Comércio Exterior

EUA querem impor solução constitucionalmente impossível para o Brasil

Declaração é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje (18), que o Brasil continua buscando manter um diálogo com os Estados Unidos (EUA) para tentar reduzir a aplicação da tarifa de 50% às exportações brasileiras. No entanto, afirmou ele, a negociação não tem sido possível porque os Estados Unidos insistem em impor ao Brasil uma solução “constitucionalmente impossível”. Para o ministro, está ocorrendo “uma dificuldade de compreensão do que se passa no Brasil”.

“Hoje nós temos documentos oficiais demonstrando que a negociação só não ocorre porque os Estados Unidos está tentando impor ao Brasil uma solução constitucionalmente impossível, que é Executivo se imiscuir em assuntos de outro poder, que é o Poder Judiciário. Nós não temos uma situação constitucional que nos permita, política e juridicamente, atuar no caso. Então, gerou-se um impasse que é pedir o que não pode ser entregue”, disse.

Segundo o ministro, o comércio bilateral entre os dois países já representa hoje metade do que foi nos anos 80 e a tendência é que continue caindo ainda mais.

“Nós tínhamos exportações da ordem de 25% com os Estados Unidos, hoje elas significam 12% e, pelo andar dos acontecimentos, eu acredito que o comércio bilateral, infelizmente, vai cair ainda mais”, disse.

Na manhã de hoje, Haddad participou da cerimônia de abertura do evento FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030: Uma Nação de Oportunidades, promovido pelo Times Brasil/NBC, em parceria com o Financial Times, em São Paulo.

Durante a entrevista ao canal de TV, o ministro também disse que o cancelamento da reunião que ele teria com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi provocado por interlocutores da extrema-direita brasileira. Ele ressaltou que o ministério tem todos os documentos para comprovar as tratativas com o governo americano e detalhou que o encontro com Scott Bessent, em maio, havia sido positivo.

“[Foi uma reunião] excelente. Agora, o que mudou de maio para julho, tem que ser perguntado para eles”.

Segundo ele, causou estranhamento o fato de a reunião ter sido cancelada e, no mesmo momento em que ela ocorreria, Bessent ter aparecido conversando com um “concorrente” do governo brasileiro [no caso, o deputado federal Eduardo Bolsonaro]. Para Haddad, cada país tem uma maneira de proceder em situações como essa, mas disse que jamais cancelaria uma reunião que tivesse sido agendada.

“Eu nunca faria cometeria uma deslealdade dessa com um homólogo meu de outro país, por mais hostil que o outro país fosse. Se eu marquei um compromisso, eu cumpro”.

Mais tarde, em entrevista a jornalistas, Haddad comentou que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro tem trabalhado “para impedir que as negociações se estabeleçam”. E que, neste momento, o governo brasileiro está trabalhando para regulamentar o plano de contingência para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano.

“A tarefa dessa semana é regulamentar o plano de contingência, fazer chegar na ponta os recursos liberados e proteger o Brasil dessa agressão externa”, disse a jornalistas.

Para o ministro, o plano de contingência “está bem calibrado” e não precisará ser ampliado.

“Se o cenário se confirmar, eu não vejo razão para ampliar. Mas vamos ver o desdobramento da coisa. Nesse momento, eu devo dizer que não”.

Globalização

Para Haddad, o atual movimento do governo Trump, inclusive com a imposição de novas tarifas, indica que os Estados Unidos decidiram “mudar o jogo” da globalização.

“Eles venderam para o mundo a globalização, com desregulamentação financeira, a descentralização das atividades produtivas, o ganho de eficiência que isso ia gerar, a acumulação flexível. E aí, quando eles perceberam que eles ganharam muito, mas que a China ganhou ainda mais, aí [decidiram] ‘vamos melar o jogo’, ‘vamos mudar o jogo’”, destacou.

Segundo o ministro, os Estados Unidos ganharam muito com a globalização, mas enfrentaram um “desafio inesperado” e decidiram “mudar as regras do jogo”.

Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre os impactos do tarifaço no setor têxtil

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações colombianas caem em volume

As exportações colombianas registraram uma queda de 17% em volume durante o primeiro semestre de 2025, totalizando 43,6 milhões de toneladas. No entanto, o valor das vendas externas atingiu USD FOB 24.391,5 milhões, representando um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os combustíveis e produtos das indústrias extrativas lideraram a participação com 39,1%, seguidos pelos produtos agropecuários, alimentos e bebidas (31,3%), manufaturas (21,3%) e outros setores (8,3%). O aumento no valor exportado foi impulsionado principalmente por maiores vendas de café, chá, cacau, especiarias e seus preparados (+78,2%), ouro não monetário (+18,3%) e óleos e gorduras fixas de origem vegetal (+71,9%).

O segmento agropecuário, alimentos e bebidas somou USD FOB 7.627,7 milhões, com um crescimento interanual de 36,5%. Entre os produtos que impulsionaram esse aumento, destacam-se café, chá, cacau, especiarias e óleos vegetais. Em contraste, caíram as vendas de óleos e gorduras de origem animal (-56,3%), cortiça e madeira (-29,2%) e óleos e gorduras elaborados (-10,8%).

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino, com USD FOB 7.405,8 milhões (+7,5%), equivalentes a 30,4% das exportações totais, com destaque para petróleo bruto, café e flores. A União Europeia ficou em segundo lugar com USD FOB 3.179,1 milhões (+39,3%), impulsionada por maiores embarques para Países Baixos, Alemanha e Bélgica. O Panamá ocupou a terceira posição com USD FOB 1.770,5 milhões (-21,4%), concentrados em combustíveis (88,6%).

Esses três destinos — Estados Unidos (30,4%), União Europeia (13,0%) e Panamá (7,3%) — concentraram 50,7% das exportações colombianas no semestre. Também se destacou o aumento das vendas para a Venezuela (+18,9%). Em termos de participação, cresceram os envios para a UE (+3,5 p.p.) e EUA (+1,7 p.p.), enquanto diminuíram para China (-2,2 p.p.), Panamá (-2,1 p.p.), México e Chile (-1,8 p.p.).

Fonte: Todo Logistica News

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Exportação

Exporta para os EUA? ✈️ Confira passo a passo para entender produtos, tarifas extras e exceções

Desenhamos esse processo do início ao fim para esclarecer como os EUA dividiram os produtos, quais as tarifas por setores e quais são as exceções dessa taxação

Se você exporta para os Estados Unidos (EUA) e ainda está confuso sobre como as tarifas adicionais de 50% sobre os produtos brasileiros vão funcionar, a gente te entende! Com a quantidade de medidas em vigor, de listas de produtos, de especificações e ainda de exceções, fica fácil se perder. 

Nós preparamos um fluxograma que desenha esse processo e te ajuda a entender quais são as tarifas e como elas se aplicam aos diferentes produtos.

Vamos a um exemplo: o café. Ele não se encaixa nos setores com tarifas específicas, como aço, alumínio, automóveis, autopeças ou cobre.

O café também não consta na lista de exceções da Ordem Executiva 14323, o que significa que ele parte de uma tarifa base de 10% que já existia. Além disso, o café também não consta na lista de exceções da Ordem Executiva 14323, somando outra tarifa adicional de 40%.

Por isso, o café, assim como outros produtos, está sujeito diretamente à nova tarifa de 50%.

A depender de qual lista o seu produto está, ele tem a possibilidade de não receber nenhuma tarifa adicional ou receber tarifa adicional de 10%, 40% ou 50%.

 Com o café, a conta é a seguinte:

Tarifa Base: 10%

Tarifa Adicional: +40%

Total: 50%

E é assim que vários produtos chegam nos 50% de tarifas extras anunciadas pelo presidente dos EUA. 
 

Dá uma olhada como fica essa história desenhadinha 👇🏾

Fonte: Portal da Indústria

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Comércio Exterior

Alvos do ‘tarifaço’ têm mais de 90% das exportações direcionadas aos EUA

O tarifaço sobre as exportações brasileiras ameaça produtos que têm os EUA como o destino de mais de 90% de suas vendas internacionais. A dependência foi apresentada pelo Icomex (Indicador de Comércio Exterior), da FGV (Fundação Getulio Vargas), que alerta para os desafios ocasionados pela taxação e demonstra preocupação com os gastos originados pela sobretaxa.

O que aconteceu

Entre os 30 produtos mais exportados aos EUA, 18 serão sobretaxados. A cesta de 30 itens corresponde a 65,3% das vendas destinadas aos norte-americanos entre janeiro e julho deste ano e somam 7,8% do total das exportações do Brasil. A lista de exceções ao tarifaço abrangeu 12 deles.

Aço, madeira e sebo animal são os mais prejudicados. O estudo da FGV considera a participação dos norte-americanos nas compras de madeira de coníferas perfilada (98%), sebo de bovinos, ovinos e caprinos (97,3%) e semimanufaturados de ligas de aço (96,1%). Os itens representam mais de 4% das exportações nacionais para os Estados Unidos.

Concentração é entrave até mesmo para os contratos já firmados. Fernando Sette Júnior, economista e professor de relações internacionais, afirma que o cenário reduz as margens de lucro e pode inviabilizar vendas já firmadas. “A logística, a adequação regulatória e a renegociação contratual geram custos adicionais”, avalia ele.

Relação das tarifas adicionais conta com quase 700 exceções. A cobrança inicialmente estabelecida em 10% foi limitada a 694 produtos nacionais, como a celulose, as castanhas, os produtos de aviação e o suco de laranja. Segundo a Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), 43,4% das exportações brasileiras aos EUA foram poupadas. Os demais setores foram taxados em 50%.

Entre os mais dependentes, aeronaves se livraram da taxa extra. O setor tem os Estados Unidos como principal parceiro, com 91% das exportações destinadas àquele mercado. Os produtos, que aparecem entre as exceções, respondem por 2,76% do total das vendas nacionais aos EUA, segundo o levantamento.

Dependência dos EUA dificulta a abertura de novos mercados. A concentração das vendas de alguns produtos complica a diversificação das parcerias comerciais. “Não há alternativas imediatas de destino com o mesmo porte de compra dos Estados Unidos”, diz Sette. Lia Valls, pesquisadora associada do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, ligado à FGV), observa que o ingresso em novos países é ainda mais difícil para os exportadores de menor porte.

Para algumas empresas deve ser possível diversificar mercados. Para as pequenas, especialmente, é muito difícil. No comércio exterior, não é tão simples você entrar em um novo mercado. Existem as certificações de qualidade e você tem que conquistar a confiança de um novo cliente. Não é um processo assim tão rápido.Lia Valls, pesquisadora do Ibre/FGV

Socorro do governo

Plano de contingência é visto como positivo, mas insuficiente. Os especialistas em comércio exterior avaliam que as medidas apresentadas para socorrer os exportadores têm caráter temporário e não beneficiam igualmente todos os setores. “É uma medida de alívio. Precisamos ver como ela vai efetivamente ser operacionalizada”, afirma Valls. “O pacote anunciado pelo governo tem caráter parcial e setorial”, complementa Sette.

Abrangência limitada dos auxílios setoriais gera dúvidas. Voltado especialmente para pequenas e médias empresas, o pacote não socorre todos os segmentos afetados pelas tarifas norte-americanas. “Enquanto alguns exportadores terão condições de amortecer a perda de competitividade, outros precisarão absorver o choque sem uma proteção imediata”, avalia Sette.

Custos do tarifaço são apontados como desafio econômico. Além da ajuda do Planalto, outros impactos são previstos. “Há custos adicionais relevantes, que podem perdurar mesmo com apoio governamental”, diz Sette. Ele lista entre os desafios os gastos extras com logística, a menor entrada de dólares no Brasil, a adequação regulatória com certificações na busca por novos mercados e o risco reputacional em meio a cancelamentos e atrasos.

Fonte: UOL

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Exportação

Exportações brasileiras aos EUA batem recorde

O saldo comercial passou a ser favorável para os Estados Unidos em US$ 2,3 bilhões

Entre janeiro e julho de 2025, as exportações do Brasil para os Estados Unidos somaram US$ 23,7 bilhões, valor 4,2% maior que no mesmo intervalo de 2024, de acordo com dados do Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil.

No mesmo período, as importações brasileiras de produtos americanos chegaram a US$ 26 bilhões, representando crescimento de 12,6%.

Com isso, o saldo comercial passou a ser favorável para os Estados Unidos em US$ 2,3 bilhões, aumento de mais de seis vezes em relação ao resultado do ano anterior.

“As exportações brasileiras para os EUA seguem resilientes e em trajetória de crescimento até julho. Nosso compromisso é seguir trabalhando de forma coordenada com os dois governos para preservar esse comércio, que impulsiona empregos e oportunidades em ambos os países, sobretudo diante dos desafios adicionais que o aumento das tarifas trará daqui para frente”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

No mês de julho, já sob a sobretaxa americana de 10% e com o anúncio de elevação para 50% a partir de agosto, as exportações do Brasil para os EUA alcançaram US$ 3,7 bilhões, 3,8% acima de julho de 2024.

O volume embarcado subiu 7,3%, o que pode indicar antecipação de vendas para evitar as novas tarifas. As importações brasileiras de produtos americanos avançaram 18,2% no mês, para US$ 4,3 bilhões, segundo maior valor registrado desde 2015.

Entre os dez principais itens exportados pelo Brasil em julho, seis apresentaram aumento nas vendas:

  • Aeronaves: +159,0%
  • Ferro-gusa: +62,5%
  • Cal e cimento: +46,3%
  • Petróleo: +39,9%
  • Suco de frutas: +32,2%

No acumulado do ano, os maiores avanços vieram de carne bovina (+118,1%), sucos de frutas (+61,7%), café (+34,6%) e aeronaves (+31,7%).

Exportações de celulose e óleos de petróleo recuam

Alguns produtos perderam espaço no mercado americano. Celulose recuou 14,8%, afetada pela concorrência canadense. Óleos de petróleo caíram 18%, equipamentos de engenharia 20,8% e semi-acabados de ferro ou aço 8% – com queda de 64% apenas em julho.

O açúcar sofreu retração de 49,6% no valor e 51,7% no volume, já sob a tarifa de 50% que entrou em vigor no início de agosto.

No cenário global, o déficit dos EUA na balança de bens cresceu 27,8% no primeiro semestre de 2025.

O Brasil, entretanto, figura entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit, ocupando a quinta posição nesse ranking, com crescimento de 57,9% na comparação anual. Em junho, no entanto, houve redução de 8,3% no déficit global americano, possivelmente ligada à aplicação das tarifas de retaliação.

Fonte: Modais em Foco

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Exportação

Exportações brasileiras de café para os EUA caíram

Entre janeiro e julho, vendas tiveram queda de 18%, na comparação com o mesmo período de 2024

As exportações brasileiras de café para os EUA caíram 18% de janeiro a julho deste ano, para 3,7 milhões de sacas, em relação a igual período de 2024, segundo um relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O movimento já era esperado uma vez que o Brasil exportou volumes recordes em 2024, não só para os americanos, como também para outros mercados, o que reduziu os estoques nacionais.

Em abril, os EUA já haviam sobretaxado os produtos brasileiros em 10%. E, no mês passado, impuseram uma tarifa adicional de 40% a uma série de mercadorias, incluindo o café.

“A partir de agora, as indústrias americanas estão em compasso de espera, pois possuem estoque por 30 a 60 dias, o que gera algum fôlego para aguardarem um pouco mais as negociações em andamento”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

“Porém, o que já visualizamos são eventuais pedidos de prorrogação, que são extremamente prejudiciais ao setor”, comenta.

Ferreira explica que, quando um exportador fecha um negócio, ele contrata, junto a um banco, um financiamento pré-embarque, conhecido como Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), o que permite que ele obtenha recursos antecipados.

“Com a prorrogação dos negócios, o ACC não é cumprido e passamos a sofrer com mais juros, com taxas altas e custos adicionais”, diz Ferreira.

EUA são maior mercado do Brasil

Apesar da queda nas exportações, os EUA continuam como os maiores clientes do Brasil. De janeiro a julho, eles compraram 16,8% de todo o café que o Brasil exportou.

Por isso, a associação de exportadores diz que vem trabalhando junto ao governo brasileiro e ao setor privado dos EUA para que os cafés do Brasil entrem na lista de isenção do tarifaço.

A entidade acrescenta que vem mantendo diálogos com os governos estaduais e federal para implementação de medidas compensatórias ao setor.

China como alternativa?

Neste mês, a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café para o país. Mas, segundo o presidente do Cecafé, muitos desses exportadores já atuavam no mercado chinês.

Por isso, ele avalia que a medida “não necessariamente” vai aumentar as exportações brasileiras para o país asiático.

“Observamos atentamente o potencial de crescimento do consumo chinês, mercado que importou 571.866 sacas de janeiro a julho e ocupa a 11ª posição no ranking dos principais parceiros dos cafés do Brasil em 2025”, diz Ferreira.

“Esse credenciamento por cinco anos é positivo do ponto de vista de desburocratização, mas, por si só, não representa nenhum aumento de exportações à China”, finaliza.

Fonte: G1

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Exportação

Exportações de ovos crescem 304,7% em Julho

As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 5.259 toneladas em julho de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número representa alta de 304,7% em relação ao volume registrado no mesmo período do ano passado, com 1.300 toneladas embarcadas.

A receita gerada pelos embarques em julho alcançou US$ 11,808 milhões, saldo 340,9% superior ao obtido no mesmo mês de 2024, com US$ 2,678 milhões.

Com o desempenho do mês, o acumulado entre janeiro e julho alcançou 30.174 toneladas exportadas, volume 207,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (9.818 toneladas). Já a receita acumulada chegou a US$ 69,567 milhões, incremento de 232,2% em relação aos US$ 20,940 milhões obtidos entre janeiro e julho de 2024.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras de ovos, com 18.976 toneladas embarcadas nos sete primeiros meses do ano (+1.419%) e receita de US$ 40,7 milhões (+1.769%). Em seguida, aparecem o Chile, com 2.562 toneladas (-27,9%) e US$ 7.533 milhões, Japão, com 2.019 toneladas (+175,2%) e US$ 4,689 milhões (+163,3%), e o México, com 1.843 toneladas e US$ 8,135 milhões. Outros destaques no período incluem Angola (889 t), Emirados Árabes Unidos (1.677 t), Uruguai (428 t) e Serra Leoa (473 t).

“Ainda não é possível prever o efeito das questões comerciais com os Estados Unidos sobre os embarques do produto, mas há uma perspectiva de eventual manutenção de fluxo, já que a demanda norte-americana pelo produto segue elevada frente à escassez do produto enfrentada naquele mercado”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportações de SC têm alta de 3% em julho

Itens como tabaco não-manufaturado e refrigeradores tiveram forte elevação no mês; carnes de aves, carne suína e compressores elétricos apresentaram recuo

Santa Catarina registrou em julho alta de 3,06% na exportação de produtos, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 1,083 bilhão. Este movimento foi puxado por itens como tabaco não-manufaturado, que subiu 279% e atingiu o quarto lugar na pauta, e refrigeradores, que tiveram alta de 151,4% e fecharam o mês na 16a posição.

Já entre os produtos mais vendidos por SC para o exterior, o mês foi de recuo, com os embarques de carnes de aves caindo 4,3%, de carne suína diminuindo 6,7% e motores elétricos decrescendo 19,2%. A informação é do Observatório FIESC, compilada a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do ano
Considerando o período entre janeiro e julho, os embarques somaram US$ 6,952 bilhões, o que representa uma alta de 6,2% na comparação com os mesmos meses de 2024. Neste período, as vendas externas também foram lideradas carnes de aves (+7,9%, US$ 1,273 bilhão), carne suína (+15,8%, US$ 1,005 bilhão) e motores elétricos (-18,1%, US$ 341 milhões).

No período, os Estados Unidos ampliaram a liderança entre os principais compradores, com as vendas subindo 1,4%, para US$ 1,005 bilhão. Já a China teve recuo de 9,7% nas compras, para US$ 662 milhões. Com ganho de 33,1%, na terceira posição, a Argentina atingiu US$ 513 milhões e se distanciou do Japão, que está em quarto lugar.

Importações
As importações catarinenses subiram 4,2% em julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 2,919 bilhões. Com este resultado, os desembarques no estado chegam a US$ 19,734 bilhões no ano, alta de 4,8%. Entre os principais produtos que chegam ao estado estão: cobre refinado, partes e acessórios para veículos e polímeros de etileno.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Exportação

Frigoríficos brasileiros negociam com Vietnã para substituir exportações aos EUA

A busca pela abertura de novos mercados para exportação de carne bovina levou uma comitiva formada pelos principais frigoríficos do Brasil até o Vietnã, mercado que acaba de abrir suas portas para a proteína brasileira.

Uma missão oficial brasileira esteve na capital, Hanói, na semana passada, após incursões feitas pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto às autoridades vietnamitas.

Conforme informações obtidas pela reportagem, representantes de 17 frigoríficos e empresas do setor, incluindo gigantes como JBS, Marfrig, Minerva e Masterboi, participaram das discussões diretas com mais de uma dezena de importadores.

O objetivo, na prática, foi ampliar os canais de diálogo para obter uma resposta mais ágil do governo local aos pedidos brasileiros de habilitação sanitária para os exportadores.

Atualmente, o governo do Vietnã avalia a solicitação de habilitação de 86 frigoríficos para exportação de carne bovina. Duas plantas da JBS foram aprovadas até agora, as unidades de Mozarlândia e Goiânia, ambas localizadas em Goiás.

Carlos Fávaro comentou, na semana passada, a expectativa de abertura do Vietnã à carne bovina brasileira. “O mercado do Vietnã é um mercado que a gente buscava abrir há mais de 20 anos. Abriu em março. Duas plantas frigoríficas se habilitaram. Imagina se a gente se esforçar agora e habilitar 15, 20, 30 plantas frigoríficas. Amplia os mercados”, afirmou.

Além da habilitação de plantas, as empresas brasileiras também sugeriram, durante os encontros, a possibilidade de se negociar um Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Vietnã, com o objetivo de buscar a redução de tarifas.

Hoje, países concorrentes do Brasil -como Austrália, Nova Zelândia, União Europeia, Rússia e Canadá- contam com vantagens tarifárias para acessar o mercado vietnamita.

Os encontros entre empresários brasileiros e vietnamitas foram articulados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). O país asiático teria capacidade de absorver até 100 mil toneladas de carne por ano, o que o colocaria entre os cinco maiores mercados do Brasil. Hoje, suas importações nesta área são irrisórias frente ao potencial que está em jogo.

A reportagem procurou o Mapa, a JBS e a Abiec para comentar o assunto, mas não teve retorno até a publicação deste texto.

A missão empresarial pretende consolidar um avanço institucional na abertura do mercado vietnamita. Com o engajamento direto de empresas exportadoras, apoio da diplomacia brasileira e articulação ministerial, o Brasil quer marcar posição de liderança global em carne bovina e distribuir a fatia que hoje está nas mãos dos americanos, segundo maior comprador do país, só atrás da China.

Em junho, o governo brasileiro anunciou o ingresso formal do Vietnã como país parceiro do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o qual tem sido tratado como inimigo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Com uma população de quase 100 milhões de habitantes, o Vietnã tornou-se o décimo país parceiro do bloco, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

O status de país parceiro, criado em 2024, consiste em uma forma de aproximação diplomática e econômica, sem que o país se torne um membro pleno do bloco. O parceiro pode participar das cúpulas como convidado permanente, além de integrar discussões técnicas e grupos de trabalho em áreas como comércio, saúde, segurança alimentar, energia e infraestrutura.

A aproximação com o Vietnã marca mais um passo na busca do mercado brasileiro por novos compradores, diante da chantagem tarifária imposta por Donald Trump. Como revelou a Folha de S.Paulo, Brasil e China trabalham na criação de um protocolo bilateral para certificação e rastreabilidade de produtos agropecuários, com foco central na exportação de carne e soja para o país asiático.

O protocolo prevê que os dois países alinhem metodologias para mensurar emissões, uso de solo, manejo ambiental e bem-estar animal. A intenção é que certificados brasileiros, como os desenvolvidos pela Embrapa -a exemplo dos selos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC)- passem a ser aceitos pelas autoridades e empresas chinesas como prova válida de sustentabilidade.

As exportações brasileiras de carne bovina dão sinais de que, em meio à queda acentuada registrada nas vendas para os Estados Unidos, já há migração para outros destinos. A principal evidência desse movimento vem do México.

A reportagem reuniu informações sobre as vendas de carnes ao exterior registradas até 28 de julho. Os dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) apontam que o setor, enquanto registra um volume histórico de exportação global, vê a queda das vendas aos norte-americanos e a entrada de novos países no topo da lista dos principais compradores.

O México, que até o ano passado nem sequer figurava na lista dos dez maiores importadores da carne brasileira, acaba de ultrapassar as compras feitas pelos Estados Unidos, ficando em segundo lugar do ranking, só atrás da China, que também segue em expansão.

Fonte: Folha de São Paulo

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Exportação

México fixa preços de exportação para tomates frescos após fim de acordo com EUA

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA

O México estabeleceu preços mínimos de exportação para tomates frescos para proteger sua produção doméstica e garantir o abastecimento interno depois que um acordo bilateral com os EUA expirou, disseram os ministérios da Economia e da Agricultura do México em um comunicado conjunto no domingo.

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA.

Em 14 de julho, o governo Trump anunciou uma tarifa de cerca de 17% sobre as importações de tomates frescos do México.

Embora as novas regras mexicanas de preços se apliquem exclusivamente às exportações definitivas, elas não restringem os volumes de exportação nem impõem preços máximos. Os preços serão revisados anualmente ou antes, se as condições do mercado exigirem, informaram os ministérios mexicanos.

Os preços mínimos de exportação por quilograma foram fixados em US$1,70 para tomates cereja e grape, US$0,88 para tomates Roma, US$0,95 para tomates redondos e US$1,65 para tomates redondos com talos. Outras variedades, como os tomates coquetel e os tomates da variedade tradicional, também terão um preço mínimo de US$1,70.

De acordo com dados oficiais, o México exportou US$3,3 bilhões em tomates no ano passado.

“Essa ação reforça o compromisso do governo com a competitividade agrícola, o emprego rural digno e a soberania alimentar”, disseram os ministérios.

Os ministérios acrescentaram que as associações mexicanas de produtores de tomate expressaram seu apoio ao acordo, que entrou em vigor imediatamente após sua publicação em 8 de agosto no diário oficial do governo.

Fonte: InfoMoney

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