Comércio Exterior

Marco legal para comércio exterior segue ao Plenário

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que estabelece o marco legal para o comércio exterior. A matéria segue para o Plenário.

O PL 4.423/2024 foi apresentado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) e recebeu um substitutivo do senador Fernando Farias (MDB-AL). Entre outras medidas, a matéria busca:

  • reforçar a proteção à indústria nacional contra práticas desleais e ilegais;
  • garantir a isonomia de tratamento entre produtos importados e nacionais; e
  • aumentar o controle sobre importações e exportações.

O PL 4.423/2024 substitui itens defasados da legislação e incorpora compromissos assumidos pelo Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), como o Acordo sobre Facilitação do Comércio. O texto estabelece, por exemplo, o uso obrigatório do Portal Único de Comércio Exterior para o pagamento de impostos, taxas e encargos. Ficam proibidos a exigência de documentos em papel ou o preenchimento de formulários eletrônicos em outras plataformas.

O relatório mantém a estrutura do projeto original, que consolida a legislação sobre comércio exterior em quatro livros: disposições gerais; controle e fiscalização; regimes aduaneiros; e disposições finais. Mas Farias incluiu alterações voltadas à defesa da economia brasileira. A primeira delas é o uso de medidas de proteção ao produtor nacional contra concorrência desleal e barreiras comerciais impostas por outros países ou blocos econômicos, desde que compatíveis com acordos internacionais.

Outra mudança é que produtos importados cumpram requisitos semelhantes aos exigidos das mercadorias produzidas pela indústria nacional. Segundo o senador, o objetivo é assegurar isonomia regulatória, proteger empregos, preservar a competitividade das empresas instaladas no Brasil e valorizar o cumprimento da legislação nacional.

Regras justas

O projeto veda a chamada “discriminação arbitrária”, ou seja: o tratamento diferente para produtos ou países sem uma justificativa clara. É o caso da aplicação, sem motivo técnico, de exigências mais duras para produtos de um país, enquanto mercadorias semelhantes de outros países obedecem a regras mais amenas.

O parecer também proíbe a aplicação de regras comerciais “injustificadas”. Todas as medidas devem atender a uma razão legítima, um motivo legal ou técnico, como risco sanitário, segurança nacional ou proteção ambiental.

O PL 4.423/2024 exige que regras de controle do comércio exterior sejam aplicadas de forma justa, transparente e com base técnica, para que o Brasil cumpra os compromissos que assumiu na OMC e em outros acordos internacionais. De acordo com o relator, não deverá haver “restrição disfarçada ao comércio”. Na prática, o texto proíbe a criação barreiras com aparência de norma técnica para dificultar importações ou exportações.

Aduana

Fernando Farias ampliou o controle aduaneiro e administrativo (regulação, fiscalização e controle sobre o comércio exterior de mercadorias). Segundo o relator, o controle pode ser feito com o objetivo prevenir fraudes e proteger:

  • a saúde humana, animal e vegetal;
  • o meio ambiente;
  • os direitos de propriedade intelectual; e
  • a segurança dos consumidores e do país

Para o relator, o projeto fortalece as relações comerciais do Brasil com outros países. “Um comércio exterior bem desenvolvido possibilita uma pauta diversificada de exportações, o que gera empregos, aumenta a arrecadação tributária, fortalece a balança comercial, contribui para a entrada de divisas estrangeiras e, em última instância, reduz a vulnerabilidade de uma nação às crises econômicas internacionais”, argumentou Fernando Farias no relatório.

Marco Legal do Comércio Exterior

Definições e diretrizes

Controle e fiscalização

Regimes aduaneiros

Defesa da economia nacional

Fonte: Agência Senado

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Comércio Exterior

Maior receio dos EUA é Brasil vender miúdos para Ásia, diz Abiec

Presidente da associação de exportadores de carnes destaca que há momento diplomático para Japão habilitar frigoríficos brasileiros ainda este ano

Com o crescimento populacional e a elevação da renda, a Ásia se consolidou como a prioridade do setor de carne bovina brasileiro.

O mercado asiático é visto como “a menina dos olhos” dos exportadores nacionais, que buscam expandir as vendas não apenas de cortes tradicionais, mas principalmente de miúdos — produtos de alto valor agregado que têm forte aceitação cultural e religiosa em países da região.

Para se ter uma noção, o mercado de língua bovina no Japão chega a pagar entre US$ 10 e US$ 12 o quilo, enquanto o Brasil exporta o mesmo produto a cerca de US$ 2, segundo o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Perosa.

De acordo com o executivo, essa diferença de até seis vezes mostra o potencial de agregação de valor que os miúdos representam para a indústria nacional.

“Quem já foi no Japão sabe: numa churrascaria, em vez de servir a picanha fatiada como aqui [no Brasil], servem a língua fatiada, e é considerada um churrasco gourmet. Então, é costume. Se servir a língua aqui, poucas pessoas vão comer, mas lá é um produto valorizado. É essa a estratégia da indústria bovina brasileira”, explicou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9).

Para Perosa, o maior medo dos americanos é o Brasil ampliar o acesso ao mercado asiático, justamente pela dimensão da demanda.

“Os Estados Unidos têm receio de perder espaço na Ásia porque sabem que não conseguem competir em escala com o Brasil. Eles têm teto de produção, e a Austrália também”, afirmou.

“Então, quando a gente abre espaço na Ásia, é um caminho sem volta. Esse é o grande ponto: a carne magra produzida pelo Brasil é necessária no mundo todo, mas é na Ásia que está o futuro do consumo”, pontuou.

Desta forma, uma das estratégias para ampliar a presença no mercado japonês é aproveitar o ambiente diplomático criado pelas recentes agendas entre os dois países e a COP30, conferência do clima que acontecerá em novembro em Belém (PA).

Mas tudo começou a avançar em março deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve no Japão após seis anos sem o país lançar um convite para visita de Estado para qualquer nação. Na ocasião, foram assinados tratados de cooperação em diversas áreas, inclusive a agropecuária.

Após o encontro, uma comitiva japonesa esteve no Brasil para averiguar os frigoríficos do país. O Japão é um dos países mais rigorosos em critérios sanitários sobre carne bovina do mundo.

Segundo Roberto Perosa, os movimentos mostram avanços concretos para a abertura de mercado para a carne bovina brasileira.

“É claro que isso está tudo em negociação ainda com o Ministério da Agricultura brasileira, que é o ministério e o órgão responsável por negociar com o governo japonês a abertura do mercado”, ponderou.

“A gente costuma dizer que existe um momento diplomático para haver esse anúncio. O momento diplomático está dado, e eu acho que é na COP, com a visita do primeiro-ministro japonês”, frisou.

Para além das tratativas com o mercado nipônico, nesta segunda-feira (8), a Indonésia anunciou a habilitação de 17 novas plantas brasileiras, elevando para 38 o número de frigoríficos aptos a exportar carne bovina ao país.

O governo indonésio também autorizou a entrada de carne com osso, miúdos e produtos preparados, ampliando o portfólio brasileiro no mercado local.

Em 2025, as exportações para a Indonésia já somam 15,4 mil toneladas, gerando US$ 71,6 milhões, um salto de 258,9% em valor e 253% em volume em relação ao mesmo período de 2024.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 2 milhões de toneladas de carne bovina, alta de 20% frente a 2024, com faturamento de US$ 10,7 bilhões, avanço de 33%.

A China segue como principal destino, com 1 milhão de toneladas (US$ 5,4 bilhões), consolidando a liderança asiática no consumo da proteína brasileira.

Nos próximos meses, Perosa e sua equipe devem viajar para a China a fim de ampliar o diálogo para avançar com as negociações.

Perspectivas para 2025 e 2026

No balanço da Abiec, para as exportações em geral, a expectativa calculada em dezembro passado era de crescimento de 12% no volume e 14% no faturamento das exportações brasileiras de carne bovina em 2025.

O resultado parcial do ano já superou a previsão, com avanço de 16% em valor e de 12% em volume.

“Fizemos um compilado no fim do ano passado e projetamos 12% de incremento no volume de exportação, fazendo com que a gente passe de 13 milhões de toneladas de carne exportada e 14% em faturamento no incremento também do setor em 2025”, disse Perosa.

“E, para minha surpresa, isso está mantido, e está dando acima. Está dando 12% no volume, e no faturamento está dando um pouquinho mais, está dando 16%, mas muito em linha com o estudo que nós fizemos em dezembro.”

O dirigente ressaltou que, mesmo diante do impacto do tarifaço dos Estados Unidos, a diversificação geográfica tem sustentado os embarques.

“Claro que tem país a mais [recebendo exportações], tem país que diminuiu [a compra], mas no conjunto das exportações a gente está mantendo esse equilíbrio”, completou.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Operação Underbill: Receita Federal, PF e MPF deflagram operação para combater organização criminosa que atua no comércio exterior

Participam da operação 17 auditores-fiscais e analistas tributários e 50 policiais federais.

A Receita Federal, em ação conjunta com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira (10/09) a Operação Underbill, que tem por objetivo apurar crimes praticados por grupo empresarial responsável por sonegar tributos na ordem de R$ 90 milhões, promover a entrada irregular de produtos estrangeiros no território nacional e realizar pagamentos internacionais por meio de operações ilegais de câmbio.

A partir da análise de autuações fiscais realizadas sobre empresas importadoras, identificou-se indícios de ilícitos contra as ordens tributária e aduaneira, promovidos por grupos empresariais assessorados por empresa prestadora de serviço de despacho aduaneiro.

Nas operações comerciais e nos perfis econômicos desses importadores foram identificados indícios de subfaturamento das importações, sonegação de tributos federais, interposição fraudulenta de pessoas com a ocultação dos reais beneficiários, mitigação do controle aduaneiro quanto à correta identificação e quantificação dos produtos importados e burla aos controles de órgãos reguladores.

As informações fiscais e financeiras dos envolvidos também apontaram indícios de movimentação financeira incompatível de diversas pessoas físicas e jurídicas, evasão cambial e ocultação de patrimônio.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Pará. Os responsáveis poderão responder pelos crimes de descaminho, contrabando, sonegação fiscal, evasão cambial e organização criminosa.

Participam da operação 17 auditores-fiscais e analistas tributários e 50 policiais federais.

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Mercado Internacional, Negócios, Sustentabilidade

Pressão no Comércio Exterior vai muito além das barreiras alfandegadas

Não é novidade que a saúde mental impacta diretamente na produtividade e no desempenho dos colaboradores. Estudos mostram que funcionários que lidam com questões emocionais têm sua performance comprometida e isso reflete na eficiência dos processos e nas relações com parceiros e clientes.

É fundamental que as empresas que operam num setor globalizado comecem a olhar mais atentamente para o bem-estar de seus colaboradores. Implementar políticas de suporte à saúde mental, oferecer horários mais flexíveis ou promover um ambiente onde o diálogo sobre saúde emocional seja incentivado, pode fazer toda a diferença.

Além disso, o impacto da pandemia global fez com que muitas organizações revisassem suas práticas de gestão de pessoas, reconhecendo a importância de oferecer suporte psicológico e emocional a seus times. A gestão de crise, que antes era focada exclusivamente em aspectos operacionais e financeiros, agora precisa incluir a saúde mental dos profissionais como uma prioridade.

Com a entrada da NR-1 em 26 de maio de 2025, as empresas passaram a ter um olhar mais atento as questões gestão de riscos psicossociais, um tema relacionado à saúde mental no trabalho. Fazendo com que as empresas tenham um papel crucial na promoção da saúde mental. Elas buscam desenvolver um ambiente de trabalho onde a saúde emocional seja tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Assim criando espaços seguros para que os funcionários possam falar abertamente sobre seus desafios, sem medo de estigmas ou retaliações.

Como não relacionar com a área de comércio exterior a necessidade de saúde mental?

Nossos índices são alarmantes, Stress, Burnout, Depressão, vem junto com um setor muito dinâmico, multicultural e altamente desafiador. Quem atua nessa área de comércio exterior, sabe bem como a pressão é constante, prazos apertados, fusos horários diversos, adaptações a regulamentos internacionais, volatilidade cambial, o mundo em trânsito 24 horas e a necessidade de lidar com diferentes culturas e idiomas diariamente. Todos esses fatores contribuem para um ambiente de trabalho muitas vezes estressante.

Por trás das negociações internacionais e das estratégias logísticas, há um fator que nem sempre recebe a devida atenção, a saúde mental dos profissionais que fazem o comércio global acontecer. Esse campo, apesar de cheio de oportunidades, também pode ser um terreno fértil para o estresse crônico, a ansiedade e o esgotamento emocional.

No setor de comércio exterior, onde a conexão entre países e culturas é o cerne das atividades, é vital reconhecer que as diferenças culturais também afetam como questões de saúde mental são vistas e tratadas. O que pode ser normalizado em um país, pode ser considerado tabu em outro. As empresas que atuam nesse ambiente global precisam estar atentas a essas nuances culturais e desenvolver políticas inclusivas e adaptadas para seus diferentes times.

Cuidar da Mente é Cuidar dos Negócios

A relação entre saúde mental e sucesso profissional é clara. Empresas que cuidam do bem-estar emocional de seus colaboradores veem, em contrapartida, equipes mais engajadas, produtivas e dispostas a inovar. No comércio exterior, onde o ritmo frenético é uma constante, cuidar da mente é um investimento tão importante quanto desenvolver novas estratégias de mercado.

O Setembro Amarelo é um convite para todos nós falarmos sobre saúde mental. Precisamos ouvir, acolher e agir. E, no comércio exterior, essa conversa deve ser ampliada, para que os profissionais saibam que não estão sozinhos ao enfrentar os desafios emocionais dessa área.

Neste mês, convido você a refletir:  no seu ambiente de trabalho, a saúde mental está sendo abordada. Será que esta sendo feito um trabalho efetivo? Como podemos apoiar melhor as equipes e a nós mesmos?

Porque, no final das contas, cuidar da mente também é uma questão de estratégia de negócios – e uma das mais importantes.

O mês de setembro traz o Setembro Amarelo, uma campanha voltada para a conscientização e prevenção ao suicídio, bem como para a promoção de debates sobre a saúde mental. Porem, as empresas devem buscar apoiar as suas equipe durante TODO O ANO. Este é um tema que, infelizmente, ainda é cercado de tabus, especialmente no ambiente corporativo. Mas, cada vez mais empresas e profissionais estão percebendo a importância de cuidar da saúde mental, não apenas como uma questão de bem-estar pessoal, mas também como uma estratégia de sustentabilidade no longo prazo do nosso mercado.

Por: Rê Palmeira
CEO RêConectaNews

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Comércio Exterior

FIESC propõe redução temporária de taxas portuárias a exportadoras durante tarifaço

Em documento enviado aos administradores da Portonave e do Porto de Itajaí, entidade destaca impacto negativo das tarifas de 50% impostas pelos EUA às exportadoras e cita corte de empregos

Num esforço para minimizar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, a Federação das Indústrias (FIESC), enviou ofício aos superintendentes da Portonave e do Porto de Itajaí sugerindo a redução de tarifas portuárias. A iniciativa é uma das medidas do desTarifaço, programa de apoio aos exportadores desenvolvido pelas entidades da FIESC.

“O chamado “tarifaço” têm exigido redução substancial dos preços de vendas e renegociação com os clientes com o objetivo de manter este mercado, que é estratégico, e que foi conquistado e consolidado com muito esforço ao longo de anos”, argumenta o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “A situação exige um esforço conjunto em todas as instâncias relacionadas ao tema, para mitigar os efeitos negativos para o País e Santa Catarina”, acrescenta.

A FIESC destaca que, diante do momento crítico, especialmente para setores como o de madeira e móveis, a concessão de incentivos como descontos temporários nas taxas de vistoria de container (scanner) e a ampliação do prazo de “free time” podem dar um alívio aos exportadores para manter custos competitivos no mercado externo.

A Federação também pede contribuições dos terminais para identificar medidas relacionadas aos órgãos auxiliares e intervenientes do Comércio Exterior que permitam a redução dos custos das operações.

Os setores de madeira e móveis exportaram em 2024 cerca de US$ 1,6 bilhão. Empregam mais de 70 mil trabalhadores, congregando cerca de 6 mil estabelecimentos. O mercado norte-americano é o principal destino das exportações do setor de madeira e de móveis catarinenses, representando cerca de 50% da destinação das vendas externas.

Embora foque principalmente na cadeia florestal, a Federação pede para que as medidas também sejam avaliadas para outros setores, colocando-se à disposição para apresentar as justificativas.

No documento, a FIESC lembrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho de 2025 só no setor de madeira e móveis, um dos mais impactados pelo aumento das tarifas, dada a exposição ao mercado norte-americano.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Exportação

Exportações internacionais do Brasil só crescem, mais três novos mercados oficializados, que foram na Argentina, Paraguai e Indonésia

O Brasil conquistou avanços importantes na abertura de mercado internacional. O anúncio envolve três frentes estratégicas: o Paraguai autorizou a entrada de produtos agrícolas brasileiros, a Indonésia ampliou em 80% o número de frigoríficos habilitados para exportar carne bovina e a Argentina abriu espaço para novos produtos nacionais.

As medidas foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reforçam a posição do país como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo.

Indonésia amplia em 80% número de frigoríficos habilitados

Outro avanço expressivo veio da Indonésia, que autorizou a habilitação de 11 novos frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina.

Com isso, o número de estabelecimentos credenciados passou de 14 para 25, representando um crescimento de 80%.

A medida foi comemorada pelo Mapa, que destacou o esforço do governo em ampliar a abertura de mercado para o Brasil em regiões estratégicas da Ásia.

A Indonésia, que possui população de mais de 270 milhões de pessoas, é vista como um dos destinos mais promissores para a carne bovina brasileira.

Argentina abre vagas para ovos em pó e produtos suínos

abertura de mercado para o Brasil na Argentina incluiu o aceite a ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas suínas e miúdos suínos in natura.

O anúncio fortalece a integração comercial entre os dois países e amplia oportunidades de exportação agropecuária.

Paraguai autoriza sementes de chia

No Paraguai, a conquista foi a aprovação para a exportação de sementes de chia produzidas no Brasil.

Essa abertura de mercado para o Brasil fortalece a diversificação das exportações agrícolas, ampliando a presença de produtos nacionais no país vizinho e gerando novas oportunidades para pequenos e médios produtores.

Impacto para o agronegócio brasileiro

Segundo o Ministério da Agricultura, essas novas autorizações somam-se às conquistas recentes e contribuem para fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável no comércio internacional.

Desde 2023, já foram registradas mais de 425 aberturas de mercado, impulsionando o crescimento do setor agroexportador.

Os resultados obtidos junto ao Paraguai, Indonésia e Argentina são mais do que vitórias comerciais: representam um marco no fortalecimento da diplomacia agrícola brasileira.

A cada novo acordo, o país se projeta como potência global no setor e abre caminho para que produtores, cooperativas e exportadores alcancem novas oportunidades de crescimento sustentável.

Com a abertura de mercado para o Brasil em expansão, o futuro do agronegócio nacional se mostra ainda mais promissor no cenário internacional.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Exportação

Exportações de veículos automotores tem alta em agosto

Volume representa alta de 19,3% sobre julho

Balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado na manhã desta terça-feira (9), mostrou que houve exportação de 57,1 mil unidades em agosto deste ano. O volume representa uma alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

acumulado de janeiro a agosto somou 313,3 mil unidades, 12,1% acima das exportações nos primeiros oito meses de 2024.

“O crescimento da nossa produção nos últimos meses decorre da maior presença de nossas associadas no mercado externo”, disse, em nota, Igor Calvet, presidente da Anfavea. 

Em agosto, as fábricas brasileiras produziram 247 mil autoveículos, o que significa um aumento de 3% em relação ao mês anterior e uma queda de 4,8% ante agosto do ano passado. No ano, são 1,743 milhão de unidades produzidas, alta de 6% sobre 2024.

Em agosto, o total de emplacamentos foi de 225,4 mil autoveículos. O acumulado de emplacamentos deste ano é 1,668 milhão de autoveículos, 2,8% a mais do que nos primeiros oito meses de 2024.

As vendas de modelos nacionais no varejo caíram 9,3% no ano, ante um crescimento de 17,3% dos importados. Mesmo nas vendas diretas, os nacionais cresceram 12,4%, abaixo dos 13,8% de alta dos estrangeiros.

Houve crescimento dos emplacamentos de modelos eletrificados nacionais: eles representaram 25% das vendas totais de híbridos e elétricos no ano.

Segundo a Anfavea, entre todos os segmentos de autoveículos, o que mais sofre os efeitos dos juros elevados, da alta inadimplência e da desaceleração da atividade econômica é o de caminhões. Em agosto, pela primeira vez houve queda na produção acumulada em relação a 2024.

“O recuo é apenas 1%, mas indica uma inversão da curva de crescimento que se mantinha ao longo dos primeiros sete meses do ano”, informou a entidade.

Fonte: Agência Brasil

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Exportação

Exportação de carne bovina do Brasil deve crescer 12% em 2025, prevê Abiec

A perspectiva é positiva para exportadores como JBS, Marfrig e Minerva, apesar da imposição de uma tarifa de 50% para vender carne bovina aos Estados Unidos

A exportação de carne bovina do Brasil em 2025 deve crescer 12% em volume em relação a 2024, disse nesta terça-feira (9) o presidente da associação do setor Abiec, Roberto Perosa, em coletiva de imprensa.

A perspectiva é positiva para exportadores como JBS (BDR: JBSS32), Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3), apesar da imposição de uma tarifa de 50% para vender carne bovina aos Estados Unidos, que entrou em vigor em 6 de agosto.

No primeiro semestre de 2025, os EUA foram o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina, com 181.477 toneladas embarcadas, o equivalente a 12,3% do total exportado pelo país, segundo dados da Abiec.

Perosa afirmou que certos cortes de maior valor agregado ainda poderão ser vendidos aos EUA com a nova tarifa em vigor, mas os volumes serão significativamente menores.

Em agosto, o país vendeu entre 9.000 e 10.000 toneladas para os EUA, disse Perosa, acrescentando que o efeito total das tarifas será mais bem avaliado em setembro.

Negociações sobre tarifas

Ele disse ter conhecimento de que o governo brasileiro continua tentando negociar a questão das tarifas com os EUA.

“Muita coisa não está pública, mas está acontecendo… eu acho válido o setor privado se mobilizar pra fazer negociação com suas contrapartes, estive lá com empresas americanas… estão todos mobilizados para no momento que o empecilho político seja vencido, as negociações aconteçam no âmbito técnico…”, disse.

Enquanto as negociações com os EUA se arrastam, Perosa afirmou que os exportadores brasileiros estão interessados ​​em ampliar sua fatia no mercado focando países da Ásia e África, onde as populações crescem mais rapidamente do que no ocidente.

O Brasil, o maior exportador global de carne bovina, está atualmente em negociações para vender carne bovina em mercados como Japão e Turquia.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Com tarifaço e oferta global escassa, café sobe mais de 30% em agosto

Perdas na safra brasileira também contribuem para o cenário de cotações em alta

A tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos ao café brasileiro desde 6 de agosto está impulsionando os preços internacionais do grão e o fechamento de contratos de café do Brasil para Europa e Ásia neste mês. Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato para dezembro saiu de US$ 287,55 por saca em 31 de julho para US$ 378,30 por saca na sexta-feira (22/8), uma alta no mês de 31,6%.

Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), diz que com a tarifa imposta por Trump, os compradores americanos pararam de comprar do Brasil e passaram a buscar grãos de outras origens. Mas, devido à oferta global escassa, os preços do café voltaram a subir mesmo no fim da colheita brasileira do arábica.

“Isso foi gerando incertezas no mercado e outros países começaram a antecipar compras de café. A gente tem percebido esse movimento do lado da Europa e da Ásia”, disse Ferreira.

O presidente do Cecafé acrescentou que perdas na safra brasileira também contribuem para o cenário de preços em alta. A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) divulgou nesta semana perdas de pelo menos 412 mil sacas de café arábica na região do Cerrado Mineiro, devido às geadas que atingiram a região nos dias 10 e 11 de agosto. “O mercado não consegue prever onde está o pico de preços”, disse.

Ferreira afirmou ainda que os consumidores americanos têm sido os mais afetados pelo tarifaço. Além da tarifa de 50% sobre o café brasileiro, Trump impôs tarifa de 20% ao café do Vietnã e de 10% aos grãos da Colômbia.

“O consumidor americano passa a ser um aliado contra a tarifa, porque ele é muito prejudicado. A questão é até que ponto isso vai influenciar a decisão do governo americano. A gente sabe que o café é uma moeda forte de troca numa mesa de negociação. A gente continua trabalhando buscando uma isenção”, afirmou o executivo.

Segundo dados da balança comercial divulgados pelo governo, nas três primeiras semanas de agosto os embarques de café verde cresceram 14% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em julho, segundo o Cecafé, as exportações havia recuado 27,6%, para 2,73 milhões de sacas. Em receita, houve aumento de 10,4%, para US$ 1,03 bilhão.

Fonte: Globo Rural

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Exportação

Exportações brasileiras de carne de frango crescem 3,9% em agosto, com México liderando embarques

As exportações brasileiras de carne de frango, abrangendo produtos in natura e processados, somaram 394,6 mil toneladas em agosto, alta de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 379,8 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne de frango de jan a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne de Frango | Jan 2022 a Jun 2025 | TEUs

Apesar do crescimento em volume, a receita gerada caiu 11,9%, totalizando US$ 699,4 milhões, contra US$ 793,6 milhões em agosto do ano passado.

Resultado acumulado no ano mostra leve queda
De janeiro a agosto, os embarques brasileiros somaram 3,394 milhões de toneladas, ligeira redução de 1,1% em comparação ao mesmo período de 2024 (3,432 milhões de toneladas). A receita acumulada no período atingiu US$ 6,308 bilhões, queda de 0,2% em relação a 2024 (US$ 6,319 bilhões).

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de agosto reflete a estabilidade observada desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária, com perspectivas de aumento graças à retomada das importações pelo Chile e à oficialização da reabertura da União Europeia.

México assume liderança entre os principais destinos
O México liderou pela primeira vez o ranking dos destinos da carne de frango brasileira, com 37,5 mil toneladas embarcadas em agosto, aumento de 873,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Outros principais destinos incluem:

Emirados Árabes Unidos: 32,5 mil t (-16,9%)
Japão: 30,3 mil t (-22,2%)
Arábia Saudita: 27 mil t (+0,6%)
África do Sul: 25,7 mil t (-8,4%)
Filipinas: 19,7 mil t (+27,2%)
Coreia do Sul: 15,3 mil t (+65,7%)
Iraque: 12,7 mil t (+15%)
Reino Unido: 11,3 mil t (+130,2%)
Singapura: 10,9 mil t (+14%)

Principais estados exportadores
Entre os estados brasileiros, o Paraná liderou em agosto com 158,7 mil toneladas exportadas (-1,6%), seguido por:

Santa Catarina: 89,7 mil t (+6,5%)
Rio Grande do Sul: 44,1 mil t (+16,6%)
São Paulo: 24,5 mil t (+3%)
Goiás: 21,5 mil t (+20,8%)

A ABPA destaca que a manutenção de volumes estáveis, combinada à recuperação de mercados estratégicos, projeta perspectiva positiva para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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