Comércio Exterior

O que está por vir para o comércio EUA-Brasil? Especialista responde

O prazo iminente de 1º de agosto para potenciais tarifas dos EUA contra o Brasil provocou uma estratégia de negociação em duas frentes do Brasil, segundo Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice, conforme citado pelo Jefferies em uma nota recente.

De Aragão, pesquisador sênior do CSIS e membro do conselho da FightCancer Global Organization, compartilhou percepções sobre os fatores políticos e econômicos em jogo durante uma recente teleconferência organizada pela Jefferies.

A ameaça dos EUA de impor tarifas de 50% contra o Brasil é vista como uma combinação calculada de influência política e ambição econômica, uma tática vista anteriormente no governo Trump, disse de Aragão.

Enquanto uma carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou demandas políticas, como ação do Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que estão fora da autoridade de Lula, os apelos econômicos para reduzir o protecionismo não foram abordados.

Lula, por sua vez, teria se beneficiado politicamente da crise, usando o confronto para mudar a narrativa e reunir apoio em torno da soberania, especialmente à medida que seus índices de aprovação caíram desde o início do ano.

No entanto, um impasse prolongado poderia arriscar danificar a economia brasileira e minar os ganhos políticos de Lula.

A resposta do Brasil à ameaça tarifária está se desenvolvendo em duas frentes distintas: negociações governamentais e lobby do setor privado.

De Aragão observou a dificuldade do governo brasileiro em navegar pelo que ele descreveu como o estilo de negociação vago de Trump, sem demandas claras.

Algumas empresas brasileiras estariam buscando contornar o governo para garantir exceções, visando proteger seus interesses, um modelo que teria funcionado para o México.

Essa abordagem fragmentada, sugeriu de Aragão, poderia arriscar enfraquecer a posição geral de negociação do Brasil.

Um resultado favorável para o Brasil envolveria limitar as tarifas a 10-15%, segundo de Aragão.

Alcançar isso, no entanto, poderia exigir concessões custosas de Lula para a economia doméstica, embora tais movimentos possam permitir que ele demonstre que defendeu a soberania.

Potenciais alavancas para o Brasil incluem reduzir subsídios em itens como etanol e milho, e abrir mercados para produtos dos EUA.

Essas ações acarretam custos fiscais e poderiam arriscar alienar setores pró-Bolsonaro. O desafio de Lula é equilibrar esses riscos com a necessidade de apresentar um acordo robusto tanto domesticamente quanto internacionalmente.

A falta de tempo e clareza estaria empurrando as partes interessadas a se prepararem para o pior cenário, em vez de negociar ativamente por um resultado mais favorável.

Com o prazo de 1º de agosto se aproximando, o Brasil pode retaliar contra as tarifas dos EUA, potencialmente visando os setores farmacêutico e de tecnologia, segundo Thiago de Aragão.

As ações poderiam incluir quebrar patentes farmacêuticas ou impor tarifas sobre o comércio eletrônico dos EUA, visando pressionar indústrias influentes dos EUA.

Esta situação pode escalar antes de melhorar, semelhante à guerra comercial EUA-China, já que Trump pode estar aguardando uma proposta comercial forte de Lula.

Fonte: Investing

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Entenda o acordo comercial entre EUA e União Europeia que reduziu tarifas para 15%

Segundo Trump, a UE investirá US$ 600 bilhões nos EUA e firmará acordos para compra de energia e equipamentos militares norte-americanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com a União Europeia (UE) neste domingo (27). Os produtos europeus passarão a ser taxados em 15%, e não mais em 30%, como havia sido anunciado.

— O acordo com a União Europeia é o maior já feito — comemorou Trump.

Segundo Trump, a UE investirá US$ 600 bilhões nos EUA e firmará acordos para compra de energia e equipamentos militares norte-americanos. A nova tarifa também se aplica a automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos. Já o aço e o alumínio seguem com sobretaxa de 50%.

Trump se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia. Ela destacou que o acordo abrange todos os setores e contribuirá para reequilibrar o comércio entre EUA e o bloco econômico.

— O acordo de hoje cria certeza em tempos incertos, proporciona estabilidade e previsibilidade — afirmou von der Leyen.

Também foi acordada tarifa zero-a-zero para produtos estratégicos, como aeronaves e peças, determinados produtos químicos e medicamentos genéricos. O setor de bebidas alcoólicas, no entanto, ficou de fora da decisão.

Os termos do acordo ainda precisam ser aprovados pelos 27 Estados-membros da União Europeia, que têm reunião marcada para este domingo.

Outros acordos

Com a proximidade do prazo final de 1º de agosto para a retomada das tarifas sobre produtos importados, os EUA haviam firmado poucos acordos comerciais. Nas últimas semanas, Trump anunciou tratados com Reino Unido, Indonésia, Filipinas, Vietnã e, o mais relevante, com o Japão.

Antes do encontro com a UE, Trump afirmou que os EUA estão próximos de um acordo com a China. Segundo o jornal chinês “South China Morning Post”, a expectativa é que os dois países estendam a trégua tarifária por mais 90 dias.

Trump também confirmou uma declaração feita anteriormente pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e garantiu que as tarifas ainda não negociadas entrarão em vigor em 1º de agosto. O secretário de Trump afirmou que não haverá “prorrogações”.

Veja como está o acordo dos EUA com outros países

  • Japão: A alíquota ficou em 15% e o país se comprometeu a realizar investimentos nos EUA.
  • Filipinas: O acordo previu alíquotas em 19% para os produtos filipinos, enquanto os EUA não pagarão tarifas no país.
  • Indonésia: As alíquotas no país também ficaram em 19% e 99% dos produtos americanos receberão isenção.
  • Vietnã: O acordo fechou as alíquotas em 20%.
  • Reino Unido: Fechou negociações em alíquotas de 10% e redução de tarifas para o setor automotivo.

Negociações com o Brasil

As taxas que Trump decidiu impor ao Brasil são de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA. É a maior taxa entre todas as anunciadas pelo presidente americano a outros países.

Desde o anúncio das tarifas, o governo brasileiro tem tentado negociações com a Casa Branca, no entanto, segundo afirma o governo, a comunicação está centralizada no presidente americano, o que dificulta o diálogo entre os países.

O vice presidente, Geraldo Alckmin (PSDB), tem se reunido com setores produtivos para entender os pleitos de cada indústria e estruturar formas de reverter o tarifaço. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou na última quinta-feira (24) que o governo brasileiro preparou uma série de medidas que podem ser acionadas pelo presidente Lula (PT) caso o tarifaço se concretize.

— Nós nunca saímos da mesa de negociação —avaliou Haddad.

Alckmin, no entanto, afirma que diálogo não é monólogo e que o governo tem feito tudo que está ao seu alcance para resolver o impasse.

As cidades de SC que mais exportaram aos EUA neste ano

1º Joinville

2º Jaraguá do Sul

3º Caçador

4º Itajaí

5º Lages

6º Blumenau

7º São Francisco do Sul

8º Rio Negrinho

9º São Bento do Sul

10º Salete

Fonte: NSC

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Economia

Dólar dispara com notícia de que EUA preparam base legal para tarifaço

A cotação do dólar subiu de forma acentuada no início da tarde desta sexta-feira (25/7). Às 10h30, a moeda americana operava em alta de 0,25% frente ao real, a R$ 5,53. Às 15 horas, entretanto, a elevação era de 0,82%, a R$ 5,56. Pouco antes disso, ela havia atingido R$ 5,57.

O salto ocorreu depois da veiculação de uma notícia da agência Bloomberg, segundo à qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma nova declaração de emergência sobre as tarifas que pretende impor contra os produtos exportados pelo Brasil.

Em 9 de julho, Trump anunciou que fixaria uma sobretaxa de 50% sobre as exportações brasileiras, valor que será cobrado a partir de 1º de agosto. A ação do republicano ocorreu como uma demonstração de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Agora, nova medida cogitada pela Casa Branca seria necessária para confirmar a tarifa, uma vez que a balança comercial dos EUA é superavitária em relação ao Brasil. Isso não ocorria nas relações comerciais com os outros países que foram alvo de sanção semelhante por parte do governo americano.

Ibovespa acentua queda

Com o novo tumulto no front externo, a Bolsa brasileira (B3) acentuou a tendência de queda. Às 15h10, o Ibovespa, o principal índice da B3, caía 0,32%, aos 133.295 pontos. Pouco depois das 10 horas, ele registrava uma leve elevação de 0,07%, aos 133.898 pontos.

Fonte: Metrópoles 

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Comércio Exterior, Evento

FIESC faz reunião do comitê de crise do Tarifaço Trump nesta segunda, 28

Participação das indústrias exportadoras é essencial para elaboração de propostas para mitigar impactos na economia de SC; encontro ocorre via Zoom às 13h30

No próximo dia 28 de julho, às 13h30, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza a primeira reunião aberta do Comitê de Crise sobre o Tarifaço dos EUA. O evento ocorre exclusivamente online pela plataforma Zoom, com participação aberta a todas as indústrias exportadoras de Santa Catarina. Inscrições aqui

“A mobilização dos industriais exportadores e a participação na reunião e na pesquisa são essenciais para que todas as perspectivas sejam consideradas, e dados robustos e confiáveis possam embasar as demandas para mitigar os impactos na economia de SC”, avalia o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar.

Durante a reunião, a FIESC vai lançar uma pesquisa para medir os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre o setor industrial. A entidade vai ouvir os empresários e a pesquisa vai subsidiar propostas e encaminhamentos para a crise sob a perspectiva da indústria.  

SERVIÇO:
Reunião aberta Comitê de Crise – Tarifaço
Quando: segunda-feira, 28/7, às 13h30
Onde: Online, via Zoom
Inscrições aqui.

Fonte: FIESC

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Negócios

Carta de empresas a Trump alertará sobre retaliação do Brasil

Documento pedirá a não aplicação do tarifaço e que o governo americano concentre seus esforços na chamada investigação 301

A carta que a U.S. Chamber of Commerce prepara para ser entregue ainda nesta semana ao governo dos Estados Unidos alertará a Casa Branca de que o tarifaço contra o Brasil poderá prejudicar as empresas americanas que importam ao país, bem como apontará riscos de retaliação para outras 4 mil empresas dos EUA que operam no país.

Nesse sentido, o documento pedirá a não aplicação do tarifaço e que o governo americano concentre seus esforços na chamada investigação 301.

Por exemplo, questões relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas injustas e preferenciais, fiscalização anticorrupção, proteção da propriedade intelectual e desmatamento ilegal.

Ainda está em debate se as empresas americanas que atuam no Brasil assinarão o documento. A dúvida é se isso reforçará ou fragilizará o pedido.

Em outra frente, o setor privado americano começa a fazer sugestões sobre possíveis temas de convergência entre os dois países, como minerais críticos.

A avaliação é de que, embora empresas estejam acionando a Justiça americana para obrigar Trump a não aplicar o tarifaço, são remotas as chances de que haja uma decisão até o dia 1º de agosto.

Os relatos que chegam às empresas sobre a via judicial indicam que elas devem esperar pelo menos dois meses até que haja uma decisão. Esse foi o prazo médio que as ações relacionadas ao “Dia da Libertação”, em 2 de abril, levaram para serem julgadas.

Até houve vitórias na primeira instância, mas, quase imediatamente, o tribunal de apelações suspendeu as decisões.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump: EUA preparam nova base legal para justificar tarifas de 50% ao Brasil, diz agência

Presidente norte-americano prepara uma nova declaração de emergência para servir como base para as taxas sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada pela Bloomberg News.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está preparando uma nova declaração de emergência para servir como base para as tarifas de 50% impostas sobre o Brasil, informou a Bloomberg News.

Segundo a agência, a medida ainda não é definitiva, mas seria necessária para justificar as altas taxas impostas sobre produtos brasileiros — principalmente porque a situação comercial do Brasil com os EUA foge do padrão visto nos demais países atingidos pelas tarifas recíprocas.

Isso porque enquanto as outras nações que foram alvos do tarifaço mantêm superávits comerciais com os EUA — ou seja, vendem mais produtos para o país do que compram dos norte-americanos —, o Brasil registra déficit desde 2009.

Segundo a agência de notícias, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA admitiu durante reuniões com membros do Congresso norte-americano nesta semana que haveria um plano para anunciar uma declaração de emergência separada.

O Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inlês) e a Casa Branca não responderam ao pedido de posicionamento feito pela Bloomberg.

De acordo com a agência, as preparações são um sinal de como o governo norte-americano busca uma autoridade legal para impor as ameaças tarifárias cada vez mais abrangentes de Trump — principalmente no que diz respeito ao Brasil.

No início deste mês, o republicano anunciou uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida veio como uma forma de apoio a Jair Bolsonaro (PL): Trump chegou a afirmar que o julgamento do ex-presidente era uma “caça às bruxas”.

Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe, passou a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida foi determinada após a fase inicial do processo, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente e apontou novas evidências de tentativa de atrapalhar o andamento da ação.

O presidente Lula (PT), por sua vez, não deu indícios de ceder às exigências dos Estados Unidos, tendo mais de uma vez reforçado a independência do Judiciário brasileiro e a soberania do país sobre seus assuntos internos.

Desde então, o governo indicou que mesmo após tentativas de conversas com os norte-americanos, as negociações do Brasil com Trump não tem tido sucesso. Nesta sexta-feira (25), uma comissão de senadores embarcou rumo aos EUA, em busca de abrir um canal de negociações por lá.

A ida da comissão, no entanto, é vista com apreensão por diplomatas brasileiros e, segundo o blog do Valdo Cruz, está sendo boicotada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo blogueiro Paulo Figueiredo.

Interlocutores do presidente Lula que estão em Nova York contaram ao blog que Trump não autorizou sua equipe abrir diálogo com o Brasil.

Além disso, Trump também pediu que o USTR iniciasse uma investigação contra o Brasil, com base na Seção 301, sobre supostos ataques contra empresas norte-americanas e mídia social.

Em documento oficial divulgado no início do mês, o representante do órgão chegou a afirmar que “tem documentado as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas”, mas não apresenta evidências para sustentar as alegações.

A postura mais rígida de Trump com o Brasil tem gerado preocupações. Na quinta-feira (24), senadores democratas chegaram a enviar uma carta a Trump, contestando as tarifas impostas ao Brasil e acusando o republicano de “claro abuso de poder”.

Segundo os parlamentares, o republicano está usando “a economia norte-americana para interferir em favor de um amigo”.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, apontam.

Trump, no entanto, segue firme em sua decisão. Segundo o blog do Valdo Cruz, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, comentou com amigos que teve várias conversas nos EUA, onde está em missão na ONU, e ouviu que realmente Trump não está permitindo reabertura de negociações com o Brasil.

Segundo Vital do Rêgo comentou com interlocutores, há um clima de medo e apreensão nos EUA. Tudo estaria centralizado em Trump e ninguém tem coragem de desafiá-lo.

Fonte: G1


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Comércio Exterior

Após recorde em abril, venda de carne bovina de Mato Grosso para os EUA cai 75%

Recuo é observado no comparativo de abril com junho; estado enviou para o país americano em maio 3.564 toneladas

As vendas de carne bovina de Mato Grosso para os Estados Unidos recuaram 75,3% em junho no comparativo com abril, mês em que os embarques registraram recorde para o país americano e dois meses após o primeiro anuncio de sobretaxa nas tarifas de produtos importados do Brasil. Segundo o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), os impactos das taxações dos Estados Unidos são sentidos desde o primeiro momento da informação.

No mês de abril, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 7.136 Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC) de carne bovina mato-grossense tiveram os Estados Unidos como destino, maior quantidade comercializada para um mês em 2025. Os outros dois maiores registros ficam com março, com 6.202 toneladas, e janeiro com 4.549 mil toneladas.

Em maio, o estado enviou 3.564 toneladas de carne bovina, apresentando um recuo de aproximadamente 50,05% em relação a abril, um mês após o presidente Donald Trump anunciar uma sobretaxa de 10% para os produtos brasileiros.

No mês de junho a retração se acentuou ainda mais e foram embarcadas para os Estados Unidos 1.759 toneladas, levando o país a cair da segunda posição de maior importador de carne bovina mato-grossense dentro de um mês em abril para a sétima colocação em junho.

No dia 7 de julho, o presidente norte-americano iniciou o envio de cartas informando aos países as novas tarifas que a partir de 1º de agosto terão de pagá-las caso não firmassem um novo acordo comercial. Donald Trump definiu taxas mínimas sobre produtos importados, que variavam entre 20% e 50%, a depender do país. O Brasil recebeu a tarifa mais alta de 50%.

No acumulado do ano, os Estados Unidos são o segundo maior comprador de carne bovina de Mato Grosso, somando 26.549 toneladas, ficando atrás apenas da China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Impactos são imediatos, diz Sindifrigo-MT

De acordo com o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellincanta, os impactos das taxações dos Estados Unidos são sentidos desde o primeiro momento da informação.

“A exportação trabalha com 60, 90 dias na previsão de contratos, na elaboração de produtos e na logística para entrega desses produtos. Então, algo que venha tão rápido quanto veio essa notícia que a partir do primeiro de agosto ocorreria a cobrança de tarifas, imediatamente os impactos já se fizeram presentes”.

Ele ressalta ainda que hoje o mercado vive “num compasso de espera”, onde a indústria temerosa recua, assim como os compradores.

“Há um compasso de espera, onde se prevê muitas coisas, no qual se falam muitas coisas, porém nada é concreto. Você precisa que as coisas comecem a acontecer para você dimensionar melhor”, salienta.

Ainda de acordo com o presidente do Sindifrigo-MT, no que diz respeito aos preços do mercado interno há uma soma de fatores em que se pode prever “até um régulo de preço”.

“Mas, eu diria muito mais afetado pela oferta e procura do que pela questão específica é individual Estados Unidos. Você tem um momento em que o Brasil passa a ter uma oferta de gado muito maior, há uma oferta em todos os aspectos de produção, de produtos e consequentemente você pode prever um desaquecimento de preços e até uma diminuição deles”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Mercado Internacional

A Nvidia está enfrentando tanto Trump quanto a China

O crescimento explosivo da receita pode durar?

Uma honrosa exceção entre os bilionários da tecnologia que apoiaram Donald Trump na sua posse presidencial em 20 de janeiro foi Jensen Huang, o CEO da Nvidia. Ele adotou uma abordagem mais discreta, encontrando-se com Trump na Casa Branca pouco mais de dez dias depois. No início daquela mesma semana, sua empresa — a principal fornecedora de chips de inteligência artificial (IA) — havia perdido US$ 600 bilhões em valor de mercado durante uma onda de vendas causada pelo lançamento dos modelos de IA mais recentes da DeepSeek, uma empresa chinesa. Os planos de Trump para responder à fabricante emergente de modelos podem ter estado tão presentes na mente de Huang quanto a própria DeepSeek.

As ações da Nvidia posteriormente recuperaram boa parte do valor perdido, após a abordagem econômica da DeepSeek na construção de modelos levantar dúvidas sobre a demanda pelos avançados chips gráficos (GPUs) da Nvidia. Em 26 de fevereiro, a empresa divulgou resultados fortes para o trimestre encerrado em janeiro. Suas vendas cresceram impressionantes 78% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 39 bilhões. Os lucros também superaram as expectativas, embora as margens brutas tenham caído.

A resposta do governo americano à DeepSeek é o próximo passo esperado. A administração Biden tentou desacelerar os avanços da China em inteligência artificial (IA) restringindo a exportação dos chips e ferramentas de fabricação mais avançados, além de limitar os investimentos americanos em empresas chinesas de IA. Circulam relatos de que a administração Trump está considerando reforçar esses controles de exportação. Durante sua sabatina no Senado, Howard Lutnick — agora secretário de Comércio — ameaçou adotar uma postura rigorosa em relação às vendas de tecnologia para a China, destacando que os chips da Nvidia foram usados pela DeepSeek. “Isso tem que acabar”, declarou em tom enérgico. As vendas para a China representam cerca de 15% do total da Nvidia. A empresa não comentou sobre a possibilidade de novas restrições, mas elas são esperadas. “Achamos que haverá algum controle adicional de exportações após o caso da DeepSeek”, afirma Joseph Moore, do banco de investimentos Morgan Stanley.

Há dois instrumentos que o governo americano pode usar para dificultar ainda mais o comércio com a China, o que afetaria a Nvidia. O primeiro é limitar ainda mais a venda de GPUs diretamente para o país. Quando os controles anteriores entraram em vigor, a Nvidia desenvolveu um chip de GPU mais simples para o mercado chinês, chamado H20. A administração Trump agora estaria considerando restringir também a venda desse modelo. Dylan Patel, da consultoria SemiAnalysis, acredita que a Nvidia está suspendendo a produção do H20 em resposta a essa ameaça (ele afirma que mais de 1 milhão de unidades foram produzidas nos nove meses até o final de janeiro). A fabricante de chips tem argumentado discretamente ao governo americano que o H20 não oferece mais poder de processamento para os objetivos de IA da China do que chips comuns de videogames vendidos no país. Ainda assim, o uso do H20 para aplicações de IA na China está crescendo rapidamente, segundo relatos.

O segundo instrumento do governo americano visa impedir que empresas chinesas acessem GPUs por meio de terceiros países — objetivo da chamada “Estrutura para Difusão de IA” (Framework for AI Diffusion), uma norma provisória apresentada poucos dias antes da saída de Joe Biden do cargo. A intenção é barrar o contrabando ilegal de GPUs para a China e impedir que firmas chinesas acessem infraestrutura americana de IA por meio de data centers localizados em outros países. A medida entrará em vigor em meados de maio, a menos que seja revogada antes disso.

Como está, a nova regra limitaria o acesso de muitos países às GPUs mais avançadas, submetendo-os à supervisão regulatória americana e incentivando-os a se aliar a gigantes americanas de computação em nuvem, como Alphabet, Amazon e Microsoft. A Nvidia detesta essa medida. Criticou publicamente a administração Biden quando a regra foi anunciada, chamando-a de um emaranhado “equivocado” de excesso de regulação que enfraqueceria a competitividade dos EUA e prejudicaria o crescimento. Nos bastidores, a empresa argumenta que restringir o acesso à tecnologia americana de IA para mais de 150 países pode alienar aliados e empurrá-los para os braços da Huawei — uma gigante chinesa da tecnologia que está desenvolvendo seus próprios chips de IA. Ainda assim, Gregory Allen, do CSIS (um centro de estudos em Washington), acredita que a administração Trump apoiará a “estrutura básica” da regra, embora deva colocar sua própria marca sobre ela.

Jensen Huang ainda pode esperar mudar a opinião do presidente. Embora ele não faça parte da “broligarquia” da tecnologia que cerca Trump, tem boas conexões. Durante o período pré-eleitoral, o chefe da Nvidia elogiou generosamente Elon Musk — amigo do presidente — pela velocidade com que o empreendedor, agora agitador político, construiu um enorme data center em Memphis para a xAI, sua startup faminta por GPUs. Mesmo que os falcões da administração Trump queiram restringir com força as vendas de chips de IA para a China, Huang pode esperar que Musk use sua influência na Casa Branca para suavizar o impacto.

A geopolítica já tornou a vida difícil para a Nvidia na China. As sanções americanas contra a Huawei prejudicaram o maior concorrente da Nvidia no país, mas as restrições comerciais também afetaram a própria empresa americana. A participação das vendas para a China no total da Nvidia já caiu, passando de mais de 20% dois anos atrás para cerca de 15% hoje. Os esforços do governo chinês para estimular a demanda por chips nacionais também não ajudaram.

De modo geral, a Nvidia tem tentado manter-se em bons termos com a China — o que pode explicar por que ela critica abertamente os controles de exportação americanos. Isso, no entanto, não a poupou de virar peça no jogo geopolítico. Em dezembro, o governo chinês anunciou uma investigação sobre a Nvidia por supostas violações da lei antimonopólio do país, amplamente interpretada como retaliação às restrições impostas aos chips americanos.

A incerteza sobre os negócios da Nvidia na China torna seu crescimento futuro ainda mais dependente de vendas em outras regiões. A empresa continua dominante no restante do mundo e segue superando seus concorrentes por meio de atualizações frequentes de hardware e software. As vendas de sua nova arquitetura de IA, chamada Blackwell, dispararam no último trimestre.

A recuperação recente das ações da Nvidia sugere que investidores confiam em Huang e em outros que argumentam que os avanços da DeepSeek — ao baratear os modelos — acabarão gerando mais demanda por hardware de IA, e não menos, ao estimular a adoção da tecnologia. Desde a queda causada pela DeepSeek, as gigantes americanas de computação em nuvem indicaram que pretendem continuar aumentando os investimentos em data centers. Ainda assim, uma nota publicada por analistas do banco de investimentos TD Cowen, em 21 de fevereiro, afirma que a Microsoft cancelou recentemente alguns contratos de locação de data centers nos EUA (a empresa garante que ainda está comprometida em investir US$ 80 bilhões em infraestrutura neste ano). Apesar de todas as suas fortalezas, Jensen Huang ainda enfrenta turbulências tanto no cenário doméstico quanto no exterior.

Fonte: The Economist

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

EUA se preparam para permitir operações limitadas de petróleo na Venezuela, começando pela Chevron, dizem fontes

O governo Trump está se preparando para conceder novas autorizações aos principais parceiros da estatal venezuelana PDVSA, começando pela Chevron, o que lhes permitiria operar com limitações no país sancionado e trocar petróleo, disseram cinco fontes próximas ao assunto na quinta-feira.

Se concedidas, as autorizações para a grande petrolífera dos EUA, e possivelmente também para os parceiros europeus da PDVSA, marcariam uma mudança de política em relação a uma estratégia de pressão que Washington adotou no início deste ano sobre o setor de energia da Venezuela, que está sob sanções dos EUA desde 2019.

Os EUA podem agora permitir que as empresas de energia paguem aos empreiteiros de campos petrolíferos e façam as importações necessárias para garantir a continuidade operacional. Algumas importações poderiam ser trocadas por petróleo venezuelano, conforme autorizado em licenças anteriores, disseram três das fontes.

Uma autoridade do Departamento de Estado disse em um comunicado que não poderia falar sobre nenhuma licença específica para os parceiros da PDVSA, mas acrescentou que os EUA não permitiriam que o governo do presidente Nicolás Maduro lucrasse com a venda de petróleo.

“A Chevron conduz seus negócios globalmente em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis a seus negócios, bem como com as estruturas de sanções previstas pelo governo dos EUA, inclusive na Venezuela”, disse um porta-voz da empresa.

As ações da Chevron atingiram US$155,93 na quinta-feira, seu nível mais alto desde 3 de abril, de acordo com dados da LSEG.

Embora a Venezuela e os EUA tenham realizado uma troca de prisioneiros este mês, as relações entre os dois países têm sido tensas há anos, e o governo Trump tem apoiado publicamente os líderes da oposição que dizem que seu candidato venceu a eleição do ano passado, e não Maduro.

Em fevereiro, Trump anunciou o cancelamento de um punhado de licenças de energia na Venezuela, incluindo a da Chevron, e deu prazo até o final de maio para encerrar todas as transações.

A medida deixou todas as operações em joint ventures de petróleo e gás com a Chevron e outros parceiros nas mãos da PDVSA, mas as empresas foram autorizadas a preservar suas participações e a produção permaneceu praticamente inalterada.

O Departamento de Estado dos EUA, que em maio bloqueou uma ação do enviado presidencial especial Richard Grenell para prorrogar as licenças, desta vez está impondo condições a qualquer modificação na autorização, para que nenhum dinheiro chegue aos cofres de Maduro, disseram as três fontes.

O secretário de Estado Marco Rubio não deve, desta vez, proibir as autorizações, mas está negociando seu escopo, acrescentaram.

Não ficou imediatamente claro se os termos da licença que poderia ser concedida à Chevron seriam reproduzidos por outras empresas estrangeiras na Venezuela, incluindo a italiana Eni e a espanhola Repsol, que vêm solicitando aos EUA permissão para trocar suprimentos de combustível por petróleo venezuelano.

As autorizações podem permanecer privadas, disse uma das fontes.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA e a PDVSA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Fonte: Reuters

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