Comércio Exterior

Apex Mais Perto oferece consultoria gratuita para empresas que querem exportar

Empresas brasileiras interessadas em começar ou ampliar a atuação no exterior terão acesso a uma nova ferramenta de apoio à internacionalização de empresas. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançará, em outubro, o Apex Mais Perto, serviço que oferece consultoria individual, gratuita e totalmente online com especialistas em comércio exterior.

O programa disponibiliza até três horas de atendimento por empresa, permitindo que cada negócio apresente suas dúvidas e receba orientações direcionadas aos próprios desafios. A iniciativa foi criada para aproximar o conhecimento técnico das necessidades práticas de empresas que desejam ingressar ou avançar no mercado internacional.

Consultoria gratuita para exportação

A decisão de exportar envolve uma série de questões. Entre elas estão a escolha dos mercados de destino, a definição do preço de exportação, os procedimentos necessários para vender ao exterior, a organização da logística internacional e a definição de estratégias para conquistar e diversificar mercados.

O Apex Mais Perto pretende auxiliar justamente nesses pontos. O atendimento poderá tratar de temas como:

  • Diversificação de mercados;
  • oportunidades relacionadas a acordos comerciais;
  • estratégias de acesso a mercados internacionais;
  • formação de preços para exportação;
  • logística e procedimentos aduaneiros;
  • contratos internacionais;
  • riscos e garantias;
  • marketing internacional.

De acordo com Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil, a iniciativa surgiu da identificação de uma necessidade comum entre empresas que possuem potencial para atuar internacionalmente, mas ainda enfrentam dúvidas específicas para transformar esse potencial em ações.

“Muitas empresas sabem que têm potencial para vender para outros países, mas ainda têm dúvidas sobre como avançar.”

Segundo a executiva, o objetivo é aproximar essas empresas de especialistas em comércio exterior e oferecer uma orientação adaptada aos desafios de cada negócio, ajudando a transformar questões sobre mercados, preços, logística, contratos e estratégias internacionais em próximos passos.

Atendimento personalizado para cada empresa

Um dos diferenciais do Apex Mais Perto é a possibilidade de direcionar a consultoria para o problema específico enfrentado pela empresa. O serviço não segue um formato único de atendimento: antes de agendar a conversa, a empresa poderá escolher o tema de interesse e consultar os perfis dos especialistas disponíveis.

As três horas de consultoria podem ser utilizadas em uma única sessão ou distribuídas em mais de um encontro. Assim, uma empresa que esteja analisando novos destinos para seus produtos pode concentrar o atendimento em diversificação de mercados, enquanto outra pode buscar orientação sobre preços, logística ou contratos internacionais.

Quem pode utilizar o Apex Mais Perto

O serviço é destinado a empresas brasileiras produtoras de bens que tenham CNPJ ativo e estrutura suficiente para iniciar ou ampliar suas atividades de exportação.

A proposta contempla tanto negócios que estão começando no comércio exterior quanto empresas que já exportam e precisam esclarecer questões específicas para expandir ou diversificar sua presença em outros países.

A consultoria possui caráter orientativo. Os especialistas fornecem informações e boas práticas de mercado para ajudar a empresa a compreender aspectos relevantes da estratégia de internacionalização. As decisões e a execução das ações continuam sob responsabilidade de cada negócio.

Como solicitar a consultoria da ApexBrasil

O acesso ao Apex Mais Perto será realizado pelo portal da ApexBrasil. Para participar, a empresa deverá fazer um cadastro e preencher um diagnóstico com informações sobre seu perfil e suas necessidades.

Após analisar se a empresa atende aos critérios do público elegível e concluir a adesão ao serviço, a ApexBrasil liberará o acesso ao sistema de agendamento.

A partir dessa etapa, a empresa poderá:

  • escolher o tema que deseja discutir;
  • consultar os especialistas disponíveis;
  • selecionar o horário do atendimento;
  • realizar a consultoria de forma 100% online.

Cada empresa terá direito a até três horas de consultoria a cada seis meses, sem cobrança.

Apoio para empresas que querem conquistar novos mercados

Com o novo serviço, a ApexBrasil amplia as alternativas de atendimento oferecidas às empresas brasileiras que buscam exportar produtos e desenvolver sua presença internacional.

A proposta é oferecer uma solução rápida para dúvidas pontuais que podem influenciar decisões relacionadas à entrada em novos mercados, formação de preços, logística e demais etapas da internacionalização empresarial.

Empresas interessadas poderão realizar o cadastro na página do Apex Mais Perto no portal da ApexBrasil e solicitar a consultoria gratuita.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Negócios

Brasil Soberano 3: BNDES abre pedidos de empréstimos para empresas

Empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio já podem solicitar financiamento por meio da terceira fase do Plano Brasil Soberano. O programa prevê R$ 22,6 bilhões em crédito para negócios enquadrados nas regras estabelecidas pelo governo.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abriu nesta quinta-feira (17) o protocolo para que as empresas interessadas façam a habilitação aos financiamentos.

Além dos negócios diretamente atingidos pelas medidas comerciais norte-americanas e pelo conflito no Oriente Médio, o programa contempla empresas de setores estratégicos, incluindo segmentos como fertilizantes e minerais críticos.

Brasil Soberano 3 reúne recursos do Tesouro e do BNDES

O pacote de crédito é composto por R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e outros R$ 9,1 bilhões em recursos do BNDES, instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A nova etapa amplia o alcance das medidas de apoio financeiro criadas pelo governo para empresas que enfrentam dificuldades relacionadas ao cenário comercial e geopolítico internacional.

Quem pode ter acesso ao crédito?

A terceira fase do Plano Brasil Soberano estabelece três grupos de empresas que podem ser contemplados, de acordo com portaria do governo:

  • Grupo 1: empresas exportadoras de bens e seus fornecedores prejudicados pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
  • Grupo 2: empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior ou considerados estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.
  • Grupo 3: exportadoras de bens e seus fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico.

No terceiro grupo estão incluídos negócios que exportam para Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.

Entre os segmentos contemplados no segundo grupo estão as indústrias têxtil, química, farmacêutica e automotiva, além dos setores de minerais críticos e de máquinas e equipamentos.

Programa Brasil Soberano está em sua terceira fase

O Plano Brasil Soberano foi criado em meados de 2025 como uma iniciativa de apoio às empresas brasileiras depois que os Estados Unidos elevaram as tarifas sobre produtos nacionais.

Uma segunda etapa foi lançada em março de 2026 e passou a incluir empresas afetadas pelos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Agora, a terceira fase amplia novamente o público que pode buscar os financiamentos oferecidos pelo programa.

Quais são as condições para conseguir o financiamento?

As empresas enquadradas nos grupos relacionados ao tarifaço norte-americano ou ao conflito no Oriente Médio precisam atender a determinados critérios de elegibilidade.

Entre as exigências está a comprovação de que pelo menos 1% do faturamento da empresa tenha origem em operações comerciais com os países envolvidos nas medidas ou no conflito, conforme o enquadramento.

Os empresários podem consultar previamente se a empresa atende aos requisitos por meio do sistema disponibilizado pelo programa.

Para que o dinheiro pode ser usado?

Os recursos do crédito do Brasil Soberano podem ser destinados a diferentes finalidades empresariais, entre elas:

  • Capital de giro;
  • Compra de máquinas e equipamentos;
  • Projetos de investimento.

As taxas de juros variam entre 4,3% e 17,5% ao ano. O custo do financiamento depende de fatores como o porte da empresa e a finalidade para a qual o dinheiro será utilizado.

As empresas interessadas também podem consultar no BNDES as regras completas e os procedimentos necessários para solicitar a habilitação ao programa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Informação

Acordo MERCOSUL-EFTA: MDIC publica manuais para orientar empresas brasileiras

Empresas brasileiras já podem consultar, no Portal Siscomex, materiais preparados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para orientar o setor produtivo sobre a implementação do Acordo MERCOSUL-EFTA. Os conteúdos abordam pontos como desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas.

A iniciativa busca permitir que empresas e segmentos da economia se antecipem às mudanças e organizem suas operações antes do início da concessão das preferências comerciais previstas no acordo.

Quando o Acordo MERCOSUL-EFTA entra em vigor

Para o Brasil, a aplicação do acordo ocorrerá de forma bilateral em datas diferentes. A parceria começa a valer em 1º de outubro com a Islândia e em 1º de novembro com a Noruega.

Já a entrada em vigor para Suíça e Liechtenstein ainda depende da conclusão dos processos de internalização do acordo em cada um desses países.

Segundo o MDIC, a disponibilização antecipada dos manuais tem como objetivo facilitar a compreensão das novas regras e ajudar as empresas a identificar oportunidades no comércio exterior.

“O Acordo MERCOSUL-EFTA amplia as oportunidades para o comércio brasileiro e reforça uma estratégia que é fundamental para o Brasil: diversificar mercados, ampliar parceiros e criar novas possibilidades para as empresas brasileiras”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Novo mercado para empresas brasileiras

O Acordo de Livre Comércio entre MERCOSUL e EFTA estabelece condições diferenciadas de acesso a um mercado que reúne cerca de 290 milhões de consumidores. Somadas, as economias envolvidas registraram um PIB de aproximadamente US$ 4,39 trilhões em 2024.

Para o Brasil, o acordo faz parte da estratégia de diversificação de mercados e de ampliação das parcerias comerciais. A expectativa é favorecer o crescimento dos fluxos de comércio exterior e estimular novas possibilidades de investimentos entre os países participantes.

Tatiana Prazeres destaca que os documentos oficiais do acordo já estavam disponíveis desde a assinatura, em setembro de 2025. A nova iniciativa do MDIC busca transformar essas informações em materiais mais acessíveis para o setor empresarial.

“Os textos originais do acordo estão disponíveis desde sua assinatura, em setembro de 2025. Agora, estamos oferecendo um material de suporte, mais didático, para que as empresas possam se antecipar, esclarecer dúvidas, compreender as novas regras e se preparar para aproveitar as oportunidades que surgirão desde a entrada em vigor do acordo”, explica a secretária.

EFTA reúne quatro países europeus

A EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) é formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O grupo reúne aproximadamente 15 milhões de habitantes e apresenta um PIB de cerca de US$ 1,4 trilhão.

Os quatro países também estão entre as economias com os maiores níveis de PIB per capita do mundo, o que reforça o potencial comercial desse mercado para empresas brasileiras.

Negociações duraram 14 rodadas

As negociações entre MERCOSUL e EFTA foram concluídas após 14 rodadas. O encerramento das tratativas foi anunciado em 2 de julho de 2025.

Posteriormente, o acordo foi assinado em 16 de setembro de 2025, quando começaram os procedimentos necessários para sua ratificação e implementação nos países envolvidos.

Para as empresas brasileiras, a parceria representa uma ampliação do acesso preferencial a mercados europeus e pode abrir novas frentes de negócios.

O acordo também se soma às iniciativas comerciais firmadas pelo MERCOSUL com outros parceiros, como os acordos MERCOSUL-União Europeia e MERCOSUL-Singapura, contribuindo para ampliar e diversificar a rede de relações comerciais do bloco.

Desgravação tarifária
Apresenta os cronogramas e as condições para redução ou eliminação das tarifas de importação previstas no acordo.

Acesse o Manual de Desgravação Tarifária

Regras de origem
Explica os critérios para determinar quando um produto poderá ser considerado originário e ter acesso ao tratamento tarifário preferencial.

Acesse o Manual de Regras de Origem

Indicações geográficas
Reúne as orientações sobre as indicações geográficas abrangidas pelo acordo.

Acesse o Manual de Indicações Geográficas

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fecomércio MG

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança plano de R$ 210 milhões para ajudar empresas afetadas por tarifas dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apresentou, em São Paulo, o Plano de Diversificação de Exportações, criado para apoiar empresas brasileiras atingidas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Com investimento de R$ 210 milhões, a iniciativa pretende alcançar até 5.300 empresas de 35 setores considerados prioritários, segundo a agência. A estratégia busca ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais alternativos e reduzir os impactos provocados pelas barreiras comerciais norte-americanas.

Plano deve atender milhares de empresas

O programa foi apresentado pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante reunião com representantes de mais de 30 entidades ligadas ao setor produtivo.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) indicam que aproximadamente 5.600 empresas brasileiras foram diretamente afetadas pelas novas tarifas dos EUA. A ApexBrasil estima atender até 5.300 delas, contemplando segmentos que vão do agronegócio à indústria de transformação, além de áreas como higiene, máquinas e equipamentos.

A agência pretende atuar em 36 mercados prioritários, levando oportunidades comerciais e conectando empresas a potenciais compradores estrangeiros.

Segundo Müller, o objetivo é ampliar as alternativas de negócios sem abandonar o mercado norte-americano. Os Estados Unidos continuam entre os destinos considerados importantes para os produtos brasileiros, mas a estratégia passa a dar maior ênfase à diversificação das exportações.

Apoio terá quatro modalidades

O plano prevê duas frentes de atuação. Uma delas será desenvolvida em parceria com entidades setoriais e deverá reunir mais de 300 ações. A outra oferecerá atendimento direto e individualizado para até 4.700 empresas.

As empresas afetadas pelas tarifas terão isenção das taxas de participação nas modalidades de atendimento direto:

  • Reuniões de negócios: serão disponibilizadas 2.300 vagas para encontros presenciais e virtuais com compradores internacionais.
  • Feiras internacionais: 1.400 vagas serão destinadas à participação em eventos de setores afetados, priorizando novos mercados.
  • Consultoria especializada: até 1.200 empresas poderão receber atendimento individual e gratuito para estruturar a entrada em outros países.
  • Bolsa Exportação: serão oferecidas 1.000 vagas de apoio financeiro direto ao longo dos próximos 12 meses.

Inscrições começam nesta quarta-feira

As inscrições para o Plano de Diversificação de Exportações começam nesta quarta-feira (12). As empresas poderão se cadastrar pelo site da ApexBrasil ou procurar uma das 29 entidades setoriais parceiras.

No processo de inscrição, será necessário comprovar a condição de exportadora para os Estados Unidos e informar se houve impacto provocado pelas tarifas. Também será preciso indicar o código SH do produto e detalhar a necessidade da empresa.

Entre as demandas possíveis estão a participação em uma feira específica, adequação a exigências e certificações de determinado mercado ou busca por compradores em novos países.

Após o cadastro, o sistema de inteligência da ApexBrasil fará o cruzamento entre o produto informado e a rede internacional da agência. A ferramenta poderá acionar os escritórios no exterior e conectar as empresas a uma base com mais de 2 mil compradores internacionais parceiros.

América Latina e Europa concentram ações

O plano distribuiu as ações de promoção comercial de acordo com o perfil dos produtos e o potencial de cada região.

A programação prevê:

  • América Latina: 85 ações;
  • Europa: 77 ações;
  • Ásia: 46 ações;
  • Canadá e México: 23 ações;
  • África: 16 ações;
  • Oriente Médio: 11 ações.

Entre os mercados apontados como alternativas estão Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China.

ApexBrasil mantém atuação nos Estados Unidos

Apesar da criação do programa, a ApexBrasil afirma que não pretende interromper o trabalho de promoção comercial nos Estados Unidos. A proposta é ampliar simultaneamente as possibilidades de venda para outros destinos e oferecer suporte às empresas que enfrentam dificuldades com as novas tarifas.

A estratégia ocorre em um cenário de forte desempenho das exportações brasileiras. De acordo com os dados apresentados pela agência, o país acumulou US$ 220 bilhões em exportações no primeiro semestre e registrou, em julho, o melhor resultado histórico para o mês.

Laudemir Müller destacou que os efeitos das tarifas variam entre as empresas. Enquanto algumas enfrentam dificuldades para direcionar sua produção, outras já iniciaram processos de diversificação.

A ApexBrasil informou ainda que cerca de 72% das empresas que participaram de ações da agência no último ano e exportaram para os EUA já haviam ampliado seus destinos de exportação.

A proposta, segundo a agência, será conduzida de forma segmentada, considerando as necessidades específicas de cada setor e empresa, com foco na abertura de novos mercados para produtos brasileiros.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Agronegócio

Empresas brasileiras do agro aceleram expansão no Paraguai e ampliam investimentos no país

O Paraguai deixou de ser apenas destino de produtores rurais brasileiros interessados em terras agrícolas e passou a atrair empresas de diversos segmentos do agronegócio. Grandes indústrias, startups e companhias de tecnologia têm intensificado seus investimentos no país, impulsionadas por um ambiente de negócios considerado mais competitivo, custos operacionais reduzidos e incentivos fiscais.

Além da proximidade com o mercado brasileiro, fatores como energia elétrica de baixo custo, estabilidade econômica e políticas de incentivo à produção vêm consolidando o país vizinho como um dos principais polos de investimentos da América do Sul.

Economia em crescimento reforça confiança dos investidores

O cenário econômico favorável tem sido um dos principais motores dessa expansão. Após registrar crescimento de 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no último ano, alcançando US$ 49,2 bilhões, o Paraguai mantém perspectivas positivas para 2026, com expectativa de alta de 4,4%, segundo o Banco Central paraguaio.

O fluxo de capital estrangeiro também segue em expansão. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) apontam que o país recebeu US$ 1,18 bilhão em investimento estrangeiro direto em 2025, um recorde histórico. Desse total, empresas brasileiras responderam por US$ 76,6 milhões.

Gigantes do agro ampliam presença no mercado paraguaio

Entre os principais investimentos está o retorno da JBS ao Paraguai após oito anos. A companhia anunciou um plano de investimentos de US$ 70 milhões, que será executado ao longo de dois anos.

A primeira etapa incluiu a aquisição da empresa local Pollos Amanecer, especializada na produção de frangos. Segundo Wesley Batista, a decisão foi baseada na competitividade oferecida pelo país, especialmente pela disponibilidade de grãos, mão de obra qualificada e custos de produção mais baixos.

O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes áreas do setor agroindustrial, que busca ampliar operações em mercados mais competitivos.

Tecnologia e genética animal também apostam na expansão

O avanço das empresas brasileiras não se limita à indústria frigorífica.

A desenvolvedora de soluções para o campo Agrotis escolheu o Paraguai como primeiro destino de sua expansão internacional, acompanhando clientes brasileiros que passaram a operar no país e demandam sistemas de gestão agrícola.

Já a multinacional Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, inaugurou uma central de inseminação artificial para atender o crescimento da suinocultura paraguaia. O investimento foi de aproximadamente R$ 5 milhões e marca a consolidação da empresa no mercado local.

O segmento de startups também acompanha esse movimento. A proptech Reland, especializada na comercialização de imóveis rurais, estruturou operações no Paraguai para atender principalmente investidores brasileiros interessados em propriedades agrícolas.

Lei da Maquila amplia competitividade industrial

Um dos principais atrativos para empresas estrangeiras é a Lei da Maquila, política vigente desde 1997 que concede benefícios fiscais para indústrias voltadas à exportação.

Pelo regime, empresas podem importar máquinas e matérias-primas com isenção tributária e recolher apenas um imposto de 1% sobre o valor agregado durante o processo produtivo.

Atualmente, mais de 300 empresas utilizam esse modelo, que tem impulsionado a industrialização e fortalecido as exportações paraguaias.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as empresas enquadradas na Lei da Maquila exportaram cerca de US$ 471 milhões, sendo o Brasil o principal destino das mercadorias.

Baixa carga tributária e energia barata impulsionam investimentos

Além dos incentivos industriais, o sistema tributário paraguaio é considerado um diferencial competitivo.

O país adota o chamado modelo 10-10-10, composto por 10% de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), 10% de imposto de renda empresarial e 10% de imposto de renda da pessoa física.

Outro fator relevante é o custo da energia elétrica, abastecida majoritariamente pela usina de Itaipu, o que garante tarifas significativamente inferiores às praticadas no Brasil.

Os custos trabalhistas também são menores, já que a legislação local prevê encargos reduzidos em comparação ao modelo brasileiro.

Infraestrutura avança com a Rota Bioceânica

Apesar das vantagens competitivas, especialistas apontam que a infraestrutura logística ainda representa um desafio para alguns segmentos industriais.

Entretanto, a expectativa é de melhora com a implantação da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

A nova rota deverá facilitar o transporte de commodities e reduzir custos logísticos para empresas exportadoras instaladas no Paraguai.

Mercado exige planejamento antes da expansão

Embora o ambiente de negócios seja favorável, especialistas alertam que instalar uma operação no Paraguai exige planejamento estratégico.

Questões como certificações sanitárias, registros regulatórios, logística internacional e características de cada segmento precisam ser avaliadas antes da migração de parte da produção.

Em alguns casos, modelos híbridos — mantendo parte da operação no Brasil e outra no Paraguai — podem oferecer melhores resultados do que a transferência integral das atividades.

Além disso, empresários destacam que o mercado interno paraguaio é relativamente pequeno, tornando mais vantajoso utilizar o país como plataforma de produção e exportação para outros mercados da América do Sul.

FONTE: AG Feed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AG Feed

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Informação

Aprendendo a Exportar lança módulo sobre União Europeia para orientar empresas brasileiras

Empresas interessadas em ampliar sua presença no mercado internacional passam a contar com um novo conteúdo na plataforma Aprendendo a Exportar. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um módulo dedicado à União Europeia, reunindo informações práticas para quem pretende exportar ao bloco econômico.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o material foi criado para esclarecer as oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e orientar empresários sobre os principais procedimentos necessários para acessar um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Conteúdo atende empresas de todos os portes

O novo módulo foi estruturado para apoiar negócios de diferentes segmentos e tamanhos, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas. O objetivo é facilitar a compreensão das exigências do mercado europeu e contribuir para que mais empresas brasileiras ingressem no comércio exterior.

De acordo com a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o acesso a informações confiáveis é um dos fatores essenciais para ampliar a participação das empresas brasileiras nas exportações.

Ela destaca que atuar no mercado internacional exige planejamento e conhecimento sobre normas, procedimentos e exigências específicas de cada destino. Segundo a secretária, a plataforma concentra essas informações de forma acessível e agora passa a oferecer um conteúdo voltado exclusivamente ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

Plataforma reúne orientações práticas para exportadores

O material foi elaborado em linguagem simples e objetiva, voltada a empresários, empreendedores e profissionais da área de comércio internacional. Entre os temas abordados estão acesso ao mercado, regras de origem, adequação de produtos às normas europeias, requisitos técnicos e sanitários, compras governamentais, propriedade intelectual, indicações geográficas, sustentabilidade e mecanismos de apoio às exportações.

Além disso, o módulo disponibiliza referências para estudos, ferramentas oficiais e bases de dados brasileiras e europeias, auxiliando as empresas na identificação de novas oportunidades de negócios.

Plataforma soma quase 20 anos de atuação

Com a novidade, o MDIC amplia o conteúdo da plataforma Aprendendo a Exportar, iniciativa que integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e tem como foco incentivar a participação de empresas brasileiras no mercado internacional.

Criada há quase duas décadas, a plataforma já ultrapassou a marca de 10 milhões de acessos e se consolidou como uma referência para empreendedores que desejam iniciar ou expandir suas atividades de exportação. Todo o conteúdo é gratuito e pode ser consultado sem necessidade de cadastro ou login.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suno Research

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona empresas brasileiras de médio porte rumo às exportações

A entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia está acelerando os planos de internacionalização de empresas brasileiras de médio porte. Após o comércio entre Brasil e Europa atingir a marca histórica de US$ 100 bilhões em 2025, companhias de diversos segmentos intensificam investimentos para ampliar sua presença no mercado europeu.

Embora o tratado elimine tarifas para cerca de 92% das exportações do Mercosul, conquistar espaço na União Europeia exige adequação a rigorosos padrões regulatórios, sanitários, ambientais e de rastreabilidade.

Exigências técnicas continuam sendo o principal desafio

Apesar das vantagens comerciais proporcionadas pelo acordo, as empresas precisam atender às normas sanitárias e fitossanitárias da União Europeia, além das regras previstas pelo Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR).

Especialistas avaliam que cumprir esses requisitos deixou de representar um diferencial competitivo e passou a ser uma condição indispensável para acessar o mercado europeu.

Empresas investem em certificações para conquistar espaço na Europa

A catarinense Peach Up, fabricante de cosméticos, acaba de concluir o processo de certificação que permite comercializar seus produtos nos 27 países da União Europeia.

Segundo a fundadora da empresa, Lu Soares, a aprovação exigiu cerca de nove meses de trabalho e diversas adaptações técnicas, incluindo mudanças na formulação do principal produto, comprovação da segurança dos materiais utilizados nas embalagens e a contratação de um responsável técnico sediado na Europa.

Antes da autorização europeia, a empresa buscou a certificação da Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, considerada uma etapa importante para fortalecer a credibilidade internacional da marca.

Com a nova autorização, a Peach Up iniciou a busca por distribuidores no continente e prevê os primeiros embarques nos próximos meses. A expectativa é reduzir aproximadamente 30% dos custos tributários com o novo acordo comercial.

Setor de cosméticos aposta na redução da burocracia

Outra empresa que amplia sua atuação internacional é a cearense Labotrat, que já concluiu todo o processo regulatório necessário para operar na Europa.

Segundo a companhia, o maior benefício do acordo está na simplificação dos procedimentos de habilitação comercial, que atualmente podem levar de três meses a um ano.

Além da redução da burocracia, a empresa projeta queda de cerca de 10% no preço final de seus produtos para os consumidores europeus e menor custo de produção com a eliminação das tarifas sobre máquinas, equipamentos e insumos químicos importados da Europa.

Após embarcar seu primeiro contêiner para o continente, a Labotrat iniciou operações em Portugal e já prepara sua expansão para o mercado espanhol.

Cacau brasileiro também amplia presença internacional

No setor de alimentos, a baiana Amma Chocolate retomou as exportações de cacau orgânico para França, Espanha e Dinamarca, após a interrupção das vendas durante a pandemia.

A empresa possui certificação europeia de produto orgânico, que exige rastreabilidade completa da cadeia produtiva e produção em sistemas agroflorestais.

Além da expectativa de redução tributária entre 5% e 15%, a companhia acredita que o acordo facilitará a importação de equipamentos utilizados na produção industrial.

Rastreabilidade ganha importância nas exportações

Para a GS1 Brasil, entidade responsável pelos padrões globais de identificação de produtos, o acordo fortalece a necessidade de rastreabilidade, transparência e padronização em toda a cadeia produtiva.

A instituição destaca que empresas de médio porte tendem a enfrentar maiores desafios de adaptação, principalmente por possuírem estruturas menores para lidar com exigências regulatórias internacionais.

Entre os cerca de 61 mil associados da entidade, aproximadamente um quarto é formado por empresas de médio porte. Para apoiar esse público, a GS1 prepara materiais técnicos voltados às novas exigências do mercado europeu.

ESG passa a ser requisito para acesso ao mercado europeu

Na avaliação de especialistas, as normas relacionadas a ESG, sustentabilidade e origem dos produtos deixaram de representar apenas uma estratégia de marketing.

Segundo Camila Nicolau, advogada especializada no agronegócio, o cumprimento das exigências ambientais passou a funcionar como uma verdadeira barreira comercial para empresas que desejam exportar.

Ela observa que pequenos e médios negócios também enfrentam desafios financeiros para realizar as adaptações necessárias, cenário que pode aumentar a pressão sobre o setor.

Além das adequações ambientais, especialistas recomendam investimentos em certificações sanitárias, revisão de contratos internacionais, rotulagem adequada e registro de marcas em todos os países da União Europeia.

Indústria brasileira amplia investimentos para crescer na Europa

A fabricante de equipamentos para o setor alimentício Prática também reforçou sua estratégia internacional.

Após inaugurar um escritório em Colônia, na Alemanha, a empresa pretende abrir capital na Bolsa de Madri até o fim de 2026.

Para atender às exigências europeias, a companhia investiu aproximadamente 150 mil euros na certificação de uma linha de fornos rápidos, incluindo testes de compatibilidade eletromagnética e desenvolvimento de novos fornecedores.

Com faturamento de R$ 460 milhões no último ano, a empresa destaca que as operações internacionais já representam entre 25% e 30% da receita total, enquanto as vendas para o mercado europeu cresceram 73% no período.

A expectativa do setor é que a implementação gradual do acordo Mercosul-União Europeia fortaleça ainda mais as exportações brasileiras, reduzindo custos, ampliando a competitividade e estimulando novos investimentos em inovação, qualidade e sustentabilidade.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística

Brasil tem 13 vezes mais empresas que importam do que exportam para a China

Embora a China seja o país que mais compra produtos do Brasil no exterior, há mais empresas brasileiras que importam do que exportam nas trocas comerciais com o gigante asiático. Esta é uma das descobertas de um estudo sobre o perfil socioeconômico do comércio entre os dois países, feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

São mais de 40 mil empresas que importam da China, entre lojas do varejo, atacadistas, tradings e indústrias, contra menos de 3 mil que exportam ao país. Enquanto há uma grande diversidade de produtos manufaturados e insumos industriais importados pelo Brasil da China, as vendas ao gigante asiático são concentradas em um número bem menor de fornecedores de produtos primários. Somente três produtos — soja, minério de ferro e petróleo — representaram três quartos do total vendido à China no ano passado.

É bem maior o número de empresas brasileiras que exportam para o Mercosul (11,7 mil), os Estados Unidos (9,6 mil) e a União Europeia (8,6 mil), ainda que, no montante em dólares, estes mercados comprem menos do Brasil. As vendas para a China são mais concentradas em commodities do que para qualquer outro parceiro comercial .

Já quando se olha para as importações, o total de empresas que trazem produtos da China — 40.059, em número preciso de 2024 — é quase dez vezes superior ao número de importadores de produtos do Mercosul, o triplo dos Estados Unidos e o dobro da União Europeia. Desde 2000, o número de importadores de produtos chineses no Brasil foi ampliado em 11 vezes.

O estudo mostra que, embora em menor ritmo, também houve um avanço no número de empresas que vendem à China: quadruplicou de 2000 para cá, incluindo microempresas que passaram a fornecer ao país.

A urbanização acelerada, a ascensão da classe média e o crescimento da indústria puxaram nas últimas décadas a demanda chinesa por produtos que o Brasil tem condições de fornecer. Nos últimos dez anos, a China respondeu por mais da metade do superávit da balança comercial brasileira, sendo, em 2024, o destino de 28% das exportações do Brasil.

Fonte: Estadão

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Exportação

Número de empresas brasileiras que exportam aos EUA bate recorde, aponta estudo do MDIC

Quase 10 mil companhias do país fizeram negócios com os Estados Unidos em 2023

O total de empresas do Brasil que exportam para os Estados Unidos bateu um recorde histórico.

Em 2023, 9.533 companhias nacionais venderam produtos ao país norte-americano, e a maioria deles são itens de maior tecnologia. O total de empresas do Brasil que exportam para os Estados Unidos bateu um recorde histórico. Em 2023, 9.533 companhias nacionais venderam produtos ao país norte-americano, e a maioria deles são itens de maior tecnologia.
O levantamento mostrou ainda que as empresas que exportam aos EUA pagam melhores salários aos funcionários e empregam mais mulheres, na comparação com companhias que vendem a outros países.

“Nunca na história tantas empresas exportaram para um único destino quanto exportaram no ano passado para os Estados Unidos”, diz Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC. “Isso é algo que interessa porque ampliar a base exportadora do Brasil é um objetivo do governo federal”, prossegue.

Em 2000, havia 4.664 empresas brasileiras exportando aos EUA. Em 2005, este número atingiu 8.023, mas houve queda nos anos seguintes, em parte por causa da crise financeira americana. A retomava veio a partir de 2013 e ganhou mais força nos últimos cinco anos, com crescimento contínuo desde 2018, até chegar aos atuais 9.953.

Como comparação, 11.253 empresas brasileiras exportam para países do Mercosul, 8.498 para a União Europeia e 2.847 vendem para a China.

200 anos de relações

Neste ano, Brasil e EUA completam 200 anos de relações bilaterais. Em 2009, os Estados Unidos perderam o posto de maior importador de produtos brasileiros para a China, mas permanece como o maior comprador de produtos industrializados brasileiros e é o segundo maior parceiro comercial do país.

Em 2023, os Estados Unidos compraram US$ 29,9 bilhões em produtos manufaturados brasileiros, como aeronaves, aço, máquinas para construção e mineração, motores e geradores. Além disso, o país exporta muito café em grão e suco de laranja aos EUA.

“Os produtos cujas exportações brasileiras para os Estados Unidos mais cresceram de janeiro a agosto desse ano são café, celulose e carne, mas também aeronaves e máquinas de energia elétrica. Nos chama a atenção o crescimento em universos de produtos que são muito diferentes”, diz Prazeres.

Abraão Neto, CEO da Amcham Brasil, aponta que, além do aumento de negócios com produtos manufaturados, há um momento promissor no setor de serviços e de investimentos americanos no Brasil.

“Temos percebido uma movimentação bastante promissora nos investimentos bilaterais. Percebemos fortes evidências de um novo ciclo de investimentos americanos no Brasil, em áreas como energia, sustentabilidade e tecnologia”, diz Neto.

O estudo aponta ainda que empresas brasileiras que exportam aos Estados Unidos geram 3,2 milhões de empregos no Brasil, número 22,5% maior em relação a 2008. A remuneração média nestas empresas é de R$ 4.588 mensais, número 16,2% maior do que na comparação com a China.

https://exame.com/economia/numero-de-empresas-brasileiras-que-exportam-aos-eua-bate-recorde-aponta-estudo-do-mdic/amp/

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