Exportação

Mato Grosso responde por 1/3 das exportações de gergelim para a China

Estado lidera produção nacional e concentra 32,7% das empresas brasileiras habilitadas para atender o maior mercado consumidor do mundo

Mato Grosso consolidou sua posição de protagonismo no mercado internacional de gergelim. O estado responde por 1/3 da demanda nacional de exportação da oleaginosa para a China, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O número de empresas mato-grossenses habilitadas a exportar gergelim para o país asiático saltou de 8 para 20, uma alta de 150%. A nova lista, divulgada recentemente pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), ampliou de 31 para 61 o total de estabelecimentos brasileiros autorizados. Com isso, Mato Grosso representa 32,7% das empresas aptas a atender o maior mercado importador do mundo.

China lidera o consumo global de gergelim, com 38,4% de participação. O avanço nas habilitações brasileiras é um passo importante na consolidação do país como fornecedor estratégico da semente.

No campo, os números também reforçam a liderança de Mato Grosso. O estado é o maior produtor de gergelim do Brasil, com estimativa de 276,3 mil toneladas para a safra 2024/25. O volume representa um crescimento de 12,3% em relação ao ciclo anterior, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção nacional está estimada em 396,7 mil toneladas, alta de 9,8%.

O cultivo da oleaginosa vem ganhando espaço especialmente em áreas de segunda safra, como alternativa de renda e estratégia de diversificação da agricultura. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o resultado alcançado é reflexo da organização do setor produtivo e da articulação entre os setores público e privado.

“Esse avanço expressivo é resultado direto do dinamismo dos nossos produtores e da atuação estratégica do Governo de Mato Grosso, que tem buscado abrir novos mercados e fortalecer a imagem do nosso agronegócio no exterior”, afirma.

Como parte dessa estratégia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) criou a Câmara Técnica do Gergelim. O grupo reúne produtores, exportadores e órgãos públicos com o objetivo de alinhar estratégias, garantir qualidade e ampliar a presença do produto mato-grossense no mercado internacional.

Hoje, o Brasil ocupa atualmente a sétima posição entre os maiores exportadores mundiais de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. Goiás, Pará e Tocantins também figuram entre os principais estados produtores, enquanto Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia apresentam forte potencial de crescimento.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

Nem a China vai tomar o café que os EUA nos compram e nem o México supera os americanos na compra da carne brasileira

Veja a coluna de Valdir Barbosa desta segunda-feira (04)

Duas notícias nesse final de semana movimentaram debates e pessoas que por algum motivo não compreenderam bem o que alguns orgãos de comunicação informaram.

A primeira vem da China que credenciou 183 empresas brasileiras para exportação de café para aquele país.

Outra que chegou a virar manchete em várias páginas foi sobre o México que disparou na compra da carne bovina brasileira, ultrapassando os Estados Unidos e já ocupando o segundo lugar nesse mercado.

O México realmente teve uma boa escalada na compra da carne bovina do Brasil subindo de 3 mil para 16 mil toneladas. É um grande e pequeno salto de janeiro a junho desse ano. Os Estados Unidos compraram 156 mil toneladas, 140 mil a mais que o México. E antes do tarifaço era previsto um embarque de mais 200 mil toneladas até dezembro.

Algumas pessoas já dão como certo a China comprar todo o café que vai para os Estados Unidos, um volume de 8 milhões de sacas, por causa do credenciamento de 183 empresas exportadoras de café no Brasil.

Vamos aos números: os americanos são os maiores consumidores de café no mundo e nos compram 8 milhoes de sacas.

A China está em fase inicial de consumo de café, com a maioria de jovens no consumo, através de variados drinks, não cafezinho como bebemos aqui.

Ano passado a China importou 530 mil sacas de café contra 8 milhões dos Estados Unidos. A distancia ainda é muito grande!

Muitos exageros saem de palanques políticos do governo que buscam transformar tudo em voto e que as vezes dá certo, porque a maioria das pessoas ouve e não sabe traduzir para a prática.

Quantas vezes já se falou que o governo conseguiu nos ultimos 3 anos mais de 370 novos mercados para exportar seus produtos. Ter uma carteira recheada de clientes é sempre bom, mas esse números não significam que serão transformados em grandes negócios. E nem o Brasil teria tantos produtos para atender a tantos mercados.

A prova foi o bloqueio da importação da carne de frango durante a gripe aviária. China e União Europeia não retornaram as compras até hoje. Vamos com calma!

Itatiaia Agro, Valdir Barbosa…

Fonte: Itatiaia Colunas

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Economia, Exportação, Investimento

China libera 183 empresas do Brasil para exportar café após tarifaço dos EUA

O interesse de investidores chineses pelo Brasil está em expansão e ganha novos contornos, o país asiático vem ampliando sua presença tanto em grandes projetos de infraestrutura quanto em setores voltados ao mercado interno, como consumo e serviços, ao mesmo tempo em que enfrenta tensões com os Estados Unidos, presididos por Donald Trump, em seu segundo mandato.

Segundo dados do Banco Central, apenas no primeiro semestre de 2025 os investimentos diretos chineses em participação de capital no Brasil somaram US$ 379 milhões, superando qualquer resultado anual desde 2018. Embora os números oficiais coloquem a China como a décima maior investidora, especialistas alertam que parte relevante do capital chega por meio de países intermediários, como Holanda e Luxemburgo. “Não necessariamente os números oficiais refletem o volume de atividade que vemos de empresas chinesas, porque, muitas vezes, o investimento não vem diretamente da China”, explica Stephen O’Sullivan, especialista em Societário e M&A do escritório Mattos Filho. Ele destaca o crescimento da procura de grupos chineses e cita operações recentes em mineração e petróleo.

A diversificação é visível. No setor de infraestrutura, projetos de peso estão em curso: a CRRC, fabricante de trens, abrirá fábrica em Araraquara (SP) e assinou contrato para fornecer 44 trens ao Metrô de São Paulo. A CCCC (China Communications Construction Company) é apontada como interessada no leilão do túnel Santos-Guarujá, enquanto a State Grid lidera obras de transmissão elétrica de R$ 18 bilhões e a Cofco instala terminal de grãos no Porto de Santos. Além disso, chineses miram portos e ferrovias estratégicas, com atenção especial ao megaterminal Tecon 10.

O movimento também atinge o mercado interno. Empresas como a Shein, Meituan e a rede de bebidas Mixue indicam o avanço chinês em consumo, delivery e serviços, áreas menos dependentes de licenciamento e regulação. “Temos uma população cada vez mais de classe média e consumidora, com interesse em tecnologia. É um mercado interessante para empresas chinesas”, afirma O’Sullivan. Fabiana D’Atri, economista da Bradesco Asset Management e diretora do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), acrescenta que o fluxo cresce à medida que os chineses conhecem melhor os riscos e oportunidades do país.

O fortalecimento dos laços bilaterais também tem dimensão geopolítica. O Brasil, membro fundador do Brics, discute adesão à Iniciativa Cinturão e Rota e firmou recentemente um megaprojeto ferroviário ligando o Atlântico ao Pacífico. Para analistas do Deutsche Bank, a aproximação com Pequim pode ter influenciado a decisão de Trump de aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros, em meio à estratégia dos EUA de conter a expansão chinesa.

Especialistas ressaltam, contudo, que o investidor chinês mantém cautela diante de volatilidade cambial, juros elevados e complexidade regulatória no Brasil. Ainda assim, a conjunção de crescimento econômico, abundância de recursos naturais — incluindo as “terras raras”, essenciais para alta tecnologia — e mercado consumidor em expansão reforça a atratividade brasileira para o capital da China.

Fonte: G1

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Mercado Internacional

China amplia habilitações e Brasil avança como fornecedor global de gergelim

Produção cresce quase 10% no país e Mato Grosso lidera com mais de 276 mil toneladas na safra 2024/25

O número de estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar gergelim para a China praticamente dobrou, passando de 31 para 61 unidades. A nova lista, divulgada pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), representa um avanço significativo na consolidação do Brasil como fornecedor estratégico da oleaginosa para o maior mercado consumidor do mundo.

A informação é do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com 38,4% do consumo global, a China lidera as importações de gergelim. A ampliação do número de plantas brasileiras habilitadas reforça a presença nacional em um mercado com alto potencial de crescimento e oportunidades para agregação de valor.

Atualmente, o Brasil ocupa a sétima posição entre os maiores exportadores mundiais de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. O aumento da capacidade exportadora pode impulsionar ainda mais esse desempenho e beneficiar diretamente regiões produtoras.

Na lavoura, os números também apontam para uma trajetória de expansão. A produção nacional de gergelim deve alcançar 396,7 mil toneladas na safra 2024/25, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 9,8% em relação à safra anterior.

Mato Grosso lidera a produção nacional, sendo responsável por 276,3 mil toneladas. No estado, a produção deve crescer 12,3% em comparação com o ciclo anterior. Goiás, Pará e Tocantins também se destacam entre os maiores produtores, enquanto Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia apresentam forte potencial de expansão.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Mercado Internacional

China desafia a geologia: fabrica em uma semana o que a Terra leva bilhões de anos para fazer

Durante séculos, os diamantes foram sinônimo de luxo, escassez e tempo geológico: uma joia que a natureza esculpe ao longo de bilhões de anos no subsolo. Agora, a China encontrou uma maneira de reduzir o tempo e criar o diamante perfeito. 70% dos diamantes sintéticos usados em joias no mundo já são fabricados na China, especialmente na província de Henan. Uma reportagem do Financial Times explica que empresas como a Jiaruifu, liderada por Feng Canjun, conseguiram produzir um diamante de três quilates (tamanho típico de um anel de noivado) em apenas uma semana.

O surgimento dessa versão sintética do diamante causou uma ruptura sem precedentes no mercado de pedras preciosas. Como Marty Hurwitz, diretor da Grown Diamond Trade Organization, explicou à mídia britânica, este é “o primeiro produto verdadeiramente competitivo que os diamantes naturais enfrentaram”. E teve consequências devastadoras: os preços dos menores diamantes naturais caíram para o nível mais baixo em uma década. Segundo dados da consultoria Tenoris, os diamantes sintéticos já representam 17% do volume do mercado varejista nos EUA, e mais da metade disso está em anéis de noivado, uma categoria-chave.

Após a ruptura com a URSS na década de 1960, Pequim foi forçada a desenvolver sua própria capacidade de produção. Como noticiou o New York Times, os soviéticos utilizavam os diamantes não apenas como matéria-prima, mas também como arma diplomática e econômica. Diante dessa pressão e sem reservas naturais significativas, a China optou pelo caminho tecnológico e de longo prazo: produzir seus próprios diamantes em laboratório. O que começou como uma estratégia de sobrevivência geopolítica tornou-se uma indústria globalmente dominante.

Conforme detalhado no Financial Times, empresas como a Jiaruifu empregam principalmente dois métodos: alta pressão e alta temperatura (HPHT) e deposição química de vapor (CVD), sendo este último mais recente e eficaz para gemas grandes. Além disso, a eficiência não é apenas técnica. O processo de escultura é terceirizado para a Índia, onde os custos de mão de obra são menores, e o transporte é feito por meio de centros como Dubai (Emirados Árabes) e Antuérpia (Bélgica), embora o rótulo do produto final não contenha nenhum vestígio de sua origem chinesa.

Diferencial e mudança drástica

A China não fica de braços cruzados quando tem uma meta definida. Já vimos que seus planos nunca são de curto prazo, como podemos observar em seus projetos petrolíferos. Como a Huanghe Whirlwind detalhou, eles também estão implementando melhorias no processo de fabricação de diamantes, mas optaram por um modelo mais sustentável. Neste projeto, conseguiram integrar energia solar ao seu processo de fabricação. Essa inovação não apenas reduz drasticamente a pegada de carbono por quilate, como também posiciona a China como pioneira em diamantes sintéticos “verdes”.

A indústria tradicional de diamantes naturais está em perigo. Em 2024, a De Beers (gigante histórica do setor) tinha um estoque de diamantes não vendidos avaliado em US$ 2 bilhões. Sua divisão de diamantes sintéticos, a Lightbox, fechou recentemente após perder competitividade em relação às marcas chinesas. Soma-se a isso uma mudança cultural: consumidores mais jovens não exigem mais diamantes naturais e muitos priorizam preço e sustentabilidade. Como o designer britânico Fei Liu contou ao FT, ele inicialmente relutou em usar pedras sintéticas, mas o preço o surpreendeu.

Mais um setor conquistado

Além do sucesso tecnológico e comercial, os diamantes sintéticos estão se tornando uma nova frente estratégica para a China. O governo não permitiu que o mercado operasse livremente: em Henan, a administração provincial promoveu a criação de uma associação de diamantes com o objetivo de estabilizar os preços e evitar uma corrida destrutiva para o fundo do poço. Como Feng explicou ao FT, foi estabelecido um preço mínimo de US$ 15 por quilate para pedras entre um e dez quilates. Se uma empresa vender abaixo desse limite, seus concorrentes podem denunciar o caso às autoridades, que intervirão.

Essa política lembra a estratégia adotada no setor de carros elétricos, outro setor em que a China liderou tecnologicamente, mas onde o excesso de oferta e a concorrência acirrada também levaram a guerras de preços. Em ambos os casos, Pequim buscou impor ordem em setores considerados essenciais para a soberania industrial e o posicionamento geopolítico do país. No processo do diamante, o gigante asiático desafiou uma indústria centenária, democratizou o luxo e traçou um novo rumo para o comércio global de diamantes.

O que antes era um símbolo de raridade e eternidade agora pode ser produzido em massa, vendido a baixo custo e com uma pegada ecológica mínima. Os diamantes não são mais o que costumavam ser. E é bem possível que, para a maioria dos consumidores, isso não seja necessariamente algo ruim.

Fonte: IGN Brasil

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Internacional

59% preferem Brasil mais próximo de EUA e não da China

Levantamento do PoderData perguntou qual país seria melhor para o Brasil nas transações comerciais; só 32% escolheram o asiático

A maioria dos brasileiros (59%) diz preferir que o Brasil seja mais próximo comercialmente dos EUA do que da China. O dado é de pesquisa PoderData, feita de 26 a 28 de julho de 2025.

O levantamento perguntou aos entrevistados com qual país eles achavam ser melhor o Brasil ter mais relações comerciais: EUA ou China. Só 32% defenderam que o país priorize as trocas com o país asiático. Outros 9% não souberam responder.

Desde o início do mandato de Donald Trump (Partido Republicano), as relações entre Brasil e EUA ficaram instáveis. Isso porque o chefe da Casa Branca ocupa o lado oposto do espectro político-ideológico do presidente brasileiro.

Trump é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Inclusive, impôs agora uma taxação sobre os produtos brasileiros com a justificativa de sancionar o país pelo tratamento que o Poder Judiciário dá ao ex-presidente no processo que ele responde por tentativa de golpe de Estado.

Lula, por sua vez, além de já ter feitos diversas críticas públicas ao republicano, em novembro de 2024, nas eleições norte-americanas, declarou torcer pela vitória de Kamala Harris (Partido Democrata), adversária de Trump, nas eleições norte-americanas de 2024.

Enquanto a relação com os EUA é fria e distante, no caso da China, a situação é bem diferente. O petista foi à China duas vezes desde que tomou posse, em janeiro de 2023. O presidente chinês também já foi recebido pelo brasileiro no Palácio do Alvorada.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 26 a 28 de julho de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 182 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

ESTRATIFICAÇÃO

Poder360 estratifica os dados por recortes demográficos (sexo, idade, região, escolaridade e renda). Eis os resultados:

RELAÇÕES COMERCIAIS X VOTO EM 2022

PoderData cruzou as respostas dos eleitores da opinião sobre as relações comerciais do Brasil com a declaração de voto em 2022. A maioria tanto dos eleitores que afirmam ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (58%) quanto do eleitorado que declara ter votado no ex-presidente Jair Bolsonaro (61%) considera que o país deveria priorizar as relações com o país norte-americano.

Fonte: Poder 360

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Negócios

Apple fechará loja na China pela 1ª vez, mas planeja novas unidades no país

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China

A Apple anunciou nesta segunda-feira, 28, que fechará, pela primeira vez, uma loja de varejo na China. Em comunicado em seu site, a empresa informou que a unidade localizada no Parkland Mall, no distrito de Zhongshan, na cidade de Dalian, encerrará suas operações em 9 de agosto.

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China.

Outra loja em Dalian continuará operando normalmente. A Apple também planeja abrir uma nova unidade em Shenzhen no dia 16 de agosto, além de já ter inaugurado uma loja em Anhui em janeiro deste ano.

Segundo a Bloomberg, a companhia pretende abrir mais pontos de venda em Pequim e Xangai ao longo do próximo ano.

De acordo com o South China Morning Post, os funcionários da loja que será fechada poderão se transferir para outras unidades.

Fonte: InfoMoney

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Notícias

Tempestades deixam 30 mortos em Pequim

De acordo com a mídia estatal, mais de 80 mil pessoas foram retiradas da cidade. No distrito onde ocorreu a maior parte das mortes choveu 573,5 mm – quase o total da precipitação média anual para a região.

As tempestades que vem atingindo a China deixaram 30 mortos até o momento na capital, Pequim, segundo balanço divulgado pela agência de notícias estatal Xinhua, nesta terça-feira (29).

De acordo com o jornal estatal “Beijing Daily”, mais de 80 mil pessoas foram retiradas da cidade devido às tempestades, dezenas de estradas foram fechadas e mais de 130 vilarejos ficaram sem energia elétrica.

“As chuvas extremamente fortes contínuas causaram grandes desastres”, afirma o jornal.

Em pronunciamento na noite desta segunda-feira (28), o presidente chinês, Xi Jinping, pediu que as autoridades se preparassem para o pior cenário e acelerassem a transferência de moradores nas áreas com risco maior de inundação.

Em Hebei, nos arredores da capital, um deslizamento de terra nesta segunda também deixou oito mortos e quatro desaparecidos, informou a emissora estatal CCTV.

As fortes chuvas começaram no dia 23 de julho, mas atingiram seu pico em Pequim e nas províncias vizinhas nesta segunda-feira, com Miyun registrando chuvas de até 573,5 mm – níveis que a mídia local descreveu como “extremamente destrutivos”. A precipitação média anual em Pequim é de cerca de 600 mm.

Fonte: G1

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Internacional

China divulga plano de ação para IA poucos dias após os EUA, enquanto a corrida tecnológica global se intensifica

A corrida tecnológica entre as duas maiores economias do mundo acaba de se intensificar.

No sábado, a China divulgou um plano de ação global para a inteligência artificial, pedindo cooperação internacional no desenvolvimento e regulação da tecnologia.

A notícia veio com o início da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, organizada pelo Estado, em Xangai, com um discurso de abertura do premiê Li Qiang. Segundo um comunicado oficial, ele anunciou que o governo chinês propôs a criação de uma organização global de cooperação em IA.

Dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um plano de ação americano para IA, que incluía apelos para reduzir o que chamou de viés “woke” nos modelos de IA e apoiar a expansão da tecnologia norte-americana no exterior.

“Dois campos estão começando a se formar agora,” disse George Chen, sócio do Asia Group e copresidente da área digital.

“A China claramente quer manter uma abordagem multilateral, enquanto os EUA querem construir seu próprio bloco, com foco direto no crescimento da China no campo da IA,” disse George Chen.

Ele observou que a China pode atrair participantes por meio da Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto os EUA provavelmente contarão com o apoio de seus aliados, como Japão e Austrália.

Em seu discurso, o premiê Li enfatizou o plano “IA+” da China, voltado à integração da tecnologia em diversos setores, e afirmou que o país está disposto a ajudar outras nações com essa tecnologia, especialmente no Sul Global — termo que se refere de forma ampla a economias menos desenvolvidas, sobretudo países fora das esferas de influência dos EUA e da Europa.

Desde 2022, os EUA têm tentado restringir o acesso da China a semicondutores avançados usados no treinamento de modelos de IA. No início deste mês, a fabricante norte-americana de chips Nvidia informou que os EUA autorizaram a retomada das exportações para a China de um chip menos avançado, o H20, após uma pausa de aproximadamente três meses.

No entanto, a China vem desenvolvendo alternativas nacionais, que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, elogiou e descreveu como “formidáveis” neste mês, durante sua terceira visita ao país em 2025.

O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, se reuniu com o secretário do Partido em Xangai, Chen Jining, na quinta-feira, antes do início da conferência de IA, segundo um anúncio da cidade. Um representante de Schmidt recusou-se a comentar.

Fonte: CNBC

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Negócios, Portos

Empresa de Hong Kong considera incluir investidor chinês na venda de portos do Panamá

O conglomerado CK Hutchison, de Hong Kong, sugeriu nesta segunda-feira (28, noite de domingo no Brasil) a possibilidade de que “um grande investidor estratégico” chinês se junte ao consórcio liderado pela americana BlackRock que deseja comprar seu negócio de portos fora da China, incluindo suas operações no Canal do Panamá. 

Através da subsidiária Panama Ports Company, a CK Hutchison opera dois dos cinco portos do Canal do Panamá desde 1997 por meio de uma concessão pública. 

A venda anunciada em março por US$ 19 bilhões (quase R$ 105 bilhões) foi vista como uma vitória política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que era contra a presença de empresas chinesas nesta importante via de transporte marítimo. 

Entretanto, a operação não foi bem recebida em Pequim, e o regulador de mercado da China anunciou em março que iria revisar o acordo para “proteger a concorrência justa” e “o interesse público”. 

Em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong, a CK Hutchison indica que serão necessárias mudanças nos integrantes do consórcio e na estrutura do acordo para que a operação possa “ser aprovada por todas as autoridades relevantes”. 

O conglomerado “continua em negociações com membros do consórcio com o objetivo de convidar um grande investidor estratégico [da China] para se unir como um membro relevante do consórcio”, disse o grupo em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong. 

A empresa não detalha com qual companhia chinesa está negociando. Recentemente, a agência Bloomberg publicou que o gigante naval chinês Cosco estava prestes a se unir ao consórcio. 

A analista da Bloomberg Intelligence, Denise Wong, afirmou que “as negociações em andamento e a possível inclusão de Cosco no consórcio provavelmente reduziram as preocupações com os obstáculos regulatórios chineses”.  

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que Pequim “realizará a supervisão conforme a lei, salvaguardará firmemente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento, e manterá um mercado justo e imparcial”. 

– Acordo viável –

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump estabeleceu como uma de suas prioridades a gestão do Canal do Panamá que, segundo ele, agora é controlado por empresas chinesas. 

A estrutura original do acordo previa que a BlackRock assumisse o controle dos dois portos panamenhos da CK Hutchison, Balboa e Cristóbal, localizados respectivamente nos extremos do Pacífico e do Atlântico do canal.  

O portos restantes seriam geridos pela empresa Terminal Investment Limited, do magnata italiano Gianluigi Aponte.  

A CK Hutchison afirmou que “pretende dar tanto tempo quanto for necessário para que essas conversas culminem” em um acordo viável.  

Em várias ocasiões, havia destacado que não prosseguiria com nenhuma transação que não tivesse aprovação de todas as autoridades competentes.  

Após anunciar a venda ao consórcio liderado pela BlackRock, a CK Hutchison foi alvo de críticas da administração central chinesa e também de líderes em Hong Kong, cidade semiautônoma do gigante asiático.

Fonte: AFP

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