Portos

Tecon Santos 10: AD Ports mira leilão e Emirados Árabes defendem disputa sem restrições

A AD Ports, um dos principais grupos de logística dos Emirados Árabes Unidos, avalia participar da disputa pelo Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para o Porto de Santos (SP). O empreendimento deve receber mais de R$ 6 bilhões em investimentos e aumentar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do maior complexo portuário da América Latina.

Segundo relatos obtidos pela CNN, o embaixador dos Emirados Árabes Unidos no Brasil, Sharif Essa Alsuwaidi, procurou integrantes do governo na semana passada para apresentar o interesse do grupo. Na ocasião, também defendeu que as companhias de navegação possam participar do futuro leilão.

AD Ports amplia presença no setor portuário

Controlada pelo fundo soberano de Abu Dhabi, a AD Ports possui 34 terminais portuários e capacidade para movimentar aproximadamente 12 milhões de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés — por ano.

A atuação internacional do grupo inclui operações em países como Egito, Congo, Paquistão, Angola e Bangladesh. Em 2022, a companhia adquiriu a armadora espanhola Noatum, sediada em Barcelona e responsável por operações marítimas em diferentes mercados. A empresa, porém, não figura entre as 20 maiores companhias de navegação do mundo.

No primeiro semestre, o grupo também concluiu a aquisição da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura), responsável por terminais de granéis sólidos nos portos de Santos e Itaqui (MA).

Leilão do Tecon Santos 10 enfrenta impasse

O projeto do novo terminal de contêineres em Santos é discutido desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e vem sendo adiado diante da falta de consenso sobre as regras de participação no certame.

Durante a análise da modelagem do Tecon Santos 10, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou impedir a participação de armadores. A preocupação é evitar a chamada verticalização portuária, situação em que empresas de navegação também passam a controlar terminais.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) seguiu a orientação e encaminhou diretrizes à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela preparação do edital.

Posteriormente, a Casa Civil pediu alterações na modelagem. Em nota técnica, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) defendeu um processo em etapa única e sem restrições à participação de atuais operadores de terminais em Santos — desde que, em caso de vitória, vendam seus ativos no porto — e de empresas de navegação.

Grupo de trabalho ainda não definiu regras

Para tentar solucionar o impasse, foi criado um grupo de trabalho encarregado de consolidar as orientações destinadas à Antaq e definir as condições do leilão.

O grupo completou um mês de funcionamento na sexta-feira (14), mas ainda não apresentou uma conclusão pública sobre o assunto.

Nesse cenário, a entrada da AD Ports acrescenta um novo elemento à disputa pelo Tecon Santos 10. Empresas como MSC, Maersk e Cosco já vêm acompanhando os preparativos para o leilão, embora a participação de armadores ainda dependa das regras que serão estabelecidas.

Disputa reúne operadores nacionais e estrangeiros

A ICTSI, das Filipinas, considerada a maior operadora independente de terminais de contêineres do mundo, também participa das movimentações que antecedem o certame. A JBS Terminais é outra empresa que acompanha o processo.

Nos Emirados Árabes Unidos, a DP World (DPW) já opera um dos três terminais de contêineres atualmente em funcionamento no Porto de Santos. A companhia, contudo, não pretende vender o ativo, condição necessária para que pudesse eventualmente entrar na disputa pelo Tecon Santos 10.

Procurada pela CNN, a embaixada dos Emirados Árabes Unidos não respondeu aos questionamentos sobre o assunto.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AD Ports

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Indústria

Edge compra Akaer e amplia presença na indústria de defesa brasileira

O Edge Group, conglomerado estatal de tecnologia e defesa dos Emirados Árabes Unidos, anunciou a aquisição de 100% da Akaer, empresa brasileira especializada em engenharia aeroespacial. A operação, que ainda depende de aprovações regulatórias e do cumprimento de condições contratuais, representa o terceiro investimento do grupo no setor de defesa do Brasil em pouco mais de três anos. O valor da transação não foi revelado.

Akaer é referência em engenharia aeroespacial

Fundada em 1992, a Akaer, sediada em São José dos Campos (SP), atua no desenvolvimento de soluções para os segmentos aeroespacial, defesa e tecnologia.

Ao longo de sua trajetória, a empresa participou de importantes programas da indústria aeronáutica, como o caça Gripen NG, desenvolvido pela Saab para a Força Aérea Brasileira, além de projetos da Embraer, entre eles o cargueiro KC-390, o Super Tucano, as famílias de aeronaves comerciais ERJ-E1 e ERJ-E2, e os jatos executivos Legacy 450 e Legacy 500.

A companhia também colaborou em projetos ligados ao Boeing 747-8, ao avião B-250, da Calidus, e ao programa brasileiro de modernização das aeronaves de patrulha marítima P-3 Orion.

Aquisição fortalece portfólio tecnológico da Edge

Com a incorporação da Akaer, a Edge amplia sua atuação em áreas estratégicas como veículos aéreos não tripulados (VANTs), sensores ópticos, sistemas eletro-ópticos e infravermelhos, além de tecnologias voltadas ao setor espacial.

Segundo o grupo, a Akaer continuará operando no Brasil, preservando sua estrutura de gestão, equipe técnica e relacionamento com clientes nacionais e internacionais.

O diretor-presidente da Edge, Hamad Al Marar, afirmou que a empresa brasileira agrega uma equipe altamente especializada, com experiência em projetos aeroespaciais complexos desenvolvidos ao longo de três décadas.

Brasil se torna peça estratégica para o grupo árabe

A compra da Akaer consolida a estratégia da Edge de expandir sua presença na indústria de defesa brasileira.

O primeiro investimento ocorreu em 2023, quando o grupo adquiriu 50% da SIATT, empresa de São José dos Campos dedicada ao desenvolvimento de sistemas de defesa. Entre seus principais projetos está o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, criado em parceria com a Marinha do Brasil para competir com modelos tradicionais do mercado internacional.

Como parte desse investimento, a Edge também financiou a construção de uma nova fábrica da SIATT em Caçapava (SP), além de firmar parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para estimular pesquisa e formação de profissionais.

Expansão inclui tecnologias não letais

Em 2024, o conglomerado ampliou sua atuação ao comprar 51% da Condor Tecnologias Não Letais, fabricante brasileira reconhecida internacionalmente por equipamentos utilizados por forças policiais e militares.

O portfólio da empresa inclui gás lacrimogêneo, spray de pimenta, granadas de efeito moral e munições de impacto controlado, produtos exportados para 85 países.

Após a aquisição, a Edge anunciou investimentos para ampliar a capacidade produtiva da companhia no Brasil, reforçando sua presença também no segmento de segurança pública.

Brasil reúne engenharia qualificada e potencial de exportação

A escolha do Brasil faz parte da estratégia da Edge de ampliar sua atuação global por meio de mercados com forte capacidade tecnológica e custos competitivos.

Antes da compra da Akaer, os investimentos anunciados pelo grupo no país já somavam aproximadamente R$ 3 bilhões. Com a nova operação, esse montante deverá aumentar, embora os valores não tenham sido divulgados.

Mercado global de defesa segue em expansão

O avanço da Edge acontece em um cenário de crescimento dos investimentos militares em todo o mundo. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), os gastos globais com defesa atingiram US$ 2,46 trilhões em 2024, alta de 7,4% em relação ao ano anterior.

Criado em 2019 a partir da integração de mais de 20 empresas dos Emirados Árabes Unidos, o Edge atua em áreas como inteligência artificial, cibersegurança, radares, munições, veículos autônomos e tecnologias espaciais.

Com operações em países como Polônia, Estônia e Suíça, além de joint ventures na Itália e na Espanha, o conglomerado reúne atualmente mais de 25 mil funcionários, receita anual de US$ 5 bilhões e passa a consolidar o Brasil como um de seus principais polos de engenharia e desenvolvimento tecnológico fora dos Emirados Árabes Unidos.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: AKAER/Divulgação

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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Informação

Embraer vende cargueiro militar C-390 ao Oriente Médio em acordo histórico

A Embraer garantiu seu primeiro contrato de venda do cargueiro militar C-390 Millennium para um país do Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) oficializaram a compra de 10 aeronaves, com opção de adquirir outras 10 unidades, podendo chegar a um total de 20 aviões.

O acordo foi assinado nesta segunda-feira (4), em Abu Dhabi, pelo Tawazun Council for Defence Enablement — órgão responsável pela regulação do setor de defesa no país — em parceria com a fabricante brasileira.

Primeiro contrato na região e maior pedido do modelo

A negociação marca a estreia do C-390 Millennium no mercado do Oriente Médio e representa o maior pedido já feito por um único país para esse modelo de aeronave.

A assinatura contou com a presença de autoridades locais, incluindo o vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, além do presidente da Embraer, reforçando a relevância estratégica do acordo.

Contrato inclui suporte técnico e transferência de conhecimento

O pacote firmado vai além da entrega das aeronaves. O contrato prevê a criação de uma estrutura local para manutenção, reparo e revisão (MRO), em colaboração com uma empresa dos Emirados.

Também está incluído o suporte pós-venda dentro do país, o que aponta para uma transferência parcial de tecnologia e conhecimento técnico, fortalecendo a capacidade operacional local.

Antes da decisão, o cargueiro passou por testes realizados no território emiradense. As avaliações consideraram diferentes tipos de missão, como transporte de cargas e tropas, evacuação aeromédica, operações humanitárias e uso em pistas não pavimentadas.

Expansão internacional e competição global

A venda representa um avanço importante para a estratégia de internacionalização da divisão de Defesa & Segurança da Embraer, que busca ampliar a presença global do C-390.

Atualmente, a aeronave já opera em países europeus como Portugal, Hungria e Holanda. Com a entrada no Oriente Médio, a fabricante brasileira passa a atuar em um mercado considerado estratégico para o setor de defesa.

O C-390 Millennium disputa espaço com modelos consolidados no segmento de transporte militar, como o Airbus A400M e o C-130J Hercules, ampliando a competitividade da Embraer no cenário internacional.

O valor do contrato não foi divulgado pela empresa.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: SP

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Internacional

Embraer vende aviões militares C-390 aos Emirados Árabes Unidos em contrato histórico

A Embraer firmou um acordo estratégico com o Tawazun Council for Defence Enablement para o fornecimento de aeronaves militares. O contrato prevê a compra de dez unidades do cargueiro C-390 Millennium, além de outras dez opções futuras.

Acordo fortalece transporte militar dos Emirados

A negociação tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte aéreo militar dos Emirados Árabes Unidos. A iniciativa também inclui parceria com uma empresa local do setor de defesa, reforçando o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a fabricante brasileira, este é o maior pedido internacional já realizado por um único país para o modelo C-390 Millennium, marcando ainda a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio.

Avaliação técnica e escolha do modelo

O contrato foi firmado após um longo processo de análise, que envolveu testes operacionais realizados no próprio território dos Emirados. De acordo com a Embraer, a aeronave foi escolhida por atender de forma eficiente às exigências da força aérea local.

A empresa destacou que o modelo se sobressai pela combinação de desempenho, versatilidade e menor custo ao longo do ciclo de vida — fatores decisivos para a escolha.

Manutenção e suporte com parceria local

Além da venda das aeronaves, o acordo inclui serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), bem como suporte logístico contínuo. Essas atividades serão conduzidas em conjunto com uma empresa dos Emirados, ampliando a cooperação industrial entre os países.

Versatilidade do C-390 Millennium

O avião militar C-390 Millennium é projetado para múltiplas operações. Entre suas principais funções estão:

  • Transporte de cargas e tropas
  • Lançamento aéreo
  • Missões humanitárias
  • Evacuação aeromédica
  • Operações em pistas não pavimentadas

A aeronave também oferece interoperabilidade com forças armadas de diferentes países, facilitando ações conjuntas em cenários internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/FAB

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Internacional

Espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos é fechado por risco de ataques

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento temporário de todo o seu espaço aéreo como medida preventiva diante do agravamento das tensões no Oriente Médio. A decisão foi divulgada pela autoridade de aviação civil do país em meio ao avanço de riscos envolvendo segurança regional.

Medida preventiva diante da escalada de tensão

Segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil, a suspensão das operações aéreas ocorre em caráter excepcional e visa garantir a segurança diante da rápida evolução do cenário geopolítico.

A decisão foi comunicada por meio da agência estatal de notícias na terça-feira (horário local), ainda na noite de segunda-feira no Brasil.

Ameaças com mísseis e drones elevam alerta

O Ministério da Defesa dos Emirados informou que está monitorando e respondendo a possíveis ameaças envolvendo mísseis e drones, atribuídas ao Irã.

O aumento do risco de ataques intensificou o nível de alerta no país, levando à adoção de medidas imediatas para proteger o tráfego aéreo e a população.

Impactos no transporte aéreo

O fechamento total do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos pode afetar voos comerciais e rotas internacionais que cruzam a região, considerada estratégica para a aviação global.

Autoridades ainda não informaram prazo para a normalização das operações, que dependerá da evolução do cenário de segurança no Oriente Médio.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/AFP / Estadão

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Exportação

Exportações do Brasil para países árabes crescem 10% e geram superávit de US$ 1,3 bilhão

As exportações brasileiras para países árabes iniciaram o ano em ritmo positivo. Em janeiro, o Brasil faturou US$ 1,985 bilhão com vendas externas para a região, avanço de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No mesmo período, as importações recuaram 25,1%, totalizando US$ 668,9 milhões.

Emirados lideram compras de produtos brasileiros

Entre os parceiros comerciais, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das vendas, com US$ 600,1 milhões — crescimento expressivo de 110%.

Na sequência aparecem:

  • Arábia Saudita: US$ 245,13 milhões (+9%)
  • Egito: US$ 233,5 milhões (-42,3%)

O resultado reforça a importância da região para o comércio exterior brasileiro e amplia a diversificação dos mercados compradores.

Fornecedores árabes ao Brasil

No fluxo inverso, a Arábia Saudita foi o maior fornecedor entre os países árabes, com embarques de US$ 205,8 milhões, apesar da queda de 47,6%.

Já os Emirados Árabes Unidos registraram forte crescimento nas vendas ao Brasil, alcançando US$ 141,6 milhões (alta de 497%), enquanto o Egito exportou US$ 128,5 milhões, avanço de 19,8%.

Principais produtos comercializados

Entre os itens exportados pelo Brasil, destacam-se:

  • açúcar
  • milho
  • carne de frango
  • minério de ferro
  • gado vivo
  • petróleo bruto
  • carne bovina congelada

Já nas compras brasileiras, predominam:

  • petróleo refinado
  • fertilizantes nitrogenados
  • petróleo bruto
  • fertilizantes fosfatados

Corrente de comércio e saldo positivo

A corrente de comércio bilateral somou US$ 2,6 bilhões em janeiro, leve queda de 1,6% na comparação anual. Apesar disso, o superávit comercial brasileiro cresceu 44,4%, atingindo US$ 1,3 bilhão.

O desempenho reforça a relevância do mercado árabe para a balança comercial nacional e evidencia o peso do agronegócio e de commodities minerais nas vendas externas.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Comércio exterior: governo define Índia, Canadá e Emirados como prioridades em 2026

O governo federal estabeleceu como foco do comércio exterior brasileiro em 2026 o avanço de negociações e a ampliação de acordos do Mercosul com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos. A estratégia busca diversificar mercados, ampliar exportações e reduzir barreiras comerciais.

As diretrizes foram confirmadas pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante coletiva para apresentação dos resultados da balança comercial brasileira de 2025.

Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação como instrumentos para fortalecer o livre comércio e a inserção internacional do país.

Índia: ampliar acordo e reduzir tarifas

No caso da Índia, o principal objetivo é expandir a cobertura do acordo de comércio preferencial firmado com o Mercosul, atualmente considerado restrito. O governo avalia que o país asiático, hoje o mais populoso do mundo e com forte processo de industrialização recente, ainda é pouco explorado pelos exportadores brasileiros.

Atualmente, a pauta de exportações do Brasil para o mercado indiano é concentrada: óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto respondem por mais de 60% das vendas. A avaliação oficial é de que há espaço para diversificação, com potencial para produtos como minério de ferro, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas. Outros itens, como carne de aves, pescado, café e suco de laranja, também aparecem como oportunidades.

O principal obstáculo está nas elevadas tarifas indianas. Hoje, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo, que inclui cerca de 450 categorias de produtos, de um universo aproximado de 10 mil, com reduções tarifárias entre 10% e 20%.

A meta do governo é ampliar a lista de produtos, sobretudo do agronegócio, negociar cortes mais expressivos de tarifas e eliminar barreiras comerciais. Em 2025, o presidente Lula afirmou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sinalizou concordância em ampliar o escopo do acordo.

Emirados Árabes: acordo de livre comércio em fase final

Com os Emirados Árabes Unidos, a prioridade é concluir as negociações de um acordo de livre comércio entre o país árabe e o Mercosul. As tratativas tiveram início em 2024 e avançaram rapidamente, com quatro rodadas já realizadas.

Apesar da expectativa de conclusão ainda em 2025, as negociações finais ficaram para 2026. Um dos principais impasses envolve a demanda dos Emirados para zerar as tarifas de importação do Mercosul sobre cerca de duas dezenas de produtos petroquímicos.

O tema é sensível para a indústria brasileira, que busca proteção frente à forte competitividade dos produtores árabes, grandes exportadores de derivados de petróleo.

Atualmente, o Brasil exporta principalmente carne de frango, carne bovina e açúcar para os Emirados. Já as importações incluem petróleo, ureia, enxofre e componentes aeronáuticos. Além do comércio, a relação bilateral tem sido fortalecida por investimentos crescentes de grupos como Mubadala, ADIG, Edge Group e DP World, consolidando a parceria estratégica entre os países.

Canadá: acesso a mercados de maior valor agregado

Em relação ao Canadá, o governo brasileiro pretende acelerar as negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá, visto como estratégico para ampliar o acesso a mercados de maior valor agregado, especialmente nos setores de mineração e agronegócio.

As conversas, iniciadas em 2018, foram retomadas em 2025 em meio às incertezas no comércio global, após medidas tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O acordo em negociação prevê redução de tarifas, facilitação do comércio de bens e serviços e maior cooperação em áreas como investimentos, compras governamentais e regras ambientais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Risi / Audiovisual PR

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Agronegócio

Brasil amplia exportações com novas aberturas de mercado nos Emirados Árabes e no Líbano

O Brasil conquistou duas novas aberturas de mercado internacional, com autorização para exportar codornas aos Emirados Árabes Unidos (EAU) e feijão preto ao Líbano. As negociações, concluídas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), reforçam a presença do país no comércio agropecuário global.

Exportações para os Emirados Árabes Unidos

As autoridades sanitárias dos EAU aprovaram a importação de codornas destinadas à alimentação animal, abrindo mais uma frente para o setor pecuário brasileiro. Somente em 2024, o país árabe comprou mais de US$ 3,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, tornando-se o sexto maior destino das exportações do agronegócio brasileiro.

Feijão preto brasileiro chega ao Líbano

No Líbano, o aval sanitário permitirá a entrada do feijão preto brasileiro, fortalecendo o comércio bilateral. No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 432 milhões em produtos agropecuários ao mercado libanês, com destaque para carnes, itens do complexo sucroalcooleiro e derivados de soja.

Expansão do agronegócio

Com as novas autorizações, o agronegócio do Brasil acumula 488 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado direto da diplomacia comercial e do esforço conjunto entre Mapa e MRE para ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos destinos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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