Exportação

Exportação de café brasileiro cresce 3,1% em volume, mas receita recua 7,1% em setembro

As exportações brasileiras de café alcançaram 3,894 milhões de sacas de 60 quilos em setembro de 2026, um avanço de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do aumento nos embarques, a receita obtida com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação do volume exportado está relacionada à retomada dos embarques para os Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas aplicadas ao café brasileiro.

Ferreira explicou que, em novembro de 2025, os norte-americanos retiraram as tarifas sobre a maior parte do café importado do Brasil. No entanto, o café solúvel brasileiro permaneceu sujeito à taxação até julho de 2026.

Exportações de café acumulam US$ 10,1 bilhões em 2026

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, resultado praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2025, com recuo de 0,2%.

No período, a receita cambial somou US$ 10,113 bilhões, queda de 8,6% na comparação anual.

De acordo com o presidente do Cecafé, a chegada de novos cafés disponíveis para exportação, observada desde agosto, tem contribuído para a normalização dos negócios internacionais. A expectativa da entidade é de que o ritmo das vendas externas avance nos próximos meses e possa superar, até o fim de 2026, o desempenho registrado no ano passado.

Café arábica lidera os embarques brasileiros

O café arábica permaneceu como a principal variedade exportada pelo Brasil nos nove primeiros meses de 2026. Foram embarcadas 20,739 milhões de sacas, o equivalente a 71,3% do total. Apesar da liderança, o volume apresentou retração de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as exportações de café conilon e robusta alcançaram 5,162 milhões de sacas, correspondentes a 17,7% dos embarques. O resultado representa crescimento de 68,3% na comparação anual.

O segmento de café solúvel registrou exportações de 3,141 milhões de sacas, o equivalente a 10,8% do total. Por sua vez, os embarques de café torrado e torrado e moído somaram 53,412 mil sacas, representando aproximadamente 0,2% das vendas externas brasileiras.

Estados Unidos voltam à liderança entre os destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos reassumiram a posição de principal destino do café brasileiro entre janeiro e setembro de 2026, ultrapassando a Alemanha.

No período, o mercado norte-americano comprou 3,805 milhões de sacas, volume 12,8% inferior ao registrado nos mesmos meses de 2025. Ainda assim, o país respondeu por 13,1% de todas as exportações brasileiras de café no acumulado do ano.

A Alemanha ocupou a segunda posição, com a aquisição de 3,307 milhões de sacas, equivalente a 11,4% do total. O resultado representa uma queda de 11,4% na comparação anual.

Na sequência, aparecem Itália, Bélgica e Japão, com desempenhos distintos no período.

Confira os principais compradores de café do Brasil

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, queda de 12,8%.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, queda de 11,4%.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, crescimento de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

Os números mostram que, embora o volume das exportações brasileiras de café tenha apresentado crescimento em setembro, a receita acumulada no ano segue abaixo da registrada em 2025. Ao mesmo tempo, a recuperação dos embarques para os Estados Unidos e o avanço das vendas de conilon e robusta indicam mudanças no desempenho dos mercados compradores e na composição das exportações do setor.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações de café do Brasil em 2026

O Porto de Santos, no litoral paulista, foi responsável pelo embarque de 70,7% do café brasileiro exportado entre janeiro e setembro de 2026. No período, o terminal movimentou 20,5 milhões de sacas de 60 quilos destinadas ao mercado internacional, consolidando sua liderança na logística de exportação do produto.

Os números foram divulgados na sexta-feira (9) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que apontou o complexo santista como o principal ponto de saída do café nacional.

Porto de Santos lidera exportações de café

No ranking dos principais portos utilizados para a exportação de café, Santos aparece à frente do complexo portuário do Rio de Janeiro, responsável por 25,2% dos embarques, e do Porto de Paranaguá, no Paraná, que respondeu por 1,1% do total.

Apesar da liderança, a participação de Santos apresentou uma leve queda de 0,2 ponto percentual em relação ao levantamento anterior. No mesmo intervalo, o complexo portuário fluminense avançou de 24,9% para 25,2%, ampliando sua presença nas exportações brasileiras de café.

Embarques de café recuam em setembro

Em setembro de 2026, o Porto de Santos embarcou 2,78 milhões de sacas de café. O volume ficou abaixo dos 2,95 milhões registrados em agosto, representando uma redução de aproximadamente 5,8% na movimentação mensal.

Mesmo com a queda, o terminal paulista continuou concentrando a maior parte dos embarques do produto brasileiro para o exterior.

Exportações brasileiras de café somam 29 milhões de sacas

O Brasil exportou 3,89 milhões de sacas de café em setembro, resultado 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Considerando o período de janeiro a setembro de 2026, o volume total das exportações de café alcançou 29,09 milhões de sacas de 60 quilos, reforçando a presença do país no comércio internacional da commodity.

Estados Unidos lideram destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro nos nove primeiros meses de 2026. A Alemanha e a Itália também se destacaram entre os maiores compradores, conforme os dados divulgados.

Confira os cinco principais mercados do café brasileiro no período:

  • Estados Unidos: 3,80 milhões de sacas;
  • Alemanha: 3,30 milhões de sacas;
  • Itália: 2,59 milhões de sacas;
  • Bélgica: 2,46 milhões de sacas;
  • Japão: 1,45 milhão de sacas.

Os números evidenciam a importância do Porto de Santos para o escoamento da produção nacional e para o abastecimento dos principais mercados consumidores de café no exterior.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: ACS/Divulgação

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações brasileiras de café em 2026

O Porto de Santos foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de café entre janeiro e setembro de 2026, consolidando sua liderança na logística do setor cafeeiro. No período, o complexo portuário embarcou 20,573 milhões de sacas de 60 quilos, o equivalente a 70,7% de todo o café enviado pelo Brasil ao mercado internacional.

Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também aponta mudanças no desempenho das exportações, na receita obtida pelo setor e nos principais destinos do produto nacional.

Portos do Rio de Janeiro e Paranaguá aparecem na sequência

Depois de Santos, o Porto do Rio de Janeiro ocupa a segunda posição entre os principais pontos de saída do café brasileiro. De janeiro a setembro, o terminal respondeu por 25,2% dos embarques, com 7,335 milhões de sacas.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, aparece em terceiro lugar, com 312.128 sacas exportadas, correspondentes a 1,1% do volume nacional.

A concentração das operações em Santos reforça a importância da infraestrutura portuária paulista para o escoamento da produção cafeeira e para o atendimento da demanda internacional.

Exportações de café crescem em setembro, mas receita recua

Em setembro de 2026, o Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de café, volume 3,1% superior às 3,778 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2025.

Apesar do aumento na quantidade embarcada, o faturamento com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a recuperação das exportações no mês está diretamente relacionada à retomada das compras dos Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas comerciais aplicadas ao café brasileiro.

O governo norte-americano havia retirado, em novembro de 2025, a taxação sobre a maior parte do café verde brasileiro. O café solúvel, entretanto, continuou sujeito à tarifa até julho de 2026.

Ferreira destacou a atuação conjunta do Cecafé, de outras entidades do setor, da National Coffee Association (NCA) e do governo brasileiro para preservar a isenção do café verde e incluir o produto solúvel nas listas de exceção tarifária.

Compras dos Estados Unidos avançam 86,4% em setembro

Com maior clareza nas regras comerciais, os Estados Unidos ampliaram significativamente as aquisições de café brasileiro.

Em setembro, o mercado norte-americano importou 625.192 sacas, alta de 86,4% na comparação com as 335.339 sacas compradas no mesmo período do ano anterior.

A recuperação contribuiu para recolocar os Estados Unidos na liderança entre os destinos do café nacional no acumulado de 2026, superando a Alemanha.

O desempenho também ajudou a compensar as dificuldades enfrentadas no início da entrada da nova safra brasileira no mercado internacional.

Embarques aumentam 15,5% no primeiro trimestre da safra 2026/27

O resultado de setembro impulsionou o desempenho das exportações no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27, que compreende os meses de julho, agosto e setembro.

Nesse intervalo, o Brasil embarcou 11,21 milhões de sacas, crescimento de 15,5% em relação às 9,707 milhões de sacas exportadas no mesmo trimestre de 2025.

A receita cambial do período também apresentou avanço, embora mais moderado, de 0,8%, alcançando US$ 3,561 bilhões.

De acordo com o cenário apresentado pelo Cecafé, os embarques da nova safra enfrentaram atrasos iniciais provocados pelas chuvas durante a colheita, especialmente em julho. A partir de agosto, porém, o ritmo das exportações começou a se normalizar.

A expectativa da entidade é que o volume exportado ao longo de 2026 supere o resultado do ano anterior, impulsionado pela recuperação dos embarques e pela entrada de novos lotes no mercado externo.

Volume exportado permanece estável no acumulado do ano

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras de café somaram 29,095 milhões de sacas, resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, com variação negativa de apenas 0,2%.

O faturamento, por outro lado, apresentou retração mais expressiva. A receita cambial caiu de US$ 11,065 bilhões para US$ 10,113 bilhões, recuo de 8,6%.

A diferença entre o desempenho do volume e o da receita está associada principalmente à redução das cotações internacionais do café. Outros fatores incluem problemas de qualidade nos primeiros lotes de café arábica, afetados pelas chuvas, e uma participação maior dos cafés canéforas, como conilon e robusta, na composição das exportações.

Como essas variedades apresentam preço médio inferior ao do arábica, a mudança no perfil dos embarques também contribuiu para diminuir o valor obtido por saca exportada.

Estados Unidos retomam liderança entre os compradores de café brasileiro

No acumulado de janeiro a setembro, os Estados Unidos voltaram a ocupar o primeiro lugar entre os principais destinos do café brasileiro.

Confira os cinco maiores mercados compradores no período:

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, equivalentes a 13,1% das exportações nacionais. Apesar da liderança, o volume caiu 12,8% em relação a 2025.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, representando 11,4% do total exportado.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, com crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, avanço de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

A recuperação das compras norte-americanas nos últimos meses foi decisiva para a mudança no ranking dos principais destinos. Ao mesmo tempo, o crescimento das exportações para países europeus, especialmente Bélgica e Itália, demonstra a importância da diversificação dos mercados consumidores.

Porto de Santos mantém papel estratégico para o café brasileiro

Com 20,573 milhões de sacas embarcadas nos nove primeiros meses do ano, o Porto de Santos permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café.

A liderança do terminal ocorre em um cenário de recuperação gradual dos embarques, mudanças na demanda internacional e redução da receita cambial em comparação com 2025.

Os próximos meses serão importantes para avaliar se a normalização do fluxo da nova safra e a retomada das compras dos Estados Unidos permitirão ao Brasil ampliar o volume exportado até o encerramento de 2026.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

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Agronegócio

Produção de café no Brasil deve chegar a 67,6 milhões de sacas em 2026

A produção de café no Brasil deve alcançar 67,6 milhões de sacas de café beneficiado em 2026, segundo o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na quinta-feira (24). Com 99% da área já colhida, a estimativa representa crescimento de 19,6% em relação à safra de 2025.

O resultado é favorecido pelo aumento da área produtiva, pela melhora da produtividade média e pelo ciclo de bienalidade positiva do café. Caso a projeção se confirme, será a maior produção registrada na série histórica da Conab.

Área cultivada e produtividade avançam

A área brasileira em produção deve chegar a 1,95 milhão de hectares em 2026, alta de 5,1% em relação ao ano anterior. A produtividade média também apresentou avanço significativo, passando de 30,4 para 34,6 sacas por hectare, crescimento de 13,8%.

Além do comportamento fisiológico natural das plantas em um ano de alta bienalidade, especialmente no café arábica, a Conab relaciona o desempenho ao maior uso de tecnologias no manejo das lavouras e às condições climáticas mais favoráveis em importantes regiões produtoras.

Café arábica responde pela maior parte da produção

O café arábica, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional, deve registrar 48,2 milhões de sacas em 2026. O volume representa aumento de 34,8% frente à safra anterior.

Minas Gerais permanece como principal destaque. A produção estadual de arábica é estimada em 34,96 milhões de sacas, sendo 15,93 milhões provenientes das regiões Sul e Centro-Oeste de Minas.

A combinação entre o ciclo de bienalidade positiva e a melhor distribuição das chuvas antes da floração contribuiu para o desempenho das lavouras. O clima favorável até março também ajudou na formação dos grãos.

São Paulo tem alta na produção de arábica

Em São Paulo, a previsão é de uma colheita de 6,19 milhões de sacas de café arábica.

Segundo a Conab, as lavouras paulistas foram beneficiadas por chuvas regulares após períodos de estiagem, temperaturas mais amenas e ausência de calor excessivo. O comportamento climático, associado ao ciclo de alta bienalidade, favoreceu a produtividade nas principais regiões produtoras do estado.

Produção de conilon deve recuar em 2026

Para o café conilon, a estimativa nacional é de 19,4 milhões de sacas em 2026. O volume representa queda de 6,6% em comparação com a safra de 2025.

Mesmo com crescimento de 4% na área em produção, estimada em 386,6 mil hectares, a produtividade média deve ser menor. O principal fator de pressão está no desempenho das lavouras do Espírito Santo, maior produtor brasileiro da variedade.

Espírito Santo registra impactos no conilon

A produção total de café do Espírito Santo deve recuar 5,4% em 2026.

No conilon, a redução estimada é de 14,3%, para 12,1 milhões de sacas. A Conab relaciona o resultado à ocorrência de uma florada irregular, influenciada pelas baixas temperaturas nas regiões produtoras.

Em contrapartida, o café arábica apresenta cenário positivo no estado. A produção deve crescer 33%, chegando a 4,38 milhões de sacas. O desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis, ao aumento de 4,9% na área em produção e ao ciclo de bienalidade positiva.

Bahia e Rondônia também apresentam resultados positivos

A Bahia deve registrar crescimento de 1,2% na produção total de café. Entre os fatores apontados estão a regularidade das condições climáticas, o aumento dos investimentos em insumos e a entrada de novas áreas em produção.

Do total previsto para o estado, 1,19 milhão de sacas correspondem ao arábica e 3,3 milhões ao conilon.

Em Rondônia, onde o cultivo é concentrado no café conilon, a colheita estava praticamente concluída no fim de agosto, com 98% das áreas produtivas já colhidas.

A Conab estima uma produção de 2,88 milhões de sacas no estado, alta de 24% em relação a 2025. As condições climáticas, especialmente a regularidade das chuvas, favoreceram o desenvolvimento das plantas e contribuíram para a qualidade e o rendimento dos grãos.

O resultado também está relacionado ao uso de tecnologias por uma parcela significativa dos produtores.

Exportações de café batem recorde em agosto

O mercado externo também apresentou movimento expressivo. Em agosto de 2026, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de café de 60 quilos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume foi o maior registrado para o mês na série histórica e representa crescimento de 25,8% em relação a julho e de 43,2% frente a agosto de 2025.

Apesar do resultado mensal, as exportações acumuladas entre janeiro e agosto somaram 24,6 milhões de sacas. O volume é 6,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Produção mundial deve atingir recorde

No cenário internacional, a produção mundial de café para a temporada 2026/27 é estimada em 189,7 milhões de sacas de 60 quilos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão representa crescimento de 6,1% em relação ao ciclo anterior.

O consumo global também deve avançar. A estimativa é de 179,7 milhões de sacas, alta de 3,6% na comparação com a temporada anterior.

A expansão da demanda ocorre tanto em mercados tradicionais, como Europa, Estados Unidos e Brasil, quanto em países onde o consumo vem crescendo, a exemplo da China.

Preços do café sofrem pressão com aumento da oferta

As cotações internacionais do café enfrentam pressão diante da entrada da safra brasileira no mercado, da proximidade da colheita no Vietnã e do aumento sazonal da produção colombiana previsto para o último trimestre do ano.

A recuperação da produção nesses países reduz parte das preocupações relacionadas à oferta global. Por outro lado, os níveis ainda baixos dos estoques e o crescimento do consumo mundial podem limitar uma queda mais acentuada dos preços.

As previsões relacionadas ao El Niño na temporada 2026/27 também entram no cenário de mercado. O fenômeno climático pode afetar negativamente a produção em diferentes países produtores e contribuir para sustentar as cotações.

Os dados completos sobre a safra brasileira de café 2026, além das análises do mercado nacional e internacional, estão disponíveis no Boletim do 3º Levantamento de Café da Conab.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Exportação

Exportação de café pelo Espírito Santo bate recorde e supera 4,3 milhões de sacas

A exportação de café pelo Espírito Santo atingiu um novo recorde em 2026. Entre janeiro e agosto, os portos de Vitória e Vila Velha movimentaram mais de 4,3 milhões de sacas de café com destino ao mercado internacional.

O volume representa um crescimento de 58% em relação aos oito primeiros meses de 2025 e já ultrapassa toda a quantidade exportada pelo Estado ao longo do ano passado.

De acordo com informações do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o avanço foi puxado principalmente pelo café conilon, cujos embarques cresceram 74%. O café arábica também apresentou alta, de 27%.

Na contramão, as exportações de café solúvel recuaram 14% no período.

Receita das exportações de café supera US$ 1 bilhão

O aumento das exportações também se refletiu no faturamento do setor. A receita cambial acumulada pelo Espírito Santo nos primeiros oito meses de 2026 ultrapassou US$ 1 bilhão, crescimento de 26% na comparação com o mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram embarcadas 854 mil sacas de café pelos portos capixabas. O resultado ficou 9% acima do registrado em julho e 29% superior ao volume de agosto do ano passado.

O café conilon respondeu pela maior parte das exportações do mês, com 762 mil sacas. O arábica representou 63 mil sacas, enquanto o café solúvel somou 29 mil.

Bélgica lidera compras de café capixaba

O café produzido no Espírito Santo alcançou diferentes mercados internacionais. A Bélgica foi o principal destino das exportações entre janeiro e agosto, respondendo por 21% do volume embarcado.

Na sequência aparecem:

  • México: 15%;
  • Alemanha: 8%;
  • Reino Unido: 6%;
  • Espanha: 6%;
  • Estados Unidos: 5%;
  • Itália: 5%;
  • Equador: 4%;
  • Indonésia: 4%;
  • Turquia: 4%.

Juntos, os dez principais compradores concentraram 78% das exportações de café do Espírito Santo no período.

Investimentos ampliam estrutura dos portos capixabas

O crescimento da movimentação de café nos portos do Espírito Santo ocorre paralelamente à expansão da infraestrutura portuária.

No Porto de Capuaba, a Vports ampliou em 70 mil metros quadrados a área destinada à operação de contêineres. O projeto aumentou em 60% o espaço anteriormente utilizado pelo terminal e recebeu investimento de R$ 35 milhões.

Segundo o diretor-presidente da Vports, Pedro Benevides, os aportes contribuíram para aumentar a capacidade operacional dos portos.

“Nosso modelo multipropósito traz agilidade, eficiência e, principalmente, flexibilidade para nos adaptarmos às necessidades de cada cliente”, afirmou.

Espírito Santo pode alcançar novo patamar nas exportações

Para o presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória, Fabrício Tristão, os números registrados em 2026 apontam para uma possível mudança no nível das exportações de café do Espírito Santo.

Segundo ele, empresas exportadoras vêm aumentando os investimentos em processamento e armazenamento, ao mesmo tempo em que trabalham para ampliar o reconhecimento da qualidade do café produzido no Estado no mercado internacional.

Tristão também ressaltou a parceria entre o CCCV e a Vports como uma iniciativa voltada à ampliação da movimentação de café pelos portos capixabas.

FONTE: Folha do ES
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha do ES

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Logística

Terremoto na Colômbia ameaça exportações de café e pressiona logística internacional

O terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia, registrado na segunda-feira (10), provocou interrupções em parte da logística de exportação de café e aumentou as preocupações sobre o abastecimento do mercado internacional.

Terceiro maior produtor mundial de café, atrás de Brasil e Vietnã, a Colômbia tem papel relevante no fornecimento de café arábica lavado, variedade valorizada no comércio internacional. Como a maior parte da produção é destinada à exportação, problemas na infraestrutura de transporte podem ter reflexos além das áreas atingidas pelo tremor.

Na safra 2024/25, o país produziu cerca de 14,8 milhões de sacas de 60 quilos e exportou aproximadamente 13 milhões de sacas em 2025.

Bloqueios dificultam acesso ao porto de Buenaventura

Os principais impactos sobre as exportações estão relacionados aos deslizamentos e bloqueios nas rodovias que conectam as regiões produtoras ao porto de Buenaventura, no litoral do Pacífico.

O terminal é fundamental para o escoamento do café colombiano. Segundo Gustavo Gómez, presidente da Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport), mais de 60% das exportações do grão passam pelo porto.

Com as estradas comprometidas, exportadores enfrentam dificuldades para transportar o café do interior até o terminal marítimo. A situação pode provocar atrasos nos embarques caso as restrições se prolonguem.

Café fica retido entre as áreas produtoras e os portos

O problema logístico atinge diferentes etapas da cadeia do café. Além das regiões produtoras, o terremoto afetou áreas onde estão concentradas estruturas de beneficiamento e processamento.

De acordo com a Asoexport, muitos exportadores possuem instalações em cidades como Manizales, Pereira e Armenia, no Eixo Cafeeiro, além de Cartago, no departamento de Valle del Cauca.

Com isso, parte do café pode estar pronta para ser exportada, mas sem conseguir avançar até os portos.

Outras importantes regiões produtoras, como Huila, Tolima, Cauca e Nariño, também enfrentam dificuldades para encontrar caminhões disponíveis para transportar a produção até terminais alternativos.

Mais de 1.000 contêineres podem ser afetados

Ainda não há uma estimativa oficial sobre o volume total de café efetivamente retido pela interrupção das estradas. A Asoexport, porém, calculou o possível impacto caso as restrições durem uma semana.

A Colômbia exporta aproximadamente 1 milhão de sacas por mês, o equivalente a cerca de 250 mil sacas em uma semana. Segundo a associação, esse volume poderia representar mais de 600 veículos e 1.000 contêineres envolvidos no fluxo de cargas afetado.

A projeção serve para dimensionar o possível gargalo e não significa que todo esse volume esteja atualmente parado.

A falta de espaço e de transporte também pode atingir as empresas exportadoras. Se o café processado não conseguir ser retirado das instalações, o ritmo de beneficiamento pode ser reduzido, afetando posteriormente a compra do produto junto aos agricultores.

Exportadores buscam alternativas nos portos do Caribe

Com o acesso a Buenaventura prejudicado, empresas do setor passaram a avaliar a utilização de portos na costa do Caribe, como Cartagena, Santa Marta e Puerto Antioquia.

Operadores desses terminais estão elaborando planos de contingência para receber cargas adicionais. A mudança, no entanto, enfrenta outro obstáculo: é necessário transportar o café das regiões produtoras e das unidades de processamento até esses portos.

A escassez de caminhões e os problemas em algumas rodovias dificultam a operação. Entre os trechos afetados está a rota Letras-Fresno-Manizales, utilizada para o transporte de cargas.

A Asoexport trabalha em conjunto com o governo colombiano para recuperar os corredores logísticos e manter os embarques pelos terminais do Caribe enquanto o acesso a Buenaventura não for normalizado.

Produtores também registram perdas

Os efeitos do terremoto também chegaram às propriedades rurais. A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) iniciou levantamentos para identificar os danos provocados nas regiões produtoras.

Famílias de Risaralda, Valle del Cauca, Caldas, Antioquia, Chocó e Quindío registraram impactos em residências, propriedades e infraestrutura rural.

No Quindío, um dos principais departamentos do Eixo Cafeeiro, mais de 150 famílias produtoras já haviam sido identificadas como afetadas no levantamento inicial.

Equipes foram mobilizadas nos 12 municípios do departamento para avaliar os danos e orientar a recuperação das propriedades. A FNC também pretende manter a assistência técnica e garantir a continuidade da compra do café produzido na região.

Estruturas de apoio à atividade agrícola também foram atingidas. Comités municipais e armazéns de provisão agrícola em Filandia, Buenavista e Montenegro foram fechados preventivamente para avaliação de segurança e infraestrutura. As demais unidades do departamento retomaram as atividades na quarta-feira (12).

Interrupção pode afetar compradores internacionais

As dificuldades na logística de exportação de café podem gerar impactos também para compradores estrangeiros.

Caso os embarques não sejam realizados dentro dos prazos previstos, exportadores colombianos podem enfrentar dificuldades para cumprir contratos internacionais. A Asoexport informou que os clientes no exterior estão sendo comunicados sobre os problemas logísticos para evitar que eventuais atrasos sejam interpretados como questões relacionadas à produção ou à operação comercial das empresas.

O impacto sobre os preços internacionais também está no radar. Na terça-feira (11), o contrato de café arábica para setembro avançou 1,04%, encerrando a sessão próximo de US$ 3,34 por libra-peso, em meio às preocupações com a oferta global.

Além dos efeitos do terremoto, o mercado acompanha os níveis reduzidos dos estoques internacionais e os possíveis impactos do El Niño sobre a produção mundial de café.

Normalização depende da recuperação das estradas

Ainda não existe uma previsão definitiva para a retomada completa das exportações colombianas.

A normalização dependerá principalmente da liberação das rodovias, da recuperação dos corredores afetados pelos deslizamentos e do restabelecimento do acesso ao porto de Buenaventura.

Enquanto isso, o setor tenta ampliar o uso de rotas alternativas para manter o café em circulação e reduzir os impactos sobre produtores, exportadores e compradores internacionais.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Tecnologia

Cooxupé investe em logística digital para fortalecer exportações de café brasileiro

A Cooxupé, maior cooperativa de café arábica do Brasil, iniciou um processo de transformação tecnológica para otimizar sua operação logística e reduzir impactos causados por crises globais nas cadeias de suprimentos. A estratégia inclui a adoção de um sistema digital desenvolvido pela Flowls para integrar e monitorar embarques internacionais em tempo real.

A medida busca eliminar processos manuais e a dependência de planilhas, considerados gargalos históricos no setor de exportação de café.

Cooperativa quer reduzir custos e ampliar previsibilidade

Com mais de 20 mil cooperados e presença comercial em cerca de 50 países, a Cooxupé movimenta anualmente mais de 5 milhões de sacas de café. O volume coloca a cooperativa em posição comparável à produção anual de alguns países exportadores.

Apesar da escala, a operação enfrentava desafios relacionados à comunicação entre sistemas internos, transportadoras, terminais portuários e armadores.

Segundo a cooperativa, a digitalização da cadeia logística permitirá maior previsibilidade nos embarques, redução de atrasos e mais eficiência operacional.

Porto de Santos concentra principais gargalos

A logística do café brasileiro para exportação depende fortemente do Porto de Santos, responsável por cerca de 80% do escoamento do produto.

O setor convive há anos com problemas ligados ao tempo de espera, falta de integração de dados e dificuldades de acompanhamento em tempo real das cargas.

Com a nova plataforma, a Cooxupé pretende reduzir a chamada “assimetria de informação”, situação em que falhas ou atrasos na atualização de dados acabam gerando custos extras, multas e problemas contratuais.

“A logística é uma das bases da nossa expansão. Controle e previsibilidade são essenciais para manter a excelência operacional”, afirmou Deivison Ricciardi.

Integração tecnológica melhora gestão de embarques

O sistema implantado conecta diretamente o ERP da cooperativa às informações de terminais portuários e armadores marítimos.

Na prática, a ferramenta permite identificar possíveis atrasos com antecedência e automatizar o gerenciamento de exceções na operação logística.

Entre os principais impactos apontados pela empresa estão:

  • Automatização de alertas sobre status de navios;
  • Redução de lead time no transporte rodoviário e aduaneiro;
  • Integração digital entre despachantes, agentes e operadores logísticos;
  • Centralização das informações em um único fluxo operacional.

Para Anna Valle, a iniciativa representa um avanço importante para o mercado de commodities agrícolas.

“Transformar dados logísticos em inteligência operacional reduz custos e aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado internacional”, destacou.

Digitalização acompanha exigências do mercado global

A modernização logística ocorre em um momento em que compradores internacionais ampliam a cobrança por rastreabilidade, eficiência operacional e sustentabilidade nas cadeias de fornecimento.

Ao otimizar rotas, reduzir tempos de espera e melhorar o controle dos embarques, a Cooxupé busca alinhar sua operação às novas exigências do comércio global de commodities.

A expectativa do setor é que investimentos em tecnologia logística se tornem cada vez mais estratégicos para manter a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Agronegócio

Bangladesh recebe primeiro embarque de café verde do Brasil e amplia mercado consumidor

O Bangladesh recebeu, na segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), o primeiro embarque de café verde em grãos do Brasil, abrindo caminho para a ampliação do consumo do produto no país asiático.

A chegada da carga foi acompanhada pelo adido agrícola brasileiro em Daca, Silvio Testasecca. A importação foi realizada pela North End Coffee Roasters, empresa que atua com destaque no mercado local, operando 15 cafeterias e mantendo, na capital, um centro integrado de produção, distribuição e treinamento.

Consumo de café verde tende a crescer no país

Atualmente, o café solúvel lidera o consumo no Bangladesh. No entanto, a entrada do café verde brasileiro no mercado local deve estimular a diversificação do consumo e o crescimento do segmento de cafés especiais.

Um dos fatores que favorecem essa projeção é a política tarifária. A taxa aplicada ao café verde importado do Brasil é a mesma praticada para produtos provenientes de Singapura — país que, até o momento, responde por cerca de 70% do café importado pelo Bangladesh.

Setor de cafeterias reúne marcas globais e locais

O mercado de cafeterias no Bangladesh apresenta forte dinamismo, reunindo redes internacionais e marcas regionais consolidadas. Entre os principais nomes estão Gloria Jean’s, Crimson Cup, Barcode Café, Columbus Coffee Shop, Barista, Coffee World e o Café São Paulo, o que reforça o potencial de expansão do consumo de café em grãos no país.

Brasil amplia presença no comércio agropecuário com Bangladesh

Além do avanço no setor cafeeiro, o Brasil mantém posição relevante como fornecedor agrícola do Bangladesh. No último ano, o país asiático importou mais de US$ 2,7 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, complexo soja, cereais, farinhas e preparações à base de milho.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de café do Brasil recua em volume em 2025, mas alcança recorde histórico de receita

As exportações de café do Brasil somaram 40,04 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, o que representa uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo no volume embarcado, o setor alcançou um recorde de receita, com faturamento de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Receita atinge maior nível da série histórica

O resultado financeiro registrado em 2025 é o maior desde o início do levantamento da entidade, em 1990. Ao longo do ano, o café brasileiro foi exportado para 121 países, reforçando a liderança do Brasil no mercado internacional do produto.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho é explicado principalmente pela valorização dos preços ao longo do ano e pelos investimentos contínuos do setor em qualidade, tecnologia e inovação. “O patamar elevado dos preços médios e o cuidado do produtor com a qualidade aumentam o valor do café brasileiro, que hoje atende mais de 120 mercados e responde por mais de um terço do market share global”, afirmou.

Clima, estoques e tarifas pressionam volume exportado

A redução no número de sacas exportadas já era esperada, de acordo com Ferreira. O cenário foi influenciado pelos embarques recordes de 2024, que diminuíram os estoques disponíveis, além dos impactos climáticos sobre a safra de 2025. “A combinação entre menor estoque e problemas climáticos limitou a oferta do produto ao longo do ano”, explicou.

Outro fator relevante foi o impacto das tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos ao café brasileiro durante parte de 2025. Conforme o Cecafé, nos quase quatro meses de vigência do chamado tarifaço, entre agosto e novembro, os embarques para o mercado norte-americano recuaram 55%, com maior impacto sobre o café verde. O café solúvel, segundo a entidade, segue sujeito à taxação.

Alemanha lidera ranking de destinos

Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a Alemanha assumiu a liderança em 2025, com a importação de 5,4 milhões de sacas, o equivalente a 13,5% do total exportado. Apesar da posição, o volume representa uma queda de 28,8% em relação a 2024.

Os Estados Unidos, tradicionalmente no topo do ranking, ficaram na segunda colocação. O país importou 5,3 milhões de sacas, correspondendo a 13,4% dos embarques, com recuo de 33,9% na comparação anual, reflexo direto das tarifas impostas ao produto brasileiro.

Arábica segue dominante nas exportações

No recorte por tipo de produto, o café arábica manteve a liderança absoluta, com 32,3 milhões de sacas exportadas, o que representa 80,7% do total em 2025. Em seguida aparece o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%).

O segmento de café solúvel respondeu por 3,6 milhões de sacas, equivalente a 9,2%, enquanto o café torrado e torrado e moído teve participação residual, com 58.474 sacas, cerca de 0,1% do total exportado no ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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