Logística

Super El Niño pode afetar produção de alimentos e logística na América Latina

A América Latina se prepara para a possibilidade de enfrentar um dos El Niños mais intensos já registrados, fenômeno que pode provocar impactos significativos sobre a produção agrícola, geração de energia, transporte e comércio na principal região exportadora de alimentos do mundo.

O El Niño ocorre quando as temperaturas da superfície do mar ficam acima do normal no Pacífico tropical central e oriental. A alteração interfere nos padrões climáticos em diferentes partes do planeta. Na América Latina, o fenômeno costuma provocar mais chuvas no Sul e aumentar o risco de seca nas áreas mais ao norte.

Os efeitos já começam a aparecer. Um inverno excepcionalmente chuvoso no Hemisfério Sul, alterações nos ecossistemas marinhos do Pacífico e períodos de estiagem no Caribe e na Amazônia estão entre os sinais observados.

Pesquisadores estimam que o fenômeno ganhe força a partir de setembro e possa superar a intensidade registrada no ciclo de 2015-2016, considerado o mais forte da era moderna.

Mais chuva pode favorecer lavouras no Sul

Nas áreas agrícolas da Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil, o El Niño costuma provocar chuvas acima da média. Para a agricultura, o aumento da disponibilidade de água pode ser positivo, especialmente durante o período de plantio.

Segundo o meteorologista Germán Heinzenknecht, da Consultoria de Climatologia Aplicada da Argentina, o fenômeno pode favorecer as safras de soja, milho e trigo, principalmente ao melhorar a umidade do solo e ampliar a disponibilidade hídrica durante o verão, entre dezembro e fevereiro.

O excesso de chuva, porém, também traz riscos. A elevada umidade pode favorecer a ocorrência de doenças fúngicas e provocar a perda de nutrientes aplicados ao solo.

Chuvas intensas ameaçam estradas e infraestrutura

Um El Niño mais forte também pode aumentar a ocorrência de alagamentos e enchentes em áreas rurais e urbanas já vulneráveis.

Estradas de terra podem ficar intransitáveis, dificultando o acesso dos produtores às propriedades e comprometendo operações como aplicação de fertilizantes e defensivos agrícolas. Muitas dessas vias já apresentam condições precárias nas principais áreas agrícolas do Cone Sul.

A partir de setembro, períodos de chuva intensa também podem afetar cidades e corredores de transporte até os portos, criando novos obstáculos para o escoamento das exportações.

No Paraguai, as autoridades chegaram a colocar unidades militares em alerta e mobilizar equipes de engenharia diante da possibilidade de enchentes.

Costa do Pacífico pode enfrentar extremos opostos

Os impactos também devem variar dentro de um mesmo país.

No norte do Peru, por exemplo, o cenário esperado inclui maior risco de inundações, enquanto áreas montanhosas podem enfrentar escassez de água. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) prevê padrões semelhantes em partes do Chile e de outros países da costa do Pacífico.

O aquecimento das águas também pode alterar a distribuição de espécies marinhas. Algumas populações de peixes comerciais estão migrando para águas mais profundas, reduzindo a disponibilidade para a pesca.

No Peru, um dos principais produtores pesqueiros da região, a atividade caiu 31% nos cinco primeiros meses do ano.

El Niño pode aumentar demanda por gás e favorecer hidrelétricas

As diferenças na distribuição das chuvas também podem criar oportunidades no setor de energia.

Condições mais quentes e secas no norte e oeste do Brasil podem aumentar a necessidade de geração termelétrica e, consequentemente, elevar a demanda por gás natural argentino, segundo a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE).

Ao mesmo tempo, o sul do Brasil e o nordeste da Argentina devem registrar aumento significativo das chuvas. A maior vazão do rio Paraná pode favorecer a geração de energia hidrelétrica ao longo de sua bacia.

Em julho, as chuvas nas bacias hidrográficas de usinas do Sul do Brasil chegaram a 256% da média histórica, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para Leydson Dantas, especialista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os efeitos do El Niño não são idênticos em todos os ciclos. Em determinadas regiões do Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, por exemplo, o volume de chuva esperado para um mês pode se concentrar em poucos dias.

Seca ameaça hidrovias da Amazônia

Enquanto o Sul pode receber mais água, o Norte do Brasil enfrenta o risco oposto.

A previsão de condições mais secas aumenta a possibilidade de redução dos níveis dos rios da Bacia Amazônica, uma rede hidroviária essencial para o transporte de mercadorias e especialmente importante para o escoamento da produção de soja brasileira.

O cenário climático também eleva os riscos de seca, calor extremo e incêndios em partes do Brasil, Colômbia e Venezuela, com possíveis consequências para lavouras e criação de animais.

Canal do Panamá enfrenta pressão sobre disponibilidade de água

Os efeitos do El Niño podem alcançar rotas estratégicas do comércio internacional. No Canal do Panamá, a autoridade responsável pela operação vem ampliando as restrições ao peso das embarcações para preservar a água doce utilizada no funcionamento da via e no abastecimento da população.

As previsões indicam que o país pode enfrentar uma seca tão severa quanto a registrada durante o episódio de El Niño de 2023-2024.

Como um novo reservatório planejado para reforçar o abastecimento ainda não estará pronto, a autoridade do canal vem reduzindo gradualmente os limites de calado dos navios. Na prática, embarcações com maior restrição de calado precisam transportar menos carga.

A medida pode elevar os custos do transporte marítimo e aumentar o risco de interrupções no comércio global.

Comércio internacional pode sentir os efeitos

O Panamá está entre os países com maior volume de chuvas do mundo. Por isso, uma redução significativa das precipitações é considerada um importante sinal de alerta para as condições hídricas da região.

Até o momento, a autoridade do Canal do Panamá afirma não esperar reduzir o número diário de embarcações autorizadas a atravessar a rota, a menos que isso se torne indispensável.

A pressão sobre a passagem, porém, já aumentou. Leilões de última hora para obtenção de vagas chegaram a movimentar milhões de dólares, enquanto empresas buscam alternativas diante de problemas em outras rotas marítimas, incluindo as afetadas pelas tensões de segurança no Oriente Médio.

Se o super El Niño confirmar a intensidade projetada, seus efeitos poderão ultrapassar a agricultura e atingir toda a cadeia de abastecimento, da produção de alimentos e geração de energia até as hidrovias, portos e principais corredores do comércio internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Martin Cossarini

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Portos

Porto de Itajaí antecipa draga para reforçar dragagem do canal diante dos efeitos do El Niño

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu antecipar a mobilização de uma draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento deve chegar entre quarta (12) e quinta-feira (13) e integra uma estratégia preventiva diante das condições climáticas associadas ao El Niño e do aumento da descarga do Rio Itajaí-Açu.

A nova campanha de dragagem estava inicialmente programada para ocorrer em setembro, mas foi antecipada pela autoridade portuária. A medida busca preservar a navegabilidade do canal, aumentar a segurança das operações e oferecer maior previsibilidade aos armadores, terminais e demais empresas que integram o trade portuário.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na terça-feira (11) a Autoridade Marítima também ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Porto de Itajaí diz que canal está com 14 metros

A última campanha realizada com uma draga hopper ocorreu no início de junho. Desde então, os trabalhos de manutenção vêm sendo conduzidos também pela draga Njord, que executa dragagem por aspersão ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu.

Nesta terça-feira (11), técnicos da Superintendência do Porto de Itajaí acompanharam presencialmente as operações. Durante a inspeção, foi constatado que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.

A chegada da nova draga deverá ampliar a capacidade de remoção e controle dos sedimentos acumulados no fundo do rio. O equipamento opera por meio da sucção do material, reforçando as ações já realizadas pela Njord.

O Porto de Itajaí monitora os impactos do El Niño sobre as condições do canal desde 10 de junho de 2026. Entre os efeitos identificados está a presença de lama fluida e o aumento da sedimentação.

Nas últimas semanas, o volume de chuvas também contribuiu para elevar o nível e a vazão do Rio Itajaí-Açu. Esse cenário aumenta o transporte de sedimentos em direção ao canal de acesso ao complexo portuário e exige acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a antecipação da campanha representa uma ação preventiva para evitar impactos sobre as operações. “Hoje nossa equipe acompanhou o trabalho da dragagem por aspersão ao longo do canal e verificou que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.”

De acordo com o superintendente, a decisão de antecipar a mobilização, que normalmente ocorreria apenas em setembro, busca garantir segurança à navegação e maior previsibilidade para o mercado.

Monitoramento do canal continua

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que seguirá acompanhando permanentemente as condições do canal. As ações são realizadas em conjunto com a Van Oord e poderão ser ajustadas conforme a evolução das condições climáticas e da sedimentação.

Após a atuação da draga hopper, novos levantamentos deverão ser realizados para avaliar as condições do canal e orientar as próximas medidas de manutenção.

A estratégia adotada pela autoridade portuária tem como foco manter a segurança da navegação, assegurar a continuidade das operações e reduzir possíveis impactos das condições climáticas sobre o Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Divulgação Porto de Itajaí

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Informação

Preços dos alimentos podem voltar a subir no mundo, alerta FAO

O mundo pode enfrentar uma nova onda de inflação dos alimentos nos próximos meses, impulsionada por uma combinação de fatores como guerras, aumento dos custos de produção e eventos climáticos extremos. O alerta foi feito pelo economista-chefe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Máximo Torero.

Segundo ele, os efeitos da guerra no Irã e na Ucrânia, somados aos impactos do fenômeno El Niño, podem reduzir a oferta agrícola e elevar os custos de produção, pressionando os preços pagos pelos consumidores.

A alta dos alimentos foi um dos principais fatores da inflação global em 2022. Neste ano, porém, os preços vinham apresentando maior estabilidade em diversas regiões, cenário que pode mudar diante do aumento das despesas com energia, fertilizantes e transporte.

Custos devem pressionar preços a partir do fim do ano

Na avaliação de Torero, os preços das commodities agrícolas devem começar a avançar de forma mais consistente no fim deste ano, com impactos ainda maiores em 2027.

“A expectativa é que os preços das commodities comecem a subir mais agora e que os alimentos passem a ficar mais caros no fim do ano e, principalmente, no próximo ano”, afirmou.

O economista explica que existe uma defasagem entre o aumento dos custos das matérias-primas e a chegada desses impactos ao consumidor final. Esse processo costuma levar entre três e seis meses.

Energia e fertilizantes ameaçam produção agrícola

Embora produtos como trigo, milho e arroz tenham registrado altas recentes, as cotações ainda refletem principalmente boas colheitas realizadas anteriormente. O cenário para as próximas safras, no entanto, apresenta maiores riscos.

Segundo a FAO, o aumento do preço do petróleo afeta diretamente diversas etapas da cadeia agrícola, incluindo bombeamento de água, processamento, embalagens e transporte. Já o gás natural é essencial para a fabricação de fertilizantes, insumo fundamental para a produtividade no campo.

A instabilidade no mercado energético também é agravada pelos danos causados à infraestrutura de petróleo e gás da Rússia, reduzindo a oferta de combustíveis como diesel e gás natural utilizados na produção de alimentos.

Agricultores enfrentam margens menores

Como os preços das commodities agrícolas são definidos em escala global, o aumento dos custos impacta produtores em diferentes regiões do planeta. Mesmo países com maior capacidade financeira, como Estados Unidos, Europa e Brasil, sentem os efeitos da pressão sobre as margens agrícolas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, uma entidade representativa do setor estima que produtores de nove grandes culturas poderiam registrar perdas de até US$ 32 bilhões em 2027 sem apoio governamental.

A redução das margens já influencia decisões de plantio. Produtores norte-americanos passaram a considerar mudanças de culturas, incluindo maior produção de soja, que exige menor quantidade de fertilizantes em comparação com outras lavouras.

Produção agrícola global sofre impactos climáticos

A instabilidade também já afeta importantes exportadores agrícolas. A Austrália, um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, prevê redução na produção de culturas de inverno, influenciada pelo aumento dos custos de combustível e fertilizantes, além da incerteza sobre a disponibilidade de insumos.

Outro fator de preocupação é o fortalecimento do El Niño, fenômeno climático que altera padrões de chuva e pode comprometer colheitas em diferentes regiões.

Na Índia, por exemplo, o atraso das monções e a previsão de chuvas abaixo da média podem prejudicar a produção de arroz, com possíveis reflexos nos preços internacionais da commodity.

Risco de aumento da insegurança alimentar

A FAO também alerta que eventos climáticos severos podem ampliar a insegurança alimentar global. Estimativas da organização indicam que milhões de pessoas podem enfrentar dificuldades de acesso a alimentos caso a combinação de conflitos, custos elevados e perdas agrícolas se intensifique.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Vyacheslav Madiyevskyy 

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Logística

Canal do Panamá amplia movimentação de cargas em 7,2% no ano fiscal de 2026

O Canal do Panamá registrou crescimento na movimentação de cargas e no fluxo de embarcações durante os nove primeiros meses do ano fiscal de 2026, período compreendido entre outubro de 2025 e junho de 2026.

No intervalo, a hidrovia movimentou 389,96 milhões de toneladas CP/SUAB (Sistema Universal de Medição do Canal do Panamá), resultado que representa um avanço de 7,2% em relação às 363,66 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período do exercício anterior.

Além do aumento na carga transportada, o número de passagens também apresentou desempenho positivo. Foram registrados 10.726 trânsitos, alta de 5,2% frente aos 10.191 trânsitos realizados entre outubro de 2024 e junho de 2025. A média diária chegou a 35 embarcações.

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez Morales, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das operações de navios porta-contêineres e embarcações de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Canal monitora risco de um El Niño severo

Apesar do cenário positivo para a atividade, a administração da hidrovia acompanha de perto as condições climáticas diante do aumento da probabilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade.

Segundo a entidade, a estimativa para um evento severo passou de 25% em abril para 81% em julho, o que levou ao reforço do monitoramento e do planejamento operacional.

Ricaurte Vásquez Morales afirmou que o Canal está preparado para adotar medidas preventivas com base na experiência acumulada durante o episódio climático registrado entre 2023 e 2024. Entre as ações avaliadas estão possíveis limitações na demanda e no número de reservas diárias de travessia, dependendo do comportamento do mercado.

Reservas e disponibilidade de água permanecem sob avaliação

A administração informou ainda que os leilões diários continuarão sendo uma alternativa para que os clientes obtenham vagas quando as reservas convencionais estiverem esgotadas ou quando houver necessidade de maior flexibilidade operacional.

Segundo o Canal, essas medidas seguem em análise após um período de quase dois anos sem alterações na capacidade operacional autorizada. Esse cenário foi favorecido pelo bom nível de água dos lagos que abastecem a hidrovia, resultado das chuvas registradas ao longo de 2025 e de uma estação seca considerada atipicamente chuvosa em 2026.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Internacional

Canal do Panamá reduz capacidade por seca e aumenta pressão sobre fretes internacionais

A seca no Canal do Panamá voltou a impactar a logística marítima global. A partir de 25 de julho, a Autoridade do Canal do Panamá suspenderá os leilões diários do terceiro período de reservas para as eclusas Panamax. A decisão, informada pela agência de transporte marítimo Norton Lilly, foi motivada pela queda no nível de água do Lago Gatún e pelo risco de intensificação do fenômeno El Niño.

Com a medida, a capacidade diária de reservas será reduzida de 36 para 34 embarcações. Até o momento, não há previsão para o encerramento da restrição.

Histórico de restrições reforça vulnerabilidade da hidrovia

A nova limitação ocorre após uma sequência de episódios semelhantes registrados em 2023 e 2024. Naqueles anos, a escassez de água obrigou a adoção de restrições de calado e à diminuição do número diário de navios autorizados a cruzar o canal, afetando diretamente o comércio internacional.

No início de 2026, a Autoridade do Canal havia indicado uma recuperação das operações, com maior previsibilidade no planejamento logístico e sem reajustes tarifários. Entretanto, a retomada das restrições demonstra que a infraestrutura continua vulnerável às condições climáticas, especialmente diante das previsões relacionadas ao El Niño.

Problemas em rotas estratégicas elevam impacto no transporte marítimo

O cenário ganha ainda mais relevância porque coincide com dificuldades em outros importantes corredores marítimos. As tensões envolvendo Irã e Estados Unidos reduziram drasticamente a movimentação no Estreito de Ormuz, enquanto os ataques do grupo Houthi no Mar Vermelho seguem obrigando companhias marítimas a redirecionar embarcações pelo Cabo da Boa Esperança.

A combinação desses fatores amplia a pressão sobre as principais rotas do transporte marítimo, elevando custos logísticos, aumentando os prazos de entrega e pressionando os fretes internacionais.

Brasil pode enfrentar aumento de custos e atrasos nas operações

Para o Brasil, o Canal do Panamá é uma das principais ligações comerciais com a Ásia e a costa oeste dos Estados Unidos, além de desempenhar papel importante no escoamento de commodities agrícolas.

Com a suspensão do terceiro período de reservas, a disputa por vagas disponíveis nos dois primeiros períodos tende a aumentar, encarecendo as reservas antecipadas. Navios que não conseguirem confirmar um slot poderão enfrentar filas de espera ou optar por rotas alternativas, como o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, solução que aumenta significativamente o tempo de viagem e os custos operacionais.

Agronegócio e indústria estão entre os setores mais afetados

Os efeitos da medida devem ser sentidos principalmente pelo agronegócio exportador e pelas empresas que importam insumos industriais, segmentos que dependem de cronogramas logísticos rigorosos.

Além do risco de atrasos nas entregas, a instabilidade nos prazos pode ampliar a exposição cambial em contratos vinculados à data de recebimento das cargas. O cenário também pode levar empresas a revisar cláusulas contratuais relacionadas à força maior e aos limites de tolerância para atrasos logísticos.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Transporte

Monitoramento dos rios garante segurança da navegação nas hidrovias brasileiras

O acompanhamento constante das condições dos rios é fundamental para manter a navegação nas hidrovias brasileiras e assegurar o transporte de passageiros, cargas e insumos essenciais. A atividade é estratégica, principalmente na Região Norte, onde o transporte hidroviário desempenha papel importante no abastecimento de comunidades com combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos.

Para acompanhar as mudanças nos cursos d’água, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) utiliza um sistema de monitoramento que auxilia no planejamento das operações e na manutenção da infraestrutura hidroviária.

Plano reúne dados para orientar a navegação

O Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) concentra informações sobre o nível dos rios, vazão, profundidade dos canais e outros indicadores hidrológicos. Esses dados permitem avaliar as condições de navegabilidade e orientar decisões relacionadas à circulação segura de embarcações.

As informações também servem de base para definir quando e onde serão necessárias intervenções para manter as hidrovias em operação durante todo o ano.

Variações climáticas influenciam a navegabilidade

As condições dos rios brasileiros sofrem alterações ao longo das estações devido ao regime de chuvas, aos fenômenos climáticos e ao comportamento natural dos cursos d’água.

Nos períodos de estiagem, a redução do volume de água pode dificultar ou restringir a passagem de embarcações em determinados trechos. Já durante as cheias, o aumento da correnteza e as mudanças no leito dos rios também exigem atenção para garantir a segurança da navegação.

Sistema acompanha rios em tempo real

Na Região Norte, o monitoramento ocorre em tempo real, reunindo dados hidrológicos e operacionais que permitem identificar rapidamente áreas com risco de restrições ao tráfego fluvial.

O sistema também considera a influência de eventos climáticos, como o El Niño, que alteram o regime de chuvas e impactam diretamente a dinâmica dos rios da Amazônia.

Com essas informações, os órgãos responsáveis conseguem antecipar ações e reduzir os impactos sobre o transporte hidroviário.

Dados orientam dragagem e sinalização das hidrovias

As informações coletadas pelo monitoramento são utilizadas para planejar serviços de manutenção que preservam as condições de navegabilidade.

Entre as principais medidas estão a dragagem de manutenção, executada por meio do Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma), e a implantação, conservação e ampliação da sinalização náutica, previstas no Plano de Sinalização Náutica (ProSinaqua).

O planejamento baseado em dados contribui para aumentar a segurança da navegação, garantir a continuidade do transporte de passageiros e mercadorias e elevar a confiabilidade das hidrovias brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Seca na Amazônia leva empresas a anteciparem cargas e reforçarem a logística na Região Norte

A possibilidade de uma nova seca na Amazônia já está alterando o planejamento logístico de empresas que dependem do transporte pelos rios para abastecer a Região Norte. Depois das estiagens históricas registradas em 2023 e 2024, operadores passaram a tratar a redução do nível dos rios como um fator permanente na estratégia operacional.

A resposta do setor inclui a antecipação de embarques, ampliação dos estoques e adoção de planos de contingência antes mesmo do período mais crítico da vazante, tradicionalmente entre setembro e novembro.

Estado de emergência reforça preocupação com o cenário climático

O movimento ganhou intensidade após o Governo do Amazonas decretar estado de emergência climática e ambiental de forma preventiva. A medida considera as projeções relacionadas ao fenômeno El Niño, que indicam redução das chuvas, diminuição do volume dos rios e maior risco de queimadas entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

Para empresas que atuam na logística na Amazônia, o cenário representa uma mudança definitiva na forma de planejar as operações.

Segundo Dagoberto Madono, diretor de Novos Negócios da Combitrans, a estiagem deixou de ser um acontecimento isolado e passou a fazer parte da rotina logística da região. De acordo com o executivo, a frequência das secas mudou significativamente nos últimos anos, exigindo estratégias permanentes para reduzir impactos sobre a cadeia de abastecimento.

Histórico recente aumenta percepção de risco

Os episódios mais recentes reforçam a necessidade desse novo planejamento. Em 2024, diversos rios da bacia amazônica atingiram níveis mínimos históricos, enquanto cerca de 69% dos municípios da região enfrentaram algum grau de estiagem. Além disso, áreas antes pouco afetadas passaram a registrar seca severa.

Diante desse contexto, a expectativa é de crescimento na movimentação de cargas durante o período de menor navegabilidade. A Combitrans estima aumento próximo de 20% entre setembro e novembro, impulsionado tanto pela antecipação dos embarques quanto pela migração de cargas que normalmente utilizam a cabotagem.

Especializada em transporte fluvial e logística integrada para a Região Norte, a empresa atende o abastecimento regional e a produção da Zona Franca de Manaus. A operação conta com terminais próprios em Manaus e Belém, além de balsas do modelo SW (Swimming Warehouse), que funcionam como armazéns flutuantes para ampliar a capacidade de transporte e otimizar custos.

Impactos atingem toda a cadeia produtiva

Os efeitos da estiagem vão muito além da navegação. A Zona Franca de Manaus depende do transporte pelos rios tanto para receber insumos industriais quanto para distribuir produtos como eletroeletrônicos, motocicletas, alimentos, bebidas e medicamentos.

Quando o nível dos rios diminui, aumentam os custos logísticos e os prazos de entrega, obrigando parte das empresas a recorrer a modais mais caros, como o transporte rodoviário e o aéreo. Além disso, serviços de cabotagem também enfrentam limitações em trechos onde a redução do calado compromete a navegação.

Nesse cenário, produtos considerados essenciais recebem prioridade nos planos de contingência, incluindo alimentos, bebidas, medicamentos, itens de higiene e produtos farmacêuticos, com o objetivo de evitar desabastecimento.

Empresas ampliam estoques e antecipam embarques

A principal estratégia adotada pelas companhias é enviar mercadorias antes da chegada da estiagem. Segundo a Combitrans, já houve aumento na procura por operações antecipadas e pela expansão dos estoques regionais.

Outra medida que vem ganhando espaço é a utilização de centros de armazenagem próximos aos mercados consumidores. Esses espaços funcionam como hubs logísticos capazes de manter o abastecimento mesmo quando a capacidade do transporte fluvial é reduzida.

De acordo com a empresa, a movimentação de clientes interessados em adiantar volumes e utilizar estruturas avançadas de armazenagem cresceu de forma significativa nos últimos meses.

Operadora prevê crescimento de 20% durante a seca

A expectativa da Combitrans é registrar expansão de aproximadamente 20% na demanda durante o período de estiagem. Para atender esse aumento, a empresa reforçou sua estrutura operacional.

Duas novas balsas, com capacidade individual para transportar 3,5 mil toneladas, devem entrar em operação ainda neste mês. O investimento foi definido no início do ano, quando surgiram os primeiros indicativos de uma possível nova seca severa na região.

Investimentos fortalecem hubs logísticos na Amazônia

Além da ampliação da frota, a companhia vem expandindo sua capacidade de armazenagem. Atualmente, mantém cerca de 15 mil metros quadrados de área em Belém e outros 20 mil metros quadrados em Manaus, permitindo maior proximidade entre os estoques e os mercados consumidores.

Em 2025, a empresa também adquiriu uma segunda área portuária em Belém, com aproximadamente 95 mil metros quadrados. O local deverá receber, nos próximos anos, um novo complexo logístico equipado com estruturas frigorificadas para ampliar a movimentação de cargas refrigeradas.

Gestão do risco climático passa a integrar a estratégia do setor

Para especialistas do segmento, a principal transformação é a mudança de mentalidade. Se antes as grandes secas eram tratadas como eventos excepcionais, agora o setor incorpora o risco climático ao planejamento permanente, em modelo semelhante ao adotado em cadeias logísticas globais sujeitas a furacões, conflitos geopolíticos e congestionamentos portuários.

Nesse contexto, fatores como capacidade de armazenagem, integração entre modais e previsibilidade operacional passam a ter papel tão importante quanto a própria infraestrutura de transporte. A expectativa é que essa estratégia se fortaleça com a continuidade dos incentivos à Zona Franca de Manaus após a reforma tributária e com a perspectiva de expansão da atividade industrial na região.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Agronegócio

El Niño forte pode reduzir produtividade de soja, milho, café e laranja na safra 2026/27

O avanço de um El Niño de forte intensidade pode influenciar diretamente a produção agrícola brasileira durante a safra 2026/27. As projeções climáticas indicam que o fenômeno tem potencial para atingir a classificação de “muito forte” entre setembro e novembro, período que coincide com o início do plantio de importantes culturas no país.

Embora a intensidade definitiva ainda dependa de novas análises, especialistas acompanham a evolução do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que pode alcançar cerca de 2°C acima da média histórica, cenário característico de um El Niño muito forte.

O alerta foi apresentado pelo pesquisador do Observatório de Bioeconomia da FGV Agro e professor da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Assad, durante um encontro com jornalistas promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Segundo o pesquisador, a definição oficial sobre a intensidade do fenômeno deve ocorrer no fim de julho, mas os principais modelos climáticos internacionais apontam uma elevada probabilidade de fortalecimento nos próximos meses.

Impactos podem reduzir a produtividade agrícola

De acordo com Assad, episódios intensos de El Niño costumam provocar perdas importantes na produtividade das lavouras brasileiras.

Como referência, ele citou o ciclo 2024/25, quando os efeitos climáticos contribuíram para uma redução de até 10% na produção nacional, conforme dados da Conab. O pesquisador ressaltou que isso não representa perda total da safra, mas uma diminuição significativa no rendimento das culturas.

O período entre setembro e novembro concentra a maior preocupação dos especialistas, devido à combinação de temperaturas elevadas e irregularidade na distribuição das chuvas em diferentes regiões produtoras.

Soja, milho, café e laranja estão entre as culturas mais vulneráveis

Os impactos variam conforme a região do país. No Centro-Oeste e em parte da Região Norte, o calor intenso aliado ao déficit hídrico pode comprometer principalmente as lavouras de soja e milho.

No Sudeste, culturas permanentes como café e laranja aparecem entre as mais sensíveis às mudanças climáticas. A falta de água durante a florada, associada às altas temperaturas, pode provocar o abortamento das flores e reduzir significativamente o potencial produtivo.

Já na Região Sul, o cenário tende a ser diferente. A previsão é de excesso de chuvas acompanhado por temperaturas acima da média, condição que também pode causar prejuízos às lavouras.

Risco de replantio pode elevar os custos da safra

Outro fator de preocupação é o comportamento das chuvas durante o início do plantio da soja. O pesquisador da FGV Agro, Guilherme Soria Bastos Filho, explica que precipitações insuficientes ou concentradas em curtos períodos podem obrigar produtores a realizar o replantio das áreas cultivadas.

Além do aumento nos custos de produção, essa situação pode atrasar o calendário agrícola e comprometer a janela ideal para o cultivo do milho segunda safra, elevando os riscos para toda a cadeia de grãos.

O especialista lembra que situação semelhante ocorreu em 2023, quando aproximadamente três milhões de hectares de soja precisaram ser replantados.

Apesar das preocupações, Bastos destaca que os efeitos não serão uniformes em todo o território nacional. Em razão da dimensão continental do Brasil, algumas regiões podem registrar perdas, enquanto outras podem até apresentar ganhos de produtividade, reduzindo parte dos impactos nacionais.

Seguro rural e agricultura de baixo carbono ganham importância

Os pesquisadores defendem que o fortalecimento do seguro rural é uma das principais estratégias para reduzir os prejuízos financeiros causados por eventos climáticos extremos. No entanto, avaliam que a ferramenta ainda recebe investimentos abaixo do necessário dentro da política agrícola brasileira.

Outra medida considerada essencial é a ampliação das práticas de agricultura de baixo carbono, previstas no Plano ABC e incentivadas pelo Plano Safra.

Segundo Eduardo Assad, produtores que adotam tecnologias conservacionistas, como recuperação de áreas degradadas, sistemas integrados de produção, plantio de árvores e manejo sustentável do solo, apresentaram perdas significativamente menores durante eventos climáticos recentes.

Setor agrícola precisa ampliar capacidade de adaptação

Mesmo sem consenso científico de que as mudanças climáticas estejam aumentando a frequência do El Niño, os especialistas alertam que a intensificação dos eventos extremos exige maior capacidade de adaptação por parte da agropecuária brasileira.

A adoção de tecnologias sustentáveis, investimentos em gestão de riscos e planejamento climático são apontados como medidas fundamentais para aumentar a resiliência do setor diante dos desafios impostos pelo clima.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação Fundecitrus

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Exportação

Etanol de milho ganha padrão oficial e fortalece exportações brasileiras

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializaram uma portaria conjunta que estabelece, pela primeira vez, critérios nacionais de identidade e qualidade para produtos derivados da biorrefinaria de milho e de outros cereais destinados à alimentação animal.

A medida foi anunciada durante o lançamento do Plano Safra e regulamenta o DDG (grãos secos de destilaria), principal coproduto obtido na fabricação do etanol de milho.

Medida amplia segurança jurídica e incentiva exportações

A nova regulamentação atende a uma antiga demanda da cadeia de biocombustíveis e cria um marco regulatório para o setor.

Com a definição de padrões oficiais de qualidade, a expectativa é ampliar a segurança jurídica para indústrias e produtores, fortalecer a credibilidade dos produtos brasileiros no mercado internacional e facilitar a abertura de novos mercados para exportação.

Além de aumentar a competitividade da cadeia produtiva, a padronização contribui para consolidar o Brasil como fornecedor de derivados do milho com qualidade reconhecida.

Grupo de trabalho avaliará impactos do El Niño no campo

Durante o mesmo evento, o Ministério da Agricultura também anunciou a criação de um grupo de trabalho voltado ao monitoramento dos efeitos do El Niño sobre a produção agropecuária.

O comitê será formado por representantes do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa, com a missão de analisar os impactos climáticos provocados pelo fenômeno e desenvolver estratégias de adaptação para reduzir riscos à produção rural.

A iniciativa busca fortalecer o planejamento do setor agropecuário diante de eventos climáticos extremos e ampliar a capacidade de resposta dos produtores.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Agronegócio

Safra de arroz no Sul de Santa Catarina supera 884 mil toneladas e registra alta na produtividade

A safra de arroz 2025/2026 no Sul de Santa Catarina encerrou o ciclo com resultados positivos. A região produziu mais de 884,6 mil toneladas de arroz, desempenho que representa um aumento de 2,1% na produtividade em comparação com a temporada anterior.

Os números foram apresentados durante reunião entre produtores rurais e técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que avaliaram os resultados por meio do Projeto Grãos no Sul Catarinense.

Clima favorável no fim do ciclo impulsionou a produção

Segundo o engenheiro agrônomo Fernando Lock Silveira, coordenador do projeto, a expectativa inicial era de retração na colheita devido às baixas temperaturas registradas durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

O frio persistiu praticamente até novembro de 2025, levando à previsão de uma redução entre 3% e 4% na produção. No entanto, a mudança das condições climáticas nas etapas finais da cultura alterou esse cenário.

Com maior incidência de sol e temperaturas mais elevadas próximas ao encerramento do ciclo, as lavouras apresentaram melhor desempenho, permitindo um crescimento da produção e elevando os índices de produtividade.

Vale do Araranguá lidera produção de arroz

Ao todo, o Sul catarinense colheu 884.690 toneladas de arroz. O maior volume foi registrado no Vale do Araranguá, que respondeu por 549.921 toneladas.

Na sequência aparecem Criciúma e municípios da região, com produção de 200.545 toneladas, enquanto Tubarão e cidades vizinhas somaram 134.224 toneladas.

Os resultados consolidam um crescimento de 2,1% na produtividade da rizicultura catarinense em relação à safra anterior.

El Niño preocupa produtores para a próxima safra

Apesar dos números positivos, os produtores demonstram preocupação com os impactos do fenômeno El Niño sobre o próximo ciclo agrícola.

De acordo com Fernando Lock Silveira, a previsão de menor incidência de luz solar pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, já que o cultivo do arroz depende de elevada luminosidade para alcançar altos níveis de produtividade.

Outro fator de atenção é o aumento do volume de chuvas, que favorece o surgimento de doenças nas plantações. Além da possibilidade de redução na produção, os agricultores também podem enfrentar custos maiores com medidas preventivas para proteger as lavouras.

FONTE: Engeplus
TEXTO: Redação
IMAGEM: Projeto Grãos no Sul Catarinense/Divulgação

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