Investimento

DNIT prevê aumento de investimentos em rodovias federais de Santa Catarina para 2025

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estima que os recursos destinados a obras e manutenções em rodovias federais de Santa Catarina possam chegar a R$ 900 milhões em 2025. O valor foi projetado pelo superintendente do órgão no estado, Amauri Sousa Lima, durante reunião da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, nesta terça-feira (7).

Segundo Lima, o montante supera o orçamento de 2024, de pouco menos de R$ 700 milhões, e poderá ser viabilizado com a chamada “janela orçamentária”, que permite a transferência de verbas de estados onde as obras não avançam no ritmo esperado.

“Esses R$ 900 milhões seriam suficientes para cobrir tudo o que está planejado para o ano”, afirmou.

Expectativa para 2026

Para 2026, a proposta inicial da Lei Orçamentária Anual (LOA) destina R$ 506,7 milhões às rodovias catarinenses. A FIESC já alertou o governo federal de que o valor é insuficiente para dar continuidade às obras em andamento e realizar manutenções preventivas em corredores estratégicos, como as BRs 470, 280, 163, 285 e 282.

O presidente da federação, Gilberto Seleme, destacou que esses trechos são essenciais para o escoamento da produção e a chegada de insumos, reforçando a necessidade de mais investimentos.
Em resposta, Lima afirmou que o Ministério dos Transportes busca ampliar os recursos e que a mobilização da FIESC tem ajudado a sensibilizar parlamentares sobre a importância da infraestrutura rodoviária no estado.

Confira o vídeo.

Aviação regional ganha novo modelo em SC

Além da pauta rodoviária, a reunião também apresentou avanços no setor de aviação regional. A consultoria Aeroplanum apresentou o projeto Voe Juntos, iniciativa que conecta operadores de aeronaves de até nove lugares a clientes por meio de fretamento compartilhado.

O modelo reúne três operadores aéreos com oito aeronaves, oferecendo assentos em voos regionais a partir de um sistema conjunto. Segundo o diretor da Aeroplanum, Geraldo Velázquez, Santa Catarina possui uma rede de aeroportos regionais capaz de receber aeronaves menores, inclusive com operações noturnas.

A expectativa é iniciar as operações em 2026, com voos ligando Caçador e Lages a Florianópolis, e expandir gradualmente para outras sete cidades: Navegantes, Joinville, Criciúma, São Joaquim, Joaçaba e Porto União.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Portos

DNIT inaugura terminal portuário em Envira e fortalece transporte fluvial no Amazonas

Novo porto recebeu R$ 37,7 milhões em investimentos.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) entregou, nesta segunda-feira (29), a nova Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4) no município de Envira, no Amazonas. A obra recebeu R$ 37,7 milhões do Governo Federal e promete transformar a mobilidade e a logística regional, beneficiando diretamente uma cidade que depende quase integralmente do transporte fluvial.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; do diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Edme Tavares; do diretor-geral da ANTT, Frederico Dias; do superintendente do DNIT no Amazonas, Orlando Fanaia; do diretor do Departamento de Gestão Hidroviária do MPor, Eliezé Bulhões de Carvalho, além de representantes do governo federal, estadual e municipal.

Estrutura moderna para passageiros e cargas

O novo terminal foi construído às margens do Rio Tarauacá e oferece uma série de estruturas para ampliar a eficiência logística da região. Entre os destaques estão:

  • Área para embarque e desembarque de passageiros;
  • Guarita de controle para veículos leves e pesados;
  • Armazém de cargas;
  • Fábrica de gelo com câmara frigorífica, voltada para atender a produção pesqueira;
  • Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e reservatório elevado.

A obra também inclui uma rampa em concreto armado de 12,50 metros de largura por 116 metros de comprimento, que garante acesso seguro às embarcações em diferentes níveis do rio. Uma ponte móvel metálica, com 6,43 metros de largura por 20 metros de comprimento, conecta a rampa ao cais flutuante de 50,40 metros, permitindo operação contínua mesmo em períodos de cheia ou vazante.

Impacto social e econômico em Envira

De acordo com Edme Tavares, diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, o novo porto é um marco para o município:

“O Porto de Envira é um instrumento de transformação social e econômica. Ele garante mobilidade com segurança, facilita o escoamento da produção local, fortalece o comércio e aproxima comunidades”, destacou.

Com a entrega da IP4, Envira passa a contar com uma estrutura que organiza o abastecimento, melhora o transporte fluvial e amplia o acesso a serviços essenciais. O terminal fortalece a economia local e atende diretamente às necessidades da população.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: DNIT – Divulgação

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