Economia

Dólar à vista mantém estabilidade frente ao real em dia de oscilações no exterior

O dólar à vista encerrou a quinta-feira praticamente estável, acompanhando o comportamento misto da moeda norte-americana no mercado internacional. A divisa recuou 0,06%, fechando a R$ 5,3103 na venda, após ter mostrado queda mais intensa no início do dia.

Cenário externo influencia câmbio
No mercado futuro, o contrato de dólar para janeiro de 2026 — o mais negociado na B3 — registrou leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,3415. O movimento tímido ocorre em meio à divulgação de novos dados da atividade econômica e do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve.

A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta que o mercado atribui 87% de probabilidade de que o Fed reduza a taxa básica em 25 pontos-base na próxima semana. Às 17h31, o índice do dólar (DXY) avançava 0,12%, para 99,018.

Desempenho das moedas emergentes
Com o cenário internacional favorável, moedas de países emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano, ganharam força. O real acompanhou o movimento e operou boa parte da manhã abaixo de R$ 5,30, chegando à mínima de R$ 5,2882 às 11h19. No entanto, ajustes técnicos no período da tarde levaram a uma reversão parcial, e a moeda atingiu a máxima de R$ 5,3172 às 15h27.

Para o gestor Eduardo Aun, da AZ Quest, a performance do real segue alinhada à de outras moedas emergentes. Ele avalia que a tendência de valorização do real deve se manter até o fim do ano, destacando que os próximos dados do payroll podem definir a direção da política monetária americana e influenciar o câmbio na segunda quinzena.

PIB brasileiro mostra desaceleração
No cenário doméstico, o PIB do Brasil avançou 0,1% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, abaixo da projeção de alta de 0,2% apontada por pesquisa da Reuters. Na comparação anual, houve expansão de 1,8%, conforme dados do IBGE.

Os números confirmam a desaceleração econômica ao longo de 2024. O PIB havia crescido 1,5% no primeiro trimestre e 0,3% no segundo, após revisões do instituto.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Economia

Inflação de 2025 deve ficar em 4,45% e abaixo do teto da meta, aponta Focus

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2025 voltou a cair e, pela segunda semana seguida, permanece abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (24), o IPCA deve encerrar o próximo ano em 4,45%, ligeiramente abaixo do limite de 4,5%.

O resultado reflete o impacto da inflação de outubro, que registrou alta de apenas 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998, conforme dados do IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, marcando a primeira vez, em oito meses, que o indicador fica abaixo dos 5%.

Crescimento do PIB permanece estável

As expectativas para o PIB seguem inalteradas: o mercado estima avanço de 2,16% em 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. Para a inflação no médio prazo, o Focus projeta IPCA de 4,18% em 2026 e 3,80% em 2027.

Taxa Selic deve seguir elevada

Para conter a inflação, o Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião consecutiva do Copom. A autoridade monetária afirma que o cenário internacional segue incerto, especialmente por causa da economia dos Estados Unidos, o que pressiona as condições financeiras no Brasil.

Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC destaca que a inflação ainda opera acima do centro da meta de 3%, o que reforça a manutenção dos juros em patamar elevado. O mercado projeta Selic de 15% ao fim de 2025; para 2026, a expectativa caiu de 12,25% para 12%; e para 2027 permanece em 10,50%.

O aumento dos juros encarece o crédito, desestimula o consumo e ajuda a conter a alta de preços. Em movimento contrário, cortes na Selic costumam estimular produção, consumo e aquecer a economia.

Projeções para o dólar seguem sem mudanças

O mercado mantém estáveis as previsões para o câmbio: o dólar deve fechar 2025 a R$ 5,40, repetindo as estimativas anteriores. Para 2026 e 2027, a expectativa permanece em R$ 5,50.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Economia

Dólar fecha em leve baixa com mercado à espera de dados dos EUA

Sessão marcada por cautela e menor volume

O dólar encerrou a terça-feira em leve queda no mercado brasileiro, em meio a uma sessão esvaziada de indicadores econômicos e marcada pela expectativa por dados relevantes nos Estados Unidos ao longo da semana. A divisa norte-americana refletiu sinais mistos no exterior e a postura mais cautelosa dos investidores.

O dólar à vista recuou 0,26%, fechando a R$ 5,3186 na venda. No acumulado do ano, a moeda registra baixa de 13,92%. O dólar futuro para dezembro, o contrato mais negociado na B3, também caiu, perdendo 0,19%, para R$ 5,3300.

Caso Banco Master entra no radar, mas não afeta câmbio

Durante o dia, o mercado acompanhou as notícias sobre a prisão de Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master, acusado de uma possível fraude de R$ 12 bilhões. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição e suspendeu suas operações. Apesar da gravidade, o episódio não gerou impacto direto na cotação da moeda.

Oscilações limitadas e falta de direção externa

A terça-feira foi marcada por volatilidade restrita. O dólar oscilou entre a máxima de R$ 5,3471 (+0,27%) às 9h26 e a mínima de R$ 5,3155 (-0,32%) às 16h19, mantendo margens estreitas de negociação.

No cenário internacional, o desempenho da moeda americana continuou heterogêneo: subia frente ao peso chileno, mas caía em relação ao peso colombiano e ao peso mexicano. O índice DXY, que mede a força do dólar contra seis moedas fortes, mostrava estabilidade em 99,551 no fim da tarde.

Expectativas por dados e eventos dos EUA

O foco dos investidores permanece voltado para uma série de divulgações nos EUA:

Balanço da Nvidia

O mercado aguarda, nesta quarta-feira, o relatório da Nvidia, que pode influenciar a percepção sobre o valor das ações de tecnologia em meio ao avanço da inteligência artificial.

Ata do Federal Reserve

Também nesta quarta, será divulgada a ata do Fed, documento crucial para entender os próximos passos da política monetária norte-americana.

Payroll na quinta-feira

Na quinta, sai o novo payroll, primeiro após o fim da paralisação parcial do governo dos EUA. O dado pode oferecer pistas sobre a possibilidade de corte de juros em dezembro.

No fim da tarde, o mercado atribuía 51,1% de probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,75% a 4,00%, contra 48,9% de chance de redução de 0,25 ponto percentual, segundo o CME FedWatch.


Cenário favorece entrada de capital no Brasil

A combinação entre possíveis cortes de juros nos EUA e a manutenção da Selic em 15% continua sendo vista como atrativa para investidores estrangeiros, contribuindo para manter o dólar mais baixo frente ao real.

Pela manhã, o Banco Central realizou a venda de 45 mil contratos de swap cambial, referentes à rolagem do vencimento de 1º de dezembro.


Com informações de agências de mercado.
Texto: Redação

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Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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Economia

Dólar recua com mercados globais mais tranquilos e expectativa pelo Copom

O dólar terminou a quarta-feira (5) em queda no Brasil, refletindo o movimento de desvalorização da moeda norte-americana frente a divisas de países exportadores de commodities. O recuo acompanha o alívio nos mercados internacionais, após a diminuição dos temores de uma correção acentuada nas bolsas dos Estados Unidos.

Oscilação e busca por ativos de risco

Nas primeiras horas do dia, a moeda americana permaneceu próxima da estabilidade, mas perdeu força durante a manhã, acompanhando a valorização de moedas como o peso mexicano e o peso chileno. A demanda por dólar diminuiu diante de um cenário global de maior interesse por ativos de risco, refletindo confiança dos investidores.

Durante a sessão, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 5,3579 (-0,76%) por volta das 13h15.

Ibovespa atinge novo recorde e juros em foco

O clima favorável nos mercados também impulsionou os ativos brasileiros. As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram, enquanto o Ibovespa bateu recorde, ultrapassando 153 mil pontos.

No câmbio, os investidores se mantiveram atentos ao comunicado do Copom, divulgado após as 18h30. O mercado já precificava quase 100% de chance de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas especulava sobre possíveis sinais de corte nos próximos meses, em dezembro ou janeiro. Analistas destacam que a combinação de juros altos no Brasil e o início do ciclo de redução de taxas nos Estados Unidos tem beneficiado a valorização do real.

Dólar frente às principais moedas globais

Mesmo com a queda em relação às moedas de mercados emergentes, o dólar permaneceu estável diante das principais divisas globais. Às 17h27, o índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda americana frente a seis moedas fortes, marcava 100,17 pontos, mantendo estabilidade.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Brindicci/Reuters

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Exportação

A recuperação da Argentina impulsiona exportações e turismo do Brasil

A recuperação econômica da Argentina trouxe um impulso à economia brasileira neste ano, com um aumento expressivo nas exportações de bens e um salto no turismo argentino. No primeiro semestre de 2025, as exportações brasileiras para a Argentina atingiram o equivalente a 0,8% do PIB do Brasil, ante 0,5% no mesmo período de 2024.

Dados do governo brasileiro mostram que esse crescimento continuou no terceiro trimestre. De julho a setembro, as exportações para a Argentina subiram 34,6%, em comparação com um aumento de 4,7% nas exportações totais do Brasil.

Francisco Pessoa Faria, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), calculou que o turismo argentino no Brasil acrescentou o equivalente a 0,2% do PIB brasileiro no primeiro semestre do ano, ante 0,08% no mesmo período do ano passado.

No total, as exportações de serviços para a Argentina cresceram de 0,12% do PIB no início de 2024 para 0,25% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da agência de estatísticas oficial da Argentina, o INDEC.

Gastos com viagens quase dobram

De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 2,69 bilhões em serviços para a Argentina — o dobro dos US$ 1,33 bilhão do mesmo período de 2024. O principal motor foi o gasto de turistas argentinos no Brasil, que totalizou US$ 2,14 bilhões, ante US$ 918 milhões um ano antes.

Em contrapartida, as importações brasileiras de serviços caíram 11,9% em 2025, para US$ 869,7 milhões. Isso resultou em um superávit de US$ 1,82 bilhão na balança de serviços do Brasil, muito superior aos US$ 337,3 milhões registrados no primeiro semestre de 2024.

Economistas afirmam que essa retomada tem sido positiva para o Brasil, embora haja incerteza sobre sua duração. Apesar de um swap cambial de US$ 20 bilhões para apoiar a Argentina e dos bons resultados nas eleições de meio de mandato de 26 de outubro, o presidente Javier Milei deve implementar medidas que podem pesar sobre a economia argentina.

O impulso econômico sob Milei tem aumentado a demanda por produtos brasileiros, afirmou Gustavo Pérego, sócio da consultoria argentina Abeceb. “No ano passado, a Argentina passou por um processo de reestruturação econômica. Houve uma forte queda na primeira metade do ano, seguida de recuperação na segunda.”

Vendas de automóveis impulsionam superávit comercial

Automóveis e autopeças são os principais produtos exportados do Brasil para a Argentina, disse Pérego. O aumento se deveu aos controles cambiais do governo anterior, que restringiram o acesso de importadores a dólares, reduzindo a oferta de carros no mercado local.

Para resolver isso, o governo argentino implementou em 2024 medidas para quitar dívidas com importadores e melhorar o poder de compra dos consumidores. “Quando a situação se normalizou, a demanda por carros e motocicletas disparou”, afirmou Pérego. “E grande parte desses veículos é fabricada no Brasil.”

De janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 14,2 bilhões em bens para a Argentina — um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024 —, enquanto as importações de produtos argentinos caíram 1,8%, para US$ 9,5 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O superávit comercial virou a favor do Brasil, chegando a US$ 4,7 bilhões, ante um déficit de US$ 50,5 milhões em 2024.

Produtos manufaturados do setor de transporte dominam as exportações brasileiras para o parceiro do Mercosul. Veículos de passeio responderam por 21,9% do total exportado à Argentina, somando US$ 3,1 bilhões nos nove primeiros meses do ano — mais que o dobro dos US$ 1,4 bilhão de 2024. Autopeças representaram 9,7%, veículos comerciais leves 6,4% e veículos rodoviários 5,5%.

Pérego prevê que o PIB argentino cresça 4% neste ano, após uma contração de 1,7% em 2024. “Isso estimula a demanda por carros, o que, por sua vez, impulsiona as exportações brasileiras.” Uma pesquisa de mercado do Banco Central da Argentina, o relatório REM (equivalente ao Focus brasileiro), projeta crescimento de 3,9% do PIB em 2025.

No entanto, ele alertou que as exportações de automóveis brasileiros para a Argentina dificilmente manterão o mesmo ritmo de expansão. “Havia uma demanda reprimida, então as vendas dispararam entre o fim de 2024 e este ano. Isso deve se normalizar.”

Concorrência dos elétricos chineses

Pérego também destacou a concorrência dos veículos elétricos chineses, que a Argentina atualmente importa com isenção de impostos sob um programa que permite a entrada de 50 mil veículos neste ano e mais 50 mil em 2026. O país pode ter até 200 mil veículos elétricos em circulação em três ou quatro anos, disse ele.

A economia argentina deve desacelerar em 2026, com crescimento previsto de 3%, um ponto percentual abaixo de 2025.

Faria, da FGV Ibre, afirmou que as mudanças na demanda argentina têm grande impacto na indústria automotiva brasileira. Nos 12 meses encerrados em junho de 2025, a Argentina respondeu por 8,6% das exportações totais de manufaturados do Brasil e 48,4% das exportações de veículos automotores, reboques e carrocerias.

Ariane Benedito, economista-chefe da fintech PicPay, projetou crescimento de até 5,5% do PIB argentino neste ano. “É uma recuperação significativa, mas a economia argentina continua vulnerável”, afirmou. A volatilidade cambial é uma preocupação central, dependendo de como Milei implementará seu plano econômico. A inflação também preocupa, impulsionada pelo forte consumo. “O cenário base depende de quanto a terapia de choque de Milei vai custar em termos de desaceleração econômica.”

Ela também apontou uma provável desaceleração global em 2026, o que afetaria o Brasil. O PicPay projeta crescimento de 1,7% do PIB brasileiro em 2026, ante 2,2% neste ano.

Ainda assim, Benedito disse que a posição geográfica do Brasil lhe dá vantagem no fornecimento de produtos automotivos à Argentina. Essa relação comercial ajudou o Brasil a evitar queda no volume e no valor das exportações em 2025, apesar das novas tarifas dos EUA.

Turismo argentino

Faria também destacou o impulso do turismo argentino. De janeiro a setembro, 2,79 milhões de argentinos visitaram o Brasil, ante 1,47 milhão no mesmo período do ano passado, segundo a Embratur. Os argentinos agora representam 39% de todos os turistas estrangeiros no país, contra 30% em 2024.

“O fluxo de turistas argentinos em 2025 foi impulsionado pelo câmbio”, disse Faria. Em abril, a Argentina substituiu seus rígidos controles cambiais — em vigor desde o fim de 2019 — por uma banda de câmbio flutuante administrada entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar, ampliada em 1% ao mês. Também foram retiradas as restrições à compra de dólares.

Historicamente, a Argentina é um mercado emissor forte quando sua moeda está relativamente estável, e o Brasil é o destino de praia mais próximo, observou Pérego. “Foi assim no último verão e provavelmente será novamente no próximo. Os argentinos são atraídos ao Brasil por dois motivos: praias quentes e custos mais baixos. Um feriado de 10 ou 15 dias na praia na Argentina pode sair mais caro do que no sul do Brasil”, disse ele, especialmente para quem viaja de carro ao Rio Grande do Sul ou Santa Catarina.

No entanto, Pérego observou que o Brasil ficou mais caro para os argentinos ao longo de 2025 devido à valorização do real. A cotação do dólar caiu para R$ 5,38 em 31 de outubro, ante R$ 6,19 no fim de dezembro de 2024, segundo o Banco Central.

Roberto Dumas Damas, professor do Insper, alertou que, apesar dos ganhos eleitorais de Milei, a Argentina ainda enfrenta alta dívida externa e baixas reservas. “A eleição dá mais tempo a Milei, mas o país ainda precisa de reformas”, disse.

“O único caminho real é algo semelhante ao que o Brasil fez em janeiro de 1999: deixar a moeda flutuar, elevar fortemente os juros, definir uma meta de inflação e aprovar uma lei que garanta plena independência ao Banco Central da Argentina.”

FONTE: Valor Econômico
IMAGEM: Rogerio Vieira/Valor

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Economia

Bolsa brasileira dispara e marca novo recorde histórico

Ibovespa atinge 150 mil pontos e vive melhor momento em mais de uma década.

A Bolsa de Valores brasileira segue em forte alta e alcançou, nesta segunda-feira (3), a marca inédita de 150 mil pontos no Ibovespa, acumulando valorização superior a 20% em 2025. O desempenho contrasta com o fim turbulento de 2024, quando o índice caiu 9,35% e encerrou o ano em 118 mil pontos, pressionado pela crise fiscal e pela desconfiança em relação aos ativos brasileiros. Naquele período, o dólar chegou à máxima de R$ 6,20.

Mudança no cenário global impulsiona emergentes

A virada começou com a posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. A nova política tarifária americana aumentou a cautela de investidores sobre a estabilidade econômica dos EUA — tradicionalmente vistos como porto seguro — e provocou uma migração de recursos para mercados emergentes e ativos alternativos, como o ouro.

Com isso, diversas bolsas de países em desenvolvimento também avançaram: o S&P/BMV IPC (México) subiu 25%, enquanto os chineses CSI 1000 e Shanghai Composite cresceram 30% e 22%, respectivamente. Já o MSCI COLCAP (Colômbia) e o S&P CLX IPSA (Chile) dispararam 42% cada.

“O movimento de diversificação geográfica trouxe uma enxurrada de liquidez para as bolsas emergentes”, explica Matheus Amaral, especialista em renda variável do Inter. Segundo ele, mercados menos consolidados reagem de forma mais intensa à entrada de capital estrangeiro.

Dólar enfraquecido e juros altos favorecem emergentes

A incerteza sobre a política econômica de Trump também contribuiu para o enfraquecimento global do dólar, o que, aliado a juros reais mais elevados, levou os mercados emergentes a viver “seu melhor momento em mais de uma década”, segundo Leonardo Terroso, analista da AMW, ligada à Warren Investimentos.

Outro fator de impulso é a desconfiança crescente em relação à bolha de inteligência artificial nos Estados Unidos. Muitos investidores têm buscado proteção e diversificação fora de Wall Street. Além disso, o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) tem redirecionado recursos da renda fixa americana para outros mercados.

Brasil se beneficia de fatores internos e externos

O Brasil tem se destacado entre os emergentes, não apenas pela liquidez global, mas também por avanços domésticos. Entre eles, a recente reunião entre Trump e o presidente Lula, realizada na Malásia, que abriu diálogo sobre as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros. Apesar da falta de acordos concretos, o gesto foi interpretado como sinal positivo para o clima político e comercial, fortalecendo o real e o otimismo na Bolsa.

A queda projetada da Selic também reforça o apetite por renda variável. Hoje em 15%, a taxa deve começar a recuar no início de 2026, conforme as expectativas de inflação convergem para o teto da meta do Banco Central (3% ao ano). O último Boletim Focus prevê o IPCA em 4,56% para 2025 e Selic em 12,25% para 2026.

Ibovespa ainda é considerado “barato”

Mesmo em 150 mil pontos, analistas afirmam que a Bolsa brasileira segue subavaliada. O múltiplo preço/lucro do Ibovespa está em 8,5 vezes, abaixo da média histórica de 11 vezes e do “valor justo” estimado pela XP Investimentos, de 10 vezes.

Para efeito de comparação, o S&P 500 americano negocia a 23 vezes lucro. A XP projeta o Ibovespa em 170 mil pontos em 2026, caso o cenário macroeconômico se mantenha estável.

“O investidor local ainda está mais voltado à renda fixa, mas, com a queda dos juros, tende a voltar para a Bolsa”, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus. Ele ressalta que o investidor brasileiro hoje prefere CDI, CRIs, LCIs, LCAs e debêntures, mas essa tendência deve mudar conforme o retorno da renda variável se torne mais atrativo.

Risco fiscal e eleições podem limitar ganhos

Apesar do otimismo, persiste o temor de uma crise fiscal a partir de 2027. “O Brasil cresce, o desemprego está baixo e a inflação sob controle, mas o modelo de crescimento baseado em dívida preocupa”, avalia Miranda. Para ele, o mercado vive um momento semelhante ao de 2013-2014, que precedeu a crise de 2015-2016.

A expectativa é que o Ibovespa siga em alta até o primeiro trimestre de 2026, quando as eleições passam a influenciar o humor dos investidores. Três cenários estão no radar:

  1. Governo de centro-direita, reformista e fiscalista, o mais favorável ao mercado;
  2. Reeleição de Lula, com postura semelhante à de Simone Tebet, disposta a promover ajuste fiscal;
  3. Manutenção da política econômica atual, considerada expansionista, o que poderia aumentar o risco Brasil.

“Se Lula sinalizar compromisso com o equilíbrio fiscal, a Bolsa continuará subindo. O mercado não é personalista: ele reage à política econômica”, conclui Miranda.

FONTE: Com informações da Folha de S.Paulo e mercado financeiro.
TEXTO: Redação

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Internacional

Dívida da China e dos EUA pode gerar impactos globais na economia, alertam especialistas

Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam crescimento expressivo da dívida bruta do governo de China e Estados Unidos nos próximos anos. Segundo o relatório de outubro, a relação dívida/PIB da China deve ultrapassar 100% em 2026 e chegar a 116% em 2030. Já a economia norte-americana poderá registrar dívida equivalente a 143,4% do PIB em 2030, superando os atuais 125% previstos para 2025.

Projeção da dívida (% do PIB)

China:

  • 2025: 96,3%
  • 2026: 102,3%
  • 2027: 106,3%
  • 2028: 109,7%
  • 2029: 112,9%
  • 2030: 116,1%

Estados Unidos:

  • 2025: 125%
  • 2026: 128,7%
  • 2027: 132,7%
  • 2028: 136,6%
  • 2029: 140,1%
  • 2030: 143,4%

Impactos da dívida americana na economia global

O economista Rafael Prado, da GO Associados, alerta que a expansão da dívida nos EUA representa maior risco para os mercados internacionais. “Os Estados Unidos concentram ativos considerados portos seguros. Uma crise de confiança pode pressionar de forma intensa os mercados financeiros globais, alterando a composição das carteiras de investimento”, explica Prado.

O especialista cita o aumento recente do preço do ouro, que em outubro ultrapassou US$ 4.000 a onça, como reflexo da busca por segurança diante das incertezas econômicas e geopolíticas. “Embora os investidores ainda mantenham capital em dólar, há uma redução gradual da exposição ao dólar americano. Muitos bancos centrais estão aumentando suas reservas em ouro”, acrescenta.

Crescimento da dívida chinesa e efeitos sobre commodities

Para a China, o aumento da dívida pode impactar negativamente o mercado de commodities e as moedas de economias emergentes mais dependentes do país. Prado explica que, se o governo reduzir déficits primários para conter o endividamento, a atividade econômica tende a desacelerar. Por outro lado, uma intensificação da guerra comercial com os EUA pode levar Pequim a estimular a economia, aumentando o déficit e a dívida.

O especialista também alerta para a possibilidade de elevação dos juros futuros na China, atraindo capital para o mercado doméstico de renda fixa e reduzindo investimentos em outros países emergentes, o que pressiona suas curvas de juros.

Setores manufatureiro e imobiliário na China sob risco

O analista Gilvan Bueno, do CNN Money, destaca a relevância dos setores de manufaturados e imobiliário para a economia chinesa. Ele lembra que crises como a da incorporadora Evergrande, que acumula dívidas de 2,4 trilhões de yuans (cerca de R$ 1,7 trilhão, 2% do PIB), tiveram efeito imediato sobre cadeias produtivas, empregos e setores exportadores.

“Uma explosão da dívida chinesa pode reduzir o crescimento global, a produtividade das empresas e aumentar o desemprego. Setores como siderurgia, mineração, commodities e indústria de transformação foram os primeiros a sentir o impacto”, afirma Bueno.

Conclusão

O crescimento acelerado da dívida pública de China e Estados Unidos apresenta desafios distintos para a economia global: enquanto os EUA concentram ativos estratégicos de confiança internacional, a China influencia diretamente commodities e cadeias produtivas em países emergentes, exigindo atenção de investidores e formuladores de política econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Dólar sobe 0,39% com avanço de acordo comercial EUA-China e decisão do Federal Reserve.

Acordo comercial impulsiona câmbio

O dólar teve alta de 0,39% nesta quinta-feira (30), encerrando o dia cotado a R$ 5,379. O movimento foi impulsionado pelo anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, que reacendeu a confiança nos mercados de câmbio.

Principais pontos do pacto

O governo do Donald Trump comprometeu-se a reduzir as tarifas sobre produtos chineses, levando-as para média de cerca de 47% — uma queda de aproximadamente 10 pontos percentuais. Em contrapartida, a China aceitou suspender controles de exportação sobre terras raras e prometeu atuar com afinco para bloquear o fluxo de fentanil, opióide sintético que figura como principal causa de mortes por overdose nos EUA.

Contexto global e impacto no mercado

O anúncio se somou à recente decisão do Fed — que reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual — e gerou um ambiente de cautela nos mercados cambiais. O dólar ganhou força frente à maioria das moedas globais, enquanto a Ibovespa, por outro lado, seguiu em ligeira alta de 0,09%, alcançando 148.780 pontos e renovando seu recorde pelo quarto dia consecutivo.

Encontro entre Trump e Xi Jinping

Na quinta, Trump e o presidente chinês Xi Jinping se reuniram em Busan, na Coreia do Sul, para discutir a relação comercial entre as duas maiores economias globais. O encontro, conduzido em clima amistoso, resultou na redução das tarifas americanas e na trégua chinesa quanto aos controles sobre terras raras, matéria-prima estratégica para indústrias automotiva, aeroespacial e bélica.

“Achei que foi uma reunião incrível”, disse Trump à imprensa em seu avião presidencial. “A relação mantém a estabilidade geral”, afirmou Xi, segundo a agência oficial Xinhua.

Reação do mercado e visão de analistas

Apesar do anúncio gerar otimismo, o mercado mostrou ceticismo em relação à durabilidade do acordo. Segundo o analista Leonel Mattos, da empresa StoneX, “a leitura é que essa trégua ainda é bastante frágil” e que “muito do que foi acordado só mantém o status-quo por mais um tempo”. Como exemplo, ele cita que a suspensão das restrições sobre terras raras da China era mais uma “ameaça” do que uma medida efetiva até agora.

Política monetária dos EUA sob foco

O Fed decidiu cortar os juros para a faixa de 3,75% a 4%, alegando aumento dos riscos ao mercado de trabalho e inflação persistente. O comitê destacou que busca o pleno emprego e inflação de longo prazo de 2%, mas que “a incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada”. A paralisação parcial do governo federal dos EUA complicou o acesso a dados oficiais, aumentando a cautela do banco central. Conforme o presidente do Fed, “quando se dirige sob neblina, você reduz a velocidade”.
Ele também observou que “uma nova redução na taxa básica de juros na reunião de dezembro não está garantida, longe disso”. A afirmação foi considerada um ‘banho-de-água-fria’ por investidores que esperavam cortes automáticos.

Influência no Brasil e estratégia de carry trade

Para o Brasil, a combinação de juros ainda elevados na Banco Central do Brasil e a queda das taxas nos EUA favorece ativos domésticos por meio da estratégia de carry trade. Nesse cenário, investidores tomam empréstimos em dólar a taxas baixas e aplicam em reais para lucrar com o diferencial — impulsionando a demanda por reais e, consequentemente, desvalorizando o dólar no mercado local.

FONTE: Com informações da agência Xinhua e entrevistas de mercado.
TEXTO: Redação

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Economia

Dólar e Ibovespa sobem com anúncio de acordo comercial entre EUA e China

O dólar e o Ibovespa apresentaram valorização nesta quinta-feira (30), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo comercial com a China que prevê a redução de tarifas entre os dois países.

Às 12h03, o dólar à vista avançava 0,38%, cotado a R$ 5,3811 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, registrava alta de 0,39%, alcançando 149.210,07 pontos.

Termos do acordo EUA-China

O anúncio ocorreu após o encontro de Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, na cidade de Busan, na Coreia do Sul. O acordo prevê a redução de tarifas comerciais sobre produtos chineses em troca de medidas de Pequim contra o comércio ilícito de fentanil, retomada das compras de soja americana e manutenção das exportações de terras raras.

A China concordou em suspender por um ano os controles de exportação sobre terras raras, elementos essenciais na produção de carros, aviões e armas, segundo o Ministério do Comércio da China. Além disso, Xi se comprometeu a intensificar esforços para conter o fluxo de fentanil, opioide sintético responsável pelo maior número de mortes por overdose nos EUA.

Impacto nos mercados globais

A notícia do acordo impulsionou o dólar frente a diversas moedas, incluindo divisas de países emergentes como o real, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

Os mercados também continuaram reagindo à decisão do Federal Reserve (Fed), que, na quarta-feira, cortou a taxa de juros em 25 pontos-base, conforme esperado, mas deixou dúvidas sobre novos cortes em dezembro. Os rendimentos dos Treasuries registraram ganhos consistentes, em linha com a cautela destacada pelo chair do Fed, Jerome Powell.

Indicadores e perspectivas

Às 9h25, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,30%, a 99,432 pontos. Na quarta-feira, o dólar à vista fechou em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,3581 no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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