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Aeroporto Santos Dumont é liberado após acidente com jatinho e suspensão de voos

O Aeroporto Santos Dumont, na região central do Rio de Janeiro, voltou a operar normalmente após a retirada de um jatinho que saiu da pista durante um pouso. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a pista foi liberada às 23h de quinta-feira (27).

O incidente ocorreu por volta das 16h10, quando um Embraer Phenom, de prefixo PSVEE – E50P, derrapou durante o pouso e acabou atingindo o gramado localizado na lateral da pista.

A aeronave transportava apenas o piloto e um tripulante. Nenhum dos dois ficou ferido. O modelo tem capacidade para até cinco passageiros.

Equipes de emergência foram acionadas

Logo após o incidente, o Plano de Emergência do Aeroporto Santos Dumont foi colocado em prática. Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local para prestar apoio à ocorrência.

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também compareceram ao aeroporto e iniciaram os procedimentos para apurar as circunstâncias que levaram à saída da aeronave da pista.

As causas do incidente ainda serão investigadas pelas autoridades responsáveis.

Acidente provoca cancelamentos e mudanças de voos

A interrupção das operações provocou impactos na movimentação do Aeroporto Santos Dumont ao longo da noite.

Durante o período em que pousos e decolagens ficaram suspensos, 15 voos foram transferidos para o Aeroporto Internacional do Galeão, enquanto outros 71 voos acabaram cancelados em decorrência do incidente.

A suspensão das atividades também gerou transtornos para os passageiros. Centenas de pessoas permaneceram durante horas no aeroporto aguardando a retomada das operações ou alternativas para chegar aos destinos previstos.

Com a retirada do jatinho e a liberação da pista, o Santos Dumont pôde voltar a receber pousos e decolagens.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Incidente grave em Guarulhos: avião da Gol e cargueiro da Atlas Air pousam quase ao mesmo tempo

Um incidente grave em Guarulhos envolvendo duas aeronaves de grande porte acendeu alerta no Aeroporto Internacional de São Paulo. A ocorrência envolveu um Boeing 737-800 da Gol Linhas Aéreas e um cargueiro Boeing 747-8F da Atlas Air, que realizaram pousos praticamente simultâneos em pistas paralelas.

Vídeos publicados por um canal especializado em aviação mostram as duas aeronaves lado a lado na fase de aproximação final, momento considerado crítico do voo. As imagens indicam que os aviões estavam muito próximos enquanto se preparavam para tocar o solo nas pistas 10R e 10L.

Aproximação final expôs perda de separação

Registros de plataformas de rastreamento de voos apontam que a separação mínima entre aeronaves — requisito essencial da segurança operacional na aviação civil — pode não ter sido mantida durante a aproximação.

A chamada separação regulamentar estabelece distâncias mínimas obrigatórias, sobretudo em etapas sensíveis como decolagem e pouso. A perda desse parâmetro eleva o nível de risco, ainda que não resulte em colisão ou danos materiais.

Por que Guarulhos não permite pousos simultâneos

O episódio ganhou maior repercussão porque o aeroporto de Guarulhos não possui homologação para pousos simultâneos em pistas paralelas.

Diferentemente de alguns terminais internacionais com maior espaçamento entre pistas, Guarulhos enfrenta limitações estruturais e operacionais. Entre os fatores estão:

  • Distância reduzida entre as pistas;
  • Rotas potencialmente conflitantes em caso de arremetida;
  • Relevo da região;
  • Intenso tráfego aéreo no principal hub do país.

Para que operações simultâneas sejam autorizadas, é necessária certificação técnica específica, além de condições operacionais compatíveis com os padrões internacionais de segurança — requisitos que não se aplicam ao aeroporto paulista.

Cenipa investiga incidente classificado como grave

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos abriu investigação para apurar as circunstâncias da ocorrência. O caso foi oficialmente enquadrado como incidente grave, classificação utilizada quando há risco significativo à segurança, mesmo sem registro de acidente.

As apurações devem avaliar pontos como:

  • Atuação do controle de tráfego aéreo;
  • Procedimentos operacionais adotados;
  • Comunicação entre pilotos e controladores;
  • Condições do fluxo aéreo no momento do fato.

A investigação segue em andamento e será concluída com a identificação das causas e, se necessário, a emissão de recomendações para reforço da segurança operacional.

CONFIRA O VÍDEO

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

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