Comércio Exterior

Minério de ferro sobe com dados comerciais fortes da China

A demanda de aço mais forte do que o esperado também aumentou o apetite por minério de ferro

Os contratos futuros do minério de ferro subiram nesta segunda-feira, impulsionados por fortes dados comerciais da China, embora os ganhos tenham sido limitados por restrições à produção em importantes regiões siderúrgicas da segunda maior economia do mundo.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 0,26%, a 766,5 iuanes (US$106,92) a tonelada.
O minério de ferro de referência de agosto na Bolsa de Cingapura avançava 0,37%, a US$99,65 a tonelada.

Os preços do minério de ferro foram impulsionados por notícias macroeconômicas que estão estimulando a demanda, disse a corretora Everbright Futures.

Em junho, as importações de minério de ferro pela China aumentaram 8% em relação ao mês anterior, conforme algumas mineradoras ampliaram os embarques para cumprir metas trimestrais após uma queda no primeiro trimestre causada por ciclones na principal fornecedora, a Austrália.

A demanda de aço mais forte do que o esperado também aumentou o apetite por minério de ferro.

As exportações da China ganharam impulso em junho, enquanto as importações se recuperaram, já que os exportadores aceleraram os embarques para aproveitar a frágil trégua tarifária entre Pequim e Washington antes do prazo final de agosto.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou na segunda-feira seu compromisso de trabalhar com a China para combater o excesso de capacidade global de aço e promover um setor sustentável e orientado para o mercado.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China critica tarifaço de Trump ao Brasil e acusa EUA de coerção

Questionada sobre a tarifa de 50% imposta por Trump a produtos brasileiros, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores sugeriu que Washington quer interferir em assuntos internos do Brasil. ‘Tarifas não deveriam ser uma ferramenta de coerção’, disse.

O Ministério das Relações Exteriores da China criticou nesta sexta-feira (11) a tarifa de importação de produtos brasileiros anunciada esta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A igualdade de soberania e a não-intervenção em assuntos domésticos são princípios importantes da Carta da ONU e normas básicas nas relações internacionais”, disse a porta-voz do ministério, Mao Ning, ao ser questionada por uma repórter sobre o que achava da tarifa de 50% a produtos brasileiros anunciada por Trump.

“Tarifas não deveriam ser uma ferramenta de coerção, intimidação ou interferência.”

Sem citar especificamente o Brasil, o chanceler chinês, Wang Yi, também criticou a política de tarifaços dos EUA nesta sexta-feira. “As tarifas dos Estados Unidos minam a ordem do comércio internacional”, afirmou.

Foi a primeira manifestação de Pequim desde o “tarifaço” de Trump ao Brasil, que abriu uma crise diplomática entre Washington e Brasília.

O anúncio de Trump sobre o aumento da tarifa aos produtos brasileiros veio logo após o fim da cúpula do Brics, grupo do qual a China também faz parte, realizada na semana passada no Rio de Janeiro.

Dois dias antes, o presidente norte-americano também ameaçou os países do Brics com um novo tarifaço. O argumento do republicano foi o de que o grupo, segundo ele, estaria tentando enfraquecer os EUA e substituir o dólar como moeda padrão global.

“Qualquer país que fizer parte do Brics receberá uma tarifa de 10%, apenas por esse motivo”, disse, acrescentando que a medida deve ser implementada “muito em breve”. “Se eles quiserem jogar esse jogo, tudo bem. Mas eu também sei jogar.”

Batalha comercial com a China

A China também travou uma batalha tarifária com os Estados Unidos no início do ano que terminou em uma luta de forças entre Pequim e Washington no quadro geopolítico mundial. Em abril, quando Trump anunciou aumento de tarifas a produtos de uma série de países, os produtos chineses receberam uma das taxas mais altas, de 34%.

Ao contrário da maioria dos governos, que costuraram acordos com Washington, Pequim retaliou, aumentando impostos a produtos dos EUA. Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, iniciaram então uma “batalha” de retaliações, com aumentos mútuos de tarifas que chegaram a 145% para produtos chineses que entram nos EUA e 125% para os bens norte-americanos importados pela China.

Em maio, após o governo chinês dar a última cartada na guerra tarifária, Washington propôs negociações, e os dois países chegaram a um acordo, reduzindo as tarifas para 30% no caso de produtos chineses nos EUA, e 10% para produtos norte-americanos na China.

Novo tarifaço

Na quarta-feira (9), em anúncio que surpreendeu inclusive a Casa Branca, Trump publicou em suas redes sociais uma carta pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em que anunciava uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos.

A nova taxa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

Ao justificar a elevação da tarifa sobre o Brasil, Trump citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).

Após o anúncio, o presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

O petista declarou ainda que o processo judicial contra os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 é de competência exclusiva da Justiça brasileira.

Na carta pública, Donald Trump afirmou, sem provas, que sua decisão de aumentar a taxa sobre o país também foi tomada “devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

O petista declarou ainda que o processo judicial contra os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 é de competência exclusiva da Justiça brasileira. Além disso, o governo brasileiro disse a representantes da embaixada dos EUA que irá devolver a carta de Trump. (leia mais abaixo)

No documento, o republicano afirmou, sem provas, que sua decisão de aumentar a taxa sobre o país também foi tomada “devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

Segundo o documento, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA”, independentemente das tarifas setoriais existentes. Produtos como o aço e o alumínio, por exemplo, já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira.

Ao justificar a medida, Trump também afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é “injusta”. “Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco”, escreveu.

“Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os EUA. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”, disse Trump na carta a Lula.

Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram o contrário. O Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações.

Ao longo desse período, as vendas americanas ao Brasil superaram as importações em US$ 90,28 bilhões (equivalente a R$ 493 bilhões na cotação atual), considerando os números até junho de 2025.

Fonte: G1



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Internacional

Estaleiros chineses impulsionam frota global de GNL (gás natural liquefeito)

Os estaleiros chineses estão se posicionando para alcançar, em 2025, um recorde na entrega de navios para o transporte de Gás Natural Liquefeito (GNL). Esse combustível — o fóssil de crescimento mais rápido no mundo — impulsiona projetos-chave para as cadeias logísticas energéticas.

Um dos principais estaleiros do país entregará dez metaneiros em 2025, como parte de uma carteira de 60 navios avaliada em 21 bilhões de dólares, com entregas programadas até 2031. No cenário global, a frota operacional já supera 830 unidades, e mais de 100 novas entregas são esperadas em 2025.

Um dado logístico relevante é a redução do tempo de construção para 15 meses por unidade, graças a uma cadeia de suprimentos nacional que cobre 80% dos componentes. Isso melhora a previsibilidade e a eficiência nas entregas, consolidando a China como um ator-chave na expansão dessa frota estratégica. O país passará de representar 7% para 15% da frota global de GNL — embora ainda atrás da Coreia do Sul.

Na América Latina, a Argentina avança no desenvolvimento de unidades flutuantes de liquefação vinculadas a estaleiros asiáticos. Elas permitirão a exportação de gás de Vaca Muerta a partir de 2027, integrando o país às rotas internacionais de GNL e dinamizando sua infraestrutura portuária e terrestre.

O crescimento da frota de GNL implica desafios logísticos nos portos de destino, que precisarão se adaptar aos requisitos técnicos desses navios. Além disso, reforça o papel do transporte marítimo na transição energética global, com implicações diretas para portos, rotas e regulamentações.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Internacional

Preços ao consumidor na China sobem pela primeira vez em cinco meses

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio

Os preços ao consumidor na China subiram pela primeira vez em cinco meses em junho, enquanto a deflação ao produtor piorou, conforme a economia enfrenta incertezas sobre uma guerra comercial global e uma demanda interna fraca.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio, mostraram os dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira, acima da previsão de uma pesquisa da Reuters de estabilidade dos preços.

O índice caiu 0,1% na base mensal, ante uma queda de 0,2% em maio, e em linha com as previsões dos economistas de queda de 0,1%.

Já o índice de preços ao produtor caiu 3,6% em junho ante o ano anterior, pior do que a queda de 3,3% em maio e a maior deflação desde julho de 2023.

Isso se comparou com a expectativa de uma queda de 3,2% na pesquisa da Reuters.

Fonte: InfoMoney


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Logística

“Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil”, diz secretário de Transporte Ferroviário

Em entrevista ao NeoFeed, Leonardo Ribeiro diz que objetivo da estatal chinesa é analisar logística multimodal do País para participar de concessões que levem exportações brasileiras para a China

O anúncio da assinatura de um memorando entre governo brasileiro e a China Railway Economic and Planning Research Institute – braço da China State Railway Group, maior empresa ferroviária pública do mundo –, agendado para esta segunda, 7 de julho, em Brasília, chamou a atenção por citar como objetivo a realização de pesquisa e planejamento sobre um “sistema de transporte integrado no Brasil”.

Desde que as primeiras negociações de uma parceria entre os dois países ganharam força, em abril, com a vinda de uma comissão chinesa para analisar algumas obras ferroviárias, a percepção entre especialistas do setor é que o objetivo do governo brasileiro era obter apoio técnico e financeiro dos chineses para viabilizar a rota bioceânica – um corredor logístico de 4.400 km que começa no porto de Ilhéus, no Atlântico, e vai até o porto de Chancay, no Pacífico.

A possível obra, criticada por especialistas pelo alto custo, na verdade é apenas uma das possibilidades que podem surgir dessa parceria.

Em entrevista ao NeoFeed, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, principal gestor da área no Ministério dos Transportes, disse que a parceria tem planos ainda mais ousados.

“Eles querem avaliar toda a logística de cargas do País para saber qual a melhor alternativa para escoar as exportações brasileiras para a China”, diz Ribeiro. “Querem estudar todas as alternativas, inclusive a possibilidade de um sistema integrado multimodal, envolvendo ferrovia, rodovia e hidrovia.”

Ribeiro explicou que a parceria prevê confidencialidade dos dados compartilhados e será fundamental para o Brasil em dois aspectos. Por um lado, ajudará a pasta a criar um banco de informações sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas essencial na elaboração de um planejamento estratégico ferroviário.

Por outro, vai facilitar a entrada de empresas chinesas nas concessões ferroviárias: “Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, eles precisam dessas informações, como precisaram quando entraram nas concessões de energia.”

Leia a seguir outros trechos da entrevista, na qual Ribeiro revela detalhes do Plano Nacional de Ferrovias e a estratégia da pasta para atrair o setor privado para os leilões ferroviários:

O anúncio do memorando prevê a realização de pesquisa e planejamento sobre um sistema de transporte integrado no Brasil. Há outros projetos que o governo pretende incluir nessa parceria com os chineses, além dos estudos sobre a rota bioceânica?
Essa parceria sela um acordo histórico com o instituto de pesquisa ferroviária da China Railway, que conta com engenheiros e técnicos especializados. Como esse acordo prevê uma governança de confidencialidade de dados, vamos fazer em conjunto uma ampla pesquisa sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas focado em ferrovias, além do corredor bioceânico. Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, como entraram nas concessões de energia.

Que tipo de estudos estão previstos neste acordo?
Principalmente na área multimodal. Eles querem estudar não só o corredor bioceânico, mas como estamos escoando as cargas de ferrovias, rodovias, hidrovias e portos, a partir de Lucas do Rio Verde (MT). Querem analisar todas as rotas – subindo para o Arco Norte, em direção a Ilhéus (BA), para Santos e para Chancay. Ou seja, querem fazer um estudo integrado, pois eles estão interessados em saber da viabilidade de usar o Arco Norte; analisar o trecho de expansão da Ferrovia Norte-Sul; e o corredor FICO-FIOL, fazendo transporte do centro do País até o Atlântico. Esse corredor FICO-FIOL é o principal corredor estratégico, pois corta o País de norte a sul e de leste a oeste, e tem muitos trechos concluídos.

Os chineses já visitaram as obras da FICO e FIOL em abril quando trouxeram uma delegação. Qual a avaliação deles?
Eles ficaram impressionados com a engenharia empregada nas obras. Esse corredor pode viabilizar a carga para o porto de Chancay, levando em consideração, inclusive, um sistema integrado multimodal, sem ser apenas por ferrovia. Ou seja, pode fazer transporte de carga ferroviária até Lucas do Rio Verde e completar por rodovia ou construir uma ferrovia seguindo o traçado das BRs até Chancay. Eles querem estudar todas as possibilidades.

“Os chineses querem estudar todas as alternativas de rotas para Chancay, por ferrovia e rodovia”

A eventual construção da rota bioceânica recebeu muitas críticas de parte dos especialistas. Queria que o senhor alinhasse argumentos a favor desse projeto.
Estamos selando uma parceira com os maiores especialistas em ferrovias do mundo. A china tem a indústria ferroviária mais avançada do planeta. Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil. Sabemos que ferrovia transporta de forma mais eficiente, mas demanda mais custos para construção. Por isso os chineses querem avaliar a distância de transporte da carga do centro do País para os portos do Atlântico – Arco Norte, Ilhéus e Santos. A distância do Mato Grosso para o Atlântico é mais curta do que para Chancay. Mas a distância marítima de Chancay para a China é menor do que de Santos a Xangai. Isso é que precisa ser avaliado. Além dessa conta, precisamos estudar o traçado e o investimento necessário para implantar uma ferrovia, num contexto de recursos escassos.

É isso que os chineses querem estudar?
Sim, não é apenas o corredor bioceânico, mas outras saídas. Esse estudo não só vai permitir que os chineses entrem no setor de transporte com informações e segurança jurídica, como estabelecer o custo-benefício para transportar carga até Chancay.

Há críticas ao risco de a rota bioceânica levar à perda de autonomia estratégica logística do Brasil para a China. Como o senhor vê essa questão?
Há muito desconhecimento nesse quesito. O governo tem vários instrumentos para fazer política externa, tarifária e de proteção. Por exemplo, temos a Camex, que é a Câmara de Comércio Exterior, e instituições à disposição do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que podem reduzir esse risco. Precisamos pensar de uma forma transversal. Do ponto de vista da logística do transporte, precisamos de investimento privado, de parceiros e de projetos viáveis. O meu papel aqui é fazer parcerias para atrair investidores, com estratégia de financiamento. Ou seja, é uma discussão que não é só do Ministério de Transportes, envolve visão de Estado e de governo. Fizemos apenas três leilões nos últimos 30 anos, e um deles deu errado.

Qual leilão, o da FIOL?
Isso, a FIOL 1 foi concedida em 2021 e deu errado em quatro anos. Não teve um banco de projetos, funding, planejamento, não teve nada. Tenho até um lema: a pressa é inimiga da concessão. O setor ferroviário exige muitos recursos. A estratégia de fazer obra pública para depois conceder, até funciona. Mas obras no setor ferroviário demoram muitos anos, e a eficiência da obra pública é menor em comparação com o setor privado.

Como reverter esse gargalo?
Estamos criando uma estratégia baseada no aporte de viabilidade: em vez do governo, o privado é quem faz, vai lá e constrói – e o governo concede recursos. Está funcionando na Ásia, em especial na Índia e Indonésia. Eles fazem o chamado viability gap funding (VGF). Quando você constrói uma ferrovia, não tem infraestrutura pronta. Esse tempo de construção acaba comprometendo a viabilidade do projeto do ponto de vista econômico-financeiro. Assim, o governo vai aportar recursos e o privado entra. O interessante é que esse aporte tem de ser na medida do necessário porque os recursos são finitos. Ou seja, precisa aportar da forma mais eficiente possível.

“Estamos criando uma estratégia na qual o governo aporta os recursos e o setor privado faz a obra ferroviária”

O setor privado tem demonstrado interesse?
Sim, para fundos de investimento, por exemplo, é uma boa alternativa. Porque o fundo pode participar do projeto, com funding, aproveitando essa parceria público-privada, e depois que ficar pronto pode passar para um grupo logístico. Com isso, consegue valorizar e tem um ganho.

Essa parceria com os chineses pode impulsionar o Plano Nacional de Ferrovias?
O plano já está em execução. Basicamente, é um corredor Norte-Sul e Leste-Oeste, separando o País em quatro eixos. Para cada empreendimento, estamos buscando soluções.

Qual a estratégia para viabilizar o Plano Nacional de Ferrovias?
Criamos um tripé. Assim como o governo FHC criou um tripe macroeconômico – câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e meta de inflação -, pensamos num tripé para levantar recursos para desenvolver o setor ferroviário. Estamos criando uma estratégia de funding, pois só aportes do governo não resolvem. Criamos um banco de projetos, essencial para fazer estudos que vão indicar a engenharia e o aporte necessários para tomar decisões. Para completar esse tripé, temos um portfólio normativo, que vai tornar os projetos mais viáveis.

Do que consiste esse portfólio normativo?
O objetivo é induzir a utilização do real estate para reduzir a necessidade de aporte, usando os ativos da faixa de domínio e as receitas alternativas com o setor imobiliário, para trazer recursos para dentro dos projetos ferroviários. Vamos anunciar também uma nova política para material rodante. Até agora, locomotiva e vagão são considerados bens reversíveis. Por que o governo quer receber daqui a 30 anos uma sucata? Por que isso não fica com o privado? A ideia é induzir o operador a não comprar, mas alugar. O tripé, portanto, prevê estratégia de funding, banco de projetos e política pública para tornar esses projetos mais atrativos.

Fonte: NeoFeed

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Negócios

Mato Grosso na rota do Pacífico: acordo entre Brasil e China impulsiona Ferrovia Bioceânica

Novo corredor ferroviário prevê ligar Mato Grosso ao Oceano Pacífico, ampliando exportações e reduzindo custos logísticos

Mato Grosso deve se tornar um dos principais pontos de conexão do Brasil com o mercado asiático. Um acordo firmado nesta segunda-feira (7) entre o Governo Federal e o Instituto de Planejamento da China State Railway Group marca o início dos estudos para viabilizar a Ferrovia Bioceânica — corredor ferroviário que promete ligar o país ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru.

O memorando de entendimento foi assinado pelo Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., e representa um avanço estratégico na integração logística sul-americana.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Conforme o Ministério dos Transportes, equipes técnicas do Brasil e China desde então realizam análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

A Fiol (Ferrovia Integração Oeste-Leste) liga Ilhéus, na Bahia, a Mara Rosa, no estado de Goiás. Já a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), cujas obras já alcançaram 39% de execução, como destacado recentemente pelo Canal Rural Mato Grosso, vai de Mara Rosa até Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, em um percurso de 888 quilômetros.

Com potencial para transformar a matriz de exportações do agronegócio mato-grossense, o projeto visa impulsionar o escoamento da produção de grãos e minerais da região, encurtando o caminho até a Ásia e reduzindo a dependência de portos do Sudeste e Sul do país.

A assinatura do memorando é considerada “um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária”, conforme o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Para o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, a “parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”.

Ainda durante a assinatura do memorando, o secretário Leonardo Ribeiro ressaltou que “o Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Negócios

Brasil e China firmam parceria estratégica para integração ferroviária continental

Memorando assinado nesta segunda (7) marca avanço na integração logística sul-americana e amplia cooperação internacional no setor. Corredor ligará Brasil e Peru

Governo Federal deu mais um passo rumo à modernização da infraestrutura de transportes do país. Nesta segunda-feira (7), o Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., firmou um memorando de entendimento com o Instituto de Planejamento e Pesquisa Econômica da China State Railway Group, braço estratégico da maior empresa pública ferroviária do mundo.

Durante a cerimônia, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, ressaltou a relevância estratégica da parceria. “Celebramos hoje a assinatura deste memorando de entendimento, um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária. Este não é apenas um gesto formal, é o primeiro passo de uma jornada técnica, institucional e diplomática que visa aproximar continentes, reduzir distâncias e fortalecer laços entre nações que compartilham uma visão de longo prazo”, afirmou.

O acordo prevê a realização de estudos conjuntos para avaliar a viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico, ligando o Brasil ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru. A proposta busca reposicionar o país no comércio internacional, promovendo ganhos logísticos, econômicos e ambientais, especialmente para as exportações brasileiras com destino ao mercado asiático.

O secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Casa Civil, Maurício Muniz, destacou que o projeto integra uma diretriz definida pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, dentro da nova agenda de cooperação estratégica entre os países.

“Tenho confiança que nossas instituições estão estruturadas e melhor organizadas, o Ministério dos Transportes e a Infra S.A., assim como o governo chinês, dando todo o suporte para que esses estudos dessa vez se concluam e tragam bons resultados para os nossos países”, destacou.

A diretora de Administração e Finanças da Infra S.A., Elisabeth Braga, enfatizou o papel da empresa no desenvolvimento técnico do projeto.

“Estamos iniciando uma parceria estratégica para construir os melhores estudos para alavancar a infraestrutura ferroviária no Brasil, em especial, esse estudo específico da conexão do continente americano na parte sul do continente. A Infra S.A. está pronta para desenvolver essa parceria”, ressaltou.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário Leonardo Ribeiro acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Desde então, equipes dos dois países vêm conduzindo análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

O projeto considera ainda a integração com outros modais, como rodovias e hidrovias, e está alinhado às diretrizes do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável pelo mapeamento das rotas bioceânicas na América do Sul. O objetivo é consolidar uma malha logística integrada, sustentável e conectada aos principais corredores comerciais do mundo.

Representando o lado chinês, o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, reforçou o compromisso da empresa com a cooperação.

“Esta parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”, disse.

Parceria global 

A parceria com a China insere o Brasil em uma nova dinâmica de planejamento estratégico de longo prazo. Com ampla experiência no setor ferroviário, a China State Railway Group é referência mundial em eficiência, inovação e velocidade de expansão. Apenas nos quatro primeiros meses de 2025, o sistema chinês transportou mais de 1,46 bilhão de passageiros, estabelecendo um novo recorde. A empresa opera a maior malha de trens de alta velocidade do planeta e acumula projetos de destaque internacional, como a ferrovia Jacarta–Bandung, na Indonésia.

O Brasil, por sua vez, fortalece sua agenda de integração regional e infraestrutura sustentável, alinhada aos princípios da cooperação Sul-Sul e às metas do Novo PAC. A expectativa é que os estudos em andamento deem suporte a futuros investimentos e concessões ferroviárias, contribuindo para reduzir o custo logístico e ampliar a eficiência do transporte de cargas no país.

“O Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”, concluiu o secretário Leonardo Ribeiro.

Também participaram da cerimônia representantes da Casa Civil, do Ministério do Planejamento e da Embaixada da China no Brasil.

Assista à reunião na íntegra no canal do Ministério dos Transportes no YouTube

Fonte: Ministério dos Transportes

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Internacional, Mercado Internacional

China estuda protocolos para rever restrições à carne de frango do Brasil, diz ministro

Afirmação é do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que teve reunião bilateral com o primeiro-ministro chinês no Brics. ‘Disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro’, contou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse neste domingo (6) durante a Cúpula do Brics que a China estuda um protocolo para rever as restrições à carne de frango brasileira.

As restrições foram impostas depois do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial no país, registrado em Montenegro (RS), em maio.

O ministro disse que ainda não há uma data para o fim das restrições.

“Eu tive a oportunidade, durante a bilateral do presidente Lula com o primeiro-ministro chinês [Li Qiang] para que eles pudessem, então, já rever o posicionamento de restrição. Ele disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro.”

Maior exportador de frango do mundo, o Brasil se declarou livre da doença em 18 de junho, depois de cumprir um prazo de 28 dias sem novos casos em aves comerciais.

Fávaro disse que a exportação e venda de carne de frango estão em um momento de recuperação no país. Segundo ele, a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o país como livre da gripe aviária, após caso registrado em São Paulo.

“Hoje, são nove mercados ainda restringindo o consumo da carne de frango brasileira, três deles não têm relação comercial. Portanto, são só seis que são importantes a gente retomar, de 20 e poucos países que restringiram a compra contra o caso ocorrido”, disse Fávaro.

Os bloqueios de exportação de carne são feitos para evitar a contaminação de granjas no exterior com material contaminado do Brasil, ainda que esta seja uma possibilidade remota.

⚠️ A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, reitera o Ministério da Agricultura. O Brasil nunca teve um caso de gripe aviária em humanos.

Taxar alimentos é taxar o combate à fome, diz ministro

Fávaro também falou sobre o multilateralismo e o fim do protecionismo econômico, outro tema em debate no Brics. Segundo ele, houve envio de cargas de carne bovina brasileira neste final de semana para a Indonésia.

“Nós já temos 387 novos mercados abertos para agropecuária brasileira, um recorde absoluto. Tivemos a oportunidade de, ontem [sábado], embarcarmos a primeira carga de carne bovina brasileira para a Indonésia, um mercado muito vantajoso, muito importante, e isso está gerando oportunidade para nossa agropecuária”, afirmou, em entrevista coletiva.

“Todos defendem o multilateralismo. O mundo não precisa de taxação, de protecionismo. Veja que absurdo. Taxar a exportação de alimentos é taxar o a combate à fome. É encarecer a comida no mundo.”

Fonte: G1

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China mantém sua influência no comércio global

A prolongada disputa entre os Estados Unidos e a China continua sendo um fator-chave na evolução do comércio e das cadeias de suprimentos globais.

Embora o debate sobre reduzir a dependência da manufatura chinesa esteja ganhando força entre as empresas ocidentais, a realidade mostra que essas ambições geopolíticas ainda não se traduziram em mudanças significativas.

De acordo com a Maersk, apesar do aumento das discussões sobre estratégias de relocalização ou “nearshoring” (produção mais próxima dos mercados consumidores), os fluxos comerciais ainda não indicam uma redução real do peso asiático no fornecimento global. No caso da Europa, por exemplo, as importações oriundas do Extremo Oriente não apenas permanecem elevadas, como também cresceram de forma constante nos últimos cinco anos — tanto em volume quanto em participação sobre o total importado.

A empresa dinamarquesa atribui essa tendência a condições de manufatura ainda muito favoráveis na Ásia, especialmente na China. Fatores como a deflação dos preços ao produtor e a dinâmica cambial impulsionaram a competitividade das exportações do país. Em 2024, as importações europeias do Extremo Oriente representaram 51% do total, contra 49% em 2019, reforçando o protagonismo asiático nas rotas comerciais, mesmo sob pressões políticas para diversificar as origens.

Desvinculação parcial

Em contraste, os Estados Unidos têm mostrado avanços rumo a uma desvinculação parcial. Segundo a Maersk, muitos grandes importadores norte-americanos vêm trabalhando deliberadamente para reduzir sua dependência da China — especialmente em setores como têxteis e calçados. No entanto, segmentos como o de artigos para o lar ainda mantêm forte exposição à manufatura chinesa devido à complexidade e escala dos processos produtivos.

A empresa ressalta que essa não é uma resposta tática, mas uma estratégia de longo prazo voltada a fortalecer a resiliência das cadeias de suprimento. O objetivo é garantir a continuidade operacional diante de cenários geopolíticos instáveis. Ainda assim, os desafios persistem: em maio, os EUA registraram uma queda de 1,8% na demanda por bens duráveis, enquanto a confiança do consumidor apresenta sinais de enfraquecimento.

A Maersk antecipa que qualquer mudança nesse cenário terá impacto direto não apenas sobre o comércio bilateral entre EUA e China, mas também sobre a dinâmica geral do comércio global.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Logística, Portos

Porto do Pecém inaugura rota direta para a China e acelera comércio entre Brasil e Ásia

Com a nova rota direta para a China, Porto do Pecém reduz tempo de transporte e impulsiona a economia do Nordeste

O Porto do Pecém, no Ceará, é o mais movimentado da Região Nordeste do Brasil, com cerca de 20 milhões de toneladas de carga por ano. Desde abril, uma nova rota direta entre o Pecém e a China tem proporcionado uma grande redução no tempo de transporte entre os dois países.

Operada pela MSC, a rota agora transporta cerca de 1,2 mil contêineres anualmente, de acordo com Max Quintino, diretor da autoridade portuária do Pecém.

A expectativa é que o volume movimentado cresça 10%, beneficiando o comércio bilateral e impulsionando a economia local.

Impacto econômico e logístico da nova rota

Antes da inauguração dessa rota direta, as mercadorias chinesas passavam por uma longa jornada pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, até o Porto de Santos, em São Paulo, antes de seguir para o Nordeste. Agora, a nova rota atravessa o Canal do Panamá, encurtando a viagem em cerca de 30 dias e reduzindo significativamente os custos logísticos. [Grifar] Isso tem um impacto direto na eficiência das entregas, beneficiando produtores e empresários brasileiros que dependem de importações rápidas.

Entre os produtos importados via Pecém estão aço, máquinas, materiais elétricos e plásticos. Já as exportações incluem pedras ornamentais, castanhas, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados e têxteis. A nova rota também tem o efeito de reduzir o tempo de envio do Ceará para a China em aproximadamente 14 dias, o que reforça ainda mais o comércio entre as duas regiões.

Infraestrutura e crescimento do Porto do Pecém

O Pecém não é apenas um porto, mas um complexo industrial que inclui uma zona de processamento de exportações e fábricas de grande porte. Em 2025, os primeiros quatro meses registraram um crescimento de 37% no transporte de contêineres e uma alta de 12,4% na movimentação total de cargas em relação ao ano anterior. Segundo André Magalhães, diretor comercial do complexo, isso demonstra a capacidade de o porto atender a uma demanda crescente e ampliar sua participação no comércio global.

A nova rota inclui escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Xangai e Qingdao, o que beneficia diretamente empresas brasileiras de logística que aumentam suas importações do país asiático. Tiago Abreu, diretor-geral da CTI Fracht no Ceará, destaca que a nova rota, que evita transbordos e congestionamentos portuários, facilita operações logísticas mais rápidas e confiáveis.

Impactos no comércio de frutas e outros produtos

O melão, exportado pela Fazenda Formosa, no Rio Grande do Norte, foi a primeira fruta brasileira autorizada para exportação à China. Luiz Barcelos, proprietário da fazenda, acredita que o novo trajeto pode levar à transferência do embarque para o Pecém, pois a redução no tempo de transporte preserva a qualidade do produto e diminui custos logísticos, o que beneficia os exportadores.

No gabinete da direção portuária do Pecém, é possível encontrar símbolos recebidos de delegações chinesas, como uma pintura da Rota Marítima da Seda e o caractere chinês para “felicidade”. Segundo Max Quintino, o objetivo é atrair mais empresas chinesas para a construção e operação do porto, além de aprimorar a eficiência da nova rota e dos serviços de importação e exportação entre os dois países.

Fonte: Exame

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