Logística

JetSMART inaugura rota direta entre Assunção e Rio de Janeiro

A operação começará em 9 de janeiro de 2026, com três voos semanais

A companhia aérea JetSMART confirmou o lançamento de uma nova rota internacional ligando Assunção, no Paraguai, ao Rio de Janeiro. A operação começará em 9 de janeiro de 2026, com três voos semanais, nas segundas, sextas e domingos, consolidando a empresa como a única a oferecer a conexão de forma regular durante todo o ano.

Os voos partirão do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, às 8h35, com chegada prevista ao Aeroporto Internacional do Galeão às 11h. No sentido inverso, a decolagem do Rio de Janeiro será às 19h10, com chegada em Assunção às 21h50. A duração estimada da viagem é de duas horas e 25 minutos.

Uma característica diferenciada desta operação é que os voos serão realizados pela subsidiária argentina da JetSMART, com base no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires.

Segundo a companhia, a expectativa é transportar mais de 46.000 passageiros no primeiro ano, movimentando o turismo e o comércio entre Paraguai e Brasil. Dados da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac) indicam que o tráfego aéreo entre os dois países representou pouco mais de 20% do total mensal durante 2024 e o primeiro semestre de 2025.

As passagens já estão disponíveis no site da empresa com tarifa promocional de lançamento a partir de US$ 91 por trecho, que inclui US$ 49 de tarifa base e US$ 42 em impostos e taxas. Além disso, é possível resgatar milhas do programa AAdvantage da American Airlines a partir de 7.500 milhas mais impostos. A promoção é válida até 25 de agosto.

Em nota, Verónica Marambio Álvarez, gerente comercial de Mercados Internacionais e Desenvolvimento Regional da JetSMART, destacou que a nova rota oferece “mais oportunidades para os paraguaios aproveitarem um dos destinos mais atraentes do Brasil, ao mesmo tempo em que impulsiona o turismo e o comércio”.

Marcelo Freixo, presidente da Embratur, também comentou a iniciativa, ressaltando que o voo direto permitirá que paraguaios desfrutem da natureza, da gastronomia e do calendário de eventos do Rio de Janeiro em viagens curtas, prevendo sucesso para a operação.

Desde sua entrada no mercado paraguaio em 2022, a JetSMART transportou mais de 120.000 passageiros de e para Assunção, reforçando sua presença na região.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Comércio, Logística

Evergreen acrescenta à sua frota o navio Ever Meta de 15.372 TEUs

Navio vai operar entre a Ásia e a Costa Leste dos Estados Unidos

A Evergreen recebeu a entrega do navio “Ever Meta”, um porta-contêineres com capacidade para 15.372 TEUs, construído pela Samsung Heavy Industries (SHI) na Coreia do Sul. É o penúltimo de uma série de 20 navios da classe “M-NPX”, encomendados pela companhia marítima no início de 2021. 

O estaleiro sul-coreano planeja concluir a série com a entrega do “Modelo Ever”. Posteriormente, a SHI iniciará a entrega dos primeiros navios da nova classe “E”, uma série de 16 porta-contêineres de 16.550 TEUs prontos para operar com metanol, cuja primeira entrega corresponderá ao “Ever Eco”.

Características técnicas

Os navios da classe “M” têm 366 metros de comprimento, 51 metros de boca (20 fileiras de contêineres) e são equipados com motores principais WinGD 9 X92, capazes de gerar 48.500 kW de potência e atingir uma velocidade máxima de 23 nós.

Além disso, possuem cinco geradores a diesel que produzem 17.500 kW de eletricidade, podendo abastecer até 1.000 contêineres refrigerados. Nas últimas sete unidades da série, um defletor de vento foi incorporado à proa, projetado para reduzir a resistência aerodinâmica.

Após sua entrega, o “Ever META” partiu do estaleiro da Samsung na Ilha de Geoje para Cai Mep, no Vietnã, onde iniciará as operações no serviço Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos (‘AWE2’), parte da rede Ocean Alliance, denominada pela Evergreen como ‘AUE’.

Fonte: Mundo Marítimo 

Ler Mais
Portos

Porto de Santos terá dois novos berços para granéis líquidos

Investimento, na região do Alemoa, é estimado em R$ 400 milhões e vai ampliar a capacidade de atracação

O Porto de Santos dará um passo estratégico para expandir sua capacidade de movimentação de granéis líquidos. Na quinta-feira (21), foi assinado termo de compromisso para a construção de dois novos berços públicos de atracação na região do bairro da Alemoa, que concentra a movimentação desse tipo de carga na margem direita do porto.

O compromisso foi celebrado entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as empresas Ultracargo, Granel Química, Stolthaven e Vopak. Participaram da solenidade o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o presidente da APS, Anderson Pomini, além de deputados federais, estaduais e prefeitos da Baixada Santista.

O investimento, estimado em R$ 400 milhões, deve ser executado em até três anos, respeitando as exigências ambientais, e vai acrescentar cerca de 3 milhões de toneladas/ano de capacidade ao complexo.

“O novo investimento vai reforçar o cluster de líquidos em Santos, reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do porto, que já é o maior da América Latina”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Leilão do túnel

Outro destaque da agenda foi a confirmação do leilão do túnel Santos–Guarujá para o próximo dia 5 de setembro, às 15h, na sede da B3, em São Paulo. Considerada a maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ligação terá 1,5 km de extensão (870 metros imersos) e investimento de R$ 6,8 bilhões.

“Será um momento histórico para a Baixada Santista. A população espera essa obra há mais de 100 anos e, em parceria com o governo do Estado, vamos finalmente bater o martelo para que o túnel saia do papel”, disse o ministro.

O projeto vai beneficiar diariamente cerca de 78 mil pessoas e contará com faixa exclusiva para o VLT, além de acessos para ciclistas e pedestres. O início da instalação do canteiro de obras está previsto para novembro.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, relator do processo do túnel Santos–Guarujá, destacou a importância da obra para a população da Baixada Santista e para a logística do Porto. Ele lembrou que o projeto foi viabilizado a partir de um acordo de delegação de competência, que permitiu ao Estado de São Paulo conduzir a iniciativa como obra de mobilidade urbana, em parceria com o Governo Federal.

“Trata-se de um projeto inovador, que contará com a participação de uma empresa privada responsável pela construção e operação da concessão, além de aportes do Estado e da União. Há grande expectativa em relação ao leilão de 5 de setembro, que deve atrair concorrência acirrada de empresas especializadas em túneis”, afirmou.

Já o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ressaltou o caráter inédito da obra do túnel Santos–Guarujá. Segundo ele, o projeto será executado com tecnologia diferenciada, utilizando módulos pré-moldados submersos no canal.

“É uma solução de engenharia inédita no Brasil, que vai permitir a conclusão da obra em prazo reduzido, inferior a um ano, uma vez finalizada a estrutura dos módulos. Trata-se de um avanço histórico para a mobilidade da Baixada Santista e para a logística do Porto de Santos”, disse.

Pacote de concessões e poligonal

O ministro também destacou que o governo federal conduz a maior carteira de concessões da história no setor portuário. Até 2026, serão realizados 60 leilões, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos.

“Entre 2015 e 2022 foram 43 leilões, que resultaram em apenas R$ 6 bilhões. Agora estamos falando em 60 concessões e um volume cinco vezes maior de recursos”, ressaltou.

Ainda neste ano, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, programado para dezembro, que deve dobrar a capacidade de operação de contêineres. Também avançam os estudos para a expansão da poligonal do Porto de Santos, com a expectativa de publicação da primeira etapa até outubro.

Obras na DP World

Na margem esquerda do porto, o ministro participou da cerimônia que marcou o início das obras de ampliação do cais da DP World. O projeto prevê a adição de 190 metros lineares ao cais, totalizando 1.290 metros de extensão.

Com a expansão e a aquisição de novos equipamentos, o terminal elevará sua capacidade para 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026. Em 2024, a companhia movimentou mais de 1,25 milhão de TEUs, crescimento de 14% em relação a 2023.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Notícias

Casos de gripe aviária disparam entre aves de quintal no Brasil

Mudança nas rotas migratórias impulsiona a disseminação; áreas urbanas registram infecções.

O Brasil registrou um aumento acentuado nos surtos de gripe aviária entre aves de subsistência e de quintal em julho, levantando alertas em todo o setor avícola do país. Especialistas alertam que reforçar as medidas de biosseguridade é essencial para evitar que o vírus atinja as granjas comerciais, como ocorreu em maio no Rio Grande do Sul — incidente que ainda impõe restrições às exportações de frango brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, oito surtos de influenza aviária altamente patogênica (H5N1) foram confirmados em julho, sendo sete deles envolvendo aves de quintal e um uma ave silvestre. Este é o maior número de casos em criações domésticas desde o início do monitoramento em junho de 2023. Ao todo, 185 surtos foram confirmados no país desde então.

Luizinho Caron, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, atribui o aumento a mudanças nas rotas migratórias e nas espécies de aves que vêm ao Brasil.

“Nas duas últimas temporadas, a maioria das aves migrando do Hemisfério Norte para o Sul seguiu a rota atlântica e pertencia principalmente à espécie de trinta-réis, que voa ao longo das zonas costeiras. Este ano, no entanto, estamos vendo mais aves costeiras que preferem lagos e rios utilizando a rota migratória do Mississippi, indo para o interior”, explicou Caron.

Aves costeiras têm maior probabilidade de carregar o vírus da gripe aviária, segundo Caron. Entre elas, o quero-quero é particularmente comum.

“É impossível separar o vírus trazido por aves migratórias das infecções em criações de quintal. Evitar o contato entre espécies é extremamente difícil em um país tão grande quanto o Brasil”, afirmou Raphael Lucio Andreatti Filho, professor de ornitopatologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Pela primeira vez, o H5N1 foi detectado nos principais centros urbanos do Brasil. Aves infectadas foram confirmadas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no BioParque do Rio de Janeiro e no Zoológico de Brasília.

“As aves migratórias tratam esses locais como resorts, com muita água e alimento disponível, o que aumenta o risco para as espécies locais”, disse Andreatti Filho.

Caron acredita que foram as aves costeiras que provavelmente levaram o vírus aos zoológicos de Brasília e do Rio.

Embora a atual onda de surtos esteja concentrada em criações de subsistência, especialistas alertam que as granjas comerciais estão mais expostas à medida que a circulação ambiental do vírus se amplia.

“Com mais vírus circulando, aumenta a chance de contato indireto”, disse Caron.

Andreatti Filho observou que a atividade humana pode, inadvertidamente, espalhar a doença: “Às vezes o vírus viaja no pneu de um carro ou na sola da bota de um produtor rural.”

Em março, o Ministério da Agricultura emitiu uma suspensão de 180 dias para exposições, feiras e competições de aves, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão do vírus.

Mesmo assim, o monitoramento eficaz continua sendo um grande desafio. “O Brasil é um país enorme com inúmeras criações de quintal. É praticamente impossível inspecionar todas elas”, ressaltou Andreatti Filho.

Pesquisadores concordam que a vigilância é essencial: detecção rápida, isolamento imediato das aves infectadas e cumprimento dos protocolos do governo são fundamentais. Um surto comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, em maio, serve como lembrete dos riscos.

Desde que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) declarou esse surto como contido, em junho, o Brasil tem trabalhado para recuperar o acesso a mercados de exportação importantes. No entanto, grandes compradores como China e União Europeia continuam impondo proibições totais ao frango brasileiro.

O Ministério da Agricultura não respondeu aos pedidos de comentário sobre o aumento dos surtos antes da publicação.

Fonte: Valor International

Ler Mais
Logística

Antaq inicia os testes do novo Módulo APP para cargas conteinerizadas

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vai iniciar a fase de testes do novo módulo de Acompanhamento de Preços Portuários (Módulo APP), integrado ao Sistema de Desempenho Portuário, no dia 1º de setembro.

O objetivo é testar o funcionamento da ferramenta e corrigir eventuais inconsistências antes do início da operação oficial. As informações enviadas nesta fase serão excluídas da base de dados da Agência ao final do período.

Durante esse período de testes, que segue até 30 de novembro, os participantes deverão enviar exclusivamente os dados do 3º trimestre de 2025 (julho, agosto e setembro).

Nesta primeira etapa, a iniciativa será voltada somente ao perfil de carga conteinerizada. A expectativa é que o envio oficial dos dados inicie no primeiro dia de dezembro de 2025 e contemplem os dados do 4º trimestre de 2025 (outubro, novembro e dezembro), com prazo final em 28 de fevereiro de 2026.

Fonte: Portal Portuário

Ler Mais
Comércio Exterior

Governo pede celeridade ao Congresso para 18 pautas do comércio exterior

Alckmin entregou, nesta quarta (20), ao presidente da Câmara, Hugo Motta, as prioridades legislativas do governo na área do comércio exterior

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústira, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), entregou, nesta quarta-feira (20), ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), as prioridades legislativas do governo na área do comércio exterior.

Entre as pautas que o governo pede celeridade estão a medida provisória com ações para auxiliar os empresários mais afetados pelo tarifaço de 50%, e o PLP (projeto de lei complementar) enviado para excepcionalizar da meta fiscal R$ 9,5 bilhões em gastos com o pacote.

O vice-presidente afirmou que Motta já sinalizou que dará prioridade para esses projetos.

“Ele [Motta] disse claramente que dará prioridade para a MP e ao PLP, que vai conversar inclusive com o presidente do Senado [Davi Alcolumbre], e que dará prioridade aos projetos de lei que tratem de comércio exterior”, disse Alckmin.

Ao todo, o governo pediu prioridade para 18 pautas que tratam do comércio exterior. Alguns desses projetos voam baixo no radar dos parlamentares, mas são de extrema importância para os exportadores.

Algumas das pautas atualizam regulamentações nacionais e desburocratizam processos administrativos de defesa comercial.

Veja a lista

Congresso

1) MPV 1309/2025 – Plano Brasil Soberano

Editada em 13 de agosto, a MP prevê financiamento de R$ 30 bilhões, via FGE, para compensar prejuízos de exportadores afetados pelo tarifaço norte-americano.

Também estabelece uma série de ações para compensar os exportadores afetados pelo aumento das tarifas, como linhas de crédito; prorrogação de prazos do regime de drawback; compras públicas; aportes a fundos garantidores de crédito; ampliação do Reintegra; e prorrogação de prazos tributários.

Câmara

2) PLP 463/2017 – Isenção de ISS para exportação de serviços

Prevê a isenção do imposto municipal (ISS) sobre serviços prestados por empresas brasileiras ao exterior.

3) PL 6139/2023 – Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação

Cria um sistema oficial de apoio ao crédito para exportações brasileiras e atualiza leis relacionadas ao financiamento dessas operações.

4) PL 5719/2023 – BNDES Exim

Cria condições para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) possa garantir o financiamento à exportação de serviços brasileiros prestados no exterior.

5) PL 5128/2023 – Desburocratização dos processos administrativos de defesa comercial

Flexibiliza a exigência da assinatura digital da ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira) em investigações de defesa comercial, permitindo o uso de outros meios eletrônicos já reconhecidos.

6) MSC 1253/2024 – Acordo sobre o Comércio de Aeronaves Civis da OMC

Estabelece isenções tarifárias para a importação de aviões e facilitação do comércio entre os 33 países integrantes da OMC (Organização Mundial do Comércio).

7) MSC 801/2024 – Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR

Facilita o transporte internacional de mercadorias por veículos rodoviários, por meio da simplificação e da harmonização de formalidades administrativas relacionadas ao transporte internacional.

8) PDL 395/2024 – Acordo sobre Comércio Eletrônico do Mercosul

Aprova acordo do Mercosul que estabelece regras comuns para o comércio eletrônico entre os países do bloco, promovendo maior segurança e integração nas transações digitais.

9) PDL 394/2024 – Acordo Marco do Mercosul de Reconhecimento Recíproco e Outorga de Matrículas para o Exercício Profissional

Aprova acordo do Mercosul que permite o reconhecimento mútuo de registros profissionais e autoriza o exercício temporário de profissões como engenharia, agronomia e arquitetura entre os países-membros.

10) PDL 723/2024 – ACFI (Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos) entre Brasil e São Tomé e Principe

Aprova o texto do Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos entre a República Federativa do Brasil e a República Democrática de São Tomé e Príncipe.

Senado

11) PLP 168/2025 – Procedimentos excepcionais para medidas associadas à mitigação de impactos das tarifas adicionais

Projeto viabiliza ações para mitigação dos impactos sociais e econômicos decorrentes da taxação imposta pelo governo dos Estados Unidos às exportações de produtos brasileiros para aquele país, permitindo a expansão do Reintegra e aportes nos fundos garantidores de exportação.

12) PL 4423/2024 – Normas gerais sobre o comércio exterior

Estabelece normas gerais como desempenho das atividades de regulação e fiscalização e controle, racionalizando e modernizando o arcabouço normativo brasileiro nessa área.

13) PDL 159/2022 – Encargos de Roaming Internacional

Aprova acordo entre países do Mercosul para acabar com a cobrança de roaming internacional entre os usuários da região.

14) PDL 609/2021 – ACFI entre Brasil e Índia

Aprova acordo entre Brasil e Índia, que estabelece regras para proteger investimentos e resolver disputas entre investidores dos dois países.

15) PDL 391/2024 – Convenção entre Brasil e Índia contra dupla tributação e evasão fiscal

Aprova mudanças em um acordo entre Brasil e Índia para evitar que a mesma renda seja tributada nos dois países e combater a evasão fiscal. O novo protocolo foi assinado em Brasília, em 2022.

16) PDL 610/2021 – ACFI entre Brasil e Guiana

Ratifica um acordo entre Brasil e Guiana para facilitar e incentivar investimentos entre os dois países, assinado em 2018.

17) PDL 170/2022 – Acordo sobre Contratos Internacionais de Consumo

Aprova um acordo do Mercosul que define qual legislação deve ser aplicada em contratos internacionais de consumo entre os países-membros.

18) PDL 171/2022 – Comércio de Serviços do Mercosul

Aprova uma emenda ao Protocolo de Montevidéu do Mercosul com o objetivo de modernizar e harmonizar as regras sobre o comércio de serviços entre os países-membros.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Comércio

Movimentação de soja e milho no Arco Amazônico cresce 288% nos últimos dez anos, superando avanço em Santos e Paranaguá

A região do Arco Amazônico, que compreende os terminais portuários ao longo do rio Amazonas e seus afluentes — incluindo os localizados abaixo da Baía de Marajó —, vem ganhando cada vez mais relevância no cenário logístico nacional. Com uma movimentação de 87,8 milhões de toneladas em 2024, considerando operações de longo curso e cabotagem, a região registrou um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior, consolidando-se como uma das principais rotas de escoamento de mercadorias no Brasil, em especial das commodities agrícolas, relevantes para o comércio exterior brasileiro. Ressalta-se que, deste montante, aproximadamente 64% foram movimentados por Terminais de Uso Privado (TUPs), o que reforça o protagonismo da iniciativa privada na dinâmica logística da região.

As informações são de levantamento da Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que reúne empresas de grande porte e congrega 70 terminais privados do país. De acordo com a ATP, em 2024, a movimentação portuária do Arco Amazônico, que inclui todos os estados da Região Norte do país, foi liderada por cargas de granel sólido, com destaque para a bauxita 23,9 milhões de toneladas (mi t), soja (17,1 mi t) e milho (13,7 mi t). A carga conteinerizada também apresentou volume expressivo, com 9,9 milhões de toneladas movimentadas. Também passaram pelos terminais portuários da região produtos químicos inorgânicos (5,7 mi t), petróleo e derivados sem óleo bruto (5,2 mi t), adubos e fertilizantes (3,9 mi t) e soda cáustica (1,2 mi t), entre outros. Esses números refletem o perfil diversificado da matriz de cargas transportadas pelos terminais portuários brasileiros, com predominância das commodities minerais e agrícolas.

Nesse cenário, destaca-se o crescimento expressivo da movimentação de soja e milho, que, nos últimos dez anos, acumulou alta de 288,1%, percentual significativamente superior ao observado nas principais rotas tradicionais de exportação. No mesmo período, a movimentação das duas commodities no complexo portuário de Santos (SP) apresentou crescimento de 55,3%, enquanto no complexo de Paranaguá (PR) avançou 17,2%. Em 2024, a movimentação de soja e milho no Arco Amazônico alcançou 30,9 milhões de toneladas, o que corresponde a 22,8% do total nacional de milho e soja movimentado no longo curso e na cabotagem, estimado em 135,3 milhões de toneladas. Esse volume, por si só, reforça o papel estratégico do Arco Amazônico como rota alternativa aos corredores tradicionais.
Para fins de comparação, Santos movimentou aproximadamente 43,9 milhões de toneladas de soja e milho em 2024, equivalente a 32,4% do total nacional, enquanto Paranaguá respondeu por 14,3 milhões de toneladas, ou 10,6%. Juntos, os dois principais portos concentraram 43% da movimentação dessas commodities. Ainda que a soma dos volumes seja superior, o crescimento proporcional e a consolidação do Arco Amazônico como corredor logístico revelam uma mudança significativa na geografia da exportação de grãos no país.
ATP busca ampliar calado autorizado para navegação

Apesar dos avanços, os anos de 2024 e 2025 têm se mostrado desafiadores para o escoamento de cargas pela região. A estiagem prolongada, com significativa redução nos níveis dos rios, aliada à demora na execução de dragagens de manutenção, resultou em restrições à capacidade de carregamento das embarcações.

Como reflexo direto, a movimentação de soja e milho para longo curso e cabotagem no Arco Amazônico apresentou uma queda de 8,7% apenas nos primeiros cinco meses de 2025, comparando com o mesmo período de 2024, apresentando um volume de 13,3 milhões de toneladas.

Diante desse cenário, a ATP tem intensificado seus esforços para o fortalecimento da navegação na Região Norte. Uma das iniciativas de destaque é o projeto da Barra Norte, que busca ampliar o calado autorizado e, com isso, aumentar a eficiência logística da região. Paralelamente, o Comitê de Infraestrutura da ATP tem atuado junto a instituições como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visando viabilizar dragagens estratégicas, como a no rio Tapajós.

Além disso, a ATP defende ativamente a implementação do modelo de concessões hidroviárias, que prevê a transferência ao concessionário de responsabilidades como os levantamentos hidrográficos, a gestão de tráfego, a manutenção e a sinalização náutica. Essa modelagem busca conferir maior previsibilidade e regularidade à navegação interior, reduzindo a dependência de ações emergenciais e garantindo maior estabilidade ao transporte hidroviário.

Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, a consolidação do Arco Amazônico como rota logística estratégica depende de políticas públicas estruturantes, de parcerias institucionais e de um ambiente regulatório que favoreça investimentos de longo prazo.

“Com sua vocação natural para a navegação interior e sua posição geográfica privilegiada, a região tem todas as condições para seguir ampliando sua participação no escoamento da produção nacional, desde que superados os atuais gargalos operacionais”, afirma Barbosa.

Movimentação de milho e soja no Arco Amazônico

Movimentação de Soja e Milho por Região Portuária

Fonte: Associação de Terminais Portuários Privados (ATP)

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil suspende pacto de não comercializar soja de terras desmatadas na Amazônia

O Cade anunciou na noite desta segunda-feira (18/8) a suspensão como “medida preventiva”, alegando que o pacto, vigente desde 2006, é um “acordo anticompetitivo entre concorrentes que prejudica a exportação de soja”

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu uma moratória de grandes empresas que se comprometiam a não comprar soja procedente de terras desmatadas na Amazônia, uma decisão criticada pelo Ministério do Meio Ambiente, a três meses da COP30 em Belém.

O Cade anunciou na noite desta segunda-feira (18/8) a suspensão como “medida preventiva”, alegando que o pacto, vigente desde 2006, é um “acordo anticompetitivo entre concorrentes que prejudica a exportação de soja”.

Com vendas internacionais de 96,8 milhões de toneladas entre janeiro e novembro de 2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, o Brasil é o maior exportador mundial de soja. Trinta empresas exportadoras signatárias da moratória, entre elas gigantes como a americana Cargill e a francesa Louis Dreyfus, têm dez dias para se desvincular, sob pena de fortes multas.

O Ministério do Meio Ambiente manifestou preocupação com a suspensão da moratória. O acordo produziu “resultados inegáveis para a proteção ambiental. Sua perenidade indica seu sucesso e a ausência de elementos que possam, por si sós, caracterizar um cartel de compra”, argumentou.

“Entre 2006 e 2023, a área dedicada à soja no bioma Amazônia cresceu 427%, sem provocar novos desmatamentos”, ressaltou a pasta. O Cade decidiu abrir um processo administrativo contra essas empresas, após receber uma solicitação da Comissão de Agricultura da Câmara de Deputados.

Muitos parlamentares representam o poderoso lobby do agronegócio, um dos motores de crescimento do país,  o maior exportador de soja do mundo. A moratória foi assinada em 2006 por representantes da indústria da soja, sob pressão principalmente do mercado europeu diante do aumento do desmatamento na floresta amazônica.

Os signatários se comprometeram a não comercializar soja proveniente de terras desmatadas na Amazônia a partir de 2008. A suspensão gerou uma onda de críticas de organizações como a Mighty Earth, que afirmou que “pavimenta o caminho para ainda mais desmatamento em um dos ecossistemas mais vitais do planeta”.

“É inacreditável que a moratória tenha sido suspensa a apenas três meses da COP30”, a conferência da ONU sobre o clima, que será realizada em novembro em Belém do Pará, lamentou por sua vez Cristiane Mazetti, representante do Greenpeace Brasil, citada em um comunicado.

“Ao suspender este acordo, o Cade não apenas estimula o desmatamento, mas também (…) silencia o direito do consumidor de escolher produtos que não contribuam para a devastação da Amazônia”, afirmou. Segundo várias ONGs, o desmatamento diminuiu 69% entre 2009 e 2022 nas zonas incluídas na moratória. A decisão do Cade, por outro lado, foi comemorada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), que a considerou “um marco histórico na defesa da livre concorrência”.

Fonte: Correio Braziliense

Ler Mais
Comércio Exterior

Comércio exterior do Brasil cresce 4,8% em agosto e saldo comercial chega a US$ 3 bilhões

Superávit é puxado por alta nas exportações da agropecuária e da indústria extrativa

A balança comercial brasileira encerrou a terceira semana de agosto de 2025 com superávit de US$ 1,09 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 6,6 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões. A corrente de comércio na semana somou US$ 12,2 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações chegaram a US$ 15,4 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 12,4 bilhões. Com isso, o Brasil registrou saldo positivo de US$ 3 bilhões e movimentação total de US$ 27,8 bilhões.

Desempenho no acumulado do ano

De janeiro até agosto de 2025, as exportações totalizam US$ 213,4 bilhões e as importações US$ 173,4 bilhões. O superávit acumulado no período é de US$ 40 bilhões, com corrente de comércio de US$ 386,8 bilhões.

Crescimento frente a agosto de 2024

Comparando as médias diárias até a terceira semana de agosto de 2025 com igual período de 2024, as exportações subiram 7,2%, passando de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,4 bilhão. Já as importações avançaram 2%, de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,12 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio alcançou US$ 2,5 bilhões, enquanto o saldo diário ficou em US$ 277,09 milhões, o que representa alta de 4,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Exportações por setor

O desempenho setorial das exportações até a terceira semana de agosto de 2025, em comparação com agosto de 2024, mostra crescimento expressivo:

  • Agropecuária: aumento de US$ 41,66 milhões por dia (+14,9%);
  • Indústria Extrativa: alta de US$ 35,72 milhões por dia (+12,0%);
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 12,78 milhões por dia (+1,8%).
Importações por setor

Do lado das importações, a indústria extrativa registrou a maior expansão, com alta diária de US$ 14,84 milhões (+23,5%). A indústria de transformação também avançou, com acréscimo diário de US$ 8,1 milhões (+0,8%).

Já a agropecuária foi o único setor em queda, com recuo de US$ 0,37 milhão por dia (-1,9%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Ler Mais
Comércio, Logística, Portos

Transformação no mercado de contêineres acirra disputa em portos

Avanço dos armadores na operação de terminais gera alertas sobre risco de concentração

O mercado brasileiro dos terminais de contêineres passou por uma rápida transformação nos últimos anos, com o avanço de grandes companhias de navegação no controle societário desses ativos, em detrimento de operadores “bandeira branca” (sem negócios no transporte marítimo de cargas).

Estudo da consultoria GO Associados mostra que 14 dos 23 terminais atualmente em operação ou que entram em funcionamento até 2026, no Brasil, são administrados diretamente por armadores (jargão do mercado para as empresas de navegação).

Desse total, oito passaram às mãos de gigantes do setor – como a suíça MSC, a dinamarquesa Maersk e a francesa CMA CGM – desde 2022.

“Isso é ruim? Não, mas queremos mais concorrência. Não tira a competitividade, mas a [maior] concorrência estimula o aumento da produtividade”, diz o economista Gesner Oliveira, sócio da GO Associados.

O estudo foi apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e anexado ao processo de análise do Tecon Santos 10, o novo superterminal de contêineres no estuário santista, que deve ser o maior leilão portuário já realizado no país.

As regras do leilão têm dividido grupos empresariais e mobilizado lobistas, consultorias econômicas e escritórios de advocacia em Brasília.

A intenção do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é realizar a licitação na segunda quinzena de dezembro. O Tecon Santos 10, com quase R$ 6 bilhões em investimentos, deve ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres no porto – hoje à beira da saturação.

Pelas regras propostas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e endossadas pelo ministério, o leilão será dividido em duas fases.

Na primeira, operadores atuais no Porto de Santos ficarão impedidos de participar. Se não houver ofertas, aí sim os incumbentes poderão entrar na disputa — mas, caso arrematem a concessão, precisarão vender seus ativos antes de assinar o contrato do novo terminal.

O modelo está em avaliação no TCU. A unidade técnica do tribunal de contas pretende concluir sua análise entre o fim de agosto e o início de setembro. Em seguida, o documento será levado ao gabinete do ministro Antonio Anastasia, relator do processo.

Pareceres e estudos

Na semana passada, conforme noticiou a CNN, um parecer jurídico do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto classificou as restrições como “desproporcionais” e “clamorosamente desnecessárias”.

Para o ex-ministro, elas impõem um “sacrifício drástico” à concorrência no leilão e barram a participação de empresas com sólida experiência no setor.

De acordo com ele, remédios concorrenciais poderiam ter sido adotados como alternativa.

Ayres Britto também criticou a existência de restrições sem manifestação específica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e sem debate prévio na consulta pública do novo terminal.

O parecer se soma a uma série de vozes defensoras de um leilão totalmente aberto, como o governo de São Paulo, que enviou ofício ao MPor e à Antaq criticando as restrições.

Um dos principais argumentos é que o Brasil precisa de investimentos bilionários na expansão portuária e que não há indícios de condutas anticompetitivas dos armadores responsáveis pela operação dos terminais.

O estudo da GO Associados, por sua vez, destaca o risco de concentração elevada no setor.

Em 2034 (quando o Tecon Santos 10 estaria plenamente operacional), segundo Gesner, há possibilidade de que as quatro maiores empresas do setor detenham 83% do mercado total de contêineres caso o leilão do terminal santista seja vencido por um dos incumbentes.

“A partir de 75% do mercado, deve haver um ponto de atenção”, afirma Gesner, que já foi presidente do Cade.

“Ao preparar uma nova licitação, o objetivo deve ser incentivar novos entrantes”, acrescenta o economista.

Nos últimos anos, houve uma série de aquisições e investimentos de armadores na movimentação de contêineres, reconfigurando o mapa do setor.

Em 2024, a CGA CGM adquiriu o controle da Santos Brasil e passou a operar três terminais. Além de um Santos, agora administra ainda uma unidade em Vila do Conde (PA) e outra em Imbituba (SC). Ela já tinha uma operação modesta em Fortaleza (CE).

A MSC e a Maersk, líderes no transporte marítimo internacional, são sócias da Brasil Terminal Portuário (BTP) — que rivaliza com a Santos Brasil no maior porto do país. As duas gigantes têm interesse em disputar o Tecon Santos 10, mas individualmente.

A Maersk tem operações de contêineres em Pecém (CE) e está construindo um novo terminal em Suape (PE), que deve ser inaugurado em 2026.

A MSC detém um dos ativos mais modernos do setor, o Portonave, em Navegantes (SC). Ao comprar também em 2024 a Wilson Sons, operadora brasileira de bandeira branca, entrou em Salvador (BA).

Uma das poucas grandes operadoras de contêineres no Brasil ainda sem controle societário de um armador é a DPW, dos Emirados Árabes, que administra um dos terminais existentes em Santos.

Para Gesner, o ponto a ser monitorado não é a verticalização em si (quando companhias de navegação operam terminais), mas a concentração crescente no mercado.

Concorrência

O especialista em transportes Luis Claudio Montenegro, ex-diretor da autoridade portuária de Santos e ex-presidente da Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo), discorda das conclusões apresentadas no estudo da GO Associados.

“Fica parecendo, erroneamente, que os armadores tomaram o país. Não há concentração de mercado”, argumenta.

Montenegro reconhece o avanço das companhias de navegação nos terminais de contêineres. Ele ressalta que é um processo visto no mundo todo e que essa tendência demorou a chegar no Brasil, mas representa um problema em si.

O grande entrave do setor portuário hoje, segundo ele, é o aumento das filas de navios que pedem para atracar em Santos.

Em 2019, a fila média era de 8,9 horas. Em 2024, saltou para 53 horas de espera, o que demonstra a saturação dos terminais.

“Para quem é operador bandeira branca, melhor dos mundos. Para quem tem operações integradas, pior dos mundos. Esperar tanto é uma tragédia para o armador”, diz Montenegro.

Essa situação gera ineficiência, aumento de custos e eventualmente até cancelamento de alguma “perna” das viagens de navios para compensar o acúmulo de tempo perdido.

Para o especialista, Santos precisa urgentemente de investimentos e não há por que se preocupar com a concentração de mercado.

Montenegro prefere adotar o conceito de “área de influência” — origem ou destino das cargas movimentadas em determinado porto.

De acordo com ele, Santos absorve 61% das cargas conteinerizadas em sua área de influência, que envolve estados como Minas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O restante das cargas vai para portos do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e do Paraná. “Essa é uma concorrência entre portos que não pode, de forma nenhuma, ser desconsiderada”, diz Montenegro.

O porto do Açu (RJ) e o da Imetame (ES) também têm sinalizado que querem entrar no mercado de contêineres. São Sebastião (SP) também vai receber investimentos bilionários nos próximos anos.

Na avaliação do especialista, esses portos vão representar alternativas para Santos e incrementar a competição no setor.

“É falsa a premissa de que o dono de uma carga em Minas Gerais, por exemplo, procurará necessariamente um terminal de contêineres em Santos”.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook