Negócios

Eve prepara fábrica em Taubaté para produzir 480 eVTOLs por ano

A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea elétrica controlada pela Embraer, prepara o início das operações comerciais de seus eVTOLs, aeronaves elétricas capazes de decolar e pousar verticalmente. A expectativa é que os primeiros voos comerciais ocorram até o fim de 2028, com a produção inicial concentrada na fábrica de Taubaté (SP).

A unidade foi projetada para alcançar uma capacidade de até 480 aeronaves por ano. A operação comercial poderá começar simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, mercados considerados estratégicos pela companhia.

No Brasil, a proximidade com a estrutura de engenharia e industrial da Embraer é apontada como uma vantagem. Já nos Estados Unidos, a Eve identifica oportunidades comerciais em diferentes cidades e pretende utilizar o país como uma das bases para a expansão do serviço.

Eve já reúne cerca de 3 mil cartas de intenção

A empresa acumula aproximadamente 3 mil cartas de intenção de compra para o eVTOL, além de alguns pedidos firmes. Apesar da demanda prospectiva, a Eve ainda não definiu onde serão instaladas eventuais novas unidades industriais.

A estratégia prevê iniciar a fabricação em Taubaté e, em uma etapa posterior, realizar a montagem final das aeronaves mais próxima dos mercados onde elas serão utilizadas.

A decisão considera a própria característica do eVTOL, que possui autonomia limitada e não foi desenvolvido para percorrer grandes distâncias entre a fábrica e os locais de operação.

Fábrica de Taubaté terá capacidade para 480 eVTOLs

A unidade paulista deverá ter capacidade inicial para produzir 480 eVTOLs por ano. Antes de decidir pela construção de novas fábricas, a companhia pretende observar a evolução da demanda.

A estratégia permitirá ajustar a expansão industrial ao ritmo de crescimento do mercado de mobilidade aérea elétrica.

Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, a administração da Embraer indicou que a companhia pretende utilizar a evolução da demanda como referência para definir os próximos investimentos industriais da Eve.

Certificação será decisiva para o início das operações

Um dos principais objetivos do programa é obter a certificação do eVTOL até o fim de 2028. Para chegar a essa etapa, a Eve precisa avançar nos testes e reduzir os riscos relacionados ao desenvolvimento da aeronave.

Entre os marcos considerados importantes está a realização de um voo completo de transição e reversão, envolvendo os diferentes modos de voo do veículo.

A empresa pretende avançar nessa fase de testes ao longo de 2026 e 2027. Até o momento, o programa já acumula mais de 60 voos verticais e recentemente realizou sua primeira transição parcial para o voo horizontal.

Centenas de engenheiros estão envolvidos no projeto

O desenvolvimento do eVTOL mobiliza atualmente centenas de engenheiros da Embraer. A equipe atua paralelamente no projeto da nova aeronave, na evolução dos produtos já existentes, em programas de defesa e no desenvolvimento de tecnologias para futuras gerações de aeronaves.

A fabricante também mantém estudos sobre novas tecnologias e possíveis produtos nos segmentos de aviação comercial, aviação executiva e defesa.

A expectativa da Embraer é que a Eve passe a contribuir de maneira mais significativa para os resultados do grupo principalmente a partir de 2029 e 2030, complementando a estratégia de crescimento prevista para o início da próxima década.

Brasil e Estados Unidos devem concentrar os primeiros voos

A estratégia inicial de operação prevê a entrada do eVTOL nos mercados brasileiro e norte-americano.

No Brasil, a proximidade entre a operação da Eve, a engenharia e a estrutura industrial da Embraer pode facilitar o início das atividades. Nos Estados Unidos, a empresa identifica oportunidades em diferentes centros urbanos e pretende desenvolver o mercado como parte de sua estratégia internacional.

Ainda não há definição sobre as próximas fábricas. A expansão da produção dependerá da evolução da demanda por eVTOLs e do desenvolvimento das operações comerciais.

Embraer também amplia capacidade industrial

O avanço da Eve acontece paralelamente aos planos de expansão da Embraer. A fabricante pretende chegar a 2030 com capacidade para produzir entre 110 e 120 aeronaves comerciais por ano, além de mais de 200 jatos executivos e mais de 10 aeronaves KC-390 anuais no Brasil.

No caso da Eve, a capacidade projetada de 480 unidades anuais em Taubaté representa uma estrutura voltada a uma nova categoria de aeronaves e a uma possível expansão futura do mercado de mobilidade aérea elétrica.

Por enquanto, essa capacidade não significa produção em escala comercial. Até 2028, as prioridades são concluir o desenvolvimento do eVTOL, avançar nos testes e obter as certificações necessárias para o início das operações.

Com cerca de 3 mil cartas de intenção e pedidos firmes já registrados, a Eve entra em uma etapa decisiva: transformar a demanda potencial em operações certificadas e produção em escala.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

C919: jato chinês avança no mercado internacional e desafia Airbus e Boeing

A China deu mais um passo para reduzir sua dependência de fabricantes estrangeiras de aeronaves comerciais. O C919, desenvolvido pela estatal China Commercial Aircraft (Comac), realizou seu primeiro voo comercial internacional e começa a ganhar espaço em um mercado historicamente dominado por Airbus e Boeing.

O bimotor de corredor único, com capacidade para até 174 passageiros, foi operado pela Air China no voo que partiu de Pequim na quarta-feira e pousou cerca de duas horas depois em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.

A estreia representa um marco para a aviação comercial chinesa, embora o modelo ainda enfrente obstáculos para competir em escala global.

C919 entra no mercado internacional

O C919 ainda não recebeu certificação das duas principais autoridades aeronáuticas internacionais: a americana FAA e a europeia EASA.

Mesmo assim, o início das operações internacionais representa um avanço para a Comac após anos de atrasos no desenvolvimento e na entrada em serviço da aeronave.

O modelo foi projetado para disputar o mercado de jatos narrow-body, segmento de corredor único no qual predominam atualmente as famílias A320, da Airbus, e 737, da Boeing.

China busca reduzir dependência de fabricantes ocidentais

O avanço do C919 ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Desde maio, Pequim vem retardando a aprovação de algumas entregas da Airbus e, segundo informações da Bloomberg, o movimento estaria relacionado à demora das autoridades europeias para certificar os novos modelos da Comac.

Ao mesmo tempo, a China reduziu sua dependência da Boeing. As companhias aéreas chinesas, que chegaram a representar mais de 20% das vendas da fabricante americana, hoje respondem por cerca de 5%.

Apesar do avanço da indústria nacional, o C919 ainda depende significativamente de tecnologia estrangeira.

Um dos principais exemplos são os motores, produzidos pela CFM International, joint venture formada pela GE Aerospace e pela francesa Safran Aircraft Engines.

Produção ainda é um desafio para a Comac

A capacidade de fabricação também aparece como um dos principais obstáculos para a expansão internacional do C919.

Segundo a CNBC, a Comac colocou 32 aeronaves C919 em operação em 2025, volume equivalente a aproximadamente um terço das aeronaves entregues pela Airbus na China no mesmo período.

O ritmo é considerado insuficiente para colocar o fabricante chinês em condições de competir diretamente com as duas líderes globais.

O analista Rob Morris, ouvido pela CNBC, avalia que a Comac ainda precisa ampliar sua capacidade de desenvolvimento e produção para representar uma ameaça efetiva à Airbus e à Boeing.

Além de fabricar e entregar os aviões, a empresa precisa construir uma ampla estrutura de suporte pós-venda e manutenção, com atendimento contínuo capaz de garantir níveis de confiabilidade semelhantes aos dos modelos A320 e 737.

Mercado chinês dá vantagem à Comac

A fabricante chinesa conta, porém, com uma importante vantagem: um enorme mercado doméstico e forte participação estatal no setor aéreo.

A China é atualmente um dos principais mercados da Airbus, com expectativa de aquisição de mais de 9 mil aeronaves nas próximas duas décadas.

Ao mesmo tempo, o governo chinês controla as três maiores companhias aéreas do país. Juntas, elas representam aproximadamente metade da capacidade do mercado doméstico, criando uma base relevante de potenciais compradores para os aviões da Comac.

Esse cenário pode acelerar a adoção de aeronaves produzidas nacionalmente e ampliar gradualmente a presença do C919.

C909 avança no mercado de jatos regionais

A Comac também busca espaço no segmento de jatos regionais, atualmente marcado pela forte presença da Embraer.

O C909, anteriormente conhecido como ARJ21, vem ampliando sua participação impulsionado pelo apoio do governo chinês. Segundo a fabricante estatal, 186 aeronaves da família foram entregues desde junho de 2016, quando o modelo entrou em operação comercial.

A aeronave representa cerca de 70% da frota de jatos regionais na China.

Fora do mercado chinês, o C909 já opera em países como Laos, Indonésia e Vietnã, inclusive em rotas internacionais.

Embraer mantém presença relevante

Apesar do avanço da Comac, a Embraer continua com uma posição consolidada no mercado de jatos regionais.

A família E2 soma atualmente 195 aeronaves em operação, além de mais de 500 pedidos firmes que ainda serão entregues nos próximos anos.

A expansão internacional da Comac, portanto, não representa uma mudança imediata no equilíbrio do setor. O C919 ainda precisa superar desafios relacionados à certificação internacional, escala de produção, confiabilidade e suporte global para competir de forma ampla com Airbus e Boeing.

O avanço da fabricante chinesa, entretanto, indica que a indústria aeronáutica do país está construindo gradualmente uma alternativa nacional aos principais fabricantes ocidentais.

FONTE: Brazil Journal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Journal

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Tecnologia

Embraer firma acordo para fornecer até 30 carros voadores em projeto de mobilidade aérea

A Eve Air Mobility, empresa da Embraer voltada à mobilidade aérea urbana, assinou uma carta de intenções com a Moov que prevê a possível aquisição de até 30 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), popularmente conhecidas como carros voadores.

Além da potencial compra das aeronaves, o acordo estabelece uma cooperação entre as empresas para avaliar oportunidades de expansão da mobilidade aérea avançada em Cabo Verde e em países da Europa.

Projeto pretende ampliar transporte e turismo no arquipélago

A parceria tem como foco o desenvolvimento de soluções de transporte que fortaleçam o turismo e a conectividade entre as ilhas de Cabo Verde.

Entre as aplicações previstas para os eVTOLs estão voos turísticos panorâmicos, transporte entre aeroportos, portos e resorts, além de ligações regionais entre as ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal, Praia e Boa Vista.

As empresas também estudam o uso das aeronaves em serviços de transporte médico e operações de inspeção de infraestrutura, ampliando as possibilidades de utilização da tecnologia.

Crescimento do turismo impulsiona projeto

A iniciativa acompanha o avanço do setor turístico no arquipélago africano. Dados do Banco Mundial mostram que Cabo Verde recebeu cerca de 1,18 milhão de visitantes em 2024, um crescimento de 16,5% na comparação com o ano anterior.

Com o turismo consolidado como um dos principais pilares da economia local, os investimentos em infraestrutura e conectividade criam um cenário favorável para a adoção da mobilidade aérea elétrica.

Na avaliação das empresas, os carros voadores poderão complementar a atual rede de transporte, oferecendo deslocamentos mais rápidos entre ilhas e ampliando as opções de mobilidade para moradores e turistas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embraer

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Indústria

Edge compra Akaer e amplia presença na indústria de defesa brasileira

O Edge Group, conglomerado estatal de tecnologia e defesa dos Emirados Árabes Unidos, anunciou a aquisição de 100% da Akaer, empresa brasileira especializada em engenharia aeroespacial. A operação, que ainda depende de aprovações regulatórias e do cumprimento de condições contratuais, representa o terceiro investimento do grupo no setor de defesa do Brasil em pouco mais de três anos. O valor da transação não foi revelado.

Akaer é referência em engenharia aeroespacial

Fundada em 1992, a Akaer, sediada em São José dos Campos (SP), atua no desenvolvimento de soluções para os segmentos aeroespacial, defesa e tecnologia.

Ao longo de sua trajetória, a empresa participou de importantes programas da indústria aeronáutica, como o caça Gripen NG, desenvolvido pela Saab para a Força Aérea Brasileira, além de projetos da Embraer, entre eles o cargueiro KC-390, o Super Tucano, as famílias de aeronaves comerciais ERJ-E1 e ERJ-E2, e os jatos executivos Legacy 450 e Legacy 500.

A companhia também colaborou em projetos ligados ao Boeing 747-8, ao avião B-250, da Calidus, e ao programa brasileiro de modernização das aeronaves de patrulha marítima P-3 Orion.

Aquisição fortalece portfólio tecnológico da Edge

Com a incorporação da Akaer, a Edge amplia sua atuação em áreas estratégicas como veículos aéreos não tripulados (VANTs), sensores ópticos, sistemas eletro-ópticos e infravermelhos, além de tecnologias voltadas ao setor espacial.

Segundo o grupo, a Akaer continuará operando no Brasil, preservando sua estrutura de gestão, equipe técnica e relacionamento com clientes nacionais e internacionais.

O diretor-presidente da Edge, Hamad Al Marar, afirmou que a empresa brasileira agrega uma equipe altamente especializada, com experiência em projetos aeroespaciais complexos desenvolvidos ao longo de três décadas.

Brasil se torna peça estratégica para o grupo árabe

A compra da Akaer consolida a estratégia da Edge de expandir sua presença na indústria de defesa brasileira.

O primeiro investimento ocorreu em 2023, quando o grupo adquiriu 50% da SIATT, empresa de São José dos Campos dedicada ao desenvolvimento de sistemas de defesa. Entre seus principais projetos está o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, criado em parceria com a Marinha do Brasil para competir com modelos tradicionais do mercado internacional.

Como parte desse investimento, a Edge também financiou a construção de uma nova fábrica da SIATT em Caçapava (SP), além de firmar parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para estimular pesquisa e formação de profissionais.

Expansão inclui tecnologias não letais

Em 2024, o conglomerado ampliou sua atuação ao comprar 51% da Condor Tecnologias Não Letais, fabricante brasileira reconhecida internacionalmente por equipamentos utilizados por forças policiais e militares.

O portfólio da empresa inclui gás lacrimogêneo, spray de pimenta, granadas de efeito moral e munições de impacto controlado, produtos exportados para 85 países.

Após a aquisição, a Edge anunciou investimentos para ampliar a capacidade produtiva da companhia no Brasil, reforçando sua presença também no segmento de segurança pública.

Brasil reúne engenharia qualificada e potencial de exportação

A escolha do Brasil faz parte da estratégia da Edge de ampliar sua atuação global por meio de mercados com forte capacidade tecnológica e custos competitivos.

Antes da compra da Akaer, os investimentos anunciados pelo grupo no país já somavam aproximadamente R$ 3 bilhões. Com a nova operação, esse montante deverá aumentar, embora os valores não tenham sido divulgados.

Mercado global de defesa segue em expansão

O avanço da Edge acontece em um cenário de crescimento dos investimentos militares em todo o mundo. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), os gastos globais com defesa atingiram US$ 2,46 trilhões em 2024, alta de 7,4% em relação ao ano anterior.

Criado em 2019 a partir da integração de mais de 20 empresas dos Emirados Árabes Unidos, o Edge atua em áreas como inteligência artificial, cibersegurança, radares, munições, veículos autônomos e tecnologias espaciais.

Com operações em países como Polônia, Estônia e Suíça, além de joint ventures na Itália e na Espanha, o conglomerado reúne atualmente mais de 25 mil funcionários, receita anual de US$ 5 bilhões e passa a consolidar o Brasil como um de seus principais polos de engenharia e desenvolvimento tecnológico fora dos Emirados Árabes Unidos.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: AKAER/Divulgação

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Tecnologia

eVTOL: Eve e Hitachi Energy firmam parceria para desenvolver infraestrutura de recarga de aeronaves elétricas

A Eve Air Mobility e a Hitachi Energy anunciaram nesta sexta-feira uma parceria estratégica para desenvolver a infraestrutura elétrica que dará suporte à operação de eVTOLs, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical conhecidas popularmente como “carros voadores”.

O acordo prevê a união da experiência das duas empresas para criar soluções de carregamento capazes de atender às exigências da futura mobilidade aérea urbana, considerada um dos principais desafios para a expansão desse mercado.

Parceria foca em sistema de recarga para os eVTOLs

O projeto marca o primeiro acordo da Eve voltado especificamente ao desenvolvimento da infraestrutura de recarga de baterias de seus eVTOLs.

Subsidiária da Embraer, a empresa está na fase de testes da aeronave, cuja certificação está prevista para 2028. Atualmente, o modelo já acumula cerca de 2.700 pré-encomendas em diferentes mercados ao redor do mundo.

Segundo o vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve, Luiz Mauad, garantir o fornecimento de energia desde o início das operações será essencial para a viabilidade da nova modalidade de transporte.

Tecnologia vai conectar a rede elétrica aos vertiportos

A Hitachi Energy utilizará sua experiência em soluções para carregamento de frotas de veículos elétricos e adaptará essa tecnologia às necessidades específicas dos eVTOLs.

De acordo com o presidente da empresa no Brasil e líder para a América do Sul, Glauco Freitas, o conceito adotado será o de “grid to plug”, que consiste em levar energia diretamente da rede de transmissão até os pontos de recarga das aeronaves.

A proposta busca garantir um fornecimento de energia mais estável, confiável e capaz de suportar carregamentos de alta potência em curtos intervalos de tempo, reduzindo oscilações comuns na rede convencional de distribuição.

Vertiportos serão a base da mobilidade aérea urbana

Toda a infraestrutura será instalada nos chamados vertiportos, espaços destinados ao pouso, decolagem e recarga dos eVTOLs.

Esses terminais poderão funcionar em aeroportos, edifícios, centros urbanos e outros locais estratégicos, formando uma rede de apoio para a operação das aeronaves elétricas nas cidades.

São Paulo e Nova York estão entre os mercados mais promissores

Embora a Eve enxergue potencial para a expansão da mobilidade aérea urbana em diversas regiões do mundo, cidades como São Paulo e Nova York aparecem entre as mais preparadas para receber a tecnologia.

Segundo estudos da companhia, a capital paulista poderá contar com mais de 300 eVTOLs em operação nas próximas duas décadas, conectando cerca de 35 pontos estratégicos da região metropolitana.

A expectativa é que a frota seja ampliada gradualmente, acompanhando o crescimento da demanda e a consolidação do setor.

Projeto também prevê reaproveitamento das baterias

Além da infraestrutura de carregamento, a parceria entre Eve e Hitachi Energy também avaliará alternativas para a segunda vida útil das baterias utilizadas nos eVTOLs.

A proposta é estudar o reaproveitamento desses equipamentos em sistemas de armazenamento de energia, contribuindo para ampliar a sustentabilidade da cadeia produtiva e reduzir o impacto ambiental após o encerramento do ciclo de uso na aviação.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Internacional

Embraer vende aviões militares C-390 aos Emirados Árabes Unidos em contrato histórico

A Embraer firmou um acordo estratégico com o Tawazun Council for Defence Enablement para o fornecimento de aeronaves militares. O contrato prevê a compra de dez unidades do cargueiro C-390 Millennium, além de outras dez opções futuras.

Acordo fortalece transporte militar dos Emirados

A negociação tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte aéreo militar dos Emirados Árabes Unidos. A iniciativa também inclui parceria com uma empresa local do setor de defesa, reforçando o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a fabricante brasileira, este é o maior pedido internacional já realizado por um único país para o modelo C-390 Millennium, marcando ainda a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio.

Avaliação técnica e escolha do modelo

O contrato foi firmado após um longo processo de análise, que envolveu testes operacionais realizados no próprio território dos Emirados. De acordo com a Embraer, a aeronave foi escolhida por atender de forma eficiente às exigências da força aérea local.

A empresa destacou que o modelo se sobressai pela combinação de desempenho, versatilidade e menor custo ao longo do ciclo de vida — fatores decisivos para a escolha.

Manutenção e suporte com parceria local

Além da venda das aeronaves, o acordo inclui serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), bem como suporte logístico contínuo. Essas atividades serão conduzidas em conjunto com uma empresa dos Emirados, ampliando a cooperação industrial entre os países.

Versatilidade do C-390 Millennium

O avião militar C-390 Millennium é projetado para múltiplas operações. Entre suas principais funções estão:

  • Transporte de cargas e tropas
  • Lançamento aéreo
  • Missões humanitárias
  • Evacuação aeromédica
  • Operações em pistas não pavimentadas

A aeronave também oferece interoperabilidade com forças armadas de diferentes países, facilitando ações conjuntas em cenários internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/FAB

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Internacional

Brasil e Índia ampliam cooperação em Defesa e negociam novo acordo estratégico

O Brasil e a Índia avançam nas tratativas para consolidar um novo acordo na área de Defesa, reforçando a parceria estratégica bilateral entre as duas nações. A movimentação ocorre durante a agenda internacional do presidente do Brasil em Nova Délhi.

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, encaminhou convite formal ao assessor de Segurança Nacional da Índia, Ajit Doval, para que visite o Brasil “assim que possível”. O gesto reforça o esforço diplomático para intensificar o diálogo de alto nível.

Novo memorando pode ser assinado durante visita presidencial

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o governo brasileiro espera concluir as negociações e formalizar um memorando de entendimento voltado à cooperação na indústria de defesa ainda durante a passagem de Lula pela capital indiana.

O presidente participa de um evento multilateral sobre inteligência artificial, mas a agenda inclui compromissos bilaterais considerados estratégicos para ampliar a cooperação em tecnologia, setor aeroespacial e indústria militar.

Avanços na aviação e diálogo de alto nível

Na correspondência enviada a Doval, Amorim avaliou como “altamente bem-sucedida” a recente visita do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia. Segundo ele, houve “progresso significativo” especialmente na área de aviação.

O assessor também ressaltou que a manutenção de contato frequente entre as autoridades dos dois países será determinante para o êxito dos projetos em andamento.

A área de defesa e segurança consolidou-se como um dos principais pilares da aproximação entre Brasília e Nova Délhi, sobretudo após sucessivas missões oficiais e ampliação das negociações em setores estratégicos.

Missões oficiais reforçam cooperação militar

Em 2025, pouco depois da visita de Amorim ao país asiático, Alckmin esteve em Nova Délhi acompanhado do ministro da Defesa, do comandante da Aeronáutica, do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e do presidente da Agência Espacial Brasileira.

A presença de representantes das Forças Armadas e da área espacial evidenciou a prioridade dada à cooperação militar e aeroespacial.

Embraer amplia presença na Índia

No setor empresarial, a Embraer inaugurou, em outubro, um novo escritório na capital indiana, com participação de Alckmin. A fabricante brasileira também firmou acordo de cooperação estratégica com o grupo Mahindra Group.

Já em janeiro, a companhia assinou memorando de entendimento com a Adani Defense & Aerospace para o desenvolvimento de um sistema integrado de transporte aéreo regional, ampliando a presença brasileira no mercado de defesa indiano.

Agenda bilateral e expectativa de novos avanços

Após compromissos multilaterais, Lula participa da inauguração do novo escritório da ApexBrasil em Nova Délhi e do encerramento do fórum empresarial Brasil–Índia.

No sábado, a programação prevê visita de Estado e reunião com o primeiro-ministro Narendra Modi, quando a agenda bilateral deve priorizar defesa, tecnologia e indústria estratégica.

A expectativa do governo brasileiro é transformar o atual momento de aproximação em acordos concretos, consolidando o relacionamento entre duas das principais economias emergentes do mundo.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Pozzebom / Agência Brasil

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Importação

Déficit industrial do Brasil atinge recorde histórico com alta das importações em 2025

A indústria de transformação brasileira ampliou suas exportações em 3,8% em 2025, mesmo diante da elevação das tarifas impostas pelos Estados Unidos. No entanto, o avanço das importações de bens industriais, que cresceram 8,6% no mesmo período, provocou um forte desequilíbrio na balança do setor.

O resultado foi um déficit industrial de US$ 71,1 bilhões — o maior desde o início da série histórica, em 1997. O número contrasta com o desempenho da balança comercial brasileira como um todo, que encerrou o ano passado com superávit de US$ 68,3 bilhões.

Os dados foram divulgados pelo Institute for Industrial Development Studies (IEDI).

Plataformas de petróleo e impacto no saldo comercial

Importações extraordinárias de plataformas de petróleo contribuíram para o agravamento do resultado, gerando um déficit de US$ 5,3 bilhões em 2025. Ainda assim, mesmo desconsiderando esse efeito ao longo da série histórica, o saldo negativo do setor permanece como o maior já registrado — ainda que mais próximo dos déficits observados em 2013 (US$ 64,8 bilhões) e 2014 (US$ 63,6 bilhões).

Segundo Rafael Cagnin, economista-chefe do IEDI, o desempenho foi fortemente influenciado pelo aumento do rombo nas indústrias de alta tecnologia e pela menor contribuição dos segmentos de média-baixa tecnologia, tradicionalmente responsáveis pelos superávits da manufatura.

Alta tecnologia amplia rombo comercial

O déficit das indústrias de alta tecnologia chegou a US$ 50,6 bilhões em 2025, acima dos US$ 45,8 bilhões registrados em 2024 e bem superior aos US$ 27,1 bilhões de 2019. O grupo inclui setores como aeronáutica e farmacêutico, ambos impactados pela pandemia de Covid-19.

Setor aeronáutico enfrenta nova realidade

A indústria aeronáutica, que manteve superávits consecutivos entre 1999 e 2018, passou a registrar déficits a partir de 2019. Em 2025, as importações de aeronaves somaram US$ 15,3 bilhões, ante US$ 12,4 bilhões em 2024 e US$ 6,4 bilhões em 2019.

As exportações, embora em recuperação após a forte queda de 2020, avançaram em ritmo mais lento e atingiram US$ 5,5 bilhões em 2025, próximo aos US$ 5,8 bilhões de 2019. O resultado foi um déficit de US$ 9,9 bilhões no ano passado, frente a apenas US$ 604 milhões em 2019.

Cagnin destaca que o setor enfrenta pressão crescente para a descarbonização, incluindo a adoção de combustível sustentável de aviação (SAF). No Brasil, o programa Combustível do Futuro, instituído pela Lei 14.993/2024, estabelece metas para a introdução do SAF em voos domésticos a partir de 2027.

Ele observa ainda que a Embraer disputa o mercado internacional com aeronaves de maior porte, mas ressalta que ainda há espaço para políticas públicas que fortaleçam a integração entre companhias aéreas e a indústria nacional.

Indústria farmacêutica dobra déficit em seis anos

O setor farmacêutico também registrou deterioração significativa. O déficit saltou de US$ 7 bilhões em 2019 para US$ 15 bilhões em 2025. As importações alcançaram US$ 16,4 bilhões no último ano, o dobro do volume registrado antes da pandemia.

De acordo com o economista, o segmento passou por transformações estruturais desde a crise sanitária, com maior foco em inovação e reposicionamento estratégico global. Ele aponta que políticas industriais ao redor do mundo passaram a tratar a produção de medicamentos como área estratégica, especialmente diante da concentração de insumos na China e na Índia.

No Brasil, a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) é considerada peça-chave para estimular investimentos e pesquisa no setor. Ainda assim, o déficit reflete o atraso tecnológico nacional frente aos principais polos globais.

Média-alta tecnologia também pesa no saldo negativo

Nas indústrias de média-alta tecnologia, o déficit chegou a US$ 82,4 bilhões em 2025, impulsionado principalmente pelos segmentos de químicos e máquinas e equipamentos. A produção doméstica foi prejudicada pelos juros elevados e pelo baixo nível de investimentos.

Cagnin destaca ainda o avanço da China como competidor relevante no mercado global, intensificando a concorrência sobre a indústria brasileira.

Segmentos com superávit sustentam parcialmente resultado

Entre os grupos com melhor desempenho, o segmento de média tecnologia encerrou 2025 com superávit de US$ 2,4 bilhões, mesmo após as importações de plataformas de petróleo.

Já a média-baixa tecnologia manteve sua posição como principal geradora de superávit, somando US$ 59,5 bilhões — levemente abaixo dos US$ 61,2 bilhões de 2024. O destaque positivo foi o setor de alimentos, bebidas e tabaco, com saldo de US$ 60 bilhões.

Ainda assim, o grupo foi o único a registrar queda nas exportações em 2025, com recuo de 1%, enquanto as importações cresceram 1,7%, indicando dificuldades adicionais para expandir vendas externas.

Tarifas dos EUA e reconfiguração global

Na avaliação do IEDI, as tarifas impostas pelos Estados Unidos afetaram setores específicos, mas não comprometeram o crescimento geral das exportações industriais em 2025.

Para Cagnin, o movimento tarifário integra um processo mais amplo de reorganização do comércio internacional, com impactos sobre as cadeias globais de valor e a geopolítica econômica.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Celso Doni/Valor

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Tecnologia

Carro voador em São Paulo: eVTOLs devem iniciar operação comercial em 2027

São Paulo deve passar a contar, até o fim de 2027, com voos comerciais de carro voador para transporte urbano. A operação será feita com eVTOLs (veículos elétricos de decolagem e pouso vertical) desenvolvidos pela Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer, e operados pela Revo, companhia que já atua no fretamento de helicópteros na capital.

A proposta é oferecer deslocamentos sob demanda, em modelo semelhante ao de aplicativos de transporte, conectando pontos estratégicos da cidade e o Aeroporto Internacional de Guarulhos em poucos minutos.

Preço inicial será semelhante ao do helicóptero

Hoje, um voo de helicóptero da Avenida Faria Lima até Guarulhos custa cerca de R$ 2,7 mil, valor que inclui o trajeto aéreo, com duração média de menos de 10 minutos, além de serviços adicionais, como transporte terrestre com motorista.

No início da operação dos eVTOLs em São Paulo, o preço deve se manter nesse patamar. A estratégia considera o caráter inédito do serviço e a necessidade de avaliar a demanda e o comportamento do mercado nos primeiros anos.

Segundo o CEO da Revo, João Welsh, a expectativa é de redução gradual dos valores ao longo do tempo. A projeção é de uma queda entre 20% e 30% em um horizonte de médio prazo, impulsionada pelo menor custo operacional das aeronaves elétricas.

Menor custo e alcance a novos públicos

Por serem totalmente elétricos, os carros voadores apresentam custos de operação inferiores aos dos helicópteros convencionais. Esse fator pode permitir, no futuro, uma ampliação do público atendido e uma maior democratização do serviço.

A avaliação da empresa é que, assim como ocorreu com outras inovações no transporte, o acesso tende a se expandir à medida que a tecnologia amadurece e ganha escala.

Benefícios ambientais e redução de ruído urbano

Além da agilidade nos deslocamentos, os eVTOLs trazem impactos positivos para a cidade. As aeronaves têm emissão zero de carbono no nível local e produzem significativamente menos ruído do que helicópteros tradicionais.

A expectativa é que a introdução de veículos mais silenciosos contribua para melhorar o conforto acústico em uma cidade já marcada pela intensa movimentação aérea.

Quanto a Revo vai investir nos eVTOLs da Eve

O contrato firmado entre a Revo e a Eve prevê um investimento de US$ 250 milhões para a aquisição de 50 aeronaves. A entrega e os pagamentos serão realizados de forma escalonada, com a chegada gradual dos eVTOLs ao longo dos próximos anos.

O planejamento envolveu cerca de 18 meses de negociações e estudos, considerando que os eVTOLs devem se tornar o principal foco da operação da empresa no futuro, substituindo progressivamente os helicópteros.

Expansão no Brasil e no exterior

Atualmente concentrada em São Paulo, a Revo avalia a expansão para outras cidades. A prioridade, no entanto, não está restrita ao território brasileiro. A estratégia inclui analisar mercados internacionais com características semelhantes às da capital paulista, especialmente em grandes centros urbanos da América Latina.

No Brasil, novas operações podem ocorrer em um segundo momento, conforme o amadurecimento do modelo de negócio.

Como funciona o eVTOL da Eve Air Mobility

O eVTOL da Eve, empresa do grupo Embraer, posiciona o Brasil na vanguarda da mobilidade aérea urbana. Trata-se de uma aeronave elétrica projetada para trajetos curtos em ambientes urbanos, com foco em eficiência, segurança e escalabilidade.

O modelo adota o conceito lift and cruise, com rotores dedicados à decolagem e ao pouso vertical e asas fixas para o voo horizontal. Ao todo, são oito rotores para sustentação vertical e um motor elétrico traseiro para cruzeiro, configuração que aumenta a redundância e a segurança do sistema.

A autonomia estimada é de cerca de 100 quilômetros, com velocidade média próxima de 200 km/h, o que permite deslocamentos rápidos entre regiões metropolitanas.

Tecnologia, certificação e integração ao espaço aéreo

A aeronave utiliza sistemas avançados de fly-by-wire, sensores e controle eletrônico de voo, facilitando a integração com soluções automatizadas de gerenciamento aéreo. Antes da operação comercial, o eVTOL passa por extensos testes e processos de certificação junto à Anac e a autoridades internacionais.

Além da aeronave, a Eve desenvolve soluções completas que envolvem manutenção, treinamento de pilotos e sistemas de gestão de tráfego aéreo, fundamentais para a convivência segura entre drones, helicópteros, aviões e eVTOLs.

Mercado global de eVTOLs ainda está em fase inicial

No cenário internacional, o mercado de carros voadores ainda é considerado pré-operacional. Não há, até o momento, serviços regulares em larga escala. Mesmo assim, a Eve figura entre as empresas mais avançadas do setor, com cerca de 3 mil unidades encomendadas por meio de cartas de intenção de clientes em aproximadamente 15 países.

Especialistas apontam que o sucesso da tecnologia dependerá de fatores como regulação, aceitação do público, integração com o transporte terrestre e viabilidade econômica. No Brasil, a existência de normas específicas já é vista como um passo relevante para viabilizar a operação comercial.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Aeroportos

Embraer realiza primeiro voo de eVTOL e marca avanço da mobilidade aérea no Brasil

A Embraer realizou o primeiro voo da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), considerado um marco para a aviação brasileira e para o desenvolvimento da mobilidade aérea avançada no país. O feito foi destacado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) como um passo decisivo rumo à consolidação desse novo modal aéreo.

O voo integra a etapa de ensaios e validações técnicas, fundamental para o processo de certificação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que acompanha todas as fases do desenvolvimento do equipamento.

Empresas participam dos testes operacionais

As empresas Vertimob Infrastructure e PRS Aeroportos S.A. foram selecionadas para participar dos testes do eVTOL. Os dados obtidos nessa fase servirão de base para a formulação de normas definitivas, ampliando a segurança jurídica, incentivando a inovação tecnológica e apoiando a expansão da mobilidade aérea urbana no Brasil.

Segundo o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, a Anac supervisiona desde os testes em solo até os voos experimentais e a avaliação dos sistemas da aeronave, assegurando conformidade com padrões internacionais de segurança e confiabilidade.

“A partir desse voo experimental, inicia-se oficialmente a campanha de certificação do equipamento, aguardada por diversas empresas no Brasil e no exterior”, afirmou.

Protagonismo brasileiro na aviação sustentável

Para o secretário, o avanço do projeto reforça o protagonismo do Brasil no cenário global da aviação e demonstra a capacidade da indústria nacional de liderar soluções inovadoras, alinhadas à transição energética e à redução das emissões de CO₂.

A iniciativa também impulsiona a preparação do país em áreas estratégicas como infraestrutura, regulação e planejamento operacional, incluindo o desenvolvimento de vertiportos — estruturas destinadas a pousos, decolagens, embarque de passageiros e recarga das aeronaves — e novos modelos de operação aérea.

Investimentos em inovação e pesquisa

O MPor atua de forma integrada para adaptar o sistema aéreo brasileiro às novas tecnologias. Em 2024, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) firmou um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com investimento de R$ 24 milhões.

Os recursos são destinados a estudos técnicos que darão suporte a políticas públicas voltadas aos serviços aéreos, à infraestrutura aeroportuária e à aeronáutica, com foco na Mobilidade Aérea Urbana.

“Esse investimento garante uma base técnica sólida para orientar decisões estratégicas do poder público e preparar o Brasil para a incorporação segura e eficiente dos novos modais aéreos”, destacou Daniel Longo.

Sandbox regulatório para vertiportos

Em paralelo, a Anac estruturou um sandbox regulatório específico para vertiportos, criando um ambiente controlado para testar soluções inovadoras ligadas à operação de eVTOLs.

A iniciativa permite a avaliação prática da infraestrutura, dos requisitos de segurança e dos procedimentos operacionais, com flexibilização regulatória temporária e acompanhamento técnico contínuo da Agência.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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