Informação

Ponte Bioceânica avança, mas obras de acesso ainda impedem conclusão da ligação entre Brasil e Paraguai

A Ponte Bioceânica, que conectará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, alcançou um importante marco com a união das duas extremidades da estrutura sobre o rio Paraguai. No entanto, apesar do avanço na construção, a falta de acessos viários e de infraestrutura complementar ainda impede a entrega definitiva da obra.

A cerimônia oficial que celebraria o chamado “beijo das aduelas” foi cancelada devido ao mau tempo. Mesmo sob temperatura de 10°C, representantes dos governos brasileiro e paraguaio participaram de um encontro simbólico no ponto de conexão da ponte, que possui 1.294 metros de extensão.

Rota Bioceânica promete reduzir tempo das exportações brasileiras

Considerada um dos principais marcos da Rota Bioceânica, a ponte faz parte de um corredor logístico que pretende ligar o Porto de Santos, no litoral brasileiro, aos portos chilenos de Antofagasta e Iquique, no oceano Pacífico.

A expectativa é que a nova rota reduza em aproximadamente 7 mil quilômetros o trajeto das cargas destinadas à Ásia e à Oceania, diminuindo o tempo de transporte entre 17 e 20 dias e reduzindo os custos logísticos para os exportadores brasileiros.

Hoje, grande parte dessas mercadorias segue por rotas mais longas, passando pelo Canal do Panamá ou contornando o continente africano.

Brasil e Paraguai avançam em ritmos diferentes

Apesar da conexão física da ponte, as obras de acesso apresentam estágios distintos em cada lado da fronteira.

No Brasil, ainda falta concluir os 13,1 quilômetros de ligação entre a BR-267 e a ponte. O investimento estimado é de cerca de R$ 250 milhões, mas os recursos ainda não estão previstos no orçamento federal. A previsão oficial é de que esse trecho fique pronto apenas em 2027.

Já no Paraguai, os trabalhos nos 3,8 quilômetros que ligam a ponte à rodovia PY-15 seguem em andamento, com expectativa de conclusão até novembro deste ano ou, no máximo, janeiro de 2027.

Infraestrutura e aduana ainda são desafios

Além das obras viárias, a operação da Rota Bioceânica depende da implantação do Centro Integrado de Controle da Fronteira (Ciof), onde os órgãos dos dois países realizarão procedimentos conjuntos de fiscalização e despacho aduaneiro.

O modelo de controle integrado foi aprovado após cerca de um ano e meio de negociações entre Brasil e Paraguai. Entretanto, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto do centro aduaneiro ainda passa por ajustes técnicos solicitados pelos órgãos responsáveis pela fiscalização de fronteira.

Também será necessária a ampliação das equipes de fiscalização, especialmente em órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Obra brasileira ainda depende de recursos

De acordo com o DNIT, cerca de 38,1% das obras do lado brasileiro foram executadas.

Os trabalhos incluem serviços de terraplenagem, infraestrutura de apoio e a construção de sete Obras de Arte Especiais (OAEs), entre elas seis pontes e um viaduto. Até o momento, apenas duas dessas estruturas foram finalizadas.

O empreendimento possui investimento previsto de R$ 472 milhões. Desse total, R$ 220,7 milhões já foram empenhados e R$ 184,7 milhões efetivamente aplicados. Os recursos restantes deverão ser destinados à continuidade das obras, enquanto novas verbas poderão ser liberadas conforme o andamento do cronograma.

Segundo o diplomata João Carlos Parkinson, coordenador brasileiro das negociações dos corredores bioceânicos, a diferença no ritmo das obras ocorre porque o lado brasileiro apresenta condições geográficas mais complexas.

O terreno pantanoso exige intervenções mais robustas de terraplenagem, tornando a execução mais lenta e onerosa do que no lado paraguaio.

Corredor internacional ainda enfrenta gargalos logísticos

Entre maio e junho deste ano, técnicos da Receita Federal percorreram aproximadamente 4 mil quilômetros pelos quatro países que integram a Rota Bioceânica — Brasil, Paraguai, Argentina e Chile — para avaliar as condições de infraestrutura e fiscalização.

A missão concluiu que o corredor possui grande potencial para impulsionar o comércio exterior brasileiro, mas identificou diversos obstáculos que ainda precisam ser superados.

No Paraguai, embora as rodovias pavimentadas tenham recebido avaliação positiva, postos de aduana e imigração ainda operam em instalações improvisadas. Também existem trechos sem pavimentação e ligações rodoviárias em fase de construção.

Na Argentina, foram observadas restrições em pontes, ausência de acostamentos em alguns segmentos e limitações na infraestrutura das fronteiras.

Já no Chile, tanto os portos de Iquique quanto de Antofagasta foram considerados aptos para atender ao aumento da demanda. O principal desafio está na travessia da Cordilheira dos Andes, que exige adaptações operacionais para o transporte de cargas e preparo específico dos motoristas.

Expectativa é transformar o comércio exterior brasileiro

Quando estiver totalmente concluída, a Ponte Bioceânica será um dos principais eixos logísticos da América do Sul, fortalecendo a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Enquanto isso, a travessia entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta continua sendo realizada por balsa, à espera da conclusão dos acessos, das estruturas aduaneiras e das obras complementares que permitirão o funcionamento pleno do corredor internacional.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Monitoramento dos rios garante segurança da navegação nas hidrovias brasileiras

O acompanhamento constante das condições dos rios é fundamental para manter a navegação nas hidrovias brasileiras e assegurar o transporte de passageiros, cargas e insumos essenciais. A atividade é estratégica, principalmente na Região Norte, onde o transporte hidroviário desempenha papel importante no abastecimento de comunidades com combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos.

Para acompanhar as mudanças nos cursos d’água, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) utiliza um sistema de monitoramento que auxilia no planejamento das operações e na manutenção da infraestrutura hidroviária.

Plano reúne dados para orientar a navegação

O Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) concentra informações sobre o nível dos rios, vazão, profundidade dos canais e outros indicadores hidrológicos. Esses dados permitem avaliar as condições de navegabilidade e orientar decisões relacionadas à circulação segura de embarcações.

As informações também servem de base para definir quando e onde serão necessárias intervenções para manter as hidrovias em operação durante todo o ano.

Variações climáticas influenciam a navegabilidade

As condições dos rios brasileiros sofrem alterações ao longo das estações devido ao regime de chuvas, aos fenômenos climáticos e ao comportamento natural dos cursos d’água.

Nos períodos de estiagem, a redução do volume de água pode dificultar ou restringir a passagem de embarcações em determinados trechos. Já durante as cheias, o aumento da correnteza e as mudanças no leito dos rios também exigem atenção para garantir a segurança da navegação.

Sistema acompanha rios em tempo real

Na Região Norte, o monitoramento ocorre em tempo real, reunindo dados hidrológicos e operacionais que permitem identificar rapidamente áreas com risco de restrições ao tráfego fluvial.

O sistema também considera a influência de eventos climáticos, como o El Niño, que alteram o regime de chuvas e impactam diretamente a dinâmica dos rios da Amazônia.

Com essas informações, os órgãos responsáveis conseguem antecipar ações e reduzir os impactos sobre o transporte hidroviário.

Dados orientam dragagem e sinalização das hidrovias

As informações coletadas pelo monitoramento são utilizadas para planejar serviços de manutenção que preservam as condições de navegabilidade.

Entre as principais medidas estão a dragagem de manutenção, executada por meio do Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma), e a implantação, conservação e ampliação da sinalização náutica, previstas no Plano de Sinalização Náutica (ProSinaqua).

O planejamento baseado em dados contribui para aumentar a segurança da navegação, garantir a continuidade do transporte de passageiros e mercadorias e elevar a confiabilidade das hidrovias brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Hidrovia do Paraguai impulsiona logística e integra cinco países da América do Sul

A Hidrovia do Paraguai é um dos mais importantes corredores de transporte hidroviário da América do Sul, desempenhando papel estratégico na movimentação de cargas entre Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Com 3.442 quilômetros de extensão navegável, a via conecta regiões produtoras aos mercados da Bacia do Prata e ao comércio internacional, fortalecendo a integração logística do continente.

Corredor reduz custos e fortalece exportações brasileiras

No Brasil, a hidrovia é administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e tem importância significativa para o escoamento de grãos, minérios, combustíveis e outras mercadorias produzidas principalmente na região Centro-Oeste.

O transporte aquaviário é apontado como uma alternativa mais eficiente do ponto de vista logístico, pois reduz os custos de frete, aumenta a competitividade das exportações e diminui o fluxo de caminhões nas rodovias. Um único comboio de barcaças, por exemplo, consegue transportar uma carga equivalente à de centenas de veículos de transporte rodoviário.

Trecho brasileiro atende Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

A parte brasileira da Hidrovia do Rio Paraguai (HN-950) possui 1.272 quilômetros de extensão, ligando o município de Cáceres (MT) à confluência com o rio Apa, em Mato Grosso do Sul.

Nesse percurso, o corredor faz divisa com o Paraguai por aproximadamente 330 quilômetros e com a Bolívia por cerca de 48 quilômetros. Sua área de influência abrange 20 municípios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, reunindo uma população estimada em 1,17 milhão de habitantes.

Entre os principais municípios beneficiados estão Cuiabá, Cáceres e Poconé, em Mato Grosso, além de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul.

Capacidade de transporte varia conforme o trecho

As condições de navegação mudam ao longo da hidrovia. No chamado Tramo Sul, entre a foz do rio Apa e Corumbá (MS), circulam grandes comboios comerciais com capacidade para transportar até 24 mil toneladas de carga em uma única viagem.

Já no Tramo Norte, entre Corumbá e Cáceres, a navegação ocorre com embarcações de menor porte devido às características do rio, como trechos assoreados, maior quantidade de ilhas fluviais e curvas acentuadas.

Atualmente, a hidrovia movimenta aproximadamente 10 milhões de toneladas de cargas por ano, tendo como principais produtos transportados minério de ferro, manganês, soja, combustíveis e outros insumos essenciais para a economia regional.

Via é estratégica para países sem saída para o mar

Além da importância para o Brasil, a Hidrovia do Paraguai representa uma rota fundamental para Paraguai e Bolívia, países que não possuem acesso direto ao oceano. O corredor garante uma alternativa eficiente para operações de exportação e importação, ampliando a conexão desses mercados com o comércio internacional.

No território brasileiro, a hidrovia também está integrada a projetos de infraestrutura, como a futura Rota Bioceânica, que deverá ampliar as opções de transporte e fortalecer a competitividade da região Centro-Oeste.

Brasil, Paraguai e Bolívia discutem modelo de gestão conjunta

Por se tratar de uma hidrovia internacional, sua operação depende da cooperação entre os países que compartilham suas águas. Nesse contexto, Brasil, Paraguai e Bolívia negociam um acordo para implantar um modelo de governança compartilhada no trecho compreendido entre Corumbá (MS) e a foz do rio Apa.

A proposta prevê a padronização de serviços essenciais para a navegação, incluindo balizamento, sinalização náutica, monitoramento hidrológico, comunicação operacional e manutenção das condições de navegabilidade.

O plano também contempla a adoção de tecnologias para acompanhar o tráfego de embarcações e monitorar aspectos ambientais, com o objetivo de aumentar a segurança, a eficiência das operações e a previsibilidade logística no corredor hidroviário.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: AESCOM/MPor

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Informação

Duplicação da BR-280: obras em trecho entre Araquari e São Francisco do Sul terão prazo de três anos

A retomada das obras de duplicação da BR-280, entre os municípios de Araquari e São Francisco do Sul, deverá ser concluída em até três anos após a emissão da ordem de serviço. No entanto, o início dos trabalhos ainda depende da finalização do processo licitatório conduzido pelo DNIT.

O edital foi publicado neste mês, com abertura das propostas prevista para o fim de julho. Caso o cronograma seja cumprido sem atrasos, a expectativa é de que as obras comecem entre o final de 2026 e o início de 2027.

Novo lote terá extensão menor e investimento de R$ 423 milhões

O novo contrato, denominado lote 1A, possui prazo inferior ao da licitação anterior porque contempla apenas parte do projeto original. O investimento estimado é de R$ 423 milhões para concluir dois segmentos já iniciados: o contorno de São Francisco do Sul e o trecho urbano de Araquari.

Ao todo, serão executados 17,2 quilômetros, praticamente metade da extensão prevista no antigo lote 1, que abrangia cerca de 36 quilômetros.

Contrato anterior foi encerrado com apenas 26% das obras executadas

A primeira contratação do lote 1 teve início em 2018 e previa quatro anos para a conclusão das intervenções. No entanto, o cronograma não foi cumprido.

As atividades foram suspensas no fim de 2022 e o contrato acabou rescindido em 2025, após atingir apenas 26% de execução.

Os demais trechos da duplicação da BR-280, iniciados ainda em 2014, também seguem em andamento. Atualmente, a previsão é que o lote 2.1, em Guaramirim, seja concluído em 2026, enquanto o lote 2.2 tem entrega estimada para 2027.

Projeto do lote 1B ainda depende de nova etapa

A parte restante do antigo lote 1 será executada posteriormente, por meio do futuro lote 1B. Antes disso, será necessário concluir um novo projeto executivo.

A contratação desse projeto já foi licitada e homologada, mas a ordem de serviço ainda não foi emitida. Após o início dos trabalhos, a elaboração deverá ser concluída em até 19 meses.

Além disso, o cronograma da duplicação prevê novos investimentos no lote 2.1, incluindo a construção de uma nova ponte sobre o Rio Piraí, em Guaramirim.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Transporte

Terminal Manaus Moderna receberá R$ 875 milhões em obras de modernização

O governo federal anunciou um investimento de R$ 875,9 milhões para a revitalização do Terminal Manaus Moderna, principal centro de transporte fluvial da capital amazonense. A iniciativa integra o Novo PAC e busca ampliar a capacidade operacional do terminal, considerado estratégico para a ligação entre Manaus e dezenas de municípios da região Norte.

As intervenções serão conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com previsão de conclusão até 2029.

Projeto vai ampliar capacidade de atendimento no transporte fluvial

A proposta prevê uma reestruturação completa do terminal para melhorar o embarque e desembarque de passageiros, além de otimizar a movimentação de cargas que abastecem cidades e comunidades ribeirinhas.

Com a modernização, a expectativa é que o terminal passe a atender aproximadamente 3,5 milhões de passageiros por ano, fortalecendo a integração logística com outros 61 municípios da Amazônia.

Na região amazônica, onde os rios são fundamentais para a mobilidade da população, o transporte hidroviário representa um dos principais meios de conexão entre localidades e centros urbanos.

Segundo Otto Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, os investimentos terão impacto direto na qualidade de vida da população que depende diariamente da navegação.

Nova estrutura terá foco em segurança, acessibilidade e eficiência

O projeto contempla a construção de novos cais flutuantes, pontes móveis, áreas destinadas ao embarque e desembarque, estacionamentos, estação de tratamento de esgoto, subestação de energia elétrica e sistemas voltados à acessibilidade e à segurança operacional.

Embora o foco principal seja o atendimento aos passageiros, o terminal continuará exercendo papel relevante no transporte de mercadorias que circulam pelos rios amazônicos.

De acordo com Eliezé Bulhões, diretor de Gestão Hidroviária do Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa foi planejada para oferecer mais conforto, organização e eficiência ao intenso fluxo diário de usuários e cargas que passam pelo local.

Modernização busca resolver limitações da estrutura atual

Especialistas apontam que a atual estrutura do Manaus Moderna já apresenta sinais de saturação em determinados períodos do ano, resultado do crescimento constante da demanda ao longo das últimas décadas.

Para João Alfredo, pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e integrante do Projeto Pé-de-Pincha, a modernização deverá contribuir significativamente para aumentar a segurança e a eficiência da navegação regional.

Ele destaca que mais de 80% do transporte realizado no Amazonas ocorre por vias fluviais, tornando os investimentos em infraestrutura essenciais para garantir deslocamentos mais seguros e eficientes.

Investimentos reforçam estratégia para a infraestrutura da Amazônia

A revitalização do Terminal Manaus Moderna faz parte de um conjunto de ações do governo federal voltadas ao fortalecimento da infraestrutura hidroviária na Amazônia. A região continua dependendo fortemente da navegação para o transporte de passageiros, alimentos, insumos e demais mercadorias.

Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade logística, melhorar o atendimento aos usuários e fortalecer a integração entre municípios que têm nos rios sua principal via de acesso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

BR-280 em São Francisco do Sul terá ampliação para melhorar acesso ao porto e fluxo de caminhões

O acesso ao complexo portuário de São Francisco do Sul, no Norte catarinense, vai passar por uma ampliação viária na BR-280, com a construção de novas faixas destinadas a melhorar o fluxo de caminhões. A intervenção também inclui melhorias na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, principal ligação entre a rodovia federal e a área portuária.

A iniciativa busca reduzir gargalos logísticos e facilitar a entrada e saída de veículos de carga no maior porto de Santa Catarina.

Projeto prevê ampliação de pistas e melhorias urbanas

O plano de obras contempla cerca de 1,4 mil metros de novas pistas. Desse total, aproximadamente 800 metros serão executados na BR-280, enquanto outros 600 metros serão implantados na via municipal que conecta o acesso ao porto, a partir do quilômetro zero, em frente à entrada do terminal Tesc.

A proposta tem como foco principal melhorar a fluidez do tráfego de caminhões no acesso portuário, um dos pontos mais críticos da região.

Investimento de R$ 12,5 milhões será bancado pelo próprio porto

O projeto terá investimento estimado em R$ 12,5 milhões, com recursos próprios do Porto de São Francisco do Sul. O edital de contratação das obras está previsto para ser publicado em junho.

Após o início dos trabalhos, a previsão é de que a execução seja concluída em até 10 meses, conforme o cronograma estabelecido.

Intervenção busca reduzir desgaste e custos de manutenção

Além de melhorar a mobilidade, a obra pretende diminuir os impactos causados pelo intenso fluxo de veículos pesados na região portuária, que gera desgaste acelerado do pavimento e aumenta os custos de manutenção.

Um dos trechos mais sensíveis, localizado no cruzamento da ferrovia, será pavimentado em concreto, solução adotada para ampliar a durabilidade da estrutura diante do tráfego constante de cargas.

Maior fluidez no acesso ao porto é principal objetivo

De acordo com a administração do porto, a ampliação das pistas deve garantir maior fluidez no acesso aos terminais e melhores condições de circulação para motoristas que utilizam diariamente o corredor logístico.

A expectativa é de ganhos diretos na eficiência operacional e na redução de congestionamentos na região.

Projeto tem aval de órgãos federais

O projeto executivo foi desenvolvido pelo Sindicato dos Operadores Portuários e já recebeu autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Ministério de Portos, Aeroportos e Ferrovias.

Com as liberações, a obra avança para a fase de contratação e início da execução.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Transporte

Trilhos elevados em Criciúma avançam após acordo firmado em Brasília

O projeto de elevação da linha férrea em Criciúma deu um novo passo nesta terça-feira (19) durante agenda oficial em Brasília. A Prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) oficializaram o primeiro termo de cooperação técnica para dar andamento aos estudos da obra, estimada em R$ 260 milhões.

A iniciativa prevê mudanças estruturais importantes na cidade e integra um plano de longo prazo voltado à mobilidade urbana, segurança e desenvolvimento econômico da região.

Acordo marca início de nova fase do projeto

Com a assinatura do documento, técnicos do DNIT, da Prefeitura de Criciúma e da empresa responsável pelo projeto devem iniciar uma série de reuniões para aprofundar os estudos de engenharia necessários para a execução da obra.

O prefeito Vagner Espindola destacou que o projeto foi pensado para atender demandas futuras da cidade e não apenas objetivos de uma gestão específica.

Segundo ele, a proposta busca preparar Criciúma para o crescimento urbano e melhorar a circulação em áreas impactadas pela ferrovia.

Projeto prevê elevar linha férrea em até sete metros

O plano apresentado prevê a elevação dos trilhos no trecho entre o Rio Maina e a Avenida Centenário, no bairro Pinheirinho. A estrutura poderá alcançar até sete metros de altura ao longo do percurso.

A prefeitura já iniciou levantamentos técnicos e análises do solo para elaboração do projeto de engenharia, cuja conclusão está prevista para ainda este ano.

Entre os principais objetivos da obra estão:

  • reduzir os impactos da ferrovia na área urbana;
  • melhorar o fluxo da mobilidade em Criciúma;
  • criar novas conexões viárias;
  • ampliar a segurança nas proximidades dos trilhos.

Projeto inclui mudanças urbanísticas e realocação de famílias

Além das intervenções na linha férrea, o projeto também prevê ações de reorganização urbana. A administração municipal avalia a transferência de famílias que vivem próximas aos trilhos para outras áreas da cidade.

As regiões estudadas para receber os moradores incluem pontos do bairro Pinheirinho e também o Cristo Redentor.

Prefeitura quer avançar para futura licitação

A expectativa do município é acelerar as etapas técnicas para viabilizar a futura licitação da obra ainda durante o atual mandato. A proposta é considerada estratégica para modernizar a infraestrutura urbana e reduzir gargalos históricos causados pela ferrovia no município.

FONTE: 4oito
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/4oito

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Logística

Hidrovias do Norte fortalecem logística, abastecimento e integração de comunidades ribeirinhas

As hidrovias da região Norte desempenham papel estratégico na logística brasileira, garantindo o transporte de cargas, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e o escoamento da produção agrícola e mineral. Em muitos municípios da Amazônia, os rios seguem como principal — e, em alguns casos, único — meio de deslocamento de pessoas e mercadorias.

Além da importância econômica, o sistema hidroviário também é essencial para conectar populações isoladas a serviços públicos, assistência social e oportunidades de desenvolvimento regional.

Região Norte conta com quatro hidrovias estratégicas

Atualmente, a região possui quatro grandes hidrovias administradas pela Diretoria de Infraestrutura Aquaviária (DAQ), vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit):

  • HN-100 Rio Amazonas;
  • HN-117 Rio Madeira;
  • HN-132 Rio Solimões;
  • Hidrovia Tapajós/Teles Pires.

Esses corredores aquaviários ligam municípios, impulsionam o comércio e garantem maior eficiência no transporte de cargas pelo Norte do país.

Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a navegação interior ocupa posição central nas estratégias logística e ambiental do Brasil, ao reduzir impactos ambientais e ampliar oportunidades para populações ribeirinhas.

Rio Amazonas lidera movimentação de cargas na região

A Hidrovia do Rio Amazonas é considerada a principal rota de transporte hidroviário do Norte brasileiro. Com 1.646 quilômetros de extensão, ela responde por cerca de 65% da carga movimentada na região.

A via transporta aproximadamente 50 milhões de toneladas por ano e permanece navegável durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem. O trajeto conecta cerca de 70 terminais e atende aproximadamente 9,2 milhões de pessoas nos estados do Amazonas, Amapá e Pará.

Pela hidrovia circulam combustíveis, grãos, minérios, celulose, bauxita, caulim e diversos produtos regionais voltados tanto ao mercado interno quanto à exportação.

Rio Madeira impulsiona agronegócio brasileiro

Outra rota estratégica é a Hidrovia do Rio Madeira, fundamental para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste.

Com 1.060 quilômetros navegáveis entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), a via é utilizada principalmente para o transporte de soja, milho e açúcar. Além disso, garante o abastecimento de combustíveis e mercadorias essenciais para cidades ribeirinhas.

A hidrovia atende cerca de 781 mil pessoas e mantém operação regular ao longo de todo o ano.

Solimões e Tapajós ampliam integração regional

A Hidrovia do Rio Solimões também exerce papel relevante na mobilidade regional. Com extensão de 1.630 quilômetros, o corredor atravessa 87 municípios e conecta áreas dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.

Além do transporte de passageiros, a rota facilita o acesso da população a produtos, serviços e atividades comerciais.

Já a Hidrovia Tapajós/Teles Pires conecta polos produtores do Centro-Oeste ao Rio Amazonas e ao Oceano Atlântico. Com 843 quilômetros de extensão, o corredor fortalece a competitividade logística nacional e reduz a pressão sobre outros modais de transporte.

Hidrovias garantem inclusão social e acesso a serviços públicos

Além da movimentação de cargas, as hidrovias também desempenham importante função social na Amazônia.

O trabalho do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e do Dnit permite a circulação de embarcações que levam serviços bancários, previdenciários e assistência social a comunidades isoladas.

Barcos da Caixa Econômica Federal e do INSS percorrem trajetos que podem durar até 28 dias, oferecendo abertura de contas, pagamento de benefícios, perícias médicas e orientações sociais.

Entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, mais de 645 mil pessoas foram atendidas por essas embarcações nos estados do Amazonas e Pará.

Transporte fluvial também apoia ações emergenciais

As hidrovias brasileiras ainda são fundamentais em ações de assistência e abastecimento durante períodos de seca extrema ou cheia severa.

Por meio dos rios chegam alimentos, medicamentos, combustíveis e iniciativas de segurança alimentar destinadas às populações ribeirinhas. O transporte fluvial também possibilita ações do CadÚnico, atendimento móvel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e acompanhamento de comunidades tradicionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Investimento

Governo Federal investe R$ 572,6 milhões em mobilidade hidroviária na Região Norte

O Governo Federal destinou R$ 572,6 milhões para garantir a operação e manutenção de 54 terminais hidroviários na Região Norte do país. O investimento, viabilizado pelo Novo PAC, assegura por 730 dias o funcionamento das chamadas Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), fundamentais para o deslocamento da população ribeirinha.

A medida fortalece a mobilidade na Amazônia, onde o transporte fluvial é, em muitos municípios, o principal meio de acesso a serviços básicos e atividades econômicas.

Operação contínua e reforço na segurança

O contrato prevê a manutenção preventiva e corretiva dos terminais, além da operação permanente das estruturas. A iniciativa busca preservar as instalações e oferecer mais segurança a passageiros e trabalhadores do setor.

Com a execução do serviço, embarques e desembarques passam a ocorrer de forma mais organizada, reduzindo riscos e ampliando a eficiência do transporte hidroviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a iniciativa garante que as estruturas permaneçam em pleno funcionamento, assegurando acesso diário da população a áreas como saúde, educação, trabalho e comércio.

A execução das ações é coordenada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, dentro da política de fortalecimento da infraestrutura hidroviária na Amazônia.

Presença em municípios estratégicos

As 54 IP4s estão distribuídas em três estados: 51 unidades no Amazonas, duas em Rondônia — nos municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho (Cai n’Água) — e uma em Roraima, na cidade de Caracaraí.

Em cidades como Parintins, Tefé, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tabatinga, Humaitá e Lábrea, os terminais desempenham papel estratégico na organização do fluxo de passageiros e no suporte às economias locais.

Além de facilitar o acesso a hospitais, escolas e repartições públicas, as estruturas garantem o abastecimento de comunidades ribeirinhas e fortalecem o comércio regional.

Movimentação de passageiros cresce na região

Entre 2023 e 2025, as IP4 registraram milhões de embarques e desembarques, consolidando sua importância para a integração regional. Em 2024, foi contabilizado o maior volume de passageiros: 3,585 milhões. Já em 2025, o número chegou a 2,481 milhões.

O total de visitantes permaneceu acima de 2 milhões por ano no período, reforçando a relevância dos terminais para a logística regional e a circulação de pessoas na Região Norte.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que a manutenção contínua evita interrupções e amplia a segurança da navegação. Já o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, ressaltou que, em diversos municípios, o terminal representa a principal porta de entrada para serviços essenciais.

Com o investimento, o Governo Federal reforça a política pública voltada à infraestrutura portuária, promovendo desenvolvimento regional, integração e acesso permanente a serviços básicos em áreas de difícil acesso.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Dnit

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Transporte

BR-101 em Natal: alternância de limite entre 60 km/h e 80 km/h gera multas e debate sobre sinalização

Um trecho urbano da BR-101 em Natal (RN) tem chamado a atenção de motoristas devido ao volume de autuações por excesso de velocidade. A principal queixa envolve a alternância do limite entre 60 km/h e 80 km/h em uma curta distância, combinada com a presença de fiscalização eletrônica ao longo do corredor.

O cenário reacendeu discussões sobre sinalização viária, previsibilidade das regras e equilíbrio entre controle de velocidade e fluidez no tráfego urbano.

Trecho urbano concentra reclamações

O segmento fica na área urbana da capital potiguar e é utilizado diariamente por moradores e por quem cruza a cidade. Segundo relatos recorrentes, o limite predominante de 80 km/h sofre reduções pontuais para 60 km/h em pontos específicos, voltando a subir logo adiante.

Condutores afirmam que a mudança ocorre em sequência curta, exigindo redução quase imediata em meio a tráfego intenso, acessos laterais, passarelas e paradas próximas. Para quem não conhece o trajeto, a percepção relatada é de “efeito surpresa”, com a placa sendo notada apenas após a passagem pelo ponto monitorado.

Fiscalização eletrônica e segurança viária

Do ponto de vista técnico, a fiscalização eletrônica na BR-101 é defendida como instrumento de segurança viária. Em trechos urbanos, onde há maior interação entre veículos, pedestres e acessos laterais, a velocidade impacta diretamente na distância de frenagem e na gravidade de colisões.

Por esse motivo, limites mais baixos costumam ser adotados em áreas consideradas sensíveis, especialmente próximas a passarelas e entradas de bairros. A redução, segundo especialistas, busca diminuir riscos e preservar vidas.

Alternância de 60 km/h e 80 km/h amplia debate

A controvérsia, porém, não se concentra apenas na existência do limite de 60 km/h. Parte dos motoristas questiona a forma como a mudança é comunicada ao longo do percurso.

A crítica mais frequente aponta que o limite de 80 km/h prevalece na maior parte do trajeto e, de maneira pontual, cai para 60 km/h em segmentos próximos a radares, retomando o padrão anterior logo depois. Em situações de fluxo elevado ou visibilidade reduzida, a adaptação é considerada difícil.

Em reportagens locais, há registros de autuações em pontos próximos à entrada de Natal, com menção a radares instalados em áreas estratégicas do corredor.

Atuação do DNIT e instalação de radares

O tema também envolve o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável por trechos federais da rodovia.

Ao longo dos últimos anos, o órgão ampliou a instalação de radares na BR-101 em Natal, incluindo equipamentos próximos a passarelas e acessos relevantes. Em determinadas fases, houve ainda diferenciação de limite conforme o tipo de veículo, além de ajustes na ativação de equipamentos.

A definição dos limites considera critérios como geometria da via, volume de tráfego, distância de visibilidade, presença de travessias e histórico de ocorrências.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro

Em discussões sobre autuações, é comum a citação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente do artigo 90. O dispositivo prevê que não devem ser aplicadas penalidades quando a sinalização for insuficiente ou incorreta, atribuindo ao órgão responsável o dever de implantar e manter a sinalização adequada.

Na prática, isso não invalida automaticamente multas em trechos com mudança de limite, mas reforça a importância da clareza e da coerência na comunicação das regras.

Rotina urbana e pedidos por mais previsibilidade

Motoristas que utilizam a BR-101 como corredor diário relatam que, nos horários de pico, precisam lidar com variações bruscas de fluxo, mudança de faixas, veículos pesados e motocicletas circulando entre pistas.

Nesse contexto, a alternância frequente de limite pode gerar frenagens repentinas quando a placa é percebida tardiamente, afetando a fluidez e, segundo alguns condutores, aumentando o risco de incidentes por diferença súbita de velocidade.

Entre as reivindicações mais citadas estão maior padronização, repetição antecipada das placas e comunicação mais clara sobre os pontos de redução.

Segurança versus previsibilidade

A discussão evidencia um desafio recorrente na gestão de rodovias urbanas: conciliar redução de velocidade em pontos críticos com regras que sejam compreendidas de forma intuitiva pelos motoristas.

Enquanto a justificativa técnica prioriza a proteção em áreas de maior risco, parte dos usuários defende que a aplicação das normas precisa garantir previsibilidade, evitando a sensação de penalização inesperada.

O debate permanece em evidência em Natal, onde a alternância de limites e a presença de radares continuam no centro das conversas sobre mobilidade e segurança no trânsito.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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