Mercado de trabalho

Geração Z rejeita trabalho 100% remoto e prefere modelo híbrido, aponta pesquisa

A Geração Z é a que menos demonstra interesse pelo trabalho 100% remoto entre as gerações analisadas em uma pesquisa da Gallup, empresa internacional especializada em estudos de opinião. Entre os trabalhadores dessa faixa etária que têm a opção de atuar totalmente à distância, apenas 23% dizem preferir esse modelo.

O trabalho híbrido, por outro lado, é a escolha de 71% dos profissionais da Geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2010. Apenas 6% afirmam que o regime totalmente presencial seria o formato ideal.

Modelo híbrido também é preferência entre outras gerações

A preferência pelo modelo híbrido de trabalho também aparece entre Millennials, Geração X e Baby Boomers. No entanto, a adesão diminui gradualmente conforme aumenta a idade dos trabalhadores.

Entre os Millennials, nascidos de 1980 a 1996, 60% apontam o formato híbrido como preferência. O índice cai para 56% entre os profissionais da Geração X, nascidos entre 1965 e 1979, e chega a 54% entre os Baby Boomers, que nasceram de 1946 a 1964.

Os números indicam que, embora o trabalho remoto tenha se consolidado em diferentes faixas etárias, a combinação entre atividades presenciais e remotas continua sendo o modelo mais desejado.

Trabalho remoto está associado a mais estresse e solidão

A pesquisa também identificou diferenças relacionadas ao bem-estar dos trabalhadores. Sentimentos como tristeza, raiva e solidão aparecem com maior frequência entre profissionais que trabalham exclusivamente de forma remota.

O grupo também registra uma maior proporção de trabalhadores que relatam ter experimentado estresse elevado no dia anterior. O índice chega a 45% entre os profissionais totalmente remotos, ante 39% entre aqueles que trabalham presencialmente.

Entre os trabalhadores do modelo híbrido, o percentual é semelhante ao observado no remoto, chegando a 46%. Segundo os dados, essas diferenças permanecem mesmo quando a renda dos profissionais é considerada na análise.

Por que o trabalho 100% remoto pode ser mais desgastante?

Os resultados apontam que o trabalho totalmente remoto pode apresentar desafios maiores para a saúde mental e o bem-estar emocional do que os modelos presencial e híbrido.

A falta de contato físico com colegas e a redução das interações no ambiente de trabalho podem favorecer sentimentos de isolamento e ansiedade. Outro fator apontado é o elevado grau de autonomia, que pode se tornar fonte adicional de pressão quando não existe acompanhamento, suporte ou orientação suficientes.

Nesse cenário, o modelo híbrido aparece como uma alternativa capaz de combinar a flexibilidade do trabalho remoto com a convivência e a interação proporcionadas pelo ambiente presencial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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