Economia

Economia da China cresce 4,7% no primeiro semestre e reforça metas do 15º Plano Quinquenal

A economia da China iniciou o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) mantendo um ritmo de crescimento considerado resiliente, mesmo diante das incertezas da economia global. Dados oficiais divulgados nesta quarta-feira mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês avançou 4,7% no primeiro semestre de 2026, resultado alinhado à meta anual estabelecida pelo governo.

O desempenho ocorre em um cenário de tensões geopolíticas, desaceleração econômica internacional e desafios no comércio global.

PIB mantém trajetória dentro da meta do governo

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), o PIB da China cresceu 4,3% no segundo trimestre, após registrar expansão de 5% nos três primeiros meses do ano.

As autoridades afirmam que a economia segue operando dentro de uma faixa considerada adequada para cumprir a meta de crescimento entre 4,5% e 5% em 2026, com expectativa de buscar resultados ainda melhores ao longo do ano.

De acordo com o vice-diretor do DNE, Mao Shengyong, a desaceleração observada no segundo trimestre está relacionada principalmente a fatores externos e de curto prazo, sem comprometer a trajetória de desenvolvimento baseada em inovação e maior qualidade produtiva.

Indicadores mostram mercado de trabalho estável

Além do crescimento do PIB, outros indicadores econômicos apontam estabilidade.

A taxa de desemprego urbano ficou em 5% em junho, abaixo dos 5,1% registrados em maio. Já a renda disponível per capita cresceu 5,2% na comparação anual durante o primeiro semestre.

No mesmo período, a produção industrial avançou 5,4%, enquanto as vendas no varejo aumentaram 2,7%, refletindo a recuperação gradual do consumo interno.

Economia resiste a cenário internacional desafiador

O governo chinês avalia que a economia conseguiu enfrentar os impactos das tensões comerciais e da desaceleração global graças à oferta estável de energia, inflação controlada e bom desempenho do comércio exterior.

Mesmo com a revisão para baixo da previsão de crescimento da economia mundial pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a instituição elevou sua estimativa para o crescimento da China em 2026.

Especialistas avaliam que a estabilidade da economia chinesa tem contribuído para reduzir os impactos sobre as cadeias globais de suprimentos e oferecer maior previsibilidade em um ambiente internacional marcado por incertezas.

Manufatura avançada e economia digital ganham espaço

A expansão da manufatura avançada, da economia digital e dos serviços modernos continua sendo um dos principais motores da atividade econômica.

Segundo o DNE, esses setores responderam por mais de 40% do crescimento econômico registrado no primeiro semestre.

Outro indicador destacado foi a redução de 1,9% no consumo de energia por unidade de PIB, resultado associado aos investimentos em eficiência energética e inovação tecnológica.

China amplia liderança em inovação industrial

O avanço tecnológico também ficou evidente no setor industrial. Das 16 novas “fábricas farol” reconhecidas recentemente pelo Fórum Econômico Mundial por adotarem tecnologias avançadas de produção, mais da metade está localizada na China.

As unidades atuam em segmentos como construção naval, logística inteligente e manufatura de alta tecnologia, reforçando a estratégia do país de ampliar sua competitividade industrial.

Consumo interno será prioridade nos próximos anos

Como parte do 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende fortalecer ainda mais o mercado doméstico.

Nesta semana, o país lançou seu primeiro plano quinquenal voltado exclusivamente para estimular o consumo, com medidas destinadas a ampliar a demanda interna, melhorar a renda da população e incentivar novos padrões de consumo.

Segundo o governo, a estratégia também prevê a modernização da estrutura industrial, o fortalecimento das chamadas novas forças produtivas de qualidade e o avanço de políticas voltadas ao desenvolvimento baseado em inovação.

Economistas acreditam que os efeitos dessas medidas deverão ganhar força ao longo do segundo semestre, impulsionando o consumo e contribuindo para que a economia chinesa permaneça dentro da meta de crescimento estabelecida para 2026.

Tags: economia da China, PIB da China, crescimento econômico, Plano Quinquenal, economia chinesa, inovação, manufatura avançada, consumo interno, FMI, mercado chinês

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xie Shangguo/Xinhua

Ler Mais
Indústria

Produção industrial da China desacelera e varejo registra pior desempenho desde 2022

A produção industrial da China perdeu fôlego em novembro e avançou no ritmo mais lento dos últimos 15 meses, sinalizando desafios crescentes para a segunda maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, o varejo chinês apresentou o pior resultado desde o fim das restrições da política de “Covid zero”, reforçando a necessidade de novas fontes de crescimento nos próximos anos.

Dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a produção industrial cresceu 4,8% em novembro na comparação anual, abaixo dos 4,9% registrados em outubro e da expectativa de 5% projetada por analistas consultados pela Reuters.

Consumo interno segue fraco

O desempenho do consumo doméstico também decepcionou. As vendas no varejo avançaram apenas 1,3%, o resultado mais fraco desde dezembro de 2022, quando a China encerrou abruptamente as restrições sanitárias. O número ficou bem abaixo do crescimento de 2,9% observado em outubro e da projeção de 2,8% do mercado.

Segundo analistas, o enfraquecimento dos subsídios ao consumidor, a persistente crise no setor imobiliário e a pressão deflacionária sobre o investimento industrial continuam limitando os gastos das famílias.

Exportações sustentam crescimento, mas estratégia perde força

Diante da fragilidade do mercado interno, as autoridades chinesas têm recorrido às exportações como principal motor de crescimento. No entanto, essa estratégia começa a enfrentar limites, à medida que parceiros comerciais reagem ao superávit comercial da China, estimado em cerca de US$ 1 trilhão, com a adoção de barreiras às importações.

Para Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o bom desempenho das exportações reduziu, até agora, a pressão por estímulos adicionais à demanda doméstica. “Os subsídios começaram a se esgotar e o foco das autoridades parece estar em 2026, já que a meta de crescimento em torno de 5% ainda parece alcançável neste ano”, afirmou.

Limites para novos estímulos econômicos

Economistas avaliam que a economia chinesa já ultrapassou o ponto em que novos estímulos de curto prazo seriam suficientes para reverter as fragilidades estruturais. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou que Pequim acelere reformas e avance em medidas para resolver os desequilíbrios do mercado imobiliário.

Segundo o FMI, cerca de 70% da riqueza das famílias chinesas está concentrada em imóveis, e a correção do setor ao longo dos próximos três anos pode custar o equivalente a 5% do PIB do país.

Confiança do consumidor é desafio central

Após a divulgação dos dados, o porta-voz da administração alfandegária chinesa, Fu Linghui, reconheceu que será necessário fazer mais para restaurar a confiança dos consumidores. Para ele, o fortalecimento da demanda interna será decisivo para sustentar o crescimento econômico em um cenário global cada vez mais desafiador.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Tingshu Wang

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia

China enfrenta nova queda da inflação com crise no setor imobiliário e consumo enfraquecido.

Pressão econômica cresce com deflação e exportações em baixa

A economia da China continua sob forte pressão, com sinais claros de deflação e um mercado interno ainda debilitado após os impactos da pandemia de Covid-19. Dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou 0,3% em setembro, na comparação anual.

Queda de preços supera previsões do mercado

O resultado veio abaixo do esperado por analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma retração de 0,2%. Apesar disso, o recuo foi menor que o registrado em agosto, quando a inflação caiu 0,4%.

Embora, à primeira vista, a deflação possa parecer positiva para os consumidores, ela representa um risco considerável para o crescimento econômico. Isso porque a expectativa de preços mais baixos no futuro tende a desestimular o consumo, à medida que famílias adiam compras na esperança de novas quedas.

Crise imobiliária e guerra comercial agravam cenário

O ambiente interno na China continua fragilizado principalmente pela crise prolongada no setor imobiliário, que tem afetado diretamente o consumo e os investimentos privados. Ao mesmo tempo, o país enfrenta dificuldades no comércio exterior, prejudicado por uma demanda global instável e os desdobramentos da guerra comercial com os Estados Unidos, intensificada no início do ano.

FMI sugere foco no consumo interno

Em meio à desaceleração, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou nesta terça-feira (14) que Pequim adote medidas fiscais voltadas ao fortalecimento da demanda doméstica. Segundo o FMI, um reequilíbrio da economia chinesa, com foco no consumo, pode ser essencial para conter os riscos deflacionários.

FONTE: Com informações da Bloomberg.
TEXTO: Redação

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook