Comércio Exterior

Portal Único de Comércio Exterior já concentra mais de 50% das importações brasileiras

O Portal Único de Comércio Exterior alcançou um marco importante no processo de modernização do comércio exterior brasileiro. Em fevereiro, a plataforma digital passou a responder por mais de 50% das operações de importação realizadas no país, considerando a média diária das transações.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que destacou o avanço na implementação do sistema.

Segundo ele, a expectativa é que o Portal Único esteja completamente implantado até o final do ano.

Plataforma promete economia bilionária para empresas

Quando estiver totalmente operacional, o Portal Único de Comércio Exterior poderá gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para as empresas brasileiras.

O ganho está associado principalmente à simplificação de processos burocráticos, à integração de sistemas governamentais e à redução do tempo necessário para operações de importação e exportação.

De acordo com metodologia internacional adotada pelo MDIC, cada dia que uma carga permanece parada representa um custo equivalente a 0,8% do valor da mercadoria.

Novo sistema reduz tempo de liberação de cargas

O governo também destaca avanços no tempo de processamento das mercadorias. Dados do MDIC indicam que já houve redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas em zonas portuárias quando a operação é realizada por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP).

O novo modelo substitui gradualmente a antiga Declaração de Importação (DI) e traz ganhos operacionais para empresas que optam por utilizar o sistema, mesmo nos casos em que a adesão ainda não é obrigatória.

Com a redução no tempo de liberação das cargas, operadores de comércio exterior conseguem diminuir custos logísticos e aumentar a eficiência das operações.

Estratégia para modernizar o comércio exterior brasileiro

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, afirmou que o avanço da plataforma representa um passo relevante no processo de desburocratização do comércio exterior no Brasil.

Segundo ela, o fato de o portal já concentrar metade das importações consolida um novo modelo para o setor.

O objetivo do governo, de acordo com a secretária, é tornar o comércio internacional brasileiro mais ágil, eficiente e acessível, ampliando a participação de empresas nas operações globais.

Sistema já processa todas as exportações do Brasil

O Portal Único de Comércio Exterior é coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC em parceria com a Receita Federal e conta com a participação de cerca de 20 órgãos públicos que atuam como anuentes nas operações comerciais.

Atualmente, o sistema já processa 100% das exportações brasileiras. A previsão do governo federal é que todas as importações também sejam realizadas pela plataforma até o final do ano, consolidando a digitalização das operações de comércio exterior no país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Agronegócio

Governo regulamenta salvaguardas em acordos comerciais para proteger indústria e agronegócio

O governo federal publicou um decreto que estabelece regras para aplicação de salvaguardas em acordos comerciais, mecanismo destinado a proteger a produção nacional diante do aumento de importações. A medida foi divulgada na quarta-feira (4), em edição extra do Diário Oficial da União.

A regulamentação ocorreu no mesmo dia em que o Congresso Nacional finalizou o processo de internalização do acordo Mercosul-União Europeia, tratado que cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Quando as salvaguardas podem ser aplicadas

Segundo o decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as salvaguardas bilaterais poderão ser adotadas quando a entrada de produtos importados — beneficiados por condições preferenciais previstas em acordos comerciais — crescer de forma significativa e provocar ou ameaçar provocar prejuízo grave à indústria doméstica.

A proteção poderá abranger tanto o setor industrial quanto o setor agrícola, permitindo ao governo reagir caso a competitividade nacional seja afetada por aumento repentino das importações.

Medidas previstas no decreto

Entre as ações possíveis previstas no decreto estão:

Suspensão temporária da redução de tarifas prevista em acordos comerciais;
Restabelecimento de tarifas de importação vigentes antes do acordo;
• Criação de cotas tarifárias, limitando o volume de produtos que podem entrar no país com benefícios tarifários.

Nesse último caso, os produtos importados continuam recebendo as preferências tarifárias apenas até um determinado limite. Se o volume for ultrapassado, a tarifa anterior pode voltar a ser aplicada ou o cronograma de redução tarifária pode ser suspenso.

Investigação será conduzida pela Camex e Secex

A decisão sobre a adoção das medidas caberá à Câmara de Comércio Exterior (Camex), após investigação realizada pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Decom/Secex).

A abertura do processo poderá ser solicitada pela própria indústria doméstica. O decreto também autoriza que a Secretaria de Comércio Exterior inicie investigações por conta própria em situações consideradas excepcionais.

Demanda do agronegócio brasileiro

O mecanismo havia sido anunciado recentemente pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e atendia a uma demanda especialmente do agronegócio brasileiro.

A preocupação surgiu após o Parlamento Europeu aprovar, no ano passado, regras mais rigorosas para importações agrícolas relacionadas ao acordo com o Mercosul. As medidas europeias preveem a adoção de salvaguardas caso o aumento das compras externas cause prejuízos aos produtores do bloco.

Diante desse cenário, representantes do setor agrícola brasileiro defenderam que o Brasil também adotasse mecanismos semelhantes para reagir a um eventual aumento de importações de produtos europeus concorrentes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Balança comercial registra segundo maior superávit de janeiro

A balança comercial brasileira atingiu em janeiro o segundo maior superávit para o mês desde o início da série histórica, impulsionada pela queda das importações, informou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O saldo positivo foi de US$ 4,342 bilhões, um aumento de 85,8% em relação aos US$ 2,337 bilhões registrados em janeiro de 2025.

Exportações e importações em janeiro

Apesar do crescimento do superávit, o valor das exportações apresentou leve queda de 1%, somando US$ 25,153 bilhões, enquanto as importações caíram 9,8%, totalizando US$ 20,810 bilhões. O resultado só fica atrás do superávit de janeiro de 2024, que alcançou US$ 6,196 bilhões.

O desempenho das exportações é o terceiro melhor janeiro desde 1989, enquanto as importações registraram o segundo maior valor histórico para o mês, perdendo apenas para janeiro do ano passado.

Desempenho por setores

O saldo comercial varia entre os setores da economia:

  • Agropecuária: crescimento de 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;
  • Indústria extrativa: queda de 3,4%, com aumento de 6,2% no volume e recuo de 9,1% no preço médio;
  • Indústria de transformação: queda de 0,5%, com leve recuo no volume (-0,6%) e no preço médio (-0,1%).

Principais produtos que impactaram o resultado

Entre os produtos que reduziram as exportações estão:

  • Agropecuária: café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo e centeio não moídos (-33,6%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%);
  • Indústria de transformação: óxido de alumínio (-54,6%), açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

Por outro lado, o agronegócio teve crescimento nas exportações de soja (91,7%) e milho não moído (18,8%), devido à antecipação de embarques. A queda nas vendas de petróleo bruto chegou a US$ 364,6 milhões, influenciada por manutenções programadas de plataformas.

Queda das importações

A diminuição das importações está ligada à desaceleração econômica e à queda na demanda por petróleo, devido à redução de investimentos. Entre os principais produtos importados em queda estão:

  • Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%) e trigo e centeio não moídos (-35,5%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%) e gás natural (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e partes de veículos (-20,4%).

Projeções para 2026

O MDIC projeta que o superávit comercial de 2026 fique entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Novas estimativas detalhadas serão divulgadas em abril.

Para efeito de comparação, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, enquanto o recorde histórico foi de US$ 98,9 bilhões em 2023. As projeções oficiais estão acima das estimativas do Boletim Focus, que prevê superávit de US$ 67,65 bilhões para 2026.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Exportação

Exportações brasileiras aos EUA caem 25,5% em janeiro, enquanto vendas à China crescem

As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram queda de 25,5% em janeiro de 2026, totalizando US$ 2,4 bilhões, contra US$ 3,22 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (5), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As importações de produtos norte-americanos também recuaram 10,9%, somando US$ 3,07 bilhões. Com isso, a balança comercial bilateral registrou déficit de US$ 670 milhões para o Brasil.

Esta é a sexta retração consecutiva nas vendas brasileiras aos EUA desde a aplicação de tarifas extras pelo governo de Donald Trump em meados de 2025. Apesar de parte das sobretaxas ter sido revista no fim do ano passado, cerca de 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a alíquotas de 40% a 50%.

Comércio com a China cresce e mantém superávit

Na contramão do desempenho com os EUA, o comércio Brasil-China apresentou crescimento significativo. As exportações brasileiras ao país asiático subiram 17,4%, alcançando US$ 6,47 bilhões em janeiro, frente a US$ 5,51 bilhões no mesmo mês de 2025.

As importações chinesas recuaram 4,9%, totalizando US$ 5,75 bilhões, garantindo ao Brasil superávit de US$ 720 milhões no período. A corrente de comércio com a China, soma de importações e exportações, atingiu US$ 12,23 bilhões, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Em contraste, o intercâmbio com os Estados Unidos totalizou US$ 5,47 bilhões, queda de 18%.

Desempenho com outros parceiros

O comércio exterior brasileiro com a União Europeia registrou superávit de US$ 310 milhões, embora a corrente comercial tenha recuado 8,8% em relação a janeiro de 2025. As exportações para o bloco caíram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%.

Com a Argentina, o Brasil manteve superávit de US$ 150 milhões, apesar da retração de 19,9% no comércio bilateral. As exportações brasileiras ao país vizinho recuaram 24,5%, e as importações caíram 13,6% na comparação anual.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Rodolfo Buhrer/Proibida reprodução

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Notícias

Ataque dos EUA e captura de Maduro intensificam crise e ampliam riscos à economia global

Ataque de hoje eleva tensões e repercute nos mercados.

Neste sábado (3 de janeiro), os Estados Unidos realizaram um ataque militar de larga escala contra a Venezuela e anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, conforme divulgado pelo governo americano em redes sociais e coletivas de imprensa. A ação, que incluiu explosões e operações em Caracas, marca uma escalada sem precedentes nas relações entre os dois países e voltou a acender o alerta nos mercados globais sobre os impactos econômicos de conflitos geopolíticos. A captura de Maduro em meio ao ataque representaria um ponto de inflexão nos desdobramentos internacionais, com reflexos sobre o Brasil e outras economias emergentes.

Petróleo e geopolítica: preço sob pressão

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, apesar de limitações de produção causadas por sanções e falta de investimentos. A confirmação de um ataque e a captura de seu líder podem alimentar o receio de interrupções adicionais na oferta global de petróleo, pressionando ainda mais os preços da commodity.

O aumento dos valores do petróleo impacta diretamente o custo de combustíveis, energia e transporte, contribuindo para a alta dos preços de bens e serviços e ampliando a inflação global.

Mercados financeiros sob risco

A intensificação do conflito geopolítico, especialmente após o anúncio de hoje, tem reflexos imediatos nos mercados financeiros. Em momentos de incertezas como este, investidores tendem a migrar para ativos considerados mais seguros — como o dólar e títulos do Tesouro dos EUA — causando:

  • Valorização do dólar frente a moedas de mercados emergentes;
  • Aumento da volatilidade nas bolsas de valores;
  • Elevação do custo do crédito internacional.

Para a economia brasileira, um cenário desses pressiona o câmbio, encarece importações e pode restringir o acesso a capital estrangeiro.

Repercussões para o Brasil

Comércio exterior: oportunidades e desafios

No campo do comércio exterior, efeitos contraditórios devem se manifestar. A valorização do dólar pode favorecer exportadores de commodities brasileiros, como soja, milho, carnes e minério de ferro, melhorando a competitividade internacional.

Por outro lado, insumos, máquinas e componentes importados ficam mais caros, aumentando os custos de produção. Fretes, seguros e operações financeiras também tendem a subir de preço em um ambiente de maior risco geopolítico.

Indústria sob pressão de custos

A indústria brasileira é sensível às variações nos preços de energia e câmbio. Setores como automotivo, químico, farmacêutico, eletroeletrônico e de máquinas dependem de insumos importados e de energia, cujo custo tende a subir em meio à alta do petróleo e do dólar após o ataque de hoje.

O encarecimento do diesel e de outras fontes de energia também pressiona os custos logísticos, comprimindo margens e podendo refletir em aumento de preços ao consumidor.

Agronegócio: competividade externa vs. custo interno

No agronegócio, o fortalecimento do dólar pode ampliar a receita em reais para produtores exportadores de grãos, carnes e açúcar, melhorando a posição do Brasil no mercado internacional.

Entretanto, o setor enfrenta custos mais altos de fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis e máquinas, que também são influenciados pela dinâmica cambial e pela pressão sobre o preço do petróleo. Isso reduz a margem de lucro dos produtores, especialmente os de menor porte, e pode refletir em preços maiores ao consumidor interno.

Risco de inflação e desafios macroeconômicos

A combinação de energia mais cara, dólar valorizado e custos de produção elevados, reforçada pelo ataque e sua repercussão, cria um ambiente favorável à aceleração da inflação no Brasil. Caso essa dinâmica persista, o Banco Central pode ser pressionado a adotar políticas monetárias mais restritivas, com impactos sobre crédito, consumo e crescimento econômico.

Cenário futuro incerto

Especialistas apontam que, se o conflito entre os EUA e a Venezuela se mantiver limitado após o episódio de hoje, os efeitos econômicos podem ser temporários. No entanto, uma escalada prolongada ou novos episódios de violência podem resultar em volatilidade mais persistente, inflação elevada e menor crescimento econômico global.

Fonte: atualizações de agências internacionais e declarações oficiais sobre o ataque e captura anunciados hoje.
Texto: Redação

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Comércio Exterior, Portos

Portonave completa 18 anos como referência em eficiência e sustentabilidade portuária 

A Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, completou 18 anos no último dia 21 de outubro, consolidada como referência em inovação, eficiência e desenvolvimento logístico. Localizada em Navegantes (SC), já movimentou mais de 14 milhões de contêineres (TEUs) e realizou 10 mil escalas de navios, com média anual de 1,2 milhão de TEUs. Em 2024, alcançou 48% de participação de mercado em Santa Catarina e 13% no país, liderando o ranking nacional de eficiência da ANTAQ, com 118 movimentos por hora (MPH).  

Com 1,3 mil funcionários diretos e 5,5 mil indiretos, figura entre os cinco portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso no Brasil. No acesso terrestre, recebe 2 mil caminhões por dia, com tempo médio de permanência de apenas 26 minutos e mais de 300 mil acessos entre janeiro e setembro de 2025. 

O impacto da Portonave vai além da operação portuária. Desde 2006, quando iniciou suas atividades, a população de Navegantes cresceu de 50 mil para 93 mil habitantes, segundo o IBGE. O município subiu oito posições no PIB catarinense, alcançando a 15ª colocação com R$ 6,1 bilhões, e a arrecadação de ISS chegou a R$ 37 milhões em 2024, representando 42% do total municipal. Esses números refletem o papel transformador da Portonave como motor econômico e social da região. 

Tecnologia e inovação que elevam padrões 

Com foco na modernização da infraestrutura, a Portonave iniciou em 2024 a obra de adequação do cais, um investimento 100% privado de R$ 1 bilhão. O projeto permitirá receber os maiores navios do mundo e instalar o shore power, tecnologia inédita no Brasil que fornecerá energia elétrica às embarcações atracadas, reduzindo emissões de gases poluentes. 

A inovação também marca as operações do terminal. Em 2024, foi adquirida a primeira Reach Stacker 100% elétrica do país, além de dois novos scanners de inspeção de cargas, que aumentam a segurança das operações e da comunidade. Para 2025, estão previstos dois guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) para ampliar a capacidade operacional. Outro destaque é a Iceport, única câmara frigorífica dedicada entre os terminais portuários brasileiros, com 50 mil m²16 mil posições pallets e 13 docas, garantindo agilidade no recebimento e expedição de mercadorias. 

Compromisso social e ambiental 

Portonave reforça seu compromisso com a sustentabilidade ambiental e social. Desde 2010, realiza o monitoramento voluntário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e investe continuamente em tecnologias limpas. A companhia eletrificou 18 guindastes e implantou empilhadeiras elétricas, reduzindo em mais de 90% as emissões operacionais. Também aposta em energia solar, com 318 placas fotovoltaicas que já evitaram a emissão de mais de 10 toneladas de gases poluentes, além de contratos que garantem a compensação total das emissões do escopo 2 até 2027. Somando os investimentos, já foram aplicados R$ 472 milhões em gestão ambiental, resultado que rendeu reconhecimentos como o Prêmio Marítimo das Américas e o Selo Diamante do Programa Pró-Clima

No aspecto social, o Instituto Portonave investiu R$ 10,5 milhões em 2024, beneficiando mais de 138 mil pessoas em programas de formação, inclusão e cultura. Iniciativas como o Embarca AíBrigada MirimSurf sem Limites e Musicalizando nas Escolas fortalecem a educação e o desenvolvimento comunitário. A empresa também atua na preservação ambiental e valorização do patrimônio local, com ações como a proteção das corujas-buraqueiras, a revitalização da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe e a criação do Parque das Pedreiras, o primeiro mirante turístico de Navegantes (SC). Essas práticas reforçam a liderança da Portonave em responsabilidade socioambiental e seu papel no desenvolvimento sustentável do litoral catarinense

RêConecta News parabeniza a Portonave pelos seus 18 anos de excelência, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Uma trajetória que inspira o setor portuário brasileiro e reforça o impacto positivo da empresa em Navegantes e em todo o país. 

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE 
TEXTO: REDAÇÃO 
IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTONAVE 

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Evento, Negócios

PLEX e Tramontina destacam parceria estratégica no ComexTech Forum 2025

No último dia 17, durante o ComexTech Forum 2025, em São Paulo, a PLEX e a Tramontina Logistics apresentaram os avanços de uma parceria que promete transformar o caminho da internacionalização de empresas brasileiras, especialmente no competitivo mercado norte-americano. 

Segundo Luciano Zucki, Co-Founder & Director da Plex, o grande diferencial da união entre as empresas está em somar forças e expertises. “Essa parceria é baseada na fortaleza que cada empresa tem. A PLEX contribui com a logística internacional, com o desembaraço aduaneiro de todos os embarques e a entrega até a Tramontina. Já a Tramontina cuida da distribuição e da abertura de canais de venda. Estamos formatando um projeto para alavancar isso e estamos muito contentes com o potencial que podemos desenvolver juntos”, destacou Zucki.

Para ele, a presença no ComexTech Forum representou uma oportunidade importante de dar visibilidade a esse trabalho conjunto. “Além de encontrar agentes e clientes diretos, mostramos a estrutura que temos em Houston e a parceria sólida que estamos construindo”, acrescentou.

A experiência da Tramontina nos EUA como referência

Com mais de 40 anos de atuação no mercado americano, a Tramontina se tornou um exemplo de internacionalização. Agora, a estratégia é compartilhar essa experiência com empresas brasileiras que buscam se estabelecer nos Estados Unidos.

De acordo com Diego Santos, Business Development Director da Tramontina Logistics nos EUA, a proposta é oferecer uma solução completa. “Nosso projeto é pegar empresas parceiras e mostrar como a Tramontina alcançou sucesso no mercado americano. Não basta apenas exportar, é preciso se internacionalizar, ter presença no país, representação comercial, distribuição e a própria marca estabelecida”, afirmou.

Nesse cenário, a PLEX exerce papel fundamental. “A PLEX já nos apoia no agenciamento de carga e liberação aduaneira. Agora, faz parte do pacote completo que podemos oferecer. É o casamento perfeito: a Tramontina cuida da armazenagem e da distribuição, e a PLEX garante que a carga chegue com segurança. Assim conseguimos apoiar o cliente desde o Brasil até a porta do consumidor nos EUA”, explicou Santos.

Desafios da logística global

Durante o evento, Marcelo Borges, CEO da Tramontina Logistics nos EUA, destacou os gargalos da logística internacional e reforçou a importância de parcerias estratégicas. “Hoje, os maiores desafios estão no supply chain concentrado na Ásia, nas questões geopolíticas e nas deficiências de infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária no Brasil. Tudo isso impacta custos, prazos e compromissos globais”, pontuou.

Para Borges, a colaboração com a PLEX vai além da operação logística. “Não se trata apenas de contratos ou transações. Juntos, criamos um ecossistema de suporte para empresas brasileiras que desejam se estabelecer nos Estados Unidos, envolvendo assessoria legal, fiscal, marketing e vendas. Nosso objetivo é oferecer um apoio estruturado e de longo prazo, valorizando a marca Brasil no exterior”, concluiu.

Parceria estratégica

A parceria entre PLEX International Logistics e Tramontina Logistics, iniciada em 2021, evoluiu de alguns processos de desconsolidação e desembaraço aduaneiro para quase 90% das operações da Tramontina. Hoje, oferecem soluções completas em logística internacional, armazenagem e distribuição estratégica.

A Tramontina Logistics possui 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades no mundo. Sua maior operação internacional fica em Sugar Land (Texas), responsável por 31% dos colaboradores no exterior e pelo atendimento a grandes varejistas como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot. A infraestrutura inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, além de cross-docking, dropshipping (30 mil caixas/dia) e soluções digitais em tempo real.

Já a PLEX International Logistics, sediada em Doral (Flórida), é especializada em transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos EUA, mantém raízes brasileiras em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua presença global.

TEXTO: REDAÇÃO

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Evento

Mais que logística: como o ComexTech Forum aproximou tecnologia, soluções e relacionamentos

Não é só de contêineres, taxas e negociações que vive o comércio exterior. Por trás de cada operação internacional estão pessoas que precisam se adaptar, empresas que buscam soluções inovadoras e um mercado que se transforma a cada avanço tecnológico. Foi exatamente esse espírito de movimento e colaboração que marcou a terceira edição do ComexTech Forum, realizado no último dia 17 de setembro, no Expo São Paulo.

O evento, promovido pela Logcomex, reuniu milhares de profissionais de todo o Brasil em torno de um propósito: repensar o presente e projetar o futuro do comércio exterior e da logística. Foram mais de 20 painéis e palestras com especialistas nacionais e internacionais, cases de inovação, além de um ambiente fértil para networking e novas parcerias.

A tecnologia como motor da mudança

Para Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, o grande diferencial do fórum é ser mais do que um encontro de negócios. “A essência é criar um evento colaborativo para a comunidade do comércio exterior. O setor é muito carente de encontros que vão além da teoria. Queremos que as empresas discutam tendências, exponham soluções e criem conexões reais. E a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, é o motor central dessa transformação digital.”

Com esse olhar, o ComexTech Forum não se limitou a ser vitrine da Logcomex, mas abriu espaço para que diferentes empresas pudessem apresentar suas soluções e contribuir para uma visão conjunta do mercado. 

Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Intelligent Security, foi uma das especialistas que participaram das discussões no painel que trouxe o tema “Gestão de Riscos: fronteiras invisíveis na cadeia logística global”.  Para ela, casos recentes, como o escândalo da Faria Lima envolvendo hedge funds, lavagem de dinheiro e desvio de combustível, mostram o quanto práticas ilícitas comprometem a eficiência logística, a credibilidade das empresas e até a imagem do Brasil no cenário internacional. “O ecossistema precisa ser seguro, e cada parte dele tem uma responsabilidade”, destacou, reforçando a importância de provocar o público a assumir seu papel nesse processo.

O papel das parcerias na eficiência e inovação logística

Para Marcelo Borges, CEO da Tramontina Logistics nos Estados Unidos, que também marcou presença em um dos paineis no palco do ComexTech Forum,  os desafios complexos da logística mundial estão fortemente ligados a fatores externos como a concentração do supply chain na Ásia, questões geopolíticas e tarifas comerciais que redirecionam rotas marítimas. Segundo Borges um dos maiores gargalos do Brasil segue sendo a infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária, que encarece custos, aumenta prazos e dificulta a competitividade internacional. “Uma coisa puxa a outra: atrasos afetam a produção, estoques precisam ser maiores e o produto acaba viajando mais dentro do país antes de ser exportado”, explicou. O CEO reforçou ainda que parcerias estratégicas, como a da Tramontina com a PLEX, têm sido fundamentais para reduzir impactos, otimizar processos e encontrar soluções em meio a cenários de alta complexidade.

Essa visão foi compartilhada por Luciano Zucki, Co-Founder & Director da PLEX, que destacou a solidez e o sucesso da parceria. “Essa parceria é baseada nas fortalezas de cada empresa. Nós contribuímos com a logística internacional, o customs clearance dos embarques e a entrega até a Tramontina, enquanto eles fazem a distribuição e abertura de novos canais de venda. Estamos formatando projetos para alavancar ainda mais essa colaboração e temos muito orgulho em ver nossas marcas caminhando juntas”, afirmou.

Luciano ressaltou também a importância da presença no ComexTech Forum, tanto pela visibilidade da parceria quanto pela oportunidade de mostrar a estrutura da PLEX nos Estados Unidos e reforçar seu posicionamento no mercado internacional.

Pessoas no centro das transformações

O debate sobre inovação não ficou restrito a algoritmos e softwares. O empresário e palestrante Marcelo Toledo provocou o público ao destacar que, por trás de qualquer transformação empresarial, estão sempre as pessoas. “O principal desafio não é tecnologia, é gente. Conforme a empresa cresce, cresce também a complexidade. É preciso saber liderar, criar processos e, principalmente, incentivar mudanças de comportamento. E isso exige sair da zona de conforto, algo que nunca é fácil.”

Networking, aprendizado e celebração

A CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, ressaltou que o evento cumpriu seu papel ao unir quem faz o comércio exterior acontecer.  “O ComexTech Forum envolveu pessoas, conectou tomadores de decisão e abriu caminhos para novos relacionamentos e negócios. É sobre colocar gente no centro e buscar soluções para o mercado.”

Mais do que debates sobre inteligência artificial, logística e economia, o ComexTech Forum foi também um espaço para fortalecimento de parcerias estratégicas. A feira de expositores mostrou a força das empresas que apoiam e investem na modernização do setor, e o encerramento ficou por conta de um show da dupla Bruno & Marrone, que trouxe leveza e celebração após um dia intenso de conhecimento.

No fim, a mensagem que ficou ecoando no Expo São Paulo é clara: o futuro do comércio exterior será construído por meio da tecnologia, mas sustentado pelas conexões humanas.

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO/DAIANA BROCARDO

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA: veja a lista de produtos afetados divulgada pelo governo

O Governo do Brasil publicou na última sexta-feira (12) a tabela de produtos impactados pelas tarifas adicionais impostas unilateralmente pelos Estados Unidos. A medida integra o Plano Brasil Soberano, que estabelece critérios para acesso a linhas de crédito emergenciais e busca mitigar os efeitos do chamado tarifaço norte-americano.

Em Brasília, o tema teve reforço catarinense: o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, reuniu-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir diretamente os reflexos das tarifas sobre empresas que utilizam o Porto de Itajaí como rota de exportação. “Nosso compromisso é garantir que os empresários catarinenses tenham o suporte necessário para enfrentar este momento. O Porto de Itajaí não é apenas um elo logístico: é um vetor de desenvolvimento econômico. Estamos atuando junto ao governo federal para ampliar alternativas comerciais e proteger empregos e investimentos na nossa região”, destacou João Paulo Tavares Bastos Gama.

Após o encontro, Alckmin ressaltou avanços nas negociações comerciais com o México e reforçou que o governo federal está ampliando relações com países da Ásia, a fim de diversificar mercados e reduzir a dependência das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Produtos afetados pelo tarifaço

De acordo com a Portaria Conjunta MDIC/MF nº 4, de 11 de setembro de 2025, serão atingidos 9.777 códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), divididos em duas listas:

  • 9.075 códigos entram automaticamente no cálculo do faturamento com exportações aos EUA.
  • 702 códigos exigirão autodeclaração das empresas comprovando impacto efetivo nas vendas.

Crédito emergencial para exportadores

O Plano Brasil Soberano destina R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para linhas de crédito a juros acessíveis. A prioridade será para empresas que registraram ao menos 5% do faturamento total em exportações de produtos atingidos entre julho de 2024 e junho de 2025.

Além disso, outras companhias poderão acessar R$ 10 bilhões via BNDES, também em condições especiais.

Critérios e prazos de financiamento

Para acessar os recursos, as empresas precisam estar regulares junto à Receita Federal e à PGFN. As linhas de financiamento contemplam:

  • Capital de giro;
  • Produção de bens afetados;
  • Aquisição de bens de capital;
  • Investimentos em adaptação e inovação.

Os prazos variam de 5 a 10 anos, com carência de 12 a 24 meses. O limite chega a R$ 150 milhões por empresa em investimentos e até R$ 200 milhões em capital de giro para grandes empresas (R$ 35 milhões para pequenas e médias).

Brasil Soberano: proteção ao setor produtivo

O Plano Brasil Soberano, lançado em 13 de agosto, reúne medidas emergenciais para enfrentar a elevação unilateral de até 50% nas tarifas de importação dos EUA sobre produtos brasileiros.

A iniciativa atua em três eixos principais:

  • Fortalecimento do setor produtivo;
  • Proteção aos trabalhadores;
  • Diplomacia comercial.

Com isso, o objetivo é preservar empregos, ampliar mercados estratégicos e assegurar competitividade às exportações brasileiras, com o Porto de Itajaí exercendo papel central na conexão do Brasil com o mundo.

Fontes

  • Portaria Conjunta MDIC/MF nº 4, de 11/09/2025
  • Plano Brasil Soberano – Governo Federal
  • Secretaria de Comunicação do Porto de Itajaí (Secom)
  • Vice-presidência da República – declarações do vice-presidente Geraldo Alckmin

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTO DE ITAJAÍ

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Exportações brasileiras para a China recuam 7,5% em meio a tensões globais e China amplia domínio sobre importações

A guerra tarifária entre China e EUA, a queda nos preços das commodities e a diversificação dos fornecedores chineses mudaram o cenário da balança comercial entre Brasil e seu principal parceiro asiático.

A relação comercial entre Brasil e China passou por transformações importantes no primeiro semestre de 2025. Pela primeira vez em uma década, as exportações brasileiras para a China caíram significativamente, somando US$ 47,7 bilhões — queda de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Essa retração ocorre em um contexto internacional conturbado, com destaque para a intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China, iniciada pelo presidente norte-americano Donald Trump. Em resposta, a China acelerou sua estratégia de diversificação de fornecedores, reduzindo sua dependência de parceiros tradicionais como o Brasil.

Queda nas exportações e perda de superávit

Apesar de seguir como principal destino das exportações brasileiras, com 28,7% de participação, o volume embarcado sofreu fortes baixas em produtos-chave. A soja, principal item exportado, registrou crescimento de 5% no volume, mas a queda nos preços derrubou o valor negociado para US$ 18,9 bilhões — uma redução de 6% na receita.

Outro destaque negativo foi o petróleo bruto, que sofreu sua maior retração em cinco anos, com queda de 7% no volume e de 15% no faturamento, totalizando US$ 9,3 bilhões. O impacto foi significativo na balança comercial, que, embora ainda positiva, teve seu superávit com os chineses reduzido para US$ 12 bilhões — o menor desde 2019 e quase metade do registrado no primeiro semestre de 2024.

China amplia presença no mercado brasileiro

Na contramão, as importações do Brasil vindas da China cresceram 22%, atingindo um novo recorde: US$ 35,7 bilhões. A participação chinesa nas compras brasileiras subiu para 26,3%, o maior percentual já registrado no comércio bilateral.

Esse crescimento foi impulsionado especialmente pelo aumento nas importações de veículos híbridos e aço. As compras de carros híbridos somaram US$ 1,38 bilhão — alta de 52% —, enquanto os laminados planos de aço cresceram impressionantes 318%, totalizando US$ 294 milhões.

Segundo especialistas, esses picos foram influenciados por uma corrida de antecipação às novas tarifas sobre veículos elétricos no Brasil, que subiram de 25% em julho de 2024 para 30% em julho de 2025. Mesmo com uma pequena retração em relação a 2024, os veículos chineses ganharam protagonismo, aparecendo pela primeira vez como o segundo bem mais vendido para o Brasil.

De acordo com o Icomex/FGV, entre 2002 e 2025, o Brasil passou de 17º para 6º maior mercado da indústria automotiva chinesa, representando 5,6% das vendas globais de veículos do país asiático.

Crescimento das exportações de industrializados e terras-raras

Apesar da concentração ainda alta em commodities, os embarques de bens industrializados brasileiros para a China avançaram. Destaque para o crescimento nas vendas de torneiras, dispositivos de aquecimento e aferidores de gases, além da valorização das exportações de terras-raras — compostos essenciais para a indústria de eletrônicos, turbinas e baterias de carros elétricos.

As exportações brasileiras de compostos de terras-raras para a China somaram US$ 6,7 milhões no semestre, mais que o triplo do valor registrado em todo o ano de 2024. O aumento coincide com o fortalecimento da presença do Brasil nesse mercado estratégico, impulsionado por acordos internacionais envolvendo China e EUA.

Contexto geopolítico influencia comércio bilateral

O cenário de tensões entre as duas maiores economias do mundo impactou diretamente a dinâmica do comércio internacional. A China, que encerrou o semestre com um superávit comercial global de US$ 586 bilhões, vem ganhando espaço como fornecedora global com preços competitivos e alta capacidade produtiva.

Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o avanço da China sobre o mercado brasileiro reflete uma mudança estrutural no comércio global: “A China hoje concorre com tudo, produz de tudo e tem preço competitivo em tudo. O mundo está se adaptando a essa nova realidade”.

FONTES: ICL NOTÍCIAS / COMEX DO BRASIL / FGV / MDIC
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: FREEPIK

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