sudeste (4,2%).  

Em termos setoriais,  o crescimento do rendimento médio catarinense entre 2024 e 2025 foi verificado em todos os segmentos. Dentre estes, o destaque foi do setor de “Transporte, armazenagem e correio”, com um aumento de 12,5%, com uma média de R$4.223. Diante desse crescimento, atualmente o setor de Transporte catarinense possui o segundo maior nível de rendimento médio entre as unidades da Federação, atrás apenas do Distrito Federal. No quarto trimestre de 2024, SC ocupava a quinta posição, atrás de Mato Grosso, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. 

Melhores condições de trabalho

Santa Catarina também se destaca nacionalmente ao apresentar a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho, de 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. Esse indicador agrupa a proporção de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e as pessoas que deixaram de procurar emprego, apesar de disponíveis. Em outras palavras, os dados evidenciam que SC não só emprega mais, como também apresenta melhores condições de trabalho.

Outro destaque é o baixo percentual de desalentados no estado, de apenas 0,3%, o menor entre todas as unidades da Federação. O percentual está bem abaixo da média nacional, de 2,4%. Essa categoria inclui pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas deixaram de buscar emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, geralmente por acreditar que não encontrariam vagas adequadas, devido à idade, qualificação, localidade, ou outros motivos pessoais.

Cabe ressaltar, ainda, as atividades que apresentaram maior crescimento no 4º trimestre de 2025 em relação ao mesmo trimestre de 2024. O primeiro melhor desempenho foi da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com crescimento de 19,2%. O segundo melhor foi do subsetor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 7,5% de crescimento.

A Diretoria de Políticas Públicas da Seplan monitora os dados do mercado de trabalho e em breve lançará a nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho – 4º Trimestre de 2025. Acesses todas as edições no site da Seplan.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Marco Fávero/Arquivo SECOM GOVSC

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Economia

Setor de serviços de Santa Catarina cresce 3,2% em 2025 e supera média nacional no período

Serviços profissionais lideram entre os segmentos

O setor de serviços de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 3,2%, conforme dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira, 12. O desempenho é resultado do aumento da renda e, consequentemente, do consumo das famílias e empresas. O percentual catarinense ficou acima da média nacional do período, que foi de alta de 2,8%.

O governador Jorginho Mello destacou a simplificação dos negócios como fator fundamental para o crescimento. “O Governo do Estado está facilitando a vida do empreendedor, desburocratizando a abertura de empresas, não aumentando impostos e garantindo crédito por meio de programas como o Pronampe SC. Eu não tenho dúvidas de que isso estimula a criação e o crescimento de novos negócios, especialmente no setor de serviços, que compõe grande fatia da economia catarinense”, analisou.

Com a elevação de 3,2%, Santa Catarina obteve o melhor resultado do Sul do Brasil, à frente de Paraná (3%) e Rio Grande do Sul (-4,4%). O estado também superou o Rio de Janeiro (1,7%), Espírito Santo (1,2%) e Minas Gerais (0,2%).

Serviços profissionais e de informação em alta

O crescimento de Santa Catarina foi puxado pelos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 5,8% entre janeiro e dezembro, e de serviços de informação e comunicação, com 5,1%. Outros segmentos, como serviços prestados às famílias (2,9%) e transportes (1,9%) também cresceram. O segmento de outros serviços oscilou negativamente em 1,3%.

“Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país, de apenas 2,2%, e está recebendo muitos investimentos privados devido à sua forte competitividade. Isso impulsiona sobretudo o consumo de serviços. Além disso, os números mostram que Santa Catarina é um estado diferenciado que está sempre acima da média nacional. Pelo trabalho bem como pela cultura empreendedora somos um exemplo para o Brasil e para o mundo”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Thiago Kaue/SecomGOVSC

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Indústria

Produção industrial no Brasil recua 1,2% em dezembro e frustra expectativas do mercado

A produção industrial no Brasil registrou queda mais intensa do que o esperado em dezembro de 2025, reforçando sinais de desaceleração no setor ao fim do ano. O resultado negativo superou as projeções do mercado e trouxe desempenho abaixo das estimativas em diferentes bases de comparação.

Queda mensal supera previsões

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3), a produção industrial brasileira recuou 1,2% em dezembro na comparação com novembro, considerando a série com ajuste sazonal.

O resultado ficou pior do que a mediana das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que apontava retração de 0,5%. As previsões variavam entre uma queda de 2,1% e uma alta de 0,1%.

Desempenho anual fica abaixo do esperado

Na comparação com dezembro de 2024, a produção industrial apresentou alta de 0,4%, já sem ajuste sazonal. Apesar do avanço, o desempenho ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, que indicava crescimento de 0,8%.

Nesse recorte, as estimativas oscilavam entre uma retração de 0,7% e um avanço de até 6,2%, evidenciando forte dispersão nas expectativas.

Crescimento acumulado em 2025 é modesto

No acumulado de 2025, a indústria brasileira registrou crescimento de 0,6%, conforme o IBGE. O resultado também ficou aquém da mediana das projeções, que apontava avanço de 0,8%.

As estimativas para o ano variavam entre crescimento de 0,6% e 1,5%, indicando que o desempenho efetivo ficou no limite inferior das expectativas do mercado.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Whitaker/Reuters

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