Comércio

Brasil lidera o mercado mundial de café enquanto Índia avança no segmento premium

O café brasileiro segue como pilar do mercado global e sustenta uma liderança construída ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da indústria cafeeira da Índia começa a atrair a atenção de analistas e investidores, especialmente por estratégias focadas no mercado premium. Apesar do movimento indiano, o Brasil mantém ampla vantagem em volume, estrutura produtiva e influência sobre os preços internacionais.

Avanço da indústria cafeeira da Índia chama atenção

Nos últimos anos, a produção de café na Índia registrou expansão relevante, impulsionada por variedades específicas de grãos e por um reposicionamento estratégico no comércio internacional. Projeções setoriais divulgadas até 2024 indicam que o mercado indiano deve crescer 8,9% até 2028.

Como reflexo direto, o mercado de café da Índia pode alcançar cerca de US$ 3,2 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 16 bilhões. Em horizontes mais longos, estimativas apontam que a produção indiana pode chegar a 9 milhões de toneladas até 2047, reforçando o planejamento de expansão do país.

Ainda assim, especialistas destacam que esse avanço ocorre a partir de uma base produtiva menor, o que reduz impactos imediatos sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Brasil mantém domínio histórico no mercado de café

Enquanto a Índia cresce, o Brasil segue como maior produtor e exportador de café do mundo. O país lidera o setor há décadas, apoiado em uma cadeia produtiva robusta, infraestrutura consolidada e presença estratégica nos principais mercados consumidores.

Dados amplamente utilizados pelo mercado internacional mostram que a produção brasileira de café gira em torno de 69,9 milhões de sacas por ano. Cada saca corresponde a 60 quilos, padrão internacional que evidencia a escala e a regularidade da oferta nacional.

Além do volume, o Brasil exerce papel central na formação dos preços globais do café, combinando diversidade de grãos, previsibilidade de produção e capacidade logística.

Ranking global evidencia vantagem brasileira

O cenário internacional reforça a distância entre o Brasil e seus concorrentes. De acordo com dados consolidados entre 2020 e 2024, os maiores produtores e exportadores de café são:

Brasil: cerca de 69,9 milhões de sacas
Vietnã: aproximadamente 31,3 milhões de sacas
Colômbia: cerca de 11,6 milhões de sacas
Indonésia: em torno de 11,0 milhões de sacas
Etiópia: aproximadamente 8,5 milhões de sacas
Índia: entre 6 e 7 milhões de sacas
Honduras: cerca de 5 milhões de sacas
Peru: aproximadamente 4 milhões de sacas
México: em torno de 3,8 milhões de sacas

Os números, recorrentes em relatórios e análises do mercado cafeeiro internacional, confirmam a liderança isolada do Brasil.

Crescimento da Índia não ameaça hegemonia brasileira

Apesar do avanço indiano no médio e longo prazo, o Brasil permanece em patamar superior em volume, influência e estabilidade produtiva. As projeções até 2028 e 2047 indicam expansão da Índia, mas sem força suficiente para alterar, no curto ou médio prazo, a hegemonia brasileira no mercado mundial de café.

Dessa forma, o setor acompanha com atenção a evolução da produção indiana, enquanto o café do Brasil continua como principal referência global e base para o equilíbrio do mercado internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Prejuízo com Exportação de Café Atinge R$ 8,7 Milhões por Falhas nos Portos Brasileiros

A precariedade nos portos brasileiros segue impactando diretamente o setor cafeeiro. Um levantamento recente do Cecafé aponta que, apenas em outubro de 2025, exportadores associados acumularam R$ 8,719 milhões em prejuízos por custos extras de armazenagem, pré-stacking e detentions.
O valor é resultado da impossibilidade de embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas de 60 kg de café.

Segundo o estudo, o não embarque desse volume impediu a entrada de US$ 278,08 milhões (cerca de R$ 1,497 bilhão) em receitas cambiais naquele mês, considerando o preço médio FOB de US$ 407,99 por saca e a cotação média do dólar a R$ 5,3849.

Setor alerta para situação crítica nos portos

Para o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, o cenário nos principais portos, sobretudo em Santos, já é crítico e tende a piorar. Ele ressalta que o atraso na oferta de pátio e berço do Tecon Santos 10 tem ampliado os gargalos operacionais.

Heron reconhece que iniciativas como o aprofundamento do calado para 16 metros, a nova via de descida da Anchieta e a segunda alça de acesso ao porto santista são investimentos relevantes para o comércio exterior, mas lembra que “levarão pelo menos cinco anos para serem concluídos”.

Atrasos generalizados nas principais rotas

O impacto logístico é evidente: em outubro de 2025, 52% dos navios registraram atraso ou tiveram escalas alteradas nos principais portos do país, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques de café entre janeiro e outubro, o índice foi ainda maior: 73% das embarcações sofreram atrasos — 148 de um total de 203 navios. O tempo máximo de espera chegou a 61 dias.

No período, apenas 3% dos embarques tiveram mais de quatro dias de gate aberto. Outros 48% ficaram entre três e quatro dias, enquanto 49% registraram menos de dois dias.

Rio de Janeiro também enfrenta gargalos

Segundo maior exportador de café do Brasil, o complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 17,4% das remessas no ano e registrou 30% de atrasos em outubro.
Entre os 113 navios programados, 34 tiveram alterações de escala, com intervalo máximo de 77 dias entre o primeiro e o último deadline.

Em relação ao prazo de gate aberto, 22% dos procedimentos superaram quatro dias; 48% ficaram entre três e quatro dias; e 30% ocorreram em menos de dois dias.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Fridman Corbis/Getty Images

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Comércio Exterior

Café tem forte queda no mercado internacional após sinalização de redução de tarifas nos EUA

Preços do café recuam com possível mudança na política tarifária de Donald Trump

O mercado internacional de café registrou uma expressiva queda nas cotações nesta quarta-feira (12.nov.2025), após o governo de Donald Trump (Partido Republicano) indicar possíveis mudanças nas tarifas de importação do grão. A declaração do ex-presidente norte-americano provocou imediata reação nas bolsas de commodities.

Na terça-feira (11.nov), Trump afirmou que pretende reduzir algumas taxas de importação sobre produtos agrícolas, incluindo o café. A notícia pressionou os preços e levou o café arábica a recuar quase 5%, sendo negociado a US$ 3,7975 (R$ 21,31) por libra-peso, por volta das 13h (horário de Brasília). O café robusta seguiu a mesma tendência, com queda de aproximadamente 5%, cotado a US$ 4.384 (R$ 24.608) por tonelada métrica.

Governo dos EUA busca reduzir preços de importados

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou à Fox News que os consumidores norte-americanos devem observar “anúncios substanciais” nos próximos dias voltados à redução dos preços de produtos importados.

Segundo Bessent, as medidas devem priorizar produtos que não são cultivados em solo americano, como café e bananas, com o objetivo de aliviar os custos internos e conter a inflação. A redução tarifária tende a impactar diretamente o mercado de café, ampliando a oferta e reduzindo o preço final para o consumidor.

Efeitos globais e países beneficiados

Especialistas apontam que as mudanças nas tarifas podem favorecer exportadores de café de países como Brasil, Vietnã e Colômbia, principais fornecedores do grão para os Estados Unidos — o maior consumidor mundial do produto.

Com o corte das taxas, espera-se um estímulo às exportações, maior competitividade e aumento na demanda global, embora o movimento também possa provocar volatilidade nos preços internacionais a curto prazo.

Fonte: Com informações da Fox News e agências internacionais.
Texto: Redação

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Portos

Cargueiro movido a vento leva 600 toneladas de café e cacau do Porto de São Sebastião à Europa

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, recebeu nesta quinta-feira (30) o Anemos, um cargueiro movido a vento que transportará cerca de 600 toneladas de café verde e 12 toneladas de cacau com destino à Europa. A carga, produzida por exportadores de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará, será enviada para diferentes países do continente.

A primeira parada do navio está prevista para Fécamp, na França, onde o café será torrado e distribuído ao mercado europeu. Se as condições climáticas permitirem, a partida do Anemos está programada para este sábado (1º). A travessia até a Europa deve durar aproximadamente três semanas.

Sustentabilidade e retomada histórica das exportações

Esta é a segunda vez que o Anemos atraca em São Sebastião — a primeira ocorreu em dezembro de 2024, quando o porto realizou a primeira exportação de café orgânico brasileiro em uma embarcação movida à força do vento.

As operações simbolizam a retomada histórica das exportações de café pelo terminal, que não movimentava o produto desde a década de 1960. O retorno das atividades ocorreu em setembro de 2024, com o envio de 8 mil toneladas de café verde para a Alemanha.

De acordo com Ernesto Sampaio, presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), a escolha do porto está relacionada ao selo verde do terminal, que certifica práticas ambientalmente sustentáveis.

“Investir em transporte marítimo sustentável é essencial para mostrar que é possível crescer economicamente sem agredir o meio ambiente. O Anemos é um exemplo de inovação que queremos replicar em futuras operações”, afirmou Sampaio.

O navio Anemos: inovação e tecnologia limpa

Construído pela empresa francesa TOWT (TransOceanic Wind Transport) no Vietnã, o Anemos tem 81 metros de comprimento, 12 metros de largura e um mastro de 65 metros. A embarcação opera sem o uso de combustíveis fósseis, utilizando um motor auxiliar apenas em calmarias extremas.

Além disso, toda a energia elétrica a bordo é gerada pelo vento, por meio de geradores eólicos, reforçando o compromisso da nave com a redução de emissões de carbono e a transição energética sustentável no setor marítimo.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CDSS

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Comércio Exterior

Brasil ganha novo aliado na Europa após conflito comercial com os EUA

O recente conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos, desencadeado pelo aumento das tarifas americanas sobre o café brasileiro, está redesenhando o cenário global de exportações do grão. Em agosto, as vendas externas do Brasil caíram 17,5% em comparação ao mesmo mês de 2024, mas o país conquistou um novo parceiro estratégico: a Alemanha, que ultrapassou os EUA como principal comprador do café nacional.

Alemanha assume liderança nas importações

De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os Estados Unidos importaram 301 mil sacas de café em agosto, 46% menos que no mesmo período do ano anterior. A Alemanha, por sua vez, adquiriu 414 mil sacas, consolidando-se como o maior destino mensal do produto brasileiro.

“Os americanos deixaram de ser nossos maiores compradores em agosto, descendo para o segundo lugar. Essa queda já reflete o impacto das tarifas impostas”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé. Ele ressalta que, apesar dos EUA ainda liderarem o acumulado anual, a tendência é que haja maior diversificação de destinos nos próximos meses.

Colômbia surpreende com alta nas compras

Contrariando a tendência de queda dos EUA, a Colômbia — tradicional concorrente do Brasil na exportação de café — ampliou significativamente suas aquisições do grão brasileiro. O volume comprado passou de 16 mil para 112 mil sacas de 60 kg, um aumento de 578% em relação a agosto de 2024.

O crescimento expressivo se deve à necessidade do país de suprir o mercado interno e reexportar parte do café, aproveitando o regime de drawback, que oferece benefícios fiscais para importações destinadas à produção de produtos exportáveis.

Tarifaço provoca volatilidade no mercado global

Segundo Márcio Ferreira, o aumento tarifário imposto pelos EUA gerou forte volatilidade nos preços internacionais, em um cenário já pressionado pela oferta limitada e por safras afetadas por condições climáticas adversas.

“Os fundamentos já apontavam alta, mas as tarifas desorganizaram o mercado e abriram espaço para movimentos especulativos”, afirma Ferreira. Apesar da queda nas exportações em agosto, o setor mostra sinais de recuperação: em setembro, os embarques somaram 3,75 milhões de sacas, representando uma redução menor, de 18,4%, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Europa e Ásia se consolidam como novos mercados

Marcos Matos, diretor-executivo do Cecafé, destaca a importância da expansão para novos destinos. Além da Alemanha, países como Itália, Japão, China, Rússia e Turquia vêm ampliando sua participação nas importações de café brasileiro.

“Há uma grande realocação. Menor disponibilidade eleva o preço, mas também diversifica nossos mercados. Os países europeus e asiáticos estão garantindo seus estoques e aumentando a demanda por café do Brasil”, afirma Matos.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

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