Exportação

Mato Grosso bate recorde histórico na exportação de algodão

Estado embarcou 1,83 milhão de toneladas na safra 2023/24, alta de 7,62% em relação ao ciclo anterior

Mato Grosso encerrou julho de 2025 com um marco histórico nas exportações de algodão da safra 2023/24. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados no boletim semanal (11/08), o Estado embarcou 1,83 milhão de toneladas, alta de 7,62% frente ao ciclo anterior, respondendo por quase dois terços do total nacional, que atingiu 2,83 milhões de toneladas — o maior volume já registrado na série histórica.

Entre os principais compradores, Vietnã (375,93 mil t), Paquistão (294,31 mil t) e Bangladesh (279,92 mil t) se destacaram. Já a China, que era um dos maiores destinos, reduziu as importações em 66,94%, passando de 757,79 mil toneladas para 250,54 mil, devido ao equilíbrio dos estoques internos e à boa safra local.

Para o novo ciclo, iniciado neste mês de agosto de 2025, a expectativa é que Mato Grosso mantenha o ritmo forte e alcance 2,05 milhões de toneladas exportadas.

Colheita e preços

O avanço da colheita e do beneficiamento pressionou as cotações internas. Na última semana, a pluma Imea caiu 2,43%, fechando a R$ 126,18 por arroba. Até 8 de agosto, a colheita da safra 2024/25 alcançava 26,98% da área, com avanço semanal de 8,71 pontos percentuais.

O dólar comercial também registrou queda, recuando 1,87% e encerrando a semana com média de R$ 5,48.

Em julho, a comercialização da safra 2024/25 avançou 1,12 ponto percentual, alcançando 66,15% da produção estimada, com preço médio de R$ 132,63/@ — queda de 0,61% frente a junho. Produtores relatam dificuldade para vender lotes de qualidade inferior, enquanto compradores exigem produto premium.

Já para a safra 2025/26, as vendas atingiram 22,57% da produção, avanço mensal de 1,88 p.p., impulsionado por preços futuros mais atrativos (R$ 136,60/@), 1,41% acima do mês anterior.

Fonte: Midia Jur

Ler Mais
Exportação

Exportação de carne bovina bate recorde em mês anterior ao tarifaço

Em julho, Brasil embarcou 313 mil toneladas, alta de 17,2% em 12 meses

No mês anterior à entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde. Em julho, foram embarcadas 313.682 toneladas, crescimento de 15,6% em relação a junho e de 17,2% na comparação com julho de 2024 (267.885 toneladas). Em termos de valores, as vendas de carne bovina renderam US$ 1,67 bilhão.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que reúne 47 empresas responsáveis por 98% da carne bovina exportada pelo Brasil.

A China liderou com folga as compras no mês, com 160,6 mil toneladas (51,2% do total), que somaram US$ 881,9 milhões, alta de 18,1% sobre junho e de 16,7% frente a julho de 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 18,2 mil toneladas (US$ 119,9 milhões), seguidos por México (15,6 mil toneladas; US$ 88,3 milhões), Rússia (13,8 mil toneladas; US$ 61,5 milhões) e União Europeia (11,8 mil toneladas; US$ 99,4 milhões).

Segundo a Abiec, a carne bovina in natura concentrou 88,27% dos embarques, com 276,9 mil toneladas, avanço de 14,8% sobre junho e de 16,7% em relação a julho de 2024. A exportação de miúdos respondeu por 6,23% do total, e a venda de industrializados, 3,27%. Essas duas categorias registraram crescimentos expressivos em relação ao mês anterior.

Acumulado do ano

De janeiro a julho, o Brasil exportou 1,78 milhão de toneladas de carne bovina, gerando US$ 8,9 bilhões em receitas. Isso representa alta de 14,1% em volume e de 30,2% em valor na comparação com o mesmo período de 2024.

A China continua na liderança anual, com 801,8 mil toneladas (44,9% do total) e US$ 4,10 bilhões, seguida por Estados Unidos (199,7 mil toneladas; US$ 1,16 bilhão), Chile (69,3 mil toneladas; US$ 373,3 milhões), México (67,7 mil toneladas; US$ 364,6 milhões) e Rússia (60 mil toneladas; US$ 252,6 milhões).

Em relação ao crescimento no acumulado do ano, as maiores variações em volume foram registradas em mercados como México (+217,6%), União Europeia (+109,7%) e Canadá (+101,1%). Também registraram altas expressivas Angola (+49,3%), Geórgia (+10,8%) e Arábia Saudita (+26,9%).

Diversificação

Em 2025, segundo a Abiec, o Brasil vendeu carne bovina para aproximadamente 160 mercados, consolidando-se como o maior exportador mundial. Além dos destinos tradicionais, houve aumento relevante da presença em mercados estratégicos no Oriente Médio, Sudeste Asiático e Leste Europeu.

Na avaliação da Abiec, os resultados reforçam a competitividade da carne bovina brasileira e o trabalho integrado da cadeia produtiva para atender a diferentes perfis de consumo no mundo. Apesar de a carne ter sido incluída na tarifa de 50% do governo de Donald Trump, a entidade estima que o cenário continuará positivo no segundo semestre, com expectativa de manutenção da demanda e de novas oportunidades comerciais.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Exportação

Exportadores de SC se antecipam ao tarifaço e vendas aos EUA disparam até 900%

Análise da FACISC aponta que, das 100 mercadorias mais vendidas aos EUA, metade delas vendeu pelo menos o dobro, em julho

As vendas de Santa Catarina aos Estados Unidos –  nosso principal parceiro comercial –  deram um salto no mês de julho, logo após o anúncio do tarifaço na segunda semana no mês, mas antes da vigência das taxas de 50%, o que passou a valer no dia seis de agosto. Os catarinenses aceleraram a remessa de carga para fugir das novas regras.

Houve um  crescimento expressivo das exportações catarinenses no mês. De acordo análise da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) sobre dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), dos 100 produtos catarinenses mais exportados aos EUA, metade deles aumentou suas vendas em pelo menos o dobro do registrado em julho de 2024 (veja lista no final do texto).

As cidades de SC que mais exportam aos EUA

1º: Jaraguá do Sul
2º: Joinville
3º: Caçador
4º: Blumenau
5º: Lages

As vendas aumentaram até para produtos isentos. Até itens que não eram comercializados com os EUA, como sucos de uva e maça, foram enviados. 

Esta antecipação impactou desde os setores do agronegócio aos que produzem maquinário para a produção industrial.

“Infelizmente, neste caso, o aumento destas exportações não é algo a ser celebrado. Pelo contrário. Demonstra o cenário de incerteza econômica que o setor produtivo catarinense está enfrentando”, explica  o diretor de Relações Internacionais da FACISC, Evaldo Niehues Junior.

Para se ter uma ideia, madeiras serradas e compensadas produzidas em SC aumentaram, respectivamente, em 137% e 117% as vendas para os EUA em julho, em relação ao mesmo período do ano passado.

O tabaco não manufaturado, que está entre os produtos taxados em 50%, registrou um aumento de 700% nas vendas para os EUA em julho. Isso que o país nem é o principal parceiro comercial do Brasil nesta cultura, que é produzida principalmente no Extremo Sul catarinense e tem como principal comprador a Bélgica.

Em julho do ano passado, empresas catarinenses não exportaram sucos de maçã e de uva aos EUA (posteriormente contemplados na lista de isenção tarifária) e, neste ano, no mesmo mês, venderam US$ 4,0 milhões,, além de óleos e gorduras animais, que cresceram 240% suas vendas no período. 

Máquinas e equipamentos mecânicos catarinenses aumentaram em 284% as vendas aos EUA – o maior montante já exportado de toda a série histórica. O produto, que se destaca no Vale do Itajaí, não está isento da tarifa de 50% e teve os EUA como segundo maior comprador em 2024.

No Planalto Norte de SC, o destaque para o crescimento das exportações aos EUA em julho ficou com os refrigeradores, com crescimento de 170%. No Norte, painéis para comando elétrico e máquinas e aparelhos para embalar mercadorias, com crescimento de 254% e 407%, respectivamente. No Oeste, turbinas hidráulicas, com crescimento de 959% em comparação a julho de 2024.

“Os efeitos negativos nas exportações virão nos próximos meses, principalmente aos setores não contemplados pela isenção tarifária”, avalia o diretor de Relações Internacionais.

Veja a lista dos 100 produtos de SC mais vendidos aos EUA

  • Obras de carpintaria para construções
  • Motores elétricos
  • Partes de motor
  • Madeira compensada
  • Madeira serrada
  • Outros móveis
  • Madeira em forma
  • Tabaco não manufaturado
  • Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria
  • Partes e acessórios para veículos
  • Compressores de ar
  • Suco de frutas
  • Transformadores elétricos
  • Cerâmica não vitrificada
  • Iates
  • Gorduras e óleos não comestíveis
  • Recipientes de papel
  • Outros preparos de couros de bovinos e equinos
  • Madeira MDF
  • Gelatina
  • Carne suína
  • Mel
  • Bombas de líquidos
  • Refrigeradores
  • Gordura de bovinos, ovinos e caprinos
  • Instrumentos médicos
  • Peixes congelados, exceto filé
  • Paineis para comando elétrico
  • Máquinas e aparelhos, para trabalhar borracha ou plástico
  • Turbinas hidráulicas
  • Outros artigos de madeira
  • Outros aparelhos para conexão de circuitos elétricos
  • Máquinas e aparelhos para embalar mercadorias
  • Outras máquinas para fabricação de alimentos ou bebidas
  • Turbinas a gás
  • Madeira densificada
  • Aparelhos de elevação
  • Peptonas
  • Máquinas para colheita
  • Máquinas e aparelhos de uso agrícola
  • Aparelhos de controle
  • Peças de locomotivas
  • Outros compostos organo-inorgânicos
  • Álcoois cíclicos
  • Tampas de plástico
  • Peixes frescos, exceto filé
  • Ferramentas de madeira
  • Louças de cerâmica
  • Estruturas de ferro
  • Silicone
  • Farinhas de carnes, peixes e miudezas
  • Artefatos para construção, de plástico
  • Veios de transmissão
  • Roupas de cama, mesa e banho
  • Assentos
  • Sucos
  • Elementos de vias férreas
  • Produtos semimanufacturados de ferro ou aço
  • Gordura de porcos e aves
  • Aparelhos para análises físicas ou químicas
  • Utensílios de madeira para cozinha
  • Oxigênio compostos heterocíclicos
  • Outros produtos de plástico
  • Telefones
  • Extratos de chá e café
  • Moluscos
  • Tall oil
  • Outros produtos não comestíveis de animais
  • Chapas de plástico, não associadas a outros materiais
  • Semicondutores
  • Máquinas para seleção e peneiração de grãos
  • Válvulas
  • Máquinas para selecionar terra, pedras e minérios
  • Outras preparações alimentícias
  • Máquinas de terraplanagem
  • Jóias
  • Fios de algodão para venda a retalho
  • Carbonato de magnésio
  • Pigmentos
  • Partes de aparelhos de aeronaves e aparelhos espaciais
  • Lâminas de corte
  • Centrífugas
  • Laminadores de metais
  • Sobretudos e capas, masculinos
  • Acessórios elétricos de energia
  • Outros fármacos
  • Outros motores
  • Partes para máquinas e motores
  • Fios de algodão com pelo menos 85% de algodão
  • Veículos
  • Microfones e fones de ouvido
  • Aparelhos e instrumentos de pesagem
  • Carbonatos
  • Outros produtos de ferro
  • Equipamentos de transmissão
  • Mate
  • Camisetas de malha
  • Produtos para o cabelo

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Exportação

Paraná mantém crescimento nas exportações de carne de peru no 1º semestre, apesar de queda geral no Brasil

O Paraná se destacou entre os principais exportadores brasileiros de carne de peru no primeiro semestre de 2025, registrando crescimento de 4% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado exportou 6.233 toneladas, gerando US$ 16,63 milhões, acima dos US$ 15,96 milhões registrados em 2024.

Contexto nacional mostra retração nas exportações
Apesar do desempenho positivo do Paraná, o Brasil como um todo teve queda nas exportações de carne de peru, com retração de 18,8% no volume e 20% na receita cambial. Entre janeiro e junho, o país embarcou 24 mil toneladas, totalizando US$ 59,54 milhões, contra 29.571 toneladas e US$ 74,38 milhões no mesmo período do ano anterior.

Ranking dos maiores exportadores brasileiros
Santa Catarina liderou o ranking, com 9.239 toneladas exportadas e receita de US$ 22,63 milhões, embora tenha registrado queda de 29,8% no volume e 15,2% na receita. O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 8.296 toneladas e US$ 19,76 milhões, também com retrações de 18% no volume e 22,3% na receita.

Principais mercados internacionais do peru brasileiro
Os principais destinos da carne de peru do Brasil foram: Chile (3.129 toneladas, US$ 10,53 milhões), África do Sul (2.734 toneladas, US$ 3,54 milhões), México (2.167 toneladas, US$ 5,74 milhões), Países Baixos (2.062 toneladas, US$ 8,94 milhões) e Guiné Equatorial (1.728 toneladas, US$ 2,82 milhões).

Fonte: Portal do Agronegócio

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria

Corrente de comércio alcança US$ 374,54 bi de janeiro até a segunda semana de agosto

No mês, as exportações somam US$ 8,9 bi e as importações, US$ 6,6 bi, com saldo positivo de US$ 2,2 bi e corrente de comércio de US$ 15,5 bi

Na 2ª semana de agosto de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 5,4 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 8,9 bilhões e as importações, US$ 6,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 15,5 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 206,9 bilhões e as importações, US$ 167,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 39,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 374,5 bilhões.

Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (11/8), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de agosto/2025 (US$ 1,5 bi) com a de agosto/2024 (US$ 1,3 bi), houve crescimento de 13,0%. Em relação às importações houve crescimento de 0,5% na comparação entre as médias até a 2ª semana de agosto/2025 (US$ 1,107 bi) com a do mês de agosto/2024 (US$ 1,101 bi).

Assim, até a 2ª semana de agosto/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,6 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 369,52 milhões. Comparando-se este período com a média de agosto/2024, houve crescimento de 7,3% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 36,78 milhões (13,1%) em Agropecuária; de US$ 50,4 milhões (17,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 81,55 milhões (11,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 9,25 milhões (14,6%) em Indústria Extrativa; queda de US$ 2,58 milhões (13,0%) em Agropecuária, e de US$ 0,59 milhões (0,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: MDIC

Ler Mais
Exportação

Leapmotor estreia navio próprio para exportar mais de 2.500 elétricos

Marca chinesa que chega ao Brasil em 2025 reforça logística global e prepara lançamento do SUV elétrico B10

A Leapmotor acaba de dar mais um passo importante em sua estratégia de internacionalização. A fabricante chinesa de veículos elétricos, que terá operação no Brasil a partir de 2025 por meio da Stellantis, realizou a viagem inaugural de seu primeiro navio dedicado à exportação de carros, o “Grande Tianjin”, com mais de 2.500 veículos elétricos a bordo.

Fretado junto ao Grupo Grimaldi, especializado em transporte marítimo de veículos e cargas, o navio teve sua cerimônia de batismo e entrega realizada em Xangai. A embarcação faz parte do esforço logístico da Leapmotor para garantir capacidade própria de exportação e acompanhar o crescimento da demanda internacional por seus modelos.

Desde 2022, a parceria com o Grupo Grimaldi já permite à Leapmotor acesso a uma capacidade mensal de transporte de até 22.500 veículos da Ásia para outros mercados. Agora, com o uso do navio fretado, a marca dá um passo adicional na consolidação de sua presença global — movimento semelhante ao feito pela BYD, que também conta com navios próprios para facilitar a distribuição de seus elétricos ao redor do mundo.

Atualmente, a Leapmotor está presente em mais de 30 países e regiões, com uma rede global de 1.500 pontos de vendas e serviços. A empresa acumula mais de 800 mil unidades entregues desde sua fundação e passou a atuar diretamente fora da China em 2024, com destaque para os modelos elétricos T03 (subcompacto) e C10 (SUV médio, disponível em versões BEV e EREV).

Importante para o mercado brasileiro: as primeiras unidades do SUV C10 já chegaram ao Brasil pelo sistema de “importação sobre águas”, o que permite acelerar o desembarque no Porto de Santos e agilizar o processo de chegada às concessionárias — com vendas previstas ainda em 2025. 

O próximo passo da marca será o lançamento internacional do SUV elétrico compacto B10, previsto para setembro. O modelo é o primeiro da Série B voltado ao mercado global e foi desenvolvido seguindo padrões internacionais desde sua concepção. Lançado na China em abril deste ano, o B10 tem preço inicial de RMB 99.800, o equivalente a cerca de R$ 75.848 pela cotação atual, e também será lançado no Brasil com o início de operações da marca.

A chegada ao Brasil ocorre em um momento de forte crescimento da Leapmotor na China: no primeiro semestre de 2025, foram vendidas mais de 220 mil unidades no país, além de um recorde de 50.129 veículos entregues em julho, incremento de 126% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 

A Leapmotor é uma das marcas chinesas que mais se destacam na atual fase de consolidação do mercado global de elétricos. Desde maio de 2024, opera uma joint venture com a Stellantis, chamada Leapmotor International, sediada em Amsterdã, com divisão acionária de 51% para a montadora chinesa e 49% para a gigante franco-italiana.

Fonte: Inside EVs



Ler Mais
Exportação

Maçã catarinense ganha novo procedimento com inspeção na origem para exportação

O objetivo da medida é reduzir custos e preservar qualidade da fruta

As maçãs produzidas em Santa Catarina destinadas ao mercado externo passarão por inspeção e certificação nos polos de São Joaquim, na Serra catarinense, e Fraiburgo, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

Segundo a medida, válida a partir da safra 2024/2025 e autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o processo conhecido como desembaraço aduaneiro na origem substituirá a prática anterior, que exigia o envio das cargas para o Rio Grande do Sul antes da liberação para exportação.

O objetivo é reduzir custos de transporte, encurtar o tempo de envio e preservar a qualidade da fruta, que perdia vida útil no deslocamento. Com isso, espera-se aumentar a competitividade da maçã catarinense no mercado internacional.

Desembaraço aduaneiro na origem

No novo formato, fiscais certificadores atuam diretamente no estado, verificando e liberando a mercadoria de acordo com as exigências sanitárias do país importador. A carga segue então para o Porto de Imbituba, sem necessidade de paradas fora do território catarinense.

De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), responsável pela sanidade dos pomares, a descentralização atende a um pleito do setor produtivo e de entidades representativas, encaminhado ao Mapa em 2024.

“Santa Catarina é o maior produtor de maçã do Brasil e essa decisão desonera significativamente a logística da produção, aumenta a vida útil do produto e, portanto, o seu valor comercial. Essa era uma reivindicação da Cidasc e das associações e dos produtores na região de São Joaquim e Fraiburgo”, destacou a presidente da companhia, Celles Regina de Matos.

Ainda segundo Celles, os reflexos já puderam ser sentidos nesse ano. “E a partir da safra de maçã 2025/2026 teremos o resultado do impacto desta ação, que visa impulsionar o setor agropecuário catarinense”.

Impactos econômicos

Com a certificação realizada em Santa Catarina, tributos incidentes sobre as exportações, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), passam a permanecer no estado de origem da produção.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Carlos Chiodini, “Isso garante retorno fiscal à economia estadual e reforça a importância da cadeia produtiva local”, explica.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de maçã, com destaque para São Joaquim, responsável por cerca de 50% da safra estadual. A expectativa é que a medida amplie a presença da fruta em mercados da Europa, Ásia e América Latina.

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação

Com tarifaço, desafio de exportadores é encontrar novos mercados

Será necessário esforço para conquistar novos compradores, diz Apex

O impacto do aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos a partir de desta quarta-feira (6) ainda começa a se desenhar e causa incerteza para trabalhadores e empresários que atuam com os mais de três mil itens que serão sobretaxados.

Enquanto estratégias imediatas como gestão de estoques, embarques em tempo acelerado ou diminuição de produção desenham as primeiras reações, um caminho em vista é pensar novos destinos para a produção. A busca por mercados exportadores, porém, não tem resultados imediatos e exige preparações específicas.

Este périplo das empresas para novos destinos tem todo um ecossistema público-privado de apoio, com ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o SEBRAE, as associações comerciais e entidades de promoção de comércio.

Em coletiva na manhã de hoje, Jorge Viana, presidente da APEX, falou deste papel conjunto. A agência já apoia 2,6 mil das 9 mil empresas nacionais que exportam para os Estados Unidos. Para ele, vai haver mudanças, “isso não tem volta”, com as novas estratégias das empresas.

“Setores como o de produtores de mel precisarão receber apoio urgente pois o único destino de exportação destes pequenos agricultores hoje são os Estados Unidos. Vamos incluí-los em todas as políticas de apoio”, explicou Viana durante a coletiva.

De acordo com Viana, este apoio deve ser anunciado em breve, diretamente pela presidência da República. A expectativa é de que tenha elementos semelhantes àqueles do apoio emergencial às empresas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024.

A Apex também abrirá um escritório em Washington para negociar diretamente com o governo americano. Essa negociação se soma ao diálogo dos serviços consulares, que já atuam em nome do Brasil, e à pressão direta das empresas locais.

“Essa tarifa de 50% não tem nenhuma motivação comercial, ela vem da atuação de grupos políticos. O que espero que aconteça é que, com a entrada das tarifas, essa taxação se materializa e afete o consumidor lá. Ai é que entra a Apex no trabalho de criar novas alternativas de mercados, para as empresas e produtos brasileiros que tenham os Estados Unidos como mercado”, disse Viana, para quem a forte integração entre cadeias produtivas deve contar a favor nas negociações.

A Apex deve ampliar sua atuação na diversificação de fornecedores. “Os setores irão nos ajudar com o conhecimento que têm. O mundo inteiro está fazendo isso, percebendo a instabilidade com essas medidas”, completou.

Dados da ApexBrasil mostram que, entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou US$ 77,3 bilhões em bens, valor menor que os US$ 77,7 bilhões do mesmo período de 2024. O saldo comercial fechou positivamente em US$ 10 bilhões. Os principais produtos exportados foram petróleo bruto, soja, minério de ferro e café verde, com destaque para as exportações de bens industrializados, que tiveram alta no período, inclusive em itens como máquinas e aparelhos elétricos.

Em relação aos principais países de destino das exportações brasileiras, destacam-se China (US$ 19,8 bilhões), União Europeia (US$ 11,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 9,7 bilhões) e Mercosul (US$ 5,8 bilhões), com destaque para a Argentina, com um aumento de 51%.

Diplomacia

O caminho diplomático para reduzir as taxas aplicadas pelos Estados Unidos ainda se mostra como uma opção, conforme divulga o governo brasileiro. O recuo do governo Trump ao isentar uma lista de 700 produtos, na semana passada, mostra que também há alguma abertura da parte do país norte-americano.

“A flexibilização das tarifas é um passo positivo, e o Brasil deve aproveitar essa oportunidade para diversificar suas exportações e reduzir sua dependência do mercado americano. Com uma abordagem estratégica e diplomática, o Brasil pode minimizar os impactos negativos das tarifas e fortalecer sua posição no comércio internacional. Nesse contexto, é importante destacar que o diálogo e as negociações tornam-se as melhores opções para evitar uma escalada de tensões comerciais entre os dois países”, explicou o advogado Raphael Jadão, sócio do RMM Advogados, que atua com arbitragem e resolução de disputas comerciais.

Outro elemento importante nesta crise está na concentração das parcerias brasileiras. Alguns analistas consideram que as exportações do Brasil têm alto índice de concentração. 50% são concentradas em cinco países (China, EUA, Argentina, Holanda e Espanha), entre 237 parceiros comerciais. 12% somente para os Estados Unidos.

“Isso nos traz um sinal de alerta e de preocupação. Pois como tivemos um desafio com os EUA neste momento, podemos ter daqui a pouco com a China, que representa quase um quarto de tudo que o país envia para o exterior. E não se acha um comprador para substituir outro tão rapidamente. Então, aquelas empresas, por exemplo, que exportam carne bovina para os Estados Unidos, que é um dos produtos que o Trump não colocou na lista de exceções e que vai passar a ter a taxação de 40% a mais. Já tinha a de 10% de abril, mais 40%, ou seja, 50% a mais do que o ano passado. A partir da próxima semana, essa empresa que exporta carne para lá não vai encontrar tão cedo um mercado para comprar a carne que ele não vai mais vender para o americano da noite para o dia. A gente tem uma dependência que traz risco, sim, para a nossa pauta de exportação”, ponderou Bruno Meurer, co-fundador e diretor de operação da Next Shipping, empresa do ramo de logística.

Mercados alternativos

A busca por novos mercados envolve elementos culturais, parcerias comerciais e atendimento a medidas de burocracia fitossanitária e de comprovação de origem.

Este processo envolve um passo a passo com algumas variações em relação a cada país e mercadoria. Segundo Meurer, de uma forma resumida, após finalizar a negociação o exportador irá produzir a mercadoria. Com ela pronta irá emitir uma documentação internacional, que é a fatura comercial e o packing list, que são os documentos comerciais da carga, apresentados para o importador. Este irá contratar o frete internacional e então a mercadoria passa à alfândega, onde passará pelo processo de fiscalização aduaneira, passar pelo registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior e pode passar pela fiscalização presencial, que é feita em parte das cargas. Recolhidas taxas e feitas as fiscalizações na aduana, a mercadoria segue para o exterior.

“O tempo que se leva depende do tipo de produto que está sendo exportado, os que precisam de anuência de órgãos específicos, como por exemplo medicamentos, demoram mais, já roupas, como não existe um órgão específico de fiscalização o tempo é mais célere”, resume Meurer.

Condições específicas dos mercados, como preocupação com certificações ambientais ou culturais, também podem significar oportunidades. O Brasil é um dos grandes exportadores de aves para países muçulmanos, por exemplo, por conta de uma adaptação de mais de uma década à produção segundo a certificação Halal, que envolve abate com características diferentes e respeitando preceitos daquela religião.

“Por exemplo, o Brasil mantém boas relações comerciais com países do Oriente Médio, como Arábia Saudita e Dubai. No entanto, as exportações para essas regiões frequentemente demandam certificação Halal, rotulagem no idioma local, embalagens específicas e, em alguns casos, adaptações no produto, como cortes de carne diferenciados. Essa customização é fundamental para o sucesso nesses mercados. Outros produtos, com maior capacidade de adaptação, também requerem atenção similar na negociação de contratos. Ao analisar o mercado de pescados, por exemplo, é crucial considerar a demanda global, os tipos de pescado disponíveis no Brasil e seus respectivos níveis de consumo mundial. Atualmente, os Estados Unidos são um importante mercado para as exportações brasileiras de pescado. Nesse contexto, o setor de pescados pode explorar oportunidades na América do Sul e, potencialmente, em novos mercados na Europa. Contudo, a penetração no mercado asiático pode apresentar desafios”, explicou Stefânia Ladeira, especialista em comércio exterior e gerente de produtos da Saygo Comex, empresa especializada em logística de exportação para o mercado exterior.

A especialista aponta que a adaptação tem prazos e pormenores bastante variáveis, considerando elementos como a produção mundial e a capacidade de atender à demanda internacional e percebendo lacunas de produção, seja para produtos finais ou para insumos. “A identificação e compreensão das dinâmicas de oferta e demanda são cruciais para o estabelecimento de novos contratos”, disse à Agência Brasil.

Os acordos internacionais de comércio também são cruciais para entender estas oportunidades. Os anos recentes foram de aumento dos acordos de complementação econômica, inclusive com parceiros antigos como a China e o Japão, além de países da África, Oceania, América Central e Caribe. “Nestes países há redução tarifária mútua, porém cada país tem sua característica operacional e definição legal de como os produtos precisam ser registrados para importação, salvo a União Europeia que é uma união aduaneira e todos os países seguem o mesmo procedimento para importação e exportação”, explica o advogado Diego Joaquim, especialista em direito aduaneiro.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Exportação

Exportações de livros brasileiros crescem 7% no primeiro semestre de 2025 e já superam todo o ano de 2024

Editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers movimentam mais de USD 14 milhões em negócios internacionais em 6 meses

A internacionalização da produção editorial brasileira segue em ritmo de crescimento. No primeiro semestre de 2025, editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers — projeto da Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) — movimentaram USD 14.367.900 em negócios nas principais feiras literárias do mundo. O valor representa um crescimento de 7% em relação ao ano todo de 2024, quando foram registrados cerca de USD 13 milhões.

Esse avanço foi impulsionado por resultados expressivos em eventos como a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que apresentou aumento consistente nas oportunidades de negócios para o setor. Ao longo do semestre, o programa também marcou presença na Feira do Livro de Londres, na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires e na Feira Internacional do Livro de Bogotá. Essas participações fortaleceram a presença global das editoras brasileiras e ampliaram sua visibilidade no mercado externo.

Para Sevani Matos, presidente da CBL, os números refletem a consolidação da atuação internacional do setor. “Estamos colhendo os frutos de uma política contínua de incentivo à internacionalização. A presença qualificada das editoras brasileiras nos principais eventos do mundo confirma o valor e a diversidade da nossa produção”, afirma.

Segundo Rayanna Pereira, coordenadora do Brazilian Publishers, o semestre demonstra a força estratégica do programa. “As ações realizadas nas feiras têm impacto direto nas oportunidades comerciais e institucionais. O apoio do Brazilian Publishers tem sido fundamental para ampliar o alcance global dos nossos conteúdos”, destaca.

Próximas ações

No segundo semestre, o Brazilian Publishers dará continuidade à sua agenda internacional com presença confirmada na Feira do Livro de Frankfurt (15 a 19 de outubro), na Alemanha — considerada o maior evento global do setor editorial. A participação brasileira contará com estande próprio e uma programação voltada à promoção de direitos autorais, networking e fortalecimento de parcerias.

Outras ações confirmadas incluem a participação na 15ª Conferência de Editores de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México, entre 29 de novembro e 7 de dezembro.

No Brasil, o programa promoverá uma Jornada Profissional com os editores internacionais finalistas da categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior do 67º Prêmio Jabuti. A iniciativa contará com rodadas de negócios, visitas técnicas e participação na cerimônia de premiação, promovendo a troca entre o mercado nacional e seus parceiros internacionais.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro. A iniciativa é resultado da parceria entre a CBL e a ApexBrasil, com apoio do MRE, e visa promover o setor de forma coordenada e estratégica no mercado internacional.

Interessados em integrar o programa podem entrar em contato com Ana Claudia Paiva pelo e-mail anaclaudia@cbl.org.br.

Sobre a CBL

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) é uma associação sem fins lucrativos que representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor. Há 77 anos, atua em diversas frentes sempre com o propósito de promover o acesso ao livro e a democratização da leitura em todo o país, além de divulgar a literatura brasileira no mercado internacional. Desde março de 2020, a CBL é a Agência Nacional do ISBN e, no mesmo período, lançou uma plataforma digital que reúne seus serviços de maneira integrada e dinâmica. Outra atuação forte da entidade está ligada a uma agenda de relacionamento com as mais diversas esferas públicas e governamentais para debater pautas e políticas importantes para o setor. Todas as ações da entidade são pensadas com um olhar estratégico e sensível de quem acredita no poder transformador dos livros para a sociedade.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Fonte: ApexBrasil

Ler Mais
Comércio

Balança comercial tem menor superávit para julho em três anos

Balança comercial tem menor superávit para julho em três anos

Pressionada pela queda no preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo aumento das importações, a balança comercial registrou o superávit mais baixo para meses de julho em três anos. No mês passado, o país exportou US$ 7,075 bilhões a mais do que importou ─ uma queda de 6,3% em relação ao registrado no mesmo mês de 2024.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O superávit em julho é o menor desde 2022, quando o resultado positivo ficou em US$ 5,357 bilhões.

A balança comercial acumula superávit de US$ 36,982 bilhões nos sete primeiros meses de 2025. O valor representa queda de 24,7% em relação aos mesmos meses do ano passado e é o pior para o período desde 2020, quando houve superávit de US$ 29,896 bilhões.

Parte do recuo no valor acumulado ocorreu porque a balança comercial teve déficit de US$ 471,6 milhões em fevereiro, motivado pela importação de uma plataforma de petróleo.

Comércio exterior recorde

Tanto as exportações como as importações bateram recorde no mês passado, mas as compras do exterior cresceram ainda mais. Em julho, o país exportou US$ 32,310 bilhões, alta de 4,8% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 25,236 bilhões, alta de 8,4% na mesma comparação.

Ao analisar a quantidade exportada e os preços médios, o volume de mercadorias exportadas subiu 7,2%. Os preços, no entanto, recuaram 2,1%, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado, refletindo a queda no valor das commodities (bens primários com cotação internacional). Nas importações, a quantidade comprada subiu 7,9%, impulsionada pelo crescimento econômico, mas os preços médios recuaram 0,2%.

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade vendida pesou mais para o leve crescimento de 0,3% nas exportações do segmento. O volume de mercadorias embarcadas caiu 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio subiu 3,3%.

Na indústria de transformação, a quantidade subiu 10,3%, com o preço médio caindo 1,6%, o que refletiu uma certa recuperação econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil.

Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 13,1%, enquanto os preços médios recuaram 8,1%, fruto da desaceleração econômica na China e do acirramento da guerra comercial por parte do governo de Donald Trump.

Produtos

Do lado das exportações, as de soja, principal produto da agropecuária, cresceram 1,2% em relação a julho do ano passado, por causa da concentração de embarques que fez o volume vendido subir 9%. Os preços médios, no entanto, recuaram 7,1%.

A alta do preço do café continuou a segurar o crescimento das exportações agrícolas. O valor exportado crescer 25,4% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da queda de 20,4% no volume embarcado, os preços médios subiram 57,5% no mesmo período.

Segundo produto de exportação do agronegócio, o milho teve desempenho negativo. Por causa do fim da safra, as exportações caíram 27,2% em relação a julho do ano passado. O preço médio subiu 6,3%, mas o volume embarcado recuou 31,5%.

Na indústria extrativa, as vendas de petróleo subiram 8,1%, após meses de queda. Isso ocorreu porque o volume vendido subiu 17,6%, compensando a queda de 8% na cotação do barril. As exportações de minério de ferro recuaram 8,8%. Apesar de a quantidade ter subido 4,7%, os preços caíram 12,9%.

Do lado das importações, as aquisições de motores e máquinas não elétricos; adubos e fertilizantes; e combustíveis puxaram o crescimento. A maior alta ocorreu com os motores, cujo valor comprado aumentou US$ 325,2 milhões (+43,9%) em julho na comparação com julho do ano passado.

Estimativa

Segundo as estimativas mais recentes do Mdic, divulgadas em abril, o superávit deverá ficar em US$ 50,4 bilhões, queda de 32% em relação a 2024. A próxima projeção será divulgada em outubro. As estimativas serão revistas, porque não consideram a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros nos Estados Unidos.

As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 65,25 bilhões neste ano.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook