Economia

Dólar a R$ 5,20: eleições e cenário externo devem manter câmbio volátil

O dólar voltou a superar a marca de R$ 5,20 na segunda-feira (28), em um momento de maior cautela nos mercados financeiros diante da proximidade do primeiro turno das eleições gerais de 2026. A moeda norte-americana avançou pela primeira vez em pouco mais de um mês para esse patamar, após encerrar o pregão anterior cotada a R$ 5,18.

A expectativa de analistas consultados pela CNN Money é de que a volatilidade do câmbio continue elevada nas próximas sessões. Além das pesquisas eleitorais e das perspectivas para o cenário político brasileiro, fatores internacionais também devem influenciar a cotação.

O boletim Focus aponta que a mediana das projeções do mercado indica o dólar em R$ 5,20 ao fim de 2026. Apesar disso, especialistas destacam a dificuldade de estabelecer uma trajetória definida para a moeda até o encerramento do ano.

Eleições colocam cenário fiscal no radar

A preocupação dos investidores não está necessariamente relacionada ao processo eleitoral, mas aos possíveis impactos do resultado sobre a condução da economia brasileira, especialmente em relação às contas públicas.

Relatório do Goldman Sachs, divulgado em 23 de setembro, apontou que o dólar apresentou movimentos relevantes frente ao real à medida que os primeiros turnos de eleições anteriores se aproximaram.

Uma análise do banco Inter sobre os três últimos ciclos de eleições presidenciais também identificou forte influência do chamado risco fiscal-eleitoral sobre a formação da taxa de câmbio.

Segundo os analistas, informações relacionadas à política fiscal têm peso importante nas oscilações diárias do câmbio e da curva de juros. À medida que a eleição se aproxima, mudanças nas expectativas do mercado sobre os candidatos também podem influenciar os preços dos ativos.

Risco fiscal pode pressionar o real

O estudo do Inter estimou que, considerando os 30 dias anteriores e posteriores ao segundo turno das três eleições mais recentes, o componente fiscal contribuiu para um prêmio de risco que resultou em uma desvalorização do real entre 2% e 4%.

Para Carlos Henrique Silva Junior, strategic advisor da corretora de câmbio Freex, a perspectiva mais cautelosa é de que o mercado de câmbio não apresente uma direção definida até dezembro.

Na avaliação dele, dúvidas relacionadas à situação fiscal, ao resultado eleitoral ou à capacidade de governabilidade tendem a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores para manter recursos em ativos brasileiros.

O Goldman Sachs considera plausível que o dólar seja negociado entre R$ 4,50 e R$ 4,80 em um cenário eleitoral percebido pelo mercado como favorável a uma política fiscal mais rigorosa. O banco, porém, ressalta que a manutenção do atual quadro fiscal, sem deterioração adicional, também poderia permitir alguma valorização do real, embora envolva riscos diante do desequilíbrio das contas públicas e das condições dos juros internacionais.

Mercado externo também influencia o dólar

A trajetória do câmbio brasileiro não depende apenas dos fatores domésticos. O comportamento da moeda norte-americana no exterior também exerce influência direta sobre o real.

Tomás Urani, head de estratégia macroeconômica do Santander, destaca que o dólar é uma das variáveis da economia brasileira mais sensíveis às condições internacionais. Segundo ele, uma valorização global da moeda americana tende a pressionar o real, mesmo quando os fundamentos domésticos são favoráveis.

O Santander projeta o dólar em R$ 5,30 no fim de 2026, acima tanto das cotações observadas recentemente quanto da mediana apresentada no boletim Focus.

Entre os fatores de risco apontados pelo banco estão, além das incertezas relacionadas à política fiscal brasileira, a possibilidade de fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional.

Conflitos internacionais aumentam cautela

O cenário geopolítico também está no radar dos investidores. A continuidade dos conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã mantém a atenção sobre os preços de energia e seus possíveis efeitos sobre a inflação global.

A pressão inflacionária pode influenciar as decisões do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, sobre os juros. Nesse ambiente, investidores podem buscar maior proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries.

A ausência de uma solução de curto prazo para os conflitos no Oriente Médio também aumenta as preocupações com a inflação internacional e pode manter os juros dos Estados Unidos em níveis elevados.

Na avaliação de Urani, parte importante da recente valorização do dólar está relacionada ao ambiente externo, e não exclusivamente às condições econômicas brasileiras. Comparado ao desempenho de outras moedas diante do dólar, o real apresenta uma valorização relativamente mais expressiva em 2026.

Outubro deve continuar marcado pela volatilidade

Para Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, o comportamento do câmbio continuará bastante dependente das notícias relacionadas aos conflitos internacionais e às eleições brasileiras.

Indicadores econômicos divulgados no Brasil e nos Estados Unidos também devem contribuir para os movimentos da moeda nas próximas semanas.

Nesse contexto, as avaliações dos especialistas apontam para um ambiente de alta volatilidade do dólar ao longo de outubro, com os mercados atentos simultaneamente ao cenário eleitoral, às contas públicas brasileiras e às condições da economia internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Exterior

Café sobe mais de 1% em Nova York com dólar fraco e cobertura de posições

Os contratos futuros de café arábica fecharam em alta na última sexta-feira (25) na Bolsa de Nova York, recuperando parte das perdas registradas nas sessões anteriores. A valorização ocorreu em meio ao enfraquecimento do dólar, que favoreceu a cobertura de posições vendidas e deu suporte às cotações.

O contrato dezembro/26 avançou 1%, encerrando o dia a 287,10 cents por libra-peso. Já o vencimento março/27 subiu 1,21%, para 270,95 cents/lb.

Dólar mais fraco favorece recuperação do café

A alta desta sexta-feira ocorre após várias semanas de pressão sobre os preços e tem forte componente técnico. O mercado especulativo voltou a apresentar posição líquida vendida em café, enquanto a valorização do dólar vinha contribuindo para limitar as cotações dos futuros.

Com a mudança no comportamento da moeda americana nesta sexta, parte dos investidores aproveitou para recompor posições, estimulando a recuperação dos preços na bolsa.

No mercado brasileiro, entretanto, o movimento cambial foi limitado. O dólar recuou apenas 0,06% ante o real e permaneceu próximo de R$ 5,19.

Oferta global continua no radar

Apesar da recuperação em Nova York, os fundamentos que pressionaram o mercado de café nas últimas semanas permanecem presentes.

Os agentes seguem considerando um cenário de maior disponibilidade mundial da commodity. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua participação no mercado internacional com a conclusão da colheita da safra atual.

Esse cenário mantém a perspectiva de oferta como um dos principais fatores de atenção para as cotações internacionais.

Chuvas favorecem expectativas para a safra 2026/27

As condições climáticas nas principais regiões produtoras brasileiras também continuam sendo monitoradas.

As chuvas recentes chegaram em um período importante para as floradas do café e para o desenvolvimento da safra 2026/27. Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, o cenário aumenta as expectativas de recuperação da produção brasileira na próxima temporada.

Para os produtores, a evolução das floradas será um dos fatores importantes para determinar as perspectivas de oferta nos próximos meses.

Mercado teve baixa liquidez na quinta-feira

Na sessão anterior, realizada na quinta-feira (24), os contratos de café operaram em um ambiente de liquidez reduzida, com participação comercial limitada tanto em Nova York quanto em Londres.

Naquele momento, a valorização do dólar também exercia pressão sobre moedas de importantes países produtores, entre elas o real brasileiro, dificultando uma recuperação mais consistente dos preços.

Alta ainda não muda cenário fundamental

A recuperação registrada nesta sexta-feira representa um alívio para as cotações, mas ainda não altera de forma significativa o cenário fundamental do café.

No curto prazo, o comportamento dos preços continua ligado ao ajuste das posições especulativas e às oscilações do dólar. Ao mesmo tempo, as expectativas de maior oferta global e de uma safra brasileira potencialmente mais volumosa em 2026/27 permanecem como fatores de pressão.

Para o produtor brasileiro, portanto, o desempenho do café em Nova York é apenas uma parte da formação dos preços. Câmbio, floradas, clima e mercado físico continuam entre os principais elementos que devem determinar a remuneração da commodity no país.

FONTE: Notíciss Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notíciss Agrícolas

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Internacional

Rendimento do Tesouro americano sobe ao maior nível em quase 20 anos; veja os impactos no Brasil

O rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, voltou a subir e alcançou 5,02% nesta terça-feira (15). A taxa dos papéis com vencimento em dez anos atingiu o maior patamar desde 2007.

A alta ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional e ao aumento das preocupações com a inflação. O receio dos investidores é que uma nova pressão sobre os preços de energia dificulte a redução dos juros nos Estados Unidos.

Petróleo em alta aumenta preocupação com a inflação

A cotação do petróleo ganhou força nesta semana após novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz, ampliando as incertezas sobre o fornecimento global da commodity.

Um ataque com drones em território saudita chegou a interromper temporariamente as operações do oleoduto Leste-Oeste. A estrutura é estratégica porque permite à Arábia Saudita escoar parte de sua produção sem depender da passagem pelo Estreito de Ormuz.

A paralisação do oleoduto representa um risco para a oferta internacional de petróleo, podendo afetar até 4% do abastecimento global. O cenário se torna ainda mais delicado diante das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, por onde circulava cerca de 20% do comércio mundial de petróleo antes do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Outro ponto de atenção está no Iêmen. Os houthis, grupo que enfrenta o governo reconhecido internacionalmente e conta com apoio da Arábia Saudita, assumiram na semana passada o controle da costa iemenita do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb.

As duas áreas são consideradas estratégicas para o transporte de petróleo. Ao mesmo tempo, o Irã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Pressão sobre os juros dos Estados Unidos

A combinação entre conflitos geopolíticos e petróleo mais caro aumenta o risco de uma aceleração da inflação global. Com custos de energia maiores, bancos centrais podem ser obrigados a manter ou elevar as taxas de juros para tentar conter a alta dos preços.

Nos Estados Unidos, as projeções do mercado apontam que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) deve promover na quarta-feira (16) a primeira elevação dos juros em três anos.

A expectativa está relacionada à persistência das pressões inflacionárias e à possibilidade de que o aumento dos custos de energia dificulte o controle dos preços na economia americana.

Como a alta dos Treasuries afeta o Brasil?

A elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano costuma aumentar a atratividade dos ativos dos Estados Unidos para investidores internacionais. Como os Treasuries são considerados investimentos de baixo risco, parte dos recursos aplicados em mercados emergentes pode migrar para os EUA quando as taxas americanas ficam mais elevadas.

Para o Brasil, esse movimento pode significar saída de capital estrangeiro, aumentando a pressão sobre a Bolsa e sobre o mercado de câmbio.

A maior procura por dólares também tende a fortalecer a moeda americana diante do real. O dólar mais alto, por sua vez, encarece produtos e insumos importados, ampliando a pressão sobre a inflação brasileira.

Entre os itens afetados estão combustíveis, produtos eletrônicos e diversos insumos utilizados pela indústria nacional, que possuem preços direta ou indiretamente ligados ao mercado internacional.

Juros podem permanecer elevados no Brasil

Com a inflação mais pressionada, o Banco Central pode encontrar menos espaço para reduzir a taxa básica de juros, já que cortes muito rápidos poderiam dificultar o controle dos preços.

A manutenção de juros elevados tende a encarecer o crédito para consumidores e empresas. Como consequência, o consumo das famílias pode perder força, enquanto os investimentos empresariais e a atividade econômica também podem ser afetados.

Assim, uma combinação de petróleo mais caro, juros americanos elevados e dólar valorizado pode criar um cenário de maior pressão sobre a economia brasileira, dificultando o processo de redução dos juros domésticos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Brendan McDermid

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Internacional

Algodão recua em Nova York e acumula perdas de até 8,3% na semana

Os preços do algodão terminaram a última sexta-feira (4) novamente em baixa na Bolsa de Nova York. Todos os contratos acompanhados fecharam o pregão no campo negativo, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana.

O contrato dezembro/26 teve queda de 0,12 cent, equivalente a 0,14%, e encerrou a sessão cotado a 86,33 cents por libra-peso (cents/lb).

Entre os demais vencimentos, o outubro/26 recuou 0,94 cent, ou 1,13%, para 82,42 cents/lb. O março/27 perdeu 0,18 cent, baixa de 0,20%, e terminou em 88,62 cents/lb. Já o maio/27 caiu 0,24 cent, ou 0,27%, fechando a 89,97 cents/lb.

Algodão acumula perdas expressivas na semana

Na comparação com o encerramento da sexta-feira anterior, dia 28, todos os contratos registraram desvalorização.

O vencimento outubro/26 apresentou a maior queda semanal. A cotação passou de 89,92 para 82,42 cents/lb, representando uma perda de 8,34%.

No contrato dezembro/26, o preço caiu de 91,38 para 86,33 cents/lb, acumulando baixa de 5,53% no período.

O março/27 recuou de 93,34 para 88,62 cents/lb, queda de 5,06%, enquanto o maio/27 passou de 94,48 para 89,97 cents/lb, uma desvalorização de 4,77%.

Estimativas de produção pressionam o mercado

De acordo com Jack Scoville, o movimento negativo das cotações está ligado às vendas realizadas após a divulgação de estimativas de produção de algodão pelo setor privado.

O mercado também começa a se posicionar antes da divulgação dos próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para a próxima semana. As expectativas em torno dos números oficiais contribuem para aumentar a cautela entre os participantes.

Clima segue no radar dos investidores

Além das projeções de produção, as condições climáticas nas lavouras de algodão continuam sendo acompanhadas pelo mercado. Os impactos de um clima adverso sobre as plantações permanecem entre os fatores de atenção para os preços.

Mesmo com a valorização do dólar americano, que pode influenciar a formação das cotações das commodities, o mercado de algodão manteve a trajetória de queda na sessão.

Bolsa de Nova York terá feriado na segunda-feira

A negociação dos contratos de algodão em Nova York será interrompida na segunda-feira (7). A Bolsa de Nova York permanecerá fechada em razão do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

As operações serão retomadas após o feriado, com os investidores atentos aos novos dados de produção e às condições das lavouras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Economia

Mercado reduz projeção para crescimento da economia brasileira em 2026

Analistas do mercado financeiro reduziram de 1,98% para 1,95% a projeção de crescimento do PIB em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (24).

A revisão foi a única mudança entre as principais estimativas para o próximo ano. Para 2028, porém, a expectativa ficou mais positiva: a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,89% para 1,98%.

Para 2027, os analistas mantiveram a previsão de crescimento de 1,5%.

Expectativa para a economia em 2026

O PIB representa a soma dos bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores para medir o desempenho da atividade econômica.

A redução da estimativa para 2026 aponta para uma expectativa de crescimento ligeiramente mais fraco da economia brasileira no próximo ano. Já a revisão para cima em 2028 indica uma perspectiva de recuperação do ritmo de expansão no médio prazo.

Mercado mantém projeção de inflação para 2026

A expectativa para o IPCA, índice oficial de inflação, permaneceu em 5,02% para 2026.

Para 2027, entretanto, a previsão subiu marginalmente, de 4,24% para 4,25%. A estimativa para 2028 continuou em 3,8%.

Em julho, a inflação oficial desacelerou pelo quarto mês consecutivo e registrou alta de 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,44%, retornando para dentro do intervalo da meta de inflação, estabelecida em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic deve terminar 2026 em 13,75%

As projeções para a taxa Selic permaneceram inalteradas. O mercado espera que os juros básicos terminem 2026 em 13,75% ao ano.

Para 2027, a previsão continua em 12%, enquanto a estimativa para 2028 permanece em 10,5% ao ano.

Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic é o principal instrumento utilizado para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a reduzir o consumo e os investimentos, ajudando a conter a pressão sobre os preços, mas também podem desacelerar a atividade econômica e encarecer o crédito.

Dólar deve ficar em R$ 5,20 no fim de 2026

A previsão para o dólar em 2026 permaneceu em R$ 5,20.

Para 2027, a estimativa avançou de R$ 5,29 para R$ 5,30. Em 2028, o mercado manteve a projeção de R$ 5,30.

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central e reúne as expectativas de instituições financeiras para indicadores como inflação, PIB, juros e câmbio.

Resumo do Boletim Focus

2026

  • IPCA: 5,02%
  • PIB: caiu de 1,98% para 1,95%
  • Câmbio: R$ 5,20
  • Selic: 13,75%

2027

  • IPCA: subiu de 4,24% para 4,25%
  • PIB: 1,50%
  • Câmbio: subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30
  • Selic: 12,00%

2028

  • IPCA: 3,80%
  • PIB: subiu de 1,89% para 1,98%
  • Câmbio: R$ 5,30
  • Selic: 10,50%

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Economia

Reserva de ouro do Brasil cresce 33% e chega a 172,4 toneladas

Depois de quatro anos sem realizar novas compras, o Brasil voltou a ampliar sua reserva de ouro em 2025. Em apenas três meses, o Banco Central adquiriu cerca de 43 toneladas do metal, elevando o estoque mantido como parte das reservas internacionais do país.

Entre setembro e novembro daquele ano, a quantidade de ouro passou de aproximadamente 129,6 toneladas para 172,4 toneladas. O aumento foi de cerca de 33%.

Dados mais recentes do World Gold Council indicam que o volume permaneceu praticamente estável pelo menos até março de 2026.

Banco Central retoma compras de ouro

A movimentação interrompeu um período de quatro anos sem novas aquisições. A última expansão relevante da reserva de ouro brasileira havia ocorrido em 2021.

Em setembro de 2025, o Banco Central comprou aproximadamente 15 toneladas. A operação ocorreu em um cenário de valorização do metal e de maior interesse dos bancos centrais por ouro como ativo de reserva.

As compras continuaram nos dois meses seguintes. Segundo o World Gold Council, cerca de 11 toneladas foram adicionadas somente em novembro, completando uma sequência de três meses consecutivos de aquisições.

Com isso, o estoque brasileiro se aproximou das atuais 172 toneladas.

Valor das reservas de ouro quase dobrou

A expansão não ocorreu apenas em quantidade. A valorização do próprio metal também aumentou significativamente o valor financeiro das reservas.

Dados compilados pelo Poder360 apontam que o valor do ouro nas reservas internacionais do Brasil subiu de US$ 11,7 bilhões em janeiro para US$ 23,3 bilhões em novembro de 2025. O crescimento ficou próximo de 100%.

Por que o Brasil mantém ouro nas reservas?

As reservas internacionais funcionam como uma proteção financeira para o país. O patrimônio pode ser utilizado para enfrentar choques externos, períodos de instabilidade cambial e eventuais interrupções nos fluxos internacionais de capital.

A gestão é feita pelo Banco Central, que estabelece como prioridades a segurança, a liquidez e, posteriormente, a rentabilidade dos ativos.

Além do ouro, a carteira brasileira é composta por investimentos e depósitos denominados em diferentes moedas, incluindo dólar, euro, libra esterlina, iene e renminbi.

Em seu relatório de gestão divulgado em março de 2026, o Banco Central afirmou que aumentou a diversificação das reservas durante 2025 diante do cenário de maior incerteza econômica e geopolítica.

Nesse processo, a autoridade ampliou posições em ouro, euro e renminbi e passou a incluir também o won sul-coreano na composição da carteira.

Dólar continua sendo o principal ativo

Apesar do aumento da participação do ouro, o metal ainda representa uma parcela relativamente pequena das reservas brasileiras.

No encerramento de 2025, o ouro correspondia a 7,19% das reservas internacionais, conforme dados do relatório do Banco Central.

O dólar seguia como principal componente da carteira, com participação de 72%. Depois apareciam ouro, euro, renminbi, libra esterlina, iene, dólar canadense e dólar australiano, além de uma pequena exposição ao won sul-coreano.

Brasil mantém estoque acima de 172 toneladas

O levantamento mais recente do World Gold Council, atualizado em agosto de 2026 com dados oficiais disponíveis até março, registra o Brasil com aproximadamente 172,4 toneladas de ouro.

A base de dados reúne informações fornecidas pelo FMI, bancos centrais e outras instituições oficiais.

O número mostra que o aumento registrado entre setembro e novembro de 2025 não foi desfeito nos meses seguintes. Após permanecer por cerca de quatro anos em torno de 130 toneladas, a reserva de ouro do Brasil entrou em 2026 em um nível aproximadamente um terço superior ao anterior.

FONTE: Correio 24h
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zlaťáky.cz / Pexels

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Economia

Real e peso mexicano atingem recorde de negociações nos Estados Unidos em 2026

O mercado de câmbio latino-americano registrou forte expansão no primeiro semestre de 2026. O CME Group, uma das maiores plataformas globais de derivativos financeiros, alcançou volume recorde nas negociações de contratos ligados ao real brasileiro e ao peso mexicano entre janeiro e junho.

Somadas, as operações movimentaram uma média diária de US$ 2,94 bilhões no período. O crescimento também apareceu no interesse em aberto, indicador que contabiliza os contratos mantidos pelos investidores e ainda não encerrados.

Segundo o CME Group, os resultados refletem a maior demanda por instrumentos de proteção cambial, especialmente para administrar a exposição às oscilações das moedas e os riscos associados aos mercados da América Latina.

Peso mexicano lidera volume de negociações

Os contratos futuros de peso mexicano concentraram a maior parte das operações. O volume médio diário chegou a US$ 2,2 bilhões, alta de 38% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

O interesse em aberto desses contratos também avançou e ultrapassou US$ 6,2 bilhões, reforçando a maior participação dos investidores nos instrumentos de mercado futuro de moedas.

Futuros de real atingem maior nível da série histórica

Os contratos futuros de real brasileiro também apresentaram desempenho recorde. A média diária negociada alcançou US$ 740 milhões, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O interesse em aberto superou US$ 2,6 bilhões. As opções sobre o real registraram, por sua vez, o melhor primeiro semestre da série histórica da plataforma.

“Os números do primeiro semestre mostram que, à medida que o mercado latino-americano continua a crescer, os participantes buscam formas confiáveis e transparentes de gerenciar seus riscos”, afirmou Paul Houston, Global Head de Produtos de Câmbio do CME Group.

Segundo o executivo, os contratos negociados em bolsa vêm sendo utilizados como complemento às operações de mercado de balcão (OTC), por contribuírem para a redução de custos e para uma maior eficiência na gestão das operações.

NDFs ganham força no mercado de câmbio

Outro destaque no período foi a recuperação dos contratos a termo não entregáveis (NDFs) na plataforma EBS Market.

As negociações envolvendo conjuntamente real brasileiro, peso chileno, peso colombiano e sol peruano atingiram o maior volume médio diário desde 2023.

Para o Itaú Unibanco, a estrutura disponibilizada pelo CME Group amplia as alternativas de liquidez para instituições que negociam moedas latino-americanas.

A plataforma permite o acesso a liquidez internacional e também a ofertas de formadores de mercado e gestores de recursos com atuação nos mercados locais.

Itaú destaca acesso à liquidez global e local

Bernardo Gattass, Head de Volatility Trading do Itaú Unibanco, afirmou que a infraestrutura do CME Group permite aos clientes combinar diferentes fontes de liquidez sem a necessidade de estabelecer acordos bilaterais ISDA separados com contrapartes locais.

Na avaliação do executivo, a inclusão do CME Group entre os provedores de preços amplia as alternativas disponíveis para investidores institucionais, que passam a contar com uma base mais diversificada de liquidez.

CME Group reúne diversos mercados financeiros

O CME Group disponibiliza negociação de futuros, opções, ativos à vista e instrumentos de balcão. A oferta inclui produtos relacionados a juros, índices acionários, câmbio, criptomoedas, energia, agricultura e metais.

Os contratos futuros e as opções são negociados por meio da plataforma CME Globex. O grupo também opera a BrokerTec, especializada em renda fixa, e a EBS, voltada ao mercado cambial.

Além disso, a companhia mantém a CME Clearing, uma das principais estruturas de compensação central utilizadas pelo sistema financeiro internacional.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Economia

Ibovespa tem pior semana desde maio e devolve quase toda a alta de 2026

O Ibovespa encerrou a semana com a maior queda desde maio, voltou ao menor patamar desde janeiro e praticamente apagou os ganhos acumulados em 2026. O movimento reforçou a piora do humor dos investidores em agosto, período tradicionalmente associado à volatilidade no mercado financeiro.

Bolsa perde força em agosto

O principal índice da B3 caiu 3,2% na semana e já acumula baixa de 6,2% em agosto. Com isso, terminou o período aos 166.934 pontos.

A diferença em relação ao pico registrado em abril mostra a dimensão da mudança no cenário. Em 14 de abril, o Ibovespa atingiu o recorde de 198.657 pontos e acumulava valorização de 23% no ano. Agora, a alta de 2026 foi reduzida a apenas 3,6%.

Foi a segunda semana consecutiva de perdas em agosto. Ao mesmo tempo, outros indicadores passaram a sinalizar maior aversão ao risco: houve continuidade da saída de capital estrangeiro da B3, o dólar avançou quase 3% e os juros futuros de longo prazo voltaram a subir.

Para Augusto Parente, especialista em investimentos e fundador da AW Capital, parte da correção está relacionada justamente ao movimento que levou a bolsa ao recorde.

Segundo ele, a entrada expressiva de recursos estrangeiros ajudou a impulsionar o índice até próximo dos 200 mil pontos. Com a valorização, porém, esses investidores passaram a aproveitar o momento para realizar lucros.

O ambiente doméstico também contribui para aumentar a cautela, especialmente diante da aproximação das eleições.

Investidores estrangeiros reduzem exposição

No auge da valorização em abril, os investidores estrangeiros acumulavam R$ 56,5 bilhões em entradas líquidas na B3. Desde então, mais de R$ 33 bilhões já deixaram o mercado, reduzindo o saldo positivo do ano para R$ 22,8 bilhões — uma queda de quase 60%.

Somente em agosto, as retiradas ultrapassaram R$ 13,5 bilhões.

O impacto é relevante porque os investidores estrangeiros concentram boa parte das posições em ações de maior liquidez. A redução dessas posições, portanto, tende a aumentar a pressão sobre os papéis com maior participação no Ibovespa.

Parente afirma que as vendas têm se concentrado principalmente nos setores financeiro e elétrico, justamente segmentos que haviam recebido forte demanda no início do ano.

Além do Brasil, o cenário internacional também disputa a preferência dos investidores. As bolsas americanas seguem atraindo recursos em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial e aos recordes recentes de Wall Street.

No mercado brasileiro, por outro lado, os juros elevados, as preocupações com o cenário fiscal e a proximidade da eleição presidencial aumentam as incertezas para os próximos meses.

A atenção não está apenas na disputa eleitoral, mas também nas possíveis medidas econômicas do próximo governo. Questões como gastos públicos, trajetória da dívida e equilíbrio das contas públicas voltam a influenciar as decisões dos investidores.

Um relatório recente do J.P. Morgan também destacou o histórico de desempenho negativo das ações brasileiras nos meses que antecedem eleições.

Maioria das ações fecha a semana no vermelho

A deterioração do ambiente se espalhou por grande parte da carteira do índice.

Das 78 ações que compõem o Ibovespa, 63 terminaram a semana em queda. No acumulado de 2026, 70 papéis apresentam perdas.

O movimento de aversão ao risco também apareceu no mercado de renda fixa, especialmente nos contratos de prazos mais longos.

Juros futuros sobem com dúvidas fiscais

Quando aumentam as incertezas relacionadas à política econômica e às contas públicas, os investidores tendem a exigir uma remuneração maior para financiar o governo por períodos mais longos.

Na sexta-feira, o contrato de DI para janeiro de 2028 passou de 13,93% para 14,07%. Já o vencimento de janeiro de 2031 avançou de 14,51% para 14,73%.

A alta dos contratos mais longos é particularmente relevante porque essa parte da curva de juros costuma refletir expectativas sobre a situação fiscal e econômica dos próximos anos.

O movimento ocorre em meio à discussão sobre os próximos passos do Banco Central e a possibilidade de redução da Selic em setembro.

Na reunião mais recente, o Copom não definiu antecipadamente sua decisão para o próximo encontro. O comitê manteve abertas as possibilidades de um novo corte ou de manutenção da taxa básica em 14%.

Mesmo após a divulgação da ata, que apontou riscos de alta para a inflação, o mercado ainda trabalhava com a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.

Com a valorização do dólar, a elevação dos juros futuros e o aumento das incertezas domésticas, porém, as apostas começam a migrar gradualmente para um cenário de manutenção da Selic.

Dólar dispara e supera R$ 5,20

A pressão sobre os ativos brasileiros também atingiu o real.

O dólar à vista subiu 2,7% na semana e ultrapassou R$ 5,20, registrando a segunda maior valorização semanal da moeda americana em 2026.

A combinação de menor fluxo estrangeiro para a B3, preocupações fiscais e um ambiente internacional ainda marcado por juros elevados reduziu parte da força que o real vinha apresentando ao longo do ano.

É hora de comprar ações?

Com a forte correção da bolsa, investidores passam a avaliar se a queda representa uma oportunidade de entrada ou se ainda é necessário esperar por um cenário mais favorável.

Para Parente, o momento não significa necessariamente abandonar a renda variável, mas exige maior prudência.

“Eu sempre gosto de dizer que tem espaço para ter ações em carteira, porém, afirmo que o momento pede cautela. Ter liquidez para aproveitar os movimentos e as oportunidades pode ser um trunfo para os próximos meses”, afirma.

Agosto ainda tem duas semanas pela frente, mas o desempenho recente do mercado de ações brasileiro já transformou o mês em um período de forte atenção para os investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Money Times

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Economia

Reservas cambiais da China avançam em julho com dólar mais fraco e compras de ouro

As reservas cambiais da China registraram crescimento em julho, impulsionadas pela desvalorização do dólar no mercado internacional. Ao mesmo tempo, o Banco do Povo da China (PBoC) deu continuidade à política de fortalecimento de suas reservas de ouro, completando 21 meses consecutivos de aquisições do metal.

De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (7), o volume de reservas internacionais passou de US$ 3,416 trilhões para US$ 3,419 trilhões, um acréscimo de aproximadamente US$ 2,51 bilhões.

Resultado supera expectativa do mercado

O desempenho ficou acima das projeções de economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que estimavam reservas em torno de US$ 3,406 trilhões para o período.

Segundo a autoridade chinesa responsável pela administração cambial, a valorização das reservas foi favorecida principalmente pelo enfraquecimento da moeda norte-americana e pelas oscilações nos preços dos ativos financeiros globais ao longo de julho.

China projeta estabilidade das reservas internacionais

O órgão também reiterou que espera manter as reservas cambiais em níveis estáveis no longo prazo, sustentadas pelo desempenho da economia chinesa e pela continuidade das políticas voltadas à estabilidade financeira.

A manutenção das compras de ouro reforça a estratégia do país de diversificar seus ativos internacionais e reduzir a dependência de moedas estrangeiras em suas reservas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Internacional

Iene recebe apoio de Japão e EUA após intervenção conjunta no mercado cambial

Os governos do Japão e dos Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada no mercado de câmbio para conter a forte desvalorização do iene, que se aproximava do menor patamar em cerca de 40 anos frente ao dólar. A operação ocorreu na última sexta-feira (31) e, segundo o Ministério das Finanças japonês, novas ações poderão ser adotadas caso a volatilidade continue.

A iniciativa é considerada incomum e teve como objetivo reduzir os riscos provocados pela queda da moeda japonesa e pela desvalorização dos títulos públicos do país, fatores que poderiam gerar impactos sobre os mercados financeiros internacionais.

Intervenção busca preservar a estabilidade financeira global

Especialistas avaliam que um enfraquecimento acentuado do iene pode ampliar a instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento da dívida pública dos Estados Unidos.

Esta foi a primeira atuação conjunta entre os dois países desde 2011, quando autoridades coordenaram medidas após o terremoto e o tsunami que atingiram o leste do Japão.

Dados divulgados pelo banco central japonês indicam que a operação pode ter mobilizado até US$ 36,58 bilhões (aproximadamente R$ 185,7 bilhões) na compra da moeda japonesa.

Donald Trump destaca apoio ao aliado asiático

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a intervenção representa um gesto de cooperação com o Japão e contribui para a manutenção da estabilidade da economia mundial.

Analistas também observam que o fortalecimento do iene favorece os interesses de Washington ao reduzir parte da vantagem competitiva das exportações japonesas. Com uma moeda mais fraca, os produtos do Japão tendem a ficar mais baratos no mercado internacional, diminuindo o impacto das tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Governo japonês sinaliza possibilidade de novas ações

Em nota oficial, o Ministério das Finanças do Japão informou que a operação conjunta com o Departamento do Tesouro norte-americano ajudou a conter as oscilações registradas pela moeda nos últimos meses.

A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou nesta segunda-feira (3) que o governo não descarta novas intervenções caso seja necessário preservar a estabilidade do mercado cambial.

Após o anúncio, o iene registrou valorização superior a 1%, sendo negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A recuperação afastou a moeda da mínima registrada no mês anterior, quando chegou perto de 164 ienes por dólar, embora investidores permaneçam atentos à possibilidade de novas medidas das autoridades japonesas.

Questionada sobre uma eventual nova intervenção nesta segunda-feira, Katayama preferiu não comentar.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thomas White/Reuters

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