Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 4,9% e lidera ranking nacional em 2025

A atividade econômica de Santa Catarina registrou crescimento de 4,9% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (21). O resultado coloca o estado na liderança nacional e evidencia um ritmo de expansão mais que duas vezes superior à média brasileira, que ficou em 2,4% no período.

O índice é calculado pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Santa Catarina lidera crescimento entre os estados

Com o avanço de 4,9%, Santa Catarina aparece como o estado com maior crescimento econômico do país. Na sequência do ranking estão Goiás (4,7%), Pará (4,4%), Espírito Santo (4,3%) e Rio de Janeiro (3,4%). Ao todo, o Banco Central monitora a atividade econômica de 13 estados brasileiros.

Governo atribui resultado à força da economia local

O governador Jorginho Mello destacou que o desempenho reflete características estruturais da economia catarinense, como o perfil trabalhador da população, o ambiente favorável aos negócios e os investimentos em segurança pública.

Segundo ele, a desburocratização para abertura de empresas, aliada a políticas de incentivo ao empreendedorismo, tem fortalecido a geração de emprego e renda no estado, garantindo crescimento acima da média nacional.

Indústria, comércio e serviços impulsionam a economia

O avanço da economia catarinense foi sustentado pelo bom desempenho dos principais setores produtivos. Dados do IBGE mostram que Santa Catarina cresceu acima da média nacional na indústria, no comércio e nos serviços ao longo de 2025.

A indústria de Santa Catarina teve alta de 3,4% no acumulado do ano, enquanto a indústria brasileira cresceu apenas 0,6% no mesmo intervalo.

No comércio, o estado registrou expansão de 5,7%, quase quatro vezes superior à média nacional, que ficou em 1,5%. Já o setor de serviços apresentou crescimento de 3,7% em Santa Catarina, frente a 2,7% no Brasil.

Indicadores sociais acompanham crescimento econômico

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, ressaltou que o avanço da atividade econômica se reflete diretamente nos indicadores sociais. Santa Catarina apresenta atualmente a menor taxa de desemprego, o menor índice de desigualdade e a menor participação no Bolsa Família entre os estados.

De acordo com o secretário, os números reforçam que o modelo adotado pelo estado, com foco em oportunidades, empreendedorismo e desenvolvimento econômico, consolida Santa Catarina como referência nacional.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

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Economia

Economia da China cresce 5% em 2025 e cumpre meta oficial do governo

A economia da China registrou crescimento de 5% em 2025, alcançando a meta estipulada pelo governo chinês para o período. O resultado veio levemente acima das projeções do mercado, que apontavam expansão de 4,9%, e repetiu o desempenho observado em 2024, mantendo o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Exportações sustentam crescimento econômico

O avanço do PIB chinês foi impulsionado principalmente pelas exportações e pela indústria manufatureira, que demonstraram resiliência ao longo do ano. Mesmo em meio a tensões comerciais, os exportadores chineses ampliaram sua atuação em mercados fora dos Estados Unidos, o que resultou em um superávit comercial recorde, próximo de US$ 1,2 trilhão em 2025.

Segundo Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo, o desempenho positivo esconde desequilíbrios. Para ela, enquanto o setor externo mostrou força, áreas como o mercado imobiliário e a demanda interna seguiram frágeis, evidenciando um crescimento desigual.

Desaceleração marca o fim do ano

Apesar do resultado anual sólido, os dados do último trimestre indicam perda de fôlego. Entre outubro e dezembro, o Produto Interno Bruto cresceu 4,5% na comparação anual, abaixo dos 4,8% registrados no trimestre anterior, configurando o ritmo mais fraco dos últimos três anos.

Na comparação trimestral, o avanço foi de 1,2%, acima das expectativas, mas ainda sinalizando expansão moderada. Analistas avaliam que a economia chinesa deve iniciar 2026 com menor impulso, sem sinais claros de retomada no curto prazo.

Demanda interna segue como principal desafio

A fraqueza do consumo e dos investimentos permanece como um dos principais entraves. Em 2025, o investimento em ativos fixos recuou 3,8%, a primeira queda anual desde 1996. Já o investimento imobiliário registrou forte retração de 17,2%, refletindo a crise prolongada no setor.

Indicadores de dezembro reforçam esse cenário: a produção industrial cresceu 5,2%, acelerando em relação a novembro, enquanto as vendas no varejo avançaram apenas 0,9%, abaixo do esperado, evidenciando dificuldades para estimular a demanda doméstica.

Política econômica e perspectivas para 2026

De acordo com Kang Yi, chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, o crescimento de 2025 foi obtido “com muito esforço”, em um ambiente de demanda insuficiente e pressões deflacionárias. O cenário externo também adiciona incertezas, com o avanço do protecionismo global e a possibilidade de novas tarifas por parte dos Estados Unidos.

Para sustentar a atividade econômica, o banco central da China iniciou cortes direcionados nas taxas de juros e sinalizou novas reduções nas exigências de reservas bancárias. O governo reafirmou ainda o compromisso com uma política fiscal proativa e a intenção de buscar novamente crescimento próximo de 5% em 2026.

Pequim também anunciou planos para ampliar a participação do consumo das famílias, que hoje representa menos de 40% do PIB, percentual inferior à média global. Analistas destacam que isso exigirá avanços em renda, emprego e proteção social para reduzir a elevada poupança por precaução.

No mercado financeiro, o yuan permaneceu estável após atingir o maior nível em 32 meses, enquanto o índice Shanghai Composite se recuperou das perdas iniciais e encerrou o dia em alta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cheng Xin/Getty Images

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Economia

Crescimento econômico em 2026: México deve figurar entre os países com menor expansão

A economia do México tende a apresentar um dos desempenhos mais fracos da América Latina em 2026, segundo projeções da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). A estimativa aponta para um ritmo de crescimento reduzido, influenciado principalmente por um cenário externo desafiador.

Ambiente externo pressiona a economia mexicana

De acordo com a Cepal, o baixo dinamismo econômico do México está diretamente ligado a fatores externos, com destaque para a política comercial e migratória dos Estados Unidos. A forte dependência da economia mexicana em relação ao mercado norte-americano torna o país mais vulnerável a mudanças regulatórias, tarifas e restrições impostas por Washington.

Crescimento abaixo da média regional

A expectativa é que o México permaneça, em 2026, entre os países com menor taxa de crescimento econômico da região, destoando de outras economias latino-americanas que podem apresentar desempenho mais robusto. O cenário reforça os desafios estruturais do país, como baixa produtividade e limitações ao investimento.

Desafios para retomada mais consistente

Segundo a Cepal, a combinação de incertezas externas, menor estímulo ao comércio internacional e ajustes nas cadeias produtivas globais limita a capacidade de aceleração da economia mexicana no curto prazo. O organismo destaca que, sem mudanças significativas no ambiente internacional ou na política econômica doméstica, o crescimento deve seguir contido.

FONTE: El Economista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infográfico EE

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Economia

Índia ultrapassa Japão e se consolida como quarta maior economia do mundo, aponta governo

A Índia afirmou ter superado o Japão e assumido a posição de quarta maior economia do planeta, segundo a mais recente revisão econômica divulgada pelo governo indiano. Apesar do avanço, o país ainda apresenta um PIB per capita significativamente inferior ao das demais grandes economias globais.

Confirmação oficial depende de dados finais

A confirmação definitiva do novo ranking depende do fechamento do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) anual, previsto para 2026. No entanto, projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que a economia indiana deve ultrapassar a japonesa já no próximo ano.

De acordo com o governo, a Índia também caminha para superar a Alemanha nos próximos três anos, o que a colocaria como a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Crescimento acelerado impulsiona projeções

Segundo o relatório econômico divulgado pelo governo, a Índia está entre as economias que mais crescem globalmente e reúne condições para manter esse ritmo. O documento estima que o país alcançou um PIB de US$ 4,18 trilhões, superando o Japão, e poderá chegar a US$ 7,3 trilhões até 2030.

As projeções do FMI reforçam esse cenário. Para 2026, o órgão estima que a economia indiana atinja US$ 4,51 trilhões, acima dos US$ 4,46 trilhões previstos para o Japão.

Desafios persistem apesar do avanço econômico

Mesmo com o desempenho positivo, o governo reconhece que o crescimento ocorre em meio a incertezas no comércio global, incluindo tensões provocadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos ligados às importações indianas de petróleo russo.

Além disso, indicadores sociais e estruturais revelam desafios importantes. Embora tenha se tornado o país mais populoso do mundo em 2023, a Índia registra um PIB per capita de apenas US$ 2.694, segundo dados do Banco Mundial — valor muito inferior ao do Japão (US$ 32.487) e da Alemanha (US$ 56.103).

Emprego e renda seguem como pontos de atenção

Outro desafio é a geração de empregos de qualidade. Cerca de 25% da população indiana tem entre 10 e 26 anos, mas o país enfrenta dificuldades para absorver esse contingente no mercado de trabalho com salários adequados.

A trajetória de crescimento, no entanto, mantém o otimismo oficial. Em 2022, a Índia já havia superado o Reino Unido, tornando-se a quinta maior economia do mundo, marco que reforça sua ascensão no cenário econômico global.

FONTE: Trading View
TEXTO: Redação
IMAGEM: Indian Press Information Bureau

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí movimenta 1,5 milhão de toneladas em novembro e registra crescimento de 20%

O Complexo Portuário de Itajaí encerrou o mês de novembro de 2025 com a movimentação de 1.516.914 toneladas, resultado que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 1.269.328 toneladas.

No recorte do Porto de Itajaí, considerando exclusivamente o cais público e a área comercial, a movimentação em novembro foi de 564.517 toneladas, evidenciando a importância do porto público dentro do conjunto das operações.

Acumulado do ano reforça retomada e crescimento do setor portuário em Itajaí

De janeiro a novembro de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí acumulou 14.225.986 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024 (12.804.927 toneladas).

Já o Porto de Itajaí (cais público + área comercial) soma, no mesmo período, 4.277.115 toneladas, frente a 754.052 toneladas no acumulado de 2024.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números confirmam o novo momento do porto público e do complexo como um todo:

“O acumulado do ano confirma a força da retomada do Porto de Itajaí e do Complexo Portuário. De janeiro a novembro, o Complexo já movimentou 14,2 milhões de toneladas, e, dentro desse resultado, o porto público — considerando o cais público e a área comercial — respondeu por mais de 4,27 milhões de toneladas. Isso demonstra regularidade operacional, eficiência e confiança do mercado, com impacto direto na economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil.”

PRINCIPAIS NÚMEROS | PORTO DE ITAJAÍ

Novembro de 2025

    •    Complexo Portuário: 1.516.914 toneladas

    •   +20% em relação a novembro de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 564.517 toneladas

Acumulado do Ano (jan–nov/2025)

    •    Complexo Portuário: 14.225.986 toneladas

    •    +11% em relação ao mesmo período de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 4.277.115 toneladas
          (Em 2024: 754.052 toneladas)

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Indústria

Produção industrial da China desacelera e varejo registra pior desempenho desde 2022

A produção industrial da China perdeu fôlego em novembro e avançou no ritmo mais lento dos últimos 15 meses, sinalizando desafios crescentes para a segunda maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, o varejo chinês apresentou o pior resultado desde o fim das restrições da política de “Covid zero”, reforçando a necessidade de novas fontes de crescimento nos próximos anos.

Dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a produção industrial cresceu 4,8% em novembro na comparação anual, abaixo dos 4,9% registrados em outubro e da expectativa de 5% projetada por analistas consultados pela Reuters.

Consumo interno segue fraco

O desempenho do consumo doméstico também decepcionou. As vendas no varejo avançaram apenas 1,3%, o resultado mais fraco desde dezembro de 2022, quando a China encerrou abruptamente as restrições sanitárias. O número ficou bem abaixo do crescimento de 2,9% observado em outubro e da projeção de 2,8% do mercado.

Segundo analistas, o enfraquecimento dos subsídios ao consumidor, a persistente crise no setor imobiliário e a pressão deflacionária sobre o investimento industrial continuam limitando os gastos das famílias.

Exportações sustentam crescimento, mas estratégia perde força

Diante da fragilidade do mercado interno, as autoridades chinesas têm recorrido às exportações como principal motor de crescimento. No entanto, essa estratégia começa a enfrentar limites, à medida que parceiros comerciais reagem ao superávit comercial da China, estimado em cerca de US$ 1 trilhão, com a adoção de barreiras às importações.

Para Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o bom desempenho das exportações reduziu, até agora, a pressão por estímulos adicionais à demanda doméstica. “Os subsídios começaram a se esgotar e o foco das autoridades parece estar em 2026, já que a meta de crescimento em torno de 5% ainda parece alcançável neste ano”, afirmou.

Limites para novos estímulos econômicos

Economistas avaliam que a economia chinesa já ultrapassou o ponto em que novos estímulos de curto prazo seriam suficientes para reverter as fragilidades estruturais. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou que Pequim acelere reformas e avance em medidas para resolver os desequilíbrios do mercado imobiliário.

Segundo o FMI, cerca de 70% da riqueza das famílias chinesas está concentrada em imóveis, e a correção do setor ao longo dos próximos três anos pode custar o equivalente a 5% do PIB do país.

Confiança do consumidor é desafio central

Após a divulgação dos dados, o porta-voz da administração alfandegária chinesa, Fu Linghui, reconheceu que será necessário fazer mais para restaurar a confiança dos consumidores. Para ele, o fortalecimento da demanda interna será decisivo para sustentar o crescimento econômico em um cenário global cada vez mais desafiador.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Tingshu Wang

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Economia

PIB industrial deve crescer 1,1% em 2026, projeta CNI; juros altos seguem como entrave

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que o PIB industrial avançará 1,1% em 2026, enquanto a economia brasileira deve registrar expansão de 1,8% no período. As estimativas foram divulgadas no novo boletim econômico da entidade.

Segundo a confederação, a manutenção da Selic em 15% ao ano, em nível considerado altamente restritivo, deve continuar limitando o ritmo de crescimento do país no próximo ano. O Copom deve manter a taxa estável pela quarta reunião consecutiva nesta quarta-feira (10.dez.2025), conforme projeções do mercado financeiro.

Contexto econômico e desaceleração do PIB
O IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 2,7% no acumulado de 12 meses até o terceiro trimestre, resultado que indica desaceleração e representa a menor taxa anual desde o segundo trimestre de 2021. Para 2025, a CNI prevê avanço de 2,5%, com desaceleração para 1,8% em 2026, influenciada pelos juros reais elevados — mesmo diante de um possível ciclo gradual de redução da Selic.

A entidade alerta que o atual nível de juros deve restringir investimentos e o consumo de bens duráveis, tradicionalmente mais sensíveis ao crédito.

Setores mais impactados pelos juros elevados
A CNI avalia que a indústria de transformação continuará sendo a mais afetada pelo cenário de crédito caro, enquanto a concorrência de produtos importados deve seguir pressionando a produção nacional. Já o setor de construção tende a mostrar reação diante de novos estímulos ao financiamento imobiliário, com ajustes previstos para começarem a surtir efeitos a partir de janeiro de 2026.

Na indústria extrativa, a produção deve permanecer elevada, embora sem repetir o avanço observado em 2025.

Inflação em queda e perspectiva para 2026
A entidade destaca que a inflação perdeu força em 2025. Dados do IPCA mostram desaceleração para 4,46% no acumulado de 12 meses, retornando ao intervalo da meta pela primeira vez desde setembro de 2024. Para 2026, a CNI prevê nova queda, com o índice fechando o ano em 4,1%.

Apesar do arrefecimento dos preços, a confederação aponta que a política monetária permanece por um período prolongado em terreno restritivo, mantendo juros reais acima da taxa neutra. A expectativa é que apenas em 2026 tenha início um ciclo de cortes mais consistente, com a Selic encerrando o ano em 12%, ainda em nível contracionista.

FONTE: Investing e Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Comércio Internacional

China alerta para aumento de tensões no comércio global e foca em crescimento interno

Os líderes da China manifestaram preocupação com uma possível escalada das tensões comerciais globais enquanto planejam a política econômica para 2026. O alerta surge após o país registrar um superávit comercial recorde, mesmo em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos.

Em comunicado divulgado pelo Politburo na segunda-feira, o órgão enfatizou a necessidade de “uma melhor coordenação entre o trabalho econômico doméstico e uma batalha econômica e comercial internacional”, prometendo “agir sem demora” para desenvolver novos motores de crescimento.

Analistas interpretam a mensagem como um sinal de que o governo manterá vigilância constante sobre o comércio internacional, evitando medidas de estímulo mais agressivas em um cenário de desaceleração econômica.

Pressões internacionais e protecionismo

Embora as relações comerciais com os EUA tenham melhorado, outros países intensificam ações proativas. O Japão e alguns membros da União Europeia, como a Holanda e a França, avaliam medidas de retaliação, incluindo tarifas contra produtos chineses, caso Pequim não ajuste seus desequilíbrios comerciais.

Segundo economistas da Huaxi Securities, a tendência de desglobalização segue firme, pressionando a China a diversificar suas exportações e fortalecer a demanda interna para equilibrar o impacto externo.

Crescimento interno como prioridade

Internamente, a economia chinesa enfrenta desafios: consumo estagnado, queda de investimentos e desaceleração na manufatura. Em resposta, o Politburo estabeleceu o aumento da demanda doméstica como prioridade para 2026, incentivando o desenvolvimento de novas forças produtivas, incluindo setores emergentes como robótica humanoide e tecnologia de ponta.

Economistas do Goldman Sachs destacam que o comunicado sinaliza a intenção de expandir o setor manufatureiro e manter a resiliência das exportações, embora mostre menor preocupação com o crescimento do consumo e do setor imobiliário.

Infraestrutura e estímulo econômico

Com a construção de infraestrutura em nível elevado e o mercado imobiliário em colapso, a China busca novos setores para impulsionar a economia. Reformas de longo prazo, como expansão da rede de proteção social e ajustes tributários, são consideradas essenciais para reequilibrar o modelo de crescimento voltado para o consumo.

Além disso, políticas para estimular investimentos em infraestrutura digital e serviços devem apoiar o aumento do consumo, cujo gasto per capita ainda permanece abaixo da tendência pré-pandemia.

Política fiscal e perspectivas para 2026

O Politburo indicou que a política fiscal terá papel central em 2026, acompanhada por um relaxamento monetário gradual. A prioridade em prevenir riscos sistêmicos foi reduzida, sinalizando foco maior em promover crescimento, confiança empresarial e consumo.

Analistas da Nomura Holdings destacam que Pequim já utilizou suas ferramentas de política mais acessíveis e que os mercados precisarão de paciência para observar um ponto de inflexão real no crescimento e o fim da deflação.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

PIB do Brasil cresce 0,1% no 3º trimestre e atinge nível recorde

A economia brasileira registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com os três meses anteriores, alcançando o maior nível da série histórica. Apesar do recorde, o IBGE classifica a variação como estabilidade.

Na comparação anual, o PIB — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — avançou 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, a economia cresceu 2,7%.

Segundo o instituto, o PIB chegou a R$ 3,2 trilhões.

Desempenho dos setores da economia

A indústria liderou a expansão trimestral, com crescimento de 0,8%, seguida pela agropecuária (0,4%). O setor de serviços, que concentra o maior peso no PIB, ficou praticamente estável (0,1%).

Dentro dos serviços, as principais altas foram observadas em:

  • Transporte, armazenagem e correio: +2,7%
  • Informação e comunicação: +1,5%
  • Atividades imobiliárias: +0,8%

O avanço do transporte foi impulsionado pelo aumento do escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária.

O comércio também mostrou melhora, com expansão de 0,4%.

Na indústria, houve crescimento nas indústrias extrativas (1,7%), na construção (1,3%) e na transformação (0,3%). O segmento de eletricidade, gás, água e saneamento recuou 1%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias ficou praticamente estável (0,1%), enquanto o gasto do governo avançou 1,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador de investimentos, cresceu 0,9%.

As exportações tiveram forte alta (3,3%), enquanto as importações recuaram 0,3%.

Recordes e distorções entre setores

Assim como o PIB, a agropecuária, os serviços e o consumo das famílias também alcançaram níveis recordes. Já a indústria segue 3,4% abaixo do maior patamar, registrado em 2013.

Economia perde ritmo ao longo de 2025

Os dados mostram desaceleração econômica ao longo do ano. O avanço de 1,5% no primeiro trimestre caiu para 0,3% no segundo e para 0,1% no terceiro.

A mesma tendência aparece no resultado acumulado em quatro trimestres, que recuou de 3,6% (março) para 3,3% (junho) e 2,7% (setembro).

Segundo o IBGE, a principal causa da perda de ritmo é a política monetária restritiva, marcada pelo juro alto, que encarece o crédito e limita investimentos, consumo e a atividade da indústria de transformação.

Apesar disso, fatores como mercado de trabalho aquecido, aumento da massa salarial e programas de transferência de renda atenuam os impactos contracionistas.

Selic alta e impacto no crescimento

A Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. O Banco Central mantém os juros elevados para controlar a inflação, acumulada em 4,68% em 12 meses, acima do teto da meta (4,5%).

A estratégia reduz a demanda por bens e serviços e ajuda a segurar preços, mas freia o crescimento e a geração de empregos.

Efeito do tarifaço americano nas exportações

Mesmo com as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos — que chegaram a 50% a partir de agosto —, as exportações brasileiras cresceram. Pesquisadores do IBGE explicam que o impacto foi “localizado” e que os exportadores conseguiram redirecionar mercados, como no caso da soja, enviada em maior volume para a China.

Em 20 de novembro, o governo americano retirou 40% de sobretaxa sobre produtos como carne e café, mas cerca de 22% das exportações brasileiras ao país ainda sofrem com tarifas adicionais.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto mede o valor total dos bens e serviços finais produzidos em um período. É um indicador central para avaliar o desempenho econômico, embora não reflita fatores como distribuição de renda ou qualidade de vida.

Para evitar dupla contagem, o PIB considera apenas o valor final — por exemplo: se trigo vira farinha e depois pão, conta-se apenas o valor final do pão.

Revisões do IBGE

O IBGE revisa periodicamente as estimativas do PIB. A atualização dos dados de 2024 mostrou ajustes internos, mas manteve o crescimento do ano em 3,4%.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Crescimento da China em 2026: meta de 5% deve guiar estímulos para conter a deflação

A China deverá manter a meta de crescimento do PIB em cerca de 5% em 2026, segundo analistas e assessores próximos ao governo. A projeção indica que Pequim continuará adotando estímulos fiscais e monetários para enfrentar um cenário de deflação, recuperar a confiança e sustentar o início do novo plano quinquenal.

Pressão do setor imobiliário e da demanda interna
A manutenção da meta faz parte da estratégia de reforçar a economia após anos marcados por queda no mercado imobiliário, demanda fraca dos consumidores, excesso de capacidade industrial e redução dos investimentos em infraestrutura. Embora o governo tenha sinalizado que pretende fortalecer o consumo das famílias e promover uma reestruturação econômica, especialistas avaliam que esses efeitos devem aparecer de forma gradual — o que mantém o foco imediato no apoio estatal.

Discussões internas apontam para continuidade dos estímulos
A maioria dos assessores consultados defende uma meta de crescimento próxima de 5% para 2026, enquanto uma parcela menor sugere um intervalo entre 4,5% e 5%. A expectativa é que o objetivo seja aprovado durante a Conferência Anual de Trabalho Econômico Central, marcada para este mês, quando também serão definidas as prioridades econômicas para o próximo ano. A divulgação oficial ao público ocorre apenas em março, durante a reunião anual do Parlamento chinês.

Apesar de não participarem diretamente das decisões, os assessores revelam tendências que costumam ecoar o consenso entre economistas privados. No encontro do ano passado, a definição da agenda ocorreu entre 11 e 12 de dezembro.

Déficit elevado e novos cortes de juros no radar
Grande parte dos especialistas defende manter o déficit orçamentário em 4% do PIB ou mais, repetindo o nível recorde adotado em 2025 para sustentar a expansão econômica. Já analistas do Citi estimam que o banco central chinês deverá retomar os cortes de juros já em janeiro de 2026, movimento que poderia vir acompanhado de novas medidas de apoio ao setor imobiliário.

Em nota, o Citi também projeta que a emissão de títulos do governo poderá ser antecipada novamente, com uma tendência de direcionar mais recursos para o bem-estar social e o consumo.

Meta de longo prazo para elevar renda da população
Para atingir o objetivo de se tornar um “país moderadamente desenvolvido” até 2035, a China precisa registrar crescimento médio anual acima de 4% na próxima década. Dessa forma, seria possível dobrar o PIB per capita e alcançar o patamar de US$ 20 mil em comparação com o nível de 2020, conforme estudo oficial que fundamenta propostas do novo plano quinquenal.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Ilustração/Reuters

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