Economia

Focus: Mercado reduz expectativa para expansão do PIB em 2025 e 2026

Projeção para a inflação neste ano ficou estável após 14 semanas seguidas de queda

Economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram suas estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e no próximo, mostrou nesta segunda-feira (8) pesquisa Focus realizada pela autoridade monetária junto a uma centena de economistas. Já a projeção para a inflação em 2025 ficou estável após 14 semanas seguidas de queda.

Os agentes estimaram a expansão econômica deste ano em 2,16%, ante uma expectativa de 2,19% apontada há uma semana, ao passo que para 2026 a previsão é de crescimento econômico de 1,85%, antes expectativa de 1,87% na semana anterior.

O cálculo para a inflação medida pelo IPCA manteve-se em 4,85% para este ano, após 14 semanas consecutivas de queda da estimativa, e foi levemente ajustado para o ano que vem, a 4,30%, ante 4,31%. A meta de inflação é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O Focus mostrou ainda continuação da estabilidade para as apostas na taxa básica de juros Selic, com as previsões para este ano mantendo-se em 15,00%, patamar atual da taxa, pela 11ª seguida e para 2026 ficando em 12,50% pela 32ª semana seguida.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central volta a se reunir na próxima semana.

Os economistas também reajustaram suas estimativas para o fechamento da cotação do dólar para 2025 e 2026, para R$ 5,55, ante R$ 5,56, e para R$ 5,60, ante R$ 5,62, respectivamente.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Industria

Indústria manufatureira desacelera mais do que o PIB

Enquanto o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, indústria da transformação registrou queda de 0,5%, refletindo aumento do custo do crédito e da inadimplência

A política monetária mais contracionista vem surtindo efeito na atividade econômica, tanto que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou desaceleração para 0,4% em relação à alta de 1,4% nos três meses anteriores;

Entre os setores mais afetados pelos impactos dos juros mais elevados está a indústria da transformação, que registrou queda pelo segundo trimestre seguido e ainda teve uma contração mais profunda do que a do PIB, de 0,5%.

Enquanto isso, na média, o setor industrial apresentou variação positiva de 0,5% de abril a junho, na comparação com os três meses anteriores. Especialistas destacam os juros altos e o aumento do endividamento das famílias como fatores para que o consumo de bens duráveis encolha, afetando os dados da indústria da transformação.

Conforme dados do Banco Central, divulgados na semana passada, as novas concessões de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) recuaram 2% nas operações de empréstimos para as famílias, somando R$ 644,1 bilhões. No acumulado do ano até julho, as novas contratações nominais avançaram 12,3% no volume total, mas com as concessões às famílias crescendo em ritmo menor, de 9,5%. Os dados do BC ainda mostram que a inadimplência vem crescendo de forma expressiva. Em julho, chegou a 5,2%, patamar mais elevado desde novembro de 2017.

No primeiro trimestre, a indústria de transformação recuou 1% em relação aos três meses anteriores, enquanto o PIB avançou 1,4% na mesma base de comparação. De acordo com analistas, no segundo trimestre, a indústria seguirá em queda, puxada por esse ramo de atividade. Os setores mais sensíveis à política monetária vêm enfraquecendo, com destaque aos bens de capital e bens de consumo duráveis.

Entidades do setor produtivo, como Confederação Nacional da Indústria (CNI) e coligadas, seguem criticando o atual patamar da taxa básica da economia (Selic), de 15% ao ano, e defendem que o Banco Central já deveria ter iniciado o ciclo de cortes de juros. Analistas, no entanto, estimam que a Selic só deverá começar a cair no início de 2026, em grande parte, devido ao desarranjo das contas públicas que tende a limitar o impacto da política monetária.

Perspectivas

Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento prevê recuo de 1% a 2% na produção do setor neste ano por conta dos juros mais altos. A maioria das vendas de eletrodomésticos da linha branca e da linha marrom e bens duráveis em geral, depende do crédito, porque é feita de forma parcelada. Além disso, ele ressaltou que, neste ano, não há os mesmos estímulos do governo de 2024, como o Desenrola (programa de renegociação de dívidas). “O setor teve uma boa performance em 2024, mas, neste ano, com os juros mais elevados e o endividamento das famílias está aumentando e a inadimplência também, estamos prevendo queda”, disse.

De acordo com Nascimento, o impacto do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 50% sobre os produtos brasileiros nas indústrias do setor de eletroeletrônico no país é pequeno, porque as vendas para o mercado norte-americano “não chegam a 1% da produção nacional”.

E analistas alertam que a inadimplência já está nos maiores patamares do atual governo, dando sinais de que não deve parar de subir, mesmo com os estímulos para o crédito consignado para o trabalhador privado podem não garantir um avanço maior para a indústria. “De fato, já vemos taxas atualizadas negativas no volume de concessões de crédito de recursos livres também em julho, na recente nota de crédito divulgada nesta semana pelo Banco Central”, destacou Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos.

 “As nossas exportações para os EUA são muito pequenas, e o tarifaço não impacta o nosso negócio. Mas, se houver reciprocidade do governo brasileiro, aí, sim, nossos insumos, como semicondutores e compressores, terão os preços elevados”, afirmou. Contudo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou recentemente ao governo norte-americano que começou os estudos para adotar medidas de reciprocidade.

O presidente da Eletros ainda demonstrou otimismo de que as conversas do setor com o governo para a adoção de políticas públicas visando estimular a troca de eletrodomésticos mais eficientes, tanto no consumo de energia, quanto no consumo de água na produção, além do estímulo fiscal para as famílias de baixa renda mobiliarem as residências adquiridas por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), devem ser retomadas no fim deste ano ou no início do ano que vem. “Estamos tentando retomar as conversas com o governo para essas políticas e buscamos também ampliar os estímulos para a logística reversa, dando destinação mais adequada aos aparelhos antigos na hora da troca”, destacou. 

Fonte: Correio Braziliense


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Economia

Mercado mantém previsão da inflação em 4,85% após 14 cortes seguidos

Projeção ainda continua acima do teto da meta que é de 4,5%

Após 14 semanas, o mercado financeiro interrompeu a sequência de cortes nas expectativas sobre a inflação neste ano.

De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, os analistas e economistas consultados mantiveram a previsão de 4,85%. Um pouco acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.

Para o PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de tudo que é produzido no Brasil, uma queda na projeção, de 2,19% para 2,16% de crescimento neste ano.

Já o dólar deve terminar o ano um pouco mais barato: R$ 5,05. E, para taxa básica de juros, permaneceu a expectativa de ficar em 15% ao ano.

Fonte: Agência Brasil

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Industria

IPP: inflação da indústria caiu 0,30% em julho, segundo dados do IBGE

Com 6º resultado negativo seguido, índice acumula queda de 3,42%

O IPP, Índice de Preços ao Produtor, conhecido como a inflação da indústria ou de “porta de fábrica”, por considerar os preços sem impostos e fretes, caiu 0,30% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo IBGE.

É o sexto resultado mensal negativo seguido, que faz com que o índice acumule uma queda de 3,42% em 2025. Já no resultado dos últimos 12 meses até julho, o índice tem alta de 1,36%.

Analisando as atividades pesquisadas, houve um equilíbrio entre resultados positivos e negativos, segundo o gerente da pesquisa, Murilo Alvim:

“Com 12 delas apresentando menores preços em julho, na comparação com o mês anterior, assim como também 12 atividades atividades apresentaram maiores preços, mas as duas principais influências tiveram variações negativas, o que ajuda a explicar o resultado geral da indústria. Pelo terceiro mês seguido, o setor de alimentos foi o que mais influenciou o resultado do IPP no mês. A atividade foi puxada pelos menores preços de diversos produtos, com destaque para o açúcar e o café. O recuo observado nos açúcares está em linha com a queda dos preços internacionais.”

Já o café tem seus menores preços explicados pelos custos de produção mais baixos. Por outro lado, a alta dos minérios de ferro, um movimento que acompanhou a cotação no mercado internacional, foi a principal responsável pelo resultado do setor extrativo, que seguiu na direção contrária da média da indústria e apresentou alta de 2,42% no mês, sendo a principal influência positiva no resultado geral do IPP.

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Dólar recua a R$ 5,38 após payroll reforçar expectativa de corte de juros nos EUA

EUA criam 22 mil vagas de trabalho em agosto, abaixo do esperado

O dólar à vista registra forte baixa frente ao real nesta sexta-feira (5), após o relatório de emprego (payroll) nos Estados Unidos confirmar a desaceleração do mercado de trabalho e o aumento da taxa de desemprego. Os dados reforçam as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião deste mês.

Vale destacar que a redução de juros nos EUA aumenta o carry trade — estratégia em que investidores tomam recursos em países com juros baixos para aplicar em países com juros mais altos — em relação aos juros brasileiros, atraindo recursos estrangeiros para economias emergentes.

Qual a cotação do dólar hoje?

Às 11h07, o dólar à vista caía 1,11%, aos R$ 5,387 na venda. Na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,82%, aos R$ 5.436 pontos.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,387
  • Venda: R$ 5,387

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,418
  • Venda: R$ 5,598

O que aconteceu com dólar hoje?

A divisa norte-americana já iniciou a sessão em baixa, com investidores à espera dos dados do relatório payroll. Com a divulgação dos números às 9h30, que vieram piores que o esperado, a queda das cotações se aprofundou.

A economia dos EUA abriu 22 mil vagas de emprego fora do setor agrícola em agosto, após 79 mil em julho em dado revisado para cima. O dado ficou abaixo do esperado. Pesquisa da Reuters com economistas projetava abertura de 75.000 empregos fora do setor agrícola no mês passado. Já a taxa de desemprego ficou em linha com o esperado, a 4,3%. A expectativa era de um aumento da taxa de desemprego de 4,2% para 4,3%.

Após a divulgação dos números, os rendimentos dos Treasuries apresentavam fortes baixas, em meio à leitura de que o caminho para o Fed cortar juros este mês está aberto. Às 9h55, o rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 10 pontos-base, a 3,489%.

A perspectiva de corte de juros nos EUA fazia o dólar aprofundar perdas não apenas ante o real, mas também em relação às demais divisas no exterior. O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,60%, a 97,640.

Internamente, parte das atenções do mercado estará voltada para entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, convocada nesta manhã para as 11h.

Galípolo estará acompanhado dos diretores de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Correa; e de Regulação, Gilneu Vivan. O tema da coletiva são as medidas de reforço da segurança do Sistema Financeiro Nacional aprovadas em reunião da diretoria do BC. Uma das medidas será a criação de um teto para transferência de recursos por Pix e TED.

Fonte: Reuters

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Importação

PlatôBR: Queda nas importações em agosto reforça sinais de desaceleração da economia

Os juros altos no país diminuem os investimentos e isso pode ser percebido com a redução de 10,1% na compra de bens de capital de outros países

A redução de 2% nas importações em agosto, que totalizaram US$ 23,7 bilhões segundo dados divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), reforça os sinais de desaceleração econômica no segundo semestre de 2025.

Os juros altos no país têm diminuído os investimentos e isso pode ser percebido com a queda de 10,1% na compra de bens de capital de outros países, que totalizou US$ 3 bilhões. Máquinas e equipamentos são exemplos de produtos dessa categoria e uma redução nessas compras significa uma queda do nível de atividade.

Maior parceiro comercial do Brasil, a China vendeu 5,8% menos para as empresas brasileiras no mês e comprou 29,9% a mais do que em agosto do ano passado. De olho no estreitamento das parcerias comerciais com os chineses e demais países do sudeste asiático, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a Indonésia e a Malásia nos dias 24 e 25 de outubro.

Nos oito primeiros meses do ano, entretanto, as importações cresceram 6,9%, reforçando os sinais de resiliência da economia quando se esperava uma desaceleração já nos primeiros meses. Ao que parece, a redução do nível da atividade deve se concentrar no segundo semestre.

As companhias dos Estados Unidos venderam 4,6% mais para o Brasil em agosto. Por outro lado, com o tarifaço aos produtos brasileiros imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as exportações para os americanos caíram 18,5%.

Fonte: IstoéDinheiro / PlatôBR

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Economia

Crescimento econômico da zona do euro continua lento em agosto, mostra PMI

O volume de novos pedidos aumentou pela primeira vez desde maio do ano passado, embora apenas ligeiramente

A economia da zona do euro continuou a expandir em ritmo lento em agosto, com o crescimento mais fraco do setor de serviços compensando a melhora na produção industrial, apesar do primeiro aumento no volume geral de novos pedidos desde maio do ano passado, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto do HCOB para a zona do euro, compilado pela S&P Global, subiu de 50,9 em julho para 51,0 em agosto, marcando um pico recorde de 12 meses, mas ainda indicando um crescimento apenas modesto. A marca de 50,0 separa o crescimento da contração.

O volume de novos pedidos aumentou pela primeira vez desde maio do ano passado, embora apenas ligeiramente, já que a demanda interna compensou a queda dos pedidos de exportação, que diminuíram pelo ritmo mais rápido desde março.

“Andar de bicicleta muito devagar pode fazer você tombar. Esse é o risco que a zona do euro enfrenta. Sim, a economia vem crescendo desde o início do ano, mas o ritmo é dolorosamente lento”, disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.

“As tensões políticas na França e na Espanha, a incerteza em torno do acordo comercial entre a UE e os EUA e os problemas contínuos no principal setor automotivo não estão ajudando.”

A UE e os EUA fecharam um acordo comercial no final de julho, mas apenas a tarifa básica de 15% foi implementada até o momento.

O setor de serviços viu o crescimento desacelerar para um ritmo marginal, com seu PMI caindo para 50,5 em agosto, em comparação com a máxima recorde de quatro meses de 51,0 registrado em julho.

O setor industrial apresentou o seu aumento de produção mais forte em quase três anos e meio, proporcionando um ponto positivo.

O crescimento geral do nível de emprego acelerou, atingindo um pico recorde de 14 meses, com as empresas de serviços aumentando o número de funcionários, enquanto as fábricas continuaram a reduzir o quadro de pessoal.

Entretanto, as pressões sobre os preços se intensificaram em agosto, com os custos de insumos aumentando pelo ritmo mais rápido desde março e as empresas elevando seus preços pela taxa mais acentuada em quatro meses, o que pode complicar as perspectivas de inflação do Banco Central Europeu.

A inflação geral no bloco subiu um pouco em agosto, para 2,1%, permanecendo em torno da meta de 2% do BCE e, provavelmente, reforçando as expectativas de que as taxas de juros permanecerão inalteradas no curto prazo.

Fonte: InfoMoney

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Sustentabilidade

Na China, comitiva do SENAI visita empresa referência global em tecnologia verde

Grupo terá encontros em universidades e institutos tecnológicos para impulsionar inovação, tecnologia, Indústria 4.0 e cooperação entre os dois países

Em seu primeiro compromisso na China, a comitiva do SENAI em missão para fortalecer o ensino profissional no Brasil visitou a Envision Energy, em Xangai, líder global em tecnologia verde com foco em energia renovável.

A empresa atua em turbinas eólicas inteligentes, armazenamento de energia e soluções em hidrogênio verde. Também patrocina e opera a Envision Racing, equipe da Fórmula E, disputada por carros com motores elétricos e usada como plataforma para promover inovação, mobilidade elétrica e ação climática.

A missão prevê encontros em outras companhias de destaque mundial, como a Shining 3D Tech, referência em manufatura aditiva, além de visitas a universidades e institutos tecnológicos.

OBJETIVO

O objetivo da viagem é implementar a Rede de Future Skills no Brasil e estruturar o Centro Virtual de Inteligência Artificial, reforçando a cooperação entre Brasil e China no âmbito do BRICS.

A comitiva nacional iniciou a viagem no domingo (31) e terá agenda técnica e institucional em Xangai, Hangzhou, Qingdao, Xiamen e Pequim.

O grupo é formado por Fabrízio Pereira, diretor regional do SENAI/SC; Valério Junior Piana, coordenador de Internacionalização no SENAI/SC; Ricardo Terra, diretor regional do SENAI/SP; e Felipe Morgado, Luiz Eduardo Leão e Edgar Vieira Inácio, do Departamento Nacional do SENAI.

Fonte:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Economia

Perda de fôlego do PIB reflete um Brasil com instituições mais maduras para equilibrar economia

O crescimento da economia brasileira no segundo trimestre foi próximo ao esperado pelos analistas e confirma um quadro ainda inicial de desaceleração econômica. Após expansão de 3,4% em 2024, o número divulgado é compatível com uma projeção de 2,2% neste ano.

O menor ritmo de crescimento é bem-vindo. A expansão gerada pelo aumento do gasto públicos nos dois últimos anos, que produz efeitos defasados por meio do aumento da poupança das famílias e do baixo desemprego, fez a economia crescer acima de sua capacidade.

Alguns indicadores clássicos confirmam o excesso de demanda. O IPCA saiu de um patamar de 3,7% em abril de 2024 para 5,0% em agosto deste ano. Neste mesmo período, o déficit em conta-corrente saltou de níveis próximos a 1,0% do PIB para valores ao redor de 4,0%.

A experiência da última década ensina que o acúmulo de desequilíbrios não é boa notícia. Crescer mais que o potencial leva a gargalos e distorções que tornam a economia vulnerável a choques. O resultado costuma ser desacelerações mais intensas e descoordenadas, um padrão latino-americano conhecido como ciclos de euforia e colapso.

A novidade do atual momento é que o País avançou institucionalmente. A independência do Banco Central ajuda a proteger a economia das escolhas de governos guiadas pelo cálculo político e eleitoral de curto prazo, suavizando o ciclo de negócios e trazendo maior estabilidade e previsibilidade.

A ação do Banco Central, porém, não ocorreu sem esforço. Com exportações em alta, safra recorde de grãos e estímulos fiscais sustentando a renda, foi preciso que a taxa básica de juros alcançasse seu maior patamar em duas décadas, encarecendo o crédito em um momento de famílias endividadas. O resultado é um crescimento desigual, punindo mais os setores cujas vendas dependem de financiamento.

O PIB do segundo trimestre conta esta história. Sem a ajuda sazonal da agropecuária, as aberturas de serviços e indústria confirmam um crescimento mais moderado. Pela ótica da demanda, consumo e investimento já sentem os efeitos do aperto no crédito.

Este quadro não é uma surpresa. Ao contrário do observado após 2022, quando o erro anual médio das projeções de PIB superou incomuns 2 pontos porcentuais, o número deste ano deverá ficar próximo aos 2,0% inicialmente estimados.

A leitura do PIB, portanto, não se restringe apenas à economia. A perda de fôlego no crescimento reflete um país institucionalmente mais maduro, com instrumentos para administrar a economia durante os ciclos políticos e evitar a repetição dos erros do passado.

Fonte: Estadão

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Economia

PIB cresce 0,4% no segundo trimestre, mostra IBGE

Economia brasileira atinge maior patamar da série histórica

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025 ante o primeiro trimestre do ano. Com esse resultado, o PIB atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. 

Em relação ao segundo trimestre de 2024, a atividade econômica brasileira teve alta de 2,2%. No semestre e no acumulado em quatro trimestres, o PIB cresceu 2,5% e 3,2%, respectivamente.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o instituto, o PIB brasileiro chega a R$ R$ 3,2 trilhões.

A variação positiva no trimestre ante trimestre é a 16ª seguida, ou seja, desde o segundo trimestre de 2021 (-0,6%).

Setores

O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).

Pelo lado da oferta, as expansões dos serviços (0,6%) e da indústria (0,5%) compensaram o recuo da agropecuária (-0,1%). O consumo das famílias cresceu 0,5%, enquanto o consumo do governo caiu 0,6%, e investimentos tiveram perda de 2,2%.

Os serviços e consumo das famílias atingiram patamares recordes.

Em relação ao segundo semestre de 2024, a alta de 2,2% foi puxada pela agropecuária, que deu um salto de 10,1%, impulsionado pelo ganho de produtividade de alguns produtos da lavoura.

Freio dos juros

O resultado de 0,4% no trimestre é uma desaceleração, uma vez que no primeiro trimestre, houve alta de 1,3%.

A coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a perda de ritmo de crescimento era esperada por causa da política monetária restritiva, ou seja, juros altos.

“As atividades indústrias de transformação e construção, que dependem de crédito, são mais afetadas nesse cenário”, avalia ela, acrescentando que os efeitos negativos na construção e na produção de bens de capital [máquinas e equipamentos] ajudam a explicar a queda nos investimentos.”

A pesquisadora explica que o setor de serviços é menos impactado por essa política restritiva.

“Foi uma alta disseminada pelo setor e puxada pelas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; informação e comunicação, impulsionado pelo desenvolvimento de software, e transporte, armazenagem e correio, puxado por transporte de passageiros”, descreve.

A escalada dos juros começou em setembro do ano passado, quando a taxa básica (Selic) saiu de 10,5% ao ano e, gradativamente, chegou aos atuais 15%, maior nível desde julho de 2006 (15,25%).

A taxa Selic é decidida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e consiste na principal forma de a instituição fazer a inflação convergir para a meta estipulada pelo governo ─ de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desde setembro de 2024, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está acima do teto da meta (4,5%).

Uma face do juro alto é o efeito contracionista, que combate a inflação. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e desestimula investimentos, uma vez que pode valer mais a pena manter o dinheiro investido, rendendo juros altos, do que arriscar em atividades produtivas.

Esse conjunto de efeitos freia a economia. Daí vem o reflexo negativo: menos atividade tende a ser sinônimo de menos emprego e renda. De acordo com o Banco Central, o efeito da Selic na inflação leva de seis a nove meses para se tornar significativo.

Expectativa para 2025

Na segunda-feira (1º) o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que traz expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Em relação ao PIB fechado de 2025, o mercado estima crescimento de 2,19%. 

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda calcula expansão de 2,5% em 2025, de acordo com a edição de julho do bimestral Boletim Macrofiscal

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando a economia cresceu 4,8%.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais. 

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria

Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão. 

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida. 

Fonte: Agência Brasil

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