Logística

Fábrica de celulose da Arauco terá logística com 60 mil caminhões

A construção da nova fábrica da Arauco em Inocência (MS) deve movimentar uma logística inédita no país, com o transporte de materiais e equipamentos em cerca de 60 mil caminhões. A operação cruza diversos países e integra equipamentos fornecidos pela empresa finlandesa Valmet, responsável pela tecnologia e pelo maquinário da unidade.

O empreendimento, apontado como a maior fábrica de celulose do mundo, soma investimentos estimados em R$ 25 bilhões e tem início de operação previsto para o final de 2027.

Equipamentos chegam de 18 países

Segundo o coordenador de logística da Valmet na América Latina, Cesar Augusto Hein, o contrato firmado para o projeto é o maior da história da companhia. A entrega inclui digestores, caldeiras de recuperação, evaporadores, forno de cal, sistemas de automação e outros equipamentos vindos de 18 países, como China, Alemanha, Estados Unidos, Taiwan e nações europeias.

Na região leste de Mato Grosso do Sul, a movimentação já é perceptível com a passagem de cargas de grandes dimensões. Algumas delas exigem autorizações especiais e escolta. O trajeto marítimo até o Brasil leva, em média, 50 dias.

Cargas ultrapassam 500 toneladas

Os materiais chegam pelos portos de Santos e Paranaguá. Entre os itens mais pesados está o balão da caldeira, cujo conjunto atinge 507 toneladas. Por causa do peso e das dimensões, o deslocamento terrestre ocorre a velocidade reduzida, em torno de 20 km/h.

A obra também envolve 20 mil toneladas de estruturas metálicas – 25% já entregues –, além de 6 mil toneladas de tanques (metade já recebida) e 6 mil toneladas de tubulações, das quais mil toneladas já estão no canteiro de obras.

O forno de cal reúne 22 peças produzidas no Brasil e oito importadas. A logística inclui ainda cerca de 3 mil contêineres e 1.100 cargas break-bulk.

Pico da logística será em 2026

A fase mais intensa do transporte deve ocorrer entre janeiro e maio de 2026, quando a expectativa é de aproximadamente 400 entregas por mês. Hein explica que a Valmet mobilizou 100 profissionais para coordenar toda a operação, batizada de Projeto Sucuriu, em referência ao rio que corta a região.

Capacidade produtiva e geração de empregos

A nova unidade será a quinta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul e terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano. No auge da obra, cerca de 14 mil trabalhadores devem estar envolvidos na construção. Após a inauguração, aproximadamente 6 mil empregos devem ser mantidos entre a planta industrial, a logística e a produção de eucalipto.

O projeto começou com a terraplanagem em meados do ano passado, e a construção foi oficialmente lançada em abril deste ano.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Perfilnews

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Exportação

Tarifaço dos EUA impacta 73,8% das exportações brasileiras, alerta CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos afeta 73,8% das exportações do Brasil, atingindo setores estratégicos como aço, alumínio, celulose e calçados. A entidade articula ações diplomáticas e técnicas para restabelecer a competitividade do país no comércio exterior.

Impacto direto sobre a indústria nacional

Segundo levantamento da CNI, o chamado “tarifaço” atinge 6.033 produtos brasileiros atualmente sujeitos a tarifas adicionais. Apesar da recente ampliação da lista de exceções, com 39 novos produtos isentos — entre eles minerais críticos, metais preciosos e químicos industriais — o impacto sobre a indústria ainda é expressivo.

Alban reforça que a estratégia da CNI é manter o diálogo e evitar medidas de retaliação, preservando o ambiente de confiança entre os países. “Nosso objetivo é restabelecer previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, corrigindo distorções que afetam a indústria e o emprego”, explicou.

Missão a Washington e novas oportunidades

Durante missão liderada pela CNI em Washington, Alban destacou avanços no diálogo com interlocutores estratégicos e a abertura de oportunidades de cooperação em áreas como data centers, combustível sustentável de aviação (SAF) e minerais críticos. “Esses segmentos têm potencial real de gerar negócios de interesse mútuo e contribuir para a redução das tarifas”, pontuou.

O dirigente avalia que a retomada do diálogo direto entre os presidentes Lula e Donald Trump pode marcar uma nova fase nas relações bilaterais, baseada em cooperação, pragmatismo e resultados concretos.

Perspectivas e desafios internos

Além das questões comerciais, Alban destacou a necessidade de o Brasil enfrentar entraves internos que prejudicam a competitividade industrial, como a alta carga tributária e o custo da energia elétrica.
Ele criticou propostas de aumento de impostos, como a elevação do IOF, e elogiou a decisão do Congresso Nacional de barrar a Medida Provisória 1.303/2025, que, segundo ele, elevaria preços e prejudicaria o setor produtivo.

“O setor não pode ser penalizado com novas taxações. É urgente avançar na Reforma Tributária, criando um sistema simplificado e previsível, como o IVA, que trará mais racionalidade fiscal”, afirmou.

Energia e competitividade

A CNI também propõe mudanças estruturais para conter os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve ultrapassar R$ 49 bilhões em 2025 e pode chegar a R$ 60 bilhões em 2026.
Para Alban, o Brasil precisa “trazer disciplina de gastos à CDE” e limitar despesas para reduzir o preço da energia, considerada uma das mais caras do mundo.

“Temos uma matriz energética limpa e barata, mas pagamos uma das tarifas mais altas. É hora de corrigir essa distorção estrutural”, concluiu.

FONTE: Tribuna da Bahia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação, Industria, Informação, Inovação, Investimento, Tecnologia

Puxadas pela celulose, exportações cresceram 25% em MS

As exportações da indústria de transformação de Mato Grosso do Sul cresceram 25% de janeiro a novembro de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023, totalizando um aumento de US$ 4,74 bilhões para US$ 5,93 bilhões em valor e de 7,66 milhões de toneladas para 8,54 milhões de toneladas em volume.

Os principais produtos exportados incluem celulose, carne bovina, farelos de soja e açúcares.

Em novembro de 2024, houve um aumento de 21,34% no valor total exportado, apesar de uma queda de 3,2% na produção industrial em relação ao mesmo mês do ano anterior. O setor de transformação, responsável por grande parte da movimentação econômica do estado, registrou um crescimento acumulado de 7,4% no ano, enquanto as indústrias extrativas enfrentaram uma retração significativa.

Entre os destaques, a fabricação de celulose, papel e produtos de papel apresentou alta de 5,8% no acumulado do ano. Já o segmento de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis registrou crescimento de 4,8% no acumulado anual e 5,4% nos últimos 12 meses.

Os dados são da Carta de Conjuntura da Indústria de janeiro de 2025, divulgada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base na PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal) do IBGE.

O bom desempenho está alinhado à liderança de produtos como celulose, carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, farelos de soja, açúcares e melaços, e gorduras e óleos vegetais.

Somente em novembro de 2024, a indústria sul-mato-grossense, na totalização de seus setores, registrou alta de 21,34% no valor total exportado, saindo de US$ 5,09 bilhões para US$ 6,17 bilhões. Já a produção industrial no período teve queda de 3,2% em comparação ao mesmo mês de 2023.

O setor de transformação é responsável por boa parte da movimentação econômica de Mato Grosso do Sul e registrou crescimento de 7,4% no acumulado do ano.

As indústrias extrativas tiveram retração de 23% no acumulado do ano e de 22,6% nos últimos 12 meses.

Fonte: Aconteceu MS
Puxadas pela celulose, exportações cresceram 25% em MS — AconteceuMS

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Portos

Comércio marítimo brasileiro cresce 2,2% em 2024, a US$ 492,5 bi, diz ATP

Os portos brasileiros consolidaram sua posição como motores do comércio exterior no ano passado, sendo responsáveis por 97,2% do volume total de exportações e importações

Levantamento da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) mostra que a corrente de comércio brasileira via marítima somou US$ 492,5 bilhões em 2024, registrando um crescimento de 2,24% em comparação com 2023, enquanto a balança comercial brasileira via marítima recuou 12,9% na mesma comparação.
A corrente comercial é a soma das exportações com as importações, já a balança comercial, ou saldo, é a diferença entre as vendas e as compras externas. No caso brasileiro, o saldo é positivo. Segundo o estudo feito pela Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento da entidade e obtido com exclusividade pelo Broadcast, os portos brasileiros consolidaram sua posição como motores do comércio exterior no ano passado, sendo responsáveis por 97,2% do volume total de exportações e importações. Em valor FOB (Free On Board), a representatividade foi de 82,1%.

“Para sustentar esse protagonismo, investimentos contínuos em infraestrutura e eficiência serão cruciais, garantindo que o Brasil mantenha sua competitividade e explore novas oportunidades no mercado internacional”, ressalta o presidente da ATP, Murillo Barbosa.

De acordo com a ATP, a balança comercial brasileira foi pressionada no ano passado pelo aumento das importações e pela queda no valor médio de commodities-chave, como soja (-16,5%), combustíveis minerais (-4,07%) e minérios (-3,06%). Por outro lado, alguns produtos brasileiros ganharam destaque no cenário internacional.

“O café, por exemplo, registrou um crescimento impressionante de 52,7% em valor FOB, impulsionado por uma alta tanto na quantidade exportada quanto nos preços médios. A celulose também apresentou resultados positivos, com um aumento de 34,8% no mesmo indicador, consolidando-se como um dos principais itens da pauta exportadora do País”, informa a ATP.

A associação reúne 35 empresas de grande porte e congrega 69 Terminais privados no Brasil. Juntas, as associadas movimentam 60% da carga portuária brasileira e respondem pela geração de 47 mil empregos diretos e indiretos.

FONTE: CNN Brasil
Comércio marítimo brasileiro cresce 2,2% em 2024, a US$ 492,5 bi, diz ATP | CNN Brasil

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