Comércio Exterior

Balança comercial registra recorde em dezembro, mas superávit cai em 2025

A balança comercial brasileira encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 68,293 bilhões. Apesar de ser o melhor resultado já registrado para um mês de dezembro desde o início da série histórica, em 1989, o superávit anual ficou 7,9% abaixo do apurado em 2024. O desempenho foi impactado principalmente pelo avanço das importações e pela queda nos preços das commodities, como o petróleo.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Mesmo com a retração, o resultado de 2025 representa o terceiro maior superávit da história do comércio exterior brasileiro.

Histórico recente da balança comercial

Os maiores saldos já registrados ocorreram em:

  • 2023: superávit de US$ 98,903 bilhões
  • 2024: superávit de US$ 74,177 bilhões

Em 2025, tanto as exportações brasileiras quanto as importações alcançaram níveis recordes.

Exportações e importações batem recorde

Mesmo diante do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e da desvalorização de commodities no mercado internacional, as exportações somaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em relação a 2024.

As importações, impulsionadas pela expansão da economia interna, avançaram em ritmo mais acelerado e totalizaram US$ 280,382 bilhões, alta de 6,7% no mesmo período.

Projeções oficiais foram superadas

O saldo final ficou acima das expectativas do governo. A projeção inicial do Mdic apontava superávit de US$ 60,9 bilhões em 2025, com exportações estimadas em US$ 344,9 bilhões.

As importações, por outro lado, ficaram abaixo da previsão de US$ 284 bilhões, o que contribuiu para um resultado comercial melhor do que o esperado no fechamento do ano.

Resiliência do comércio exterior brasileiro

Durante entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin destacou o desempenho do comércio exterior do Brasil, mesmo em um cenário internacional adverso.

Segundo ele, o volume exportado cresceu 5,7% em 2025, enquanto o comércio global avançou 2,4%. O resultado, de acordo com o ministro, evidencia a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% na comparação com o mesmo mês de 2024. O valor superou o recorde anterior, de dezembro de 2023.

No mês, os números foram:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7%
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, crescimento de 5,7%

Desempenho por setores

Em dezembro, as exportações cresceram em todos os segmentos da economia:

  • Agropecuária: +43,5%, com aumento de 35,2% no volume e 6,7% no preço médio
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% nos preços
  • Indústria de transformação: +11%, com avanço de 14,9% no volume e retração de 4,2% no preço médio

Produtos que impulsionaram as exportações

Entre os principais destaques do mês estão:

  • Agropecuária: soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%) e milho não moído (+46%)
  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+74%) e minério de ferro (+33,7%)
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não monetário (+88,7%)

No caso do petróleo, a retomada das atividades das plataformas após manutenção programada em novembro foi decisiva para o crescimento.

Importações acompanham retomada econômica

O aumento das importações reflete a recuperação da atividade econômica, com maior consumo e expansão dos investimentos. Entre os principais produtos importados em dezembro estão:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+222,4%) e carvão não aglomerado (+26,3%)
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, inclusive veterinários (+47,7%)

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Petrobras/Divulgação

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Comércio Exterior

Superávit comercial do Brasil atinge US$ 68,3 bilhões em 2025 e governo projeta até US$ 90 bilhões em 2026

O superávit comercial do Brasil em 2025 alcançou US$ 68,293 bilhões, consolidando o terceiro melhor resultado anual da série histórica. O desempenho foi impulsionado por exportações recordes e por um avanço mais intenso das importações, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além do balanço de 2025, o governo federal apresentou as projeções para a balança comercial em 2026, estimando um saldo positivo que pode variar entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Projeções para exportações e importações em 2026

De acordo com o MDIC, o próximo ano deve ser encerrado com exportações brasileiras entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Já as importações estão projetadas na faixa de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões, cenário que sustenta a expectativa de manutenção de um superávit elevado.

O resultado de 2025 superou as previsões oficiais. Em outubro, o ministério estimava um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões, valor inferior ao efetivamente registrado.

Exportações e importações batem recorde em 2025

O desempenho da balança comercial brasileira em 2025 foi marcado por US$ 348,7 bilhões em exportações, o maior valor já registrado, e por US$ 280,4 bilhões em importações, também em nível histórico.

As vendas externas cresceram 3,5% em relação a 2024, impulsionadas principalmente pelo aumento do volume embarcado, mesmo diante da queda nos preços médios. As importações avançaram ainda mais, com alta de 6,7% na comparação anual.

Tarifas dos EUA impactam comércio bilateral

O comércio com os Estados Unidos foi afetado pelo aumento de tarifas imposto em agosto do ano passado. Segundo o MDIC, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,6% em 2025, reduzindo a participação do país no total exportado de 12,0% para 10,8%.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros levou o governo a adotar medidas emergenciais, como linhas de crédito e alívio tributário. Ao longo do ano, negociações resultaram na ampliação das exceções à tarifa, mas, em novembro, cerca de 22% das exportações para os EUA ainda estavam sujeitas à sobretaxa.

China amplia participação nas exportações brasileiras

Em sentido oposto, as exportações para a China registraram crescimento de 6% em 2025. Com isso, o país asiático passou a responder por 28,7% das vendas externas do Brasil, ante 28,0% no ano anterior, mantendo-se como o principal destino das exportações brasileiras.

Agropecuária lidera crescimento por setor

Na análise setorial, a agropecuária apresentou o maior avanço nas exportações, com alta de 7,1%, seguida pela indústria de transformação, que cresceu 3,8%. Já a indústria extrativa registrou retração de 0,7% no período.

Resultado de dezembro reforça saldo positivo

O superávit anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, quando a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 9,633 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 31,037 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,405 bilhões.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Comércio Exterior

Tarifas do México sobre produtos brasileiros elevam risco de nova guerra comercial global

Novas tarifas mexicanas entram em vigor e atingem exportações do Brasil
O Brasil inicia 2026 enfrentando um novo obstáculo no comércio exterior. Após conseguir exceções parciais às amplas tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025, o país agora passa a lidar com tarifas do México que podem chegar a 35% sobre produtos importados. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, depois de ter sido apresentada pelo governo mexicano em setembro do ano passado e aprovada pelo Congresso em dezembro.

As novas alíquotas atingem países que não mantêm acordos de livre comércio com o México, entre eles o Brasil. Segundo estimativas preliminares da Confederação Nacional da Indústria, o impacto pode alcançar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras, o equivalente a 14,7% do total vendido ao mercado mexicano em 2024.

México é parceiro relevante, mas efeito pode ir além do comércio bilateral
O México foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras em 2024 e passou à sexta posição até novembro de 2025, com vendas de US$ 7,1 bilhões. Mais do que afetar um parceiro estratégico, especialistas alertam que a decisão mexicana pode abrir espaço para uma escalada de medidas protecionistas em escala global, com reflexos sobre custos, fluxos comerciais e relações diplomáticas.

O governo do México afirma que as tarifas têm como objetivo fortalecer a produção local e preservar cerca de 350 mil empregos em setores considerados sensíveis, como calçados, têxteis, vestuário, siderurgia e indústria automotiva.

Brasil está entre os países mais impactados pela medida
Estudo da CNI indica que a China deve ser o país mais afetado, seguida por outras economias asiáticas como Coreia do Sul, Índia e Tailândia. O Brasil aparece como o quinto mais impactado, com 232 produtos potencialmente atingidos pelas novas tarifas.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que mantém diálogo com as autoridades mexicanas desde a aprovação da medida, buscando avaliar e mitigar seus efeitos sobre as exportações brasileiras.

Especialistas veem avanço do protecionismo no cenário internacional
Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, a decisão mexicana representa um precedente perigoso. Segundo ele, a adoção de tarifas unilaterais tende a estimular reações em cadeia, criando desequilíbrios no comércio global.

Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de comércio exterior, observa que o protecionismo global vem se intensificando desde as políticas adotadas pelos Estados Unidos. Ele cita, como exemplo, a tarifa de salvaguarda anunciada pela China sobre a carne bovina e a decisão da Índia de impor tarifas de até 12% sobre determinados produtos de aço por três anos.

Risco de efeito dominó preocupa economistas
De acordo com o economista Livio Ribeiro, sócio da BRCG, guerras comerciais raramente permanecem restritas a dois países. Elas tendem a se espalhar, reduzindo a cooperação internacional e elevando custos. Na avaliação dele, o mundo caminha para um novo equilíbrio, marcado por mais tarifas e menos integração, sob o argumento recorrente da proteção à indústria nacional.

Ribeiro ressalta que, embora o principal alvo da medida mexicana seja a Ásia, especialmente a China, o Brasil acaba sendo atingido de forma colateral. Para ele, a estratégia dificilmente levará à reindustrialização mexicana e pode pressionar a inflação local.

Brasil aposta em acordos comerciais para reduzir impactos
Atualmente, o Brasil não possui um acordo amplo de livre comércio com o México, embora existam acordos de complementação econômica, como o que rege o setor automotivo. Especialistas defendem que o país acelere negociações comerciais no âmbito do Mercosul, como forma de reduzir a vulnerabilidade a decisões unilaterais.

O consenso entre analistas é que a medida mexicana dificilmente será isolada. Em um ambiente de crescente protecionismo, o desafio será evitar que a reação em cadeia se transforme em uma guerra tarifária global, cujos desfechos são imprevisíveis.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Exportação

Tarifa de importação de carne bovina pela China: impactos e desafios para o Brasil

A decisão da China de impor uma tarifa adicional de 55% sobre a importação de carne bovina acima de determinados volumes deve trazer efeitos relevantes para o mercado brasileiro a partir de 2026. O país asiático estabeleceu cotas anuais livres da sobretaxa, o que limita o crescimento das exportações brasileiras e pode pressionar preços e estratégias comerciais no médio prazo.

Cotas de exportação e limites impostos pela China

De acordo com as regras anunciadas, o Brasil poderá exportar para a China, sem a tarifa adicional, 1,106 milhão de toneladas de carne bovina em 2026. Esse volume sobe levemente para 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão em 2028, números bem abaixo do desempenho recente do país.

Em 2025, até novembro, o Brasil já havia exportado 1,49 milhão de toneladas para o mercado chinês. Em dezembro de 2024, os embarques somaram 113,94 mil toneladas, e a expectativa é que o total de 2025 fique entre 1,65 e 1,75 milhão de toneladas, cerca de 50% acima da cota prevista para 2026.

Quando a tarifa deve começar a pesar

A média mensal de exportações brasileiras para a China em 2025 foi de 138,26 mil toneladas até novembro. Mantido esse ritmo, a cota anual deve ser atingida entre agosto e setembro de 2026, momento em que a tarifa adicional começaria a ser aplicada.

Esse cenário tende a ser ainda mais sensível porque a demanda chinesa por carne bovina costuma ser maior no segundo semestre do ano. Até lá, há espaço para negociações diplomáticas e comerciais entre os governos.

Espaço para negociação e comparação com outros países

Outros exportadores, como a Argentina, receberam cotas superiores ao volume que vinham exportando, enquanto o Brasil ficou abaixo de seu histórico recente. Isso indica margem para revisão das condições impostas e reforça o papel da negociação bilateral.

Impacto financeiro da tarifa

Caso a tarifa seja aplicada sobre cerca de 600 mil toneladas, o impacto financeiro pode chegar a aproximadamente US$ 2,9 bilhões, considerando o preço médio de US$ 4,78 por quilo registrado em 2025. No entanto, esse efeito só deve ser sentido de forma mais clara a partir da segunda metade de 2026.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

Mesmo com a nova política, a China segue como o maior comprador da carne bovina brasileira. Em 2025, até novembro, o país respondeu por 53,8% das exportações totais. Apesar do volume recorde, essa participação é menor do que a observada em 2022 e 2023, indicando crescimento mais acelerado das vendas para outros mercados.

Demanda chinesa continua elevada

A demanda chinesa por carne bovina segue estruturalmente forte. O país importa cerca de 4 milhões de toneladas em equivalente carcaça, enquanto sua produção cresce apenas cerca de 2,1% ao ano. Entre 2020 e 2026, a produção deve avançar 12,5%, enquanto o consumo deve crescer 19%, ampliando a dependência de importações.

Efeitos no mercado global e oportunidades para o Brasil

A imposição da tarifa pode elevar a inflação de alimentos na China, o que aumenta a probabilidade de ajustes futuros na política comercial. Experiências anteriores mostram que barreiras tarifárias tendem a redistribuir fluxos: quando os Estados Unidos taxaram produtos brasileiros, outros mercados, como o México, ampliaram suas compras.

Nesse contexto, a diversificação de destinos torna-se estratégica. Países como Estados Unidos, Rússia, Indonésia e membros da União Europeia já ampliam sua participação nas compras de carne bovina brasileira.

Perspectivas para o preço do boi gordo

No curto prazo, a medida tende a gerar incerteza e pressão sobre o preço do boi gordo. Contudo, no médio e longo prazo, a redução da oferta de animais para abate e a expectativa de demanda global mais firme devem sustentar a valorização da arroba.

A decisão chinesa pode, paradoxalmente, acelerar a diversificação de mercados e reduzir a dependência brasileira de um único comprador, fortalecendo o poder de negociação do país no comércio internacional de carne bovina.

FONTE: Farm News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Farm News

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Comércio

Superávit da balança comercial pode chegar a US$ 67 bilhões em 2026, apontam projeções

A balança comercial brasileira deve registrar um superávit de US$ 67 bilhões em 2026, segundo a mediana de 46 projeções reunidas por consultorias, entidades e instituições financeiras. O número representa leve avanço em relação aos US$ 63,6 bilhões estimados para 2025, indicando manutenção de um resultado robusto, porém com crescimento mais contido.

A expectativa é de que o setor externo continue sustentando a economia, mesmo diante de preços de commodities mais estáveis e de importações ainda elevadas. Após o recorde histórico de US$ 98,9 bilhões em 2023, o comércio exterior brasileiro entrou em um processo de normalização.

Exportações seguem fortes, mas longe dos picos recentes

Depois do saldo de US$ 74,2 bilhões registrado em 2024, economistas avaliam que o desempenho tende a se acomodar em níveis mais próximos da média histórica. O resultado oficial de 2025 será divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 6 de janeiro, servindo de base para ajustes nas projeções de 2026.

O cenário desenhado combina exportações com preços mais moderados e importações ainda resilientes, refletindo uma economia que cresce, porém em ritmo mais lento.

Commodities seguem centrais, mas preços preocupam

Entre as projeções mais otimistas está a da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que estima um superávit de US$ 77,4 bilhões em 2026, acima dos US$ 63,8 bilhões previstos para 2025.

Segundo o presidente da entidade, José Augusto de Castro, o desempenho não deve vir de um salto nos preços, mas de volumes exportados relativamente elevados. A atenção recai principalmente sobre petróleo, soja e minério de ferro, responsáveis por cerca de 34% da receita das exportações brasileiras.

Castro avalia que não há sinais de um novo ciclo de alta das commodities. A produção de petróleo tende a crescer, mas os preços permanecem pressionados, assim como os da soja, que deve manter relevância, porém abaixo do pico esperado para 2025.

Comércio global mais fraco limita avanços

A perspectiva de desaceleração do comércio internacional também pesa sobre as projeções. A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou recentemente a expectativa de crescimento do comércio global para 2025, para 2,4%, mas prevê desaceleração acentuada em 2026, com avanço de apenas 0,5%.

Esse cenário reduz o impulso externo e aumenta a dependência do Brasil em relação ao comportamento das grandes economias, especialmente a China.

China, soja e efeitos da guerra comercial

Para o economista André Valério, do Inter, as exportações brasileiras de soja foram impulsionadas no fim de 2025 por compras atípicas da China, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

Segundo ele, parte desse movimento tende a se dissipar, já que Pequim tem sinalizado retomada das compras junto aos norte-americanos. Isso deve limitar novos recordes em 2026, mesmo com ganho pontual de mercado pelo Brasil.

Além disso, Valério destaca que não há sinais claros de recuperação forte da demanda chinesa, o que dificulta um novo ciclo de valorização das commodities.

Preços mistos e atenção às exportações para os EUA

A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, avalia que 2026 será marcado por um ambiente de preços mistos, em que o desempenho dependerá mais dos volumes exportados do que de ganhos de preço.

Ela observa que as exportações brasileiras para os Estados Unidos foram prejudicadas em 2025 pelas tarifas adotadas pelo governo Donald Trump, e que uma eventual reaproximação comercial pode favorecer os resultados em 2026 e 2027.

Segundo suas projeções, o superávit deve alcançar US$ 65 bilhões em 2025, US$ 68,4 bilhões em 2026 e US$ 76,4 bilhões em 2027, mantendo o setor externo como pilar de estabilidade macroeconômica.

Tarifas do México elevam risco para exportações

Outro fator de atenção é a decisão do México de elevar tarifas de importação para produtos do Brasil e de outros países sem acordo comercial. A medida, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, afeta segmentos como automóveis, autopeças, têxteis, calçados, eletrodomésticos, siderurgia, plásticos e móveis.

O movimento adiciona risco especialmente às exportações de aço e amplia a pressão sobre o saldo comercial brasileiro.

Acordo UE-Mercosul pode ajudar, mas sem efeito imediato

O acordo entre União Europeia e Mercosul, com expectativa de assinatura em janeiro, é visto como positivo, mas com impacto gradual. Analistas avaliam que seus efeitos não devem alterar de forma relevante o desempenho da balança já em 2026.

Ao mesmo tempo, cresce o número de medidas protecionistas no mundo, o que reforça a importância da diplomacia comercial brasileira.

Importações devem perder fôlego, mas seguir elevadas

Do lado das importações, a AEB projeta queda de 2,7% em 2026 frente a 2025, após três anos de crescimento contínuo. A avaliação é que o impulso começa a se esgotar.

Ainda assim, parte das compras externas permanece ligada a bens de capital, insumos e equipamentos. Caso haja queda de juros e manutenção do investimento estrangeiro direto, as importações devem continuar em patamar elevado.

Superávit segue forte, porém sem grandes saltos

As projeções para 2026 variam entre US$ 43,5 bilhões e US$ 85 bilhões, mas a mediana aponta para um resultado sólido e estável. O Brasil deve manter um superávit relevante, sustentado por exportações consistentes e importações moderadas, embora sem o fôlego observado nos anos anteriores.

O desempenho final dependerá principalmente do comportamento das commodities, da demanda chinesa e do avanço — ou recuo — das políticas protecionistas globais.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio Internacional

México impõe tarifas a importações de China, Brasil e outros países

Entraram em vigor nesta quinta-feira (1º) as tarifas impostas pelo México sobre importações de diversos produtos originários da China, do Brasil e de outros países que não possuem acordo comercial com o país. A medida atinge diferentes segmentos da indústria e já provoca repercussões no comércio internacional.

Medida foi aprovada após cenário de tensão comercial

As tarifas foram aprovadas pelo Congresso mexicano em dezembro, ao fim de um ano marcado pela intensificação da guerra comercial liderada pelos Estados Unidos, sob o governo do presidente Donald Trump. Analistas avaliam que a decisão do México sinaliza um alinhamento estratégico com os EUA, seu principal parceiro comercial, em meio às discussões para a revisão do Tratado México–Estados Unidos–Canadá (T-MEC).

Setores atingidos incluem calçados, têxtil e automotivo

A nova política tarifária incide sobre produtos de setores como calçados, automotivo, têxtil e brinquedos, áreas que concentram elevado volume de importações chinesas. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 15% das exportações brasileiras destinadas ao México podem ser impactadas pela medida.

Governo mexicano cita proteção ao emprego

De acordo com o Ministério da Economia do México, o objetivo central das tarifas é proteger aproximadamente 350 mil empregos e estimular a reindustrialização do país. O governo afirma que a iniciativa busca fortalecer a produção nacional diante da concorrência externa.

Reações de China e Brasil

Após a aprovação das tarifas, um porta-voz do Ministério do Comércio da China declarou que Pequim espera que o México “corrija essa prática equivocada de unilateralismo e protecionismo”.

O governo brasileiro também se manifestou. Em nota conjunta divulgada em 12 de dezembro, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informaram que o Brasil mantém diálogo com as autoridades mexicanas para avaliar os possíveis impactos das novas tarifas sobre o comércio bilateral.

Já em comunicado divulgado em 30 de dezembro, o Ministério da Economia do México afirmou que a medida “não é direcionada a nenhum país específico”.

FONTE: CartaCapital
TEXTO: Redação
IMAGEM: CARL DE SOUZA / AFP

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Comércio Internacional

China impõe salvaguardas à carne bovina: governo brasileiro acompanha impacto das medidas

O governo brasileiro informou que acompanha atentamente a decisão da China de aplicar uma medida de salvaguarda sobre as importações globais de carne bovina. A ação entra em vigor em 1º de janeiro e terá duração prevista de três anos, estabelecendo uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. Volumes que ultrapassarem esse limite estarão sujeitos a uma sobretaxa de 55%.

Atuação diplomática e defesa do setor

De acordo com o governo, a atuação ocorre de forma coordenada com o setor privado. O Brasil seguirá dialogando com as autoridades chinesas tanto no âmbito bilateral quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de reduzir os impactos da medida e proteger os interesses dos produtores e trabalhadores da cadeia da carne bovina.

Entenda o que são as medidas de salvaguarda

As salvaguardas comerciais são instrumentos previstos nos acordos da OMC e costumam ser acionadas diante de aumentos expressivos de importações que possam causar prejuízos à indústria local. Elas não se destinam a coibir práticas desleais e são aplicadas de forma geral, abrangendo todos os países exportadores.

Importância do mercado chinês para o Brasil

Em 2024, a China respondeu por 52% das exportações brasileiras de carne bovina, consolidando-se como o principal destino do produto. O Brasil, por sua vez, lidera o fornecimento da proteína ao mercado chinês, ocupando posição estratégica no abastecimento do país asiático.

Compromisso com qualidade e segurança alimentar

Nos últimos anos, o setor pecuário brasileiro tem atuado como parceiro confiável da China, oferecendo produtos competitivos, sustentáveis e submetidos a rigorosos controles sanitários, contribuindo de forma relevante para a segurança alimentar do país.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BandNews

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Exportação

Acrimat alerta para impacto da tarifa de 55% da China sobre a carne bovina brasileira

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com a decisão da China de aplicar tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira que ultrapassar os volumes estabelecidos por país. A medida, anunciada nesta quarta-feira (31), entra em vigor nesta quinta-feira (1º) e terá validade até 31 de dezembro de 2028.

Segundo a entidade, a adoção das chamadas medidas de salvaguarda pode gerar reflexos diretos em toda a cadeia produtiva, especialmente para o produtor rural, considerado o elo mais vulnerável do setor.

Preocupação com o impacto no produtor rural

Em nota oficial, a Acrimat avalia que a decisão chinesa ocorre em um momento sensível para a pecuária brasileira. “Vemos com muita preocupação essas medidas de salvaguarda determinadas pela China para a nossa carne bovina, especialmente neste fim de ano”, afirmou a associação.

A China é atualmente o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina e lidera também as compras do produto mato-grossense. Qualquer mudança nas condições de acesso a esse mercado, segundo a entidade, tende a impactar preços, renda e planejamento da atividade pecuária.

Efeitos na cadeia produtiva

A Acrimat ressalta que crises econômicas ou sanitárias envolvendo grandes compradores costumam recair sobre o produtor. “Sabemos que qualquer incidente, seja sanitário ou econômico, impacta negativamente no bolso do pecuarista, que acaba arcando com toda a conta”, destacou a associação.

Como exemplo recente, a entidade cita o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, que provocou queda nos preços da arroba. Para a Acrimat, situações como essa demonstram como decisões externas afetam diretamente o mercado interno.

Capacidade dos frigoríficos e defesa do produtor

A associação também avalia que grandes frigoríficos exportadores têm condições de redirecionar volumes excedentes para outros mercados, sem repassar prejuízos ao produtor rural. “Os grandes exportadores brasileiros conseguem pulverizar esse excedente para outros destinos, sem prejudicar o pecuarista com manobras especulativas”, pontua a entidade.

Ao final, a Acrimat reforça a necessidade de valorização do produtor e cobra atuação do governo federal. “É fundamental que o produtor seja respeitado, especialmente neste momento de incertezas e mudança de ciclo. Esperamos que o governo defenda quem produz, e não apenas quem exporta”, conclui.

Cotas e números do comércio com a China

De acordo com o Ministério do Comércio da China (Mofcom), as cotas de importação sem tarifa adicional para o Brasil serão de 1,106 milhão de toneladas em 2026, 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. Qualquer volume acima desses limites estará sujeito à tarifa extra de 55%.

Somente em 2025, até novembro, o Brasil exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina para a China, gerando receita de US$ 8,028 bilhões.

Em Mato Grosso, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações de carne bovina somaram 867,72 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e novembro de 2025, alta de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024, que já havia sido recorde.

No recorte por destino, a China respondeu por 54,88% dos embarques do estado em 2025, frente a 46,31% no mesmo intervalo de 2024, evidenciando a crescente dependência do mercado chinês.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Comércio Internacional

Brasil e Caribe: uma parceria estratégica ainda pouco explorada no comércio internacional

O cenário econômico global passa por uma reorganização silenciosa, marcada pela busca por cadeias produtivas mais resilientes, redução de riscos geopolíticos e fortalecimento de polos regionais. Nesse contexto, o Caribe deixa de ser visto apenas como destino turístico e passa a ganhar relevância como espaço estratégico para integração produtiva e logística — um movimento que abre oportunidades concretas para o Brasil.

Caribe ganha protagonismo nas cadeias globais

A República Dominicana desponta como um dos principais polos de nearshoring do hemisfério ocidental. O país consolidou um modelo baseado em zonas francas modernas, com forte presença nos setores de dispositivos médicos, tecnologia, manufaturas avançadas e bens de maior valor agregado.

Esse avanço é sustentado por fatores estruturais: estabilidade macroeconômica, segurança jurídica, ambiente regulatório previsível, além de acordos comerciais que garantem acesso preferencial aos mercados dos Estados Unidos e da União Europeia. Soma-se a isso uma localização geográfica estratégica, que favorece a logística regional e intercontinental.

Potencial ainda subaproveitado na relação Brasil–Caribe

Apesar desse cenário favorável, o intercâmbio comercial entre Brasil e Caribe permanece abaixo do seu potencial. Para uma economia como a brasileira — que busca diversificação de mercados, ampliação de cadeias globais de valor e maior inserção internacional —, a região caribenha representa um vetor natural de expansão.

O Caribe pode funcionar como plataforma logística e produtiva, reduzindo custos, encurtando distâncias comerciais e facilitando o acesso a mercados estratégicos do Atlântico Norte.

Complementaridade econômica favorece integração

A relação entre Brasil e Caribe é marcada por uma clara complementaridade produtiva. O Brasil oferece exatamente os insumos e soluções que a região demanda: proteínas animais, equipamentos industriais, energias renováveis, tecnologia agrícola adaptada a climas tropicais, além de expertise em infraestrutura e engenharia.

Essa convergência cria um ambiente favorável para parcerias industriais, investimentos conjuntos e cadeias produtivas integradas, com ganhos mútuos de competitividade.

Cooperação e diálogo como motores do avanço

Para transformar potencial em resultados concretos, especialistas apontam a importância de fortalecer o diálogo empresarial, ampliar mesas público-privadas e estimular mecanismos de cooperação bilateral e regional. Mais do que identificar lacunas, o momento exige coordenação estratégica e visão de longo prazo.

Incluir o Caribe de forma estruturada na estratégia de diversificação comercial do Brasil não é uma escolha ideológica, mas uma decisão econômica racional, baseada em demanda crescente, estabilidade institucional e conectividade com grandes mercados globais.

Um passo estratégico para o futuro

A oportunidade está dada. Transformar essa convergência em política de Estado — tanto para o Brasil quanto para seus parceiros caribenhos — pode elevar a relação bilateral a um novo patamar, com impactos positivos sobre competitividade, investimentos e integração produtiva.

FONTE: Jota
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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Exportação

Tarifas dos EUA impulsionam diversificação das exportações de dispositivos médicos brasileiros

A imposição de uma tarifa de 50% sobre dispositivos médicos brasileiros pelos Estados Unidos, anunciada em 6 de agosto, levou o setor a acelerar uma estratégia que já vinha sendo discutida: a diversificação das exportações. Antes da medida, as taxas giravam em torno de 10%. Em poucas semanas, o impacto foi imediato: até o fim de agosto, as vendas ao mercado americano recuaram 30%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO).

Diante do cenário, fabricantes brasileiros passaram a priorizar a expansão para a Ásia, com foco em países como Japão, China e Índia, além de outros mercados emergentes.

Perfil do setor e concentração em pequenas empresas

A indústria brasileira de dispositivos médicos engloba desde instrumentos médico-odontológicos até equipamentos ópticos, eletroterapia, sistemas eletromagnéticos e de irradiação. De acordo com a ABIMO, o setor é majoritariamente formado por empresas de menor porte: 88,6% são microempresas, 8,9% pequenas, 2,2% médias e apenas 0,2% grandes companhias, incluindo multinacionais como Stryker, Bayer e Siemens Healthineers, que mantêm operações no Brasil.

Maquira mantém aposta nos EUA e amplia presença na Ásia

Com faturamento anual de R$ 150 milhões, o Grupo Dental Maquira, sediado em Maringá (PR), é um exemplo de empresa de médio porte impactada pelo tarifaço. Cerca de 25% da receita vem das exportações. A companhia estava em fase de expansão nos Estados Unidos, com a criação de uma subsidiária local, quando as tarifas foram elevadas.

Segundo Daniel Maia, diretor de exportação e marketing internacional da empresa, a estratégia precisou ser ajustada. A Maquira passou a vender diretamente ao mercado americano, eliminando intermediários para recompor margens. A mudança começou em outubro e, segundo a empresa, os resultados iniciais são positivos.

A companhia produz resinas, biomateriais, cimentos e peças ortodônticas e aposta na reputação do Brasil no segmento odontológico. Paralelamente, a Maquira intensificou a atuação em países asiáticos como Japão, Filipinas, Indonésia, Singapura e Taiwan.

Exportações do setor recuam no ano, mas EUA seguem como principal destino

Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações brasileiras de dispositivos médicos somaram US$ 1,05 bilhão, queda de 2,27% em relação ao mesmo período de 2024. As vendas aos Estados Unidos alcançaram US$ 266 milhões, com alta de 5,71%, sustentada pelo desempenho positivo nos sete primeiros meses do ano, antes da elevação das tarifas.

Apesar do impacto, os EUA continuam sendo o principal mercado externo do setor. Segundo Larissa Gomes, gerente de marketing internacional e projetos da ABIMO, o segmento não foi incluído nas exceções tarifárias concedidas posteriormente pelo governo de Donald Trump, que reviu parte das sobretaxas aplicadas a outros produtos.

Alliage avalia produção local nos EUA como alternativa

A Alliage, fabricante de equipamentos de imagem odontológica de alta tecnologia, também revisou sua estratégia. Atualmente, 40% da produção é destinada à exportação, com os Estados Unidos na liderança, seguidos pela Argentina.

De acordo com o CEO Caetano Biagi, a empresa enfrenta concorrência direta de fabricantes globais do Japão, Finlândia e Coreia do Sul, que também buscam compensar perdas em mercados tradicionais. Como parte do plano de expansão internacional, a Alliage adquiriu a japonesa PreXion, especializada em tomógrafos odontológicos, com operação na Califórnia.

Caso as tarifas americanas sejam mantidas, a empresa considera montar equipamentos diretamente nos EUA. Hoje, a produção está concentrada em Ribeirão Preto (SP), com cerca de 80% dos fornecedores localizados no Brasil. A companhia também avança em mercados como Emirados Árabes Unidos e Índia.

Crescimento da demanda abre oportunidades na Ásia

A ampliação do acesso a procedimentos cirúrgicos em países asiáticos tem criado novas oportunidades para fabricantes brasileiros. Segundo Elias Magalhães, CEO da Hpbio, especializada em produtos para implantes e cirurgias, áreas como a neurocirurgia estão entre as que mais crescem globalmente.

Em 2025, as exportações representaram 40% do faturamento da empresa. Entre os cinco maiores clientes internacionais em volume, três estão na Ásia: Indonésia, Paquistão e China, conforme explica Flávia Rodrigues, diretora de negócios internacionais da companhia.

A Hpbio firmou recentemente um novo contrato com a Double Medical, sua distribuidora na China, com a meta de equiparar, naquele mercado, as vendas domésticas de válvulas programáveis.

Regulação e protecionismo dificultam avanço na China

Para acessar o mercado chinês, a Hpbio precisou enfrentar um rigoroso processo regulatório, que envolve inspeções locais, validações laboratoriais e treinamentos clínicos. Além disso, a empresa teve de superar o ceticismo em relação à tecnologia brasileira, em um mercado dominado por gigantes como a americana Medtronic e a alemã Aesculap, do grupo B. Braun.

Segundo a ABIMO, o ambiente regulatório da China é altamente protecionista, com processos de aprovação caros e restritivos. Apesar dos avanços industriais do país, o segmento de dispositivos médicos ainda fica atrás de polos tecnológicos como Japão, Coreia do Sul e Singapura em termos de qualidade e inovação.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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