Transporte

BR-280 em São Francisco do Sul terá ampliação para melhorar acesso ao porto e fluxo de caminhões

O acesso ao complexo portuário de São Francisco do Sul, no Norte catarinense, vai passar por uma ampliação viária na BR-280, com a construção de novas faixas destinadas a melhorar o fluxo de caminhões. A intervenção também inclui melhorias na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, principal ligação entre a rodovia federal e a área portuária.

A iniciativa busca reduzir gargalos logísticos e facilitar a entrada e saída de veículos de carga no maior porto de Santa Catarina.

Projeto prevê ampliação de pistas e melhorias urbanas

O plano de obras contempla cerca de 1,4 mil metros de novas pistas. Desse total, aproximadamente 800 metros serão executados na BR-280, enquanto outros 600 metros serão implantados na via municipal que conecta o acesso ao porto, a partir do quilômetro zero, em frente à entrada do terminal Tesc.

A proposta tem como foco principal melhorar a fluidez do tráfego de caminhões no acesso portuário, um dos pontos mais críticos da região.

Investimento de R$ 12,5 milhões será bancado pelo próprio porto

O projeto terá investimento estimado em R$ 12,5 milhões, com recursos próprios do Porto de São Francisco do Sul. O edital de contratação das obras está previsto para ser publicado em junho.

Após o início dos trabalhos, a previsão é de que a execução seja concluída em até 10 meses, conforme o cronograma estabelecido.

Intervenção busca reduzir desgaste e custos de manutenção

Além de melhorar a mobilidade, a obra pretende diminuir os impactos causados pelo intenso fluxo de veículos pesados na região portuária, que gera desgaste acelerado do pavimento e aumenta os custos de manutenção.

Um dos trechos mais sensíveis, localizado no cruzamento da ferrovia, será pavimentado em concreto, solução adotada para ampliar a durabilidade da estrutura diante do tráfego constante de cargas.

Maior fluidez no acesso ao porto é principal objetivo

De acordo com a administração do porto, a ampliação das pistas deve garantir maior fluidez no acesso aos terminais e melhores condições de circulação para motoristas que utilizam diariamente o corredor logístico.

A expectativa é de ganhos diretos na eficiência operacional e na redução de congestionamentos na região.

Projeto tem aval de órgãos federais

O projeto executivo foi desenvolvido pelo Sindicato dos Operadores Portuários e já recebeu autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Ministério de Portos, Aeroportos e Ferrovias.

Com as liberações, a obra avança para a fase de contratação e início da execução.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Transporte

Trilhos elevados em Criciúma avançam após acordo firmado em Brasília

O projeto de elevação da linha férrea em Criciúma deu um novo passo nesta terça-feira (19) durante agenda oficial em Brasília. A Prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) oficializaram o primeiro termo de cooperação técnica para dar andamento aos estudos da obra, estimada em R$ 260 milhões.

A iniciativa prevê mudanças estruturais importantes na cidade e integra um plano de longo prazo voltado à mobilidade urbana, segurança e desenvolvimento econômico da região.

Acordo marca início de nova fase do projeto

Com a assinatura do documento, técnicos do DNIT, da Prefeitura de Criciúma e da empresa responsável pelo projeto devem iniciar uma série de reuniões para aprofundar os estudos de engenharia necessários para a execução da obra.

O prefeito Vagner Espindola destacou que o projeto foi pensado para atender demandas futuras da cidade e não apenas objetivos de uma gestão específica.

Segundo ele, a proposta busca preparar Criciúma para o crescimento urbano e melhorar a circulação em áreas impactadas pela ferrovia.

Projeto prevê elevar linha férrea em até sete metros

O plano apresentado prevê a elevação dos trilhos no trecho entre o Rio Maina e a Avenida Centenário, no bairro Pinheirinho. A estrutura poderá alcançar até sete metros de altura ao longo do percurso.

A prefeitura já iniciou levantamentos técnicos e análises do solo para elaboração do projeto de engenharia, cuja conclusão está prevista para ainda este ano.

Entre os principais objetivos da obra estão:

  • reduzir os impactos da ferrovia na área urbana;
  • melhorar o fluxo da mobilidade em Criciúma;
  • criar novas conexões viárias;
  • ampliar a segurança nas proximidades dos trilhos.

Projeto inclui mudanças urbanísticas e realocação de famílias

Além das intervenções na linha férrea, o projeto também prevê ações de reorganização urbana. A administração municipal avalia a transferência de famílias que vivem próximas aos trilhos para outras áreas da cidade.

As regiões estudadas para receber os moradores incluem pontos do bairro Pinheirinho e também o Cristo Redentor.

Prefeitura quer avançar para futura licitação

A expectativa do município é acelerar as etapas técnicas para viabilizar a futura licitação da obra ainda durante o atual mandato. A proposta é considerada estratégica para modernizar a infraestrutura urbana e reduzir gargalos históricos causados pela ferrovia no município.

FONTE: 4oito
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/4oito

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Logística

Hidrovias do Norte fortalecem logística, abastecimento e integração de comunidades ribeirinhas

As hidrovias da região Norte desempenham papel estratégico na logística brasileira, garantindo o transporte de cargas, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e o escoamento da produção agrícola e mineral. Em muitos municípios da Amazônia, os rios seguem como principal — e, em alguns casos, único — meio de deslocamento de pessoas e mercadorias.

Além da importância econômica, o sistema hidroviário também é essencial para conectar populações isoladas a serviços públicos, assistência social e oportunidades de desenvolvimento regional.

Região Norte conta com quatro hidrovias estratégicas

Atualmente, a região possui quatro grandes hidrovias administradas pela Diretoria de Infraestrutura Aquaviária (DAQ), vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit):

  • HN-100 Rio Amazonas;
  • HN-117 Rio Madeira;
  • HN-132 Rio Solimões;
  • Hidrovia Tapajós/Teles Pires.

Esses corredores aquaviários ligam municípios, impulsionam o comércio e garantem maior eficiência no transporte de cargas pelo Norte do país.

Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a navegação interior ocupa posição central nas estratégias logística e ambiental do Brasil, ao reduzir impactos ambientais e ampliar oportunidades para populações ribeirinhas.

Rio Amazonas lidera movimentação de cargas na região

A Hidrovia do Rio Amazonas é considerada a principal rota de transporte hidroviário do Norte brasileiro. Com 1.646 quilômetros de extensão, ela responde por cerca de 65% da carga movimentada na região.

A via transporta aproximadamente 50 milhões de toneladas por ano e permanece navegável durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem. O trajeto conecta cerca de 70 terminais e atende aproximadamente 9,2 milhões de pessoas nos estados do Amazonas, Amapá e Pará.

Pela hidrovia circulam combustíveis, grãos, minérios, celulose, bauxita, caulim e diversos produtos regionais voltados tanto ao mercado interno quanto à exportação.

Rio Madeira impulsiona agronegócio brasileiro

Outra rota estratégica é a Hidrovia do Rio Madeira, fundamental para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste.

Com 1.060 quilômetros navegáveis entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), a via é utilizada principalmente para o transporte de soja, milho e açúcar. Além disso, garante o abastecimento de combustíveis e mercadorias essenciais para cidades ribeirinhas.

A hidrovia atende cerca de 781 mil pessoas e mantém operação regular ao longo de todo o ano.

Solimões e Tapajós ampliam integração regional

A Hidrovia do Rio Solimões também exerce papel relevante na mobilidade regional. Com extensão de 1.630 quilômetros, o corredor atravessa 87 municípios e conecta áreas dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.

Além do transporte de passageiros, a rota facilita o acesso da população a produtos, serviços e atividades comerciais.

Já a Hidrovia Tapajós/Teles Pires conecta polos produtores do Centro-Oeste ao Rio Amazonas e ao Oceano Atlântico. Com 843 quilômetros de extensão, o corredor fortalece a competitividade logística nacional e reduz a pressão sobre outros modais de transporte.

Hidrovias garantem inclusão social e acesso a serviços públicos

Além da movimentação de cargas, as hidrovias também desempenham importante função social na Amazônia.

O trabalho do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e do Dnit permite a circulação de embarcações que levam serviços bancários, previdenciários e assistência social a comunidades isoladas.

Barcos da Caixa Econômica Federal e do INSS percorrem trajetos que podem durar até 28 dias, oferecendo abertura de contas, pagamento de benefícios, perícias médicas e orientações sociais.

Entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, mais de 645 mil pessoas foram atendidas por essas embarcações nos estados do Amazonas e Pará.

Transporte fluvial também apoia ações emergenciais

As hidrovias brasileiras ainda são fundamentais em ações de assistência e abastecimento durante períodos de seca extrema ou cheia severa.

Por meio dos rios chegam alimentos, medicamentos, combustíveis e iniciativas de segurança alimentar destinadas às populações ribeirinhas. O transporte fluvial também possibilita ações do CadÚnico, atendimento móvel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e acompanhamento de comunidades tradicionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Investimento

Governo Federal investe R$ 572,6 milhões em mobilidade hidroviária na Região Norte

O Governo Federal destinou R$ 572,6 milhões para garantir a operação e manutenção de 54 terminais hidroviários na Região Norte do país. O investimento, viabilizado pelo Novo PAC, assegura por 730 dias o funcionamento das chamadas Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), fundamentais para o deslocamento da população ribeirinha.

A medida fortalece a mobilidade na Amazônia, onde o transporte fluvial é, em muitos municípios, o principal meio de acesso a serviços básicos e atividades econômicas.

Operação contínua e reforço na segurança

O contrato prevê a manutenção preventiva e corretiva dos terminais, além da operação permanente das estruturas. A iniciativa busca preservar as instalações e oferecer mais segurança a passageiros e trabalhadores do setor.

Com a execução do serviço, embarques e desembarques passam a ocorrer de forma mais organizada, reduzindo riscos e ampliando a eficiência do transporte hidroviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a iniciativa garante que as estruturas permaneçam em pleno funcionamento, assegurando acesso diário da população a áreas como saúde, educação, trabalho e comércio.

A execução das ações é coordenada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, dentro da política de fortalecimento da infraestrutura hidroviária na Amazônia.

Presença em municípios estratégicos

As 54 IP4s estão distribuídas em três estados: 51 unidades no Amazonas, duas em Rondônia — nos municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho (Cai n’Água) — e uma em Roraima, na cidade de Caracaraí.

Em cidades como Parintins, Tefé, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tabatinga, Humaitá e Lábrea, os terminais desempenham papel estratégico na organização do fluxo de passageiros e no suporte às economias locais.

Além de facilitar o acesso a hospitais, escolas e repartições públicas, as estruturas garantem o abastecimento de comunidades ribeirinhas e fortalecem o comércio regional.

Movimentação de passageiros cresce na região

Entre 2023 e 2025, as IP4 registraram milhões de embarques e desembarques, consolidando sua importância para a integração regional. Em 2024, foi contabilizado o maior volume de passageiros: 3,585 milhões. Já em 2025, o número chegou a 2,481 milhões.

O total de visitantes permaneceu acima de 2 milhões por ano no período, reforçando a relevância dos terminais para a logística regional e a circulação de pessoas na Região Norte.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que a manutenção contínua evita interrupções e amplia a segurança da navegação. Já o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, ressaltou que, em diversos municípios, o terminal representa a principal porta de entrada para serviços essenciais.

Com o investimento, o Governo Federal reforça a política pública voltada à infraestrutura portuária, promovendo desenvolvimento regional, integração e acesso permanente a serviços básicos em áreas de difícil acesso.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Dnit

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Transporte

BR-101 em Natal: alternância de limite entre 60 km/h e 80 km/h gera multas e debate sobre sinalização

Um trecho urbano da BR-101 em Natal (RN) tem chamado a atenção de motoristas devido ao volume de autuações por excesso de velocidade. A principal queixa envolve a alternância do limite entre 60 km/h e 80 km/h em uma curta distância, combinada com a presença de fiscalização eletrônica ao longo do corredor.

O cenário reacendeu discussões sobre sinalização viária, previsibilidade das regras e equilíbrio entre controle de velocidade e fluidez no tráfego urbano.

Trecho urbano concentra reclamações

O segmento fica na área urbana da capital potiguar e é utilizado diariamente por moradores e por quem cruza a cidade. Segundo relatos recorrentes, o limite predominante de 80 km/h sofre reduções pontuais para 60 km/h em pontos específicos, voltando a subir logo adiante.

Condutores afirmam que a mudança ocorre em sequência curta, exigindo redução quase imediata em meio a tráfego intenso, acessos laterais, passarelas e paradas próximas. Para quem não conhece o trajeto, a percepção relatada é de “efeito surpresa”, com a placa sendo notada apenas após a passagem pelo ponto monitorado.

Fiscalização eletrônica e segurança viária

Do ponto de vista técnico, a fiscalização eletrônica na BR-101 é defendida como instrumento de segurança viária. Em trechos urbanos, onde há maior interação entre veículos, pedestres e acessos laterais, a velocidade impacta diretamente na distância de frenagem e na gravidade de colisões.

Por esse motivo, limites mais baixos costumam ser adotados em áreas consideradas sensíveis, especialmente próximas a passarelas e entradas de bairros. A redução, segundo especialistas, busca diminuir riscos e preservar vidas.

Alternância de 60 km/h e 80 km/h amplia debate

A controvérsia, porém, não se concentra apenas na existência do limite de 60 km/h. Parte dos motoristas questiona a forma como a mudança é comunicada ao longo do percurso.

A crítica mais frequente aponta que o limite de 80 km/h prevalece na maior parte do trajeto e, de maneira pontual, cai para 60 km/h em segmentos próximos a radares, retomando o padrão anterior logo depois. Em situações de fluxo elevado ou visibilidade reduzida, a adaptação é considerada difícil.

Em reportagens locais, há registros de autuações em pontos próximos à entrada de Natal, com menção a radares instalados em áreas estratégicas do corredor.

Atuação do DNIT e instalação de radares

O tema também envolve o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável por trechos federais da rodovia.

Ao longo dos últimos anos, o órgão ampliou a instalação de radares na BR-101 em Natal, incluindo equipamentos próximos a passarelas e acessos relevantes. Em determinadas fases, houve ainda diferenciação de limite conforme o tipo de veículo, além de ajustes na ativação de equipamentos.

A definição dos limites considera critérios como geometria da via, volume de tráfego, distância de visibilidade, presença de travessias e histórico de ocorrências.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro

Em discussões sobre autuações, é comum a citação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especialmente do artigo 90. O dispositivo prevê que não devem ser aplicadas penalidades quando a sinalização for insuficiente ou incorreta, atribuindo ao órgão responsável o dever de implantar e manter a sinalização adequada.

Na prática, isso não invalida automaticamente multas em trechos com mudança de limite, mas reforça a importância da clareza e da coerência na comunicação das regras.

Rotina urbana e pedidos por mais previsibilidade

Motoristas que utilizam a BR-101 como corredor diário relatam que, nos horários de pico, precisam lidar com variações bruscas de fluxo, mudança de faixas, veículos pesados e motocicletas circulando entre pistas.

Nesse contexto, a alternância frequente de limite pode gerar frenagens repentinas quando a placa é percebida tardiamente, afetando a fluidez e, segundo alguns condutores, aumentando o risco de incidentes por diferença súbita de velocidade.

Entre as reivindicações mais citadas estão maior padronização, repetição antecipada das placas e comunicação mais clara sobre os pontos de redução.

Segurança versus previsibilidade

A discussão evidencia um desafio recorrente na gestão de rodovias urbanas: conciliar redução de velocidade em pontos críticos com regras que sejam compreendidas de forma intuitiva pelos motoristas.

Enquanto a justificativa técnica prioriza a proteção em áreas de maior risco, parte dos usuários defende que a aplicação das normas precisa garantir previsibilidade, evitando a sensação de penalização inesperada.

O debate permanece em evidência em Natal, onde a alternância de limites e a presença de radares continuam no centro das conversas sobre mobilidade e segurança no trânsito.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

Planejamento Hidroviário Nacional prioriza previsibilidade logística e prepara novos editais para 2026

A navegação interior vem se consolidando como eixo estratégico da logística nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde a malha rodoviária é menos capilarizada. Diante da sazonalidade hidrológica, marcada por períodos de seca e cheia, o Planejamento Hidroviário Nacional foi estruturado para reduzir riscos operacionais e garantir a circulação de insumos essenciais, além do escoamento de safras agrícolas e minérios.

Governança compartilhada busca eficiência e controle

A gestão do setor hidroviário brasileiro está distribuída entre quatro instâncias. O Ministério de Portos e Aeroportos define diretrizes e prioridades; a Marinha do Brasil responde pela segurança da navegação; o DNIT atua na manutenção e dragagem; e a Antaq é responsável pela regulação e fiscalização. Esse arranjo institucional busca assegurar transparência, segurança jurídica e controle público sobre os ativos da União.

Dragagem e concessões sustentam a previsibilidade

A dragagem de manutenção é considerada um dos principais pilares para a estabilidade das rotas hidroviárias. A atividade consiste na remoção de sedimentos acumulados para preservar o calado em trechos já operacionais, sem modificar o curso natural dos rios.

Em paralelo, o governo avança no modelo de concessões hidroviárias. De acordo com a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, a concessão não representa privatização do leito, mas a delegação de serviços específicos, como sinalização, balizamento e manutenção, sob regulação estatal. A iniciativa busca ampliar a eficiência operacional, mantendo a fiscalização da Antaq e assegurando regularidade ao transporte de cargas e passageiros.

Hidrovias prioritárias no Plano Geral de Outorgas

O Plano Geral de Outorgas (PGO 2023) definiu seis projetos prioritários para estudos de viabilidade e modelagem de concessão. Entre eles estão hidrovias estratégicas da Bacia Amazônica, como os rios Madeira, Tapajós e Tocantins; o Rio Paraguai, fundamental para o escoamento do Centro-Oeste; a Lagoa Mirim, no Rio Grande do Sul; e a chamada Hidrovia Verde, na região da Barra Norte.

A inclusão desses projetos no Programa Nacional de Desestatização (PND) indica prioridade técnica, mas a publicação dos editais ainda depende da conclusão dos estudos e da realização de audiências públicas.

Rio Paraguai lidera cronograma para 2026

Entre os projetos em andamento, a Hidrovia do Rio Paraguai (Tramo Sul) apresenta o estágio mais avançado. Com cerca de 600 quilômetros de extensão, ligando Corumbá (MS) à foz do Rio Apa, o trecho é considerado estratégico para o comércio exterior do Mercosul. A expectativa do governo é lançar o edital de concessão no primeiro semestre de 2026.

Já as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós seguem em fase de modelagem, com atualizações previstas ao longo de 2026. A Hidrovia Verde continua sendo desenvolvida sob diretrizes de sustentabilidade ambiental. A coordenação entre Executivo e órgãos reguladores tem como meta reduzir o Custo Brasil e tornar o transporte hidroviário um modal mais previsível para grandes embarcadores e comunidades que dependem da rede fluvial.

FONTE: MPOR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Cooperação entre CODEBA e DNIT marca retomada do projeto

A CODEBA passará a administrar o Porto de Pirapora (MG) e iniciou, em parceria com o DNIT, o processo de reativação da Hidrovia do Rio São Francisco. O avanço foi formalizado em reunião realizada na terça-feira (3), em Belo Horizonte, quando as duas instituições definiram as bases da cooperação técnica e operacional.

Durante o encontro, foram estabelecidos os procedimentos para a regularização documental do Porto de Pirapora, além das primeiras ações voltadas à recuperação das embarcações e à retomada da navegação entre o município mineiro e os polos logísticos de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Intervenções no trecho navegável e dragagem do canal

Segundo a CODEBA, a retomada das operações da nova Hidrovia do São Francisco exigirá intervenções ao longo do trecho navegável entre Pirapora, Juazeiro e Petrolina. O chefe de gabinete da companhia, Carlos Luciano, destacou que as medidas seguem determinação do Governo Federal e visam estruturar o corredor hidroviário.

A autoridade portuária já contratou empresa responsável pela recuperação e revisão das embarcações que farão o trajeto inicial. Além disso, os estudos técnicos para a dragagem de manutenção do canal devem ser concluídos no primeiro semestre, etapa considerada essencial para garantir a navegabilidade.

Porto de Pirapora volta ao mapa logístico

Para o superintendente regional do DNIT em Minas Gerais, Antônio Gabriel Oliveira dos Santos, a cooperação com a CODEBA representa um passo decisivo para a reativação do terminal. “O objetivo é devolver ao Porto de Pirapora sua função logística e impulsionar o desenvolvimento regional”, afirmou.

A reunião contou ainda com a presença de técnicos e gestores das duas instituições, que irão atuar de forma integrada na execução do projeto.

Terminal estratégico para a logística nacional

Inaugurado em 1981, o Porto de Pirapora foi projetado para a movimentação de granéis sólidos. Com a nova gestão da CODEBA, o terminal passa a integrar oficialmente o projeto da Nova Hidrovia do Rio São Francisco, considerada estratégica para a logística nacional.

A iniciativa é vista como fundamental para o abastecimento da região Sudeste e de estados como Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, ampliando a eficiência do transporte hidroviário e fortalecendo a integração regional.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Governo Federal investe mais de R$ 500 milhões em hidrovias e registra recorde em 2025

O Governo Federal aplicou mais de R$ 500 milhões em hidrovias ao longo de 2025, alcançando um volume recorde de investimentos voltados à modernização da infraestrutura aquaviária, ampliação da navegabilidade e aumento da segurança no transporte fluvial. As ações foram coordenadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Os recursos contemplam obras de dragagem, sinalização náutica, recuperação de estruturas, operação de eclusas e melhorias em canais de navegação em diversas regiões do país.

Amazônia e corredores estratégicos concentram investimentos

Grande parte dos recursos foi direcionada às hidrovias da região Amazônica e a corredores logísticos estratégicos. Entre os trechos atendidos estão os rios Madeira, Amazonas, Solimões e Tocantins, além do Delta do Parnaíba e dos rios Grajaú, Pindaré e Mearim, no Maranhão. No Sul, receberam investimentos os rios Jacuí e Taquari, no Rio Grande do Sul.

Somente na hidrovia do Rio Tocantins, foram aplicados R$ 11,6 milhões em melhorias no canal de navegação, com foco no escoamento da produção e no aumento da segurança das embarcações. Já no Rio Solimões, cerca de R$ 11 milhões foram destinados a serviços de dragagem para garantir a navegabilidade, especialmente durante o período de estiagem.

Infraestrutura fortalece integração e logística nacional

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos reforçam o papel estratégico das hidrovias no desenvolvimento do país.
“Estamos promovendo melhorias estruturais que tornam o transporte fluvial mais eficiente, reduzem custos logísticos e contribuem para a integração nacional, especialmente em regiões onde os rios são essenciais para a mobilidade”, afirmou.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que o objetivo é assegurar a navegabilidade durante todo o ano. “Essas ações garantem rotas seguras e contínuas para o transporte de cargas e passageiros, fortalecendo a logística e a economia regional”, explicou.

Terminais fluviais ampliam acesso e impacto social

Os investimentos também alcançaram terminais fluviais em diferentes estados. No Amazonas, foram beneficiados municípios como Barcelos, Lábrea, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira e São Paulo de Olivença. No Pará, os recursos chegaram a Juruti, Oriximiná, Conceição do Araguaia, Vitória do Xingu e Abaetetuba. Já no Amapá, o município de Santana recebeu mais de R$ 10 milhões, além de aportes em cidades da Bahia e de Alagoas.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, os terminais têm papel essencial na vida das comunidades ribeirinhas. “Eles garantem mobilidade, acesso a serviços básicos e melhoram significativamente a qualidade de vida das populações atendidas”, afirmou.

Ações no Sul e recuperação pós-enchentes

No Sul do país, o MPor destinou R$ 3,2 milhões para dragagem e sinalização da Lagoa Mirim, além de R$ 12,8 milhões para recuperar a navegabilidade das hidrovias do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes de 2024.

Outros investimentos relevantes incluem R$ 155 milhões para operação de terminais hidroviários, R$ 46,6 milhões para operação de eclusas e mais de R$ 174 milhões voltados à recuperação de estruturas públicas, especialmente na Região Hidrográfica Amazônica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Informação

DNIT impede inauguração da ponte Brasil–Paraguai e da Perimetral Leste por falhas de segurança

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) barrou a inauguração da ponte Brasil–Paraguai e da Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu, após identificar falhas graves de sinalização que elevam o risco de acidentes. A decisão frustrou o plano do governo do Paraná de liberar o tráfego e realizar a cerimônia de entrega ainda nesta semana.

A medida foi tomada após vistoria técnica realizada em 9 de dezembro, quando o DNIT notificou formalmente a Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre a impossibilidade de abertura da rodovia e da nova travessia internacional, localizada na BR-277.

Obra não reúne condições para recebimento, diz DNIT

Segundo o órgão federal, as inspeções constataram inadequações na sinalização horizontal e ausência da implantação completa da sinalização vertical, itens considerados essenciais para a segurança viária. Sem a conclusão desses serviços e a instalação dos dispositivos de proteção, a liberação do tráfego poderia resultar em acidentes e responsabilização direta da autarquia.

No ofício enviado à PRF, o DNIT informa que tomou conhecimento da intenção do governo estadual de inaugurar a Perimetral Leste, a Ponte Internacional da Integração e a aduana Brasil–Paraguai, mas reforça que a abertura está condicionada ao cumprimento integral das exigências técnicas.

Natureza federal reforça veto à abertura antecipada

O documento destaca que a Perimetral Leste integra a rodovia federal BR-277 e que a nova ponte faz parte do Sistema Nacional de Viação, o que atribui à União a palavra final sobre o aceite técnico da obra. Na prática, o DNIT deixa claro que a decisão não cabe apenas ao governo estadual.

Sinalização incompleta eleva risco de acidentes

As vistorias apontaram falhas em pinturas e marcações no pavimento, além da falta de placas informativas, de advertência e de regulamentação. O DNIT solicitou apoio da PRF para uma vistoria conjunta, com o objetivo de verificar a correção das pendências.

Entre as exigências estão a conclusão da sinalização e a instalação de defensas metálicas (guard rails) e barreiras de concreto tipo New Jersey, especialmente em viadutos e trechos de maior risco. O órgão ressalta que responderá por eventuais omissões que resultem em sinistros.

Base legal impede entrega sem sinalização completa

Para sustentar a decisão, o DNIT cita o artigo 88 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), que proíbe a entrega ou reabertura de vias pavimentadas sem sinalização adequada. A autarquia afirma que a pressão por inauguração não pode se sobrepor às normas legais e técnicas.

Convênio e financiamento da Itaipu Binacional

A ponte e as obras associadas fazem parte do Convênio de Delegação nº 211/2019, firmado entre o DNIT e o governo do Paraná, com a Itaipu Binacional como interveniente e financiadora. Apesar da delegação ao estado, o complexo rodoviário segue sujeito ao aceite técnico federal.

O ofício é assinado por Marcel Luiz Escobedo, chefe da Unidade Local do DNIT em Foz do Iguaçu, que condiciona a inauguração ao atendimento de todos os requisitos de segurança.

Governo do Paraná contesta decisão

Em nota, o governo do Paraná afirma que a sinalização foi executada conforme projeto aprovado pelo DNIT e sustenta que o evento de entrega marca o esforço das equipes estaduais. A administração estadual diz ainda que a data foi comunicada ao governo federal e registrada em ata, argumentando que a inauguração seria uma obrigação legal com o encerramento do contrato.

Liberação depende de nova vistoria

O DNIT mantém que a liberação do tráfego só ocorrerá após vistoria conjunta com a PRF e a comprovação de que todas as falhas foram sanadas. Até lá, permanece o impasse entre o cronograma político do estado e a posição técnica do órgão federal, que prioriza o cumprimento das normas de segurança viária.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Investimento

DNIT prevê aumento de investimentos em rodovias federais de Santa Catarina para 2025

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estima que os recursos destinados a obras e manutenções em rodovias federais de Santa Catarina possam chegar a R$ 900 milhões em 2025. O valor foi projetado pelo superintendente do órgão no estado, Amauri Sousa Lima, durante reunião da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, nesta terça-feira (7).

Segundo Lima, o montante supera o orçamento de 2024, de pouco menos de R$ 700 milhões, e poderá ser viabilizado com a chamada “janela orçamentária”, que permite a transferência de verbas de estados onde as obras não avançam no ritmo esperado.

“Esses R$ 900 milhões seriam suficientes para cobrir tudo o que está planejado para o ano”, afirmou.

Expectativa para 2026

Para 2026, a proposta inicial da Lei Orçamentária Anual (LOA) destina R$ 506,7 milhões às rodovias catarinenses. A FIESC já alertou o governo federal de que o valor é insuficiente para dar continuidade às obras em andamento e realizar manutenções preventivas em corredores estratégicos, como as BRs 470, 280, 163, 285 e 282.

O presidente da federação, Gilberto Seleme, destacou que esses trechos são essenciais para o escoamento da produção e a chegada de insumos, reforçando a necessidade de mais investimentos.
Em resposta, Lima afirmou que o Ministério dos Transportes busca ampliar os recursos e que a mobilização da FIESC tem ajudado a sensibilizar parlamentares sobre a importância da infraestrutura rodoviária no estado.

Confira o vídeo.

Aviação regional ganha novo modelo em SC

Além da pauta rodoviária, a reunião também apresentou avanços no setor de aviação regional. A consultoria Aeroplanum apresentou o projeto Voe Juntos, iniciativa que conecta operadores de aeronaves de até nove lugares a clientes por meio de fretamento compartilhado.

O modelo reúne três operadores aéreos com oito aeronaves, oferecendo assentos em voos regionais a partir de um sistema conjunto. Segundo o diretor da Aeroplanum, Geraldo Velázquez, Santa Catarina possui uma rede de aeroportos regionais capaz de receber aeronaves menores, inclusive com operações noturnas.

A expectativa é iniciar as operações em 2026, com voos ligando Caçador e Lages a Florianópolis, e expandir gradualmente para outras sete cidades: Navegantes, Joinville, Criciúma, São Joaquim, Joaçaba e Porto União.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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