Transporte

ANTT atualiza tabela do frete com novos pisos mínimos para o transporte rodoviário

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) oficializou a atualização da tabela do frete, que estabelece os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Os novos coeficientes foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) e passaram a valer imediatamente, servindo como referência obrigatória para a contratação de serviços de transporte.

A revisão faz parte da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e considera, principalmente, a oscilação do preço do óleo diesel, um dos principais componentes do custo operacional do setor.

Reajuste acompanha a alta dos custos operacionais

Pela legislação, a ANTT deve revisar os valores da tabela sempre que houver variação igual ou superior a 5% no preço do diesel, além das atualizações semestrais previstas em norma.

Na prática, os pisos mínimos de frete definem o valor mínimo que deve ser pago aos transportadores conforme fatores como tipo de carga, quantidade de eixos do veículo e distância percorrida. A medida busca assegurar uma remuneração capaz de cobrir os custos da operação e impedir a contratação de fretes abaixo do limite estabelecido por lei.

Impactos atingem transportadoras e embarcadores

Apesar de a atualização ocorrer de forma automática, seus reflexos se espalham por toda a cadeia logística. Sempre que há forte variação no preço dos combustíveis, transportadoras, embarcadores e clientes precisam revisar contratos para manter o equilíbrio financeiro das operações.

A pressão exercida pelo aumento do diesel sobre as negociações já havia sido destacada em reportagem da Transporte Moderno, que mostrou que o piso do frete representa apenas o valor mínimo previsto na legislação. Especialistas defendem que outros custos também devem ser considerados nas negociações para garantir a sustentabilidade do setor.

Diesel não é o único fator que influencia o frete

Em entrevista à Transporte Moderno, o economista Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, afirmou que o preço do diesel tem peso significativo nos custos, mas não explica sozinho a rentabilidade das empresas.

Segundo ele, despesas com manutenção, pneus, mão de obra, custos financeiros e até a disponibilidade de caminhões também impactam diretamente a formação do preço do frete.

Na mesma reportagem, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou que uma remuneração compatível com os custos é fundamental para preservar a competitividade do transporte rodoviário. Para ele, quando o valor do frete não cobre as despesas da operação, toda a cadeia logística é prejudicada.

Descumprimento da tabela pode gerar penalidades

A atualização também reforça a obrigatoriedade de cumprimento da legislação. Empresas que contratarem serviços por valores inferiores aos pisos mínimos de frete podem sofrer sanções aplicadas pela ANTT, que vem ampliando a fiscalização sobre o cumprimento da norma nos últimos anos.

Os novos coeficientes já valem para todos os contratos firmados após a publicação da resolução e abrangem diferentes modalidades, como cargas gerais, granel, cargas frigorificadas, produtos perigosos, neogranel e operações de alto desempenho.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Diesel caro faz caminhoneiros investir em equipamentos para reduzir custos operacionais

O avanço do preço do diesel tem provocado mudanças nas estratégias de investimento dos caminhoneiros autônomos. Além de impactar a rotina financeira de transportadoras, o aumento dos custos operacionais tem levado motoristas a priorizar equipamentos que ofereçam maior eficiência energética e economia ao longo da vida útil do veículo.

De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o diesel representa cerca de 35% das despesas do transporte rodoviário de cargas, tornando qualquer alternativa de redução de consumo um diferencial importante para quem depende da estrada para trabalhar.

Eficiência energética passa a pesar mais na decisão de compra

Fabricantes de sistemas de climatização para caminhões apontam uma mudança no comportamento do mercado. Se anteriormente o menor preço era o principal fator na escolha dos equipamentos, atualmente critérios como baixo consumo de energia, durabilidade e menores custos de manutenção ganharam protagonismo.

A fabricante gaúcha Resfri Ar, com sede em Vacaria (RS), observa essa transformação entre seus clientes. Segundo o CEO da empresa, Thiago Castilhos, os motoristas estão mais atentos ao retorno financeiro proporcionado pelos equipamentos.

Conforme o executivo, os sistemas elétricos de ar-condicionado da empresa funcionam de forma independente do motor do caminhão, permitindo manter a cabine climatizada durante as paradas sem necessidade de deixar o veículo ligado. A solução reduz o consumo de combustível e também contribui para diminuir o desgaste mecânico do motor.

Custos de manutenção reforçam busca por soluções mais econômicas

Além do impacto causado pelo preço do diesel, o aumento das despesas com manutenção também influencia as decisões de compra dos profissionais da estrada. Com margens de lucro cada vez mais apertadas, muitos caminhoneiros passaram a considerar o custo total de operação antes de investir em equipamentos auxiliares.

Estimativas do setor indicam que sistemas de ar-condicionado com baixa eficiência ou manutenção inadequada podem elevar o consumo de combustível em até 15%, embora esse percentual dependa das condições de uso, do estado do equipamento e do tipo de operação realizada.

Para atender essa demanda, fabricantes vêm investindo em tecnologias voltadas à redução do consumo elétrico. Entre elas está o compressor com tecnologia Inverter, que ajusta automaticamente a potência de funcionamento conforme a necessidade de refrigeração, aumentando a autonomia do sistema e reduzindo o consumo das baterias.

Segundo Castilhos, o desenvolvimento dessas soluções busca atender às condições enfrentadas diariamente pelos caminhoneiros nas rodovias brasileiras, marcadas por altas temperaturas, longas jornadas e pouca margem para paradas destinadas à manutenção.

Investimentos vão além da climatização

A busca por economia também tem impulsionado a aquisição de outros equipamentos, como geladeiras automotivas, que permitem transportar alimentos durante viagens longas e reduzir gastos com refeições em restaurantes às margens das rodovias.

Dados da CNT mostram que aproximadamente 70% dos cerca de 1,5 milhão de caminhoneiros em atividade no Brasil trabalham de forma autônoma. Nesse cenário, cresce a tendência de avaliar investimentos pelo retorno financeiro proporcionado ao longo do tempo, deixando o preço de compra em segundo plano.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Importação

Indústria de biodiesel celebra veto à importação e destaca fortalecimento da produção nacional

A decisão do governo federal de impedir a importação de biodiesel destinado à mistura obrigatória com o diesel comercializado no país foi recebida com entusiasmo pelo setor. Para representantes da indústria, a medida demonstra confiança na capacidade da produção nacional e fortalece a cadeia de biocombustíveis.

A resolução foi aprovada nesta terça-feira (14) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Com a nova regra, apenas o biodiesel fabricado por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá ser utilizado na composição obrigatória do combustível vendido no mercado brasileiro.

Setor vê medida como avanço para a política de biocombustíveis

Na avaliação da AliançaBiodiesel, a decisão representa um passo importante para consolidar a política nacional de biocombustíveis. A entidade afirma que o veto reconhece a capacidade da indústria instalada no país e proporciona maior previsibilidade para toda a cadeia produtiva.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o parque industrial brasileiro opera atualmente com cerca de 40% da capacidade instalada, o que demonstra potencial para ampliar a produção e atender plenamente à demanda interna.

Entidades afirmam que país tem estrutura para suprir o mercado

O presidente da Aprobio e integrante da AliançaBiodiesel, Jerônimo Goergen, afirmou que o Brasil possui infraestrutura, tecnologia e disponibilidade de matéria-prima suficientes para abastecer o mercado nacional sem depender de importações.

Segundo ele, a decisão também contribui para proteger investimentos, incentivar a expansão da produção e reforçar a segurança energética do país. Goergen ressaltou ainda que substituir a produção nacional por combustível importado enfraqueceria uma cadeia produtiva construída ao longo dos últimos anos e reconhecida internacionalmente pela qualidade e sustentabilidade.

Decisão pode estimular investimentos e inovação

Para o presidente da Abiove, André Nassar, também integrante da AliançaBiodiesel, a resolução do CNPE sinaliza que o governo considera a produção brasileira de biodiesel estratégica para a política energética nacional.

De acordo com o executivo, a medida cria um ambiente mais favorável para novos investimentos, expansão da capacidade produtiva e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor. Na avaliação de Nassar, esse cenário fortalece a agroindústria brasileira e amplia o protagonismo do país na transição energética global.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Greve

Senado aprova piso mínimo do frete para caminhoneiros e texto segue para sanção presidencial

O Senado Federal aprovou, em votação simbólica, o projeto que estabelece o piso mínimo do frete para o transporte rodoviário de cargas. Como a medida provisória perderia a validade na quinta-feira (16), a análise ocorreu em meio ao aumento das pressões e às ameaças de greve por parte de caminhoneiros. Agora, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta foi transformada em Projeto de Lei de Conversão (PLC) e determina regras para a definição dos valores mínimos pagos pelos serviços de frete em todo o país.

ANTT será responsável pelo cálculo dos valores

Pela proposta aprovada, caberá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) calcular e atualizar os pisos mínimos do frete com base nos custos reais da atividade.

Entre os critérios que deverão ser considerados estão despesas com combustíveis, pneus, lubrificantes, manutenção dos veículos, salários, encargos trabalhistas, seguros, tempo de carga e descarga, além de outros custos operacionais relacionados ao transporte.

Projeto busca reduzir impactos para caminhoneiros

O texto original foi enviado pelo governo federal em março e tinha como objetivo amenizar a insatisfação dos caminhoneiros autônomos, especialmente diante da alta do preço do diesel provocada pelo cenário internacional e seus reflexos sobre os custos do setor.

Além da definição do piso, a proposta torna obrigatório o cadastramento das operações de transporte de cargas e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte.

Descumprimento do piso poderá gerar multa de até R$ 1 milhão

A nova legislação também estabelece mecanismos para garantir o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Empresas e transportadores que desrespeitarem os valores mínimos poderão sofrer sanções administrativas, incluindo multas que podem chegar a R$ 1 milhão.

Senado retira previsão de salário fixo para caminhoneiros

Durante a tramitação, os parlamentares retiraram do texto o dispositivo que previa remuneração mensal de R$ 5 mil para caminhoneiros.

Na versão aprovada, ficou definido que a remuneração da categoria continuará sendo estabelecida por meio de negociações coletivas.

Perdão de multas de 2022 gera expectativa de veto

Outro ponto incluído no projeto prevê o perdão das multas aplicadas em 2022 durante manifestações de caminhoneiros após o resultado das eleições presidenciais.

O relator da matéria no Senado, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), afirmou que a medida busca corrigir o que classificou como uma punição injusta aos profissionais envolvidos nos protestos.

No entanto, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o presidente Lula deverá vetar esse trecho, que foi acrescentado durante a análise da proposta na Câmara dos Deputados pelo deputado Zé Trovão (PL-SC).

Acordo entre governo e oposição viabilizou aprovação

A votação foi resultado de negociações entre governo e oposição. Na véspera da sessão, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), informou que houve entendimento entre as lideranças para permitir a aprovação da matéria dentro do prazo de validade da medida provisória.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/EPTV

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Greve

Greve de motoristas-tanque pode provocar falta de combustíveis em postos a partir da próxima semana

Motoristas que pretendem abastecer seus veículos nos próximos dias devem acompanhar a situação com atenção. Uma greve de motoristas-tanque foi confirmada e pode comprometer o fornecimento de combustíveis em postos do Espírito Santo a partir da próxima semana.

A paralisação envolve os profissionais responsáveis pelo transporte de gasolina, diesel e etanol até os postos. Sem a distribuição regular, a tendência é que os estoques sejam reduzidos gradativamente, podendo resultar na falta de produtos conforme a demanda aumenta.

Greve está prevista para começar na segunda-feira

O Sindirodoviários confirmou que a categoria iniciará a greve na próxima segunda-feira (13), caso não haja avanço nas negociações com as empresas do setor.

O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Marquinhos Jiló, que alertou para a possibilidade de desabastecimento ao longo da semana seguinte. Segundo ele, os postos devem continuar operando inicialmente com os estoques disponíveis, mas a ausência de novas entregas poderá afetar o atendimento aos consumidores.

Diante desse cenário, a orientação é que os motoristas não aguardem o tanque chegar à reserva para abastecer, reduzindo o risco de enfrentar dificuldades caso a paralisação seja mantida.

Categoria cobra melhorias nas condições de trabalho

De acordo com o sindicato, foram realizadas cinco rodadas de negociação com representantes das empresas, porém as conversas terminaram sem acordo.

Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho para os motoristas tanqueiros, profissionais responsáveis por garantir o transporte de combustíveis e o abastecimento dos postos em todo o estado.

Em comunicado, o Sindirodoviários informou que continua aberto ao diálogo, mas reforçou que a greve será iniciada diante da falta de consenso entre as partes.

“Diante da falta de acordo, a partir de segunda-feira a categoria entrará em greve. Permanecemos à disposição para retomar as negociações a qualquer momento, caso o setor patronal se sensibilize e apresente uma proposta que valorize esses trabalhadores”, informou a entidade.

Desabastecimento pode ocorrer de forma gradual

Segundo Marquinhos Jiló, os efeitos da paralisação não devem ser sentidos imediatamente, já que os postos ainda contarão com os estoques armazenados.

Entretanto, sem a reposição das cargas de gasolina, diesel e etanol, o abastecimento poderá ser comprometido nos dias seguintes, à medida que os volumes disponíveis forem se esgotando.

O sindicato destaca que a greve ainda poderá ser suspensa caso uma nova proposta seja apresentada pelas empresas antes do início da paralisação. Até lá, a recomendação é que os consumidores acompanhem as negociações e se programem para evitar transtornos.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tempo Novo

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Informação

Subsídio do diesel chega ao fim; governo avalia retirar novos incentivos aos combustíveis

O governo federal encerrou, a partir desta quarta-feira (1º), a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, medida adotada durante o período de forte alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Com a redução das cotações internacionais da commodity, a equipe econômica também estuda retirar, de forma gradual, outros incentivos ainda concedidos aos combustíveis.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a revisão faz parte da estratégia de reduzir os gastos públicos sem provocar distorções nos preços praticados no mercado.

Outros subsídios estão em análise

Além do benefício encerrado neste início de julho, o governo avalia o futuro de outras subvenções atualmente em vigor: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina.

De acordo com Durigan, novas decisões deverão ser anunciadas nos próximos dias, sempre considerando o comportamento dos preços internacionais e seus reflexos sobre o mercado brasileiro.

O ministro afirmou que a política adotada busca acompanhar as condições econômicas, evitando a manutenção de preços artificialmente reduzidos. Apesar disso, ressaltou que o cenário internacional ainda exige cautela antes da retirada completa dos incentivos.

Imposto sobre exportação de petróleo também pode ser revisto

Outra medida em avaliação é o imposto de exportação sobre o petróleo, criado para incentivar que parte da produção permanecesse no mercado interno durante o período de maior instabilidade internacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a cobrança poderá ser encerrada ainda em julho ou passar por uma retirada gradual, dependendo da evolução do mercado e do ambiente geopolítico.

Queda do petróleo reduz impacto sobre os preços

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel não deve provocar aumento significativo nos preços ao consumidor.

Isso ocorre porque a recente queda do petróleo Brent tende a compensar o fim do benefício, mantendo relativa estabilidade nos valores praticados nas bombas.

Mesmo assim, o governo reconhece que os preços dos combustíveis ainda não retornaram completamente aos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio, motivo pelo qual a retirada dos demais incentivos seguirá sendo analisada de forma gradual.

Medidas emergenciais custaram cerca de R$ 16 bilhões

Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governo implementou uma série de ações para conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira.

Entre elas estavam reduções tributárias e subsídios destinados ao diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha. Grande parte dessas medidas foi criada com validade inicial de dois meses, sendo posteriormente prorrogada em alguns casos.

Até o momento, o custo estimado dessas iniciativas gira em torno de R$ 16 bilhões, valor que ainda poderá ser revisado pela equipe econômica.

Meta fiscal permanece preservada

Segundo Bruno Moretti, as projeções fiscais do governo foram elaboradas com premissas conservadoras e não consideravam um cenário prolongado de preços elevados do petróleo.

Com isso, a queda das cotações internacionais e o avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduzem o risco de perda de arrecadação e reforçam a expectativa de cumprimento da meta fiscal prevista para este ano.

Mercado acompanha queda do petróleo

A possibilidade de retirada dos incentivos ocorre em um momento de recuperação da estabilidade no mercado internacional de energia.

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz começou a ser normalizado, reduzindo as preocupações com o abastecimento global de petróleo.

Com esse cenário, o Brent passou a ser negociado próximo de US$ 73 por barril, abaixo dos níveis observados durante o período mais intenso das tensões geopolíticas, fortalecendo a avaliação do governo de que os subsídios emergenciais podem ser gradualmente encerrados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Transporte

Transporte rodoviário movimenta quase 70% das cargas no Brasil, aponta levantamento

O transporte rodoviário de cargas segue como a principal base da logística brasileira. De acordo com o novo Panorama do Transporte Rodoviário de Cargas, os caminhões são responsáveis por 68,5% de toda a carga movimentada no país, considerando o indicador de tonelada-quilômetro (TKU). Quando a análise leva em conta o valor das mercadorias transportadas (VKU), essa participação sobe para 84,3%.

Os números evidenciam a forte dependência da economia nacional das rodovias para abastecer cidades, atender à indústria e garantir o escoamento da produção agrícola e mineral.

Rodovias sustentam a logística nacional

O estudo mostra que o Brasil conta com uma malha de mais de 2,8 milhões de quilômetros de rodovias, sendo aproximadamente 31 mil quilômetros administrados pela iniciativa privada.

Segundo o levantamento, a distribuição dos fluxos de carga acompanha as características econômicas de cada região. Produtos como soja e milho são transportados por corredores logísticos que ligam as áreas produtoras aos portos do Arco Norte e das regiões Sul e Sudeste.

Já as cargas conteinerizadas têm como principal ponto de movimentação o Porto de Santos, enquanto os granéis minerais concentram seu fluxo entre Minas Gerais e os portos do estado do Rio de Janeiro.

Diesel continua predominante no transporte de cargas

Mesmo com o avanço de alternativas energéticas, o diesel permanece como o principal combustível utilizado pelos caminhões brasileiros.

Conforme o Panorama, o consumo no setor ficou próximo de 70 milhões de metros cúbicos em 2025, refletindo a predominância do modal rodoviário na matriz logística nacional.

Setor amplia geração de empregos

Além de sua importância para o abastecimento do país, o segmento também manteve crescimento na geração de empregos formais. O levantamento aponta que o transporte rodoviário de cargas encerrou 2025 com saldo positivo superior a 46 mil novas vagas.

O desempenho reforça o papel estratégico da atividade na economia brasileira, tanto na circulação de mercadorias quanto na criação de postos de trabalho.

Renovação da frota e infraestrutura estão entre os desafios

Apesar dos resultados positivos, o estudo destaca que o setor ainda enfrenta desafios importantes para os próximos anos.

Entre eles estão a necessidade de renovação da frota — especialmente entre os transportadores autônomos —, a redução dos índices de acidentes nas rodovias e a adoção de medidas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

Embora o Brasil venha ampliando investimentos em ferrovias, hidrovias e cabotagem, o modal rodoviário continua sendo o principal responsável pelo transporte de mercadorias.

Essa dependência faz com que fatores como oscilações no preço do diesel, problemas de infraestrutura e interrupções nas estradas tenham impacto direto sobre os custos logísticos, influenciando toda a cadeia de abastecimento e o preço final de diversos produtos.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Randon

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Informação

Governo cria subsídio para diesel e adia tarifas de companhias aéreas

O governo federal publicou uma nova medida provisória que institui um subsídio de R$ 1,12 por litro para produtores e importadores de diesel. A iniciativa tem como objetivo reduzir os impactos da alta do preço do diesel e assegurar o abastecimento nacional diante das consequências do conflito no Oriente Médio.

A Medida Provisória 1363/26, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no último sábado (30).

Benefício será válido até o fim de 2026

De acordo com o texto, o incentivo financeiro estará disponível entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026 para empresas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para participar do programa, as companhias deverão aderir formalmente à iniciativa, repassar integralmente o valor do subsídio ao preço final do combustível e fornecer informações periódicas à agência reguladora.

ANP fará fiscalização e controle dos pagamentos

A medida estabelece que a ANP será responsável pela habilitação das empresas participantes, pela fiscalização do cumprimento das regras e pela liberação dos recursos previstos.

O texto também prevê que o Ministério da Fazenda poderá revisar ou até suspender o benefício a cada dois meses. Qualquer alteração deverá ser comunicada com antecedência mínima de 15 dias.

Companhias aéreas terão prazo ampliado para pagamento

Além das ações voltadas ao setor de combustíveis, a medida provisória concede novo prazo para o pagamento de tarifas de navegação aérea por parte das companhias aéreas nacionais.

Os valores que venceriam entre setembro e novembro deste ano poderão ser quitados até 4 de dezembro de 2026, oferecendo maior flexibilidade financeira ao setor.

Embora a medida provisória já esteja em vigor, sua validade definitiva ainda depende da análise e aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Câmara dos Deputados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Câmara dos Deputados

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Transporte

XCMG vai montar caminhões elétricos no Brasil e alta do diesel acelera demanda por veículos sem combustível fóssil

A fabricante chinesa XCMG confirmou que iniciará a montagem de caminhões elétricos no Brasil entre o fim de 2026 e o começo de 2027. A operação será realizada na unidade da empresa em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e faz parte de um pacote de investimentos de R$ 270 milhões voltado à expansão da produção nacional.

A decisão ocorre em meio ao aumento da procura por veículos elétricos de carga, impulsionada principalmente pela alta do diesel e pela busca de empresas por redução de custos operacionais.

Fábrica de 1 milhão de metros quadrados será base da produção

A montagem será feita no modelo CKD/SKD, sistema em que os veículos chegam parcialmente desmontados para finalização no Brasil. A estrutura utilizada será o parque industrial da XCMG em Pouso Alegre, inaugurado em 2014 e com área total de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados.

Atualmente, a fábrica já produz equipamentos da chamada linha amarela, como escavadeiras, guindastes e motoniveladoras.

Segundo Rodrigo Setrak, gerente comercial de produtos eletrificados da empresa, a estratégia inicial será focar em caminhões leves, ampliando posteriormente para categorias mais pesadas conforme o mercado evoluir.

Investimento inclui pesquisa e nacionalização de peças

Além da montagem dos caminhões, o aporte bilionário prevê a construção de novos galpões, expansão dos escritórios, instalação de eletropostos e criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A fabricante também pretende aumentar gradualmente a nacionalização dos componentes utilizados nos veículos elétricos.

De acordo com a empresa, itens como chassis, eixos e sistemas de freio já podem ser produzidos no Brasil graças à estrutura da indústria metalmecânica nacional. Por outro lado, baterias, componentes eletrônicos e sistemas de alta tensão ainda devem continuar sendo importados nos primeiros anos da operação.

Hoje, a planta industrial conta com cerca de 150 mil metros quadrados de galpões, capacidade anual para produzir 7 mil unidades e aproximadamente mil funcionários — 96% deles brasileiros.

XCMG já tem caminhões elétricos circulando no Brasil

A montadora entrou oficialmente no mercado brasileiro de caminhões em 2021 e já possui cerca de 350 caminhões elétricos em circulação no país.

O portfólio inclui modelos que vão desde VUCs até cavalos-mecânicos preparados para operar com composições de até 74 toneladas.

Entre os destaques está o modelo E7-80T, equipado com motor de 747 cavalos, bateria de 400 kWh e autonomia entre 150 e 250 quilômetros, dependendo da carga transportada.

Outro modelo oferecido é o E7-49T, voltado para operações rodoviárias pesadas e equipado com bateria de 282 kWh.

A empresa também desenvolve veículos específicos para operações nos setores florestal e sucroenergético, áreas tradicionalmente dependentes de motores movidos a diesel.

Alta do diesel impulsiona busca por caminhões elétricos

Segundo a fabricante, a procura por transporte sustentável e veículos eletrificados cresceu mais de 30% nos últimos meses.

A elevação do preço do diesel, somada às tensões geopolíticas internacionais que impactam os custos logísticos, acelerou o interesse do mercado por alternativas elétricas.

Antes concentrada em empresas com metas de ESG e descarbonização, a demanda agora também parte de pequenos transportadores, distribuidores urbanos, comerciantes e negócios locais que buscam reduzir despesas operacionais.

A redução nos custos dos carregadores rápidos e ultrarrápidos desde 2022 também ajudou a tornar os projetos mais viáveis financeiramente.

Diferença de preço entre elétrico e diesel diminui

Um dos principais desafios para a expansão dos caminhões elétricos sempre foi o valor de aquisição mais elevado em relação aos modelos a diesel.

Segundo a XCMG, essa diferença vem diminuindo nos segmentos leves e médios, ficando atualmente entre 10% e 15%.

Dependendo da operação, o retorno do investimento pode ocorrer entre 60 mil e 80 mil quilômetros rodados, número muito inferior aos cerca de 400 mil quilômetros necessários há alguns anos.

Nos modelos pesados e extrapesados, a diferença de preço ainda varia entre 30% e 35%, mas a expectativa é de queda gradual com o ganho de escala, avanço tecnológico e aumento da produção nacional.

Operações urbanas lideram eletrificação do transporte

As operações urbanas seguem como o principal mercado para os caminhões elétricos no Brasil.

O modelo de utilização favorece a eletrificação: os veículos realizam entregas e transferências durante o dia e retornam às bases para recarga noturna.

Segundo a empresa, o próximo salto do setor deve acontecer quando os caminhões elétricos alcançarem autonomia entre 400 e 500 quilômetros, ampliando a viabilidade para rotas de média distância.

A montagem nacional em Pouso Alegre é vista como um passo estratégico para acelerar a expansão da mobilidade elétrica no transporte de cargas brasileiro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Transporte

Frete rodoviário avança e atinge R$ 7,99 por km em março, impulsionado pelo diesel

O frete rodoviário registrou novo aumento em março e alcançou média de R$ 7,99 por quilômetro rodado no Brasil. O valor representa uma alta de 3,36% em relação a fevereiro, quando o custo médio era de R$ 7,73 por km. Os dados são do Índice de Frete Rodoviário (IFR), que aponta a influência direta da elevação dos combustíveis e da demanda aquecida no transporte de cargas.

O principal fator por trás da alta foi o preço do diesel, impactado pelo cenário internacional do petróleo. Em março, o diesel S-10 subiu 13,60%, chegando a R$ 7,10 por litro, enquanto o S-500 teve aumento de 12,34%, alcançando R$ 7,01. Esse avanço elevou significativamente os custos operacionais do transporte rodoviário.

Safra recorde intensifica demanda por transporte

Outro elemento relevante para a elevação do frete foi o aumento no escoamento da produção agrícola. A previsão para a safra de grãos 2025/26 indica um volume de 353,4 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 0,3% e um novo recorde.

Esse cenário mantém elevada a procura por logística de transporte, especialmente nas principais rotas agrícolas, pressionando ainda mais os preços do frete no Brasil.

Mudanças regulatórias impactam o setor

Além dos fatores econômicos, alterações na regulação também contribuíram para o aumento dos custos. Em março, houve ampliação da obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as operações, além de maior fiscalização do piso mínimo do frete.

Essas medidas tendem a influenciar diretamente a formação de preços no setor, adicionando novas variáveis ao cálculo do frete rodoviário nacional.

Tendência é de novos aumentos no curto prazo

De acordo com especialistas do setor, o cenário atual combina fatores estruturais e conjunturais. A pressão externa sobre os combustíveis, somada à demanda interna aquecida, sustenta a trajetória de alta.

A expectativa é de que o custo do frete continue elevado no curto prazo, impulsionado pelo equilíbrio entre oferta limitada e forte demanda por transporte de mercadorias.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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