Economia

Argentina endurece regras e dificulta retirada de dólares do país

O governo da Argentina anunciou um novo conjunto de medidas que torna mais rígidas as operações de envio de recursos ao exterior. As regras, divulgadas pelo Banco Central, têm como alvo principal mecanismos usados no mercado paralelo de câmbio, especialmente o chamado blue-chip swap, prática comum entre investidores para acessar dólares fora do sistema oficial.

Restrições ao câmbio paralelo

As novas diretrizes fazem parte de uma estratégia para conter a saída de divisas e reforçar as reservas internacionais da Argentina. O endurecimento das regras dificulta o uso do câmbio paralelo, frequentemente adotado por empresas e investidores para transferir moeda estrangeira para fora do país.

A medida também busca aliviar a pressão sobre o peso argentino e conter impactos inflacionários — fatores que influenciam diretamente a estabilidade econômica e a popularidade do governo de Javier Milei.

Governo tenta fortalecer reservas

No fim de 2025, o país já havia anunciado um programa de compra de moeda estrangeira para ampliar suas reservas, um dos principais desafios da política econômica atual. No mesmo dia em que as novas regras foram divulgadas, o Banco Central realizou sua maior aquisição de dólares em 2026, somando US$ 281 milhões.

A expectativa do governo é que, com o controle mais rígido sobre a saída de recursos, haja aumento no fluxo de entrada de capital estrangeiro, impulsionado por setores como energia e agronegócio.

Flexibilização do câmbio oficial

Enquanto o cerco ao mercado paralelo foi ampliado, houve flexibilização em operações pelo câmbio oficial. Entre as mudanças, destacam-se:

  • Fim do limite de saque de US$ 50 em cartões emitidos no país;
  • Ampliação do prazo para liquidação de receitas de exportação;
  • Eliminação da exigência de autorização prévia para pagamento de dívidas financeiras externas.

Essas medidas visam facilitar o ambiente de negócios e incentivar exportações, contribuindo para o ingresso de moeda estrangeira na economia argentina.

Expectativa de maior entrada de dólares

O governo projeta aumento no volume de divisas nas próximas semanas, sustentado por:

  • Crescimento do setor de energia;
  • Expansão das exportações agrícolas;
  • Entrada de investimento estrangeiro direto;
  • Emissões de dívida corporativa no exterior.

Reformas econômicas ganham respaldo

Relatório recente do Banco Mundial destacou a Argentina como uma exceção positiva na América Latina, apontando melhora nas expectativas econômicas e nas condições financeiras após a adoção de medidas de estabilização.

Desde 2023, a gestão de Javier Milei tem implementado uma agenda de reformas econômicas liberais com foco no controle da inflação e retomada do crescimento. Entre os principais indicadores:

  • Risco-país em queda: o EMBIG recuou de cerca de 2.200 pontos para menos de 600 em março de 2026;
  • Atração de investimentos: programas como o RIGI impulsionam setores estratégicos, incluindo energia, mineração de lítio e tecnologia;
  • Projeções de crescimento: estimativa acumulada de 12,2% entre 2024 e 2027.

Perspectivas para o PIB

O Banco Mundial projeta crescimento de 3,6% para a economia argentina em 2026, após expansão de 4,4% em 2025 e retração de 1,3% em 2024. Em comparação, o Brasil deve crescer 2,2% em 2025, após alta de 2,8% no ano anterior.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rica Canepa/Bloomberg/Getty Images

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Agricultura

Soja dispara em Chicago com greve na Argentina e alta do farelo acima de 4%

Após uma semana de oscilações limitadas, os preços da soja em Chicago voltaram a subir com força na última sexta-feira (10). Por volta das 13h30 (horário de Brasília), os principais contratos registravam valorização entre 6,25 e 10,25 pontos. O vencimento de maio era negociado a US$ 11,75 por bushel, enquanto o julho atingia US$ 11,90.

O principal motor dessa alta foi o avanço expressivo do farelo de soja, que acumulava ganhos superiores a 4% no dia. A valorização do derivado impulsionou diretamente o mercado do grão.

Greve na Argentina reduz oferta e favorece EUA

A paralisação de caminhoneiros na Argentina tem provocado impacto direto na oferta global. Com dificuldades logísticas, o país — um dos maiores exportadores mundiais — reduz sua presença no mercado, abrindo espaço para a demanda pelo produto dos Estados Unidos.

Esse cenário fortalece as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e melhora as margens das indústrias processadoras norte-americanas. No mercado de farelo, o contrato de maio era cotado a US$ 331,80 por tonelada curta, enquanto o de julho marcava US$ 328,10.

Fundamentos e clima nos EUA entram no radar

Diante de incertezas no cenário geopolítico, os agentes de mercado voltam a priorizar os fundamentos. O início da safra dos Estados Unidos passa a ser um fator central, com atenção redobrada para o clima no Meio-Oeste, o ritmo do plantio e o comportamento da demanda internacional.

Outro elemento que contribui para a sustentação dos preços é a queda do dólar frente ao real, que recuava 0,7% na tarde desta sexta-feira, sendo cotado a R$ 5,03.

Protestos travam logística na Argentina

A greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina começou no meio da semana e já provoca bloqueios em regiões estratégicas como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé — áreas-chave para o escoamento da produção agrícola.

Os trabalhadores reivindicam reajustes nas tarifas de transporte de grãos, pressionados pela disparada dos custos. Segundo relatos, o diesel teve aumento significativo, comprometendo a rentabilidade da atividade.

“Em janeiro, nossa tarifa caiu 10% e o diesel subiu quase 18%. Não há como sustentar os custos”, afirmou o caminhoneiro Mariano Gorosito.

A categoria pede um reajuste entre 25% e 30% nas tarifas, alegando que o combustível já representa cerca de 60% do custo das viagens. Além disso, os prazos longos para pagamento agravam a situação financeira dos transportadores.

Risco para exportações e entrada de divisas

Sem acordo até o momento, a paralisação ameaça comprometer a logística da colheita e o abastecimento dos portos argentinos. O impasse ocorre em um período crucial para o país, que depende das exportações agrícolas para a entrada de divisas.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Clarin

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Comércio Internacional

Desdolarização do BRICS avança com comércio em moedas locais e nova plataforma em blockchain

O movimento de desdolarização do BRICS ganha força com mudanças concretas no comércio internacional entre seus membros. Rússia e China já realizam praticamente todas as suas transações bilaterais sem o uso do dólar, enquanto o bloco desenvolve uma solução digital própria para ampliar esse modelo.

Comércio em moedas locais ganha escala no BRICS

Dados recentes mostram que Rússia e China conduzem cerca de 99,1% de suas trocas comerciais utilizando moedas locais, como rublo e yuan. O avanço representa uma mudança significativa em relação ao padrão anterior, dominado pelo dólar.

O Brasil segue a mesma tendência. Desde 2023, o comércio bilateral com a China movimenta aproximadamente 100 bilhões de dólares por ano com liquidação em moedas próprias. Esse cenário evidencia que a desdolarização deixou de ser apenas uma proposta política e passou a integrar a prática econômica entre os países do bloco.

Apesar disso, o dólar ainda predomina no sistema global, respondendo por cerca de 90% das transações cambiais. No entanto, sua participação nas reservas internacionais caiu ao longo das últimas décadas, sinalizando uma mudança gradual no equilíbrio financeiro global.

Unidade BRICS: sistema em blockchain busca substituir o SWIFT

Como parte dessa transformação, o bloco propõe a criação da Unidade BRICS, uma ferramenta digital baseada em blockchain voltada para pagamentos internacionais.

O sistema funcionará como um mecanismo de compensação para transações entre países membros, permitindo operações diretas em moedas locais sem necessidade de conversão para o dólar. A proposta também elimina a dependência do sistema SWIFT, amplamente utilizado nas transações globais.

A tecnologia blockchain oferece uma vantagem estratégica: a descentralização. Isso reduz a influência de decisões externas e limita o impacto de sanções econômicas sobre os países participantes.

Embora ainda esteja em fase inicial, a iniciativa é vista como um passo importante na construção de uma infraestrutura financeira independente.

Lula descarta moeda única, mas reforça integração financeira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não há planos para a criação de uma moeda única do BRICS. Segundo ele, o foco está em ampliar o uso de moedas locais no comércio internacional, e não substituir as moedas nacionais.

A estratégia prioriza acordos bilaterais e mecanismos que aumentem a autonomia financeira dos países. Essa visão também é compartilhada pelo Novo Banco de Desenvolvimento, que defende a expansão de operações fora do dólar como caminho para um sistema mais equilibrado.

Divergências internas mostram limites da desdolarização

Apesar dos avanços, nem todos os membros do BRICS seguem o mesmo ritmo. A Índia, por exemplo, adota uma postura mais cautelosa em relação à redução do uso do dólar.

Autoridades indianas destacam a importância da moeda americana para a estabilidade global e demonstram resistência a iniciativas mais radicais, como uma possível moeda comum.

Essa diferença de posicionamento revela desafios internos para o bloco, que precisa conciliar interesses distintos enquanto avança na agenda de integração financeira.

Impactos para empresas e comércio internacional

A expansão do uso de moedas locais no BRICS pode trazer benefícios diretos para empresas envolvidas em comércio exterior. Entre eles, estão:

  • Redução de custos com conversão cambial
  • Menor exposição à volatilidade do dólar
  • Maior previsibilidade nas transações internacionais

Com iniciativas como a Unidade BRICS e acordos bilaterais, o bloco constrói gradualmente uma alternativa ao modelo financeiro tradicional. Embora a transição seja progressiva, os números indicam que a desdolarização do BRICS já está em curso.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Finanças

Dólar abaixo de R$ 5: cenário é possível, mas depende de fatores internos e externos

A recente queda do dólar reacendeu discussões no mercado financeiro sobre a possibilidade de a moeda norte-americana voltar a ser negociada abaixo de R$ 5. Apesar do movimento favorável, analistas alertam que o cenário ainda é cercado de incertezas e forte volatilidade.

O dólar atingiu, nesta quarta-feira (8), o menor valor em quase dois anos, sendo cotado na faixa de R$ 5,10. O recuo foi impulsionado principalmente pelo alívio no cenário internacional, após o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

Esse movimento trouxe otimismo aos mercados globais e estimulou a reprecificação de ativos, favorecendo moedas de países emergentes como o real.

Histórico recente reforça tendência de queda

A desvalorização do dólar frente ao real não é um fenômeno isolado. Em 2025, a moeda norte-americana acumulou queda de cerca de 11%. Já no início de 2026, antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o recuo chegou a aproximadamente 6%.

Mesmo com a alta registrada em março, impulsionada pelo fortalecimento global do dólar, especialistas avaliam que não houve um movimento exagerado de valorização. O real, inclusive, manteve certa estabilidade, oscilando entre R$ 5,20 e R$ 5,30 nos momentos mais críticos.

Fatores que sustentam o real

Entre os principais elementos que ajudam a sustentar o real estão:

  • Entrada de capital estrangeiro no país
  • Diferencial de juros elevado em relação a outras economias
  • Realocação de investimentos para mercados emergentes

Além disso, o preço do petróleo passa a ser um fator relevante. Mesmo com recuos recentes, a expectativa é de que a commodity continue operando com prêmio nos próximos meses. Como o Brasil é um exportador importante, isso contribui para o aumento da entrada de dólares na economia.

Apesar do cenário mais favorável, a queda do dólar para abaixo de R$ 5 depende de uma convergência de fatores positivos, tanto no ambiente internacional quanto no doméstico.

No exterior, seria necessária uma redução mais consistente dos riscos geopolíticos, diminuindo o chamado “prêmio de risco” que impacta tanto o dólar quanto o petróleo.

Já no Brasil, os analistas apontam três pontos fundamentais:

  • Compromisso com a disciplina fiscal
  • Redução das incertezas institucionais
  • Manutenção de juros atrativos para investidores estrangeiros

Incertezas políticas e fiscais limitam otimismo

O cenário interno ainda apresenta desafios relevantes. A proximidade das eleições presidenciais e as dúvidas sobre o equilíbrio fiscal tendem a aumentar a volatilidade do câmbio.

Especialistas destacam que o atual patamar do dólar pode ser temporário, especialmente diante de possíveis mudanças no cenário internacional ou declarações políticas que impactem os mercados.

Além disso, o risco eleitoral ainda não está totalmente refletido nos preços, mas deve ganhar mais peso ao longo do segundo semestre, influenciando diretamente o comportamento da moeda.

Volatilidade deve marcar os próximos meses

A avaliação predominante entre analistas é de que, embora o dólar abaixo de R$ 5 seja possível, esse não é o cenário mais provável no curto prazo. A tendência é de continuidade da volatilidade, com oscilações influenciadas por fatores globais e domésticos.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Ilustração feita por IA

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Economia

Ibovespa renova fôlego e se aproxima de recorde histórico com alta de 1,35%

O Ibovespa retomou o movimento de valorização nesta quinta-feira (19) e avançou 1,35%, encerrando o pregão aos 188.534,42 pontos — ganho de 2.518,11 pontos após três sessões consecutivas de queda. O resultado mantém o principal índice da bolsa brasileira muito próximo do maior fechamento da história, registrado em 11 de fevereiro, quando atingiu 189.699,12 pontos.

O desempenho reforça a percepção de mercado doméstico aquecido, sustentado por fundamentos e por fluxo consistente de capital estrangeiro.

O giro financeiro do dia somou R$ 29,10 bilhões, com máxima de 188.687,12 pontos e mínima de 185.927,99 pontos.

Dólar cai e juros futuros avançam

No câmbio, o dólar comercial recuou 0,25%, fechando cotado a R$ 5,227. Já os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva, refletindo discussões sobre o custo do crédito e seus impactos na atividade econômica.

O cenário misto indica que, apesar do otimismo na renda variável, o mercado segue atento às condições financeiras e à política monetária.

Petrobras e petróleo impulsionam o índice

Entre os destaques do pregão, o avanço superior a 2% do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, favoreceu as ações do setor de energia.

A Petrobras acompanhou a alta da commodity e contribuiu para sustentar o índice. As ações preferenciais (PETR4) subiram 1,67%. Já a PRIO (PRIO3) avançou 2,14%.

O peso relevante das petroleiras na carteira teórica do Ibovespa ampliou o impacto positivo da valorização do petróleo sobre o desempenho geral da bolsa.

Bancos sobem e fluxo estrangeiro fortalece a bolsa

As ações dos grandes bancos também registraram ganhos expressivos, reforçando o movimento de alta das chamadas blue chips.

O Banco do Brasil avançou 2,48%, o Bradesco subiu 2,01%, o Itaú Unibanco ganhou 1,17% e o Santander Brasil encerrou com valorização de 1,28%. A B3 também teve desempenho positivo, com alta de 0,80%.

Analistas apontam que o fluxo estrangeiro segue como um dos principais vetores de sustentação do mercado brasileiro, direcionando recursos especialmente para empresas de grande liquidez e relevância no índice.

A Vale, que havia recuado com força na sessão anterior, conseguiu reverter perdas e fechou com leve alta de 0,20%, reforçando o caráter disseminado da valorização.

IBC-Br sinaliza economia resiliente

No campo doméstico, investidores repercutiram o resultado do IBC-Br de dezembro, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice apontou retração de 0,2% na comparação mensal, desempenho melhor do que o esperado por parte do mercado. A leitura predominante foi de que a economia brasileira mantém resiliência, mesmo em ambiente de condições financeiras mais restritivas.

A composição dos dados, segundo economistas, sugere desaceleração em setores ligados a consumo e renda, mas sem comprometer de forma significativa o ritmo geral da atividade.

Exterior cauteloso e atenção ao PCE

Enquanto a bolsa brasileira operou em alta, os principais índices de Wall Street encerraram o dia em queda, pressionados pelo risco geopolítico e pela expectativa em torno do PCE (índice de preços de consumo pessoal), referência para o Federal Reserve na definição da política monetária.

Mesmo diante do ambiente externo mais volátil, o mercado brasileiro demonstrou apetite por risco, apoiado na combinação de petróleo em alta, bancos fortes, dólar em queda e indicadores domésticos relativamente favoráveis.

O fechamento mantém o Ibovespa próximo das máximas históricas e reforça a narrativa de início de ano positivo para a bolsa brasileira.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Economia

Xi Jinping defende renminbi como moeda de reserva global e reforça ambição da China no sistema monetário

Declarações do presidente chinês detalham os pilares de uma “moeda poderosa” em um momento de questionamento da hegemonia do dólar e reconfiguração da ordem financeira internacional

A China deu mais um sinal claro de que pretende ampliar o papel do renminbi (yuan) no sistema monetário global. O presidente Xi Jinping defendeu que a moeda chinesa alcance o status de moeda de reserva internacional, com uso amplo no comércio, nos investimentos e nos mercados de câmbio. Trata-se da manifestação mais direta até agora sobre a ambição chinesa de disputar espaço com moedas tradicionais, como o dólar e o euro.

As declarações foram publicadas pela revista Qiushi, órgão teórico do Partido Comunista Chinês, e repercutidas pelo Financial Times. Embora o texto tenha origem em um discurso feito em 2024 a autoridades regionais, sua divulgação agora é interpretada como um sinal político de que a agenda monetária ganhou prioridade estratégica.

Os pilares da “moeda poderosa” defendida por Pequim

No comentário divulgado, Xi Jinping afirma que a China precisa construir uma moeda capaz de sustentar maior presença internacional. Para isso, aponta uma série de fundamentos considerados essenciais.

Entre eles estão a existência de um banco central forte, com capacidade de gestão monetária eficiente; instituições financeiras competitivas em escala global; e centros financeiros internacionais capazes de atrair capital estrangeiro e influenciar a formação de preços no mercado mundial.

Ao detalhar esses elementos, o líder chinês deixa claro que a internacionalização do renminbi vai além da ampliação do comércio exterior. O projeto envolve credibilidade institucional, profundidade de mercado, liquidez, segurança jurídica e capacidade de precificação — características historicamente associadas à consolidação do dólar como moeda dominante.

Dólar pressionado e avanço da lógica multipolar

A divulgação do posicionamento de Xi ocorre em um contexto de maior incerteza no cenário financeiro internacional. Um dólar mais fraco, mudanças na condução da política monetária dos Estados Unidos e o aumento das tensões geopolíticas têm levado bancos centrais a reavaliar sua exposição a ativos denominados na moeda americana.

Segundo o Financial Times, esse ambiente abre espaço para que Pequim acelere sua estratégia. Para Kelvin Lam, economista sênior da Pantheon Macroeconomics, a ênfase no renminbi reflete “rupturas recentes na ordem global” e uma percepção mais aguda, por parte da China, de que o sistema internacional passa por transformação.

Esse diagnóstico é compartilhado por autoridades chinesas. O presidente do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, já havia afirmado que o mundo caminha para um sistema monetário internacional multipolar, no qual o renminbi competiria com outras moedas relevantes.

Mais presença no comércio, pouca relevância nas reservas

Apesar dos avanços, a presença do renminbi nas reservas internacionais ainda é limitada. A moeda chinesa ganhou espaço nos pagamentos e no financiamento do comércio, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, tornando-se a segunda mais utilizada nessa modalidade.

No entanto, quando o indicador é reserva oficial, o cenário muda. Dados do Fundo Monetário Internacional indicam que, no terceiro trimestre de 2025, o dólar ainda respondia por cerca de 57% das reservas globais, enquanto o euro representava aproximadamente 20%. O renminbi ocupava apenas a sexta posição, com participação de 1,93%.

A diferença revela que a internacionalização da moeda chinesa avança em ritmos distintos. No comércio, acordos bilaterais e redes de parceiros impulsionam o uso. Já nas reservas, a decisão dos bancos centrais é mais conservadora e depende de fatores como convertibilidade plena, abertura da conta de capital e previsibilidade institucional.

Reformas sensíveis e limites do modelo chinês

Analistas ouvidos pelo Financial Times ressaltam que a ampliação do papel do renminbi como moeda de reserva exigiria reformas profundas, incluindo maior abertura financeira e liberdade de fluxos de capital. Essas mudanças, no entanto, entram em tensão com o modelo chinês, que mantém forte controle estatal sobre o sistema financeiro.

Além disso, parceiros comerciais pressionam a China por uma valorização maior da moeda. O argumento é que o renminbi estaria subvalorizado, favorecendo exportações e contribuindo para um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão no ano passado.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, chegou a pedir correções nos “desequilíbrios” da economia chinesa, citando deflação e uma depreciação real da taxa de câmbio. Pequim, por sua vez, nega o uso do câmbio como instrumento de vantagem comercial. O vice-presidente do banco central, Zou Lan, afirmou recentemente que não há intenção de enfraquecer a moeda com esse objetivo.

Estabilidade cambial e disputa de narrativas

Apesar do discurso de projeção global, a política cambial chinesa segue orientada pela estabilidade. Autoridades têm sinalizado tolerância a uma apreciação moderada do renminbi, mas mantêm como prioridade a preservação de seu papel como reserva de valor.

Para Kelvin Lam, o conceito de “moeda forte” defendido por Pequim pode significar mais controle e menos volatilidade, e não necessariamente liberalização total — o que difere das exigências tradicionais de uma moeda de reserva global.

Ainda assim, há visões mais otimistas. Zhang Jun, economista-chefe da China Galaxy Securities, avalia que a retomada do crescimento doméstico e os investimentos em tecnologia emergente podem sustentar uma valorização gradual do renminbi no longo prazo.

Impactos para investidores e para a ordem financeira global

Embora as declarações de Xi não indiquem uma mudança imediata nos mercados, elas reforçam uma direção estratégica. Para Han Shen Lin, diretor para China do The Asia Group, o objetivo não é substituir o dólar rapidamente, mas posicionar o yuan como um contrapeso relevante em uma ordem financeira cada vez mais fragmentada.

Nesse sentido, a tentativa de elevar o renminbi ao status de moeda de reserva deve ser entendida como parte de uma estratégia mais ampla de soberania financeira e redistribuição de poder global. O ritmo dessa transição dependerá de até que ponto Pequim estará disposta a promover reformas que aumentem a confiança externa sem abrir mão do controle interno — um dilema central para o futuro do sistema monetário internacional.

Fonte: BRASIL 247, com informações do Financial Times e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO CNN / PIXABAY

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Economia, Internacional

Trump minimiza queda do dólar e diz que moeda “está indo muito bem”

O dólar intensificou sua desvalorização nesta terça-feira (27) e registrou a maior queda diária desde abril de 2025. O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não vê excesso de enfraquecimento da moeda americana, mesmo com o câmbio atingindo o nível mais baixo em quase quatro anos.

Questionado por jornalistas em Iowa sobre a trajetória da moeda, Trump foi direto. Disse que o dólar “está ótimo” e destacou que os acordos comerciais firmados pelo país reforçam essa avaliação. Segundo ele, a moeda deve encontrar seu próprio patamar, o que classificou como algo “justo”.

Mercado reage e dólar cai frente a principais moedas

As declarações adicionaram pressão a um cenário já negativo para a moeda americana. Após os comentários do presidente, o Bloomberg Dollar Spot Index aprofundou as perdas e chegou a recuar até 1,2%, refletindo a desvalorização do dólar frente a todas as principais moedas globais.

O desempenho marca o pior momento da moeda desde o período de forte turbulência provocado, em abril, pelo anúncio de tarifas comerciais que abalou os mercados internacionais e levantou dúvidas sobre a previsibilidade da política econômica dos Estados Unidos.

Iene forte e política externa aumentam volatilidade

Parte da fraqueza do dólar está associada à recuperação do iene, que ganhou força desde a semana passada. Investidores passaram a considerar uma possível intervenção das autoridades japonesas para sustentar a moeda local, o que impactou diretamente o mercado cambial.

Além disso, a condução considerada errática da política externa americana tem pesado no sentimento dos investidores. Propostas controversas, como a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, causaram desconforto entre aliados europeus e reacenderam especulações sobre a venda de ativos dos EUA, incluindo cerca de US$ 10 trilhões em Treasuries.

Pressão sobre o Fed e risco fiscal afetam confiança

Analistas também apontam outros fatores que contribuem para a desvalorização do dólar, como a pressão política sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, o aumento do endividamento público e as incertezas fiscais de longo prazo. A crescente polarização política nos Estados Unidos reforça o clima de cautela entre investidores estrangeiros.

Esse cenário chama atenção porque a queda da moeda ocorre mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos públicos americanos e com a expectativa de que o Fed interrompa o ciclo de cortes de juros após a reunião de quarta-feira (28), fatores que normalmente favoreceriam o dólar.

Dólar mais fraco pode favorecer exportações dos EUA

Apesar da reação negativa dos mercados, um dólar mais fraco pode ser visto com bons olhos pelo governo Trump. A desvalorização tende a tornar os produtos americanos mais competitivos no exterior, o que poderia ajudar a reduzir o déficit comercial do país.

Na mesma terça-feira, Trump afirmou que teria capacidade de influenciar diretamente a cotação da moeda, dizendo que poderia fazê-la “subir ou cair como um ioiô”. Em seguida, ponderou que esse tipo de intervenção seria indesejável e criticou países asiáticos por, segundo ele, buscarem desvalorizar artificialmente suas moedas.

Críticas à China e ao Japão

O presidente voltou a citar China e Japão, afirmando que historicamente ambos tentaram enfraquecer o iene e o yuan para ganhar competitividade. Segundo Trump, essa prática tornaria a concorrência desleal para os Estados Unidos, embora ele tenha ressaltado que agora defende que o dólar encontre seu valor de forma natural.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paul Yeung/Bloomberg

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Economia

Dólar cai para R$ 5,20 e registra menor fechamento em dois anos

O dólar à vista encerrou a terça-feira, 27, em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,206, atingindo o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando foi negociado a R$ 5,1534. O movimento reforça a tendência de desvalorização da moeda americana frente ao real observada no início da semana.

Queda acompanhou cenário global

Na segunda-feira, o dólar já havia recuado 0,13%, fechando a R$ 5,28, após atingir R$ 5,261 pela manhã. A perda de força à tarde indicou o início de um movimento que se consolidou nesta terça.

O desempenho acompanha a tendência internacional de enfraquecimento do dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a seis divisas de países desenvolvidos, caiu 0,86%, atingindo 96,21 pontos e rompendo níveis técnicos relevantes para o mercado.

“O índice DXY rompeu um suporte importante na região dos 97 pontos e caiu para perto de 96,20, refletindo-se também no Brasil, com o dólar voltando para a casa dos R$ 5,20″, explicou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Diferencial de juros favorece o real

O especialista destaca que o diferencial de taxas de juros entre Brasil e Estados Unidos continua beneficiando o real, especialmente com a aproximação de decisões de política monetária em ambos os países nesta quarta-feira, 28.

“Os juros no Brasil versus os juros nos Estados Unidos seguem elevados, favorecendo operações de carry trade. Isso torna o Brasil atrativo para investidores globais, mesmo com os riscos associados ao mercado local”, acrescentou Alves.

Investidores buscam ativos de maior retorno

O apetite por risco nos mercados internacionais também contribuiu para a valorização do real. Com bolsas em alta e o S&P 500 atingindo novas máximas, investidores têm direcionado recursos para moedas emergentes em busca de maior retorno, em detrimento do dólar.

Dólar à vista e dólar futuro: entenda a diferença

O dólar à vista representa a negociação da moeda para liquidação imediata, normalmente em até dois dias úteis. É amplamente usado por empresas e instituições financeiras em operações de curto prazo, oferecendo transparência e rapidez.

Já o dólar futuro envolve contratos para compra e venda com liquidação em data futura, negociados na Bolsa de Valores. Sua cotação varia conforme expectativas do mercado e pode se distanciar do dólar à vista em períodos de incerteza econômica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Desdolarização da economia brasileira avança e sinaliza mudança estratégica do Banco Central

O Banco Central do Brasil deu sinais concretos de que pode ter iniciado um processo de desdolarização da economia brasileira. A avaliação consta em uma análise divulgada pela Not Just Headline e compartilhada por um alto funcionário da autoridade monetária, indicando que o movimento deixou de ser retórico e passou a integrar uma estratégia estruturada.

Venda de títulos dos EUA marca mudança no perfil das reservas

Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o Brasil se desfez de US$ 61,3 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como treasuries. O volume representa cerca de 27% das reservas brasileiras em dólar, configurando a maior redução percentual registrada no mundo no período.

O percentual supera países como a Índia, que reduziu cerca de 21%, e a China, cuja diminuição ficou abaixo de 10%, ainda que em valores absolutos maiores. O dado chama atenção porque as vendas ocorreram em um momento de juros elevados nos Estados Unidos, quando os títulos estavam desvalorizados, o que reforça o caráter político e estratégico, e não financeiro, da decisão.

Ouro volta ao centro da soberania monetária

Paralelamente à redução da exposição ao dólar, o Brasil tem reforçado suas reservas em ouro. Em apenas três meses, foram adquiridas 43 toneladas, elevando o estoque total para 172 toneladas.

A estratégia segue um padrão semelhante ao adotado por China e Índia, reposicionando o ouro não apenas como reserva de valor, mas como ativo de soberania monetária, em um cenário global de maior incerteza geopolítica.

Comércio internacional avança fora do dólar

Outro sinal relevante do processo de desdolarização aparece no comércio internacional. O Brasil, maior produtor e exportador mundial de soja, passou a realizar parte das transações com a China, responsável por 60% a 66% das importações globais do produto, utilizando moedas locais, sem a intermediação do dólar.

Esse movimento indica que linhas de swap cambial já estão operacionais e que sistemas alternativos de pagamento funcionam na prática. Trata-se de um ponto sensível para os Estados Unidos, pois envolve fluxos comerciais reais e de grande volume fora do sistema tradicional dolarizado.

BRICS aceleram reação às pressões dos EUA

A mudança ocorre em meio às reiteradas advertências do ex-presidente Donald Trump contra os BRICS. Na prática, as ameaças funcionaram como estímulo para que os países do bloco intensificassem esforços para reduzir a dependência do dólar.

Nesse contexto, fatores como risco político, uso de sanções financeiras, congelamento de ativos e a extraterritorialidade jurídica passaram a pesar tanto quanto os riscos econômicos tradicionais. As reservas internacionais, por sua vez, assumem papel cada vez mais relevante como instrumento de política externa.

Tendência global reforça movimento brasileiro

O dado central não está apenas no volume vendido pelo Brasil, mas na tendência coordenada. Além de Brasil, Índia, China e Rússia, bancos centrais europeus também vêm ampliando suas posições em ouro.

Quando o comércio é liquidado em moedas locais, o dólar deixa de ser moeda de passagem, instituições financeiras norte-americanas perdem espaço na intermediação e a demanda estrutural por dólares tende a cair no longo prazo.

Infraestrutura da desdolarização já está em operação

O avanço dessas operações não ocorre de forma experimental. Para viabilizá-las, foi necessário estabelecer swaps cambiais bilaterais, habilitar bancos nos países envolvidos, criar sistemas de compensação fora do Swift e consolidar confiança política de longo prazo.

O conjunto desses fatores indica que a infraestrutura da desdolarização não apenas existe, como já está funcionando plenamente, sinalizando uma mudança relevante no posicionamento do Brasil dentro do sistema financeiro internacional.

FONTE: Jornal GGN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal GGN

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Ataque dos EUA e captura de Maduro intensificam crise e ampliam riscos à economia global

Ataque de hoje eleva tensões e repercute nos mercados.

Neste sábado (3 de janeiro), os Estados Unidos realizaram um ataque militar de larga escala contra a Venezuela e anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, conforme divulgado pelo governo americano em redes sociais e coletivas de imprensa. A ação, que incluiu explosões e operações em Caracas, marca uma escalada sem precedentes nas relações entre os dois países e voltou a acender o alerta nos mercados globais sobre os impactos econômicos de conflitos geopolíticos. A captura de Maduro em meio ao ataque representaria um ponto de inflexão nos desdobramentos internacionais, com reflexos sobre o Brasil e outras economias emergentes.

Petróleo e geopolítica: preço sob pressão

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, apesar de limitações de produção causadas por sanções e falta de investimentos. A confirmação de um ataque e a captura de seu líder podem alimentar o receio de interrupções adicionais na oferta global de petróleo, pressionando ainda mais os preços da commodity.

O aumento dos valores do petróleo impacta diretamente o custo de combustíveis, energia e transporte, contribuindo para a alta dos preços de bens e serviços e ampliando a inflação global.

Mercados financeiros sob risco

A intensificação do conflito geopolítico, especialmente após o anúncio de hoje, tem reflexos imediatos nos mercados financeiros. Em momentos de incertezas como este, investidores tendem a migrar para ativos considerados mais seguros — como o dólar e títulos do Tesouro dos EUA — causando:

  • Valorização do dólar frente a moedas de mercados emergentes;
  • Aumento da volatilidade nas bolsas de valores;
  • Elevação do custo do crédito internacional.

Para a economia brasileira, um cenário desses pressiona o câmbio, encarece importações e pode restringir o acesso a capital estrangeiro.

Repercussões para o Brasil

Comércio exterior: oportunidades e desafios

No campo do comércio exterior, efeitos contraditórios devem se manifestar. A valorização do dólar pode favorecer exportadores de commodities brasileiros, como soja, milho, carnes e minério de ferro, melhorando a competitividade internacional.

Por outro lado, insumos, máquinas e componentes importados ficam mais caros, aumentando os custos de produção. Fretes, seguros e operações financeiras também tendem a subir de preço em um ambiente de maior risco geopolítico.

Indústria sob pressão de custos

A indústria brasileira é sensível às variações nos preços de energia e câmbio. Setores como automotivo, químico, farmacêutico, eletroeletrônico e de máquinas dependem de insumos importados e de energia, cujo custo tende a subir em meio à alta do petróleo e do dólar após o ataque de hoje.

O encarecimento do diesel e de outras fontes de energia também pressiona os custos logísticos, comprimindo margens e podendo refletir em aumento de preços ao consumidor.

Agronegócio: competividade externa vs. custo interno

No agronegócio, o fortalecimento do dólar pode ampliar a receita em reais para produtores exportadores de grãos, carnes e açúcar, melhorando a posição do Brasil no mercado internacional.

Entretanto, o setor enfrenta custos mais altos de fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis e máquinas, que também são influenciados pela dinâmica cambial e pela pressão sobre o preço do petróleo. Isso reduz a margem de lucro dos produtores, especialmente os de menor porte, e pode refletir em preços maiores ao consumidor interno.

Risco de inflação e desafios macroeconômicos

A combinação de energia mais cara, dólar valorizado e custos de produção elevados, reforçada pelo ataque e sua repercussão, cria um ambiente favorável à aceleração da inflação no Brasil. Caso essa dinâmica persista, o Banco Central pode ser pressionado a adotar políticas monetárias mais restritivas, com impactos sobre crédito, consumo e crescimento econômico.

Cenário futuro incerto

Especialistas apontam que, se o conflito entre os EUA e a Venezuela se mantiver limitado após o episódio de hoje, os efeitos econômicos podem ser temporários. No entanto, uma escalada prolongada ou novos episódios de violência podem resultar em volatilidade mais persistente, inflação elevada e menor crescimento econômico global.

Fonte: atualizações de agências internacionais e declarações oficiais sobre o ataque e captura anunciados hoje.
Texto: Redação

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