Economia

Dólar hoje cai a R$ 5,33, acompanhando exterior após a divulgação de inflação nos EUA

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,70%, aos R$5,3650.

Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.

O PCE registrou um ganho de 0,3% no mês, colocando a taxa de inflação anual em 2,7%. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio, foi de 2,9% na base anual, após subir 0,2% no mês. Os números vieram em linha com o esperado por economistas consultados pela Reuters.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.

Às 17h03 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,338
  • Venda: R$ 5,338

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,388
  • Venda: R$ 5,568

O que aconteceu com dólar hoje?

Após fechar em alta na véspera, o dólar abriu em leve baixa e mantém a tendência negativa até o momento. Embora o Fed tenha como meta a inflação de 2%, é improvável que os dados do PCE alterem a percepção dos formuladores de políticas, que na semana passada indicaram expectativa de mais duas reduções de 0,25 ponto percentual até o final do ano.

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4.669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado pelos economistas ouvidos pela Reuters, que projetaram um déficit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7.989 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Economia

China cobre seus desertos com painéis solares para alimentar sua economia

Em um deserto no norte da China, um mar de painéis solares azuis cobre a areia e se adapta ao relevo das dunas como se fossem ondas. 

“Antes não havia nada aqui (…), estava completamente deserto”, lembra Chang Yongfei, nativo desta região da Mongólia Interior, que costumava trabalhar no setor do carvão, um pilar histórico da economia local. 

A 700 quilômetros de Pequim, centenas de milhares de painéis representam a acelerada transição energética da China, o maior emissor mundial de gases de efeito estufa. 

O presidente chinês, Xi Jinping, comprometeu-se na quarta-feira, em um discurso por videoconferência durante uma cúpula especial da ONU, a reduzir as emissões globais do país entre 7% e 10% até 2035 em relação ao ano de maiores emissões, que acredita-se será 2025. 

Entre 2022 e 2030, as instalações solares nos desertos e áreas áridas terão produzido o triplo da capacidade elétrica de um país como a França, segundo um documento de planejamento. 

Imagens de satélite analisadas pela AFP confirmam a rápida expansão da energia fotovoltaica nos grandes desertos chineses durante os últimos dez anos. 

Em Ordos, no deserto de Kubuqi, visitado por uma equipe da AFP, mais de 100 km² de areia foram cobertos com painéis solares, o que equivale à superfície de cidades como Lisboa ou Paris. 

No entanto, essa opção apresenta inúmeros desafios: as tempestades de areia podem danificar as instalações, e temperaturas muito altas reduzem sua eficácia. 

Além disso, o acúmulo de areia nos painéis exige uma quantidade considerável de água para limpá-los, em áreas que, no entanto, são secas. 

Para mitigar as dificuldades, os painéis utilizados em Kubuqi são equipados com ventiladores capazes de se limparem automaticamente e usam uma tecnologia de dupla face que permite também captar a luz refletida na areia, segundo a imprensa estatal.

– Atração turística –

A distância entre os desertos e os centros de consumo é outro obstáculo. As centrais solares de Kubuqi têm como objetivo abastecer as longínquas regiões de Pequim, Tianjin ou Hebei. 

Existe um risco de “congestionamento nas linhas de transmissão”, indica David Fishman, sócio da consultoria Lantau Group. 

Por isso, várias províncias agora “restringem a aprovação de novos projetos”, acrescenta. 

Também é preciso lidar com o aumento do turismo, impulsionado por vídeos virais de expedições em quadriciclos ou passeios de camelo. 

Ao volante de seu 4×4, Chang Yongfei, que trabalhava na mineração de carvão, agora se dedica a essa atividade para ganhar a vida. 

Seus chalés com vistas panorâmicas para as dunas, a poucos passos do campo solar, são um grande sucesso nas redes sociais. 

“Essa transição [energética] tem sido muito boa para a região”, destaca o homem de 46 anos, embora admita estar “muito preocupado” com a possibilidade de que o campo solar acabe engolindo o deserto e, com ele, a prosperidade turística.

– Manutenção do carvão –

Outras vozes destacam que a intensa produção de energia solar não levou ao abandono do carvão. 

A China lançou, no primeiro semestre de 2025, novas capacidades de produção de eletricidade a partir de carvão nunca vistas desde 2016, segundo um relatório do Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em inglês) e do Global Energy Monitorl (GEM). 

Ao redor de Kubuqi, caminhões manchados pela fuligem, trens intermináveis cheios de carvão e grandes chaminés testemunham o vigor dessa indústria. 

Por fim, a instalação de grandes campos solares nos desertos lança dúvidas sobre seu impacto no clima, indica Zhengyao Lu, pesquisador da Universidade de Lund. 

Segundo ele, a absorção de calor por grandes superfícies escuras pode modificar os fluxos atmosféricos e ter “efeitos colaterais negativos, como uma redução das chuvas” em outras regiões. 

Em vez de cobrir a maior área possível, ele defende um “desenvolvimento mais inteligente, localizado e organizado”. 

No entanto, os riscos da energia solar “ainda são menores em comparação com os perigos de manter as emissões de gases de efeito estufa”, explicou.

Fonte: AFP

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Economia

Santa Catarina lidera crescimento da atividade econômica no país com alta de 5,5%

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 5,5% entre janeiro e julho de 2025 e colocou o estado, mais uma vez, como destaque nacional. O percentual ficou acima da média brasileira, de 2,9% no período, e demonstra a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina. Os dados foram apurados por meio do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e foram divulgados nesta quarta-feira, 24.

O governador Jorginho Mello afirma que o percentual comprova a força da economia catarinense. “O desenvolvimento de Santa Catarina é impulsionado por sua indústria sólida, pelo agronegócio e pelo turismo, mas a verdadeira força do estado é o espírito trabalhador do seu povo. Prova disso é o crescimento na abertura de empresas e a menor taxa de desemprego do mundo”, destaca.

Santa Catarina (5,5%) possui o maior crescimento do Brasil no ranking nacional entre os estados pesquisados, ao lado do Pará (5,5%). Em terceiro está o Paraná (5%), e na sequência aparecem Goiás (4,7%), Espírito Santo (3,9%) bem como Bahia (3,4%). A média brasileira é de 2,9%, puxada principalmente pela agropecuária.

“A economia de Santa Catarina é muito competitiva e diversificada. Além disso, produzimos com qualidade e inovação. É por isso que o estado é líder no ranking nacional e segue crescendo com ritmo forte. Soma-se também os robustos investimentos que o Governo do Estado tem feito nas áreas de infraestrutura, energia e segurança, que fazem a diferença para este resultado positivo”, diz o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.   

Crescimento em setores de indústria, comércio e serviços de Santa Catarina

O bom desempenho da atividade econômica de Santa Catarina é puxado por diversos setores. A produção industrial, por exemplo, soma avanço de 5,3% nos últimos 12 meses, o segundo maior percentual do país e à frente da média nacional de 1,9%. Nesse sentido, o comércio também avança. Conforme o IBGE, o setor acumula elevação de 5,2% no mesmo período, frente a uma média nacional de 2,5%.

Acompanhando os demais setores, a prestação de serviços também cresceu acima da média. Enquanto Santa Catarina teve avanço de 5,6% em 12 meses, a média brasileira ficou em 2,9%. O mesmo ocorre no setor do turismo, com alta de 8,2% em Santa Catarina e de 6,2% no Brasil. 

:: Ranking das regiões (crescimento da atividade econômica jan-jul)

  • Centro-Oeste: +6,7%
  • Sul: +3,5%
  • Norte: +3,5%
  • Nordeste: +2,1%
  • Sudeste: +1,7%

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Agronegócio

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

Valorização do real reduz custos de insumos importados, mas crédito caro exige planejamento e prudência financeira dos produtores

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

“Se o real se mantiver valorizado frente ao dólar, teremos folga para negociar melhores condições na compra de insumos importados, reduzir despesas logísticas e repensar prazos de financiamento interno. Mas é essencial acompanhar a rentabilidade das exportações; não basta produzir bem, é preciso garantir que o câmbio não absorva os ganhos de produtividade.”

Por fim, no mercado interno, as operações voltadas ao mercado interno, os efeitos tendem a ser neutros ou levemente positivos, já que os custos podem cair sem grandes alterações nos preços de venda.

“Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo sairá em vantagem”, finaliza Isabella.

Fonte: Blond Agro

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Economia

Estimam que o crescimento da economia paraguaia fechará o ano em torno de 5%

O presidente da República, Santiago Peña, liderou nesta quarta-feira a reunião da Equipe Econômica Nacional (EEN), em Mburuvicha Róga. Posteriormente, em coletiva de imprensa, o ministro da Economia e Finanças, Carlos Fernández Valdovinos, disse que todos os indicadores de curto prazo estimam que o crescimento econômico fechará este ano em torno de 5%, acima da última estimativa, que estava em 4,4% do Produto Interno Bruto.

Nesse contexto, o presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, destacou a qualidade do crescimento, enfatizando que ele está muito sincronizado, ou seja, todos os setores estão em alta, mas, sobretudo, concentrado nos setores secundário e terciário.

Em relação à produção interna do país dividida por departamento, comentou que se trata de uma ferramenta que será lançada em breve pelo BCP, com o objetivo de conhecer com precisão quais regiões do país estão apresentando maior dinamismo e, com base nisso, direcionar as políticas públicas.

Durante a reunião da EEN, também foram discutidos temas relacionados à criação de empregos formais e à produção interna do país dividida por departamento, indicadores indiretos do bom momento que a economia paraguaia está atravessando.

A esse respeito, o ministro Fernández Valdovinos destacou que estão observando um crescimento bem diversificado, sem concentração em nenhum setor em particular, abrangendo todos de maneira geral.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (Mtess), entre julho de 2023 e agosto de 2025, o número de trabalhadores contribuintes no regime geral do IPS passou de 707.638 para 810.689, o que representa um aumento absoluto de mais de 103.000 pessoas.

A variação interanual acompanhou esse crescimento, acelerando de 3,3% em julho de 2023 para 8,1% em agosto de 2025. Esse comportamento reflete um processo de formalização laboral cada vez mais intenso e contínuo, afirmaram do Ministério do Trabalho.

Fonte: Hoy

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Economia

Projeção da Selic acumulada 2025 passa de 14,25% para 14,30%

A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias

Os ministérios do Planejamento e da Fazenda aumentaram a projeção para a taxa Selic acumulada em 2025, de 14,25% para 14,30%. A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre.

Na sua mais recente reunião, da última quarta-feira, 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15,0% ao ano, e afirmou que avalia se a manutenção da Selic neste nível por período “bastante prolongado” é suficiente para levar o IPCA à meta.

A projeção para o câmbio médio deste ano passou de R$ 5,70 para R$ 5,63. A previsão para a alta da massa salarial nominal passou de 12,08% para 12,11%. Já a estimativa para o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional passou de US$ 68,38 para US$ 69,58.

No último dia 11, a Fazenda diminuiu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, de 2,5% para 2,3%. A previsão para o IPCA passou de 4,9% para 4,8%, ainda acima do teto da meta, de 4,5%. A estimativa para a inflação medida pelo INPC, que é usado para corrigir o salário mínimo, permaneceu em 4,7%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Economia

Copom mantém taxa básica de juros em 15% ao ano

A manutenção da Selic é por causa da incerteza do ambiente externo

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%. O anúncio foi feito no início da noite da quarta-feira (17), depois de uma reunião de dois dias entre o presidente do Banco Central (BC) e seus diretores.

No comunicado oficial, o Copom justifica a manutenção da Selic pela incerteza do ambiente externo, “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”.

O que, segundo o comitê, exige cautela “por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”.

Também é citado o cenário doméstico. Para o Copom, os indicadores de atividade econômica apresentam “moderação no crescimento”, apesar do “dinamismo” do mercado de trabalho, e a inflação permanece acima da meta.

“As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,4% no cenário de referência”, diz a nota do Copom.

Cenário inalterado

Na reunião anterior, nos dias 29 e 30 de julho, o Copom decidiu interromper o ciclo de alta da taxa de juros, mantendo a Selic em 15% ao ano, sob a justificativa de que o ambiente externo está mais adverso, por conta das políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos (EUA).

As decisões são tomadas levando em conta a situação inflacionária, as contas públicas, a atividade econômica e o cenário externo – tudo tendo como base a avaliação do cenário macroeconômico e os principais riscos a ele associados.

As atas do Copom são publicadas no prazo de até quatro dias úteis. Esta foi a sexta reunião do ano do comitê. A taxa básica de juros da economia (Selic) vale para os próximos 45 dias, quando o Copom volta a se reunir.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a Selic. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores, entre eles risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Copom mantém a taxa Selic em 15,00% a.a.

​O ambiente externo se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos. Consequentemente, o comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica.

Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando, conforme esperado, certa moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação.

As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,4% no cenário de referência (Tabela 1).

Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; (ii) uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

O Comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.

O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

Tabela 1

Projeções de inflação no cenário de referência

Índice de preços202520261º tri 2027
IPCA4,83,63,4
IPCA livres5,03,53,3
IPCA administrados4,33,83,8

Fonte: Banco Central do Brasil

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Economia

Ibovespa bate novo recorde e dólar cai com iminente corte de juros nos EUA

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros; Ibovespa sobe

Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (15), renovando máximas históricas e voltando a rondar os 144 mil pontos, embalado principalmente pela expectativa de queda nos juros dos Estados Unidos nesta semana, enquanto, no Brasil, números de atividade favoreceram apostas de corte da Selic no começo de 2026.

No fechamento, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 0,9%, a 143.546,50 pontos, novo recorde para fechamento, tendo marcado 144.193,58 pontos na máxima do dia, renovando também o topo histórico intradia.

Na mínima, ficou em 142.292,21 pontos. O volume financeiro somou R$17 bilhões.

O dólar à vista, por sua vez, fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,3220 na venda.

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros e apontou para o mercado imobiliário em uma postagem nas mídias sociais antes da reunião do banco central dos EUA nesta semana.

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve divulga na quarta-feira, às 15h de Brasília, decisão de política monetária, com as apostas no sentido de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa atual, que está em uma faixa de 4,25% a 4,50%.

O desfecho da reunião de dois dias será acompanhado das projeções econômicas da autoridade monetária e seguido pela coletiva à imprensa do chair do BC norte-americano, Jerome Powell, às 15h30.

“Isso pode ajudar a manter a autoestima no mercado brasileiro”, afirmou Felipe Paletta, estrategista da EQI Research.

No Brasil, a semana também tem decisão de juros, mas com expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa Selic em 15% ao ano. Investidores devem voltar as atenções para o comunicado da decisão, analisando a visão do BC sobre a atividade e a inflação no país em busca de sinais sobre os próximos movimentos.

Nesta segunda-feira, o IBC-Br, calculado pelo BC e visto como um sinalizador do PIB, mostrou retração de 0,5% em julho ante o mês anterior, segundo dado dessazonalizado, ante previsão de recuo de 0,2%. Em paralelo, a pesquisa Focus mostrou queda nas projeções para a inflação neste ano e para a Selic em 2026.

“A composição dos indicadores de atividade aponta para uma desaceleração consistente com o atual ciclo de política monetária”, afirmou a analista de macroeconomia Sara Paixão, da InvestSmart XP.

“Esse contexto, somado à expectativa de retomada dos cortes de juros nos Estados Unidos, à valorização do real frente ao dólar e à melhora nas projeções de inflação, reforça a perspectiva de início do ciclo de corte da Selic pelo Copom no começo de 2026”, acrescentou.

“Há um mercado bastante alinhado e comprando cada vez mais essa tese de juros em queda no Brasil”, reforçou o estrategista da EQI, destacando o efeito do IBC-Br na curva futura de juros, que reverberou na bolsa paulista.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia sua decisão também na quarta-feira, mas após o fechamento do mercado.

“Os riscos aumentaram na direção de um corte antecipado ainda em 2025, o que pode ocorrer caso se verifique uma valorização ainda mais expressiva da taxa de câmbio ou uma desaceleração mais acentuada da atividade”, afirmaram economistas do Itaú Unibanco chefiados por Mario Mesquita.

“Em contrapartida, uma revisão expressiva no hiato do produto pelo Banco Central em direção a uma atividade mais aquecida poderia atenuar os riscos de uma flexibilização antecipada, algo que nos parece menos provável dadas as informações recentes sobre o ritmo de atividade econômica.”

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Xi apresenta 3 propostas na Cúpula do Brics

Multilateralismo, globalização econômica e cooperação: as propostas de Xi na cúpula virtual do Brics convocada por Lula.

O presidente chinês, Xi Jinping, conclamou os países do Brics a avançarem em solidariedade e cooperação. A declaração foi feita na cúpula virtual do bloco, convocada pelo Brasil.

Em sua declaração intitulada “Avançando em Solidariedade e Cooperação”, Xi observou que uma transformação sem precedentes em um século está se acelerando em todo o mundo, e o hegemonismo, o unilateralismo e o protecionismo estão se tornando cada vez mais desenfreados.

“Os países do Brics, na vanguarda do Sul Global, devem agir com base no Espírito do Brics de abertura, inclusão e cooperação mutuamente benéfica, defender conjuntamente o multilateralismo e o sistema de comércio multilateral, promover uma maior cooperação entre os países do Brics e construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, disse Xi.

Presidente chinês apresentou três propostas

Em primeiro lugar, ele apelou aos países do Brics para que defendam o multilateralismo e a equidade e a justiça internacionais, que fornece uma base importante para a paz e o desenvolvimento mundiais.

Xi afirmou que a Iniciativa de Governança Global que ele propôs recentemente visa galvanizar a ação global conjunta para um sistema de governança global mais justo e equitativo.

O presidente da China afirmou que esforços ativos devem ser feitos para promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e a voz dos países do Sul Global, acrescentando que o sistema de governança global deve ser aprimorado por meio de reformas.

Sua segunda proposta foi a manutenção da abertura e da cooperação mutuamente benéfica para salvaguardar a ordem econômica e comercial internacional. Observando que a globalização econômica é uma tendência irresistível da história, Xi afirmou que os países não podem prosperar sem um ambiente internacional de cooperação aberta e que nenhum país pode se dar ao luxo de recuar para um isolamento autoimposto.

Ele afirmou que os países do Brics devem permanecer comprometidos com a construção de uma economia global aberta, de modo a compartilhar oportunidades e alcançar resultados mutuamente benéficos em termos de abertura, acrescentando que o sistema multilateral de comércio, com a Organização Mundial do Comércio em seu núcleo, deve ser mantido e todas as formas de protecionismo devem ser combatidas.

Em terceiro lugar, os países do Brics devem manter a solidariedade e a cooperação para promover a sinergia em prol do desenvolvimento comum, afirmou Xi.

“A China está pronta para trabalhar com os demais países do Brics para implementar a Iniciativa de Desenvolvimento Global, promover a cooperação de alta qualidade no Cinturão e Rota, alavancar seus respectivos pontos fortes, aprofundar a cooperação prática e tornar a cooperação empresarial, financeira, científica e tecnológica mais produtiva, de modo a fortalecer a base, o impulso e o impacto de uma maior cooperação entre os Brics e proporcionar mais benefícios práticos aos povos”, afirmou.

Analista defende comércio do Brics em moedas locais

Luis Marchan, analista equatoriano de política internacional, declarou à Sputnik que as decisões da cúpula do Brics, realizada nesta segunda-feira, devem se concentrar na nova proposta de governança global apresentada pela China.

“Com a multipolaridade como princípio fundamental, todas as instituições criadas para garantir o cumprimento do direito internacional — como a ONU, a OEA, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e outros órgãos da própria ONU — devem ser substituídas ou atualizadas”, segundo o especialista.

Segundo Marchan, os países do Brics devem buscar renovar todos os acordos — incluindo os de comércio, questões sociais e segurança — para refletir a nova compreensão de um mundo multipolar.

“Creio que é necessário um novo modelo de comércio para atingir a ampla população dos países do Brics, com o uso de moedas nacionais e mecanismos alternativos de apoio — atuando como um contrapeso ao dólar”, observa o analista.

Fonte: Monitor Mercantil

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