Economia

Dólar hoje cai a R$ 5,33, acompanhando exterior após a divulgação de inflação nos EUA

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,70%, aos R$5,3650.

Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.

O PCE registrou um ganho de 0,3% no mês, colocando a taxa de inflação anual em 2,7%. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio, foi de 2,9% na base anual, após subir 0,2% no mês. Os números vieram em linha com o esperado por economistas consultados pela Reuters.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.

Às 17h03 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,338
  • Venda: R$ 5,338

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,388
  • Venda: R$ 5,568

O que aconteceu com dólar hoje?

Após fechar em alta na véspera, o dólar abriu em leve baixa e mantém a tendência negativa até o momento. Embora o Fed tenha como meta a inflação de 2%, é improvável que os dados do PCE alterem a percepção dos formuladores de políticas, que na semana passada indicaram expectativa de mais duas reduções de 0,25 ponto percentual até o final do ano.

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4.669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado pelos economistas ouvidos pela Reuters, que projetaram um déficit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7.989 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Ibovespa bate novo recorde e dólar cai com iminente corte de juros nos EUA

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros; Ibovespa sobe

Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (15), renovando máximas históricas e voltando a rondar os 144 mil pontos, embalado principalmente pela expectativa de queda nos juros dos Estados Unidos nesta semana, enquanto, no Brasil, números de atividade favoreceram apostas de corte da Selic no começo de 2026.

No fechamento, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 0,9%, a 143.546,50 pontos, novo recorde para fechamento, tendo marcado 144.193,58 pontos na máxima do dia, renovando também o topo histórico intradia.

Na mínima, ficou em 142.292,21 pontos. O volume financeiro somou R$17 bilhões.

O dólar à vista, por sua vez, fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,3220 na venda.

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros e apontou para o mercado imobiliário em uma postagem nas mídias sociais antes da reunião do banco central dos EUA nesta semana.

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve divulga na quarta-feira, às 15h de Brasília, decisão de política monetária, com as apostas no sentido de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa atual, que está em uma faixa de 4,25% a 4,50%.

O desfecho da reunião de dois dias será acompanhado das projeções econômicas da autoridade monetária e seguido pela coletiva à imprensa do chair do BC norte-americano, Jerome Powell, às 15h30.

“Isso pode ajudar a manter a autoestima no mercado brasileiro”, afirmou Felipe Paletta, estrategista da EQI Research.

No Brasil, a semana também tem decisão de juros, mas com expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa Selic em 15% ao ano. Investidores devem voltar as atenções para o comunicado da decisão, analisando a visão do BC sobre a atividade e a inflação no país em busca de sinais sobre os próximos movimentos.

Nesta segunda-feira, o IBC-Br, calculado pelo BC e visto como um sinalizador do PIB, mostrou retração de 0,5% em julho ante o mês anterior, segundo dado dessazonalizado, ante previsão de recuo de 0,2%. Em paralelo, a pesquisa Focus mostrou queda nas projeções para a inflação neste ano e para a Selic em 2026.

“A composição dos indicadores de atividade aponta para uma desaceleração consistente com o atual ciclo de política monetária”, afirmou a analista de macroeconomia Sara Paixão, da InvestSmart XP.

“Esse contexto, somado à expectativa de retomada dos cortes de juros nos Estados Unidos, à valorização do real frente ao dólar e à melhora nas projeções de inflação, reforça a perspectiva de início do ciclo de corte da Selic pelo Copom no começo de 2026”, acrescentou.

“Há um mercado bastante alinhado e comprando cada vez mais essa tese de juros em queda no Brasil”, reforçou o estrategista da EQI, destacando o efeito do IBC-Br na curva futura de juros, que reverberou na bolsa paulista.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia sua decisão também na quarta-feira, mas após o fechamento do mercado.

“Os riscos aumentaram na direção de um corte antecipado ainda em 2025, o que pode ocorrer caso se verifique uma valorização ainda mais expressiva da taxa de câmbio ou uma desaceleração mais acentuada da atividade”, afirmaram economistas do Itaú Unibanco chefiados por Mario Mesquita.

“Em contrapartida, uma revisão expressiva no hiato do produto pelo Banco Central em direção a uma atividade mais aquecida poderia atenuar os riscos de uma flexibilização antecipada, algo que nos parece menos provável dadas as informações recentes sobre o ritmo de atividade econômica.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA pode ampliar volatilidade do dólar e exigir mais proteção cambial das empresas brasileiras

O recente anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, conhecido como “tarifaço”, tende a trazer reflexos importantes para o câmbio e para a estratégia de empresas brasileiras com exposição ao dólar. Segundo o consultor econômico Guacyro Filho, da Advanced Corretora, o impacto ocorre em diferentes fases e exige atenção redobrada de exportadores, importadores e investidores.

Dois ciclos distintos para o dólar

De acordo com Guacyro Filho, no curto prazo a tendência é de desvalorização do dólar frente a outras moedas, já percebida nas últimas semanas. “A notícia das tarifas gera incerteza, eleva o risco e estimula uma migração para outros ativos que não os Treasuries americanos”, explica.

Já em um segundo ciclo, condicionado ao início da flexibilização dos juros pelo Federal Reserve (Fed) e à conclusão dos acordos tarifários, o cenário pode se inverter. “Se a arrecadação dos EUA aumentar de forma relevante, veremos reflexos positivos para o dólar e ativos americanos”, completa o consultor.

Impacto direto em exportadores e importadores

Para os exportadores, a volatilidade pode tanto abrir oportunidades quanto dificultar a formação de preços. Já os importadores devem adotar estratégias de proteção mais robustas para evitar surpresas negativas no custo de reposição.

Pressões adicionais para o Brasil

A crise diplomática recente entre Brasil e Estados Unidos acrescenta um componente político ao debate tarifário, o que amplia a incerteza. Apesar de o comércio ser superavitário para os americanos, a tensão tende a impactar o câmbio e o fluxo de capitais. O consultor lembra que o capital estrangeiro chega ao Brasil principalmente via Tesouro Nacional (atraído pela alta Selic), mercado acionário e câmbio. Porém, grande parte das operações ocorre em posições vendidas de futuros, caracterizando um perfil especulativo. “Capital especulativo é aquele investimento que chega pela manhã e vai embora antes do after market”, ressalta.

Nesse ambiente, cresce a busca por “flight to quality”, ou seja, a migração para ativos considerados mais seguros, como o dólar. Isso pressiona moedas emergentes, incluindo o real, e altera fluxos globais de commodities, com impacto direto sobre setores como aço e soja.

Estratégia americana e impactos globais

Guacyro Filho destaca que a lógica do “America First”, iniciada ainda no governo Trump, segue orientando a política comercial norte-americana. A ideia é priorizar a indústria e os trabalhadores locais por meio de medidas de proteção, desregulação e energia mais barata. “Isso pode beneficiar setores específicos dos EUA no curto prazo, mas gera incerteza global e aumenta custos e volatilidade nas cadeias de comércio, inclusive para o Brasil”, afirma.

Como empresas podem se proteger

Para atravessar esse cenário, o consultor recomenda que empresas intensifiquem o uso de estratégias de hedge. Instrumentos como NDF (Non-Deliverable Forward) e travas cambiais podem reduzir a exposição e dar previsibilidade ao caixa.

  • Trava cambial: fixa antecipadamente o custo operacional, vinculada à documentação da mercadoria.
  • NDF: oferece mais flexibilidade, sem necessidade de vinculação à mercadoria, ajustando-se no final do contrato.

“O melhor momento para estruturar essas proteções é em períodos de menor volatilidade, quando as taxas são mais atrativas”, ressalta Guacyro Filho.

A visão da Advanced

Para a Advanced, a mensagem principal neste momento é de cautela estratégica. “O contexto global pede atenção redobrada, mas também abre espaço para decisões inteligentes. Informação de qualidade e gestão ativa de riscos fazem toda a diferença na travessia de mercados voláteis”, afirma o consultor.

A corretora reforça seu compromisso em oferecer soluções personalizadas, inteligência de mercado e acompanhamento próximo, ajudando clientes a transformar incertezas em oportunidades e vantagem competitiva.

Saiba mais em: https://www.advancedcorretora.com.br/ 

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Economia, Finanças, Tributação

Dólar cai e Bolsa bate recorde com Tarcísio de Freitas e PIB dos EUA

Na véspera, dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 1,04%, aos 139 mil pontos

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (28/8), em um dia no qual os investidores monitoram dados sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano e repercutem os resultados financeiros da Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis.
No cenário doméstico, as atenções se voltam a dados como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto, à pesquisa de confiança do setor de serviços e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de um evento sobre os 5 anos do Open Finance, em Brasília.

Dólar

  • Às 14h49, o dólar caía 0,24%, a R$ 5,404.
  • Mais cedo, às 13h01, a moeda norte-americana recuava 0,11% e era negociada a R$ 5,411.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,432. A mínima é de R$ 5,397.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,29% em agosto e de 12,35% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 14h53, o Ibovespa disparava 1,74%, aos 141,6 mil pontos.
  • Na pontuação máxima do pregão até aqui, o indicador bateu 142.138,27 pontos, novo recorde intradiário.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,04%, aos 139,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 4,61% no mês e de 15,73% no ano.

Tarcísio à frente de Lula

O Ibovespa sobe impulsionado pela divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno em eventual disputa pelo Palácio do Planalto.

De acordo com um levantamento divulgado pela AtlasIntel, Tarcísio – apontado como o nome preferido por grande parte do mercado financeiro para as eleições de 2026 – teria 48,4% das intenções de voto em uma suposta disputa contra Lula, que ficaria com 46,6%.

A pesquisa também mostrou que a aprovação de Lula voltou a cair após um período de recuperação, indo de 50,2% para 47,9%. A desaprovação é de 51%, ante 49,7% do levantamento anterior.

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o Ibovespa subia 1%, aos 140,6 mil pontos. Pouco antes das 11 horas, o Ibovespa avançava 1,53%, aos 141,3 mil pontos.

Até então, a máxima histórica intradiária (durante o pregão) havia sido alcançada no dia 4 de julho deste ano, com 141.264 pontos.

Nova leitura do PIB dos EUA

O principal destaque desta quinta-feira foi a divulgação da segunda leitura sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao segundo trimestre de 2025.

No período entre abril e junho deste ano, a maior economia do mundo registrou alta de 3,3%, segundo dados do Departamento do Comércio do governo norte-americano.

Divulgada no mês passado, a primeira leitura dos dados havia apontado um crescimento um pouco menor, de 3%.

O resultado veio em linha com as estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 3,2% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB dos EUA recuou 0,5%.

Balanço da Nvidia, gigante dos chips

A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, viu suas ações caírem na noite dessa quarta-feira (27/8), nas negociações após o fechamento do mercado nos EUA (o chamado “after market”).

Na divulgação do balanço financeiro referente ao segundo trimestre deste ano, a companhia informou que não fechou nenhuma venda do seu chip de inteligência artificial H20 para clientes da China no período, acusando o golpe em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em abril, Trump havia proibido a comercialização desse tipo de produto para os chineses. O republicano, contudo, recuou neste mês, mas parcialmente. Ele liberou a venda mediante o repasse de 15% da receita obtida pela empresa com o comércio desses semicondutores com clientes na China.

No balanço, no entanto, a Nvidia reportou lucro líquido de US$ 26,4 bilhões no segundo trimestre, montante que representou um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano passado. O ganho por ação diluído ajustado foi de US$ 1,05, superando o consenso do mercado, que previa US$ 1,01.

Apesar do resultado, as ações da empresa caíram. Elas chegaram a baixar 5% “no after market”. A queda nos papéis da Nvidia fez com que a companhia perdesse cerca de US$ 110 bilhões em valor de mercado.

Antes da abertura das bolsas de valores nos EUA, nesta quinta-feira (28/8), as ações da empresa recuavam cerca de 1,8%, por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília).

Diante dos números divulgados pela empresa, o mercado também ficou com um pé atrás para os dados do segmento de data centers, que inclui chips e sistemas voltados para computação de inteligência artificial. Esse setor registrou receita de US$ 41,1 bilhões, alta de 56% sobre o ano anterior, mas ficou abaixo dos US$ 41,3 bilhões aguardados por analistas.

Além disso, a empresa projetou que as vendas no terceiro trimestre fiscal (até outubro) devem ficar em cerca de US$ 54 bilhões. Parte do mercado, previa US$ 60 bilhões. Essa divergência provoca especulações sobre uma eventual diminuição no ritmo de investimentos de empresas na área de inteligência artificial, que tem sido massivo até aqui.

Fonte: Metrópoles

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Economia

Queda do dólar alivia inflação de alimentos, mas volta dos importados ainda é tímida

Embora a cotação do dólar tenha tido desvalorização recente, importadores ainda se mantém cuidadosos; economistas avaliam cenário e as variáveis que afetam os preços dos alimentos

A recente apreciação do real frente ao dólar fez com que o preço dos alimentos caísse, impulsionado pelo efeito da moeda norte-americana na cadeia produtiva, pelo tarifaço dos EUA – na troca de mercados internacionais pelo doméstico — e pela sazonalidade das safras.

A queda do dólar, no entanto, ainda não impactou a importação de produtos alimentícios e bebidas, segundo Adilson Carvalhal Junior, presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Alimentos e Bebidas (BFBA).

Isso porque os valores atuais da moeda norte-americana, apesar de terem registrado queda recente, ainda não atingiram o patamar do início do ano passado. Ou seja, o brasileiro até pode estar sentindo alívio momentâneo no bolso e se animar em levar para casa um pacote de pistache ou um vinho importado, mas isso devido à percepção recente da variação de preços.

A inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) vem recuando desde fevereiro deste ano, quando registrou 1,31%, chegando a 0,26% em julho, percentual abaixo do esperado. Na análise por setor, a inflação de alimentos e bebidas chegou à -0,27% em julho, após atingir +1,17% em março.

PeríodoIPCAAlimentos e bebidas
Julho0,26-0,27
Junho0,24-0,18
Maio0,260,26
Abril0,430,82
Março0,561,17
Fevereiro1,310,7
Janeiro0,160,96

Já a cotação média do dólar em janeiro de 2024 foi de R$ 4,91, ultrapassou a barreira de R$ 5 em abril, chegou a R$ 6 em dezembro e, desde fevereiro deste ano, vem se movimento em uma trajetória descendente, chegando à média de R$ 5,45 até 19 de agosto, segundo dados do Banco Central.

PeríodoCotação média (R$)
jan./244,91
fev./244,96
mar./244,98
abr./245,12
mai./245,13
jun./245,38
jul./245,54
ago./245,55
set./245,54
out./245,62
nov./245,8
dez./246,09
jan./256,02
fev./255,76
mar./255,74
abr./255,78
maio/255,66
jun./255,54
jul./255,52
ago/25*5,45

Impacto do dólar na cadeia de alimentos

A cotação do dólar impacta na cadeia de alimentos porque o Brasil tem uma forte dependência de produtos importados, explica Ricardo Pastore, coordenador do núcleo de estudos de varejo da ESPM.

“O dólar influencia na inflação e o Brasil tem dependência de produtos importados porque muitos componentes na linha de produção vêm de fora e impactam no preço final”, afirma Pastore.

Além disso, muitos produtos brasileiros são dolarizados, commodities como a carne bovina e o café, por exemplo. “É um produto do dia a dia da família brasileira mas, se o preço sobe em dólar, o produtor tende a preferir exportar, tirando o produto do mercado interno”, diz.

No caso da cadeia de alimentos in natura, o dólar impacta na importação de fertilizantes para produzir toda cadeia de grãos, como soja e milho. Há também o peso do dólar sobre os combustíveis, já que importamos gasolina – o que interfere no preço do frete.

Segundo André Braz, coordenador de Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a desvalorização do dólar e a queda na inflação de alimentos são reflexo das tarifas de Donald Trump, dos efeitos climáticos e da sazonalidade da safra. Como este conjunto de variáveis se entrelaça, é difícil filtrar o que vem somente do câmbio, segundo Braz.

E os preços, vão cair mais?

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirma que a fraqueza do dólar, refletida no índice DXY, traduz o reposicionamento de investidores diante de sinais de desaceleração da economia americana. “Indicadores mais fracos de inflação e emprego aumentaram as apostas de que o Federal Reserve poderá iniciar cortes de juros em setembro, reduzindo a atratividade dos Treasuries de curto prazo e pressionando a moeda americana”, afirma.

No Brasil, a Selic em 15% sustenta o “apetite” pelo real, na explicação de Shahini. “Além disso, o arrefecimento das tensões tarifárias contribui para um clima de menor incerteza, favorecendo os fluxos para ativos de risco”, analisa.

Mas, segundo Shahini, o anúncio do pacote de apoio aos exportadores brasileiros no contexto do tarifaço dos EUA gerou dúvidas em relação ao impacto fiscal, recolocando a pauta orçamentária no centro das atenções. “Esse fator limitou a valorização mais expressiva do real nos últimos dias e permanece como potencial fonte de pressão sobre a taxa de câmbio daqui para frente”, avalia.

Ele também traz para a análise a decisão do STF envolvendo a Lei Magnitsky, que reacendeu dúvidas sobre a aplicação de normas estrangeiras no Brasil. “Isso levantou questionamentos sobre segurança jurídica e autonomia das instituições financeiras, aumentando a percepção de risco local e reforçando o movimento defensivo no câmbio, com maior busca por proteção no dólar”, afirma.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Informação, Tributação

Dólar alcança R$ 5,50 e bolsa cai 2,1% após decisão de Dino

Dúvidas sobre Lei Magnitsky pesaram contra ações de bancos na bolsa

Em um dia marcado por tensões em torno da aplicação da Lei Magnitsky, usada pelos Estados Unidos para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o dólar aproximou-se de R$ 5,50. A bolsa teve a segunda maior queda do ano, puxada por ações de bancos.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (19) vendido a R$ 5,499, com alta de R$ 0,065 (+1,19%). A cotação chegou a operar em estabilidade nos primeiros minutos de negociação, mas disparou para R$ 5,47 ainda durante a manhã. Na máxima do dia, por volta das 16h30, chegou a ultrapassar R$ 5,50.

No maior nível desde 5 de agosto, a moeda estadunidense acumula queda de 1,82% em agosto. Em 2025, a divisa recua 11,02%.

O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 134.432 pontos, com queda de 2,1%. O indicador está no menor patamar também desde 5 de agosto.

As ações de bancos puxaram as perdas nesta terça, devido a dúvidas sobre possíveis sanções a instituições financeiras brasileiras que não aplicarem as restrições contra Moraes. As maiores perdas foram registradas em bancos com filiais nos Estados Unidos.

Ao analisar decisão da Justiça do Reino Unido sobre indenização a vítimas do desastre de Mariana e Brumadinho (MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino esclareceu que leis estrangeiras não valem automaticamente no Brasil, precisando ser confirmadas pela Justiça brasileira.

Embora não cite a Lei Magnitsky, a decisão de Dino poderia proteger cidadãos brasileiros da legislação estadunidense, usada pelo governo de Donald Trump para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, restringindo seu acesso a serviços financeiros. A sanção faz parte das ações adotadas pelos Estados Unidos contra importações e autoridades brasileiras para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista, que está em fase final.

Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país. Essa última medida já havia sido aplicada a Moraes e outros ministros do STF.

Além disso, um efeito indireto, mesmo para quem não possui bens no país, seria a possibilidade de interrupção de serviços como os relacionados à operadoras de cartão de crédito e serviços digitais, de empresas que operem sob leis americanas ou mantenham relações bancárias nos EUA, uma vez que seriam, em tese, obrigadas a respeitar a sanção.

Em despacho no início da tarde, Dino reafirmou não haver eficácia automática de leis estrangeiras em território nacional, mas esclareceu que decisões de tribunais internacionais vigoram no Brasil.

Fonte: Agencia Brasil

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Informação

Pix do BRICS? Conheça o BRICS Pay, sistema que promete reduzir dependência do dólar

Brasil lidera o BRICS Pay, sistema global inspirado no Pix que promete reduzir a dependência do dólar e transformar o comércio internacional. Entenda como funciona

O bloco econômico BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, está perto de lançar o BRICS Pay, uma plataforma de pagamentos digitais internacionais inspirada no Pix brasileiro.

O BRICS Pay foi desenvolvido com tecnologia blockchain e capacidade para processar até 20 mil transações por segundo. A plataforma promete operações rápidas, seguras e de baixo custo, conectando bancos centrais e instituições financeiras dos países participantes.

A proposta é permitir que as transações comerciais ocorram diretamente em moedas locais, como real, yuan e rúpia, eliminando a necessidade de conversão para o dólar.

Pix como modelo e Brasil no centro da inovação

O sucesso do Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020 e responsável por movimentar R$ 7 trilhões somente no primeiro trimestre de 2025, serviu como referência para a criação do BRICS Pay. A experiência brasileira com pagamentos instantâneos foi decisiva para a concepção de um modelo adaptado ao comércio exterior.

Objetivos estratégicos do BRICS Pay

  • Reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais
  • Facilitar o comércio em moedas locais
  • Fortalecer a autonomia financeira frente a sanções
  • Aumentar a competitividade das exportações

Resposta a pressões internacionais

A criação do BRICS Pay acontece em um momento de tensões com países ocidentais. Nos Estados Unidos, autoridades veem o sistema como uma ameaça à supremacia do dólar, que participa de 84% das transações globais.

O ex-presidente Donald Trump chegou a ameaçar impor tarifas de até 100% a países que deixarem de usar a moeda americana.

Economistas como Sergey Glazyev, conselheiro russo para integração econômica, afirmam que a plataforma representa um marco para o Sul Global e um passo importante para reduzir riscos de bloqueios financeiros.

O Pix dos BRICS: Integração com sistemas já existentes

O BRICS Pay pretende unificar redes de pagamento instantâneo de cada país, como o Pix no Brasil, o SBP na Rússia, o UPI na Índia, o IBPS na China e o PayShap na África do Sul. A interoperabilidade entre esses sistemas permitirá transações em tempo real e ampliará o alcance do comércio intrabloco.

Potencial e desafios

Projeções indicam que, até 2030, o BRICS Pay poderá movimentar centenas de bilhões de dólares por ano, rivalizando com o sistema SWIFT. Apesar disso, a iniciativa enfrenta obstáculos como integração tecnológica, harmonização tributária e pressões políticas externas.

O Brasil, que assumirá a presidência rotativa do BRICS em 2026, terá papel fundamental para viabilizar a plataforma e consolidar sua posição como referência global em soluções de pagamento digital.

Fonte: Melhor Investimento

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Economia

Tendência é de dólar mais fraco e moedas emergentes em alta, diz Goldman Sachs

Relatório do banco avalia que cortes graduais do Fed e juros elevados em países como Brasil e África do Sul favorecem estratégias de carry trade em emergentes

O dólar tende a perder valor nos próximos meses porque a economia dos Estados Unidos não sustenta mais a alta precificação da moeda, afirma o Goldman Sachs em relatório enviado ao mercado na sexta-feira (15).

No documento, os analistas dizem que a fraqueza recente do mercado de trabalho reforça essa leitura, o que pode abrir espaço para uma queda gradual da moeda em relação a outros ativos globais. A expectativa é de que o simpósio anual de Jackson Hole, promovido pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) e que ocorrerá neste ano entre 21 e 23 de agosto, traga discursos semelhantes aos do ano passado, quando Jerome Powell e outros membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) evitaram sinalizar um caminho fechado para os juros antes da divulgação dos próximos dados de emprego e inflação.

Para o banco, quem espera um sinal mais direto de política monetária no encontro pode se frustrar. O Goldman Sachs observa que os discursos recentes das autoridades do Fed e os números divulgados até agora mantêm espaço para cortes adicionais na taxa de juros de curto prazo.

Os estrategistas citam ainda que o dólar pode continuar a ter um desempenho inferior em relação a outros ativos cíclicos, já que parte do Fomc defende uma postura de cortes mais graduais por conta da contração da oferta de trabalho. Esse movimento, segundo os analistas, sugere um ritmo mais baixo de criação de empregos e crescimento potencial reduzido, o que pesa sobre a moeda.

Os especialistas do Goldman Sachs escrevem que os dados de inflação da semana passada ajudam a entender que os preços ao consumidor não devem limitar as decisões do Fed. Já os números do índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) sinalizam um ambiente de negócios volátil e incerto.

Outro fator que pesou no mercado de câmbio foi a especulação de que o relatório mensal de emprego poderia ser suspenso. Apesar do esclarecimento posterior da Casa Branca, a questão da governança institucional nos Estados Unidos voltou ao radar dos investidores de moedas e pode levar a uma depreciação adicional do dólar conforme gestores globais reconsideram sua posição em ativos considerados porto seguro.

Na leitura do banco, parte da queda do dólar na semana também esteve ligada à baixa liquidez e a fatores externos, como as apostas em uma possível alta de juros pelo Banco do Japão (BoJ). A instituição avalia que a ajuda de eventos externos tende a ser cada vez mais necessária para que a trajetória de depreciação da moeda americana se mantenha, já que os preços atuais estão menos favoráveis para movimentos mais rápidos.

Moedas de mercados emergentes

Em relação às moedas de mercados emergentes, o Goldman Sachs nota que agosto tem sido positivo. A valorização tem sido mais forte entre as moedas de maior retorno em juros, como o real e o rand sul-africano, que ainda são considerados subavaliados e sensíveis ao comportamento do yuan chinês.

Já as moedas asiáticas, de maneira geral, ficaram para trás, e o peso mexicano mostrou desempenho inferior ao de outras moedas de alto retorno. De acordo com o relatório, isso se explica pela maior dependência da economia mexicana da demanda dos Estados Unidos, além do fato de a moeda estar mais próxima de seu valor justo.

O banco explica que, mesmo com cortes de juros ao longo do ano no México, o peso seguiu relativamente estável, o que se deve a fatores externos mais relevantes para sua cotação. A leitura é de que o Banco do México deve reduzir o ritmo de cortes e que a moeda seguirá reagindo de forma mais sensível às variações dos rendimentos dos títulos norte-americanos. O Goldman Sachs diz que, se o mercado precificar novos cortes do Fed, a moeda mexicana pode se beneficiar em parte, mas ainda vê melhores oportunidades em outras divisas emergentes.

No caso do real e do rand, os analistas afirmam que há espaço para ganhos adicionais, já que as duas moedas continuam com retorno elevado e mantêm forte correlação com o yuan. A expectativa é que estratégias de carry trade (operações em que investidores buscam lucrar com a diferença de juros entre países) sigam atraentes enquanto o crescimento dos Estados Unidos ficar abaixo da tendência, sem sinais de uma recessão global mais acentuada.

Fonte: InfoMoney


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Economia

Dólar cai de 70% para 58% nas reservas mundiais enquanto novo ‘dólar’ da China avança e altera comércio brasileiro

É o fim do dólar? Entenda como o novo “dólar” da China pode impactar o Brasil e seus investimentos. Especialistas analisam a ascensão do yuan no comércio global e os riscos e oportunidades para a economia brasileira

O avanço do novo “dólar” da China — o yuan — no comércio internacional está acendendo um alerta entre economistas e investidores. Empresas brasileiras, como a Chilli Beans, já anunciaram que vão abandonar o dólar em operações de importação e adotar a moeda chinesa diretamente. O movimento reflete uma tendência global de diversificação cambial, acelerada após sanções dos Estados Unidos contra a Rússia.

Atualmente, o dólar representa 54% do comércio mundial e domina o mercado financeiro, mas perde espaço em reservas internacionais e pagamentos globais. Já o yuan, embora responda por apenas 2% das reservas globais e 7% das transações cambiais, cresce de forma constante e estratégica. Para especialistas, esse cenário coloca o Brasil em uma posição única — e potencialmente vantajosa — nas disputas comerciais entre EUA e China.

A ascensão do yuan e o reposicionamento global

De acordo com dados recentes, o dólar caiu de 70% para 58% na participação das reservas cambiais mundiais desde o início dos anos 2000. Nesse mesmo período, o yuan passou a integrar oficialmente as reservas internacionais, ganhando força no comércio asiático e em operações bilaterais.

O professor de economia internacional ouvido pela reportagem lembra que a história das moedas hegemônicas é cíclica: a libra esterlina perdeu espaço para o dólar no século XX, e agora o avanço da China como maior potência industrial pode abrir caminho para o yuan. No entanto, a falta de transparência do sistema chinês e o controle estatal ainda geram desconfiança entre investidores globais.

Oportunidades e riscos para o Brasil

O Brasil é hoje o maior fornecedor de matérias-primas para a China e um parceiro comercial relevante para os Estados Unidos. Isso o coloca no centro de uma disputa que pode render ganhos estratégicos se o país souber negociar. Especialistas defendem que o Brasil deveria adotar uma postura de neutralidade e exigir contrapartidas — como transferência de tecnologia e instalação de indústrias locais — em troca do fornecimento de insumos.

Com os preços das commodities em alta e o real ganhando força, o país já sente impactos positivos: o índice EWZ, que mede a bolsa brasileira em dólar, cresceu 25,01% em 2025, superando os 9,64% do S&P 500 no mesmo período. Mesmo sem reformas fiscais significativas, o cenário externo tem favorecido a economia brasileira.

O investidor brasileiro nesse novo cenário

Para quem investe, a recomendação de analistas é diversificar a carteira internacional e se preparar para possíveis mudanças no sistema monetário global. A queda do dólar no Brasil abre oportunidades para compra de ativos externos a preços mais atraentes, mas a instabilidade geopolítica exige cautela.

A disputa cambial não será resolvida a curto prazo, e o Brasil precisa decidir se quer apenas reagir aos movimentos das potências ou atuar de forma ativa para se beneficiar desse realinhamento econômico.

novo “dólar” da China ainda está longe de substituir o dólar como principal moeda global, mas sua expansão já influencia estratégias comerciais e investimentos. O Brasil, se bem posicionado, pode ser um dos grandes beneficiados — desde que alinhe política externa, setor industrial e interesses de longo prazo.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Economia

Ibovespa cai e dólar sobe com reação do mercado ao tarifaço

Na Europa, os principais índices fecharam em queda. Já na Ásia, as bolsas oscilaram.

O mercado financeiro avalia, nesta quinta-feira (31), os efeitos do tarifaço aplicado pelo governo Donald Trump ao Brasil. O dólar oscila durante todo o dia. No começo da tarde, operava em leve alta de 0,03%, cotado aos R$ 5,59. Já o Ibovespa caia 0,57%, aos 133.229 pontos.

Na Europa, os principais índices fecharam em queda:

  • Stoxx 600: queda de 0,71%, aos 546,34 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): queda de 0,08%, aos 9.130,04 pontos;
  • DAX (Frankfurt): queda de 0,81%, aos 24.065,47 pontos;
  • CAC 40 (Paris): queda de 1,14%, aos 7.771,97 pontos;

Na Ásia, os principais índices oscilaram:

  • Nikkei 225 (Tóquio): alta de 1,1%, para 41.069,82 pontos;
  • Kospi (Seul): queda de 0,3%, para 3.245,44 pontos;
  • Hang Seng (Hong Kong): queda de 1,5%, para 24.803,18 pontos;
  • Xangai Composto (Xangai): queda de 1,2%, para 3.573,21 pontos;
  • S&P ASX 200 (Austrália): queda de 0,2%, para 8.742,80 pontos;
  • Taiex (Taiwan): alta de 0,3%, para 23.542,52 pontos;
  • BSE Sensex (Índia): alta de 0,2%, para 81.642,81 pontos.

Impacto para os setores

Quase 60% dos produtos brasileiros ainda serão taxados em 50% quando entrarem nos Estados Unidos, se não houver acordo. A medida assinada pelo presidente Donald Trump afeta produtos como o café, frutas, pescado e carne bovina.

O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, o Cecafé, Marcos Matos, disse, em entrevista ao CBN São Paulo, que as negociações continuam em andamento.

Ele ressaltou que, apesar das tarifas, uma queda do preço do café no mercado interno não deve acontecer no momento. Marcos Matos explica que isso depende de outros fatores:

“O mercado já começou a trabalhar. As tarifas são só mais um item dessa equação, mais uma variável – ela é incerta porque, a todo momento, também as condições mudam, os acordos comerciais com cada país mudam. Continuamos a trabalhar para que a gente consiga colocar o produto na lista de exceções, mas sempre buscando o diálogo entre os dois países que é primordial também”, afirmou.

O setor de pescados também ficou de fora da lista de exceções. Em entrevista ao Jornal da CBN, o diretor-executivo da ABIPESCA, Jairo Gund, explicou que as exportações serão inviáveis para o mercado americano.

“Estamos vivendo talvez o momento mais sensível da história recente do nosso setor. E, agora, a gente fica numa situação onde temos a perda total de de competitividade, comparado com os nossos principais concorrentes externos. Fica completamente inviável. Já estava tendo retenções de embarque pelo receio da confirmação da entrada em vigor -que se confirmou na data de ontem. Agora, nós teremos um impacto severo na redução da produção primária”, explica.

Os mercados caribenho e asiático, que são os concorrentes, também foram tarifados, mas em taxas menores do que a do Brasil.

Uma situação similar atinge o setor de carnes. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, a carga tributária total ultrapassaria os 76%, dificultando o processo. A Abiec afirmou em nota que ainda busca uma negociação com os importadores norte-americanos e com o governo brasileiro.

A tarifa também afetará a competitividade dos derivados de cacau brasileiro e pode gerar riscos fiscais e operacionais para o setor. Segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau, os Estados Unidos responderam por 18% do valor total exportado pelo Brasil.

A Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados ainda acompanha o desdobramentos de negociações entre os dois países.

Em relação ao setor do Alumínio, a Associação Brasileira do Alumínio estima um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para o setor. De acordo com a Abal, as tarifas também ameaçam a cadeia de reciclagem.

Fonte: CBN

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