Internacional

Lula defende comércio sem dependência do dólar durante visita à Indonésia

Durante visita oficial à Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a redução da dependência do dólar nas relações comerciais internacionais. Em discurso nesta quinta-feira (23), o petista destacou a importância de utilizar moedas locais nas transações bilaterais e criticou o protecionismo econômico.

Indonésia e Brasil não querem uma nova Guerra Fria. Queremos comércio livre. E mais: tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercializar usando nossas próprias moedas. Essa é uma mudança necessária”, afirmou Lula em coletiva à imprensa.

Lula prega multilateralismo e menos dependência internacional

O presidente ressaltou que o século 21 exige coragem política e novas formas de atuação econômica para reduzir a dependência de grandes potências. Segundo ele, a meta é fortalecer o multilateralismo e promover uma “democracia comercial” baseada em cooperação e equilíbrio.

“Precisamos mudar nossa forma de agir comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém. Queremos multilateralismo, não unilateralismo. Queremos democracia comercial, não protecionismo”, disse o chefe do Executivo brasileiro.

A defesa de Lula vai na contramão da posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem criticado abertamente iniciativas de países do Brics e de outras nações emergentes para diminuir o uso do dólar no comércio global.

Acordos e fortalecimento da relação Brasil–Indonésia

Durante a agenda oficial, Lula se reuniu com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka, onde ambos assinaram acordos nas áreas de agricultura, energia e mineração, ciência e tecnologia e comércio.

Atualmente, o fluxo comercial entre os dois países gira em torno de US$ 6 bilhões, valor considerado baixo por Lula. “É pouco para a Indonésia, é pouco para o Brasil. Nossos povos merecem um esforço maior para garantir que esse comércio cresça de acordo com o aumento da nossa população”, afirmou o presidente.

Possível encontro entre Lula e Trump na Ásia

A viagem de Lula ao continente asiático pode incluir uma reunião com Donald Trump, prevista para ocorrer no domingo, na Malásia, durante a Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Os dois líderes conversaram por telefone no início do mês e demonstraram interesse em um encontro presencial.

O diálogo deve servir para reduzir tensões diplomáticas e discutir a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, um dos principais pontos de atrito entre os dois países.

FONTE: Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR

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Economia

Peso argentino renova mínima histórica mesmo após apoio financeiro dos Estados Unidos

O peso argentino voltou a se desvalorizar nesta segunda-feira (20), atingindo mínima histórica mesmo após o apoio financeiro dos Estados Unidos. Desde 9 de outubro, o Tesouro norte-americano já aportou cerca de US$ 400 milhões para tentar conter a crise cambial, mas a intervenção não impediu a nova queda.

A cotação chegou a 1.476 pesos por dólar, ultrapassando os níveis anteriores ao início da ajuda americana. O valor se aproxima do limite inferior da banda cambial estabelecida pelo governo argentino em abril. Por volta das 13h55 (horário de Brasília), o câmbio estava em 1.468,03 pesos por dólar.

Banco Central confirma acordo de swap de até US$ 20 bilhões

Em meio à volatilidade, o Banco Central da Argentina confirmou um acordo de swap cambial com os Estados Unidos, estimado em até US$ 20 bilhões. Apesar disso, o órgão não divulgou detalhes sobre as condições ou prazos do acordo, que faz parte de um plano emergencial para estabilizar a moeda e conter a fuga de capitais.

O suporte americano é liderado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e integra um pacote mais amplo de cooperação financeira. No entanto, a confiança dos investidores segue abalada, e o mercado mantém forte demanda por dólares como forma de proteção contra riscos políticos.

Incerteza eleitoral agrava a pressão sobre o câmbio

O cenário político argentino intensifica a pressão sobre o câmbio, com o mercado reagindo à possibilidade de derrota do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de 26 de outubro. A instabilidade eleitoral tem ampliado a busca por ativos em moeda estrangeira e reduzido a entrada de capitais no país.

De acordo com a consultoria Romano Group, as reservas líquidas do Banco Central em moeda forte estão abaixo de US$ 5 bilhões, o que reforça as especulações sobre uma possível desvalorização oficial do peso após o pleito. O jornal britânico Financial Times destacou que a situação cambial da Argentina é uma das mais delicadas da América Latina neste momento.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: CaptureLight/Getty Images

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Economia

Dólar cai abaixo de R$ 5,40 e Ibovespa atinge maior nível do mês com avanço de mineradoras e bancos

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (20) em queda, cotado a R$ 5,371, recuo de 0,63% (R$ 0,034) em relação ao fechamento anterior. É a primeira vez em 11 dias que a moeda norte-americana fecha abaixo de R$ 5,40, registrando o menor valor desde 9 de outubro. Na mínima do dia, chegou a ser negociada a R$ 5,36.

Com o resultado, o dólar acumula queda de 13,09% em 2025, acompanhando o movimento global de valorização de moedas emergentes e a redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, após declarações do ex-presidente Donald Trump sobre tarifas de importação.

Ibovespa encosta nos 145 mil pontos e renova máxima de outubro

O Ibovespa, principal índice da B3, também teve um dia de forte desempenho. O indicador avançou 0,77%, fechando aos 144.509 pontos, o maior nível desde 1º de outubro. O resultado foi impulsionado pelo bom desempenho de ações de mineradoras e bancos, refletindo o otimismo dos investidores com o cenário interno e externo.

Entre os fatores domésticos, pesou positivamente a revisão para baixo das projeções de inflação no Boletim Focus do Banco Central, além de notícias corporativas favoráveis envolvendo grandes empresas listadas na bolsa.

Fatores externos também favoreceram o mercado

No cenário internacional, indicadores econômicos da China apresentaram melhora, elevando o apetite global por risco e fortalecendo os mercados emergentes, incluindo o Brasil.

A trajetória de queda do dólar segue influenciada pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic mantida em 15% ao ano, o país segue atrativo para investidores estrangeiros, especialmente diante das expectativas de cortes nas taxas de juros americanas nos próximos meses.

Especialistas apontam que o movimento tende a se manter enquanto o ambiente externo permanecer estável e os fundamentos econômicos internos continuarem positivos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasi

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Economia

Saída de dólares do Brasil deve diminuir no fim do ano

A saída sazonal de dólares do Brasil no final do ano deve ser menos intensa do que em 2024, quando a taxa de câmbio atingiu a marca recorde de R$6,30. Economistas e operadores de tesouraria ouvidos pelo Valor acreditam que a pressão será mais administrável desta vez.

Eles destacam o ambiente mais favorável no mercado de derivativos — principalmente contratos futuros de dólar, que desempenham papel fundamental na definição das taxas de câmbio — como um fator que pode prolongar a tendência positiva observada ao longo de 2025. Enquanto isso, embora o balanço de pagamentos já esteja significativamente negativo, é improvável que se deteriore além do padrão sazonal típico do quarto trimestre. Como resultado, as saídas podem não atingir os US$26,4 bilhões registrados em dezembro de 2024.

As condições deste ano são melhores do que em 2024: a incerteza sobre o cenário fiscal do Brasil foi postergada para 2027; não há mais questionamentos sobre o início de uma nova administração nos EUA; e a corrida presidencial brasileira provavelmente não afetará os mercados antes de março ou abril do ano que vem”, afirmou Marcos da Fonseca, chefe de mercados do Bradesco. “Diante desse contexto, não há motivo para que o dólar chegue a R$6,30 como aconteceu em dezembro passado.”

Banco Central espera cenário mais tranquilo

O Banco Central também indicou na semana passada que não prevê uma repetição do estresse do ano passado. “O Banco Central claramente possui planos de contingência para diferentes cenários, incluindo um como o que vimos no ano passado. Mas esse não é o meu caso base em nenhuma circunstância”, disse Nilton David, diretor de Política Monetária do BC, em evento na quinta-feira (9).

Ele acrescentou que a sazonalidade de fim de ano normalmente afeta o mercado à vista — o fluxo real de dólares físicos — e não o câmbio em si. “É uma sazonalidade de fluxos à vista, não de preços”, explicou, destacando que os derivativos, onde o câmbio é efetivamente definido, representam um mercado muito maior.

“Uma pesquisa recente do BIS [Banco de Compensações Internacionais] mostra que cerca de 90% das negociações em real brasileiro ocorrem no mercado de derivativos. Globalmente, essa participação é próxima de 50%”, acrescentou.

Fluxos especulativos e volatilidade

Apesar de uma perspectiva mais otimista, os fluxos de derivativos são movidos por posicionamento especulativo e podem se reverter rapidamente. Na semana passada, por exemplo, o aumento das tensões globais, principalmente entre EUA e China, afetou o real, que também sofreu com preocupações sobre fragilidade no mercado de crédito.

O real foi a moeda com pior desempenho entre as 33 mais negociadas. À medida que o sentimento global piorou, questões locais que antes eram negligenciadas começaram a influenciar os preços com mais força.

O que me preocupa é que se algo inesperado acontecer no exterior e o dólar se fortalecer globalmente, o real sofrerá porque nossos fundamentos são fracos”, disse Marcos De Marchi, economista-chefe da Oriz Partners. “É quando a liquidez global seca que se percebe quem tem fundamentos fortes e quem não tem.”

De Marchi explicou que as altas taxas de juros reais do Brasil continuam sustentando o real, mas também refletem problemas mais profundos. “O carry trade permanece atraente. As taxas de juros reais estão entre 7% e 8%. Não há outro lugar no mundo com essas taxas. Isso mantém o ‘hot money’ no Brasil, mas também é consequência de uma política fiscal muito expansionista”, afirmou.

Marcos da Fonseca, do Bradesco, acrescentou que preocupações fiscais ainda podem limitar a valorização do real, mesmo que o Federal Reserve continue reduzindo os juros nos EUA. “Por um lado, o risco fiscal não representa a mesma ameaça de 2024. Por outro, ainda não está resolvido a ponto de eliminar a cautela em relação aos ativos locais.”

Ele explicou que, embora a queda dos juros nos EUA combinada com uma alta Selic normalmente favoreça a entrada de capital no Brasil, a incerteza global, especialmente em relação à política comercial americana, e dúvidas sobre o cenário fiscal brasileiro podem neutralizar esses efeitos.

Balança comercial pressionada

Embora menos influentes que os derivativos, os fluxos à vista continuam importantes e, em casos extremos, podem forçar ajustes no preço do câmbio, especialmente quando alteram o posicionamento especulativo.

E esses fluxos já estão sob pressão. Dados do Banco Central mostram que, até o fim de setembro, o Brasil já registrava US$17,4 bilhões em saídas líquidas em 2025 — 95% do total de 2024 — antes de entrar no quarto trimestre, que normalmente é o pior período para fluxos externos.

O desempenho deste ano reflete exportações mais fracas e saídas financeiras significativas.

“O suprimento de commodities tem sido forte, o que pressiona os preços para baixo”, disse Felipe Kotinda, economista do Santander. “Brasil e EUA tiveram grandes safras de soja. A produção global de petróleo também aumentou. E a demanda chinesa por minério de ferro está desacelerando, o que impacta os preços de metais.”

“Do lado das importações, a demanda interna forte leva famílias a comprarem mais bens de consumo e empresas a importarem mais bens de capital, o que deve pressionar a balança comercial nas próximas leituras.”

Luís Afonso Lima, chefe de pesquisa da Mapfre Investimentos, afirmou que a conta comercial continuará sob pressão até o fim do ano. “Este é geralmente o período em que o PIB é mais forte, e a indústria importa mais para atender à demanda de final de ano”, explicou.

No campo financeiro, ele observou que a natureza das saídas de capital mudou. “Em 2024, os investidores estrangeiros saíram. Este ano, são os brasileiros enviando dinheiro para o exterior. Estrangeiros até estão voltando, enquanto locais investem mais fora.”

Lima citou dois possíveis motivos: maior acesso a investimentos no exterior por meio de plataformas bancárias e a valorização do real. “A ideia é que o dólar mais barato apresenta oportunidade. O que antes era mais caro agora é mais acessível, estimulando a diversificação de portfólio.”

De Marchi concordou e acrescentou uma terceira explicação: mudança geracional. “Houve troca de lideranças empresariais e na gestão de patrimônio nos últimos anos. Os novos decisores estão mais informados e entendem a importância de diversificar e internacionalizar ativos.”

Apesar dos riscos de saída de capital, economistas apontam dois fatores que podem reduzir a pressão em dezembro: apostas online e repatriação de lucros.

A regulamentação das apostas online resultou em mais dinheiro permanecendo no Brasil, apoiando os fluxos no último trimestre.

Quanto à repatriação de lucros, Kotinda afirmou que a atividade econômica mais fraca pode levar empresas a enviar menos recursos para o exterior. “No final de 2024, as empresas tiveram lucros maiores e enfrentaram mais incerteza, então maximizaram transferências como precaução. Este ano, a atividade não surpreendeu tanto, e os cenários doméstico e global estão menos pressionados pelo risco.”

FONTE: Valor International
IMAGEM: Ana Paula Paiva/Valor

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Economia

Desdolarização: Brasil reduz reservas em dólar e amplia aposta em ouro e yuan

Participação do dólar nas reservas cai para 78%

O Brasil reduziu em 12% a presença do dólar em suas reservas internacionais nos últimos sete anos, em um movimento de diversificação que acompanha a tendência global de desdolarização.
Segundo o Banco Central (BC), em 2018 o dólar representava 89% das reservas; hoje, corresponde a 78%. No mesmo período, a fatia de ouro aumentou 400%, passando de 0,7% para 3,5%. Já o yuan chinês, adquirido pela primeira vez em 2019, alcançou 5,3% das reservas brasileiras, superando o euro (5,2%) e ficando atrás apenas da moeda americana.

Composição das reservas internacionais do Brasil de 2015 a 2024. Fonte: Banco Central

Tendência global de diversificação

O movimento não é exclusivo do Brasil. Globalmente, a participação do dólar nas reservas caiu de 60% em 2015 para 46% em 2025 — o menor nível desde 1995. Essa redução reflete preocupações com a dívida pública dos Estados Unidos, hoje em torno de 120% do PIB, e com o cenário geopolítico mais fragmentado.

Segundo analistas, o risco de “repressão financeira” e a perda de atratividade dos títulos do Tesouro americano estão acelerando a busca por alternativas. O ETF TLT, que replica esses papéis, acumula queda de 50% desde 2020.

Composição das reservas internacionais mantidas por bancos centrais. Fontes: FMI, BCE e World Gold Council

Militarização do dólar eleva risco geopolítico

A utilização do dólar como instrumento de política externa, por meio de sanções e congelamento de ativos, também tem incentivado países a reduzir sua exposição. O bloqueio de US$ 300 bilhões das reservas da Rússia foi interpretado por nações como a China como alerta para buscar alternativas fora da órbita americana.

Nesse contexto, a demanda por ouro disparou. De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), o metal já responde por 20% das reservas oficiais globais, superando o euro (16%). Além disso, os estoques oficiais de ouro, que já somam 36 mil toneladas, se aproximam dos níveis recordes dos anos 1960. Entre os países, a Polônia liderou a acumulação de ouro no 1º trimestre de 2025, enquanto a China segue comprando de forma contínua, consolidando-se como um dos maiores compradores mundiais.

Acumulação de ouro por bancos centrais em 2025. Fonte: World Gold Council

Em 2025, o ouro acumula valorização de 47,6%, enquanto o índice DXY — que mede a força do dólar — registra queda de 9,4%.

Gráfico do desempenho do ouro em comparação com o DXY em 2025. Fonte: TradingView

Hegemonia do dólar ainda não foi ameaçada

Apesar das mudanças, especialistas destacam que o dólar continua sendo o pilar do sistema financeiro internacional. Ele aparece em 88% das transações cambiais e responde por quase metade da capitalização global de ações.
A falta de uma alternativa robusta limita o impacto da desdolarização. Iniciativas do BRICS, como a criação de uma moeda comum ou maior uso do yuan, esbarram em questões de liquidez, credibilidade e ausência de um sistema unificado.

Criptoativos e o futuro das reservas

O Bitcoin ainda não é considerado uma reserva internacional. Para o BC brasileiro, a criptomoeda é volátil demais para desempenhar esse papel, embora investidores privados a utilizem como hedge.
Nos Estados Unidos, a política pró-cripto do governo Trump tem priorizado o uso de stablecoins, que, pela Lei GENIUS, precisam ser lastreadas em títulos do Tesouro. Isso reforça a demanda pelo dólar e fortalece sua posição no sistema global.

Analistas avaliam que o processo de desdolarização não levará à substituição da moeda americana por outro ativo dominante, mas sim a um cenário multipolar, em que ouro, moedas regionais e ativos digitais coexistem como alternativas de liquidez.

FONTE: Cointelegraph Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cointelegraph

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Economia

Dólar pode cair para R$ 4,90 nos próximos meses, avalia economista do Bradesco

O dólar deve permanecer próximo de R$ 5 e pode até recuar para R$ 4,90 nos próximos meses, segundo projeção do economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa. A análise foi apresentada durante evento da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), em São Paulo, na última sexta-feira (30).

Real fortalecido diante da fraqueza global do dólar

De acordo com Honorato, a trajetória recente do real reflete a fraqueza internacional da moeda americana. Ele estima que cerca de 70% da valorização do real desde o início do ano está ligada a esse movimento global.

“Vejo mais chances do dólar ficar próximo a R$ 5, ou até um pouco abaixo, nos próximos seis a nove meses, do que alcançar R$ 5,50”, destacou.

O economista acrescentou que, caso a moeda brasileira acompanhasse de forma mais direta o comportamento de outros países emergentes, a cotação estaria entre R$ 4,60 e R$ 4,90.

Crítica à moeda do Brics

Honorato também criticou a possibilidade de criação de uma moeda única do Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ele, a proposta seria “muito ruim” e deveria ser evitada pelo Brasil.

“Acho que o Brasil deveria fugir dessa ideia como o diabo foge da cruz”, afirmou.

Segundo o economista, a volatilidade gerada por governos como o de Donald Trump nos Estados Unidos faz com que países latino-americanos se aproximem ainda mais da China.

Inflação e política monetária

Sobre a política monetária, Honorato avaliou que a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio mais estável devem abrir espaço para o início de um ciclo de cortes na Selic.

No entanto, ele considera “praticamente impossível” que a inflação brasileira atinja a atual meta de 3%. “É muito improvável, porque temos um governo que gasta bastante e incentiva a demanda”, explicou.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Dólar hoje recua na abertura dos negócios no Brasil

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400

O dólar comercial opera em baixa ante real nesta sexta-feira, enquanto no exterior a divisão oscila em baixa em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed) siga cortando juros nos próximos meses, mesmo com a paralisação parcial do governo dos EUA ameaçando atrapalhar a atuação dos agentes, ao congelar a divulgação de dados econômicos.

Qual a cotação do dólar?

Às 9h22, o dólar à vista tinha queda de 0,19%, para R$ 5,330 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,08%, a R$ 5,3835.

No mesmo horário, no exterior o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisões fortes — caiu 0,04%, para 97,783.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,329
  • Venda: R$ 5,330

Dólar Turismo

  • Venda: R$ 5,368
  • Compra: R$ 5,548

FONTE: Reuters e InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Economia

Dólar hoje cai a R$ 5,33, acompanhando exterior após a divulgação de inflação nos EUA

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,70%, aos R$5,3650.

Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.

O PCE registrou um ganho de 0,3% no mês, colocando a taxa de inflação anual em 2,7%. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio, foi de 2,9% na base anual, após subir 0,2% no mês. Os números vieram em linha com o esperado por economistas consultados pela Reuters.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.

Às 17h03 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,338
  • Venda: R$ 5,338

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,388
  • Venda: R$ 5,568

O que aconteceu com dólar hoje?

Após fechar em alta na véspera, o dólar abriu em leve baixa e mantém a tendência negativa até o momento. Embora o Fed tenha como meta a inflação de 2%, é improvável que os dados do PCE alterem a percepção dos formuladores de políticas, que na semana passada indicaram expectativa de mais duas reduções de 0,25 ponto percentual até o final do ano.

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4.669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado pelos economistas ouvidos pela Reuters, que projetaram um déficit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7.989 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Ibovespa bate novo recorde e dólar cai com iminente corte de juros nos EUA

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros; Ibovespa sobe

Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (15), renovando máximas históricas e voltando a rondar os 144 mil pontos, embalado principalmente pela expectativa de queda nos juros dos Estados Unidos nesta semana, enquanto, no Brasil, números de atividade favoreceram apostas de corte da Selic no começo de 2026.

No fechamento, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 0,9%, a 143.546,50 pontos, novo recorde para fechamento, tendo marcado 144.193,58 pontos na máxima do dia, renovando também o topo histórico intradia.

Na mínima, ficou em 142.292,21 pontos. O volume financeiro somou R$17 bilhões.

O dólar à vista, por sua vez, fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,3220 na venda.

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros e apontou para o mercado imobiliário em uma postagem nas mídias sociais antes da reunião do banco central dos EUA nesta semana.

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve divulga na quarta-feira, às 15h de Brasília, decisão de política monetária, com as apostas no sentido de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa atual, que está em uma faixa de 4,25% a 4,50%.

O desfecho da reunião de dois dias será acompanhado das projeções econômicas da autoridade monetária e seguido pela coletiva à imprensa do chair do BC norte-americano, Jerome Powell, às 15h30.

“Isso pode ajudar a manter a autoestima no mercado brasileiro”, afirmou Felipe Paletta, estrategista da EQI Research.

No Brasil, a semana também tem decisão de juros, mas com expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa Selic em 15% ao ano. Investidores devem voltar as atenções para o comunicado da decisão, analisando a visão do BC sobre a atividade e a inflação no país em busca de sinais sobre os próximos movimentos.

Nesta segunda-feira, o IBC-Br, calculado pelo BC e visto como um sinalizador do PIB, mostrou retração de 0,5% em julho ante o mês anterior, segundo dado dessazonalizado, ante previsão de recuo de 0,2%. Em paralelo, a pesquisa Focus mostrou queda nas projeções para a inflação neste ano e para a Selic em 2026.

“A composição dos indicadores de atividade aponta para uma desaceleração consistente com o atual ciclo de política monetária”, afirmou a analista de macroeconomia Sara Paixão, da InvestSmart XP.

“Esse contexto, somado à expectativa de retomada dos cortes de juros nos Estados Unidos, à valorização do real frente ao dólar e à melhora nas projeções de inflação, reforça a perspectiva de início do ciclo de corte da Selic pelo Copom no começo de 2026”, acrescentou.

“Há um mercado bastante alinhado e comprando cada vez mais essa tese de juros em queda no Brasil”, reforçou o estrategista da EQI, destacando o efeito do IBC-Br na curva futura de juros, que reverberou na bolsa paulista.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia sua decisão também na quarta-feira, mas após o fechamento do mercado.

“Os riscos aumentaram na direção de um corte antecipado ainda em 2025, o que pode ocorrer caso se verifique uma valorização ainda mais expressiva da taxa de câmbio ou uma desaceleração mais acentuada da atividade”, afirmaram economistas do Itaú Unibanco chefiados por Mario Mesquita.

“Em contrapartida, uma revisão expressiva no hiato do produto pelo Banco Central em direção a uma atividade mais aquecida poderia atenuar os riscos de uma flexibilização antecipada, algo que nos parece menos provável dadas as informações recentes sobre o ritmo de atividade econômica.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA pode ampliar volatilidade do dólar e exigir mais proteção cambial das empresas brasileiras

O recente anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, conhecido como “tarifaço”, tende a trazer reflexos importantes para o câmbio e para a estratégia de empresas brasileiras com exposição ao dólar. Segundo o consultor econômico Guacyro Filho, da Advanced Corretora, o impacto ocorre em diferentes fases e exige atenção redobrada de exportadores, importadores e investidores.

Dois ciclos distintos para o dólar

De acordo com Guacyro Filho, no curto prazo a tendência é de desvalorização do dólar frente a outras moedas, já percebida nas últimas semanas. “A notícia das tarifas gera incerteza, eleva o risco e estimula uma migração para outros ativos que não os Treasuries americanos”, explica.

Já em um segundo ciclo, condicionado ao início da flexibilização dos juros pelo Federal Reserve (Fed) e à conclusão dos acordos tarifários, o cenário pode se inverter. “Se a arrecadação dos EUA aumentar de forma relevante, veremos reflexos positivos para o dólar e ativos americanos”, completa o consultor.

Impacto direto em exportadores e importadores

Para os exportadores, a volatilidade pode tanto abrir oportunidades quanto dificultar a formação de preços. Já os importadores devem adotar estratégias de proteção mais robustas para evitar surpresas negativas no custo de reposição.

Pressões adicionais para o Brasil

A crise diplomática recente entre Brasil e Estados Unidos acrescenta um componente político ao debate tarifário, o que amplia a incerteza. Apesar de o comércio ser superavitário para os americanos, a tensão tende a impactar o câmbio e o fluxo de capitais. O consultor lembra que o capital estrangeiro chega ao Brasil principalmente via Tesouro Nacional (atraído pela alta Selic), mercado acionário e câmbio. Porém, grande parte das operações ocorre em posições vendidas de futuros, caracterizando um perfil especulativo. “Capital especulativo é aquele investimento que chega pela manhã e vai embora antes do after market”, ressalta.

Nesse ambiente, cresce a busca por “flight to quality”, ou seja, a migração para ativos considerados mais seguros, como o dólar. Isso pressiona moedas emergentes, incluindo o real, e altera fluxos globais de commodities, com impacto direto sobre setores como aço e soja.

Estratégia americana e impactos globais

Guacyro Filho destaca que a lógica do “America First”, iniciada ainda no governo Trump, segue orientando a política comercial norte-americana. A ideia é priorizar a indústria e os trabalhadores locais por meio de medidas de proteção, desregulação e energia mais barata. “Isso pode beneficiar setores específicos dos EUA no curto prazo, mas gera incerteza global e aumenta custos e volatilidade nas cadeias de comércio, inclusive para o Brasil”, afirma.

Como empresas podem se proteger

Para atravessar esse cenário, o consultor recomenda que empresas intensifiquem o uso de estratégias de hedge. Instrumentos como NDF (Non-Deliverable Forward) e travas cambiais podem reduzir a exposição e dar previsibilidade ao caixa.

  • Trava cambial: fixa antecipadamente o custo operacional, vinculada à documentação da mercadoria.
  • NDF: oferece mais flexibilidade, sem necessidade de vinculação à mercadoria, ajustando-se no final do contrato.

“O melhor momento para estruturar essas proteções é em períodos de menor volatilidade, quando as taxas são mais atrativas”, ressalta Guacyro Filho.

A visão da Advanced

Para a Advanced, a mensagem principal neste momento é de cautela estratégica. “O contexto global pede atenção redobrada, mas também abre espaço para decisões inteligentes. Informação de qualidade e gestão ativa de riscos fazem toda a diferença na travessia de mercados voláteis”, afirma o consultor.

A corretora reforça seu compromisso em oferecer soluções personalizadas, inteligência de mercado e acompanhamento próximo, ajudando clientes a transformar incertezas em oportunidades e vantagem competitiva.

Saiba mais em: https://www.advancedcorretora.com.br/ 

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