Internacional

Trump deve retirar tarifas sobre produtos agrícolas do Canadá antes das eleições nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar a retirada de tarifas de 50% sobre determinados produtos agrícolas e florestais do Canadá. A medida pode ser oficializada ainda nesta sexta-feira (23), por meio de uma proclamação presidencial, segundo informações publicadas pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ).

De acordo com fontes familiarizadas com as discussões, a iniciativa prevê mudanças nas taxas atualmente aplicadas a produtos canadenses e ocorre em meio à preparação para as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.

Redução de tarifas pode beneficiar republicanos nas eleições

A possível revisão da política comercial também teria objetivos eleitorais. Segundo o WSJ, a decisão busca fortalecer o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando os eleitores escolhem representantes para o Congresso.

Entre os nomes que poderiam ser beneficiados pela iniciativa está a senadora republicana Susan Collins, representante do estado do Maine, além de outros integrantes do partido.

A retirada parcial das tarifas poderá aliviar os custos associados à entrada de determinados produtos canadenses no mercado norte-americano, embora os efeitos comerciais dependam dos termos finais da medida.

Mudança envolve política comercial entre EUA e Canadá

A eventual decisão representa uma possível flexibilização das tarifas comerciais impostas pelo governo Trump sobre produtos do Canadá, especialmente nos setores agrícola e florestal.

Até o momento, as informações sobre a iniciativa foram atribuídas a pessoas ouvidas pelo Wall Street Journal. O anúncio oficial e os detalhes sobre quais mercadorias serão contempladas dependem da eventual publicação da proclamação presidencial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Economia

Déficit comercial dos EUA sobe 13,7% em agosto e chega a US$ 105,6 bilhões

O déficit comercial dos Estados Unidos avançou acima das expectativas em agosto, pressionado pelo aumento das importações de bens. O resultado reflete a força da demanda interna e indica que o comércio exterior pode voltar a exercer impacto negativo sobre o crescimento da economia americana no terceiro trimestre.

O saldo negativo aumentou 13,7% em agosto, alcançando US$ 105,6 bilhões, segundo dados divulgados pelo Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio e pelo Census Bureau. Analistas consultados pela Reuters projetavam um déficit de US$ 102 bilhões.

Importações aumentam com demanda doméstica forte

O resultado de agosto já era parcialmente esperado após dados divulgados na semana anterior apontarem crescimento do déficit de bens, também provocado pelo avanço das importações.

A demanda doméstica dos EUA ganhou força no segundo trimestre e cresceu no ritmo mais rápido em mais de três anos e meio. O movimento foi sustentado principalmente pelos gastos dos consumidores e pelos investimentos das empresas em equipamentos, com destaque para aqueles relacionados à inteligência artificial (IA).

Indicadores mais recentes sugerem que esse ritmo de consumo continuou no terceiro trimestre. Em agosto, houve sinais de fortes gastos dos consumidores, além de aumento nas encomendas e nos embarques de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves.

Importações avançam apesar das tarifas de Trump

Para atender ao mercado interno, as empresas americanas continuam recorrendo às importações, mesmo diante da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump.

As tarifas foram implementadas pelo governo com o objetivo declarado de reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos. Ainda assim, as compras externas registraram crescimento em agosto.

As importações totais aumentaram 4,3%, para US$ 420,8 bilhões. Considerando apenas os bens, a alta foi de 5,3%, alcançando US$ 342,2 bilhões.

As exportações também cresceram, mas em ritmo inferior. As vendas externas avançaram 1,4%, para US$ 315,2 bilhões, enquanto as exportações de bens subiram 2,2%, chegando a US$ 205,7 bilhões.

Comércio exterior pode reduzir crescimento do PIB

O desempenho do setor externo continua sendo um obstáculo para a expansão da economia americana. O comércio exterior retirou força do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA durante três trimestres consecutivos.

Para o período de julho a setembro, economistas estimam que o comércio possa reduzir o crescimento do PIB em até 2,5 pontos percentuais.

Apesar desse impacto, as projeções para a economia americana permanecem relativamente positivas. A maior parte das estimativas aponta para um crescimento anualizado superior a 3% no terceiro trimestre.

A expectativa é que a força dos gastos dos consumidores ajude a compensar parte do efeito negativo provocado pelo aumento das importações.

No segundo trimestre, a economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,2%.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

G-7 Libera 100 Milhões de Barris de Petróleo e Diesel para Conter Alta Recorde de Preços

Diante da disparada histórica nos custos dos combustíveis que atinge os Estados Unidos e a Europa, o G-7 — grupo formado pelas sete maiores economias industrializadas do mundo — anunciou a liberação de 100 milhões de barris de petróleo e derivados nas próximas semanas. A medida emergencial priorizará volumes expressivos de diesel, combustível que recentemente registrou patamares recordes de preço nas bombas americanas e europeias.

Pressão Política e Impacto do Conflito no Oriente Médio

O avanço vertiginoso nos valores da energia reflete diretamente os impactos econômicos de conflitos geopolíticos prolongados no Oriente Médio, que afetaram rotas logísticas vitais e o fornecimento de combustíveis. Com o galão de diesel alcançando marcas históricas nos Estados Unidos, a administração do presidente Donald Trump e o Partido Republicano enfrentam crescente pressão eleitoral às vésperas do pleito de novembro.

O presidente norte-americano garantiu que a distribuição de diesel começará de forma imediata e antecipada nos próximos dias, estendendo-se ao longo de quatro meses. A decisão conjunta do G-7 busca injetar liquidez no mercado global, aliviar o mercado de petróleo e mitigar o impacto inflacionário sobre os consumidores.

Desdobramentos na Europa e Ajustes no Mercado Global

Sob a presidência rotativa da França, liderada por Emmanuel Macron, o bloco alinhou a estratégia de distribuição de estoques refinados para conter a crise. A iniciativa soma-se aos compromissos assumidos anteriormente junto à Agência Internacional de Energia (AIE) para estabilizar o abastecimento internacional.

Analistas de energia apontam que, embora a medida traga um alívio temporário para os motoristas, a queima de reservas estratégicas carrega riscos a médio e longo prazo. Especialistas alertam que os países envolvidos precisarão, futuramente, recompor esses estoques, além de destacarem que restrições a exportações poderiam desequilibrar ainda com mais força a oferta de derivados de petróleo nas refinarias globais.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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Internacional

Nova mina nos EUA pode reduzir demanda por pelotas de minério de ferro do Brasil

Um novo projeto de mineração e siderurgia nos Estados Unidos pode diminuir a dependência americana das pelotas de minério de ferro brasileiras. Anunciado pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (28), na Casa Branca, o empreendimento prevê a construção de uma siderúrgica de US$ 15 bilhões em Iowa, que será abastecida por minério produzido em uma nova mina em Minnesota.

A empresa Mesabi Metallics já destinou US$ 2,5 bilhões ao projeto da mina. Somados, os investimentos chegam a US$ 17,5 bilhões.

Projeto pretende substituir matéria-prima importada

Ao explicar a integração entre a mina e a futura siderúrgica, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, destacou a dependência do país em relação às importações brasileiras.

Segundo Lutnick, os Estados Unidos recorrem principalmente ao Brasil para adquirir as pelotas de minério de ferro, utilizadas como matéria-prima na produção de aço.

A proposta da Mesabi Metallics é utilizar na siderúrgica de Iowa as pelotas produzidas a partir do minério extraído e processado em Minnesota. Dessa forma, a cadeia produtiva passaria a contar com uma fonte doméstica de matéria-prima.

Tarifas sobre aço são citadas como incentivo

Lutnick relacionou os investimentos às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre o aço importado, previstas na Seção 232 da legislação comercial americana.

Na avaliação do secretário, as medidas tarifárias foram determinantes para viabilizar tanto a mina quanto a nova siderúrgica.

As tarifas sobre o aço importado, entretanto, não incidem automaticamente sobre as pelotas de minério de ferro, já que o produto é utilizado como insumo na fabricação do aço.

O governo americano defende que a produção doméstica avance para reduzir a necessidade de matérias-primas provenientes de outros países. Segundo Lutnick, a intenção é ampliar a fabricação nos Estados Unidos, inclusive buscando custos competitivos em relação ao aço produzido internamente e ao aço importado da China.

EUA são mercado relevante para pelotas brasileiras

A possível expansão da produção americana ocorre em um mercado que já representa uma parcela importante das exportações brasileiras de pelotas.

Entre janeiro e agosto de 2026, os Estados Unidos foram o terceiro principal destino das pelotas de minério de ferro do Brasil, atrás de Egito e Coreia do Sul.

Nesse período, as vendas brasileiras para o mercado americano alcançaram US$ 252,3 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Brasil liderou vendas aos EUA em 2025

O mercado americano teve participação ainda maior nas exportações brasileiras em 2025. Naquele ano, os Estados Unidos chegaram a ocupar a primeira posição entre os destinos das pelotas brasileiras.

Somente no segundo trimestre de 2025, os americanos compraram US$ 119,16 milhões do produto, o equivalente a 17,8% das exportações brasileiras de pelotas no período, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras de pelotas de minério de ferro para os Estados Unidos totalizaram US$ 298,6 milhões.

A entrada em operação de uma cadeia integrada de mineração e siderurgia nos Estados Unidos, portanto, poderá alterar o espaço ocupado pelo Brasil nesse mercado, caso a produção de Minnesota passe a atender parte relevante da demanda americana por matéria-prima.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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Comércio Internacional

China e EUA concordam em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias

China e Estados Unidos chegaram a um acordo para reduzir tarifas de importação sobre cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. A medida contempla produtos como milho, cosméticos, eletrodomésticos, brinquedos e itens para o lar.

Por meio do Conselho de Comércio EUA-China, cada país indicou US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber um tratamento tarifário mais favorável. A informação foi divulgada no domingo pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Segundo Greer, a iniciativa deve ampliar o acesso de produtos norte-americanos ao mercado chinês e alcançar aproximadamente 30% das exportações dos EUA destinadas à China.

Redução de tarifas faz parte de nova trégua comercial

A redução recíproca de tarifas está entre os principais resultados da segunda reunião realizada neste ano entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.

O encontro também resultou na extensão da trégua comercial entre China e EUA, com o objetivo de manter as negociações econômicas e comerciais em andamento.

Uma das listas divulgadas pela Casa Branca prevê que Pequim reduza tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A soja, porém, ficou de fora dessa relação.

A China também pretende diminuir as tarifas aplicadas a peixes e frutos do mar, madeira e toras, cosméticos e dispositivos médicos provenientes dos Estados Unidos.

Na direção oposta, os Estados Unidos planejam reduzir tarifas sobre uma série de produtos chineses. Entre eles estão pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras, além de louças, cobertores e roupas de cama.

A lista norte-americana inclui ainda brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, iluminação para árvores de Natal, outros artigos de decoração festiva e cadeirinhas infantis para automóveis.

Trégua comercial é prorrogada por dois meses

O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira que a trégua comercial será estendida por dois meses, até 10 de janeiro. O período permitirá que os dois governos avaliem os compromissos já firmados e discutam os próximos passos nas relações econômicas.

Segundo a pasta, a extensão do acordo cria um ambiente considerado mais estável e previsível para empresas dos dois países, além de favorecer a continuidade das negociações.

China e Estados Unidos também deverão manter conversas regulares sobre oportunidades e obstáculos relacionados a investimentos. A intenção é ampliar a transparência das políticas, aumentar a previsibilidade regulatória e responder às preocupações apresentadas pelo setor empresarial.

Agricultura ganha espaço nas negociações

A seleção dos produtos chineses que terão tarifas reduzidas está relacionada, segundo a Casa Branca, ao compromisso de Pequim de adquirir US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA.

A China já retomou compras em grande escala de soja norte-americana, dentro de um acordo firmado no ano passado que prevê a aquisição anual de 25 milhões de toneladas métricas do produto.

Os dois governos também vão criar um grupo de trabalho dedicado à agricultura, subordinado ao Conselho de Comércio EUA-China. A primeira reunião está prevista para ocorrer antes do fim do ano e deverá tratar de acesso aos mercados e questões regulatórias.

China prevê novas compras de carvão dos EUA

Outro resultado da reunião de Xi Jinping e Donald Trump foi o compromisso chinês de importar 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028.

De acordo com a Casa Branca, o volume corresponde a aproximadamente 2% das importações anuais de carvão realizadas pela China.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que a compra de carvão norte-americano poderá complementar o abastecimento do mercado doméstico e, ao mesmo tempo, gerar receita e empregos para o setor de mineração dos Estados Unidos.

Petróleo e gás natural liquefeito (GNL) não aparecem entre os produtos contemplados pelas listas de redução tarifária.

Inteligência artificial e serviços financeiros entram na pauta

As negociações também avançaram em áreas que vão além das tarifas comerciais. China e Estados Unidos concordaram em estabelecer um canal de comunicação para tratar de eventuais incidentes relacionados à inteligência artificial (IA).

Os dois países também deverão realizar um novo diálogo sobre o tema até o fim de novembro.

No setor financeiro, Pequim informou que avaliará e aprovará instituições estrangeiras de serviços financeiros, incluindo empresas com capital norte-americano, interessadas em atuar e abrir filiais na China.

Além disso, os governos manterão comunicação sobre a ampliação da oferta de voos diretos entre China e Estados Unidos, segundo o Ministério do Comércio chinês.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Internacional

Trump diz que se reunirá com Xi Jinping na China em novembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última sexta-feira que terá um novo encontro com o presidente da China, Xi Jinping, em novembro, durante uma visita ao território chinês.

Segundo Trump, os dois líderes também deverão se reunir em dezembro, durante a cúpula do G20, que será realizada na Flórida.

Encontros entre Trump e Xi devem continuar

A declaração foi feita após a passagem de Xi por Washington nesta semana. Trump classificou a visita do líder chinês como um sucesso e afirmou que os dois países avançaram em diferentes pontos durante as conversas.

O novo encontro previsto para novembro deverá ocorrer na China, enquanto a reunião seguinte está programada para dezembro, no âmbito da agenda do G20 na Flórida.

Relação entre EUA e China segue no foco

A sequência de reuniões entre Trump e Xi ocorre em meio às negociações e divergências que marcam as relações entre as duas maiores economias do mundo.

Os encontros previstos para os próximos meses devem manter no centro da agenda temas relacionados às relações comerciais entre EUA e China e à cooperação bilateral.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

EUA ampliam preparativos militares diante de possível ação em torno de Cuba

As Forças Armadas dos Estados Unidos avançaram em preparativos que poderiam estar relacionados a uma eventual ação militar em torno de Cuba, segundo reportagem da CBS News publicada na sexta-feira. A emissora afirma ter baseado as informações em uma comunicação interna do Exército americano e em relatos de autoridades.

O documento obtido pela CBS não menciona diretamente Cuba nem determina a mobilização de tropas. Segundo fontes ouvidas pela emissora sob condição de anonimato, porém, a solicitação faria parte do planejamento militar que vem sendo desenvolvido em relação à ilha.

Exército busca informações sobre unidades disponíveis

Segundo a reportagem, uma mensagem enviada em nome da Reserva do Exército dos EUA solicita informações sobre a disponibilidade de seis tipos de unidades que poderiam atuar sob o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pela área que inclui América Central, América do Sul e Caribe.

Entre as unidades mencionadas estão uma brigada de polícia militar, uma brigada médica e um batalhão de engenharia. Também aparecem equipes especializadas em logística e abastecimento, além de uma unidade com capacidade para realizar cirurgias de emergência e atendimento a traumas nas proximidades das forças empregadas.

A comunicação, que teria sido preparada na semana anterior, indica que esse contingente poderia ser necessário dentro de um prazo de 90 a 120 dias. A resposta sobre a disponibilidade das unidades foi solicitada até 25 de setembro.

A Reserva do Exército não respondeu aos questionamentos apresentados pela CBS News.

Comando Sul evita comentar possíveis mobilizações

Procurado pela emissora, um porta-voz do Comando Sul dos EUA afirmou que a instituição não divulga detalhes sobre movimentações operacionais ou possíveis cronogramas de mobilização relacionados a operações atuais, futuras contingências ou atividades de planejamento.

O representante acrescentou que o comando mantém coordenação permanente com a Força Conjunta para avaliar diferentes necessidades dentro de sua área de responsabilidade e dar suporte às missões atribuídas.

Operações de reconhecimento já ocorreram na região

O planejamento envolvendo Cuba ocorre em meio a outras iniciativas militares adotadas por Washington ao longo de 2026, segundo a CBS.

A emissora relata que forças americanas realizaram operações de reconhecimento submarino e marítimo nas proximidades de Cuba. Componentes da Força Aérea dos EUA também teriam sido colocados em nível elevado de prontidão para uma eventual mobilização.

Até o momento, entretanto, os planos mencionados pela reportagem não teriam sido executados.

Opções militares contra Cuba já foram avaliadas

Em maio, a CBS informou que integrantes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos haviam analisado possíveis reações de Cuba diante de uma eventual invasão americana.

No mês seguinte, a emissora relatou que uma das alternativas estudadas pelas autoridades americanas envolvia um assalto aéreo com milhares de militares da 101ª Divisão Aerotransportada.

Na ocasião, autoridades ressaltaram que a elaboração de cenários militares não significava necessariamente uma decisão do presidente Donald Trump ou do Pentágono pela realização de uma operação.

Pressão econômica e política sobre Havana aumenta

A movimentação militar ocorre paralelamente ao aumento da pressão econômica e política dos Estados Unidos sobre Cuba. O governo Trump adotou novas sanções contra entidades e autoridades cubanas.

Na avaliação anual de ameaças de 2026 da comunidade de inteligência americana, Cuba também foi descrita principalmente como um ambiente que favorece a atuação de potências como China e Irã, em vez de ser apresentada como uma ameaça estratégica independente.

Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Trump afirmou nesta semana que pretende promover uma “mudança fundamental” em Cuba. O presidente americano também declarou que o governo comunista da ilha “cairá” e disse que a liberdade chegará ao país.

Durante a fala do presidente americano, a delegação cubana deixou o plenário das Nações Unidas.

Trump já havia falado em “tomar Cuba”

As declarações recentes se somam a manifestações anteriores do presidente americano sobre Cuba.

Em março, Trump afirmou a jornalistas no Salão Oval que acreditava que teria “a honra de tomar Cuba”. Na mesma ocasião, declarou que poderia “libertá-la” ou “tomá-la”, segundo as declarações reproduzidas na reportagem.

Ainda naquele mês, após mencionar ações dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã, Trump afirmou: “Cuba será a próxima”.

Em janeiro, forças americanas realizaram uma operação para capturar o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e levá-lo aos Estados Unidos, onde ele passou a responder a acusações que incluem envolvimento com cartéis de drogas.

Governo cubano promete reagir a eventual ataque

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país reagiria a qualquer eventual ataque dos Estados Unidos. O governo cubano também acusa Washington de conduzir uma “guerra econômica” contra a ilha.

Até o momento, os elementos descritos na reportagem indicam a existência de planejamento e preparação militar, mas não constituem, por si só, uma confirmação de que os Estados Unidos tenham decidido realizar uma intervenção militar em Cuba.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Reprodução/Comando Sul dos EUA

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Internacional

Guerra entre EUA e Irã: petróleo, China e eleições aumentam pressão por acordo

A guerra entre Estados Unidos e Irã entra em uma nova etapa sob pressão de fatores econômicos, diplomáticos e políticos. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou nesta semana que espera que o conflito esteja próximo do fim e disse ter recebido sinais de Teerã sobre a disposição para negociar.

Trump também deve se reunir com representantes dos países do Golfo Pérsico durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A expectativa é que as conversas tratem do conflito e de possíveis estratégias para o período posterior à guerra.

O cenário ocorre enquanto os efeitos da guerra continuam atingindo o mercado de petróleo, as rotas marítimas e os custos de energia em diferentes países.

Petróleo acima de US$ 100 aumenta pressão econômica

A instabilidade no Oriente Médio mantém os preços do petróleo em níveis elevados. Na sexta-feira (18), o Brent era negociado próximo de US$ 104 por barril, enquanto o WTI permanecia acima de US$ 102.

As cotações são influenciadas pelos riscos para o transporte de petróleo na região, incluindo as restrições no Estreito de Ormuz e os ataques envolvendo a Arábia Saudita e os houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen.

A elevação dos combustíveis também passou a representar uma preocupação econômica dentro dos Estados Unidos. O governo Trump vem discutindo medidas para ampliar a capacidade de refino do país diante do aumento dos preços dos combustíveis.

Inverno europeu aumenta preocupação com energia

A aproximação do inverno no Hemisfério Norte adiciona outro elemento às discussões sobre o conflito. Países europeus acompanham os impactos da guerra sobre o abastecimento e os preços de energia, enquanto os mercados permanecem atentos aos riscos de novas interrupções no transporte de petróleo.

O conflito já provocou alterações em rotas marítimas e aumentou a preocupação com a segurança do fornecimento energético global. Segundo a Reuters, a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo da média anterior ao conflito.

China busca espaço para reduzir tensão

A China também aparece entre os atores envolvidos nos esforços diplomáticos em torno do conflito. Pequim mantém relações econômicas importantes com o Irã e tem interesse na estabilidade do comércio e do abastecimento energético.

Além disso, a agenda internacional prevê uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em meio às tensões provocadas pela guerra e às disputas econômicas entre as duas maiores economias do mundo.

A atuação chinesa ocorre paralelamente às negociações e aos contatos diplomáticos que buscam reduzir os efeitos do conflito sobre o comércio e os mercados de energia.

Eleições de novembro colocam preços dos combustíveis no debate

Nos Estados Unidos, a proximidade das eleições legislativas de novembro acrescenta uma dimensão política ao debate sobre os preços dos combustíveis.

O aumento da gasolina e do diesel afeta diretamente consumidores e empresas e se tornou uma questão relevante para o governo Trump. A Reuters aponta que os preços elevados dos combustíveis estão entre os fatores econômicos que cercam a disputa eleitoral norte-americana.

A votação de novembro definirá a composição do Congresso dos Estados Unidos, enquanto o governo enfrenta os efeitos econômicos de um conflito que já se prolonga há meses.

Assembleia Geral da ONU concentra negociações

A Assembleia Geral da ONU será um dos principais espaços diplomáticos para as discussões sobre a guerra. Líderes de diferentes países estarão em Nova York a partir da próxima semana, com o conflito entre Estados Unidos e Irã entre os temas de maior repercussão internacional.

Trump deverá utilizar os encontros para discutir a situação regional com representantes dos países do Golfo. Ao mesmo tempo, a reunião na ONU reunirá autoridades de países diretamente ou indiretamente afetados pelos impactos militares, econômicos e energéticos do conflito.

Fim da guerra ainda depende de negociações

Embora Trump tenha declarado que espera que a guerra esteja chegando ao fim, o conflito permanece ativo. A Reuters informou que a guerra entrou em seu sétimo mês e que ainda existem divergências importantes entre Washington e Teerã.

Além das negociações entre Estados Unidos e Irã, fatores como preço do petróleo, segurança das rotas marítimas, abastecimento energético, atuação da China e pressão econômica interna nos Estados Unidos fazem parte do contexto que envolve uma possível solução diplomática.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/R7

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Tecnologia

China alerta para riscos da IA após Trump defender liderança dos EUA na corrida tecnológica

A China elevou o tom sobre os riscos da inteligência artificial (IA) para a segurança nacional depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende manter o país à frente dos chineses na disputa pelo domínio da tecnologia.

O ministro chinês da Segurança do Estado, Chen Yixin, afirmou que grupos estrangeiros estariam utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa para produzir rumores políticos e disseminar conteúdos considerados prejudiciais por Pequim.

Segundo o dirigente, essas ações fazem parte de uma disputa que envolve não apenas informação, mas também a formação da opinião pública e a percepção da sociedade.

China vê IA como ameaça à segurança nacional

Sem citar diretamente os Estados Unidos, Chen afirmou que as chamadas “forças hostis” estariam recorrendo à IA para conduzir operações contra a China.

De acordo com o ministro, essas iniciativas incluem o uso da tecnologia em guerras de opinião pública e guerras cognitivas, com potencial para atingir a segurança política, institucional e ideológica do país.

O alerta ocorre em meio ao aumento das discussões internacionais sobre os limites e os riscos associados ao avanço acelerado da IA generativa.

Debate sobre os riscos da inteligência artificial ganha força

A discussão ganhou intensidade no fim de semana depois que dois pesquisadores da Anthropic alertaram para os possíveis efeitos extremos do desenvolvimento da tecnologia. Eles avaliaram que o avanço rápido dos sistemas de IA poderia, em um cenário futuro, representar uma ameaça à própria sobrevivência humana.

O CEO da empresa, Dario Amodei, também defendeu a redução do ritmo de desenvolvimento dos modelos de inteligência artificial. Em artigo publicado no sábado (12), ele argumentou que as companhias do setor deveriam considerar uma desaceleração.

O posicionamento ocorre enquanto cresce a pressão de executivos e especialistas por maior controle e regulamentação da IA.

Trump rejeita ideia de desacelerar a IA

Donald Trump se posicionou contra os pedidos para reduzir o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. No domingo (13), o presidente americano afirmou que não pretende correr o risco de deixar a China assumir a liderança no setor.

Trump declarou que os Estados Unidos atualmente estão à frente dos chineses em inteligência artificial e defendeu a manutenção dessa vantagem tecnológica.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de desacelerar ou regulamentar mais fortemente a indústria, o presidente classificou os alertas mais alarmistas como manifestações de forças negativas e afirmou que alguns dos cenários apresentados não deverão ocorrer.

Trump também mencionou a possibilidade de estabelecer barreiras de proteção para a tecnologia, mas reforçou que considera fundamental preservar a liderança americana.

EUA e China discutem governança da inteligência artificial

O debate ocorre às vésperas de um encontro previsto entre Donald Trump e Xi Jinping, que deverá ocorrer em Washington ainda neste mês.

Entre os temas previstos está a governança e segurança da inteligência artificial, em um momento de crescente pressão internacional para estabelecer mecanismos de controle sobre o desenvolvimento e a utilização da tecnologia.

A disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo coloca a IA no centro de questões que envolvem segurança nacional, influência política, competitividade tecnológica e regulamentação.

Ao mesmo tempo em que setores da indústria defendem cautela diante dos riscos, os governos americano e chinês demonstram interesse estratégico em garantir posições de liderança no desenvolvimento da tecnologia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

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Importação

Brasil pode ficar com até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos EUA

O Brasil pode conquistar uma fatia de até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos Estados Unidos. A medida anunciada pelo presidente americano Donald Trump prevê a entrada adicional de até 300 mil toneladas do produto no mercado dos EUA durante um período de 90 dias.

Pelas estimativas do setor, os frigoríficos brasileiros podem responder por algo entre 90 mil e 120 mil toneladas desse volume. Se a projeção se confirmar, o país terá participação relevante na ampliação das importações americanas.

A iniciativa do governo Trump busca aumentar a oferta de carne bovina nos Estados Unidos e, consequentemente, contribuir para a redução dos preços ao consumidor. Um dos focos é a carne moída utilizada na preparação de hambúrgueres.

Redução do rebanho americano favorece importações

Os Estados Unidos atravessam um período de redução do rebanho bovino, cenário que restringiu a disponibilidade de carne e contribuiu para a alta dos preços.

Para estimular a recomposição da pecuária doméstica, o governo americano também adotou medidas de incentivo aos produtores. No entanto, a recuperação do rebanho exige tempo. Enquanto isso, as importações de carne bovina aparecem como alternativa para ampliar a oferta no curto prazo.

A avaliação é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Para ele, o Brasil parte de uma posição competitiva devido à dimensão de sua indústria frigorífica e ao número de estabelecimentos autorizados a vender carne para o mercado americano.

Nova cota é diferente do limite já utilizado pelo Brasil

A nova medida não deve ser confundida com a cota que atualmente regula parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Hoje, o Brasil dispõe de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas que permite a entrada de carne no mercado americano sem a tarifa adicional. De acordo com Iglesias, esse limite foi completamente utilizado em apenas 15 dias.

Depois que a cota é esgotada, os frigoríficos brasileiros ainda podem exportar para os EUA, mas o produto passa a sofrer uma tarifa adicional de 26,4%.

Entre janeiro e agosto, os Estados Unidos importaram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, movimentando US$ 1,74 bilhão. O resultado representa crescimento de 28,7% em relação ao mesmo período de 2025.

A nova cota de até 300 mil toneladas, válida por 90 dias, cria uma oportunidade adicional para os exportadores que conseguirem ocupar esse espaço sem a cobrança da tarifa extra.

Brasil aparece entre os principais candidatos

Nem todos os grandes fornecedores de carne dos Estados Unidos disputarão diretamente a nova cota. A Argentina, por exemplo, possui mecanismos próprios de acesso ao mercado americano.

Entre os principais países fornecedores de carne bovina aos EUA estão:

  • Brasil;
  • Austrália;
  • Canadá;
  • México;
  • Nova Zelândia.

Na avaliação de Iglesias, Paraguai e países da América Central estão entre os concorrentes que podem disputar mais diretamente o novo volume com o Brasil.

O país, entretanto, possui vantagens competitivas importantes, principalmente pela capacidade de sua indústria frigorífica e pela quantidade de unidades habilitadas a exportar para os Estados Unidos.

Isso não significa que as 300 mil toneladas serão distribuídas proporcionalmente entre os países. Na prática, os exportadores terão de disputar espaço com base na capacidade de atender à demanda e, principalmente, nos preços oferecidos aos compradores americanos.

Preço dos trimmings pode ser decisivo

Apesar da oportunidade, existe uma questão importante para os frigoríficos brasileiros: o tipo de carne que os Estados Unidos estão buscando.

A demanda está concentrada nos chamados trimmings, cortes e aparas retirados durante o processamento das carcaças e utilizados, entre outras aplicações, na produção de carne moída.

Como esse produto possui menor valor agregado e representa apenas uma parcela da carcaça, os frigoríficos precisam avaliar se a exportação para os EUA é financeiramente vantajosa.

O cálculo envolve o preço oferecido pelos compradores americanos, os custos de exportação e o retorno que o frigorífico poderia obter ao direcionar o mesmo animal para outros mercados.

Segundo Iglesias, as empresas ainda analisam esses fatores antes de definir o quanto poderão destinar aos Estados Unidos.

Alta dos preços pode limitar a operação

Outro ponto de atenção é o equilíbrio entre oferta e preço. Se os valores da carne subirem demais, a operação pode perder atratividade para os compradores americanos.

Nesse cenário, a própria finalidade da nova cota pode ser prejudicada. O objetivo do governo dos Estados Unidos é justamente ampliar a disponibilidade de carne e ajudar a reduzir os preços no mercado interno.

Para o Brasil, portanto, a nova cota representa uma oportunidade de ampliar as exportações, mas a efetiva participação no volume adicional dependerá da competitividade dos frigoríficos e das condições comerciais oferecidas aos importadores americanos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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