Internacional

Coreia do Norte conclui ponte com a China após 12 anos de atraso

A Coreia do Norte está na etapa final das obras de sua parte da ponte sobre o rio Yalu, na fronteira com a China. A infraestrutura, cuja construção permaneceu interrompida por anos, poderá ser inaugurada em breve, depois de mais de uma década de atrasos.

A avaliação foi divulgada nesta quarta-feira (9) pela SI Analytics, empresa sul-coreana especializada na análise de imagens de satélite.

Ponte entre Coreia do Norte e China entra na reta final

Segundo a empresa, a construção das instalações de alfândega e imigração no lado norte-coreano da estrutura deve estar praticamente concluída no início de setembro.

A ponte possui aproximadamente 3 quilômetros de extensão e é considerada uma importante ligação de transporte entre os dois países. A retomada das obras ocorre depois de anos de paralisação.

A SI Analytics identificou avanços significativos na construção a partir do monitoramento por satélite da região.

Aproximação com Pequim influencia retomada das obras

A conclusão do projeto acontece em meio a uma tentativa de aproximação entre China e Coreia do Norte iniciada por Pequim no fim de 2025.

As relações entre os dois países sofreram impactos durante a pandemia de Covid-19, período em que diversos intercâmbios foram interrompidos. Paralelamente, o líder norte-coreano Kim Jong Un aprofundou a aproximação com a Rússia.

Pyongyang passou a apoiar Moscou de maneira mais direta na guerra na Ucrânia, inclusive com o envio de tropas e armas.

Obra foi retomada em ritmo acelerado

De acordo com a análise da SI Analytics, a Coreia do Norte conseguiu acelerar a execução das obras após anos de paralisação.

A empresa destacou que o país aplicou sua conhecida estratégia de “batalha de velocidade”, utilizada para concentrar esforços e concluir projetos em períodos mais curtos.

Segundo o relatório baseado em imagens de satélite, a estrutura que permaneceu parada por cerca de 12 anos avançou significativamente em apenas quatro meses.

A possível inauguração da ponte representa, portanto, um novo passo na retomada das conexões de infraestrutura entre Coreia do Norte e China, em um momento de reaproximação diplomática entre Pyongyang e Pequim.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikicommons/Ajew

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Em resposta ao teste de mísseis da Coreia do Norte, os Estados Unidos enviam porta-aviões à Coreia do Sul

Chegada do USS Carl Vinson ao porto sul-coreano de Busan tem como objetivo exibir uma aliança militar sólida frente às ameaças norte-coreanas

Um porta-aviões dos Estados Unidos chegou à Coreia do Sul neste domingo, 2, em uma demonstração de força, dias depois de a Coreia do Norte testar mísseis de cruzeiro. A chegada do USS Carl Vinson ao porto sul-coreano de Busan tem como objetivo exibir uma aliança militar sólida frente às ameaças norte-coreanas, além de aumentar a operabilidade dos ativos combinados dos aliados, disse a Marinha sul-coreana em comunicado.

Segundo a nota, foi o primeiro porta-aviões dos EUA a viajar para a Coreia do Sul desde junho. Espera-se que a implantação do porta-aviões enfureça a Coreia do Norte, que vê as implantações temporárias de ativos militares dos EUA como ameaças à sua segurança.

Anteriormente, os norte-coreanos responderam a algumas das implantações de porta-aviões dos EUA, bombardeiros de longo alcance e submarinos nucleares com testes de mísseis. Desde sua posse em 20 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que entraria em contato novamente com o líder norte-coreano Kim Jong Un para ‘reavivar’ a diplomacia.

A Coreia do Norte não respondeu diretamente, mas alegou que as hostilidades lideradas pelos EUA contra eles aumentaram desde a posse do norte-americano. Kim e Trump se encontraram três vezes entre 2018 e 2019, durante o primeiro mandato do líder dos EUA, para discutir o futuro do programa nuclear da Coreia do Norte. A diplomacia acabou entrando em colapso devido a disputas sobre as sanções econômicas lideradas pelos EUA contra os coreanos.

A Coreia do Norte informou na sexta-feira (28) que testou mísseis de cruzeiro estratégicos na semana anterior para alertar seus adversários sobre a capacidade de contra-ataque de suas forças armadas e a prontidão de suas operações nucleares. Após observar os lançamentos, o quarto evento de testes de mísseis neste ano, Kim disse que o exército deve estar totalmente pronto para usar suas armas nucleares.

FONTE: Correio do povo
Estados Unidos enviam porta-aviões à Coreia do Sul após Coreia do Norte testar mísseis

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A Coreia do Norte testa míssil hipersônico com capacidade de atingir a capital do Japão

O governo da Coreia do Norte anunciou ter realizado com sucesso o teste de um míssil hipersônico com capacidade para alcançar alvos

O governo da Coreia do Norte anunciou ter realizado com sucesso o teste de um míssil hipersônico com capacidade para alcançar alvos a 1,5 mil km de distância. É o suficiente para atingir Tóquio, a capital do Japão, e qualquer alvo no território da vizinha Coreia do Sul.

A ditadura comunista anunciou que o teste ocorreu na última segunda-feira, dia 6. De acordo com o governo da Coreia do Norte, o novo míssil hipersônico “consegue conter de forma confiável quaisquer inimigos na região do Pacífico.” Além disso, a mídia estatal afirmou que o sistema tem a capacidade de “realizar um ataque militar sério a um rival, quebrando eficazmente qualquer uma de suas densas barreiras defensivas.”

Kim Jong-un, ditador local, acompanhou o teste à distância. Seu avô, Kim Il-sung, estabeleceu o regime autoritário do país depois da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, com apoio da União Soviética. Desde então, o comando do país tem sido passado de pai para filho.

Coreia do Norte a guerra que nunca acabou
Em 1950, Kim Il-sung ordenou a invasão da vizinha Coreia do Sul, aliada dos Estados Unidos, dando início a uma guerra entre as duas Coreias. O conflito foi interrompido graças a um cessar-fogo em 1953, mas nunca foi oficialmente encerrado. Tecnicamente, os dois países ainda estão em guerra.

Atualmente, a Rússia — sucessora da União Soviética — é uma das principais aliadas da Coreia do Norte, junto com a China. Os Estados Unidos acusam o regime comunista norte-coreano de fornecer armas e tropas para os russos na guerra da Ucrânia.

FONTE: Revista Oeste
Coreia do Norte testa míssil capaz de atingir a capital do Japão

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