Economia

Economia brasileira cresce 0,5% em agosto após dois meses de queda, aponta FGV

Após registrar retração por dois meses consecutivos, a economia brasileira voltou a crescer em agosto. A atividade econômica avançou 0,5% em relação a julho, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, a expansão acumulada em 12 meses chegou a 1,8%.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19), por meio do Monitor do PIB, levantamento mensal produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), ligado à FGV.

O estudo acompanha o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que representa o valor total dos bens e serviços produzidos no país. Para isso, considera informações de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária.

Por funcionar como uma antecipação do resultado oficial, o Monitor do PIB é utilizado como um dos principais indicadores para acompanhar os rumos da atividade econômica nacional.

Atividade econômica volta a crescer em agosto

A estimativa da FGV mostra uma recuperação após as quedas registradas em junho e julho. Confira a variação mensal da economia brasileira ao longo do ano:

  • Agosto: alta de 0,5%
  • Julho: queda de 0,3%
  • Junho: queda de 0,9%
  • Maio: alta de 0,6%
  • Abril: alta de 0,3%
  • Março: alta de 0,1%
  • Fevereiro: alta de 0,5%
  • Janeiro: alta de 0,6%

Na comparação com agosto do ano anterior, a atividade econômica apresentou crescimento de 1,5%. Já o trimestre encerrado em agosto registrou expansão de 1,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Indústria extrativa e serviços impulsionam a economia

De acordo com a FGV, o avanço observado em agosto foi favorecido principalmente pela indústria extrativa e pela continuidade do crescimento do setor de serviços.

O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, explica que, sob a perspectiva da oferta, esses segmentos contribuíram para o resultado positivo.

Pelo lado da demanda, o desempenho também recebeu influência favorável das exportações e dos gastos do governo, apesar da desaceleração no ritmo de crescimento do consumo das famílias.

Considera destaca que a economia brasileira demonstra capacidade de recuperação mesmo diante de um cenário de inflação persistente e de política monetária restritiva, caracterizada pela manutenção de juros elevados.

No trimestre encerrado em agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, impulsionado principalmente pela contribuição dos bens duráveis, como eletrodomésticos, veículos e outros produtos de maior vida útil.

Em valores correntes, a estimativa da FGV indica que o PIB brasileiro acumulado até agosto alcançou R$ 9,020 trilhões.

Projeções para o crescimento do PIB em 2026

Outros indicadores e instituições também divulgaram estimativas sobre o desempenho da economia brasileira. Na sexta-feira (16), o Banco Central apresentou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que apontou crescimento de 0,3% entre julho e agosto e expansão de 1,6% no acumulado de 12 meses.

Já o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, reúne as expectativas de instituições do mercado financeiro e projeta crescimento de 1,83% para o PIB em 2026.

O Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, publicado em setembro, prevê uma expansão de 2% para a economia brasileira neste ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, estima que o Brasil crescerá 2,2% em 2026. A instituição também projeta que o país deverá recuperar, em 2027, a posição de oitava maior economia do mundo.

As projeções apresentam diferenças em razão das metodologias e das avaliações econômicas adotadas por cada instituição, mas apontam para a continuidade do crescimento econômico brasileiro ao longo do ano.

Quando será divulgado o resultado oficial do PIB?

O cálculo oficial do Produto Interno Bruto é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A próxima publicação está prevista para 2 de dezembro e apresentará os dados referentes ao terceiro trimestre do ano.

No resultado mais recente, divulgado no início de setembro, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, enquanto a expansão acumulada em 12 meses ficou em 1,9%.

A divulgação dos próximos resultados permitirá avaliar se a recuperação observada em agosto terá continuidade e como os diferentes setores contribuirão para o desempenho da economia brasileira nos meses seguintes.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Negócios

Grupo BID e America Business Forum reúnem mais de 200 líderes globais em Miami

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o America Business Forum (ABF) anunciaram a realização da primeira edição do CEO Forum of the Americas, evento que reunirá mais de 200 CEOs, investidores e executivos de alto escalão em Miami, nos Estados Unidos, no dia 15 de dezembro. O encontro será fechado para convidados.

A iniciativa busca aproximar as políticas públicas das oportunidades de investimento, estimulando soluções para os principais desafios de desenvolvimento da América Latina e do Caribe. A programação também pretende identificar caminhos para ampliar os investimentos, fortalecer a integração econômica e impulsionar o crescimento regional.

Fórum terá três eixos estratégicos para o desenvolvimento econômico

As discussões do CEO Forum of the Americas serão organizadas em torno de três áreas consideradas estratégicas para o futuro econômico das Américas: cadeias de suprimentos, minerais críticos e inteligência artificial.

Cadeias de suprimentos e integração global

A América Latina e o Caribe têm potencial para ampliar sua participação nas cadeias globais de suprimentos, consolidando-se como centros de produção, logística e manufatura de maior valor agregado.

Para avançar nesse cenário, será necessário criar condições favoráveis à expansão dos negócios e estimular a integração das empresas regionais às cadeias de valor internacionais.

Minerais críticos e atração de investimentos

O crescimento da demanda por recursos utilizados em tecnologias digitais avançadas abre novas perspectivas para a região no mercado de minerais críticos.

A estratégia envolve atrair capital, ampliar parcerias e fortalecer as etapas de produção que agregam mais valor aos recursos minerais, aumentando a participação latino-americana nas cadeias produtivas globais.

Inteligência artificial e inovação tecnológica

A inteligência artificial (IA) também estará entre os temas centrais do encontro. A região reúne condições para expandir a adoção responsável de novas tecnologias e transformar a inovação em um vetor de desenvolvimento econômico.

Entre os fatores favoráveis estão o avanço do ecossistema tecnológico, as oportunidades de investimento em data centers, a disponibilidade de recursos energéticos competitivos e a integração crescente aos mercados digitais internacionais.

Grupo BID destaca potencial da América Latina e do Caribe

Para Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, o momento representa uma oportunidade para que a América Latina e o Caribe ampliem sua contribuição para enfrentar desafios globais e convertam suas vantagens competitivas em resultados econômicos concretos.

O executivo ressaltou que o avanço dessa agenda depende de iniciativas coordenadas para estimular investimentos, gerar empregos e promover o crescimento. Também destacou a importância de fortalecer as relações entre os setores público e privado e ampliar as conexões da região com outros mercados.

America Business Forum reforça diálogo entre líderes das Américas

Ignacio González, fundador e CEO do America Business Forum, afirmou que a parceria com o Grupo BID representa uma nova etapa na missão da organização de conectar lideranças influentes e ampliar o alcance de discussões estratégicas em escala global.

Segundo González, a iniciativa pretende reunir representantes das Américas para debater o potencial da região e contribuir para transformar oportunidades em ações concretas.

Encontro busca transformar debates em investimentos

Com a primeira edição do CEO Forum of the Americas, o Grupo BID e o ABF pretendem aproximar o debate econômico da implementação de soluções práticas. A proposta é conectar as prioridades de desenvolvimento regional ao capital, às parcerias e à cooperação necessários para produzir resultados efetivos.

O encontro reforça, assim, a busca por novas oportunidades de crescimento econômico, inovação e integração internacional na América Latina e no Caribe.

FONTE: BID
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Economia

Economia da China cresce 4,7% no primeiro semestre e reforça metas do 15º Plano Quinquenal

A economia da China iniciou o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) mantendo um ritmo de crescimento considerado resiliente, mesmo diante das incertezas da economia global. Dados oficiais divulgados nesta quarta-feira mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês avançou 4,7% no primeiro semestre de 2026, resultado alinhado à meta anual estabelecida pelo governo.

O desempenho ocorre em um cenário de tensões geopolíticas, desaceleração econômica internacional e desafios no comércio global.

PIB mantém trajetória dentro da meta do governo

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), o PIB da China cresceu 4,3% no segundo trimestre, após registrar expansão de 5% nos três primeiros meses do ano.

As autoridades afirmam que a economia segue operando dentro de uma faixa considerada adequada para cumprir a meta de crescimento entre 4,5% e 5% em 2026, com expectativa de buscar resultados ainda melhores ao longo do ano.

De acordo com o vice-diretor do DNE, Mao Shengyong, a desaceleração observada no segundo trimestre está relacionada principalmente a fatores externos e de curto prazo, sem comprometer a trajetória de desenvolvimento baseada em inovação e maior qualidade produtiva.

Indicadores mostram mercado de trabalho estável

Além do crescimento do PIB, outros indicadores econômicos apontam estabilidade.

A taxa de desemprego urbano ficou em 5% em junho, abaixo dos 5,1% registrados em maio. Já a renda disponível per capita cresceu 5,2% na comparação anual durante o primeiro semestre.

No mesmo período, a produção industrial avançou 5,4%, enquanto as vendas no varejo aumentaram 2,7%, refletindo a recuperação gradual do consumo interno.

Economia resiste a cenário internacional desafiador

O governo chinês avalia que a economia conseguiu enfrentar os impactos das tensões comerciais e da desaceleração global graças à oferta estável de energia, inflação controlada e bom desempenho do comércio exterior.

Mesmo com a revisão para baixo da previsão de crescimento da economia mundial pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a instituição elevou sua estimativa para o crescimento da China em 2026.

Especialistas avaliam que a estabilidade da economia chinesa tem contribuído para reduzir os impactos sobre as cadeias globais de suprimentos e oferecer maior previsibilidade em um ambiente internacional marcado por incertezas.

Manufatura avançada e economia digital ganham espaço

A expansão da manufatura avançada, da economia digital e dos serviços modernos continua sendo um dos principais motores da atividade econômica.

Segundo o DNE, esses setores responderam por mais de 40% do crescimento econômico registrado no primeiro semestre.

Outro indicador destacado foi a redução de 1,9% no consumo de energia por unidade de PIB, resultado associado aos investimentos em eficiência energética e inovação tecnológica.

China amplia liderança em inovação industrial

O avanço tecnológico também ficou evidente no setor industrial. Das 16 novas “fábricas farol” reconhecidas recentemente pelo Fórum Econômico Mundial por adotarem tecnologias avançadas de produção, mais da metade está localizada na China.

As unidades atuam em segmentos como construção naval, logística inteligente e manufatura de alta tecnologia, reforçando a estratégia do país de ampliar sua competitividade industrial.

Consumo interno será prioridade nos próximos anos

Como parte do 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende fortalecer ainda mais o mercado doméstico.

Nesta semana, o país lançou seu primeiro plano quinquenal voltado exclusivamente para estimular o consumo, com medidas destinadas a ampliar a demanda interna, melhorar a renda da população e incentivar novos padrões de consumo.

Segundo o governo, a estratégia também prevê a modernização da estrutura industrial, o fortalecimento das chamadas novas forças produtivas de qualidade e o avanço de políticas voltadas ao desenvolvimento baseado em inovação.

Economistas acreditam que os efeitos dessas medidas deverão ganhar força ao longo do segundo semestre, impulsionando o consumo e contribuindo para que a economia chinesa permaneça dentro da meta de crescimento estabelecida para 2026.

Tags: economia da China, PIB da China, crescimento econômico, Plano Quinquenal, economia chinesa, inovação, manufatura avançada, consumo interno, FMI, mercado chinês

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xie Shangguo/Xinhua

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Economia

Economia global deve desacelerar em 2026 após guerra com Irã e avanço da inflação, alerta FMI

A economia global deve perder força em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra envolvendo o Irã e pelo aumento da inflação mundial. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico.

Segundo a instituição, a escalada do conflito afetou as cadeias de fornecimento de energia, elevou os preços das commodities e ampliou as pressões inflacionárias em diversas regiões do planeta.

Crescimento econômico será menor em 2026

Na atualização do relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI estima que o crescimento da economia mundial cairá para 3% em 2026, abaixo dos 3,5% registrados no ano anterior. O número também representa uma leve redução em relação à projeção de 3,1% divulgada em abril, indicando que os efeitos do conflito tendem a se prolongar.

A entidade ressalta, porém, que o cenário continua cercado de incertezas e pode sofrer novas alterações conforme a evolução das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio amplia riscos para o mercado de energia

De acordo com o FMI, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram retaliações iranianas à infraestrutura energética da região, agravando um ambiente econômico que já enfrentava os efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, novos ataques contra navios que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz voltaram a gerar preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização que permitia temporariamente a ampliação das exportações de petróleo iraniano.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado durante reunião da OTAN, na Turquia, que acredita no fim do conflito, o FMI avalia que a situação permanece instável.

Inflação mundial deve acelerar

As dificuldades no transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz elevaram os preços da energia, refletindo diretamente no custo de vida em diversos países.

Com esse cenário, a expectativa é que a inflação global avance de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, impulsionada principalmente pelos preços elevados das commodities.

Economia demonstra resiliência, apesar dos desafios

Mesmo com perspectivas menos favoráveis para 2026, o FMI afirma que a economia internacional apresentou desempenho superior ao esperado no início deste ano.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a expansão das energias renováveis, que ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo, e o aumento dos investimentos em inteligência artificial, responsável por estimular a atividade econômica em diferentes setores.

Segundo os economistas do Fundo, a economia mundial conseguiu absorver os efeitos iniciais da guerra de maneira melhor do que se previa.

Oriente Médio concentra as maiores perdas

Os países produtores de petróleo no Oriente Médio aparecem entre os mais afetados pelo conflito e devem registrar retrações econômicas significativas ao longo do ano.

No caso do Irã, entretanto, a projeção econômica foi ligeiramente revisada para cima em relação ao relatório de abril, graças ao relaxamento temporário das sanções sobre suas exportações de petróleo. Essa flexibilização, no entanto, foi encerrada nesta semana após os novos episódios de ataques a embarcações na região.

Índia e China também devem crescer menos

As economias com elevado consumo de energia também sentirão os efeitos da valorização do petróleo.

A previsão é que o crescimento da Índia recue para 6,4% neste ano, abaixo dos 7,7% registrados em 2025. Já a China deverá desacelerar de 5% para 4,6% em 2026.

Nos Estados Unidos, o FMI manteve a estimativa de crescimento em 2,3%, sustentada pelo fortalecimento das exportações de petróleo e pelos investimentos no setor de tecnologia.

FMI reforça necessidade de controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional recomenda que autoridades econômicas mantenham o foco na estabilidade dos preços diante da volatilidade das commodities e da crescente demanda por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, embora o aumento dos preços dos combustíveis continue sendo motivo de preocupação política, o presidente do Federal Reserve, Kevin M. Warsh, afirmou recentemente que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso da autoridade monetária em manter a inflação sob controle.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/Polaris for The New York Times

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Tecnologia

IA e nova energia impulsionam crescimento dos lucros industriais da China em 2026

A forte demanda por produtos ligados à inteligência artificial (IA) e ao setor de nova energia impulsionou os resultados da indústria chinesa nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) mostram que os lucros das principais empresas industriais do país mantiveram trajetória de aceleração, refletindo o avanço da manufatura de alta tecnologia e o fortalecimento da atividade econômica.

Entre janeiro e maio, as empresas industriais com receita anual superior a 20 milhões de yuans registraram lucro combinado de 3,14 trilhões de yuans (cerca de US$ 2,93 milhões de receita mínima por empresa), crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Lucros industriais aceleram em maio

O desempenho superou o avanço de 18,2% registrado no acumulado até abril. Apenas no mês de maio, os lucros industriais cresceram 21,1%, indicando uma aceleração da atividade no setor.

Além disso, a receita industrial avançou 5,5% entre janeiro e maio, ritmo superior ao observado no quadrimestre anterior. Segundo o DNE, o resultado foi favorecido pela expansão da produção industrial e pela continuidade da recuperação dos preços ao produtor.

Setor de equipamentos lidera expansão

A manufatura de equipamentos permaneceu entre os principais motores da indústria chinesa. Os lucros do segmento aumentaram 14,1%, respondendo por uma parcela significativa do crescimento total registrado pela indústria.

Dentro desse grupo, a indústria eletrônica apresentou um desempenho expressivo, com alta de 103,9% nos lucros. O avanço foi impulsionado pela crescente demanda global por equipamentos voltados à inteligência artificial, especialmente produtos de computação de alto desempenho e componentes de memória.

Nova energia fortalece indústria de matérias-primas

Outro destaque foi o setor de matérias-primas, que registrou crescimento de 83,1% nos lucros durante o período.

O aumento da procura por insumos destinados às cadeias de energia limpa e IA manteve elevados os preços de metais como cobre e alumínio, favorecendo a indústria de metais não ferrosos, cujos lucros dispararam 117,1%.

Também houve recuperação da indústria de processamento de petróleo, que voltou a operar com lucro, enquanto o setor químico registrou avanço de 71,6%.

Alta tecnologia mantém crescimento acelerado

A manufatura de alta tecnologia continuou sendo um dos segmentos mais dinâmicos da economia chinesa. Entre janeiro e maio, os lucros cresceram 44,7%, reforçando sua contribuição para o desempenho industrial do país.

Os maiores destaques ficaram por conta da fabricação de materiais eletrônicos especiais, que registrou salto de 665,4%, além da produção de dispositivos optoeletrônicos (+53,8%) e de componentes eletrônicos discretos (+40,6%).

Custos caem e rentabilidade melhora

O levantamento também mostra uma melhora na eficiência operacional das empresas.

Para cada 100 yuans de receita operacional, os custos recuaram para 84,95 yuans, redução de 0,59 yuan em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o quinto mês consecutivo de queda dos custos industriais.

A margem de lucro operacional alcançou 5,56%, avanço de 0,63 ponto percentual e o maior nível registrado em períodos acumulados desde 2024.

Governo pretende reforçar políticas de crescimento

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a expectativa é de continuidade do fortalecimento da indústria ao longo de 2026. O governo chinês pretende ampliar o uso de políticas macroeconômicas para estimular a demanda interna, aperfeiçoar a oferta industrial e incentivar novos vetores de crescimento econômico, com foco no desenvolvimento de alta qualidade.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shi Kuanbing/Xinhua

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Economia

PIB do G20 mantém crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta OCDE

O PIB do G20 registrou crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, repetindo o resultado observado no fim de 2025. Os dados são preliminares e foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Segundo o relatório, a estabilidade do indicador reflete comportamentos distintos entre as principais economias globais, com avanços mais fortes em alguns países e desaceleração em outros.

Brasil e Coreia do Sul lideram aceleração do crescimento

Entre os países do grupo, a Coreia do Sul apresentou uma das recuperações mais expressivas do período. Após retração de 0,1% no quarto trimestre de 2025, a economia sul-coreana avançou 1,8% nos primeiros três meses deste ano.

O Brasil também se destacou positivamente. O crescimento da economia brasileira passou de 0,3% para 1,1% no período, figurando entre os melhores desempenhos do G20.

Economias avançadas registram crescimento moderado

O relatório aponta aceleração econômica em diversas nações, embora em ritmo mais moderado. Foi o caso do Reino Unido, cujo crescimento passou de 0,2% para 0,6%, e do Japão, que avançou de 0,2% para 0,5%.

Nos Estados Unidos, o PIB subiu de 0,1% para 0,4%. Já a Índia ampliou sua expansão de 1,8% para 1,9%, enquanto a China registrou alta de 1,2% para 1,3%.

Também houve melhora na África do Sul, que passou de 0,4% para 0,5%, e na Alemanha, cujo crescimento avançou de 0,2% para 0,3%.

A Indonésia manteve um ritmo forte de expansão, com crescimento de 1,4%, enquanto a Itália permaneceu estável em 0,3%. No Canadá, a economia ficou estagnada após registrar retração de 0,2% no trimestre anterior.

Cinco países registram desaceleração econômica

Em sentido oposto, cinco integrantes do G20 apresentaram enfraquecimento da atividade econômica.

A maior queda foi observada na Arábia Saudita, que saiu de uma expansão de 1,3% para retração de 1,2%. O México também registrou resultado negativo, passando de crescimento de 0,7% para queda de 0,6%.

A França recuou 0,1% após ter avançado 0,2% no trimestre anterior. Já a Turquia desacelerou de 0,4% para 0,1%, enquanto a Austrália reduziu seu ritmo de crescimento de 0,9% para 0,3%.

PIB do G20 cresce 3,2% em relação ao ano anterior

Na comparação anual, o Produto Interno Bruto do G20 apresentou crescimento de 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

A Índia liderou o ranking de expansão entre as maiores economias do mundo, com avanço de 8% no acumulado de 12 meses. Na outra ponta, o Canadá registrou o pior desempenho, com retração de 0,1% na comparação anual.

Os números reforçam um cenário global de crescimento desigual, marcado por recuperações econômicas em algumas regiões e desafios persistentes em outras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/OCDE

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Economia

PIB do Brasil: Banco Mundial reduz projeção de crescimento para 1,9% em 2026

O Banco Mundial revisou para baixo sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026. A nova projeção aponta expansão de 1,9% do PIB, ligeiramente inferior aos 2% previstos anteriormente. Para 2027, a expectativa também foi ajustada, passando de 2,3% para 2%.

Consumo mais fraco pesa nas perspectivas

Segundo o relatório mais recente da instituição, divulgado nesta semana, a revisão reflete principalmente a expectativa de desaceleração do consumo interno nos próximos anos.

Apesar do ajuste, o Banco Mundial avalia que a economia brasileira poderá ganhar fôlego gradualmente a partir de 2027, impulsionada por um cenário de redução das taxas de juros. Ainda assim, o ritmo de recuperação projetado é mais moderado do que o previsto no início do ano.

Conflitos no Oriente Médio têm impacto limitado no Brasil

O documento também analisa os reflexos da escalada das tensões no Oriente Médio sobre a economia global.

Na avaliação da instituição, os efeitos diretos do aumento dos preços do petróleo tendem a ser mais limitados na América Latina, especialmente em países como o Brasil, que figuram entre os exportadores líquidos de commodities energéticas.

Por outro lado, o Banco Mundial alerta para possíveis pressões inflacionárias decorrentes da alta dos combustíveis, o que pode exigir medidas econômicas por parte dos governos, incluindo subsídios e mecanismos de controle de preços.

América Latina enfrenta desafios para crescer

As perspectivas para a região também foram revisadas. A previsão de crescimento para a América Latina e Caribe foi reduzida de 2,3% para 2,2%.

Entre os principais riscos apontados estão a desaceleração das economias dos Estados Unidos e da China, além da manutenção de juros elevados por um período mais longo no cenário internacional.

Inflação e restrições fiscais limitam estímulos

O relatório destaca que a persistência da inflação em algumas economias reduz a margem para cortes de juros e dificulta a adoção de políticas de estímulo ao crescimento.

Além disso, as restrições fiscais enfrentadas por diversos governos da região diminuem a capacidade de investimentos públicos e tornam mais onerosa a implementação de medidas para conter os impactos da alta dos combustíveis.

Reformas são apontadas como caminho para acelerar o crescimento

Na avaliação do Banco Mundial, a região continuará registrando um desempenho econômico modesto caso não avance em reformas estruturais.

Entre as prioridades destacadas estão o aumento da produtividade, a ampliação dos investimentos, a qualificação da mão de obra e melhorias no ambiente de negócios, fatores considerados fundamentais para elevar o potencial de crescimento de longo prazo.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE e mostram avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes setores da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da economia alcançou 2%.

PIB brasileiro chega a R$ 3,3 trilhões

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes entre janeiro e março de 2026.

O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica.

Agropecuária lidera crescimento da economia

Os três principais setores analisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo no trimestre:

  • Agropecuária: alta de 2%
  • Indústria: crescimento de 1%
  • Serviços: avanço de 0,5%

A agropecuária teve o maior impacto positivo no resultado geral da economia, enquanto o setor de serviços contribuiu de forma mais moderada para o desempenho do PIB.

Indústria cresce puxada por mineração e construção

A indústria brasileira, responsável por cerca de 23% do PIB, teve como destaque o avanço da atividade extrativa mineral, com crescimento de 3,6%.

O setor da construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9% no período.

Setor de serviços mantém peso na economia

Mesmo com crescimento mais moderado, o segmento de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia nacional, continuou sendo o principal componente do PIB.

As áreas que mais contribuíram para o avanço do setor foram:

  • Informação e comunicação: 2,4%
  • Atividades imobiliárias: 1,2%
  • Outras atividades de serviços: 0,8%
  • Comércio: 0,6%

Consumo das famílias e investimentos avançam

Os dados do IBGE também apontam crescimento de 1% nas despesas de consumo das famílias.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o nível de investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre.

O consumo do governo apresentou elevação de 0,4%.

Exportações caem e importações sobem

No setor externo, as exportações brasileiras recuaram 1,7% no primeiro trimestre de 2026.

Em contrapartida, as importações cresceram 4,4%, movimento que acaba impactando negativamente o cálculo do PIB.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Economia da Alemanha cresce 0,3% no primeiro trimestre de 2026 com avanço das exportações

A Alemanha registrou crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi confirmado nesta sexta-feira pelo escritório federal de estatísticas do país.

O desempenho da economia da Alemanha foi impulsionado principalmente pela recuperação das exportações alemãs, que avançaram de forma significativa no início do ano.

Exportações fortalecem atividade econômica alemã

Segundo Ruth Brand, presidente do órgão de estatísticas, o aumento das vendas externas teve papel decisivo para o crescimento econômico no período.

As exportações de bens e serviços subiram 3,3% no primeiro trimestre, revertendo a queda observada no último trimestre de 2025. Enquanto isso, as importações registraram leve alta de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.

O cenário reforça a relevância do setor externo para a recuperação da maior economia da Europa.

Gastos públicos avançam, mas consumo das famílias fica estagnado

Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o crescimento dos gastos do governo. As despesas públicas aumentaram 1,1% no período, colaborando para sustentar a atividade econômica.

Por outro lado, o consumo das famílias permaneceu estável, sem crescimento no trimestre, indicando cautela dos consumidores diante do cenário econômico europeu.

Investimentos recuam no início de 2026

Apesar do avanço do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos apresentaram retração de 1,5% no primeiro trimestre do ano.

A queda nos investimentos mostra que, embora as exportações estejam fortalecendo a economia alemã, ainda existem desafios internos relacionados à confiança empresarial e à expansão da atividade produtiva.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Annegret Hilse

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Economia

PIB do Brasil deve crescer 1,6% em 2026, projeta Banco Central

O PIB do Brasil deve avançar 1,6% em 2026, conforme projeção mantida pelo Banco Central em relatório divulgado nesta quinta-feira (26). Apesar da estabilidade na estimativa, a autoridade monetária alerta para o aumento das incertezas, especialmente diante dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global.

Cenário externo pressiona crescimento

De acordo com o relatório, a continuidade das tensões internacionais pode gerar um choque negativo de oferta, com efeitos diretos na inflação e no ritmo de crescimento econômico.

A interrupção de cadeias produtivas e dificuldades logísticas na região podem prolongar os impactos, elevando preços e reduzindo a atividade econômica tanto no Brasil quanto no exterior. Ainda assim, setores específicos, como o segmento petrolífero, podem se beneficiar do cenário.

Fatores que sustentam a projeção

A manutenção da previsão de crescimento está associada ao desempenho recente da economia e à expectativa de expansão moderada ao longo de 2026.

Segundo o Banco Central, o cenário considera:

  • política monetária restritiva (juros elevados);
  • baixo nível de ociosidade na economia;
  • desaceleração da economia global;
  • ausência do forte impulso da agropecuária observado em 2025.

No ano passado, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário.

Consumo e mercado de trabalho

Medidas recentes também entram no radar da projeção, como o aumento real do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda, que ampliam a renda disponível e ajudam a sustentar a demanda interna.

Além disso, o mercado de trabalho aquecido, com queda do desemprego e alta dos salários, contribui para manter o consumo das famílias.

Juros e política monetária

O relatório também detalha a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) na condução da taxa Selic, principal instrumento de controle da inflação.

Após uma sequência de altas entre 2024 e 2025, os juros foram mantidos em 15% ao ano por um período prolongado, sendo reduzidos recentemente para 14,75% ao ano. No entanto, o Banco Central não descarta interromper o ciclo de cortes caso o cenário externo pressione a inflação.

Inflação deve permanecer acima da meta

A projeção indica que a inflação no Brasil tende a subir até o fim de 2026, iniciando queda gradual posteriormente, mas ainda acima da meta oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o período em 3,6%, influenciado principalmente pela alta nos preços do petróleo.

A probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta (4,5%) aumentou, passando de 23% para 30%, segundo o relatório.

Crédito cresce, mas em ritmo menor

A previsão para o crédito no Brasil foi revisada para cima, com expansão de 9% em 2026, impulsionada pelo crédito a pessoas físicas e empresas.

Mesmo com a alta, o ritmo indica desaceleração pelo segundo ano consecutivo, refletindo o impacto dos juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias.

Contas externas e exportações

O déficit em transações correntes foi levemente reduzido, com expectativa de US$ 58 bilhões (2,2% do PIB) em 2026. A melhora está ligada ao desempenho das exportações, favorecidas pela alta nos preços internacionais, especialmente de combustíveis.

A entrada de investimentos estrangeiros diretos deve garantir o financiamento desse déficit, com previsão de US$ 70 bilhões.

Riscos seguem no radar

Apesar das projeções, o Banco Central destaca que o cenário permanece incerto. A redução do fluxo comercial em regiões estratégicas, como o Estreito de Ormuz, pode afetar o comércio global, cadeias produtivas e condições financeiras internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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