Economia

Juros altos e tarifaço dos EUA pressionam indústria, comércio e serviços de SC, aponta IBGE

Dados do IBGE sobre indústria, comércio e serviços em Santa Catarina mostram que a economia do estado sentiu, em novembro de 2025, os efeitos combinados dos juros elevados no Brasil e do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. As três pesquisas indicam retração na comparação anual, embora o desempenho acumulado de 2025 ainda permaneça acima da média nacional.

Indústria cai no mês, mas cresce no acumulado do ano

A produção industrial catarinense recuou 1,4% em novembro frente ao mesmo mês de 2024, resultado ligeiramente pior que o do Brasil, que registrou queda de 1,2%. No entanto, no acumulado de janeiro a novembro de 2025, a indústria de SC avançou 3,4%, enquanto a média nacional ficou em 0,6%.

Os segmentos que mais pressionaram negativamente o resultado mensal foram produtos de madeira (-16,8%), móveis (-14,1%) e metalurgia (-15,8%), setores diretamente impactados pelo tarifaço norte-americano e pelo custo do crédito.
Na outra ponta, tiveram desempenho positivo minerais não metálicos (9,4%), produtos químicos (6,7%) e alimentos (3,8%).

Serviços registram primeira queda do ano

O setor de serviços teve em novembro a primeira retração de 2025 na comparação anual, com queda de 0,2%, enquanto o Brasil apresentou crescimento de 2,5%. Mesmo assim, no acumulado do ano, Santa Catarina avançou 3,7%, acima do resultado nacional, de 2,7%.

Entre os destaques positivos estão serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 13,6%, e informação e comunicação, que cresceu 5,1%. Já serviços prestados às famílias (-5,7%), transportes (-5,6%) e outros serviços (-6,8%) apresentaram retração.

Comércio mantém crescimento acima da média nacional

O comércio ampliado, que engloba atacado, veículos e materiais de construção, cresceu 1% em novembro frente ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, o indicador caiu 0,3%. No acumulado de 2025, Santa Catarina registra alta de 2,6%, enquanto o país teve leve retração de 0,2%.

As principais quedas no mês vieram de veículos e autopeças (-4,1%) e do atacado de alimentos, bebidas e fumo (-5,3%). As vendas de materiais de construção avançaram 2%, mas com crescimento considerado moderado.

No varejo restrito, os maiores avanços foram observados em materiais de escritório (36,5%), produtos farmacêuticos (8,3%) e hipermercados e supermercados (6,6%).

Pressão deve continuar nos próximos meses

Os indicadores reforçam que os juros em torno de 15% e o tarifaço dos Estados Unidos seguem impactando a atividade econômica catarinense. A expectativa é de que esse cenário continue influenciando os resultados setoriais nos próximos meses.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Agronegócio

Safra agrícola de 2025 mais que dobra produção de 2012, aponta IBGE

A safra agrícola de 2025 alcançou um novo patamar histórico no Brasil, superando em mais de duas vezes o volume registrado em 2012. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção estimada chega a 346,1 milhões de toneladas, consolidando um crescimento expressivo do setor ao longo dos últimos 13 anos.

Produção cresce acima de 18% em um ano

De acordo com o IBGE, a safra de 2025 representa um avanço de 18,2% em relação a 2024. Na comparação com 2012, quando o país colheu 162 milhões de toneladas, o aumento acumulado é de 113,6%, evidenciando ganhos significativos de produtividade nas lavouras brasileiras.

Área plantada avança em ritmo menor

Apesar do salto na produção, a área plantada cresceu de forma mais moderada no período. Em 2012, o Brasil cultivava 48,9 milhões de hectares. Em 2025, esse número passou para 81,6 milhões de hectares, uma expansão de 66,8%, percentual bem inferior ao crescimento do volume colhido.

O descompasso entre produção e área reforça o papel da tecnologia agrícola, do manejo eficiente e da inovação no campo como motores do aumento de produtividade.

Pesquisa e tecnologia impulsionam produtividade

Para o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, os resultados refletem investimentos contínuos em pesquisa agropecuária. Segundo ele, o avanço é resultado de “anos de trabalho de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diferentes biomas brasileiros”.

Essas inovações permitiram maior rendimento por hectare, mesmo sem expansão proporcional das áreas cultivadas.

Soja, milho e algodão lideram o recorde

O desempenho recorde da safra de grãos de 2025 foi impulsionado principalmente pelas culturas de soja, milho e algodão, beneficiadas por condições climáticas favoráveis ao longo do ano. Outras lavouras também apresentaram resultados positivos, como o café canephora e o sorgo, contribuindo para o resultado global.

O cenário confirma a força do agronegócio brasileiro e o avanço estrutural da produção agrícola, sustentado por tecnologia, pesquisa e adaptação às condições climáticas.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Indústria

Mato Grosso lidera produção industrial no país com alta de 7,2% em novembro

Mato Grosso alcançou o maior crescimento da produção industrial do Brasil em novembro de 2025, com avanço de 7,2%, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. O resultado colocou o estado na liderança entre as 15 regiões analisadas e ficou bem acima da média nacional, que permaneceu estável no período.

O desempenho expressivo é atribuído, principalmente, à força da indústria ligada ao agronegócio e reforça a posição do estado como um polo relevante da indústria de transformação. A expectativa é de que o cenário positivo ganhe ainda mais impulso em 2026, com a entrada em vigor de novas regras tributárias.

Crescimento supera outros polos industriais

Na comparação com outubro, o avanço de Mato Grosso superou estados como Espírito Santo (4,4%) e Paraná (1,1%). O resultado se destaca ainda mais diante da retração registrada em importantes centros industriais do país, como Goiás (-6,4%), Amazonas (-2,8%) e Rio de Janeiro (-1,9%).

Esse contraste evidencia a resiliência da indústria mato-grossense, fortemente baseada no processamento de matérias-primas e na agregação de valor à produção local.

Agronegócio sustenta avanço industrial

De acordo com o Observatório de Mato Grosso, do Sistema Fiemt, o crescimento foi sustentado por segmentos diretamente ligados ao agronegócio. A indústria química, com destaque para a produção de fertilizantes, e o setor de alimentos, especialmente o processamento de carne bovina, foram os principais motores do resultado positivo.

A indústria de bebidas também teve contribuição relevante para o desempenho do mês, reforçando a diversidade do parque industrial estadual.

Ambiente favorável e segurança jurídica

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), César Miranda, os números refletem um ambiente marcado por segurança jurídica, incentivos estruturados e diálogo constante com o setor produtivo.

Segundo ele, o fortalecimento da indústria é estratégico para o desenvolvimento econômico. “A indústria gera empregos de melhor remuneração, diversifica a economia e reduz a dependência da exportação de produtos in natura”, afirma.

Integração logística impulsiona resultados

O presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, avalia que o crescimento de 7,2% confirma a capacidade de reação da indústria local e a importância da integração entre logística e mercado consumidor.

Ele destaca o papel do setor de alimentos, com ênfase no processamento de carnes bovinas frescas, refrigeradas e congeladas, além da indústria de bebidas, especialmente na produção de cervejas e chope.

Rangel ressalta ainda a relevância da indústria química. “A produção de fertilizantes minerais e químicos, como as fórmulas NPK, é fundamental para o agronegócio e para a segurança alimentar, o que explica o peso desse segmento no resultado”, pontua.

Novas regras tributárias devem impulsionar setor de bebidas

O cenário favorável tende a se intensificar em 2026 com a nova legislação tributária para microcervejarias artesanais. A partir de 1º de janeiro, serão enquadradas como microcervejarias as empresas com produção anual de até 5 milhões de litros, eliminando interpretações que geravam insegurança jurídica.

A mudança deve estimular a ampliação de plantas industriais, a modernização de equipamentos e novos investimentos, impulsionados também pelo crescimento do turismo gastronômico e pela valorização de produtos regionais.

Previsibilidade estimula investimentos e empregos

Segundo o governo estadual, a nova regra traz previsibilidade ao empresário e incentiva a formalização. Para César Miranda, critérios claros permitem o planejamento de expansões com mais segurança, impactando positivamente toda a cadeia produtiva.

“Isso se traduz em aumento da produção, geração de empregos e fortalecimento da indústria de transformação, especialmente a partir de 2026, quando esses projetos começam a maturar”, conclui o secretário.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Fiemt/Divulgação

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina cresce 3,4% em 2025 e supera média nacional

A produção industrial de Santa Catarina acumulou alta de 3,4% em 2025 até novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado colocou o estado na terceira posição nacional entre os maiores crescimentos da atividade industrial, segundo dados do Observatório FIESC.

O desempenho catarinense ficou bem acima da média brasileira, que avançou 0,6% no período, conforme levantamento do IBGE.

Diversidade industrial sustenta crescimento
Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, os números refletem a capacidade de adaptação do setor produtivo estadual.

Mesmo diante de desafios como o impacto do tarifaço internacional e a desaceleração das exportações para a China, a indústria local conseguiu ampliar a produção. Segundo ele, a diversidade de segmentos industriais foi decisiva para sustentar o crescimento.

Produtos de metal lideram expansão
Entre os setores industriais, o maior avanço no acumulado do ano foi registrado na fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com crescimento de 12,3%.

De acordo com o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o desempenho está diretamente ligado ao bom momento da construção civil, tanto de edifícios residenciais quanto de obras de infraestrutura em Santa Catarina.

Máquinas e materiais elétricos ganham força
O segundo maior crescimento veio da fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançou 7,8% até novembro.

Segundo Bittencourt, o resultado foi impulsionado pela expansão das exportações industriais, com a abertura de novos mercados e a realocação de vendas antes concentradas nos Estados Unidos para destinos como Argentina, Chile e União Europeia. O programa de depreciação acelerada também contribuiu para o desempenho do setor.

Agronegócio impulsiona máquinas e equipamentos
A fabricação de máquinas e equipamentos registrou alta de 5,9% no período, beneficiada pelo bom momento do agronegócio, que teve safra recorde em 2025.

A produção de equipamentos agrícolas tem peso relevante na indústria catarinense e gerou efeitos positivos em cadeia. Assim como em outros segmentos, os incentivos fiscais ligados à depreciação acelerada ajudaram a estimular investimentos.

Incentivos reduziram impacto dos juros
Bittencourt destaca que programas de incentivo, como a depreciação acelerada e linhas de crédito com taxas mais atrativas, ajudaram a amenizar os efeitos da taxa Selic em 10% ao ano. O nível elevado de consumo das famílias também foi um fator favorável ao desempenho industrial ao longo do ano.

Produção industrial recua em novembro
Na análise mensal, porém, o cenário é menos favorável. Em novembro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024, a produção industrial de SC recuou 1,4%, queda superior à média nacional, que foi de 1,2%.

O resultado reflete um ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.

Bens não duráveis seguem em alta
Apesar da retração mensal, os bens de consumo não duráveis, como alimentos e embalagens, mantiveram crescimento.

Segundo a economista Tainara Venâncio de Souza, do Observatório FIESC, o desempenho foi sustentado pela renda das famílias e por efeitos residuais da recomposição do poder de compra ao longo do ano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações brasileiras crescem 3,3% no 3º trimestre mesmo após tarifaço dos EUA

As exportações brasileiras de bens e serviços avançaram 3,3% no terceiro trimestre de 2025, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo IBGE. O desempenho positivo ocorreu mesmo após o tarifaço dos Estados Unidos, que passou a valer em agosto e elevou em até 50% as tarifas sobre diversos produtos nacionais.

Na comparação com o mesmo período de 2024, as vendas externas cresceram ainda mais: 7,2%.

Tarifas impactaram vendas aos EUA, mas Brasil diversificou destinos

Entre julho e setembro, itens como carnes e café enfrentaram uma tarifa adicional de 50% para entrar no mercado americano. Segundo o MDIC, isso provocou uma queda de 18,5% nas exportações brasileiras para os EUA apenas em agosto.

Apesar disso, o Brasil ampliou os envios para outros parceiros comerciais, o que garantiu o crescimento global. As exportações totais subiram quase 4% naquele mês, e o resultado trimestral confirma essa tendência de diversificação.

Trump retira parte das sobretaxas após conversa com Lula

No fim de novembro, o presidente Donald Trump suspendeu uma sobretaxa de 40% aplicada a uma lista de produtos brasileiros, incluindo novamente carnes e café. O republicano justificou a medida mencionando uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, indicando tentativa de reaproximação comercial entre os dois países.

Indústria extrativa impulsiona exportações

Segundo o economista Rafael Perez, da Suno Research, a alta das exportações no trimestre foi puxada pelo fortalecimento da indústria extrativa e pelo redirecionamento das vendas para outros mercados, estratégia que compensou os efeitos do tarifaço.

Os preços internacionais da soja, um dos principais produtos de exportação do país, também favoreceram o movimento de alta. O economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, destaca o “aumento das vendas de grãos” como fator determinante.

Importações crescem, mas balança comercial permanece favorável

As importações brasileiras também subiram no trimestre, mas de forma mais moderada: 0,3%. Com isso, o saldo da balança comercial ficou maior no período encerrado em setembro em comparação ao segundo trimestre. Em relação ao mesmo período de 2024, as importações avançaram 2,2%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg via/Getty Images

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Economia

PIB do Brasil cresce 0,1% no 3º trimestre e atinge nível recorde

A economia brasileira registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com os três meses anteriores, alcançando o maior nível da série histórica. Apesar do recorde, o IBGE classifica a variação como estabilidade.

Na comparação anual, o PIB — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — avançou 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, a economia cresceu 2,7%.

Segundo o instituto, o PIB chegou a R$ 3,2 trilhões.

Desempenho dos setores da economia

A indústria liderou a expansão trimestral, com crescimento de 0,8%, seguida pela agropecuária (0,4%). O setor de serviços, que concentra o maior peso no PIB, ficou praticamente estável (0,1%).

Dentro dos serviços, as principais altas foram observadas em:

  • Transporte, armazenagem e correio: +2,7%
  • Informação e comunicação: +1,5%
  • Atividades imobiliárias: +0,8%

O avanço do transporte foi impulsionado pelo aumento do escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária.

O comércio também mostrou melhora, com expansão de 0,4%.

Na indústria, houve crescimento nas indústrias extrativas (1,7%), na construção (1,3%) e na transformação (0,3%). O segmento de eletricidade, gás, água e saneamento recuou 1%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias ficou praticamente estável (0,1%), enquanto o gasto do governo avançou 1,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador de investimentos, cresceu 0,9%.

As exportações tiveram forte alta (3,3%), enquanto as importações recuaram 0,3%.

Recordes e distorções entre setores

Assim como o PIB, a agropecuária, os serviços e o consumo das famílias também alcançaram níveis recordes. Já a indústria segue 3,4% abaixo do maior patamar, registrado em 2013.

Economia perde ritmo ao longo de 2025

Os dados mostram desaceleração econômica ao longo do ano. O avanço de 1,5% no primeiro trimestre caiu para 0,3% no segundo e para 0,1% no terceiro.

A mesma tendência aparece no resultado acumulado em quatro trimestres, que recuou de 3,6% (março) para 3,3% (junho) e 2,7% (setembro).

Segundo o IBGE, a principal causa da perda de ritmo é a política monetária restritiva, marcada pelo juro alto, que encarece o crédito e limita investimentos, consumo e a atividade da indústria de transformação.

Apesar disso, fatores como mercado de trabalho aquecido, aumento da massa salarial e programas de transferência de renda atenuam os impactos contracionistas.

Selic alta e impacto no crescimento

A Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. O Banco Central mantém os juros elevados para controlar a inflação, acumulada em 4,68% em 12 meses, acima do teto da meta (4,5%).

A estratégia reduz a demanda por bens e serviços e ajuda a segurar preços, mas freia o crescimento e a geração de empregos.

Efeito do tarifaço americano nas exportações

Mesmo com as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos — que chegaram a 50% a partir de agosto —, as exportações brasileiras cresceram. Pesquisadores do IBGE explicam que o impacto foi “localizado” e que os exportadores conseguiram redirecionar mercados, como no caso da soja, enviada em maior volume para a China.

Em 20 de novembro, o governo americano retirou 40% de sobretaxa sobre produtos como carne e café, mas cerca de 22% das exportações brasileiras ao país ainda sofrem com tarifas adicionais.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto mede o valor total dos bens e serviços finais produzidos em um período. É um indicador central para avaliar o desempenho econômico, embora não reflita fatores como distribuição de renda ou qualidade de vida.

Para evitar dupla contagem, o PIB considera apenas o valor final — por exemplo: se trigo vira farinha e depois pão, conta-se apenas o valor final do pão.

Revisões do IBGE

O IBGE revisa periodicamente as estimativas do PIB. A atualização dos dados de 2024 mostrou ajustes internos, mas manteve o crescimento do ano em 3,4%.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Importação

Entrada de importados desviados dos EUA pressiona indústria brasileira, aponta CNI

A chegada de produtos importados desviados dos Estados Unidos após o tarifaço tem pesado no desempenho da produção industrial brasileira. A avaliação é de Marcelo Souza Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, que atribui parte do fraco resultado de outubro ao aumento da oferta externa no mercado interno.

Segundo Azevedo, muitos itens originalmente destinados ao mercado americano estão sendo redirecionados ao Brasil, que também tem grande capacidade de consumo. Com o aumento do emprego e da renda, a demanda doméstica cresce — mas acaba absorvendo mais importações, o que desestimula a produção nacional. “O resultado poderia ser bem melhor na ausência do tarifaço”, afirmou, ao destacar que a indústria ainda consegue manter bom desempenho nas exportações.

Produção industrial avança apenas 0,1% em outubro
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada pelo IBGE, a produção industrial subiu 0,1% em outubro frente a setembro, quando havia recuado 0,4%. O dado veio abaixo da expectativa mediana do mercado, que projetava avanço de 0,5%.

Na comparação anual, o setor registrou queda de 0,5%, também distante da previsão de crescimento de 0,2%. Ainda assim, a indústria acumula alta de 0,9% nos últimos 12 meses e expansão de 0,8% no ano até outubro. Atualmente, o nível de produção está 14,8% abaixo do recorde de maio de 2011 e 2,4% acima do patamar pré-pandemia.

Desempenho por setores revela contrastes
Entre os 25 ramos analisados, 12 cresceram. Os destaques foram indústrias extrativas (3,6%), equipamentos de informática (4,1%), vestuário (3,8%) e alimentos (0,9%). Por outro lado, setores como farmacêuticos (-10,8%) e petróleo e biocombustíveis (-3,9%) registraram quedas expressivas.

Nas grandes categorias econômicas, houve avanço em bens de consumo duráveis (2,7%), bens de capital (1,0%) e semiduráveis e não duráveis (1,0%). Já os bens intermediários recuaram 0,8%.

Juros altos aumentam pressão sobre o setor
Para Azevedo, os resultados reforçam como a indústria segue impactada pelos juros elevados. Ele afirma que a taxa Selic a 15% afeta com intensidade distinta cada segmento, já que alguns dependem mais do crédito, enquanto outros respondem diretamente à renda das famílias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Indústria

Economia de Santa Catarina cresce acima da média nacional e impulsiona indústria, comércio e serviços

Santa Catarina mantém ritmo acelerado de crescimento

Dados recentes do IBGE confirmam que a economia de Santa Catarina continua em forte expansão entre janeiro e setembro de 2025, superando com folga a evolução registrada no restante do país. Mesmo diante de desafios internos e externos, o estado mantém um dos desempenhos mais expressivos do Brasil, com avanços significativos na indústria, no comércio e no setor de serviços.

Indústria catarinense avança mais que o dobro da média nacional

A indústria de Santa Catarina apresentou crescimento de 3,1% no acumulado do ano, enquanto a média nacional ficou em 1%. A expansão é puxada principalmente por segmentos como:

  • Fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos): 16,7%
  • Máquinas e equipamentos: 6,4%
  • Produtos alimentícios: 5,3%
  • Produtos de minerais não metálicos: 4,9%

Segundo o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o bom desempenho reflete medidas adotadas pelo governo estadual para fortalecer o ambiente de negócios e apoiar o empreendedor. “Apesar dos juros altos e da instabilidade internacional, o trabalho contínuo do Estado para estimular o setor produtivo está gerando resultados efetivos”, afirmou.

Comércio catarinense lidera crescimento no país

O comércio também se destaca no cenário catarinense, com alta de 5,9%, muito acima da média brasileira de 1,5%. Entre as atividades com melhor desempenho estão:

  • Artigos de uso pessoal e doméstico: 11,9%
  • Hipermercados e supermercados: 7,4%
  • Artigos farmacêuticos: 4,5%
  • Combustíveis e lubrificantes: 4,1%

O aumento é impulsionado pelo consumo das famílias, favorecido pela baixa taxa de desemprego no estado — atualmente a menor do país.

Serviços seguem trajetória de expansão

O setor de serviços em Santa Catarina cresceu 4,1%, ultrapassando novamente a média nacional, de 2,8%. Entre os segmentos com maiores avanços estão:

  • Serviços prestados às famílias: 5,3%
  • Informação e comunicação: 5,2%
  • Transportes: 3,9%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 3,9%

Para Dreveck, o bom desempenho é reflexo direto da confiança do consumidor: “Com emprego e renda, o catarinense volta a frequentar restaurantes, salões de beleza, viajar e renovar o guarda-roupas. Isso movimenta a economia e fortalece os setores”.

Com informações de SECOM GOVSC.
Redação

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Industria

Produção industrial brasileira cresce 0,8% em agosto e interrompe quatro meses de queda

A produção industrial brasileira registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O avanço, o primeiro após quatro meses sem crescimento, superou a expectativa do mercado, que projetava aumento de 0,3%.

Indústria volta ao campo positivo

De acordo com o IBGE, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram expansão no período, com destaque para os segmentos de farmoquímicos e farmacêuticos (+13,4%), derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,8%) e alimentos (+1,3%).

“O setor industrial volta a mostrar crescimento mais relevante. Ainda não recupera totalmente as perdas acumuladas, mas interrompe um ciclo de resultados predominantemente negativos desde abril”, afirmou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Mesmo com o desempenho positivo, a produção industrial acumula queda de 1,2% em 2025.

Impacto do tarifaço dos EUA

O resultado também refletiu os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que tem pressionado setores voltados à exportação. Segundo o IBGE, empresas de madeira (-8,6%), extrativas (-0,3%) e móveis (+0,1%) já relataram impactos diretos das sobretaxas implementadas pelo governo Donald Trump.

“Esses efeitos ainda são pontuais, mas aparecem com mais clareza nos ramos exportadores”, destacou Macedo.

Perspectivas para 2025

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que, apesar da alta em agosto, o setor deve enfrentar um cenário desafiador nos próximos meses, marcado por juros elevados, incertezas externas e a continuidade das sobretaxas americanas. A entidade projeta crescimento de 0,9% da indústria em 2025.

Para a analista Camila Saito, da consultoria Tendências, alguns fatores domésticos podem ajudar a sustentar a demanda, como o mercado de trabalho aquecido, a menor pressão cambial, a retomada da atividade extrativa, a criação da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida e a liberação de precatórios.

Essas medidas, segundo ela, tendem a beneficiar setores ligados ao consumo, como automóveis, eletrodomésticos de linha branca e materiais de construção. No entanto, Saito alerta que as condições gerais ainda limitam uma recuperação mais robusta: “As incertezas externas, os juros altos e as sobretaxas dos EUA devem restringir maiores avanços da produção”.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Industria

IPP: inflação da indústria caiu 0,30% em julho, segundo dados do IBGE

Com 6º resultado negativo seguido, índice acumula queda de 3,42%

O IPP, Índice de Preços ao Produtor, conhecido como a inflação da indústria ou de “porta de fábrica”, por considerar os preços sem impostos e fretes, caiu 0,30% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo IBGE.

É o sexto resultado mensal negativo seguido, que faz com que o índice acumule uma queda de 3,42% em 2025. Já no resultado dos últimos 12 meses até julho, o índice tem alta de 1,36%.

Analisando as atividades pesquisadas, houve um equilíbrio entre resultados positivos e negativos, segundo o gerente da pesquisa, Murilo Alvim:

“Com 12 delas apresentando menores preços em julho, na comparação com o mês anterior, assim como também 12 atividades atividades apresentaram maiores preços, mas as duas principais influências tiveram variações negativas, o que ajuda a explicar o resultado geral da indústria. Pelo terceiro mês seguido, o setor de alimentos foi o que mais influenciou o resultado do IPP no mês. A atividade foi puxada pelos menores preços de diversos produtos, com destaque para o açúcar e o café. O recuo observado nos açúcares está em linha com a queda dos preços internacionais.”

Já o café tem seus menores preços explicados pelos custos de produção mais baixos. Por outro lado, a alta dos minérios de ferro, um movimento que acompanhou a cotação no mercado internacional, foi a principal responsável pelo resultado do setor extrativo, que seguiu na direção contrária da média da indústria e apresentou alta de 2,42% no mês, sendo a principal influência positiva no resultado geral do IPP.

Fonte: Agência Brasil

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