Comércio Exterior

Em meio às tarifas dos EUA, Lula conversa por telefone com Xi Jinping sobre ‘defesa do multilateralismo’

O governo informou que os dois países ‘concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo’. Segundo fontes do governo, a ligação, feita a pedido de Lula, também tratou das relações bilaterais entre os países e a conjuntura geopolítica internacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o líder chinês Xi Jinping nesta segunda-feira (11) em meio ao tarifaço dos Estados Unidos imposto pelo presidente americano Donald Trump. A realização da ligação foi confirmada pelo Planalto.

De acordo com fontes do governo, a conversa, feita a pedido de Lula, também tratou das relações bilaterais entre os países e a conjuntura geopolítica internacional.

Em nota, o governo informou que a ligação durou cerca de uma hora e que os dois países “concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo”. Quando o governo americano aumentou tarifas de importação de mercadorias brasileiras para 50%, o Planalto classificou a medida como unilateral.

“Os chefes de Estado também conversaram sobre a parceria estratégica bilateral. Nesse contexto, saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites”, afirmou o documento.

Segundo a mídia estatal chinesa, Xi disse a Lula que os dois países poderiam dar um exemplo de “autossuficiência”. Ele também declarou que “todos os países devem se unir e se opor firmemente ao unilateralismo e ao protecionismo”, relatou a Xinhua.

Mais tarde, o presidente brasileiro foi às redes sociais para comentar a ligação.

“Reiterei a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima. O presidente Xi indicou que a China estará representada em Belém por delegação de alto nível e que vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência”, diz a postagem.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), entre janeiro e julho deste ano as exportações para a China superaram os US$ 57,6 bilhões — cerca de R$ 313 bilhões. Já as importações somaram US$ 41,7 bilhões — cerca de R$ 227 bilhões.

Também nesta segunda, Lula afirmou que o Brasil precisa manter sua soberania e sonhar grande diante de um cenário internacional cada vez mais hostil. As declarações foram feitas durante a entrega de um prêmio da área de educação, no Palácio do Planalto.

“Este país está precisando de todos nós, porque o mundo está ficando mais perverso. O mundo está ficando mais nervoso, e nós precisamos de um país soberano, democrático, e que o povo brasileiro seja o único dono deste país”, disse Lula.

Medidas de reciprocidade

Assim que lançar o plano de ajuda econômica em resposta ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, o governo quer iniciar o debate sobre medidas de reciprocidade. A informação foi publicada pela jornalista Ana Flor, da GloboNews.

O tema é considerado polêmico porque empresários brasileiros temem que a aplicação da Lei de Reciprocidade possa encarecer produtos importados dos EUA ou gerar outros impactos negativos na economia. Além disso, integrantes de setores econômicos avaliam que o uso da lei poderia sinalizar uma saída da mesa de negociação para tentar reverter as tarifas impostas nos últimos meses.

Segundo fontes do governo, Lula pediu aos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda a análise de medidas pontuais de reciprocidade. A orientação, segundo integrantes dessas pastas, não é adotar ações amplas, mas medidas específicas.

Fonte: G1

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Exportação

México fixa preços de exportação para tomates frescos após fim de acordo com EUA

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA

O México estabeleceu preços mínimos de exportação para tomates frescos para proteger sua produção doméstica e garantir o abastecimento interno depois que um acordo bilateral com os EUA expirou, disseram os ministérios da Economia e da Agricultura do México em um comunicado conjunto no domingo.

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA.

Em 14 de julho, o governo Trump anunciou uma tarifa de cerca de 17% sobre as importações de tomates frescos do México.

Embora as novas regras mexicanas de preços se apliquem exclusivamente às exportações definitivas, elas não restringem os volumes de exportação nem impõem preços máximos. Os preços serão revisados anualmente ou antes, se as condições do mercado exigirem, informaram os ministérios mexicanos.

Os preços mínimos de exportação por quilograma foram fixados em US$1,70 para tomates cereja e grape, US$0,88 para tomates Roma, US$0,95 para tomates redondos e US$1,65 para tomates redondos com talos. Outras variedades, como os tomates coquetel e os tomates da variedade tradicional, também terão um preço mínimo de US$1,70.

De acordo com dados oficiais, o México exportou US$3,3 bilhões em tomates no ano passado.

“Essa ação reforça o compromisso do governo com a competitividade agrícola, o emprego rural digno e a soberania alimentar”, disseram os ministérios.

Os ministérios acrescentaram que as associações mexicanas de produtores de tomate expressaram seu apoio ao acordo, que entrou em vigor imediatamente após sua publicação em 8 de agosto no diário oficial do governo.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Tarifaço: duas cidades de SC estão entre as 20 mais atingidas pelas tarifas de Trump

A taxa adicional aplicada pelo presidente dos Estados Unidos de 50% aos produtos brasileiros entrou em vigor na quarta-feira (6) e afetou 906 municípios brasileiros

Jaraguá do Sul e Joinville estão entre as 20 cidades mais atingidas pelas tarifas de Donald Trump. A taxa adicional aplicada pelo presidente dos Estados Unidos de 50% aos produtos brasileiros entrou em vigor na quarta-feira (6) e afetou 906 municípios brasileiros.

As exportações de Santa Catarina de máquinas, equipamentos elétricos e mecânicos desses municípios somam quase R$ 474 milhões em vendas anuais para o mercado americano, agora sujeitas à nova taxação decretada por Trump.

Municípios mais atingidos pelas tarifas de Trump

A medida, decretada pelo presidente Donald Trump, atinge especialmente carne, café, máquinas, pescados e armas, poupando apenas setores como aeronaves, petróleo, celulose e suco de laranja. O levantamento é do Estadão, com base em dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Sudeste e Sul concentram maior impacto

As regiões Sudeste e Sul, líderes nas exportações para os EUA, concentram grande parte dos municípios afetados. Em São Paulo, Piracicaba, referência em máquinas e peças, lidera a lista.

Matão (SP) é forte em preparações de frutas; Guaxupé e Varginha (MG) exportam café; e cidades gaúchas e catarinenses têm fábricas de armas, equipamentos e materiais elétricos que perderão competitividade.

No Rio Grande do Sul, a sobretaxa afeta também as exportações de carnes e móveis, produtos com alta concorrência no mercado internacional. No Sul, Jaraguá do Sul (SC) e São Leopoldo (RS) se destacam entre os mais impactados.

Norte e Nordeste são mais vulneráveis

Segundo estudo do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste da FGV/IBRE, as regiões Norte e Nordeste tendem a sentir mais os efeitos econômicos e sociais do tarifaço. Isso porque suas exportações têm baixo valor agregado e forte peso no emprego local, como frutas, pescados, calçados e têxteis.

Estados como o Ceará, com forte dependência do mercado americano, estão entre os mais expostos. “As isenções beneficiaram proporcionalmente as regiões mais ricas do País e menos as regiões mais pobres”, afirma o pesquisador Flávio Atalibra Barreto.

Centro-Oeste sofre menos com a medida

O Centro-Oeste é a região menos afetada, por ter sua pauta de exportações centrada em commodities agropecuárias e minerais, com destino prioritário para China e Europa. Mesmo assim, há cidades da região que exportam carne e outros produtos que sofrerão com o aumento tarifário.

Produtos e municípios mais atingidos pelas tarifas de Trump

O levantamento do Estadão mapeou os 30 produtos brasileiros mais exportados para os EUA em 2024. Entre os mais impactados estão:

Piracicaba – SP

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 1.052.717,85

Matão – SP

  • Produtos: preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas
  • Valor em MIL US$ 442.426,12

Guaxupé – MG

  • Produtos: café, chá, mate e especiarias
  • Valor: 410.456,63

Barcarena – PA

  • Produtos: produtos químicos inorgânicos; compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos, de elementos radioativos, de metais das terras raras ou de isótopos
  • Valor: 344.011,52

Varginha – MG

  • Produtos: café, chá, mate e especiarias
  • Valor: 290.403,23

Jaraguá do Sul – SC

  • Produtos: máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes; aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios
  • Valor: 245.120,49

Colina – SP

  • Produtos: preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas
  • Valor: 244.896,53

Pederneiras – SP

  • Produtos: veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios
  • Valor: 236.728,72

Joinville – SC

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 228.366,36

Serra – ES

  • Produtos: obras de pedra, gesso, cimento, amianto, mica ou de matérias semelhantes
  • Valor: 215.801,36

Araraquara – SP

  • Produtos: preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas
  • Valor: 206.007,26

Petrópolis – RJ

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 194.894,86

Campo Largo – PR

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 181.515,87

Lins – SP

  • Produtos: preparações de carne, de peixes ou de crustáceos, de moluscos ou de outros invertebrados aquáticos
  • Valor: 179.662,9

Cachoeiro de Itapemirim – ES

  • Produtos: obras de pedra, gesso, cimento, amianto, mica ou de matérias semelhantes
  • Valor: 178.644,73

São Luís – MA

  • Produtos: produtos químicos inorgânicos; compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos, de elementos radioativos, de metais das terras raras ou de isótopos
  • Valor: 155.593,59

Contagem – MG

  • Produtos: máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes; aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios
  • Valor: 153.740,23

Ribeirão Pires – SP

  • Produtos: armas e munições; suas partes e acessórios
  • Valor: 153.369,0

Suzano – SP

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 131.941,46

Campo Limpo Paulista – SP

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 131.066,0

Apesar de algumas exceções, como aviões da Embraer e petróleo, a nova 2tarifa deve pressionar setores estratégicos, provocar perda de competitividade e abrir espaço para concorrentes internacionais.

Fonte: ND+

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Comércio Exterior

Plano de contingência contra tarifaço deve ser anunciado até terça (12)

Alckmin teria agenda nesta segunda em São Paulo, mas cancelou para reunião com Lula em Brasília em que deve tratar de últimos detalhes das medidas

Concentrado nos esforços para tirar do papel o pacote de medidas de socorro para mitigar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, cancelou agendas que teria em São Paulo nesta segunda-feira (11) para um “compromisso inadiável” em Brasília.

Alckmin terá uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro está marcado às 17h. Mas, os ministros terão uma prévia com a Casa Civil. Têm participado dos encontros: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).

A expectativa é que o plano de contingência seja anunciado até terça-feira (12), seis dias após as tarifas impostas aos produtos brasileiros terem entrado em vigor.

Na capital paulista, Alckmin participaria de um congresso do agronegócio pela manhã e do lançamento de um programa de qualificação para exportações à tarde. Ele já estava em São Paulo.

De acordo com membros da equipe econômica do governo, o plano a ser apresentado foi construído “sob medida”, com diferentes ações para múltiplos setores e perfis de empresas. O pacote contará com medidas de mitigação de “curto, médio e longo prazo”, de acordo com estes governistas.

Devem fazer parte do plano linhas de crédito para setores impactados e a expansão de compras governamentais, permitindo que órgãos públicos absorvam mercadoria que deixará de ser exportada. Segundo cálculos do governo, as tarifas de 50% afetarão cerca de um terço das empresas que vendem aos EUA.

Entre as 694 isenções da tarifa, estão alguns dos itens mais importantes da pauta de exportações brasileira para os Estados Unidos, como o suco de laranja, celulose e os aviões da Embraer. Mas outros produtos importantes, como café e carne, seguem tarifados.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Finanças, Informação, Tributação

“Cenário não é bom”, alerta especialista sobre primeira semana do tarifaço dos EUA

Primeiros dados do impacto da taxação serão divulgados nesta segunda-feira (11)

O tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em vigor na última quarta-feira (6). A sobretaxa de 50% aplicada sobre os produtos brasileiros preocupa especialistas já nos primeiros dias. Os dados do governo sobre as exportações serão divulgados nesta segunda-feira (11). As informações são do g1.

Apreensão no mercado

O presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou ao g1 que será possível ter uma noção do impacto assim que sair o balanço das exportações desses primeiros dias de taxação. Mesmo sem os dados oficiais, ele avaliou que o cenário “não é bom”.

A alíquota imposta pelos Estados Unidos atinge cerca de 36% das exportações brasileiras ao país, o que corresponde a US$ 14,5 bilhões em 2024. Segundo Castro, na última semana de julho deste ano foi observada uma diminuição da média das exportações ao país norte-americano.

“Era um sintoma porque este ano, de março até o mês de julho, a média de exportação foi superior a R$ 1,4 bilhão, e, nessa última semana, chegou a R$ 1,4. Então, na verdade, já mostrou que o fôlego estava acabando e deve começar a cair o preço e a quantidade também”, projetou Castro na entrevista.

Os produtos mais exportados de SC aos EUA

Carne suína: 24 milhões de dólares (2,8%) (Foto: Cristiano Estrela, Secom SC)

Obras de carpintaria para construções: 118,5 milhões de dólares (14%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Motores elétricos: 82 milhões de dólares (9,7%) (Foto: WEG, Divulgação)

Partes de motor: 72,3 milhões de dólares (8,5%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Madeira serrada: 59,1 milhões de dólares (7%) (Foto: Aimex, Divulgação)

Madeira em forma: 58,7 milhões de dólares (6,9%) (Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Divulgação)

Outros móveis: 58 milhões de dólares (6,8%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Madeira compensada: 54,5 milhões de dólares (6,4%) (Foto: Cadu Ristum, Divulgação)

Transformadores elétricos: 31,9 milhões de dólares (3,8%) (Foto: WEG, Divulgação)

Partes e acessórios para veículos: 30,8 milhões de dólares (3,6%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Carne suína: 24 milhões de dólares (2,8%) (Foto: Cristiano Estrela, Secom SC)

Devido à taxação, há uma preocupação imediata com produtos perecíveis, que devem ser priorizados no primeiro momento. Integrantes do governo brasileiro citam que há peixes já estocados, frutas prontas para serem colhidas, além de mel, que seria exportado para os Estados Unidos.

Plano de contingência

Para enfrentar a taxa de 50%, os diferentes setores do Brasil devem tomar medidas que amenizem as consequências, que podem ser imediatas e também de longo prazo. A alíquota sob cada produto exportado gera efeitos variados dentro de um mesmo setor e, por isso, as empresas podem lidar com medidas próprias em alguns casos.

Ainda de acordo com o g1, o governo federal trabalha em um plano de contingência que deve ser apresentado nesta semana. A ideia é apoiar pequenas e médias empresas — contemplar linhas de crédito, adiar cobranças de tributos e contribuições federais, além de compras públicas de mercadorias perecíveis.

A economista e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Carla Beni, avalia que “o peso do problema será o peso do Estado para resolvê-lo”. Ela menciona a reportagem da revista britânica “The Economist” que afirmou que as tarifas de Donald Trump sobre o Brasil “são mais ameaça do que impacto real”.

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Robson Gonçalves, também economista da FGV, defende que as medidas precisam ser suficientemente alinhadas para ajudar as empresas que realmente tenham impacto em virtude da elevação da tarifa. “A gente precisa de uma política de mais médio e longo prazos. Algo que não se improvisa, mas que precisa ser discutida o mais rapidamente possível, de maior intensificação da agenda de diversificação”, acrescentou em entrevista ao g1.

De acordo com o especialista, o Brasil não tem uma política de comércio exterior forte, como uma política agressiva e articulada, mas agora será preciso ter.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Com tarifaço, concorrência no mercado de frutas vai disparar

Especialistas projetam redução de preços ao consumidor e diminuição de margem aos produtores

A entrada em vigor das tarifas de 50% dos Estados Unidos para diversos produtos do Brasil, incluindo do agronegócio, gera preocupação para o iminente aumento de concorrência no mercado interno de frutas, verduras e legumes. Esse movimento pode provocar redução de preços ao consumidor e diminuição de margem para os produtores, avaliam especialistas.

Segundo Valeska Ciré, representante da IFPA (International Fresh Produce Association) no Brasil, o setor está “observando, com a expectativa de diálogo”. Mesmo que haja buscas por novos mercados, é complexo alocar contêineres que seriam destinados aos Estados Unidos, e a preocupação é com a redução instantânea de margem dos produtores.

“O aumento da oferta pode levar a mais concorrência e queda de preços, e vai penalizar os produtores”, disse a líder, durante o evento The Brazil Conference & Expo, realizado nesta quarta (6/8) e quinta-feira (7/8), em São Paulo. A IFPA tem 3 mil associados no mundo e 160 empresas no Brasil, que variam de pequeno a grande porte, incluindo produtores de manga, uva, melão, morango e maçã. Todas serão impactadas, segundo Valeska.

De US$ 1,3 bilhão que a Agrícola Famosa exportou em 2024, os Estados Unidos representaram 12%, ou cerca de US$ 140 milhões. A companhia tem a Europa como principal destino, responsável por 70% da absorção de sua produção. Ainda assim, os impactos do tarifaço são “muito preocupantes”, avalia Luiz Roberto Barcelos, sócio-fundador da empresa. “É um volume significativo, fatalmente o preço vai sofrer uma queda”.

Na avaliação do executivo, o importador norte-americano está abrindo mão de parte da sua margem e repassando outra parte ao consumidor, assim como alguns exportadores brasileiros também estão dispostos a perder alguma margem.

O lucro menor e o aumento de preços nos Estados Unidos devem reduzir o consumo, além da provável importação de frutas de outros países como Equador e Peru, analisou o empresário. Se as taxas forem mantidas, a produção nacional vai ser reduzida, constatou Barcelos. “Quem vai pagar o pato é o produtor brasileiro, o importador e o consumidor norte-americano”.

Novos mercados

Para ele, a abertura de novos mercados é um caminho de longo prazo. “Para mandar melão para a China demoramos sete anos, a uva demorou quatro anos. Até dá para abrir mercados novos, mas qualquer um deles não vai demorar menos do que dois anos. Essa solução terá zero efeito sobre a manga que está lá no pé para ser colhida hoje”.

Valeska Ciré, da IFPA, defende campanhas de aumento do consumo de frutas e vegetais, já que o Brasil consome apenas um terço do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Uma maior demanda interna criaria um grande mercado doméstico, absorvendo o aumento da oferta”.

O Grupo Doce Mel, produtor e distribuidor de frutas, legumes e verduras (FLV), vê um impacto indireto em seus negócios. Apesar de não exportar diretamente aos Estados Unidos, diversos fornecedores da companhia vendem para lá. O sócio-diretor Roberto Junior calcula que boa parte do que deveria sair do país, ficará aqui.

“É necessário trabalhar melhor o mercado interno para aumentar o consumo de forma imediata com promoção de frutas, por exemplo”, considerou.

Até empresas que não trabalham diretamente com produção de frutas já medem os impactos da taxação norte-americana. A Paripassu, companhia de inspeção e certificação de produtos da cadeia FLV, teme os desdobramentos do tarifaço aos seus clientes. Dos seus 5,5 mil clientes, cerca de 2 mil são produtores de frutas, legumes, verduras e vegetais frescos.

Ainda que boa parte deles não exportem aos Estados Unidos, muitos produtos serão colocados no mercado nacional.

“Isso vai mexer com a demanda e gerar uma necessidade de reorganização do mercado”, pontuou Heidy Milan, coordenadora de Qualidade e Certificações da Paripassu.

Para ela, muitos clientes não terão fluxo de caixa para lidar com essa mudança de mercado. “Alguns podem não sobreviver, e isso gera impacto no nosso negócio, com possíveis cancelamentos de contratos”.

Decisão dissonante

A CEO global da IFPA national Fresh Produce Association), Cathy Burns, afirmou que defende a isenção de frutas, flores, legumes e verduras da tarifa de 50%. Para ela, as taxas são dissonantes do plano do governo norte-americano de ‘Tornar a América Saudável Novamente’ (Make America Healthy Again), uma iniciativa que pretende combater a crise de doenças crônicas no país.

“Não dá para ser saudável sem comer frutas e vegetais”, afirmou a líder global durante a Brazil Conference & Expo 2025, feira que reúne entre hoje e amanhã o setor de FFLV em São Paulo.

Burns cita o diálogo entre os países como a melhor saída neste momento, porque existem muitos produtos importantes para os americanos que saem do Brasil, mas ressalta que o país deve voltar seus esforços também para outros destinos.

“O Brasil exporta para outros países além dos EUA. Acho que 56% das frutas brasileiras vão para a Europa, então esse é um mercado muito importante também”.

Fonte: Globo Rural


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Comércio Exterior

Análise: Demora do governo acirra tensão do tarifaço

Analista de Política Clarissa Oliveira avaliou no Live CNN que a ausência de medidas de contingência para enfrentar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros gera insegurança no empresariado e críticas ao governo federal

A ausência de um plano de contingência do governo para enfrentar a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais tem gerado apreensão no setor produtivo. Em vigor deste a última quarta-feira (6), a taxa afeta diversos segmentos da economia, criando um cenário de incertezas para empresários e produtores. A análise é de Clarissa Oliveira no Live CNN.

Havia expectativas de que o governo apresentasse medidas na última semana. Entretanto, a falta de ações tem intensificado as tensões tanto no setor produtivo quanto no meio político, gerando críticas sobre a capacidade de resposta do governo diante de adversidades econômicas.

Impactos e possíveis medidas

As empresas afetadas pelo tarifaço do presidente Donald Trump aguardam definições sobre possíveis linhas de crédito e outras formas de auxílio. Entre as medidas em discussão, cogita-se o aproveitamento de parte da produção excedente para programas governamentais, como o reforço de merendas escolares e parcerias com prefeituras.

Porém, o governo justifica que há cautela na elaboração do plano de contingência, citando a necessidade de não superdimensionar a ajuda e garantir mecanismos eficientes de controle. A preocupação com o impacto fiscal das medidas também é um fator relevante, considerando experiências anteriores com programas de auxílio que se expandiram além do planejado.

Perspectivas de negociação entre Brasil e EUA

Há expectativa em relação a uma reunião programada para a próxima semana entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

No entanto, as empresas têm um limite de tempo para aguardar definições antes de precisarem tomar medidas para conter prejuízos, o que pode impactar empregos e gerar insegurança no mercado brasileiro.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Em meio à polêmica do tarifaço, EUA ampliam superávit com o Brasil até junho

Saldo positivo americano foi de US$ 1,3 bi no mês e de US$ 4,5 bi no semestre; em junho, os EUA anunciaram um déficit global de US$ 60 bi, 16% mais baixo que o contabilizado em maio

O superávit comercial de US$ 1,3 bilhão que os Estados Unidos tiveram com o Brasil em junho foi o quinto mais alto individualmente entre os países com quem o país faz transações. A informação está nas planilhas que o Departamento de Comércio americano disponibilizou ao anunciar os dados da balança comercial do mês. No período, os EUA registraram um déficit global de US$ 60 bilhões, 16% mais baixo que o contabilizado em maio.

No mesmo mês de 2024, a relação comercial com o Brasil tinha sido favorável aos EUA em US$ 881 milhões.

Segundo os dados, os EUA exportaram US$ 4,9 bilhões para o Brasil em junho e importaram US$ 3,6 bilhões entre bens e serviços no mês. No acumulado do primeiro semestre, o superávit americano somou US$ 4,5 bilhões, ante US$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano passado.

Os dados não estão com os devidos ajustes sazonais, por isso podem diferir dos anunciado pela brasileira Secex. Segundo as informações oficiais brasileiras, o déficit com os EUA ficou em US$ 590 milhões em junho e a conta negativa alcançou US$ 1,67 bilhão em seis meses.

Não houve detalhamento pelos EUA sobre produtos específicos relacionados aos países, mas as tabelas gerais não mostram mudanças significativas até aqui na comparação com os dados de 2024. Até junho, as importações de commodities agrícolas pelos EUA somaram US$ 114,5 bilhões este ano, ante US$ 105,8 bilhões no 1º semestre do ano passado.

Sobre alguns dos principais itens que o Brasil comercializa com os EUA, também não foram registrados recuos até aqui. As compras americanas globais de carnes cresceram de US$ 7,7 bilhões para US$ 9,6 bilhões na mesma comparação. As de peixes e pescados avançaram de US$ 12,1 bilhões para US$ 13,6 bilhões e as importações de frutas e vegetais como um todo passaram de US$ 28,6 bilhões para US$ 28,8 bilhões em um ano.

Mais uma vez, a China manteve a vantagem na relação comercial com os EUA. O Departamento anunciou um déficit de US$ 9,4 bilhões com o gigante asiático — o quinto maior entre todos os países e blocos –, mas destacou que a conta negativa foi US$ 4,6 bilhões menor entre maio e junho – provavelmente sob efeito da política comercial mais agressiva de Donald Trump.

Veja abaixo o ranking de superávits e de déficits comerciais dos EUA em junho:

Superávits em junho:

País/blocoValor (em US$)
HolandaUS$ 6,2 bilhões
América do Sul e CentralUS$ 4,4 bilhões
Reino UnidoUS$ 2,2 bilhões
AustráliaUS$ 1,6 bilhão
Hong KongUS$ 1,6 bilhão
BrasilUS$ 1,3 bilhão

Déficits em junho

País/blocoValor (em US$)
México-US$ 16,3 bilhões
Vietnã-US$16,2 bilhões
Taiwan-US$ 12,9 bilhões
União Europeia-US$ 9,5 bilhões
China-US$ 9,4 bilhões
Japão-US$ 5,7 bilhões
Coreia do Sul-US$5,5 bilhões
Irlanda-US$ 5,3 bilhões
Índia-US$ 5,3 bilhões
Alemanha-US$ 4,0 bilhões

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Tarifas mais altas de Trump atingem grandes parceiros comerciais dos EUA, gerando questionamentos e preocupação

As tarifas mais altas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às importações de dezenas de países entraram em vigor nesta semana, elevando a tarifa média de importação dos Estados Unidos para o maior patamar em um século e deixando importantes parceiros comerciais, como a Suíça, o Brasil e a Índia, na busca apressada por acordos melhores.

A agência de Alfândega e Proteção da Fronteira dos EUA passou a cobrar as tarifas mais altas nesta quinta-feira — no caso do Brasil a taxação maior começou já na quarta-feira — após semanas de suspense sobre as taxas finais de Trump e negociações frenéticas com os principais parceiros comerciais que buscavam reduzi-las.

Os líderes do Brasil e da Índia prometeram não se intimidar com a posição de barganha de Trump, enquanto seus negociadores buscam um alívio dos níveis tarifários mais altos.

As novas tarifas testarão a estratégia de Trump para reduzir os déficits comerciais dos EUA sem causar grandes interrupções nas cadeias de suprimentos globais ou provocar inflação mais alta e retaliação rígida dos parceiros comerciais.

“BILHÕES” EM RECEITA TARIFÁRIA

Depois de revelar suas tarifas do “Dia da Libertação” em abril, Trump modificou frequentemente seus planos, aplicando taxas muito mais altas sobre as importações de alguns países, incluindo 50% para produtos do Brasil, 39% da Suíça, 35% do Canadá e 25% da Índia. Na quarta-feira, ele anunciou uma tarifa separada de 25% sobre os produtos indianos, a ser imposta em 21 dias, devido às compras de petróleo russo pela Índia.

“BILHÕES DE DÓLARES, EM GRANDE PARTE DE PAÍSES QUE TIVERAM VANTAGEM DOS ESTADOS UNIDOS POR MUITOS ANOS, RINDO O TEMPO TODO, COMEÇARÃO A ENTRAR NOS EUA”, disse Trump no Truth Social, pouco antes do prazo final da tarifa.

As tarifas são, em última instância, pagas pelas empresas que importam as mercadorias e repassadas total ou parcialmente aos consumidores dos produtos finais.

O principal negociador comercial de Trump, Jamieson Greer, disse que os EUA trabalham para reverter décadas de políticas que enfraqueceram a capacidade de produção e a força de trabalho dos EUA, e que muitos outros países compartilhavam preocupações sobre desequilíbrios macroeconômicos.

“As regras do comércio internacional não podem ser um pacto suicida”, escreveu ele em uma coluna publicada pelo New York Times.

“Ao impor tarifas para reequilibrar o déficit comercial e negociar reformas significativas que formam a base de um novo sistema internacional, os Estados Unidos demonstraram uma liderança ousada”, disse Greer.

Oito grandes parceiros comerciais, que representam cerca de 40% dos fluxos comerciais dos EUA, chegaram a acordos para concessões comerciais e de investimento com Trump, incluindo a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul, reduzindo suas taxas tarifárias básicas para 15%.

O Reino Unido obteve uma taxa de 10%, enquanto o Vietnã, a Indonésia, o Paquistão e as Filipinas garantiram reduções de taxas para 19% ou 20%.

“Para esses países, as notícias são menos ruins”, disse William Reinsch, membro sênior e especialista em comércio do Center for Strategic and International Studies, em Washington.

“Haverá algum rearranjo na cadeia de oferta. Haverá um novo equilíbrio. Os preços aqui subirão, mas levará algum tempo para que isso se manifeste de forma significativa”, disse Reinsch.

Os países com tarifas muito altas, como a Índia e o Canadá, “continuarão a se esforçar para tentar consertar isso”, acrescentou.

A presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, disse nesta quinta-feira que as conversações com os EUA continuariam depois que ela voltou para casa de mãos vazias de uma viagem de 11 horas a Washington com o objetivo de evitar a tarifa de importação dos EUA sobre os produtos suíços.

Uma tentativa de última hora da África do Sul de melhorar sua oferta em troca de uma tarifa mais baixa também fracassou. As equipes de negociação comercial dos dois países terão mais conversas, informou o gabinete do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.

O Vietnã disse na quinta-feira que continuaria as negociações com os EUA, buscando reduzir ainda mais as tarifas, depois de negociar uma redução para 20% da tarifa de 46% que Trump impôs às importações do país do sudeste asiático em abril.

Enquanto isso, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse à Reuters na quarta-feira que não se humilharia ao tentar fazer uma ligação telefônica com Trump, mesmo tendo afirmado que seu governo continuará as negociações em nível de gabinete para reduzir a tarifa de 50%.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, foi igualmente desafiador, dizendo que não comprometerá os interesses dos agricultores do país.

Também há sinais de que alguns países estão se unindo para enfrentar Trump. Lula ligou nesta quinta-feira para Modi e disse que também falará com o presidente da China, Xi Jinping, para discutir uma resposta conjunta do Brics às tarifas.

A Índia disse na quarta-feira que Modi visitará a China pela primeira vez em sete anos.

RECEITAS E PREÇOS MAIORES 

Os impostos de importação dos EUA são uma parte de uma estratégia tarifária de várias camadas que inclui tarifas setoriais baseadas na segurança nacional sobre semicondutores, produtos farmacêuticos, automóveis, aço, alumínio, cobre, madeira e outros produtos. Trump disse na quarta-feira que as tarifas sobre microchips poderiam chegar a 100%.

A China está em uma trilha tarifária separada e enfrentará um possível aumento de imposto de importação dos EUA em 12 de agosto, a menos que Trump aprove uma prorrogação da trégua anterior após conversas na semana passada na Suécia. Ele disse que poderá impor tarifas adicionais sobre as compras de petróleo russo pela China, pois busca pressionar Moscou a encerrar sua guerra na Ucrânia.

Trump tem elogiado um grande aumento na arrecadação proveniente da cobrança de impostos de importação, e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse à Fox Business Network nesta quinta-feira esperar que a receita das tarifas chegue a US$50 bilhões por mês.

A medida elevará a média das taxas tarifárias dos EUA para cerca de 20%, a mais alta em um século e bem acima dos 2,5% de quando Trump assumiu o cargo em janeiro, segundo estimativas do Instituto Atlantic.

Dados do Departamento de Comércio divulgados na semana passada mostraram mais evidências de que as tarifas estão elevando os preços dos EUA, enquanto os custos estão aumentando para as empresas.

Na quinta-feira, a Toyota disse esperar um impacto de quase US$10 bilhões das tarifas sobre os carros importados para os EUA e reduziu sua previsão de lucro para o ano inteiro em 16%.

Mas outras empresas japonesas, como a Sony e a Honda, disseram que agora esperam um impacto menor sobre os lucros, depois que o Japão fechou um acordo bilateral com Washington para reduzir as tarifas.

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior

Déficit da balança comercial entre Brasil e EUA sobe 1.338% em julho

O déficit da balança comercial entre Brasil e Estados Unidos subiu 1.338,6% em julho, na comparação com o mesmo período de 2024. No mês passado, o déficit com o país comandado por Donald Trump foi de cerca de US$ 560 milhões ante US$ 38,9 milhões de julho de 2024. No acumulado do ano, a balança comercial entre os dois países registrou déficit de US$ 2,26 bilhões para o Brasil.

A balança comercial foi listada por Trump como um dos fatores que motivaram a implementação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Na carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente norte-americano afirma que as barreiras tarifárias brasileiras causaram déficits “insustentáveis” aos EUA. “Entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos.

Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”, diz a carta. Somente em julho de 2025, a importação de produtos americanos subiu 18,2%, totalizando US$ 4,27 bilhões. Já as exportações brasileiras aos EUA cresceram 3,8%, totalizando US$ 3,71 bilhões. A corrente de comércio com os EUA também cresceu em julho. Subiu em 11%, chegando a US$ 7,98 bilhões.

Balança comercial do Brasil

Ao considerar as importações e exportações para todos os países, balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O resultado representa uma queda 6,3% frente ao registrado no ano passado, quando o saldo foi de US$ 7,6 bilhões. No mês, exportações somaram US$ 32,3 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio totalizou US$ 57,5 bilhões no mês, com crescimento de 6,3% na comparação com julho de 2024.

Fonte: CNN Brasil

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