Agronegócio

Agronegócio brasileiro amplia exportadores e cresce 60% em 10 anos

O agronegócio brasileiro segue fortalecendo sua presença no mercado internacional, não apenas pelo aumento da produção, mas também pela ampliação da base de empresas exportadoras. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o número de CNPJs do setor com atuação externa saltou de 1.440 em 2015 para 2.316 em 2025 — um crescimento de 60,8% em dez anos.

O avanço acompanha o desempenho das exportações do agronegócio, que vêm registrando resultados recordes e consolidando o Brasil como um dos principais players globais.

Pequenas e médias empresas ganham espaço no comércio exterior

O levantamento revela uma mudança relevante no perfil dos exportadores. Ao contrário da percepção de que apenas grandes companhias dominam o setor, pequenos e médios produtores têm ampliado sua participação no comércio internacional.

Atualmente, esses grupos representam cerca de 61% das empresas exportadoras do agro, demonstrando maior inclusão e diversificação na base exportadora.

Estruturas de apoio impulsionam acesso ao mercado global

Parte desse crescimento está associada ao fortalecimento de mecanismos que facilitam a inserção no mercado externo. Cooperativas, tradings e associações têm desempenhado papel estratégico ao oferecer suporte em etapas essenciais da logística de exportação.

Essas estruturas permitem:

  • Ganho de escala produtiva
  • Padronização de produtos
  • Adequação às exigências sanitárias
  • Melhoria na eficiência logística

Com isso, produtores de menor porte conseguem superar barreiras e acessar novos mercados.

Tecnologia e organização ampliam competitividade

Especialistas apontam que o avanço da tecnologia no campo, aliado à maior profissionalização dos produtores, tem sido decisivo para esse crescimento. O uso de inovação, gestão eficiente e suporte institucional contribui para elevar a competitividade das empresas brasileiras no exterior.

Base exportadora mais diversificada e capilarizada

O resultado é um cenário mais dinâmico, em que o crescimento das exportações não se concentra apenas em grandes grupos. O comércio exterior do agro passa a contar com uma participação mais ampla, envolvendo diferentes perfis de produtores em diversas regiões do país.

Além disso, o Brasil encerrou 2025 com 29.818 empresas exportadoras no total — o maior número já registrado, reforçando a expansão da presença nacional no mercado global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Portos

Crescimento portuário no Norte dispara e região lidera movimentação de cargas no Brasil

A região Norte apresentou o maior crescimento portuário do Brasil em janeiro de 2026, com avanço de 42,1% na movimentação de cargas na comparação anual. Ao todo, foram transportadas 11,5 milhões de toneladas, superando o desempenho das demais regiões. Os dados são do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Granéis sólidos impulsionam resultado

O principal motor desse crescimento foi o segmento de granéis sólidos, que alcançou 8,4 milhões de toneladas, com expressiva alta de 53,23%. Outros tipos de carga também contribuíram para o resultado positivo:

  • Contêineres: 1,1 milhão de toneladas (+31,14%)
  • Granéis líquidos: 1,4 milhão de toneladas (+8,78%)

O avanço reflete a expansão da atividade logística e o fortalecimento da região como alternativa estratégica para o escoamento da produção nacional.

Exportação de commodities lidera movimentação

Entre os produtos mais transportados, destaque para as commodities agrícolas. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho atingiu 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, essas cargas representam mais de 40% de toda a movimentação regional.

Outros produtos relevantes incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), além do aumento na carga conteinerizada. O desempenho acompanha o avanço da safra agrícola e a maior utilização dos portos do Norte como rota de exportação.

Comércio exterior puxa alta da movimentação

O comércio exterior teve papel decisivo no resultado. As exportações cresceram 66,56% no período, enquanto as importações registraram alta mais moderada, de 4,61%.

Na navegação de longo curso, que envolve operações internacionais, a movimentação chegou a 4,6 milhões de toneladas (+43,9%). Já a cabotagem, entre portos nacionais, movimentou 1 milhão de toneladas, com crescimento de 17,24%.

Portos públicos e privados impulsionam desempenho

O avanço foi sustentado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os portos públicos, destacam-se unidades no Pará, como Santarém e Vila do Conde, com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.

Já os terminais privados concentraram a maior parte da movimentação, com aproximadamente 7,7 milhões de toneladas — cerca de dois terços do total. Entre os destaques estão estruturas localizadas no Pará e no Amazonas, que apresentaram crescimento relevante e forte atuação no transporte de granéis sólidos.

Esses terminais foram responsáveis por 5,5 milhões de toneladas desse tipo de carga, com alta de 57,49%, impulsionando especialmente as exportações de soja, milho e bauxita. O desempenho também acompanha o crescimento do transporte internacional, que avançou mais de 45% no período.

Infraestrutura pública mantém papel estratégico

Nos portos públicos, a movimentação atingiu 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%. O resultado reforça a importância dessas estruturas na logística regional e sua complementaridade com a operação privada.

O cenário indica uma mudança relevante na matriz logística brasileira, com a região Norte ganhando protagonismo na exportação de commodities e na diversificação das rotas de escoamento.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Importação

STF valida Imposto de Importação sobre mercadorias reimportadas ao Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a cobrança do Imposto de Importação sobre mercadorias que retornam ao Brasil após terem sido exportadas. A medida consolida entendimento contrário aos contribuintes e reforça a aplicação da tributação nesses casos.

Decisão envolve normas sobre comércio exterior

O julgamento ocorreu no âmbito da ADPF 400, apresentada pela Procuradoria-Geral da República, que questionava dispositivos legais relacionados à incidência do tributo. O argumento central era de que a Constituição prevê o Imposto de Importação apenas para produtos estrangeiros.

Apesar disso, o STF considerou válidas as regras existentes, que permitem a tributação mesmo quando se trata de produtos originalmente nacionais ou já nacionalizados.

Função extrafiscal foi determinante

Relator do caso, o ministro Nunes Marques destacou que o Imposto de Importação possui caráter predominantemente extrafiscal. Ou seja, além da arrecadação, o tributo tem como objetivo regular o comércio exterior brasileiro e proteger o mercado interno.

Segundo o entendimento do ministro, a não cobrança nesses casos poderia gerar desequilíbrios concorrenciais e abrir espaço para práticas abusivas.

Reimportação pode gerar distorções no mercado

A Corte avaliou que permitir a entrada de produtos sem tributação após exportação poderia incentivar estratégias como a saída formal de mercadorias do país apenas para posterior retorno sem incidência de impostos.

Esse tipo de prática, segundo o STF, comprometeria a competitividade e prejudicaria a economia nacional, favorecendo planejamentos tributários considerados inadequados.

Nova entrada configura fato gerador

Outro ponto central da decisão é o reconhecimento de que a reentrada da mercadoria no país configura uma nova operação econômica. Dessa forma, mesmo que o produto tenha sido fabricado no Brasil, o retorno ao território nacional é enquadrado como importação, o que justifica a cobrança do tributo.

Com isso, o STF reforça o entendimento de que a saída do produto rompe seu vínculo com o mercado interno, sendo necessária nova tributação no momento da reintrodução.

FONTE: Jota
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Portos

Porto de Itajaí amplia internacionalização e fortalece comércio exterior

O Porto de Itajaí vive um novo momento de expansão, com foco na internacionalização e no fortalecimento do comércio exterior brasileiro. A estrutura portuária vem ampliando sua atuação global e consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do Sul do país.

Nos últimos meses, o porto integrou missões internacionais na Índia, Coreia do Sul e Itália, participando de agendas oficiais do Governo Federal. As iniciativas tiveram como objetivo abrir novos mercados, atrair investimentos e impulsionar as exportações catarinenses, conectando o terminal a importantes parceiros comerciais.

Segundo a gestão do porto, a estratégia está alinhada à política de inserção internacional do Brasil, com foco na geração de emprego, renda e oportunidades econômicas para Santa Catarina.

Missões internacionais abrem novas oportunidades comerciais

A participação nas agendas internacionais permitiu ao Porto de Itajaí estreitar relações com mercados estratégicos e ampliar o diálogo com investidores e autoridades estrangeiras. A atuação nessas missões reforça o papel do terminal como elo entre a produção regional e o mercado global.

Além de promover a imagem do porto no exterior, as ações contribuem para diversificar destinos das exportações e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

Abertura do mercado europeu para banana catarinense

Entre as iniciativas recentes, a missão à Itália teve destaque na articulação para inserir a banana catarinense no mercado europeu. A ação contou com apoio do Sebrae e da ApexBrasil, que participaram de reuniões com representantes do setor produtivo e autoridades italianas.

Santa Catarina está entre os principais produtores da fruta no Brasil, com forte presença da agricultura familiar. A possível abertura desse mercado representa uma oportunidade relevante para ampliar a exportação agrícola, gerar mais cargas e agregar valor às operações logísticas.

Impactos para a economia regional

A expansão das rotas comerciais e a diversificação dos mercados devem trazer reflexos diretos para a economia catarinense. Entre os principais benefícios esperados estão:

  • aumento da movimentação portuária;
  • fortalecimento da logística internacional;
  • geração de emprego e renda no campo;
  • maior competitividade dos produtos regionais.

A inserção da banana no mercado europeu, por exemplo, pode impulsionar toda a cadeia produtiva, desde a produção até o escoamento pelo porto.

Porto se consolida como vetor de desenvolvimento

Com iniciativas voltadas à integração internacional e à ampliação de mercados, o Porto de Itajaí reforça seu papel estratégico no desenvolvimento econômico da região. A atuação em missões globais e a busca por novas parcerias indicam um cenário promissor para o crescimento do terminal e da economia local.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia pode entrar em vigor em maio e ampliar comércio do Brasil

O acordo Mercosul–União Europeia pode começar a produzir efeitos já em maio, caso os processos de ratificação sejam concluídos dentro do prazo. A previsão é que aproximadamente 5 mil produtos brasileiros passem a entrar no mercado europeu com tarifa zero, ampliando as oportunidades de exportações do Brasil.

A informação foi destacada pela secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, em entrevista ao jornal Valor. Segundo ela, o desafio agora é transformar o potencial do acordo em negócios concretos.

“O acordo abre uma série de oportunidades, mas é preciso que o setor privado assuma esse processo e transforme essas possibilidades em comércio real”, afirmou.

Evento em São Paulo deve orientar setores da economia

Para explicar as mudanças trazidas pelo tratado, o governo brasileiro prepara uma agenda de divulgação voltada ao setor produtivo. No dia 27 de março, o vice-presidente Geraldo Alckmin deve participar de um evento em São Paulo ao lado do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

Durante o encontro, especialistas vão promover workshops técnicos para detalhar os impactos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia em diferentes segmentos da economia, incluindo regras de origem e cronograma de redução tarifária.

Abertura do mercado também será gradual para produtos europeus

O tratado também prevê redução de tarifas para produtos da União Europeia que entram no Mercosul. No entanto, essa abertura será feita de forma progressiva.

Inicialmente, apenas 14,5% das importações brasileiras provenientes da Europa terão tarifa zerada. Mesmo assim, cerca de 96% desses itens já possuem alíquota base de zero, o que indica impacto imediato limitado e uma transição gradual para os setores nacionais.

Negociações duraram mais de duas décadas

As negociações do acordo Mercosul–União Europeia começaram há mais de 20 anos. A primeira versão foi concluída em 2019, mas o texto voltou a ser discutido em 2023 para ajustes em pontos sensíveis.

Entre os temas mais debatidos esteve a possibilidade de o Brasil aplicar taxas de exportação sobre minerais críticos, considerados estratégicos para a indústria global. A versão atual permite que o país adote esse mecanismo caso considere necessário.

Outro dispositivo incluído no tratado é uma cláusula de reequilíbrio, que poderá ser acionada caso novas regras europeias — como políticas ambientais ou tarifas de carbono — afetem as concessões comerciais previstas.

Impactos esperados na economia brasileira

Estudos do governo indicam que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode gerar efeitos positivos para a economia brasileira.

Entre os resultados estimados estão:

  • crescimento do PIB brasileiro;
  • aumento das exportações brasileiras;
  • maior fluxo de importações de tecnologia e insumos;
  • expansão dos investimentos estrangeiros;
  • redução de preços para consumidores.

A expectativa é que a indústria nacional também se beneficie do acesso a insumos mais competitivos, ampliando sua capacidade de exportação para outros mercados.

Guerra no Oriente Médio e comércio global

Durante a entrevista, Tatiana Prazeres também comentou os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o comércio internacional. Segundo ela, o principal fator de preocupação é o efeito do conflito sobre os preços do petróleo.

Além disso, o cenário pode gerar problemas logísticos, elevando custos de frete marítimo, seguros e combustíveis, o que tende a pressionar a inflação global.

Para o Brasil, os principais reflexos podem ocorrer nos preços dos combustíveis, na taxa de câmbio e nas cadeias de comércio ligadas a produtos como fertilizantes, milho, frango e açúcar — itens importantes nas relações comerciais com países do Oriente Médio.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem em diálogo

A secretária também destacou que o diálogo comercial entre Brasil e Estados Unidos continua em nível técnico, mesmo após o fim de tarifas adicionais que haviam sido aplicadas a produtos brasileiros.

Com o encerramento da medida em março, setores como madeira, móveis e calçados já se preparam para retomar vendas ao mercado norte-americano.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carol Carquejeiro/Valor

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Importação

Governo abre investigação por dumping de eletrodos de grafite importados da China e Índia

O governo brasileiro iniciou uma investigação de dumping envolvendo exportações de eletrodos de grafite provenientes da China e da Índia. A apuração foi aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A decisão foi oficializada por meio de circular publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo verificar possíveis práticas desleais no comércio internacional que possam prejudicar a indústria nacional.

Investigação analisa possível prática de dumping

De acordo com o comunicado da Secretaria de Comércio Exterior, a investigação busca identificar se fabricantes da China e da Índia estariam exportando eletrodos de grafite para o Brasil a preços abaixo do valor praticado em seus próprios mercados.

Esse tipo de prática é conhecido como dumping, quando produtos são vendidos no exterior por valores artificialmente baixos, o que pode gerar concorrência desleal e impacto negativo na indústria local.

Período analisado para identificar dumping

A avaliação inicial da existência de dumping nas exportações considera dados referentes ao período entre abril de 2024 e março de 2025.

Durante essa fase, técnicos do governo analisam informações de comércio exterior, preços de exportação e valores praticados nos países de origem para verificar possíveis distorções.

Avaliação do impacto na indústria brasileira

Além da análise da prática de dumping, o governo também examina se houve prejuízo à indústria nacional.

Nesse caso, o período avaliado é mais amplo, abrangendo dados entre abril de 2020 e março de 2025. O objetivo é verificar se as importações de eletrodos de grafite teriam causado perda de competitividade, redução de produção ou impacto financeiro para empresas brasileiras do setor.

Caso a investigação confirme a prática de dumping no comércio internacional, o governo pode aplicar medidas antidumping, como tarifas adicionais sobre os produtos importados.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Exportação

Brasil registra recorde de empresas exportadoras e chega a 29,8 mil em 2025

O Brasil encerrou 2025 com 29.818 empresas exportadoras, o maior número já registrado no país. Os dados constam no Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em comparação com 2024, foram 971 novas empresas exportadoras, o que representa crescimento de 3,4% na base exportadora brasileira. O resultado ocorre em meio a um cenário internacional desafiador, mas reforça a expansão da presença das empresas nacionais no comércio exterior.

Segundo o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o desempenho reflete as políticas voltadas para o fortalecimento da agenda de comércio exterior do Brasil. De acordo com ele, o país também alcançou recordes no volume de exportações brasileiras e na corrente de comércio.

Empresas médias e grandes lideram expansão das exportações

Entre as novas empresas que passaram a exportar em 2025, 592 são médias ou grandes, representando 59,6% do total de novos exportadores. Com isso, esse grupo passou a reunir 17.764 empresas atuando no comércio internacional.

Já o conjunto formado por microempresas, pequenas empresas e MEIs também apresentou crescimento. Entre 2024 e 2025, 390 negócios desse segmento iniciaram atividades de exportação, elevando o total para 11.822 empresas.

O destaque ficou com as microempresas, que registraram aumento de 242 novos exportadores, alcançando aproximadamente 6 mil empresas vendendo para o exterior.

Indústria de transformação concentra maioria das exportadoras

A indústria de transformação segue como o principal motor da base exportadora brasileira. Em 2025, o setor contabilizou 27.013 empresas exportadoras, número 838 superior ao registrado no ano anterior.

Dentro desse segmento, 517 novas empresas médias e grandes passaram a exportar, enquanto 321 empresas de menor porte também ingressaram no mercado internacional.

Todas as regiões ampliam número de empresas exportadoras

O crescimento do comércio exterior brasileiro foi registrado em todas as regiões do país em 2025.

O Sudeste liderou a expansão, com 549 novas empresas exportadoras, seguido pelo Sul, com 394 empresas adicionais.

Outras regiões também registraram aumento:

  • Centro-Oeste: +33 empresas
  • Nordeste: +31 empresas
  • Norte: +23 empresas

Entre as empresas de menor porte, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento proporcional, com alta de 8,6%, passando de 395 para 429 exportadoras. Já em números absolutos, o Sudeste teve o maior avanço, com 178 novas empresas desse segmento.

Importações também registram crescimento no país

O relatório também aponta expansão no número de empresas importadoras no Brasil. Em 2025, o país contabilizou 60.115 empresas que realizam importações, aumento de 7,6% em relação ao ano anterior.

Isso representa 4.238 novas empresas atuando na importação de produtos.

Entre as companhias de maior porte, o crescimento foi de 5,5%, com 1.517 novas importadoras. Já as micro e pequenas empresas apresentaram avanço ainda mais expressivo, de 9,5%, com 2.624 novos negócios entrando no mercado internacional de compras.

Políticas públicas impulsionam cultura exportadora

O aumento da base exportadora do Brasil é atribuído a ações conjuntas entre governo e setor privado para ampliar a competitividade das empresas e incentivar sua presença no mercado global.

Entre as medidas adotadas estão:

  • aprimoramento do sistema tributário
  • ampliação de linhas de financiamento e garantias para exportação
  • negociação de acordos comerciais internacionais
  • abertura de novos mercados externos
  • oferta de inteligência comercial para empresas

Nesse cenário, ganha destaque a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), instituída pelo Decreto nº 11.593/2023. A iniciativa promove a articulação entre União, estados, municípios e entidades privadas para ampliar a participação de micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior.

Outro programa relevante é o Elas Exportam, desenvolvido em parceria entre o MDIC e a ApexBrasil, que busca incentivar a participação feminina e tornar o comércio exterior brasileiro mais inclusivo e competitivo.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações brasileiras aos Estados Unidos caem 20,3% enquanto vendas para a China avançam 38,7%

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 20,3% em fevereiro de 2026, marcando o sétimo mês consecutivo de retração nas vendas ao mercado norte-americano. No período, os embarques somaram US$ 2,523 bilhões, abaixo dos US$ 3,167 bilhões registrados em fevereiro de 2025.

Já as importações brasileiras provenientes dos EUA também diminuíram no mesmo intervalo. O volume caiu 16,5%, passando de US$ 3,337 bilhões para US$ 2,788 bilhões. Como resultado, a balança comercial Brasil–EUA fechou o mês com déficit de US$ 265 milhões.

Tarifas impostas pelos EUA pressionam comércio

A sequência de quedas nas exportações está ligada à sobretaxa aplicada pelo governo do presidente Donald Trump em meados de 2025. Na época, os produtos brasileiros passaram a sofrer uma tarifa adicional de até 50% ao entrar no mercado norte-americano.

Embora parte dessas medidas tenha sido flexibilizada no final do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estima que cerca de 22% das exportações brasileiras ainda estejam sujeitas às tarifas impostas em julho de 2025.

Entre os itens afetados estão produtos que pagam apenas a alíquota adicional de 40% e outros que acumulam essa taxa com a tarifa-base de 10%.

Exportações para a China crescem quase 40%

Enquanto o comércio com os Estados Unidos segue em retração, o Brasil ampliou significativamente as vendas para a China. As exportações brasileiras para a China cresceram 38,7% em fevereiro de 2026.

O valor embarcado chegou a US$ 7,220 bilhões, ante US$ 5,206 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

Por outro lado, as importações vindas da China caíram 31,3% no período, totalizando US$ 5,494 bilhões frente aos US$ 7,978 bilhões de fevereiro de 2025.

Com esse desempenho, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 1,73 bilhão com o país asiático no segundo mês do ano.

Importação de plataforma de petróleo impacta dados

Segundo Herlon Brandão, o principal item importado pelo Brasil em fevereiro foi uma plataforma de petróleo, equipamento de alto valor estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões.

O diretor explicou que, apesar da redução nas compras da China, o volume total de importações da Ásia não caiu no mesmo ritmo devido à aquisição de uma plataforma proveniente da Coreia do Sul.

União Europeia registra crescimento nas exportações brasileiras

O comércio com a União Europeia também apresentou expansão. As exportações brasileiras para o bloco europeu cresceram 34,7% em fevereiro de 2026.

O valor exportado chegou a US$ 4,232 bilhões, contra US$ 3,141 bilhões no mesmo período do ano anterior.

As importações vindas da União Europeia tiveram recuo de 10,8%, totalizando US$ 3,301 bilhões. Com isso, a balança comercial Brasil–UE registrou superávit de US$ 931 milhões.

Comércio com a Argentina também recua

No caso da Argentina, houve retração tanto nas exportações quanto nas importações.

As exportações brasileiras para a Argentina caíram 26,5%, somando US$ 1,057 bilhão. Já as importações provenientes do país vizinho recuaram 19,2%, totalizando US$ 850 milhões.

Mesmo com a queda no fluxo comercial, o Brasil manteve superávit de US$ 207 milhões na balança com o parceiro sul-americano.

China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina seguem entre os principais parceiros comerciais do Brasil, exercendo forte influência sobre o desempenho da balança comercial brasileira.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Comércio Exterior

Relação comercial do Brasil com Irã e Oriente Médio: veja os principais impactos no comércio exterior

A relação comercial do Brasil com o Oriente Médio e o Irã ganhou atenção após alertas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sobre possíveis impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Durante a divulgação da balança comercial de fevereiro, o governo indicou que tensões na região podem afetar o fluxo de commodities agrícolas brasileiras, já que o Oriente Médio é um importante destino para produtos do agronegócio nacional.

A seguir, entenda os principais pontos da relação comercial entre Brasil, Oriente Médio e Irã, e como ela pode influenciar setores estratégicos da economia.

Oriente Médio é destino relevante para commodities brasileiras

O Oriente Médio representa cerca de 4,2% das exportações totais do Brasil, mas exerce papel estratégico para alguns produtos-chave da pauta exportadora.

Entre os principais itens enviados pelo Brasil à região estão:

  • carne de aves
  • açúcar e melaços
  • milho

Além desses produtos, também fazem parte da pauta exportadora brasileira para o Oriente Médio:

  • minério de ferro
  • soja
  • ouro
  • óleos brutos de petróleo
  • café

Mesmo representando uma parcela relativamente pequena das exportações totais, a região é responsável por uma fatia relevante da demanda mundial de determinados produtos brasileiros.

Região concentra grande parte das exportações de alguns produtos

Dados do MDIC mostram que o Oriente Médio absorve parcelas significativas das exportações brasileiras de determinadas commodities.

Em 2025, por exemplo:

  • 32% das exportações de milho do Brasil tiveram como destino a região
  • 30% das exportações de carne de aves foram enviadas ao Oriente Médio
  • 17% das vendas externas de açúcar tiveram o mesmo destino
  • 7% das exportações de carne bovina também foram direcionadas à região

Apesar das tensões geopolíticas, especialistas apontam que o impacto tende a ser limitado no curto prazo, já que esses produtos são considerados bens essenciais de consumo, o que reduz a variação na demanda.

Petróleo é preocupação global em caso de escalada do conflito

Outro ponto de atenção relacionado ao Oriente Médio envolve o fornecimento mundial de petróleo e combustíveis.

A possibilidade de restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de energia do mundo, pode gerar instabilidade no mercado internacional.

Embora seja um grande produtor de petróleo, o Brasil também depende de importações de derivados. Entre os produtos comprados da região, destacam-se os óleos combustíveis de petróleo ou minerais betuminosos, que representam 43,5% das importações brasileiras vindas do Oriente Médio.

Irã é um dos principais parceiros comerciais da região

Dentro do comércio brasileiro com o Oriente Médio, o Irã ocupa posição relevante.

Em 2025, o país foi o terceiro maior parceiro comercial do Brasil na região, posição mantida no acumulado entre janeiro e fevereiro de 2026.

Apesar disso, no ranking global o Irã aparece como:

  • 28º destino das exportações brasileiras
  • 72º origem das importações do Brasil

Mesmo assim, alguns produtos específicos tornam essa relação estratégica.

Irã é grande comprador de milho brasileiro

O milho brasileiro é o principal destaque da relação comercial entre os dois países.

Em 2025, o Irã foi o maior importador de milho do Brasil, responsável por 23,1% das compras externas do grão.

Já em 2026, considerando os dois primeiros meses do ano, o país ocupa a segunda posição, com 24,1% das importações, ficando atrás apenas do Vietnã, que concentra 24,3% das compras.

Mesmo com o cenário de tensão no Oriente Médio, especialistas indicam que o impacto sobre as exportações de milho deve ser limitado, já que o pico de embarques brasileiros do grão ocorre a partir de maio, período posterior ao atual ciclo de colheita.

Além do milho, o Irã também importa do Brasil:

  • soja
  • açúcar e melaços

Fertilizantes iranianos são importantes para o agronegócio

No sentido inverso do comércio, o principal produto exportado pelo Irã para o Brasil são os fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio brasileiro.

Em 2025, o Brasil importou US$ 66,8 milhões em fertilizantes iranianos, segundo dados do MDIC.

Já entre janeiro e fevereiro de 2026, as compras somaram cerca de R$ 21,6 milhões, o que representa quase um terço de todo o volume importado no ano anterior.

Esse valor também representa um crescimento expressivo de 9.720,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar de representar 1,2% das importações brasileiras de fertilizantes químicos, economistas alertam que instabilidades na região podem afetar a logística global e os preços do insumo.

Segundo a economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos, Marcela Kawauti, eventuais aumentos no preço internacional dos fertilizantes podem impactar diretamente o custo de produção agrícola.

Com o aumento do custo desse insumo, há risco de encarecimento da produção no campo e, posteriormente, dos preços de alimentos in natura e industrializados.

Atualmente, os fertilizantes representam 90,4% de tudo que o Brasil importa do Irã, reforçando a importância desse insumo para a economia agrícola brasileira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 26,3 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês

As exportações brasileiras alcançaram US$ 26,3 bilhões em fevereiro de 2026, estabelecendo um recorde histórico para o mês. O valor representa um crescimento de 15,6% em relação a fevereiro de 2025, segundo dados divulgados pelo governo federal durante a apresentação da balança comercial brasileira.

O resultado foi destacado pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante coletiva de imprensa sobre o desempenho do comércio exterior do Brasil.

De acordo com o ministro, além do recorde nas exportações, o país também registrou a maior corrente de comércio para meses de fevereiro, reforçando a ampliação da inserção do Brasil no mercado internacional.

Balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões

No segundo mês de 2026, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões, enquanto as importações brasileiras chegaram a US$ 22,1 bilhões.

Com isso, o país registrou superávit comercial de US$ 4,21 bilhões. A corrente de comércio, que representa a soma de exportações e importações, atingiu US$ 48,4 bilhões no período.

Na comparação com fevereiro de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 22,75 bilhões, houve avanço significativo de 15,6% nas exportações. Já as importações recuaram 4,8%, passando de US$ 23,22 bilhões no ano passado para US$ 22,1 bilhões neste ano.

Resultado acumulado do ano mantém saldo positivo

Considerando o período de janeiro a fevereiro de 2026, o desempenho da balança comercial brasileira também apresenta resultado positivo.

No acumulado do ano:

  • Exportações: US$ 50,9 bilhões
  • Importações: US$ 42,9 bilhões
  • Superávit comercial: cerca de US$ 8 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 93,8 bilhões

Na comparação com os dois primeiros meses de 2025, as exportações cresceram 5,8%, enquanto as importações registraram queda de 7,3%. Já a corrente de comércio apresentou leve redução de 0,6%.

Indústria extrativa lidera crescimento das exportações

A análise setorial indica que o principal impulso das exportações brasileiras em fevereiro veio da indústria extrativa, que registrou crescimento expressivo.

Na comparação com fevereiro de 2025:

  • Agropecuária: alta de US$ 0,3 bilhão (6,1%)
  • Indústria extrativa: aumento de US$ 2,37 bilhões (55,5%)
  • Indústria de transformação: crescimento de US$ 0,85 bilhão (6,3%)

Importações recuam em todos os principais setores

Do lado das importações brasileiras, houve retração nos três principais setores da economia em fevereiro, na comparação anual.

Os resultados foram:

  • Agropecuária: queda de US$ 0,11 bilhão (20%)
  • Indústria extrativa: redução de US$ 0,11 bilhão (12,1%)
  • Indústria de transformação: recuo de US$ 0,87 bilhão (4%)

Desempenho por setor no acumulado de 2026

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os setores exportadores também apresentaram expansão:

  • Agropecuária: aumento de US$ 0,36 bilhão (4,2%)
  • Indústria extrativa: crescimento de US$ 1,85 bilhão (16%)
  • Indústria de transformação: alta de US$ 0,53 bilhão (1,9%)

Já entre os setores importadores, houve retração generalizada no período:

  • Agropecuária: queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%)
  • Indústria extrativa: redução de US$ 0,45 bilhão (21,9%)
  • Indústria de transformação: recuo de US$ 2,61 bilhões (6,1%)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Julio César Silva/MDIC

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