Economia

Crescimento econômico na América Latina: as 10 economias que mais devem avançar em 2026, segundo a Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) projeta um 2026 de crescimento moderado para a região. De acordo com as estimativas divulgadas no fim de 2025, a América do Sul deve desacelerar de 2,9% para 2,4%, enquanto o conjunto de América Latina e Caribe deve registrar expansão de 2,3%.

O cenário não indica retração econômica, mas reforça a tendência de baixo crescimento estrutural, que há anos limita o avanço mais consistente das economias latino-americanas.

Média regional esconde diferenças relevantes

Apesar do desempenho agregado modesto, os números revelam contrastes importantes entre os países. Parte significativa da expansão regional vem de casos específicos, que elevam a média.

O principal exemplo é a Guiana, que deve crescer 24% em 2026, impulsionada pela produção de petróleo. O ritmo acelerado, no entanto, não reflete a realidade da maior parte dos vizinhos.

A própria Cepal destaca que o Caribe apresenta taxas elevadas de crescimento, mas o resultado perde força quando a Guiana é retirada do cálculo — evidenciando o chamado “efeito lupa” nas estatísticas regionais.

Argentina aparece entre os destaques, mas com desafios

A Argentina, sob o governo de Javier Milei, surge entre as economias com maior expansão prevista, com alta estimada em 3,8% para 2026.

Apesar da projeção positiva, os dados do fim de 2025 indicavam um percurso irregular. O PIB argentino avançou 0,3% no terceiro trimestre, abaixo das expectativas, com as exportações sustentando o resultado em meio a um ambiente econômico ainda desafiador.

As 10 economias da América Latina que mais devem crescer em 2026

Segundo as projeções da Cepal, os países com maior crescimento econômico esperado para 2026 são:

  1. Guiana – 24,0%
  2. República Dominicana – 4,3%
  3. Panamá – 4,2%
  4. Guatemala – 4,0%
  5. Honduras – 4,0%
  6. Paraguai – 4,0%
  7. Argentina – 3,8%
  8. Costa Rica – 3,8%
  9. **Nicarágua – 3,4%
  10. Suriname – 3,4%

O levantamento reforça que, embora haja focos de dinamismo, o cenário regional segue marcado por crescimento desigual, dependência de fatores externos e desafios estruturais que limitam uma expansão mais robusta.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: – Wikipédia/Reprodução

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Economia

Setor de serviços de Santa Catarina cresce 3,2% em 2025 e supera média nacional no período

Serviços profissionais lideram entre os segmentos

O setor de serviços de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 3,2%, conforme dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira, 12. O desempenho é resultado do aumento da renda e, consequentemente, do consumo das famílias e empresas. O percentual catarinense ficou acima da média nacional do período, que foi de alta de 2,8%.

O governador Jorginho Mello destacou a simplificação dos negócios como fator fundamental para o crescimento. “O Governo do Estado está facilitando a vida do empreendedor, desburocratizando a abertura de empresas, não aumentando impostos e garantindo crédito por meio de programas como o Pronampe SC. Eu não tenho dúvidas de que isso estimula a criação e o crescimento de novos negócios, especialmente no setor de serviços, que compõe grande fatia da economia catarinense”, analisou.

Com a elevação de 3,2%, Santa Catarina obteve o melhor resultado do Sul do Brasil, à frente de Paraná (3%) e Rio Grande do Sul (-4,4%). O estado também superou o Rio de Janeiro (1,7%), Espírito Santo (1,2%) e Minas Gerais (0,2%).

Serviços profissionais e de informação em alta

O crescimento de Santa Catarina foi puxado pelos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 5,8% entre janeiro e dezembro, e de serviços de informação e comunicação, com 5,1%. Outros segmentos, como serviços prestados às famílias (2,9%) e transportes (1,9%) também cresceram. O segmento de outros serviços oscilou negativamente em 1,3%.

“Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país, de apenas 2,2%, e está recebendo muitos investimentos privados devido à sua forte competitividade. Isso impulsiona sobretudo o consumo de serviços. Além disso, os números mostram que Santa Catarina é um estado diferenciado que está sempre acima da média nacional. Pelo trabalho bem como pela cultura empreendedora somos um exemplo para o Brasil e para o mundo”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Thiago Kaue/SecomGOVSC

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Economia

Brasil perde participação no PIB global em meio a entraves fiscais e baixa produtividade

O Brasil vem perdendo relevância no Produto Interno Bruto (PIB) global ao longo das últimas décadas. Especialistas ouvidos pelo mercado financeiro apontam que desequilíbrios fiscais, baixa produtividade e o alto custo do Estado estão entre os principais fatores que explicam a redução da fatia brasileira na economia mundial.

Queda gradual da participação brasileira no PIB mundial

Dados do Banco Mundial mostram que, entre os anos 1980 e 1990, o Brasil ampliou sua participação no PIB global de 2,96% para mais de 3,5%. Nos anos seguintes, o avanço perdeu força, com o índice oscilando entre 3,2% e 3,4%.

No início da década de 2010, houve uma recuperação pontual, levando novamente o país ao patamar de 3,5%. No entanto, esse movimento não se sustentou. Em 2023, a participação brasileira no PIB mundial recuou para 2,08%, evidenciando a perda de protagonismo econômico.

Baixa produtividade e fim do bônus demográfico acendem alerta

A produtividade do trabalho é apontada como um dos principais gargalos do crescimento econômico. Analistas destacam que o fim do bônus demográfico torna o cenário ainda mais desafiador.

Segundo Lucas Ferraz, ex-secretário de Comércio Exterior, sem ganhos de produtividade, o Brasil corre o risco de estagnar — ou até reduzir — sua renda per capita. “O bônus demográfico está acabando. Se o país não conseguir produzir mais com a mesma força de trabalho, isso pode resultar em queda da renda per capita”, afirma.

A tendência de envelhecimento da população reforça o problema. De acordo com Cornelius Fleischhaker, economista sênior do Banco Mundial para o Brasil, o crescimento da força de trabalho desacelerou de forma significativa. “Há 20 anos, a força de trabalho crescia cerca de 2% ao ano. Hoje, está abaixo de 0,5% e, em breve, deve se tornar negativa”, avalia.

Tamanho do Estado e distorções tributárias limitam crescimento

Especialistas também questionam o modelo econômico adotado nos últimos anos. Para Fabio Kanczuk, diretor de Macroeconomia do ASA e ex-diretor do Banco Central, o peso do Estado representa um entrave relevante à expansão da economia.

“O Estado é muito grande e gera distorções tributárias expressivas. Empresas que tentam crescer enfrentam uma carga de impostos elevada, o que dificulta a incorporação de tecnologia e ganhos de eficiência”, explica.

Pressão fiscal e juros elevados afetam competitividade

A agenda fiscal é outro fator que compromete o desempenho econômico. A ampliação de programas sociais, os custos da Previdência e o impacto dos juros sobre a dívida pública pressionam os gastos federais, elevam o endividamento e mantêm as taxas de juros em níveis altos.

Esse ambiente desestimula investimentos, reduz a competitividade e ajuda a explicar por que outras economias emergentes avançaram com mais rapidez nas últimas décadas.

Economias emergentes crescem mais rápido que o Brasil

Nos últimos 25 anos, a China registrou um crescimento de 518% em seu PIB. Países como Vietnã, Índia e Bangladesh apresentaram expansões superiores a 200% no mesmo período. Mesmo economias menos centrais no cenário global, como o Cazaquistão, cresceram cerca de 183%.

Para especialistas, ampliar a abertura comercial é essencial para destravar ganhos de produtividade. O Brasil mantém tarifas elevadas em comparação com outros países, o que reduz a concorrência externa e desestimula a adoção de novas tecnologias. “O Brasil cobra tarifas muito altas, o que favorece um ambiente fechado, com pouca absorção de boas práticas e inovação”, afirma Kanczuk.

Fleischhaker acrescenta que acordos comerciais, como o tratado entre Mercosul e União Europeia, podem contribuir para melhorar o cenário, embora os efeitos práticos devam levar tempo para se concretizar.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: CRIADA POR IA

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Economia

Economia de Santa Catarina cresce 4,9% até novembro de 2025, acima da média nacional

O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina segue em expansão, superando a média brasileira. Entre janeiro e novembro de 2025, a economia catarinense registrou crescimento acumulado de 4,9%, enquanto o índice nacional ficou em 2,4%. Os dados constam do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), elaborado pelo Banco Central, considerado uma prévia do PIB.

Serviços lideram crescimento no estado

Segundo análise do Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, o setor de serviços apresentou o melhor desempenho no período, seguido pela indústria e pelo comércio. Apesar de certa desaceleração, a agropecuária, impulsionada por fortes exportações, manteve o resultado positivo da economia estadual.

“O ritmo de crescimento da economia catarinense já mostra sinais de desaceleração, como previsto. O aumento da taxa de juros para conter o consumo e reduzir a demanda teve efeito esperado, e a indústria do estado perde dinamismo”, comentou Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.

Agronegócio sustenta resultados gerais

O agronegócio se destacou, compensando resultados mais modestos de indústria e serviços. Produtos de exportação como soja, milho e tabaco registraram crescimento expressivo, contribuindo para o desempenho agregado do estado.

“Os resultados positivos do IBCR catarinense não refletem uma expansão generalizada da economia, mas sim um crescimento concentrado em setores específicos”, explicou Arthur Calza, economista do Observatório Fiesc.

Setor de serviços em alta

Entre os segmentos de serviços, o destaque foi para serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 7% até novembro de 2025. Outros setores também tiveram desempenho relevante: informação e comunicação cresceu 5,1%, e serviços prestados às famílias subiram 4,3%. O crescimento geral do setor de serviços foi de 3,7% no período.

Indústria mostra ritmo mais lento

A produção industrial catarinense avançou 3,4% no acumulado do ano até novembro, mas perdeu força em relação ao início de 2025. Entre os destaques estão a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que cresceu 12,3%, seguida de máquinas, aparelhos e materiais elétricos com 7,8%, e máquinas e equipamentos com 5,9%, beneficiados pela safra recorde de grãos.

Comércio varejista ampliado também cresce

O comércio varejista ampliado registrou aumento de 2,6% até novembro. Entre os segmentos que mais se destacaram estão outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 10,2%, supermercados e hipermercados com 7,3%, e materiais de construção, que avançaram 7,2%.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: : Guto Kuerten, NSC, BD

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Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 4,9% e lidera ranking nacional em 2025

A atividade econômica de Santa Catarina registrou crescimento de 4,9% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (21). O resultado coloca o estado na liderança nacional e evidencia um ritmo de expansão mais que duas vezes superior à média brasileira, que ficou em 2,4% no período.

O índice é calculado pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Santa Catarina lidera crescimento entre os estados

Com o avanço de 4,9%, Santa Catarina aparece como o estado com maior crescimento econômico do país. Na sequência do ranking estão Goiás (4,7%), Pará (4,4%), Espírito Santo (4,3%) e Rio de Janeiro (3,4%). Ao todo, o Banco Central monitora a atividade econômica de 13 estados brasileiros.

Governo atribui resultado à força da economia local

O governador Jorginho Mello destacou que o desempenho reflete características estruturais da economia catarinense, como o perfil trabalhador da população, o ambiente favorável aos negócios e os investimentos em segurança pública.

Segundo ele, a desburocratização para abertura de empresas, aliada a políticas de incentivo ao empreendedorismo, tem fortalecido a geração de emprego e renda no estado, garantindo crescimento acima da média nacional.

Indústria, comércio e serviços impulsionam a economia

O avanço da economia catarinense foi sustentado pelo bom desempenho dos principais setores produtivos. Dados do IBGE mostram que Santa Catarina cresceu acima da média nacional na indústria, no comércio e nos serviços ao longo de 2025.

A indústria de Santa Catarina teve alta de 3,4% no acumulado do ano, enquanto a indústria brasileira cresceu apenas 0,6% no mesmo intervalo.

No comércio, o estado registrou expansão de 5,7%, quase quatro vezes superior à média nacional, que ficou em 1,5%. Já o setor de serviços apresentou crescimento de 3,7% em Santa Catarina, frente a 2,7% no Brasil.

Indicadores sociais acompanham crescimento econômico

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, ressaltou que o avanço da atividade econômica se reflete diretamente nos indicadores sociais. Santa Catarina apresenta atualmente a menor taxa de desemprego, o menor índice de desigualdade e a menor participação no Bolsa Família entre os estados.

De acordo com o secretário, os números reforçam que o modelo adotado pelo estado, com foco em oportunidades, empreendedorismo e desenvolvimento econômico, consolida Santa Catarina como referência nacional.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

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Economia

Economia da China cresce 5% em 2025 e cumpre meta oficial do governo

A economia da China registrou crescimento de 5% em 2025, alcançando a meta estipulada pelo governo chinês para o período. O resultado veio levemente acima das projeções do mercado, que apontavam expansão de 4,9%, e repetiu o desempenho observado em 2024, mantendo o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Exportações sustentam crescimento econômico

O avanço do PIB chinês foi impulsionado principalmente pelas exportações e pela indústria manufatureira, que demonstraram resiliência ao longo do ano. Mesmo em meio a tensões comerciais, os exportadores chineses ampliaram sua atuação em mercados fora dos Estados Unidos, o que resultou em um superávit comercial recorde, próximo de US$ 1,2 trilhão em 2025.

Segundo Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo, o desempenho positivo esconde desequilíbrios. Para ela, enquanto o setor externo mostrou força, áreas como o mercado imobiliário e a demanda interna seguiram frágeis, evidenciando um crescimento desigual.

Desaceleração marca o fim do ano

Apesar do resultado anual sólido, os dados do último trimestre indicam perda de fôlego. Entre outubro e dezembro, o Produto Interno Bruto cresceu 4,5% na comparação anual, abaixo dos 4,8% registrados no trimestre anterior, configurando o ritmo mais fraco dos últimos três anos.

Na comparação trimestral, o avanço foi de 1,2%, acima das expectativas, mas ainda sinalizando expansão moderada. Analistas avaliam que a economia chinesa deve iniciar 2026 com menor impulso, sem sinais claros de retomada no curto prazo.

Demanda interna segue como principal desafio

A fraqueza do consumo e dos investimentos permanece como um dos principais entraves. Em 2025, o investimento em ativos fixos recuou 3,8%, a primeira queda anual desde 1996. Já o investimento imobiliário registrou forte retração de 17,2%, refletindo a crise prolongada no setor.

Indicadores de dezembro reforçam esse cenário: a produção industrial cresceu 5,2%, acelerando em relação a novembro, enquanto as vendas no varejo avançaram apenas 0,9%, abaixo do esperado, evidenciando dificuldades para estimular a demanda doméstica.

Política econômica e perspectivas para 2026

De acordo com Kang Yi, chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, o crescimento de 2025 foi obtido “com muito esforço”, em um ambiente de demanda insuficiente e pressões deflacionárias. O cenário externo também adiciona incertezas, com o avanço do protecionismo global e a possibilidade de novas tarifas por parte dos Estados Unidos.

Para sustentar a atividade econômica, o banco central da China iniciou cortes direcionados nas taxas de juros e sinalizou novas reduções nas exigências de reservas bancárias. O governo reafirmou ainda o compromisso com uma política fiscal proativa e a intenção de buscar novamente crescimento próximo de 5% em 2026.

Pequim também anunciou planos para ampliar a participação do consumo das famílias, que hoje representa menos de 40% do PIB, percentual inferior à média global. Analistas destacam que isso exigirá avanços em renda, emprego e proteção social para reduzir a elevada poupança por precaução.

No mercado financeiro, o yuan permaneceu estável após atingir o maior nível em 32 meses, enquanto o índice Shanghai Composite se recuperou das perdas iniciais e encerrou o dia em alta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cheng Xin/Getty Images

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Economia

Crescimento econômico em 2026: México deve figurar entre os países com menor expansão

A economia do México tende a apresentar um dos desempenhos mais fracos da América Latina em 2026, segundo projeções da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). A estimativa aponta para um ritmo de crescimento reduzido, influenciado principalmente por um cenário externo desafiador.

Ambiente externo pressiona a economia mexicana

De acordo com a Cepal, o baixo dinamismo econômico do México está diretamente ligado a fatores externos, com destaque para a política comercial e migratória dos Estados Unidos. A forte dependência da economia mexicana em relação ao mercado norte-americano torna o país mais vulnerável a mudanças regulatórias, tarifas e restrições impostas por Washington.

Crescimento abaixo da média regional

A expectativa é que o México permaneça, em 2026, entre os países com menor taxa de crescimento econômico da região, destoando de outras economias latino-americanas que podem apresentar desempenho mais robusto. O cenário reforça os desafios estruturais do país, como baixa produtividade e limitações ao investimento.

Desafios para retomada mais consistente

Segundo a Cepal, a combinação de incertezas externas, menor estímulo ao comércio internacional e ajustes nas cadeias produtivas globais limita a capacidade de aceleração da economia mexicana no curto prazo. O organismo destaca que, sem mudanças significativas no ambiente internacional ou na política econômica doméstica, o crescimento deve seguir contido.

FONTE: El Economista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infográfico EE

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Economia

Índia ultrapassa Japão e se consolida como quarta maior economia do mundo, aponta governo

A Índia afirmou ter superado o Japão e assumido a posição de quarta maior economia do planeta, segundo a mais recente revisão econômica divulgada pelo governo indiano. Apesar do avanço, o país ainda apresenta um PIB per capita significativamente inferior ao das demais grandes economias globais.

Confirmação oficial depende de dados finais

A confirmação definitiva do novo ranking depende do fechamento do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) anual, previsto para 2026. No entanto, projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que a economia indiana deve ultrapassar a japonesa já no próximo ano.

De acordo com o governo, a Índia também caminha para superar a Alemanha nos próximos três anos, o que a colocaria como a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Crescimento acelerado impulsiona projeções

Segundo o relatório econômico divulgado pelo governo, a Índia está entre as economias que mais crescem globalmente e reúne condições para manter esse ritmo. O documento estima que o país alcançou um PIB de US$ 4,18 trilhões, superando o Japão, e poderá chegar a US$ 7,3 trilhões até 2030.

As projeções do FMI reforçam esse cenário. Para 2026, o órgão estima que a economia indiana atinja US$ 4,51 trilhões, acima dos US$ 4,46 trilhões previstos para o Japão.

Desafios persistem apesar do avanço econômico

Mesmo com o desempenho positivo, o governo reconhece que o crescimento ocorre em meio a incertezas no comércio global, incluindo tensões provocadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos ligados às importações indianas de petróleo russo.

Além disso, indicadores sociais e estruturais revelam desafios importantes. Embora tenha se tornado o país mais populoso do mundo em 2023, a Índia registra um PIB per capita de apenas US$ 2.694, segundo dados do Banco Mundial — valor muito inferior ao do Japão (US$ 32.487) e da Alemanha (US$ 56.103).

Emprego e renda seguem como pontos de atenção

Outro desafio é a geração de empregos de qualidade. Cerca de 25% da população indiana tem entre 10 e 26 anos, mas o país enfrenta dificuldades para absorver esse contingente no mercado de trabalho com salários adequados.

A trajetória de crescimento, no entanto, mantém o otimismo oficial. Em 2022, a Índia já havia superado o Reino Unido, tornando-se a quinta maior economia do mundo, marco que reforça sua ascensão no cenário econômico global.

FONTE: Trading View
TEXTO: Redação
IMAGEM: Indian Press Information Bureau

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí movimenta 1,5 milhão de toneladas em novembro e registra crescimento de 20%

O Complexo Portuário de Itajaí encerrou o mês de novembro de 2025 com a movimentação de 1.516.914 toneladas, resultado que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 1.269.328 toneladas.

No recorte do Porto de Itajaí, considerando exclusivamente o cais público e a área comercial, a movimentação em novembro foi de 564.517 toneladas, evidenciando a importância do porto público dentro do conjunto das operações.

Acumulado do ano reforça retomada e crescimento do setor portuário em Itajaí

De janeiro a novembro de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí acumulou 14.225.986 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024 (12.804.927 toneladas).

Já o Porto de Itajaí (cais público + área comercial) soma, no mesmo período, 4.277.115 toneladas, frente a 754.052 toneladas no acumulado de 2024.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números confirmam o novo momento do porto público e do complexo como um todo:

“O acumulado do ano confirma a força da retomada do Porto de Itajaí e do Complexo Portuário. De janeiro a novembro, o Complexo já movimentou 14,2 milhões de toneladas, e, dentro desse resultado, o porto público — considerando o cais público e a área comercial — respondeu por mais de 4,27 milhões de toneladas. Isso demonstra regularidade operacional, eficiência e confiança do mercado, com impacto direto na economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil.”

PRINCIPAIS NÚMEROS | PORTO DE ITAJAÍ

Novembro de 2025

    •    Complexo Portuário: 1.516.914 toneladas

    •   +20% em relação a novembro de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 564.517 toneladas

Acumulado do Ano (jan–nov/2025)

    •    Complexo Portuário: 14.225.986 toneladas

    •    +11% em relação ao mesmo período de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 4.277.115 toneladas
          (Em 2024: 754.052 toneladas)

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Indústria

Produção industrial da China desacelera e varejo registra pior desempenho desde 2022

A produção industrial da China perdeu fôlego em novembro e avançou no ritmo mais lento dos últimos 15 meses, sinalizando desafios crescentes para a segunda maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, o varejo chinês apresentou o pior resultado desde o fim das restrições da política de “Covid zero”, reforçando a necessidade de novas fontes de crescimento nos próximos anos.

Dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a produção industrial cresceu 4,8% em novembro na comparação anual, abaixo dos 4,9% registrados em outubro e da expectativa de 5% projetada por analistas consultados pela Reuters.

Consumo interno segue fraco

O desempenho do consumo doméstico também decepcionou. As vendas no varejo avançaram apenas 1,3%, o resultado mais fraco desde dezembro de 2022, quando a China encerrou abruptamente as restrições sanitárias. O número ficou bem abaixo do crescimento de 2,9% observado em outubro e da projeção de 2,8% do mercado.

Segundo analistas, o enfraquecimento dos subsídios ao consumidor, a persistente crise no setor imobiliário e a pressão deflacionária sobre o investimento industrial continuam limitando os gastos das famílias.

Exportações sustentam crescimento, mas estratégia perde força

Diante da fragilidade do mercado interno, as autoridades chinesas têm recorrido às exportações como principal motor de crescimento. No entanto, essa estratégia começa a enfrentar limites, à medida que parceiros comerciais reagem ao superávit comercial da China, estimado em cerca de US$ 1 trilhão, com a adoção de barreiras às importações.

Para Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o bom desempenho das exportações reduziu, até agora, a pressão por estímulos adicionais à demanda doméstica. “Os subsídios começaram a se esgotar e o foco das autoridades parece estar em 2026, já que a meta de crescimento em torno de 5% ainda parece alcançável neste ano”, afirmou.

Limites para novos estímulos econômicos

Economistas avaliam que a economia chinesa já ultrapassou o ponto em que novos estímulos de curto prazo seriam suficientes para reverter as fragilidades estruturais. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou que Pequim acelere reformas e avance em medidas para resolver os desequilíbrios do mercado imobiliário.

Segundo o FMI, cerca de 70% da riqueza das famílias chinesas está concentrada em imóveis, e a correção do setor ao longo dos próximos três anos pode custar o equivalente a 5% do PIB do país.

Confiança do consumidor é desafio central

Após a divulgação dos dados, o porta-voz da administração alfandegária chinesa, Fu Linghui, reconheceu que será necessário fazer mais para restaurar a confiança dos consumidores. Para ele, o fortalecimento da demanda interna será decisivo para sustentar o crescimento econômico em um cenário global cada vez mais desafiador.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Tingshu Wang

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