Comércio Internacional

França e Alemanha propõem novo mecanismo de resposta comercial da União Europeia

França e Alemanha defendem a criação de um novo instrumento para ampliar a capacidade de reação da União Europeia (UE) diante de medidas comerciais que possam causar prejuízos econômicos ao bloco.

A proposta surge em um cenário de crescente uso do comércio internacional como instrumento de pressão econômica, no qual tarifas, restrições e controles de exportação passaram a ocupar espaço relevante nas disputas entre grandes economias.

Novo instrumento de defesa comercial

A ideia apresentada pelos dois países é criar uma medida que possa ser acionada com rapidez caso outro país adote políticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos europeus.

Segundo as autoridades envolvidas, o mecanismo não seria direcionado previamente contra nenhuma nação específica. O objetivo seria dotar a UE de uma ferramenta capaz de responder de forma mais ágil a eventuais medidas comerciais adotadas por parceiros ou concorrentes.

A discussão ocorre em meio à busca europeia por instrumentos de defesa comercial que permitam ao bloco reagir a pressões externas sem depender exclusivamente dos mecanismos já existentes.

Europa busca instrumentos semelhantes aos de EUA e China

Representantes do governo alemão argumentam que a União Europeia precisa contar com uma ferramenta de resposta com capacidade comparável a mecanismos utilizados por outras grandes potências econômicas.

Entre os exemplos citados estão as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301, além das restrições chinesas às exportações de minerais essenciais.

Para os defensores da proposta, contar com um instrumento de reação rápida poderia ampliar o poder de negociação do bloco em futuras disputas comerciais.

A iniciativa também reflete uma mudança no ambiente do comércio global, marcado por medidas protecionistas, restrições a produtos estratégicos e maior utilização da política comercial como instrumento de influência econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Economia

Inflação na Zona do Euro: Índice Dispara a 3,8% em Setembro com Crise Energética

A economia europeia enfrenta um novo desafio com a escalada do custo de vida. Em setembro, a inflação na zona do euro registrou uma taxa anualizada de 3,8%, alcançando o patamar mais elevado dos últimos três anos, conforme apontam os dados divulgados nesta sexta-feira pela agência estatística Eurostat.

Impacto da Guerra e o Salto nos Preços de Energia

O avanço expressivo nos 21 países que adotam a moeda única superou com folga o resultado de 3,2% contabilizado em agosto, ficando também acima da projeção de 3,7% estimada por analistas consultados pela Bloomberg. O índice atual representa quase o dobro da meta de estabilidade de 2% estipulada pelo Banco Central Europeu (BCE).

O principal motor dessa alta foi o setor energético. Conflitos geopolíticos recentes no Oriente Médio, incluindo tensões e interrupções logísticas em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, impactaram diretamente o fornecimento de combustível. Os preços da energia dispararam 18,8% em setembro, acelerando consideravelmente em relação aos 14,3% observados no mês anterior.

Comportamento da Inflação Subjacente e dos Alimentos

Enquanto o choque energético puxou o índice geral para cima, a inflação subjacente — que desconsidera os custos mais voláteis de itens alimentícios e combustíveis — registrou uma alta moderada, indo de 2,4% em agosto para 2,5% em setembro.

No segmento de alimentação e bebidas, a variação de preços subiu para 1,4%, comparada ao índice de 1,1% do mês anterior. O patamar de 3,8% não era visto na região desde setembro de 2023, período em que a taxa havia alcançado 4,3%.

FONTE: AFP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Bouys

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Internacional

Zona do Euro reforça disciplina fiscal diante da alta dos rendimentos globais

As economias da zona do euro devem manter os compromissos fiscais acordados com as instituições da União Europeia para preservar a confiança dos mercados de títulos. A avaliação foi apresentada nesta sexta-feira por Kyriakos Pierrakakis, presidente do grupo de ministros das Finanças dos países que adotam a moeda única.

Segundo Pierrakakis, o cenário internacional tem provocado um aperto nas condições financeiras globais, com impacto direto sobre os rendimentos dos títulos soberanos. Esse movimento aumenta a pressão sobre os orçamentos nacionais dos países do bloco.

Alta dos juros exige cautela fiscal

Durante uma coletiva de imprensa, Pierrakakis afirmou que a manutenção da trajetória fiscal estabelecida com as instituições europeias é importante em um ambiente marcado pela incerteza.

Para o dirigente, a credibilidade fiscal ganha ainda mais relevância quando as condições dos mercados financeiros ficam mais restritivas. Ele destacou que o cumprimento dos compromissos assumidos contribui para preservar condições adequadas de financiamento e garantir a sustentabilidade das finanças públicas no longo prazo.

Ministros estão preocupados, mas sem sinal de alarme

O aumento dos rendimentos dos títulos soberanos nos 21 países que utilizam o euro preocupa os ministros das Finanças da região, mas não é considerado, neste momento, motivo para alarme.

Pierrakakis afirmou que o grupo não identifica sinais de fragmentação financeira na zona do euro, apesar da elevação das taxas de rendimento observada no mercado.

“Estamos preocupados, mas não alarmados. Não estamos observando fragmentação na zona do euro”, afirmou o presidente do grupo de ministros.

Comissão Europeia vê reação normal dos mercados

Valdis Dombrovskis, comissário econômico europeu que também participou da coletiva, avaliou que a alta dos rendimentos dos títulos representa uma reação normal dos mercados aos acontecimentos no cenário internacional.

De acordo com Dombrovskis, o movimento reforça a importância de os governos manterem políticas fiscais prudentes diante do ambiente econômico global.

A orientação das autoridades europeias é que os países continuem seguindo as trajetórias fiscais previamente acordadas, em uma tentativa de preservar a confiança dos investidores e a estabilidade das contas públicas do bloco.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM:REUTERS/Yves Herman

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Indústria

Seca na Europa: crise hídrica ameaça indústria e pode gerar prejuízo de € 180 bilhões

A seca na Europa já provoca impactos em setores essenciais da economia e pode gerar perdas de pelo menos € 50 bilhões no curto prazo, segundo estimativas citadas pelo Financial Times. Se a escassez de água persistir e os efeitos da onda de calor forem considerados em conjunto, o prejuízo econômico pode chegar a € 180 bilhões.

Os níveis excepcionalmente baixos de rios e reservatórios já afetam o transporte de cargas, a geração de energia, a agricultura e a produção industrial. Empresas de diferentes países passaram a adaptar suas operações diante da redução da disponibilidade de água.

Baixo nível do Reno encarece transporte de cargas

No porto de Roterdã, na Holanda, um dos principais centros logísticos da Europa, embarcações que utilizam o rio Reno precisam navegar com aproximadamente 30% da capacidade de carga.

A redução do peso é necessária para evitar encalhes em trechos onde a profundidade do rio diminuiu. A consequência é o aumento dos custos de transporte e a perda de eficiência nas cadeias de abastecimento.

Para compensar a menor capacidade de cada embarcação, operadores passaram a contratar cerca de 100 navios adicionais por semana. Mesmo com o reforço da frota, o volume transportado continua abaixo dos níveis habituais.

A autoridade portuária de Roterdã considera o episódio um dos mais relevantes enfrentados pelo setor nas últimas décadas. O cenário também evidencia a vulnerabilidade da logística europeia diante do avanço de eventos climáticos extremos.

Rios europeus atingem níveis historicamente baixos

A crise hídrica se espalha por diferentes regiões do continente. Rios importantes para o comércio, a indústria e a irrigação registram alguns dos menores níveis médios mensais já observados.

Entre os cursos d’água afetados estão o Reno, o Danúbio, o Pó, na Itália, o Ródano, que atravessa a Suíça e a França, e o Tâmisa, em Londres.

O Reno tem importância estratégica para o transporte de mercadorias e para a indústria alemã. Uma seca ocorrida em 2018, por exemplo, teria provocado uma redução de aproximadamente 0,4% no PIB da Alemanha — equivalente hoje a cerca de € 18 bilhões.

O episódio atual preocupa ainda mais porque os rios apresentam níveis inferiores aos registrados naquela ocasião e a estiagem começou mais cedo.

Estudos citados pelo Financial Times indicam que um mês de vazão reduzida pode diminuir em cerca de 25% o transporte fluvial e provocar uma queda próxima de 1% na produção industrial alemã.

Onda de calor agravou déficit hídrico

A Europa iniciou o ano em condições relativamente favoráveis, com níveis de umidade do solo e precipitação acima da média em fevereiro. A situação começou a mudar em abril e se agravou em maio, com a sucessão de ondas de calor.

Junho e julho registraram temperaturas recordes, aumentando a pressão sobre rios, reservatórios e solos. A perspectiva de poucas chuvas nas semanas seguintes mantém a preocupação com a continuidade da crise de água.

Energia também sofre com falta de água

O setor elétrico está entre os mais afetados pela estiagem. Usinas nucleares na França e na Hungria precisaram reduzir a produção devido à menor disponibilidade de água para os sistemas de resfriamento.

A geração hidrelétrica também enfrenta dificuldades em regiões atingidas pela seca.

Na Romênia, o governo chegou a recorrer a explosões subaquáticas controladas no leito do Danúbio para tentar direcionar água para a usina nuclear de Cernavodă. A medida não produziu o resultado esperado e a unidade também precisou reduzir suas atividades.

Agricultura enfrenta perdas e mudança de culturas

A agricultura europeia também sofre com a falta de água. No norte da Itália, uma das principais áreas produtoras de arroz do continente, agricultores relatam perdas totais em algumas lavouras porque a água destinada à irrigação não conseguiu chegar a determinadas áreas.

Na região do Vale do Pó, produtores afirmam que algumas propriedades perderam metade ou mais da produção.

A repetição de períodos prolongados de estiagem começa a provocar mudanças nas decisões dos agricultores. Parte deles avalia substituir o arroz por culturas menos dependentes de água, enquanto outros consideram deixar algumas áreas sem plantio.

Data centers entram no radar da crise hídrica

A escassez também representa um desafio para setores ligados à economia digital. Mais de um terço dos aproximadamente 3.000 data centers da Europa está localizado em regiões submetidas a níveis elevados ou extremos de estresse hídrico.

A disponibilidade de água é especialmente relevante para sistemas de resfriamento dessas instalações, aumentando a preocupação sobre a capacidade de expansão da infraestrutura tecnológica em determinadas áreas.

Seca pode pressionar inflação

Economistas também alertam para possíveis efeitos da crise sobre a inflação europeia.

A redução das colheitas tende a elevar os preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, o encarecimento do transporte e eventuais restrições na geração de energia podem aumentar os custos para empresas e consumidores.

O resultado pode dificultar a recuperação econômica em um momento de maior pressão sobre diferentes setores produtivos.

Empresas aceleram adaptação ao novo cenário climático

Diante da perspectiva de períodos mais frequentes de calor e estiagem, empresas já começam a investir em medidas de adaptação. Entre as iniciativas estão embarcações preparadas para rios rasos, sistemas de monitoramento e alerta, tecnologias de redução do consumo de água e métodos de resfriamento menos dependentes do recurso.

Para especialistas, a seca deixou de ser apenas um problema temporário para se transformar em um risco estrutural para a economia europeia.

A capacidade de adaptar infraestrutura, agricultura, transporte e geração de energia será determinante para limitar os prejuízos provocados por futuras crises hídricas.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Economia

Países da União Europeia ainda não cumprem requisitos para adotar o euro, aponta Comissão Europeia

A Comissão Europeia informou que os países da União Europeia que ainda utilizam moedas nacionais e têm a obrigação de adotar o euro no futuro continuam sem atender aos critérios exigidos para ingressar na zona da moeda única. A avaliação faz parte do relatório bienal divulgado nesta quarta-feira (24).

Atualmente, o euro é a moeda oficial de 21 dos 27 países do bloco e é utilizado por mais de 350 milhões de pessoas.

Critérios para adoção do euro seguem sem ser alcançados

Entre os países que ainda não utilizam a moeda estão Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, República Tcheca e Dinamarca. Apenas a Dinamarca possui uma cláusula formal que a isenta da obrigação de aderir ao euro. Os demais assumiram esse compromisso ao ingressarem na União Europeia.

Para integrar a zona do euro, os países precisam cumprir uma série de exigências econômicas e legais. Entre elas estão inflação controlada, taxas de juros reduzidas, estabilidade da moeda nacional, déficit público dentro dos limites estabelecidos pelo bloco, dívida pública inferior a 60% do PIB — ou em trajetória de queda — e adequação da legislação do banco central às normas do Banco Central Europeu (BCE).

Questões políticas também influenciam adesão

Segundo a Comissão Europeia, em alguns casos a demora na adoção da moeda única está relacionada a decisões políticas internas. Governos que não têm interesse imediato em aderir ao euro acabam postergando medidas necessárias para atender aos critérios exigidos.

A Suécia e a República Tcheca, por exemplo, cumprem praticamente todas as condições, mas ainda não ingressaram no Mecanismo de Taxas de Câmbio II (ERM2), etapa obrigatória que exige a permanência da moeda nacional no sistema por pelo menos dois anos para comprovar sua estabilidade. Ambos os governos também ainda não adaptaram integralmente suas legislações sobre bancos centrais às regras do BCE.

Romênia e Polônia ainda enfrentam obstáculos econômicos

A Romênia demonstra interesse em adotar o euro, porém permanece distante das metas relacionadas à inflação, equilíbrio fiscal, taxas de juros, estabilidade cambial e compatibilidade jurídica. O único requisito já atendido pelo país é o limite da dívida pública.

Já a Polônia também cumpre apenas o critério referente ao endividamento. Os demais requisitos continuam pendentes e, por razões políticas, o governo não demonstra intenção de acelerar o processo de adesão à moeda única.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Economia

Economia da Alemanha cresce 0,3% no primeiro trimestre de 2026 com avanço das exportações

A Alemanha registrou crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi confirmado nesta sexta-feira pelo escritório federal de estatísticas do país.

O desempenho da economia da Alemanha foi impulsionado principalmente pela recuperação das exportações alemãs, que avançaram de forma significativa no início do ano.

Exportações fortalecem atividade econômica alemã

Segundo Ruth Brand, presidente do órgão de estatísticas, o aumento das vendas externas teve papel decisivo para o crescimento econômico no período.

As exportações de bens e serviços subiram 3,3% no primeiro trimestre, revertendo a queda observada no último trimestre de 2025. Enquanto isso, as importações registraram leve alta de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.

O cenário reforça a relevância do setor externo para a recuperação da maior economia da Europa.

Gastos públicos avançam, mas consumo das famílias fica estagnado

Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o crescimento dos gastos do governo. As despesas públicas aumentaram 1,1% no período, colaborando para sustentar a atividade econômica.

Por outro lado, o consumo das famílias permaneceu estável, sem crescimento no trimestre, indicando cautela dos consumidores diante do cenário econômico europeu.

Investimentos recuam no início de 2026

Apesar do avanço do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos apresentaram retração de 1,5% no primeiro trimestre do ano.

A queda nos investimentos mostra que, embora as exportações estejam fortalecendo a economia alemã, ainda existem desafios internos relacionados à confiança empresarial e à expansão da atividade produtiva.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Annegret Hilse

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Indústria

Indústria da Alemanha começa 2026 com queda nas encomendas e produção abaixo do esperado

A indústria da Alemanha iniciou 2026 com desempenho abaixo das expectativas do mercado. Dados divulgados pelo departamento oficial de estatísticas mostram que as encomendas industriais sofreram uma queda expressiva no primeiro mês do ano.

Em janeiro, os pedidos recuaram 11,1% em relação a dezembro, considerando os ajustes sazonais e de calendário. O resultado interrompe uma sequência de quatro meses consecutivos de crescimento do indicador.

A retração foi significativamente maior do que a prevista por analistas consultados pela Reuters, que estimavam uma diminuição de aproximadamente 4,5%.

Apesar da queda acentuada, o cenário se mostra menos negativo quando se excluem grandes pedidos industriais. Nesse recorte, a redução foi de apenas 0,4% em janeiro, após os pedidos terem registrado em dezembro o maior avanço em dois anos.

Analistas mantêm expectativa positiva para a economia alemã

Mesmo com a volatilidade dos dados, economistas seguem relativamente otimistas quanto ao desempenho da economia da Alemanha em 2026. A principal preocupação, segundo especialistas, seria uma possível escalada do conflito envolvendo o Irã, que poderia pressionar os preços do petróleo e afetar o cenário econômico global.

Para o economista Jens-Oliver Niklasch, do LBBW, os números exigem cautela na análise.

“Esses dados certamente não são para os fracos de coração”, afirmou. Ainda assim, ele ressalta que a expectativa geral permanece de que os indicadores econômicos deste ano superem os resultados registrados em 2025.

Investimentos públicos podem impulsionar a indústria

Na avaliação de Michael Herzum, economista da Union Investment, a carteira de pedidos da indústria segue relativamente sólida graças aos investimentos do governo alemão em defesa e infraestrutura.

Segundo ele, caso não haja agravamento do cenário geopolítico envolvendo o Irã, a indústria pode deixar de ser um obstáculo e passar a contribuir para o crescimento econômico em 2026.

Produção industrial também recua no início do ano

Além da queda nas encomendas, a produção industrial alemã também apresentou resultado negativo. Em janeiro, o indicador registrou retração de 0,5% na comparação mensal, contrariando projeções de analistas, que esperavam alta de cerca de 1%.

De acordo com o departamento de estatísticas, o principal fator por trás da redução foi a queda de 12,4% na produção de produtos metálicos.

Outros setores também contribuíram para o desempenho fraco, incluindo indústria farmacêutica, além da fabricação de computadores, produtos eletrônicos e equipamentos ópticos.

Clima frio impulsiona produção de energia

Em contrapartida, a produção de energia na Alemanha avançou de forma significativa em janeiro. O aumento foi de 10,3%, impulsionado pelas temperaturas excepcionalmente baixas registradas durante o mês.

O frio intenso elevou a demanda por energia, compensando parcialmente as perdas observadas em outros segmentos da indústria.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Fabian Bimmer

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Economia

Macron critica acordo UE-Mercosul e defende empréstimos conjuntos para desafiar o dólar

O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a defender mudanças estruturais na União Europeia (UE) para fortalecer a economia do bloco e reduzir a dependência do dólar americano. Em entrevistas publicadas nesta terça-feira (10) por jornais franceses, o líder classificou o acordo entre a UE e o Mercosul como um “mau negócio” e propôs a criação de mecanismos de empréstimos conjuntos, como os eurobônus, para ampliar a capacidade de investimento europeu.

As declarações foram concedidas a veículos como Le Monde e repercutidas pela agência Reuters.

Empréstimos conjuntos e soberania econômica

Macron argumentou que a União Europeia tem margem para ampliar seu endividamento de forma estratégica, especialmente diante da corrida global por investimentos tecnológicos.

Segundo ele, o bloco está menos endividado do que Estados Unidos e China, o que representa uma oportunidade desperdiçada. “Não utilizar essa capacidade de endividamento em um momento de forte competição tecnológica é um erro grave”, afirmou o presidente francês.

Para Macron, instrumentos financeiros comuns permitiriam investimentos em larga escala e ajudariam a desafiar a hegemonia do dólar, fortalecendo a autonomia econômica europeia.

Críticas ao acordo com o Mercosul

O chefe de Estado francês reforçou sua oposição ao acordo comercial UE-Mercosul, afirmando que o tratado não protege adequadamente as indústrias europeias. Para ele, a Europa precisa adotar uma postura mais firme na defesa de seus setores produtivos estratégicos.

Macron também destacou a necessidade de simplificar e aprofundar o mercado interno europeu, avaliando que os planos para tornar o continente mais soberano “não estão avançando rápido o suficiente”.

Relação com os Estados Unidos e tensões políticas

Ao comentar o cenário internacional, Macron alertou que a redução recente de tensões com Washington não deve ser interpretada como uma mudança estrutural na relação transatlântica. Ele citou disputas envolvendo comércio, tecnologia e a Groenlândia como exemplos de conflitos que podem ressurgir.

O presidente francês afirmou ainda que o governo do ex-presidente Donald Trump adotava uma postura “abertamente antieuropeia” e buscava o “desmembramento” da UE. Segundo Macron, os Estados Unidos podem retaliar países como França e Espanha, que discutem a proibição do uso de redes sociais por crianças.

As declarações ocorrem às vésperas da reunião dos chefes de Estado e de governo da União Europeia, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, com foco na competitividade do bloco.

Futuro do avião de combate europeu

Macron também comentou o andamento do Sistema de Combate Aéreo do Futuro (SCAF/FCAS), projeto conjunto entre França, Alemanha e Espanha para desenvolver um novo caça de combate.

Apesar das tensões entre as indústrias francesa e alemã, o presidente classificou o programa como “um bom projeto” e disse que espera avanços. Segundo ele, eventuais divergências entre empresas não devem comprometer decisões políticas.

“Quando os industriais tentam criar dissensões, isso é uma coisa. Não cabe a nós endossá-las”, afirmou, acrescentando que voltará a tratar do tema com o chanceler alemão Friedrich Merz.

Questionado sobre a possibilidade de o projeto estar encerrado, Macron foi direto: “Não”.

Em dezembro, fontes ouvidas pela Reuters relataram que uma reunião entre os ministros da Defesa dos três países não conseguiu chegar a um consenso para destravar o programa, que prevê a substituição dos Rafale, da França, e dos Eurofighter, da Alemanha e da Espanha. Ainda assim, Macron disse esperar que o FCAS siga adiante.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/ Eduardo Munoz

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Economia

Bancos da zona do euro apertam crédito empresarial, aponta Banco Central Europeu

Os bancos da zona do euro passaram a endurecer as condições de crédito para empresas no último trimestre e indicam que novas restrições podem ocorrer ao longo do ano. O movimento é atribuído ao aumento da incerteza econômica, especialmente relacionada às políticas comerciais, segundo a pesquisa trimestral de empréstimos bancários divulgada pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta terça-feira (3).

Expansão do crédito segue abaixo do nível pré-pandemia

Embora o volume de empréstimos a empresas e famílias venha crescendo de forma gradual nos últimos anos, o ritmo ainda permanece inferior ao observado antes da pandemia. Para o BCE, o dado reforça que a expansão econômica da zona do euro, apesar de resiliente, continua em patamar moderado.

“As preocupações com as perspectivas das empresas e da economia em geral, somadas à menor tolerância ao risco dos bancos, contribuíram para o endurecimento dos critérios de concessão de crédito”, destacou o BCE, com base em consulta a 153 grandes bancos do bloco.

Política comercial influencia concessão de empréstimos

De acordo com o levantamento, metade das instituições financeiras afirmou que a incerteza em torno da política comercial já impactou negativamente os empréstimos, sobretudo pela redução do apetite ao risco e pela demanda mais fraca por crédito. Esses fatores, segundo os bancos, devem continuar pressionando o mercado ao longo deste ano.

O aperto no crédito corporativo foi mais evidente em países como Alemanha e França, enquanto Itália e Espanha não registraram mudanças relevantes nas condições de financiamento para empresas.

Hipotecas seguem em trajetória oposta

Na contramão do crédito empresarial, os bancos continuaram a flexibilizar as condições para hipotecas, com destaque para o mercado francês. Ainda assim, parte dessa flexibilização pode ser revista no primeiro trimestre, de acordo com as projeções das próprias instituições.

Apesar disso, a demanda por financiamentos imobiliários apresentou leve crescimento e tende a se manter, impulsionada pela melhora nas perspectivas do mercado imobiliário, mesmo com a confiança do consumidor exercendo impacto negativo.

Setores com maior e menor demanda por crédito

Os bancos esperam aumento da demanda por empréstimos na maioria dos setores da economia. As exceções ficam por conta da indústria automobilística, do comércio atacadista, do varejo e do segmento de imóveis comerciais, onde a procura por crédito deve permanecer mais contida.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: ALEXANDRE LALLEMAND/Unsplash

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Internacional

Alemanha defende União Europeia de duas velocidades para acelerar decisões do bloco

A Alemanha pretende defender a criação de uma União Europeia de duas velocidades como forma de destravar a tomada de decisões e impulsionar o desempenho econômico do bloco. A proposta prevê que um grupo central de países avance mais rapidamente em políticas estratégicas, enquanto os demais acompanham o processo em ritmo próprio.

Proposta busca romper paralisia na UE

“Este é o momento de uma Europa de duas velocidades”, afirmou o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, durante evento promovido pelo jornal Welt, nesta terça-feira (27), em Berlim. Segundo ele, o modelo permitiria tornar o continente mais forte, competitivo e menos dependente de fatores externos.

Grupo central reuniria seis grandes economias

De acordo com uma carta de Klingbeil obtida pela Reuters, Alemanha e França articulam a criação de um novo formato de cooperação entre as seis principais economias da União Europeia. O grupo incluiria ainda Polônia, Espanha, Itália e Holanda.

O ministro alemão convidou seus pares desses países para uma videoconferência marcada para esta quarta-feira, com o objetivo de definir uma agenda concreta voltada ao fortalecimento da soberania, da resiliência econômica e da competitividade europeia.

Redução de dependências externas está no centro do debate

A iniciativa surge em meio aos esforços da UE para diminuir a dependência de matérias-primas estratégicas importadas de países como a China, além de enfrentar riscos associados a tarifas comerciais, fragmentação dos mercados globais e impactos sobre crescimento econômico e investimentos.

“Diante de um cenário geopolítico cada vez mais imprevisível, a Europa precisa se tornar mais forte e mais resiliente. Manter o status quo não é uma opção”, escreveu Klingbeil na carta enviada aos ministros.

Agenda inclui euro, defesa e mercados de capitais

Segundo o documento, a reunião desta quarta-feira deve funcionar como um “pontapé inicial” para o novo formato de cooperação, com a previsão de um encontro presencial à margem da próxima reunião do Eurogrupo.

A proposta apresentada inclui quatro eixos principais:

  • avanço da união dos mercados de capitais;
  • fortalecimento do euro;
  • maior coordenação dos investimentos em defesa;
  • garantia de acesso a matérias-primas essenciais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jana Rodenbusch

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