Exportação

Exportações de Mato Grosso avançam com rodadas de negócios internacionais

As exportações de Mato Grosso seguem em expansão mesmo diante de um cenário global desafiador. Em Cuiabá, uma rodada internacional de negócios conectou empresas brasileiras a compradores estrangeiros e movimentou cerca de US$ 1,5 milhão em acordos imediatos. A expectativa é que o volume ultrapasse US$ 4,8 milhões ao longo dos próximos 12 meses.

A iniciativa integra o programa Exporta Mais Brasil, coordenado pela Apex Brasil, com foco em ampliar a presença do agronegócio brasileiro no mercado externo.

Negociações ampliam vendas de produtos agrícolas

Durante o evento, foram negociados mais de 90 contêineres de gergelim, além de cerca de 30 contêineres de amendoim e óleo. A rodada reuniu 13 compradores internacionais de mercados estratégicos como China, Holanda, Israel, Rússia, Colômbia, África do Sul e Quênia.

Ao todo, 26 empresas brasileiras participaram das reuniões, que foram organizadas com base em um processo prévio de análise de perfil, garantindo maior assertividade nas conexões comerciais.

Estratégia fortalece relação direta com compradores

O modelo adotado prioriza o contato direto entre exportadores e importadores. Nas rodadas, os compradores permanecem fixos enquanto as empresas brasileiras se revezam nas reuniões, otimizando o tempo e ampliando oportunidades de negócio.

Um diferencial desta edição foi a realização de visitas técnicas às unidades produtivas em Mato Grosso. Os compradores estrangeiros puderam conhecer de perto a capacidade de produção e o processamento dos produtos, o que contribui para aumentar a confiança nas negociações.

Para representantes do setor, esse contato presencial fortalece vínculos comerciais e favorece acordos de longo prazo, ampliando a competitividade das exportações agrícolas brasileiras.

Abertura de mercado e fidelização de clientes

A estratégia de aproximação direta já começa a gerar resultados concretos, com novos embarques confirmados durante o evento. A experiência in loco permite que compradores internacionais conheçam a qualidade dos produtos e a estrutura produtiva, facilitando a fidelização e a formação de parcerias duradouras.

Essa dinâmica amplia as chances de produtores locais se consolidarem como fornecedores regulares no comércio internacional.

Desafios logísticos pressionam o setor

Apesar do avanço nas negociações, o setor enfrenta obstáculos relevantes. O aumento dos custos de frete marítimo e a volatilidade cambial impactam diretamente a rentabilidade das operações.

Além disso, restrições logísticas em regiões estratégicas, como o Oriente Médio, têm exigido maior planejamento por parte dos exportadores. O encarecimento do transporte internacional, em alguns casos, chegou a dobrar ou triplicar os custos.

Outro fator de atenção é a redução no volume de compras por parte de importadores, reflexo de um ambiente global mais cauteloso.

Agronegócio brasileiro mostra resiliência

Mesmo com as dificuldades, o desempenho das rodadas de negócios reforça a capacidade de adaptação do setor. O agronegócio de Mato Grosso segue competitivo e mantém presença relevante no comércio exterior.

A avaliação de especialistas é que, mesmo em um cenário de incertezas, o Brasil continua ampliando espaço no mercado global, sustentado pela eficiência produtiva e pela demanda internacional por alimentos.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações para a Argentina crescem e abrem novas oportunidades para Santa Catarina

A relação econômica entre Brasil e Argentina segue marcada por ciclos de instabilidade, mas vive um novo momento de retomada. Apesar das divergências políticas entre Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, o comércio bilateral tem ganhado força — e já mostra resultados concretos.

Dados da ApexBrasil indicam que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 31% no último ano, consolidando o país como principal fornecedor do mercado argentino. Em Santa Catarina, o avanço foi de 17%, atingindo o maior nível da década.

Relação histórica e perda de protagonismo

Durante décadas, a Argentina figurou como principal destino das exportações catarinenses, com forte presença de setores como têxtil, metalmecânico e alimentício. Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 1990.

A ascensão da China e o fortalecimento dos Estados Unidos como parceiros comerciais reduziram a participação argentina. Ao mesmo tempo, crises econômicas recorrentes e barreiras comerciais impostas pelo país vizinho tornaram o ambiente mais arriscado e menos previsível para exportadores brasileiros — mesmo com o Mercosul em vigor.

Mudança econômica impulsiona comércio exterior

O cenário recente, porém, aponta para uma virada. A política econômica adotada pelo governo Milei tem como base a redução da intervenção estatal e a liberalização do comércio exterior.

Medidas como desregulamentação, flexibilização de controles e redução de licenças de importação trouxeram mais previsibilidade ao ambiente de negócios. Com isso, a inflação desacelerou, a confiança empresarial aumentou e o mercado argentino voltou a importar com maior fluidez.

Para empresas brasileiras, isso significa menos entraves operacionais e maior segurança jurídica nas transações — além de um mercado mais dependente de fornecedores externos.

Setor moveleiro aposta no mercado argentino

Diante desse novo contexto, empresas catarinenses têm intensificado a busca por oportunidades. O setor moveleiro é um dos destaques.

Uma missão empresarial organizada pela FIESC levou mais de 20 empresários à Argentina, resultando em mais de 200 reuniões e expectativa de negócios de cerca de US$ 4 milhões.

A empresa Interlink, de São Bento do Sul, projeta gerar até US$ 600 mil em vendas para o mercado argentino até 2026. O foco está no segmento de móveis de quarto, que representa quase metade das importações do setor no país vizinho.

Diversificação de mercados ganha força

A movimentação também reflete mudanças no cenário global. Empresas exportadoras vêm buscando alternativas diante dos impactos da Guerra da Ucrânia e de barreiras comerciais impostas por outros mercados.

Nesse contexto, a estratégia passa por diversificar destinos. A meta de algumas companhias é equilibrar o faturamento entre América Latina e Europa, com destaque para países como Argentina, Paraguai e México.

Cautela no curto prazo, otimismo no médio prazo

Apesar do crescimento recente, o início do ano trouxe uma desaceleração nas exportações, influenciada por instabilidade cambial e incertezas políticas.

Ainda assim, o mercado é visto como estratégico. Empresas relatam um comportamento mais cauteloso por parte dos importadores argentinos, com negociações mais detalhadas, pedidos menores e maior exigência por previsibilidade.

Por outro lado, Santa Catarina mantém vantagens competitivas relevantes, como proximidade geográfica, prazo de entrega reduzido, flexibilidade produtiva e suporte pós-venda — fatores que diferenciam o estado frente a concorrentes internacionais.

Integração produtiva e novas parcerias

As oportunidades vão além da exportação de produtos acabados. A tendência é de fortalecimento das cadeias produtivas regionais, especialmente com a perspectiva de ampliação de acordos comerciais envolvendo o Mercosul e a União Europeia.

Esse movimento pode estimular parcerias em áreas como tecnologia, investimentos e capital humano, ampliando o nível de integração entre os países.

Indústria e máquinas também ganham espaço

A melhora no ambiente de negócios argentino, reforçada por reformas estruturais, pode impulsionar a reindustrialização do país. Esse processo tende a aumentar a demanda por máquinas, equipamentos e insumos industriais.

Empresas como a Potenza, de Lages, já avaliam expandir sua presença no país. Entre as possibilidades está até a instalação de uma unidade local para facilitar o acesso a outros mercados, incluindo os Estados Unidos, dependendo de fatores como custos e logística.

Perspectivas para o comércio bilateral

O avanço recente das exportações para a Argentina reforça o potencial de retomada da parceria econômica. Mesmo diante de desafios pontuais, o país vizinho volta a ocupar posição estratégica para empresas brasileiras.

A combinação de reformas econômicas, demanda reprimida e proximidade regional indica um cenário favorável para o fortalecimento do comércio e da integração produtiva nos próximos anos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobestock

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Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 15,9 bilhões na segunda semana de abril de 2026

A corrente de comércio brasileira somou US$ 15,9 bilhões na segunda semana de abril de 2026, com um superávit da balança comercial de US$ 4,2 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 10 bilhões frente a importações de US$ 5,9 bilhões.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No desempenho mensal, o Brasil já acumula US$ 14,9 bilhões em exportações e US$ 8,1 bilhões em importações, garantindo um saldo positivo de US$ 6,7 bilhões. A corrente de comércio no período chegou a US$ 23 bilhões.

Resultado no ano ultrapassa US$ 170 bilhões

No acumulado de 2026, o comércio exterior brasileiro alcança números robustos. As exportações totalizam US$ 97,2 bilhões, enquanto as importações somam US$ 76,3 bilhões.

Com isso, o saldo positivo da balança comercial brasileira chega a US$ 20,9 bilhões, e a corrente de comércio atinge US$ 173,5 bilhões.

Exportações crescem mais de 40% na média diária

A média diária de exportações até a segunda semana de abril foi de US$ 2,1 bilhões, representando um crescimento de 42,2% em relação ao mesmo período de abril de 2025.

Já as importações registraram alta mais moderada, com avanço de 4,5% na mesma base de comparação, alcançando média diária de US$ 1,161 bilhão.

No geral, a média diária da corrente de comércio ficou em US$ 3,287 bilhões, com saldo médio diário de US$ 963,9 milhões — alta de 26,2% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Setores exportadores puxam desempenho

O crescimento das exportações foi disseminado entre os principais setores da economia:

  • Agropecuária: alta de 29,1% na média diária
  • Indústria Extrativa: avanço expressivo de 83,8%
  • Indústria de Transformação: crescimento de 29,8%

Os dados indicam forte desempenho da pauta exportadora brasileira, com destaque para commodities e produtos industrializados.

Importações mostram comportamento misto

No lado das importações, o cenário foi mais heterogêneo:

  • Indústria de Transformação: crescimento de 6,7%
  • Agropecuária: queda de 33,4%
  • Indústria Extrativa: recuo de 9%

O avanço das compras externas de bens industrializados sugere aquecimento da atividade econômica, enquanto outros setores apresentaram retração.

Comércio exterior segue em trajetória de crescimento

Os números reforçam a tendência positiva do comércio exterior do Brasil em 2026, com expansão consistente da corrente de comércio e manutenção de superávits relevantes.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde e pressionam cota chinesa

O desempenho das exportações de carne bovina do Brasil no início de 2026 atingiu níveis históricos e trouxe novos desafios ao setor, especialmente em relação ao limite de compras da China, principal destino do produto brasileiro.

Volume exportado cresce quase 20% no trimestre

Entre janeiro e março de 2026, o Brasil embarcou cerca de 701,6 mil toneladas de carne bovina, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa um avanço de 19,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado reforça o ritmo acelerado do comércio exterior brasileiro, impulsionado pela forte demanda internacional e pela competitividade do produto nacional.

Preço da carne bovina sobe no mercado internacional

Além do crescimento em volume, o preço da proteína também registrou valorização. Levantamento do Cepea indica que a média por tonelada exportada chegou a US$ 5.814,80 em março.

O valor representa alta de 3% frente a fevereiro e um salto de 18,7% na comparação anual. Esse cenário fortalece a rentabilidade das exportações e contribui para sustentar os preços no mercado interno.

Com a demanda externa aquecida, a arroba do boi gordo manteve níveis firmes ao longo de março, refletindo o impacto direto das vendas internacionais.

China lidera compras, mas acende alerta no setor

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, com volumes expressivos de importação. Somente em março, o país adquiriu cerca de 102 mil toneladas — acima do registrado no mesmo mês de 2025.

No entanto, o ritmo acelerado das exportações gera preocupação. O governo chinês estabeleceu uma cota de importação de 1,1 milhão de toneladas para 2026, o que pode limitar os embarques ao longo do ano caso o volume continue elevado.

Segundo analistas do setor, o controle na oferta e no fluxo de envios ao mercado chinês tem contribuído para a valorização dos preços internacionais.

Diversificação de mercados reduz dependência

Apesar da forte presença chinesa, o Brasil vem ampliando a diversificação de destinos. A participação da China nas exportações totais caiu para 46,4%, o menor patamar dos últimos seis anos.

Esse movimento indica uma estratégia para reduzir riscos e ampliar oportunidades em outros mercados, garantindo maior equilíbrio ao setor exportador.

Cenário aponta oportunidades e desafios

O avanço das exportações brasileiras de carne bovina mostra um setor aquecido e competitivo no cenário global. Ao mesmo tempo, a possível limitação da cota chinesa exige atenção estratégica por parte dos exportadores.

Entre preços em alta e demanda firme, o Brasil consolida sua posição como um dos principais fornecedores mundiais da proteína, enquanto busca novos mercados para sustentar o crescimento.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro amplia exportadores e cresce 60% em 10 anos

O agronegócio brasileiro segue fortalecendo sua presença no mercado internacional, não apenas pelo aumento da produção, mas também pela ampliação da base de empresas exportadoras. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o número de CNPJs do setor com atuação externa saltou de 1.440 em 2015 para 2.316 em 2025 — um crescimento de 60,8% em dez anos.

O avanço acompanha o desempenho das exportações do agronegócio, que vêm registrando resultados recordes e consolidando o Brasil como um dos principais players globais.

Pequenas e médias empresas ganham espaço no comércio exterior

O levantamento revela uma mudança relevante no perfil dos exportadores. Ao contrário da percepção de que apenas grandes companhias dominam o setor, pequenos e médios produtores têm ampliado sua participação no comércio internacional.

Atualmente, esses grupos representam cerca de 61% das empresas exportadoras do agro, demonstrando maior inclusão e diversificação na base exportadora.

Estruturas de apoio impulsionam acesso ao mercado global

Parte desse crescimento está associada ao fortalecimento de mecanismos que facilitam a inserção no mercado externo. Cooperativas, tradings e associações têm desempenhado papel estratégico ao oferecer suporte em etapas essenciais da logística de exportação.

Essas estruturas permitem:

  • Ganho de escala produtiva
  • Padronização de produtos
  • Adequação às exigências sanitárias
  • Melhoria na eficiência logística

Com isso, produtores de menor porte conseguem superar barreiras e acessar novos mercados.

Tecnologia e organização ampliam competitividade

Especialistas apontam que o avanço da tecnologia no campo, aliado à maior profissionalização dos produtores, tem sido decisivo para esse crescimento. O uso de inovação, gestão eficiente e suporte institucional contribui para elevar a competitividade das empresas brasileiras no exterior.

Base exportadora mais diversificada e capilarizada

O resultado é um cenário mais dinâmico, em que o crescimento das exportações não se concentra apenas em grandes grupos. O comércio exterior do agro passa a contar com uma participação mais ampla, envolvendo diferentes perfis de produtores em diversas regiões do país.

Além disso, o Brasil encerrou 2025 com 29.818 empresas exportadoras no total — o maior número já registrado, reforçando a expansão da presença nacional no mercado global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Portos

Crescimento portuário no Norte dispara e região lidera movimentação de cargas no Brasil

A região Norte apresentou o maior crescimento portuário do Brasil em janeiro de 2026, com avanço de 42,1% na movimentação de cargas na comparação anual. Ao todo, foram transportadas 11,5 milhões de toneladas, superando o desempenho das demais regiões. Os dados são do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Granéis sólidos impulsionam resultado

O principal motor desse crescimento foi o segmento de granéis sólidos, que alcançou 8,4 milhões de toneladas, com expressiva alta de 53,23%. Outros tipos de carga também contribuíram para o resultado positivo:

  • Contêineres: 1,1 milhão de toneladas (+31,14%)
  • Granéis líquidos: 1,4 milhão de toneladas (+8,78%)

O avanço reflete a expansão da atividade logística e o fortalecimento da região como alternativa estratégica para o escoamento da produção nacional.

Exportação de commodities lidera movimentação

Entre os produtos mais transportados, destaque para as commodities agrícolas. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho atingiu 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, essas cargas representam mais de 40% de toda a movimentação regional.

Outros produtos relevantes incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), além do aumento na carga conteinerizada. O desempenho acompanha o avanço da safra agrícola e a maior utilização dos portos do Norte como rota de exportação.

Comércio exterior puxa alta da movimentação

O comércio exterior teve papel decisivo no resultado. As exportações cresceram 66,56% no período, enquanto as importações registraram alta mais moderada, de 4,61%.

Na navegação de longo curso, que envolve operações internacionais, a movimentação chegou a 4,6 milhões de toneladas (+43,9%). Já a cabotagem, entre portos nacionais, movimentou 1 milhão de toneladas, com crescimento de 17,24%.

Portos públicos e privados impulsionam desempenho

O avanço foi sustentado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os portos públicos, destacam-se unidades no Pará, como Santarém e Vila do Conde, com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.

Já os terminais privados concentraram a maior parte da movimentação, com aproximadamente 7,7 milhões de toneladas — cerca de dois terços do total. Entre os destaques estão estruturas localizadas no Pará e no Amazonas, que apresentaram crescimento relevante e forte atuação no transporte de granéis sólidos.

Esses terminais foram responsáveis por 5,5 milhões de toneladas desse tipo de carga, com alta de 57,49%, impulsionando especialmente as exportações de soja, milho e bauxita. O desempenho também acompanha o crescimento do transporte internacional, que avançou mais de 45% no período.

Infraestrutura pública mantém papel estratégico

Nos portos públicos, a movimentação atingiu 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%. O resultado reforça a importância dessas estruturas na logística regional e sua complementaridade com a operação privada.

O cenário indica uma mudança relevante na matriz logística brasileira, com a região Norte ganhando protagonismo na exportação de commodities e na diversificação das rotas de escoamento.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Importação

STF valida Imposto de Importação sobre mercadorias reimportadas ao Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a cobrança do Imposto de Importação sobre mercadorias que retornam ao Brasil após terem sido exportadas. A medida consolida entendimento contrário aos contribuintes e reforça a aplicação da tributação nesses casos.

Decisão envolve normas sobre comércio exterior

O julgamento ocorreu no âmbito da ADPF 400, apresentada pela Procuradoria-Geral da República, que questionava dispositivos legais relacionados à incidência do tributo. O argumento central era de que a Constituição prevê o Imposto de Importação apenas para produtos estrangeiros.

Apesar disso, o STF considerou válidas as regras existentes, que permitem a tributação mesmo quando se trata de produtos originalmente nacionais ou já nacionalizados.

Função extrafiscal foi determinante

Relator do caso, o ministro Nunes Marques destacou que o Imposto de Importação possui caráter predominantemente extrafiscal. Ou seja, além da arrecadação, o tributo tem como objetivo regular o comércio exterior brasileiro e proteger o mercado interno.

Segundo o entendimento do ministro, a não cobrança nesses casos poderia gerar desequilíbrios concorrenciais e abrir espaço para práticas abusivas.

Reimportação pode gerar distorções no mercado

A Corte avaliou que permitir a entrada de produtos sem tributação após exportação poderia incentivar estratégias como a saída formal de mercadorias do país apenas para posterior retorno sem incidência de impostos.

Esse tipo de prática, segundo o STF, comprometeria a competitividade e prejudicaria a economia nacional, favorecendo planejamentos tributários considerados inadequados.

Nova entrada configura fato gerador

Outro ponto central da decisão é o reconhecimento de que a reentrada da mercadoria no país configura uma nova operação econômica. Dessa forma, mesmo que o produto tenha sido fabricado no Brasil, o retorno ao território nacional é enquadrado como importação, o que justifica a cobrança do tributo.

Com isso, o STF reforça o entendimento de que a saída do produto rompe seu vínculo com o mercado interno, sendo necessária nova tributação no momento da reintrodução.

FONTE: Jota
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Portos

Porto de Itajaí amplia internacionalização e fortalece comércio exterior

O Porto de Itajaí vive um novo momento de expansão, com foco na internacionalização e no fortalecimento do comércio exterior brasileiro. A estrutura portuária vem ampliando sua atuação global e consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do Sul do país.

Nos últimos meses, o porto integrou missões internacionais na Índia, Coreia do Sul e Itália, participando de agendas oficiais do Governo Federal. As iniciativas tiveram como objetivo abrir novos mercados, atrair investimentos e impulsionar as exportações catarinenses, conectando o terminal a importantes parceiros comerciais.

Segundo a gestão do porto, a estratégia está alinhada à política de inserção internacional do Brasil, com foco na geração de emprego, renda e oportunidades econômicas para Santa Catarina.

Missões internacionais abrem novas oportunidades comerciais

A participação nas agendas internacionais permitiu ao Porto de Itajaí estreitar relações com mercados estratégicos e ampliar o diálogo com investidores e autoridades estrangeiras. A atuação nessas missões reforça o papel do terminal como elo entre a produção regional e o mercado global.

Além de promover a imagem do porto no exterior, as ações contribuem para diversificar destinos das exportações e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

Abertura do mercado europeu para banana catarinense

Entre as iniciativas recentes, a missão à Itália teve destaque na articulação para inserir a banana catarinense no mercado europeu. A ação contou com apoio do Sebrae e da ApexBrasil, que participaram de reuniões com representantes do setor produtivo e autoridades italianas.

Santa Catarina está entre os principais produtores da fruta no Brasil, com forte presença da agricultura familiar. A possível abertura desse mercado representa uma oportunidade relevante para ampliar a exportação agrícola, gerar mais cargas e agregar valor às operações logísticas.

Impactos para a economia regional

A expansão das rotas comerciais e a diversificação dos mercados devem trazer reflexos diretos para a economia catarinense. Entre os principais benefícios esperados estão:

  • aumento da movimentação portuária;
  • fortalecimento da logística internacional;
  • geração de emprego e renda no campo;
  • maior competitividade dos produtos regionais.

A inserção da banana no mercado europeu, por exemplo, pode impulsionar toda a cadeia produtiva, desde a produção até o escoamento pelo porto.

Porto se consolida como vetor de desenvolvimento

Com iniciativas voltadas à integração internacional e à ampliação de mercados, o Porto de Itajaí reforça seu papel estratégico no desenvolvimento econômico da região. A atuação em missões globais e a busca por novas parcerias indicam um cenário promissor para o crescimento do terminal e da economia local.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia pode entrar em vigor em maio e ampliar comércio do Brasil

O acordo Mercosul–União Europeia pode começar a produzir efeitos já em maio, caso os processos de ratificação sejam concluídos dentro do prazo. A previsão é que aproximadamente 5 mil produtos brasileiros passem a entrar no mercado europeu com tarifa zero, ampliando as oportunidades de exportações do Brasil.

A informação foi destacada pela secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, em entrevista ao jornal Valor. Segundo ela, o desafio agora é transformar o potencial do acordo em negócios concretos.

“O acordo abre uma série de oportunidades, mas é preciso que o setor privado assuma esse processo e transforme essas possibilidades em comércio real”, afirmou.

Evento em São Paulo deve orientar setores da economia

Para explicar as mudanças trazidas pelo tratado, o governo brasileiro prepara uma agenda de divulgação voltada ao setor produtivo. No dia 27 de março, o vice-presidente Geraldo Alckmin deve participar de um evento em São Paulo ao lado do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

Durante o encontro, especialistas vão promover workshops técnicos para detalhar os impactos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia em diferentes segmentos da economia, incluindo regras de origem e cronograma de redução tarifária.

Abertura do mercado também será gradual para produtos europeus

O tratado também prevê redução de tarifas para produtos da União Europeia que entram no Mercosul. No entanto, essa abertura será feita de forma progressiva.

Inicialmente, apenas 14,5% das importações brasileiras provenientes da Europa terão tarifa zerada. Mesmo assim, cerca de 96% desses itens já possuem alíquota base de zero, o que indica impacto imediato limitado e uma transição gradual para os setores nacionais.

Negociações duraram mais de duas décadas

As negociações do acordo Mercosul–União Europeia começaram há mais de 20 anos. A primeira versão foi concluída em 2019, mas o texto voltou a ser discutido em 2023 para ajustes em pontos sensíveis.

Entre os temas mais debatidos esteve a possibilidade de o Brasil aplicar taxas de exportação sobre minerais críticos, considerados estratégicos para a indústria global. A versão atual permite que o país adote esse mecanismo caso considere necessário.

Outro dispositivo incluído no tratado é uma cláusula de reequilíbrio, que poderá ser acionada caso novas regras europeias — como políticas ambientais ou tarifas de carbono — afetem as concessões comerciais previstas.

Impactos esperados na economia brasileira

Estudos do governo indicam que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode gerar efeitos positivos para a economia brasileira.

Entre os resultados estimados estão:

  • crescimento do PIB brasileiro;
  • aumento das exportações brasileiras;
  • maior fluxo de importações de tecnologia e insumos;
  • expansão dos investimentos estrangeiros;
  • redução de preços para consumidores.

A expectativa é que a indústria nacional também se beneficie do acesso a insumos mais competitivos, ampliando sua capacidade de exportação para outros mercados.

Guerra no Oriente Médio e comércio global

Durante a entrevista, Tatiana Prazeres também comentou os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o comércio internacional. Segundo ela, o principal fator de preocupação é o efeito do conflito sobre os preços do petróleo.

Além disso, o cenário pode gerar problemas logísticos, elevando custos de frete marítimo, seguros e combustíveis, o que tende a pressionar a inflação global.

Para o Brasil, os principais reflexos podem ocorrer nos preços dos combustíveis, na taxa de câmbio e nas cadeias de comércio ligadas a produtos como fertilizantes, milho, frango e açúcar — itens importantes nas relações comerciais com países do Oriente Médio.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem em diálogo

A secretária também destacou que o diálogo comercial entre Brasil e Estados Unidos continua em nível técnico, mesmo após o fim de tarifas adicionais que haviam sido aplicadas a produtos brasileiros.

Com o encerramento da medida em março, setores como madeira, móveis e calçados já se preparam para retomar vendas ao mercado norte-americano.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carol Carquejeiro/Valor

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Importação

Governo abre investigação por dumping de eletrodos de grafite importados da China e Índia

O governo brasileiro iniciou uma investigação de dumping envolvendo exportações de eletrodos de grafite provenientes da China e da Índia. A apuração foi aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A decisão foi oficializada por meio de circular publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo verificar possíveis práticas desleais no comércio internacional que possam prejudicar a indústria nacional.

Investigação analisa possível prática de dumping

De acordo com o comunicado da Secretaria de Comércio Exterior, a investigação busca identificar se fabricantes da China e da Índia estariam exportando eletrodos de grafite para o Brasil a preços abaixo do valor praticado em seus próprios mercados.

Esse tipo de prática é conhecido como dumping, quando produtos são vendidos no exterior por valores artificialmente baixos, o que pode gerar concorrência desleal e impacto negativo na indústria local.

Período analisado para identificar dumping

A avaliação inicial da existência de dumping nas exportações considera dados referentes ao período entre abril de 2024 e março de 2025.

Durante essa fase, técnicos do governo analisam informações de comércio exterior, preços de exportação e valores praticados nos países de origem para verificar possíveis distorções.

Avaliação do impacto na indústria brasileira

Além da análise da prática de dumping, o governo também examina se houve prejuízo à indústria nacional.

Nesse caso, o período avaliado é mais amplo, abrangendo dados entre abril de 2020 e março de 2025. O objetivo é verificar se as importações de eletrodos de grafite teriam causado perda de competitividade, redução de produção ou impacto financeiro para empresas brasileiras do setor.

Caso a investigação confirme a prática de dumping no comércio internacional, o governo pode aplicar medidas antidumping, como tarifas adicionais sobre os produtos importados.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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