Informação

Milho sobe mais de 5% em Chicago na semana e analista aponta espaço para novas altas

Os preços futuros do milho encerraram a sexta-feira (28) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Com o avanço registrado no último pregão da semana, as principais posições do cereal acumularam ganhos superiores a 5% no período.

Para Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, três fatores vêm dando sustentação às cotações do milho e podem continuar favorecendo o mercado nos próximos dias.

Estoques dos EUA menores sustentam o milho em Chicago

Um dos principais pontos de suporte está relacionado ao relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no início de agosto.

O órgão reduziu a estimativa para os estoques de milho norte-americanos ao fim da temporada 2026/27, de 46 milhões para 41 milhões de toneladas em 31 de agosto de 2027.

A perspectiva de uma oferta mais apertada nos Estados Unidos ajuda a manter os compradores ativos e dá sustentação aos preços negociados na CBOT.

Clima ameaça potencial produtivo da safra americana

Outro fator observado pelo mercado é o risco de redução da produtividade da safra de milho dos Estados Unidos em razão das condições climáticas.

Enquanto algumas áreas do Cinturão do Milho enfrentam períodos de seca, outras registram excesso de chuvas. O cenário aumenta as preocupações com o potencial produtivo da temporada.

O relatório mais recente da expedição Pro Farmer apontou uma produção norte-americana aproximadamente 16 milhões de toneladas inferior à estimativa atualmente considerada pelo USDA.

Conflitos entre Rússia e Ucrânia também dão suporte

As tensões entre Rússia e Ucrânia formam o terceiro elemento citado pelo analista como importante para o comportamento das cotações.

A intensificação dos conflitos compromete o fluxo de grãos no Leste Europeu, reduzindo a disponibilidade de produtos no mercado internacional. A Rússia tem papel relevante nas exportações de trigo, enquanto a Ucrânia é um dos principais fornecedores globais de milho.

Na avaliação de Rafael, o cenário ainda favorece a continuidade da valorização do cereal. Uma mudança nessa perspectiva poderia ocorrer caso o relatório de oferta e demanda do USDA de setembro não confirme uma redução na produtividade dos Estados Unidos ou se houver uma diminuição das tensões na região.

Milho acumula alta de até 5,84% em Chicago

Na CBOT, o contrato setembro/26 terminou cotado a US$ 5,12 por bushel, com alta de 1,75 ponto. O dezembro/26 avançou 3 pontos, para US$ 5,36, enquanto março/27 subiu 4 pontos, a US$ 5,51. O maio/27 também ganhou 4 pontos, encerrando a US$ 5,57.

Na comparação com o fechamento de quinta-feira (27), os ganhos foram de:

  • Setembro/26: +0,34%;
  • Dezembro/26: +0,56%;
  • Março/27: +0,73%;
  • Maio/27: +0,72%.

No acumulado da semana, as altas chegaram a:

  • Setembro/26: +5,84%;
  • Dezembro/26: +5,51%;
  • Março/27: +5,30%;
  • Maio/27: +5,09%.

B3 acompanha movimento positivo, mas em ritmo menor

O milho na B3 também terminou a sexta-feira em território positivo. Entretanto, o avanço dos contratos brasileiros foi mais moderado que o observado em Chicago.

Segundo Rafael, a valorização da CBOT acaba influenciando o mercado brasileiro, embora os ganhos na B3 sejam menores e o mercado físico de milho apresente uma reação ainda mais contida.

Os contratos encerraram o pregão com os seguintes valores:

  • Setembro/26: R$ 71,45, alta de 0,31%;
  • Janeiro/27: R$ 81,00, avanço de 0,27%;
  • Março/27: R$ 83,01, alta de 0,25%;
  • Maio/27: R$ 81,01, queda de 0,05%.

Na semana, os contratos acumularam altas de 0,21% para setembro/26, 0,95% para janeiro/27, 1,90% para março/27 e 1,26% para maio/27.

Preços de R$ 82 a R$ 83 por saca são vistos como oportunidade

Mesmo diante da expectativa de novas altas, o analista considera que os produtores devem avaliar oportunidades de comercialização.

Para a safra de verão 2026/27, negócios entre R$ 82,00 e R$ 83,00 por saca são considerados interessantes em termos de margem. Muitos produtores, porém, continuam segurando a produção na expectativa de uma valorização adicional.

Demanda brasileira deve continuar firme

A perspectiva para a demanda por milho brasileiro também contribui para dar sustentação aos preços.

A indústria de ração animal e o setor de etanol de milho devem manter um consumo elevado do cereal, enquanto as exportações seguem como outro importante componente da demanda.

De acordo com Rafael, os line-ups dos portos brasileiros para as próximas semanas já indicam aproximadamente 4 milhões de toneladas de milho programadas para embarque.

Mercado físico registra altas em várias regiões

No mercado físico, a saca de milho também apresentou valorização em diferentes praças brasileiras no encerramento da semana.

Levantamento da equipe do Notícias Agrícolas identificou altas nos preços em Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Tangará da Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT), Jataí (GO), Rio Verde (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA), Campinas (SP) e Porto de Santos (SP).

O movimento reforça o cenário de firmeza observado tanto nos mercados futuros quanto nas negociações físicas do cereal.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

Trigo dispara mais de 6% em Chicago com tensão no Mar Negro; milho e soja também sobem

Os preços dos principais grãos negociados em Chicago registraram forte valorização nesta quarta-feira (26). O trigo liderou o movimento, com alta superior a 6%, em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e aos riscos para o fluxo de exportações pelo Mar Negro.

A reação também atingiu milho e soja, sustentados pela disparada do trigo e pelas preocupações com a oferta global de commodities agrícolas.

Trigo lidera alta entre os grãos

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros de trigo encerraram o pregão com ganhos acima de 6%. O vencimento para dezembro fechou a US$ 7,48 por bushel, enquanto o contrato para maio terminou em US$ 7,71.

O milho também avançou mais de 2% e renovou máximas de vários anos. Já a soja subiu mais de 1,5%, enquanto o farelo de soja terminou a sessão com valorização superior a 2,5%.

Para Eduardo Vanin, Sênior Agriculture Strategist da Marex e analista de mercado da Agrinvest, o mercado ainda pode não ter incorporado totalmente os impactos da crise logística na região.

“O mercado de grãos ainda não precificou todo o choque logístico na região do Mar Negro”, afirmou Vanin ao Notícias Agrícolas.

Mar Negro volta ao centro das preocupações

O principal fator por trás da disparada do trigo é o agravamento do conflito no Mar Negro. Rússia e Ucrânia estão entre os maiores exportadores mundiais de cereais, e os ataques contra portos e estruturas ligadas ao comércio agrícola elevaram as preocupações sobre o abastecimento internacional.

Os ataques realizados pelos dois países já provocaram interrupções e atrasos em embarques, segundo informações divulgadas ao longo da semana. O momento é particularmente sensível porque coincide com uma importante etapa da temporada de exportações da região.

A ausência de avanços efetivos nas negociações para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia também contribui para manter elevado o prêmio de risco embutido nos preços dos grãos.

Ataque a navio amplia risco logístico

Segundo a Bloomberg, a MSC Mediterranean Shipping Co., maior empresa mundial de transporte marítimo de contêineres, interrompeu imediatamente novas reservas de embarques com origem ou destino no porto russo de Novorossiysk depois que um de seus navios foi atingido por um drone.

Outras estruturas russas também teriam sido alvo de ataques recentes, incluindo instalações de armazenamento e refinarias de petróleo. O aumento das ocorrências amplia as incertezas sobre a segurança da infraestrutura e das rotas de transporte na região.

Conflito também afeta mercado de farelo

Embora o trigo seja o produto mais diretamente exposto aos riscos do conflito, os efeitos se propagam para outras commodities.

Um dos principais canais de impacto sobre a soja é o mercado de farelo de girassol. Rússia e Ucrânia têm participação relevante nesse segmento e, juntas, respondem por cerca de 60% das exportações globais do produto.

Para a temporada 2026/27, as estimativas apontam exportações de aproximadamente 3,30 milhões de toneladas pela Ucrânia e 2,80 milhões pela Rússia, em um mercado mundial calculado em cerca de 10,25 milhões de toneladas.

Processamento ucraniano entra no radar

O avanço dos ataques também ameaça a indústria de processamento localizada no sul da Ucrânia. Relatos divulgados localmente indicam paralisações em unidades de extração de óleo e dificuldades para o transporte marítimo de farelo e óleo vegetal.

Esse cenário pode alterar o equilíbrio do mercado de proteínas para alimentação animal. O farelo de girassol compete diretamente com o farelo de soja nas formulações de ração.

Com parte da oferta ameaçada por problemas de produção e logística, compradores, principalmente na Europa, podem recorrer a fornecedores alternativos ou ampliar o uso de farelo de soja.

Soja ganha suporte com mudança na demanda

A possibilidade de menor disponibilidade de farelo de girassol pode favorecer a demanda internacional pelo produto derivado da soja.

Ao mesmo tempo, uma eventual redução na produção de milho dos Estados Unidos tende a apertar o balanço entre oferta e demanda no país e aumentar a disputa por ingredientes utilizados na alimentação animal.

Nesse contexto, o farelo de soja pode ganhar espaço como fonte de proteína. A valorização do milho, por sua vez, eleva os custos de produção de ração e altera a competitividade entre os diferentes componentes utilizados pela indústria.

Milho também encontra apoio nos fundamentos

Além dos efeitos provocados pela crise geopolítica, o milho conta com fatores próprios para sustentar os preços.

As dúvidas sobre o tamanho da safra norte-americana cresceram após os resultados recentes do Pro Farmer Crop Tour e diante da piora das condições das lavouras indicada pelo USDA.

O mercado já havia registrado novas máximas de contrato na terça-feira. Na sessão seguinte, os futuros avançaram novamente e atingiram níveis que não eram observados havia vários anos.

Prêmio de risco permanece nos preços agrícolas

Com portos, terminais, unidades de processamento e rotas marítimas sob ameaça, o Mar Negro volta a ocupar posição central na formação dos preços internacionais das commodities agrícolas.

Enquanto persistirem as incertezas relacionadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia, o mercado tende a manter um prêmio de risco sobre trigo, milho e soja.

No caso da soja, a influência ocorre por diferentes caminhos: desde a valorização de trigo e milho até uma possível redução na oferta de farelo de girassol, cenário que pode estimular a procura pelo farelo de soja no mercado global.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agricultura

Preços do milho sobem em Chicago com piora das lavouras nos EUA

Os preços do milho ganharam força na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (25), com os contratos futuros registrando altas próximas de 2%. O movimento foi impulsionado principalmente pela deterioração das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela revisão para baixo das expectativas para a produção norte-americana.

Segundo a Agrinvest, o milho futuro em Chicago alcançou a maior cotação dos últimos três anos, sustentado pela perspectiva de uma oferta menor nos EUA.

“As condições das lavouras continuam a piorar, com o milho e a soja agora abaixo da média dos últimos cinco anos”, afirmou Cole Raisbeck, corretor de commodities da Kluis Commodity Advisors, em declaração repercutida pelo site Successful Farming.

Milho em Chicago acumula alta de mais de 12% em agosto

O movimento de valorização ganhou intensidade após a redução das estimativas para a safra de milho dos Estados Unidos. Bruce Blythe, analista do Farm Futures, destaca que o contrato com vencimento em dezembro já acumula alta superior a 12% em relação às mínimas registradas em agosto.

A revisão das expectativas ocorreu principalmente após a visita técnica do Pro Farmer às áreas produtoras norte-americanas na semana passada. O levantamento contribuiu para aumentar as preocupações do mercado com o potencial da colheita de outono nos EUA.

Na CBOT, o contrato para setembro de 2026 fechou a US$ 5,00 por bushel, avanço de 9 pontos. O vencimento dezembro/26 terminou em US$ 5,23, com alta de 8 pontos.

Já o março/27 foi negociado a US$ 5,38, ganho de 8,25 pontos, enquanto o maio/27 encerrou a US$ 5,45, também com valorização de 8,25 pontos.

Na comparação com o fechamento da segunda-feira (24), os ganhos foram de:

  • Setembro/26: alta de 1,83%;
  • Dezembro/26: valorização de 1,55%;
  • Março/27: avanço de 1,56%;
  • Maio/27: alta de 1,54%.

B3 não acompanha avanço de Chicago

No mercado brasileiro, os futuros do milho na B3 tiveram comportamento diferente. A maior parte dos contratos encerrou o pregão com pequenas quedas, mesmo diante da recuperação dos preços em Chicago.

De acordo com a Agrinvest, a alta observada na CBOT não foi reproduzida na mesma proporção pela bolsa brasileira.

A consultoria avalia que o mercado doméstico continua encontrando sustentação no atraso da colheita em algumas regiões e na piora das condições das lavouras norte-americanas. Ao mesmo tempo, os preços da B3 permanecem em níveis historicamente elevados, o que reduz o espaço para uma valorização mais expressiva.

Na B3, os contratos terminaram o dia nos seguintes níveis:

  • Setembro/26: R$ 71,69, queda de 0,26%;
  • Janeiro/27: R$ 81,13, recuo de 0,27%;
  • Março/27: R$ 82,43, baixa de 0,08%;
  • Maio/27: R$ 80,79, alta de 0,37%.

Mercado físico do milho tem poucos negócios

No mercado físico de milho, as cotações permaneceram praticamente estáveis nesta terça-feira. O ritmo de comercialização também foi considerado fraco, com poucos negócios registrados.

Levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas apontou alta apenas em Sorriso (MT), enquanto a única queda identificada ocorreu no Porto de Santos (SP).

O cenário mantém o preço do milho no Brasil em movimento lateral, enquanto os agentes acompanham a evolução da colheita doméstica e, principalmente, os impactos das condições das lavouras dos Estados Unidos sobre a oferta global.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

China acelera compras de soja dos EUA diante de risco de safra menor e preços mais altos

A China aumentou o ritmo de compras de soja dos Estados Unidos em meio às preocupações com o potencial da nova safra norte-americana e à possibilidade de preços mais elevados nos próximos meses.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira (21) uma venda de 1,432 milhão de toneladas de soja da safra 2026/27. Desse total, 712 mil toneladas foram destinadas à China, enquanto outras 720 mil toneladas tiveram como destino países não divulgados — volume que o mercado considera que também possa ter como destino os chineses.

China já responde por quase metade das vendas

A nova operação reforça o avanço da demanda pela soja norte-americana. Segundo levantamento da Agrinvest Commodities, o relatório semanal divulgado na quinta-feira apontava 11,86 milhões de toneladas já comprometidas da safra 2026/27.

Com os negócios anunciados posteriormente, o volume indicado de vendas chega a 13,58 milhões de toneladas, equivalente a aproximadamente 30% das 45,18 milhões de toneladas que o USDA estima que os Estados Unidos exportarão no ciclo.

Desse total, 6,54 milhões de toneladas têm a China como destino, o equivalente a 48% das vendas já contabilizadas.

A Agrinvest também destaca que outras 870 mil toneladas atualmente registradas como “destinos desconhecidos” ainda podem ser atribuídas a compradores específicos ao longo do ano comercial.

Vendas americanas ganham ritmo

De acordo com a consultoria, os dados oficiais de 13 de agosto já mostravam que o programa de exportação dos Estados Unidos estava acima dos níveis registrados nas três temporadas anteriores, ficando atrás somente de 2022/23.

Os anúncios mais recentes ampliaram essa diferença e reforçaram a percepção de aceleração da demanda internacional pela soja dos EUA.

Somente nesta semana, além da venda anunciada nesta sexta-feira, o USDA havia informado negócios de 136 mil toneladas na terça-feira (18) e de outras 150 mil toneladas para destinos não revelados na quinta-feira (20).

Compras ocorrem antes de possível alta em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o anúncio do USDA ajudou a limitar as perdas durante o pregão desta sexta-feira, mas não foi suficiente para impedir a realização de lucros após uma semana de fortes altas.

Por volta das 13h50, no horário de Brasília, o contrato de novembro era negociado a US$ 12,34 por bushel, enquanto o vencimento de março de 2027 estava em US$ 12,54.

As cotações ganharam força ao longo da semana após os dados do Pro Farmer Crop Tour indicarem problemas relevantes em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos. Os resultados levantaram dúvidas sobre o potencial produtivo da nova safra e aumentaram as expectativas de possíveis revisões nas estimativas de produção, produtividade e estoques pelo USDA.

Clima nos EUA aumenta preocupação com oferta

O cenário de clima adverso nos Estados Unidos é acompanhado de perto pelo mercado, principalmente diante da possibilidade de uma produção abaixo das expectativas iniciais.

A perspectiva de menor oferta potencial ocorre justamente em um momento de fortalecimento da demanda chinesa. A China, maior importadora mundial de commodities agrícolas, vem ampliando as compras de soja americana enquanto busca garantir matéria-prima para a produção de ração.

Até meados de agosto, os dados oficiais indicavam que os chineses já haviam comprado quase 6 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos.

A operação de 712 mil toneladas anunciada nesta sexta-feira representa o maior volume de compra diária da temporada, em um movimento que ocorre antes do encontro previsto para setembro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Produtores americanos acompanham reação do mercado

A movimentação dos compradores chineses também é observada pelos produtores dos Estados Unidos. Lee Brooke, presidente do conselho da Associação de Soja de Iowa, afirmou à Bloomberg que os agricultores vêm buscando demanda em mercados menores enquanto a China também recorre a outros fornecedores.

Para o produtor Brian Nilson, do Nebraska, um dos estados atingidos por condições climáticas adversas, o cenário evidencia o dilema entre produção agrícola e preços da soja.

Na avaliação do produtor, preços mais elevados normalmente aparecem quando há problemas na produção, criando um equilíbrio delicado para quem depende da atividade agrícola.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Soja reage em Chicago, enquanto preços nos portos brasileiros seguem próximos de R$ 150 por saca

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registram leve recuperação nesta quinta-feira (30), após a forte pressão de venda observada na sessão anterior. O movimento é considerado uma correção técnica depois que as cotações atingiram os menores níveis das últimas semanas, influenciadas pela melhora das condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Apesar da alta moderada, o mercado continua atento às previsões do tempo e ao comportamento da demanda internacional, fatores que seguem determinando a direção dos preços.

Liquidação de fundos pressionou as cotações

Além do clima mais favorável para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a intensa liquidação de posições por parte dos fundos de investimento ampliou a queda dos preços na quarta-feira (29).

Por volta das 7h10 (horário de Brasília), os principais contratos avançavam entre 1,50 e 3,25 pontos. O vencimento de agosto era negociado a US$ 11,79 por bushel, enquanto novembro alcançava US$ 11,96. O contrato de janeiro permanecia acima da marca de US$ 12,00, cotado a US$ 12,07 por bushel.

Clima nos Estados Unidos continua no radar

Mesmo com a recuperação das cotações, operadores mantêm cautela diante das previsões meteorológicas para o cinturão produtor dos Estados Unidos.

Os modelos climáticos indicam chuvas abrangentes e temperaturas mais amenas nos próximos dias, cenário considerado favorável às lavouras. Em um horizonte mais distante, no entanto, a expectativa de calor acima da média em importantes regiões produtoras segue sendo acompanhada pelo mercado por seu potencial impacto sobre a produtividade.

Relatório do USDA pode definir os próximos movimentos

Outro fator aguardado pelos investidores é a divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os dados devem indicar o ritmo da demanda pela soja norte-americana e podem influenciar o comportamento das cotações em um momento em que o mercado avalia a competitividade do produto dos Estados Unidos no comércio internacional.

Além disso, os agentes acompanham a movimentação do complexo soja, especialmente os contratos de farelo, óleo de soja e também o mercado de petróleo. Nesta quinta-feira, tanto o farelo quanto o óleo operavam em alta, oferecendo suporte adicional às cotações do grão.

Portos brasileiros mantêm preços firmes

No mercado brasileiro, o foco permanece sobre os preços praticados nos portos e na influência do câmbio.

Mesmo com a pressão exercida por Chicago ao longo da semana, a valorização do dólar frente ao real e a demanda pela soja brasileira continuam sustentando as indicações no mercado físico, embora os negócios ocorram de forma mais seletiva.

Segundo Ronaldo Fernandes, analista de mercado e diretor da Royal Rural, a soja disponível nos principais portos brasileiros segue sendo negociada próxima de R$ 150 por saca, enquanto a safra nova trabalha com referência em torno de R$ 140 por saca.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Preços da soja avançam nos portos e mercado acompanha exportações e câmbio

O mercado da soja encerrou a terça-feira com comportamento misto, combinando estabilidade na Bolsa de Chicago e avanço das cotações em importantes regiões produtoras do Brasil. O desempenho foi sustentado pelo ritmo das exportações, pela valorização do câmbio e pela demanda do mercado interno, fatores que deram suporte aos preços nos portos brasileiros.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de vencimento mais próximo registraram leve recuo após os ganhos observados na sessão anterior. A melhora nas condições das lavouras dos Estados Unidos limitou novos avanços, embora as condições climáticas ainda continuem oferecendo sustentação às cotações internacionais.

Chicago recua com melhora das lavouras norte-americanas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato da soja para agosto fechou em queda de 0,53%, cotado a US$ 12,1950 por bushel. Já o vencimento de setembro recuou 0,41%, encerrando o dia a US$ 12,1050 por bushel.

Entre os derivados, o farelo de soja registrou alta de 0,99%, enquanto o óleo de soja teve desvalorização de 0,51%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura apontou que 66% das lavouras estão classificadas como boas ou excelentes, índice superior aos 65% da semana anterior. Além disso, a falta de novas compras por parte da China contribuiu para pressionar os contratos de vencimento mais longo.

Mercado brasileiro registra alta nos portos e no interior

No Brasil, as principais altas foram observadas nos portos e em parte das regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 143 em Rio Grande, favorecida pelos prêmios de exportação e pela valorização do dólar. No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 145 por saca, avanço de 2,11%, enquanto Ponta Grossa registrou R$ 139.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul encerrou o dia com a saca cotada a R$ 137.

Já em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande atingiram R$ 127 por saca. Apesar de cerca de 64% da safra já estar comercializada, o déficit de armazenagem, estimado em mais de 12,4 milhões de toneladas, reduz o poder de negociação dos produtores.

No Mato Grosso, Rondonópolis registrou cotação de R$ 126 por saca, em um cenário marcado por exportações recordes, fretes elevados e maior disputa por espaço nos silos.

Déficit de armazenagem segue como desafio para o setor

A capacidade de armazenagem continua sendo um dos principais entraves para o mercado da soja. A chegada da safra de milho de segunda safra e do trigo aumenta a ocupação dos armazéns, reduzindo o espaço disponível para o grão.

Ao mesmo tempo, os custos elevados do diesel mantêm os fretes em patamares altos, dificultando o repasse das valorizações registradas no mercado externo para as regiões do interior. Esse cenário também leva parte dos produtores a antecipar vendas diante das limitações logísticas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Agricultura

Soja dispara em Chicago com greve na Argentina e alta do farelo acima de 4%

Após uma semana de oscilações limitadas, os preços da soja em Chicago voltaram a subir com força na última sexta-feira (10). Por volta das 13h30 (horário de Brasília), os principais contratos registravam valorização entre 6,25 e 10,25 pontos. O vencimento de maio era negociado a US$ 11,75 por bushel, enquanto o julho atingia US$ 11,90.

O principal motor dessa alta foi o avanço expressivo do farelo de soja, que acumulava ganhos superiores a 4% no dia. A valorização do derivado impulsionou diretamente o mercado do grão.

Greve na Argentina reduz oferta e favorece EUA

A paralisação de caminhoneiros na Argentina tem provocado impacto direto na oferta global. Com dificuldades logísticas, o país — um dos maiores exportadores mundiais — reduz sua presença no mercado, abrindo espaço para a demanda pelo produto dos Estados Unidos.

Esse cenário fortalece as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e melhora as margens das indústrias processadoras norte-americanas. No mercado de farelo, o contrato de maio era cotado a US$ 331,80 por tonelada curta, enquanto o de julho marcava US$ 328,10.

Fundamentos e clima nos EUA entram no radar

Diante de incertezas no cenário geopolítico, os agentes de mercado voltam a priorizar os fundamentos. O início da safra dos Estados Unidos passa a ser um fator central, com atenção redobrada para o clima no Meio-Oeste, o ritmo do plantio e o comportamento da demanda internacional.

Outro elemento que contribui para a sustentação dos preços é a queda do dólar frente ao real, que recuava 0,7% na tarde desta sexta-feira, sendo cotado a R$ 5,03.

Protestos travam logística na Argentina

A greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina começou no meio da semana e já provoca bloqueios em regiões estratégicas como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé — áreas-chave para o escoamento da produção agrícola.

Os trabalhadores reivindicam reajustes nas tarifas de transporte de grãos, pressionados pela disparada dos custos. Segundo relatos, o diesel teve aumento significativo, comprometendo a rentabilidade da atividade.

“Em janeiro, nossa tarifa caiu 10% e o diesel subiu quase 18%. Não há como sustentar os custos”, afirmou o caminhoneiro Mariano Gorosito.

A categoria pede um reajuste entre 25% e 30% nas tarifas, alegando que o combustível já representa cerca de 60% do custo das viagens. Além disso, os prazos longos para pagamento agravam a situação financeira dos transportadores.

Risco para exportações e entrada de divisas

Sem acordo até o momento, a paralisação ameaça comprometer a logística da colheita e o abastecimento dos portos argentinos. O impasse ocorre em um período crucial para o país, que depende das exportações agrícolas para a entrada de divisas.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Clarin

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