Logística

De um caminhão a operador logístico: a trajetória de crescimento da Segvale

O que começou em 2009 com um único caminhão dedicado ao transporte refrigerado se transformou, ao longo de 17 anos, em uma operação logística integrada. A história da Segvale Operador Logístico acompanha a evolução do setor e é marcada por investimentos em estrutura, tecnologia, frota e, principalmente, relacionamento com os clientes.

A empresa nasceu como Ice Fisch Transportes, criada por Ricardo Luis dos Santos para atender operações de transporte de alimentos refrigerados. Em agosto de 2017, a entrada de Luciano Bastos das Neves na sociedade marcou uma nova fase do negócio.

A partir da identificação de oportunidades no mercado, os sócios passaram a ampliar a atuação da empresa. O transporte deixou de ser a única frente e deu espaço a serviços de armazenagem, movimentação de cargas, operações portuárias e soluções logísticas integradas. “Mais do que ampliar uma transportadora, o objetivo era construir uma empresa sólida, capaz de oferecer soluções logísticas de alto nível, baseada em relacionamento, confiança e excelência operacional”, destaca Luciano, que além de sócio da empresa, atua como diretor comercial.

Estrutura para operações complexas

A expansão também pode ser observada na estrutura física. O primeiro armazém tinha 1.300 metros quadrados. Depois vieram ampliações para 3 mil e 5,5 mil metros quadrados, até chegar à atual sede, inaugurada em janeiro de 2026, com 7.400 m² e aproximadamente 6.500 posições porta-paletes.

Hoje, a Segvale conta com 62 colaboradores e uma frota própria de 34 conjuntos, além de uma rede de transportadores parceiros homologados. A operação atende aos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

O portfólio inclui transporte de alimentos, saneantes, cosméticos, produtos correlatos, têxteis, lubrificantes, brinquedos, bebidas, matérias-primas e embalagens.

Na armazenagem, a empresa trabalha com produtos de diferentes segmentos, incluindo mercadorias sujeitas à regulamentação da Anvisa. Processos padronizados e sistemas de gestão garantem rastreabilidade desde o recebimento até a expedição.

Tecnologia e atendimento próximo

Entre os recursos utilizados estão o ERP e WMS da Escalasoft, para gestão administrativa, operacional e de estoques, e a plataforma OnixSat, responsável pelo rastreamento da frota em tempo real.

Outro serviço oferecido é o Cross Docking, modelo que permite receber, conferir, separar e expedir mercadorias em curto espaço de tempo, reduzindo a necessidade de armazenagem e tornando a distribuição mais ágil.

Um dos cases que marcou essa trajetória foi a operação realizada para a J. Macêdo entre 2017 e 2021, atendendo os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para Luciano, a tecnologia é parte importante da operação, mas não substitui o relacionamento. “Nosso maior diferencial está no atendimento próximo e personalizado, realizado por uma equipe comprometida em entender as necessidades de cada cliente e atuar de forma preventiva”, afirma.

Crescimento com visão de longo prazo

O avanço da Segvale também aparece nos resultados. Em 2017, a empresa registrava faturamento aproximado de R$ 400 mil. Em 2025, ultrapassou R$ 32 milhões.

Para os próximos anos, a estratégia é manter os investimentos em infraestrutura, renovação da frota, tecnologia, pessoas e novos serviços, além de ampliar gradualmente a presença em novos mercados.

A meta é consolidar a Segvale entre os principais operadores logísticos do Sul do Brasil. Mais do que transportar e armazenar mercadorias, a empresa busca atuar como parceira estratégica de indústrias, importadores, exportadores e empresas de diferentes segmentos. “Mais do que movimentar mercadorias, queremos ser lembrados por movimentar negócios, conectar oportunidades e gerar valor em toda a cadeia logística”, finaliza Luciano. 

Texto: ReConecta News

Imagens: Segvale

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional, Networking, Notícias

Com risco de greve e inflação, governo mantém tarifa de importação de pneus de caminhão

Preocupado com as ameaças de greve dos caminhoneiros e os impactos na inflação, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão do Ministério da Indústria e Comércio, decidiu nesta sexta-feira (20) manter em 16% a taxa de importação para pneus de caminhão. Para os pneus de passeio, foi determinado reajuste de 16% para 25% por 12 meses. O valor ficou abaixo do solicitado pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que pedia reajuste para 35% pelo prazo de 24 meses.

A associação que representa empresas produtoras de pneus defende o aumento da tarifa de importação alegando prejuízos com o aumento das importações nos últimos anos. Em audiência pública esta semana na Comissão de Viação de Transporte da Câmara dos Deputados, Everaldo Bastos, representante da Fetrabens (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo) chegou a falar em greve.

Ele disse que o caminhoneiro só consegue comprar pneus novos porque os valores estão mais baixos com a concorrência dos importados. “Aumentar o custo para o caminhoneiro é pedir uma nova greve. Os caminhoneiros pararam por causa de 20 centavos no óleo diesel e nossos associados já estão pressionando para não haver aumento dos pneus”, disse.

A ANTT também se manifestou contrária ao aumento alegando altos custos do setor e risco de sucateamento. Outro fator que pesou na decisão do governo foi a preocupação com a inflação e a briga com os juros. Um estudo da Consultoria Guimarães, encomendado pela Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip), mostra que o impacto na inflação para um aumento na tarifa de importação como solicitado pela ANIP poderia ter reflexos de até 0,25% ao ano no IPCA. A meta do governo para este ano é de 3%.

O impacto inflacionário seria decorrente da elevação de gastos de 6% para o setor de transporte rodoviário, com desdobramentos no preço do frete. Cerca de 75% de todos os produtos são transportados por meio de rodovias no país. A avaliação de economistas é de que a decisão foi uma vitória para os importadores.

A decisão da CAMEX agora é encaminhada para validação. As novas tarifas passam a valer dentro de 15 dias.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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