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Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões

O fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 10,649 bilhões em 2025, até o dia 14 de março, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 19. O canal financeiro acumula saídas líquidas de US$ 13,643 bilhões. O comercial tem entrada líquida de US$ 2,995 bilhões.

O segmento financeiro tem compras de US$ 109,094 bilhões e vendas de US$ 122,738 bilhões no acumulado deste ano. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 5,420 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 13,518 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 29,932 bilhões em outras operações.

Mensal
De acordo com os dados preliminares divulgados pelo Banco Central, o fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 3,101 bilhões no acumulado de março, até o dia 14. O canal financeiro tem saída líquida de US$ 3,316 bilhões no período. O canal comercial, entrada líquida de US$ 215 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 20,235 bilhões e vendas de US$ 23,551 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 7,087 bilhões e exportações de US$ 7,302 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 949 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 2,079 bilhões em pagamento antecipado e US$ 4,274 bilhões em outras operações.

Semanal
O fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$ 2,318 bilhões na semana passada, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 2,222 bilhões entre 10 e 14 de março. O comercial, saldo negativo de US$ 96 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 11,475 bilhões e vendas de US$ 13,697 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 4,302 bilhões e exportações de US$ 4,205 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 527 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 1,143 bilhão em pagamento antecipado e US$ 2,535 bilhões em outras operações.

FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO
Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC – Folha PE

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Comércio Exterior, Importação, Portos, Sustentabilidade, Tecnologia

Navio-plataforma Alexandre de Gusmão chega ao Brasil e consolida atuação da SBM Offshore no país

A SBM Offshore anunciou a chegada do navio-plataforma (FPSO na sigla em inglês) Alexandre de Gusmão ao Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

A embarcação, que saiu do cais do estaleiro COSCO Shipping (Qidong) Offshore, na China, será a nona da SBM a operar no Brasil. O primeiro óleo do FPSO, localizado a uma distância de aproximadamente 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, está previsto para ainda este ano.

O navio-plataforma tem capacidade de produção de 180 mil barris de óleo por dia (bpd) e compressão de 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia. O Campo de Mero é operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e PPSA (3,5%), como representante da União na área não contratada.

Em outubro passado, a SBM também anunciou a chegada do FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) Almirante Tamandaré, que tem capacidade de produção de 225 mil barris de petróleo por dia (bpd) e 12 milhões de metros cúbicos de gás, sendo o primeiro a operar no país com a notação Sustainability-1 emitida pela Bureau Veritas, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Com tecnologias de ponta, o Almirante Tamandaré opera no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, no litoral do Rio de Janeiro. No último dia 15 de fevereiro, o navio plataforma entrou em produção.

Juntos, os dois FPSOs, afretados pela Petrobras, marcam nova etapa na história da exploração e produção de petróleo, aumentando a produção de petróleo nacional e representando um novo capítulo na atuação a SBM Offshore no país.

  • “Estamos comprometidos em investir no Brasil, o principal mercado da companhia no mundo, e contribuir com o desenvolvimento do setor de O&G. Atualmente, as unidades projetadas e/ou de propriedade da SBM Offshore são responsáveis por cerca de 17% da produção nacional de petróleo, e esse número chegará a 30% com as novas unidades em operação”, diz Jonas Lobo, gerente-geral da SBM no Brasil.

Fonte: SBM Offshore
SBM Offshore: Leading Offshore Energy Solutions in Floating Production Systems

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Anec eleva previsão de exportação de soja do Brasil em março para mais perto de recorde

A exportação de soja do Brasil foi estimada nesta terça-feira em 15,56 milhões de toneladas em março, ajuste de cerca de 100 mil toneladas na comparação com a previsão da semana anterior, mas ainda ligeiramente abaixo do recorde mensal histórico, de acordo com números divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

A máxima exportação de soja para qualquer mês do Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa, é de abril de 2021, com 15,7 milhões de toneladas, segundo números da Anec. A Anec citou que a programação de navios até possibilitaria embarques maiores, de 16,1 milhões de toneladas, um novo recorde, portanto. Mas por ora considera um volume embarcado um pouco menor do que visto no “line-up”.

Se confirmada a previsão, haveria um crescimento de cerca de 2 milhões de toneladas nas exportações de soja do Brasil, após embarques menores do país no primeiro bimestre de 2024 diante de um atraso inicial na colheita de soja.

A expectativa é de que o Brasil exporte mais de 100 milhões de toneladas em 2025, com a confirmação de uma colheita recorde próxima de 170 milhões de toneladas, além de uma demanda forte da China, maior importador que está em guerra comercial com os Estados Unidos, segundo exportador global.

Já a exportação de farelo de soja do Brasil em março foi estimada em 2,60 milhões de toneladas, versus 2,38 mi t na projeção da semana anterior.

Se o volume da exportação de farelo de soja for confirmado, bateria o recorde mensal de 2,46 milhões de toneladas registrado em outubro do ano passado, segundo dados da Anec, que apontam aumento de mais de 800 mil toneladas na comparação com março do ano passado.

Fonte: Investing
Anec eleva previsão de exportação de soja do Brasil em março para mais perto de recorde Por Reuters

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Brazil economizaria ao modernizar sua logística

Segundo projeção do Observatório do Custo Brasil, o Brasil poderia reduzir os custos de produção em até 224,76 bilhões de realidades anuais com a modernização de sua matriz logística.

Esta estimativa baseia-se na necessidade de expansão da utilização das ferrovias e da cabotagem; ou que aliviaria os gargalos não transporte de cargas.

Atualmente, 71% do transporte de cargas no Brasil é devido às rodovias. O estudo sugere a redistribuição do sistema de transportes, atingindo 54,93% do transporte rodoviário, 33,59% do transporte ferroviário e 11,47% da cabotagem; redução de 12,9% por tonelada transportada. Essa reconfiguração melhoraria a competitividade do setor produtivo, além de gerar benefícios ambientais pela redução das emissões de gases de efeito estufa, já que o transporte ferroviário e costeiro são mais sustentáveis que o rodoviário.

O relatório destaca que a diversificação da matriz logística é a estratégia com maior potencial para a redução de custos operacionais no Brasil. Pelo contrário, dois países membros da OCDE, que equilibraram melhor seus sistemas de transporte; Ou o Brasil continua altamente dependente de estradas, ou limita sua competitividade no não-mercado global.

Para implementar essas mudanças, é necessária uma aceleração das reformas. Na última década, o investimento em infraestrutura logística no Brasil foi inferior a 2% do PIB; enquanto em países com economias com economias ultrapassa 3,5%. O sucesso dessa transformação dependerá de políticas públicas fundamentais, como a consolidação do Marco Legal das Ferrovias e da Cabotagem; e a racionalização das taxas portuárias.

FONTE: Todo dia Logistica News
Brasil pode economizar modernizando sua matriz logística – TodoLOGISTICA NEWS

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Argélia triplica importação de carne do Brasil

A Argélia já ocupa a quarta posição entre os maiores destinos da carne bovina brasileira exportada, de acordo com dados do primeiro bimestre deste ano divulgados nesta segunda-feira (17) pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e compilados junto da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atrelada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O país é o mais bem posicionado entre os árabes como importador do produto no período. Os argelinos compraram 15,9 mil toneladas de carne do Brasil em janeiro e fevereiro, o que significou receita de US$ 85,4 milhões. O aumento sobre iguais meses de 2024 foi de 199% em quantidade e de 254% em valores.

Segundo as estatísticas publicadas no site da Abrafrigo, a Argélia vem ganhando terreno como importadora da carne bovina nacional. No ano passado, o país figurava como 12º destino, já com um crescimento representativo sobre 2023, quando estava em 40º lugar no ranking. Neste ano, em janeiro individualmente os argelinos eram o quarto destino, posição em que se mantêm no bimestre.

Os outros grandes destinos das exportações brasileiras de carne bovina no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano foram a China, a maior compradora com cerca de 40% do total que o Brasil vende no exterior, seguida por Estados Unidos e pelo Chile. A Abrafrigo destaca o crescimento no período das vendas nacionais para outros dois países, a Itália e a Líbia, este último uma nação árabe da África.

Exportação geral
No geral, as exportações de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre somaram 456,1 mil toneladas, com queda de 2% no volume sobre iguais meses de 2024, mas aumento de 12% na receita, que foi para US$ 2,066 bilhões. Em fevereiro individualmente, as vendas internacionais do setor, que incluem carnes in natura somadas às carnes processadas e subprodutos, caíram 6% no volume para 217,1 mil toneladas. Já a receita cresceu 12,6% no mês de fevereiro, passando para US$ 1,038 bilhão.

Fonte: ANBA
 Argélia triplica importação de carne do Brasil

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Egito é o maior fornecedor de laranjas para Brasil

O Brasil é conhecido como o maior produtor de laranjas do mundo, e o maior exportador de suco concentrado de laranja, com 75% do mercado mundial.

Para complementar o consumo interno, no entanto, nosso País sempre importou essa fruta, em especial da Espanha, uma especialista em produção de citrus. Nos últimos anos, outro fornecedor vem brigando pela posição de maior vendedor de laranjas para o mercado brasileiro: o Egito. Em 2024, foi o país que mais exportou para o Brasil, com vendas no valor de US$ 16,1 milhão, alta de 113% em relação a 2023

As importações de laranja têm crescido, em especial nos últimos dois anos. Em 2024, praticamente dobraram de tamanho, saindo de 26,9 mil toneladas em 2023 para 51,2 mil toneladas no ano seguinte, um aumento expressivo de 90,3%. A principal razão é a queda na produção nacional, o que faz aumentar a demanda do produto internacionalmente. Para se ter uma ideia, a estimativa da produção da safra 2024/2025 é de 228 milhões de caixas. Na safra anterior, foi 307 milhões de caixas.

A queda na produção, por sua vez, tem duas explicações: o avanço do greening, doença causada por uma bactéria, nas plantações – em especial do estado de São Paulo -, e os fatores climáticos, principalmente o calor extremo.

“Hoje, nosso principal problema é muito mais o calor extremo que o greening”, diz Guilherme Rodriguez, engenheiro-agrônomo e supervisor de Projetos do Fundecitrus, Fundo de Defesa da Citricultura, entidade privada criada em 1977 para promover a produção do parque citrícola do Estado de São Paulo – hoje o chamado “cinturão citrícola” inclui também algumas cidades do sul de Minas Gerais. Guilherme explica: “O greening afeta nossas plantações desde 2004 e causa diversos prejuízos, como a seca de ramos e a queda de frutos. Para combatê-lo, utilizamos diferentes estratégias ao longo dos anos. Já o calor extremo impacta principalmente a fixação dos frutos, reduzindo sua quantidade. Enquanto o greening compromete a saúde da planta, o calor afeta diretamente a produção.”

O próprio Fundecitrus atua há duas décadas no combate ao greening. Também conhecido como huanglongbing e HLB, ele ataca todos os tipos de citros e não há cura para as plantas doentes. Para reforçar o trabalho, em fevereiro o fundo lançou a campanha de conscientização “Para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez”, lembrando, entre outras coisas, que a principal arma contra ele é a prevenção, e de forma coletiva. “Hoje, 44% das plantações paulistas têm greening, sendo Limeira a cidade com o maior índice, 78%”, explica Guilherme. “E se um fazendeiro cuida, mas o vizinho não, todos podem ser afetados. O combate só dá certo com o manejo regional”.

Na prática, o que acontece é que as árvores novas afetadas não chegam a produzir e as adultas em produção sofrem uma grande queda prematura de frutos e definham ao longo do tempo. Bactéria originária do Sudoeste Asiático, o greening praticamente dizimou a fruticultura da Flórida, nos Estados Unidos. Mas se a bactéria é um inimigo já conhecido e que vem sendo combatido, o calor extremo é uma novidade dos últimos anos. Uma das estratégias para lidar com ele, no momento, é o aumento da irrigação.

Do outro lado, oportunidade para o importador

Como em toda balança comercial, o que é problema para uns se torna oportunidade para outros. O Brasil importa laranjas do Egito desde 2019, quando foram aprovados os protocolos fitossanitários, mas desde 2017 já existia um acordo de livre comércio do país árabe com o Mercosul, o que elimina um imposto de importação que os países da Europa pagam. Conforme os egípcios foram aprimorando o produto, foram também adentrando no mercado brasileiro, movimento sentido mais nos últimos anos.

A trading 52W, de São Paulo, começou a trazer laranjas egípcias ao Brasil em dezembro de 2024. Fundada há três anos, importando inicialmente maçãs portuguesas e maçãs e peras argentinas, a empresa detectou a oportunidade das laranjas do Egito de forma curiosa. “Fomos passar uma temporada na Espanha para aprender sobre laranja, tangerina e limão. Quando estávamos lá, aconteceu uma greve geral dos produtores espanhóis de laranja contra os produtos de outros países, que estavam chegando com a mesma qualidade e mais baratos, em especial do Egito. Foi quando deu o estalo”, conta Gustavo Fávero, um dos sócios da 52W.

Mostafa Adel é parceiro da 52W no Egito

Ele e os sócios perceberam o tamanho do potencial quando viram que tinha fornecedor que não estava conseguindo entrar no mercado brasileiro. Logo encontraram um parceiro comercial no Cairo, a Dream International e, juntos, começaram a operação para trazer laranjas de mesa dos tipos Navel (aqui vendida como Bahia) e Valência. “Não é uma operação fácil, tudo é avaliado, cor, calibre, nível de acidez e doçura e o parceiro logístico tem que ser de qualidade porque tudo tem que acontecer em 30 dias e o transporte a quatro graus de temperatura”, explica o importador, que se prepara para fazer a mão contrária e exportar produtos brasileiros para o país árabe.

Para Gustavo, a presença maior do produto egípcio se deve mais à substituição do espanhol, com mesma qualidade e melhor preço, que pelas questões da produção brasileira. “O Brasil é um excelente produtor de citrus, mas é normal com toda fruta que ela seja complementada na chamada entressafra por importadas, para que tenha oferta o ano inteiro para o consumidor”. O que torna o Brasil, com ou sem problemas de produção, um ótimo mercado consumidor em qualquer momento.

Cadeia da laranja

Mesmo com todas as adversidades, a cadeia da laranja no Brasil é de suma importância. Além de ainda ser o maior produtor mundial e responder por 75% das vendas globais de suco da fruta, toda a cadeia gera cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos, somando U$ 189 milhões em impostos. Nesse cenário, São Paulo ainda se destaca, com 90% do volume exportado pelo País. Apenas em São Paulo, foram geradas 45.112 vagas na safra 2023/2024, uma alta de 10% em comparação com a safra anterior, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apesar do greening e do clima nada favorável, ainda há muitos motivos para se comemorar o avanço do setor. Além da geração de empregos, a laranja paulista foi responsável por 8,2% de tudo que foi exportado por São Paulo, em um montante de US$ 1,15 bilhão na balança do Estado no ano passado. É um dos cinco principais produtos do agro paulista na balança comercial, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão vinculado à secretaria.

Fonte: ANBA
Egito é o maior fornecedor de laranjas para Brasil

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DP World e Maersk fazem acordo para operação no Porto de Santos

A DP World Brasil firmou acordo com a Maersk, empresa de transporte marítimo e logística, para operação no terminal de Santos.

Pela parceria comercial, a DP World expandirá a capacidade e volumes, enquanto a Maersk assegura atendimento no longo prazo, com nível de serviço mínimo acordado. O acordo de longo prazo estabelece a implementação de seis serviços e oito escalas semanais ao longo de 2025, com previsão de crescer para sete serviços e dez escalas semanais a partir do segundo ano, após a primeira fase de expansão de capacidade a ser realizada pela DP World, quando o terminal atingirá o volume de 1,7 milhão de TEU.

O gráfico a seguir coloca em perspectiva as exportações e importações de contêineres entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024 no Porto de Santos. Essas informações vêm do DataLiner, um produto de inteligência da Datamar.

Exportações e Importações de Contêineres | Porto de Santos | Jan 2022 – Jan 2024 | TEUs

“É mais um passo estratégico da DP World, reforçando nossa presença no terminal de Santos e abrindo caminhos para novas oportunidades de expansão no Brasil. Esse acordo com a Maersk não só nos permite ampliar nossa capacidade operacional para movimentação de contêineres, como também assegura um serviço robusto e sustentável de longo prazo”, afirma Márcio Medina, vice-presidente comercial da DP World Brasil.

Paulo Ruy, head regional de Terminais e Aquisições Portuárias para a América Latina da Maersk, afirmou que o acordo garante capacidade de serviço para a Maersk em Santos. “Está alinhado com nossa estratégia de assegurar operações confiáveis e eficientes para nossos clientes na região”.

Fonte: A tribuna
DP World e Maersk fazem acordo para operação no Porto de Santos

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Brasil bate recorde na exportação de veículos, mas enfrenta ameaça inesperada

As exportações de veículos brasileiros registraram um crescimento expressivo no início de 2025, impulsionadas principalmente pela demanda de países da América Latina.

Segundo a Anfavea, associação que representa as fabricantes de automóveis no Brasil, foram exportadas 76,7 mil unidades nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 54,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O destaque ficou para fevereiro de 2025, que registrou 48 mil veículos exportados, tornando-se o melhor mês para o setor desde agosto de 2018. Esse avanço reflete a recuperação do mercado internacional e o fortalecimento das relações comerciais com os principais parceiros do Brasil.

Quais países lideram a compra de veículos brasileiros?

A Argentina continua sendo o maior mercado para os veículos produzidos no Brasil, apresentando um crescimento impressionante de 172% nas importações. Outros países também impulsionaram o aumento das exportações:

  • Colômbia: crescimento de 52%
  • Uruguai: crescimento de 17%
  • Chile: crescimento de 12%

Além da Argentina, México, Uruguai e Chile aparecem entre os principais destinos dos veículos brasileiros, com participações de 14%, 8% e 4%, respectivamente. A diversificação de mercados tem sido uma estratégia fundamental para manter o crescimento do setor.

Brasil enfrenta concorrência acirrada dos veículos chineses

Apesar do avanço nas exportações, o Brasil enfrenta um desafio crescente no mercado internacional, especialmente devido à forte presença dos fabricantes chineses na América Latina. Em 2024, os veículos chineses representaram 27,9% das vendas na região, enquanto os brasileiros ficaram com 13,9%.

A ascensão dos automóveis chineses está ligada aos investimentos em tecnologia, eletrificação e preços competitivos, tornando-os uma opção cada vez mais atrativa para os consumidores da América Latina. Para manter a competitividade, a indústria brasileira precisará se adaptar rapidamente às novas tendências do mercado automotivo.

Imagem de carro no asfalto – Créditos: depositphotos.com / carloscastilla

Importações de veículos aumentam e preocupam setor automotivo

O crescimento das exportações veio acompanhado de um aumento expressivo nas importações de veículos para o Brasil. Nos dois primeiros meses de 2025, foram importados 75 mil veículos, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Grande parte dos veículos importados vem da China, com destaque para os modelos eletrificados, um segmento no qual a indústria nacional ainda enfrenta dificuldades para se consolidar. A Anfavea alerta que um em cada cinco carros vendidos no Brasil é importado, o que pode representar um desafio para a produção local no futuro.

O futuro da indústria automotiva brasileira e os investimentos em eletrificação

A produção de veículos híbridos e elétricos ainda é limitada no Brasil, mas algumas montadoras já começaram a investir nesse setor para reduzir a dependência de importações. A Toyota, por exemplo, produz no país modelos híbridos como o Corolla e o Corolla Cross.

Além disso, fabricantes chinesas como BYD e GWM estão finalizando seus projetos para inaugurar fábricas no Brasil, focadas exclusivamente em veículos híbridos plug-in e elétricos. Com essas iniciativas, a expectativa é que a indústria nacional ganhe mais competitividade e consiga acompanhar as mudanças do setor automotivo global nos próximos anos.

FONTE: Em.foco
Brasil bate recorde na exportação de veículos, mas enfrenta ameaça inesperada – Estado de Minas – Em foco

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MDIC descarta antidumping preliminar sobre aço laminado a frio importado; CSN lamenta

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou na noite desta quarta-feira que reconheceu preliminarmente o dano causado à indústria nacional por importações de aços laminados a frio da China, mas recomendou que o caso prossiga sem aplicação de direitos antidumping provisórios.

“A Secex concluirá a investigação, ouvindo todas as partes e colhendo os elementos necessários para seu julgamento, antes da recomendação ou não de direitos antidumping definitivos”, afirmou o MDIC por meio de nota.

A medida antidumping vinha sendo pleiteada há meses por siderúrgicas nacionais, afirmou mais cedo o diretor comercial da CSN (BVMF:CSNA3), Luís Fernando Martinez.

“É uma notícia muito ruim porque é uma sinalização para os outros produtos”, disse o executivo, durante conferência com analistas da CSN para comentar o resultado da empresa no quarto trimestre do ano passado, divulgado na noite da véspera.

“Apesar de todo o cenário de defesa comercial, com nexo causal e dano comprovado… não consigo entender qual a razão de não implementar nem um antiduming temporário”, disse o executivo, que chegou a citar eventuais interesses de outros setores da economia contra uma medida que pode desagradar a China, maior origem do aço importado que chega ao Brasil.

Segundo Martinez, há ainda na pauta de antidumpings pretendidos pelo setor siderúrgico junto ao governo processos envolvendo aços pré-pintados, galvalumes e laminados a quente, algo que deve ser alvo de decisões nos próximos três meses.

No caso do antidumping provisório obtido pela CSN sobre folha metálica no ano passado, Martinez afirmou que a vigência acaba neste mês, mas a medida pode ser estendida nos próximos meses. O produto é usado na fabricação de itens como latas de alimentos e a CSN é a única produtora nacional.

Já em relação ao caos tarifário criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o executivo manifestou esperança de que nos próximos dois meses uma discussão entre Brasil e Estados Unidos para a revisão da taxação de 25% sobre aço, imposta por Washington e que passou a valer nesta semana, seja aberta.

“Pelo que estamos vendo, acredito que nos próximos dois meses é possível uma negociação como que tivemos em 2018… Talvez o sistema de cotas”, comentou Martinez.

O executivo citou que a carteira de encomendas da CSN na área de siderurgia tem um viés positivo e que após reajustes de 3% a 5% nos preços dos aços da companhia no mercado a empresa deve manter margem Ebitda de dois dígitos no primeiro trimestre. A empresa encerrou o quarto trimestre com margem de siderurgia 10,6%, a primeira vez nos últimos sete períodos em que o indicador ultrapassou os dois dígitos.

“Estamos começando o ano com carteira boa, bem colocada…. Pelo menos o primeiro semestre está dado, o mercado ainda continua comprador”, disse o executivo.

Nesse sentido, o diretor executivo Marcelo Cunha Ribeiro comentou que a CSN deve apresentar este ano um Ebitda “razoavelmente superior ao de 2024”, citando que o resultado do quarto trimestre, em que o indicador cresceu 46% sobre os três meses imediatamente anteriores “demonstra este tom”.

Questionado sobre a segurança da companhia em atingir o objetivo de encerrar o ano com uma alavancagem financeira abaixo de três vezes, depois que a CSN abandonou no final do ano passado a meta de encerrar 2024 com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,5 vezes, Ribeiro comentou que o Ebitda da empresa já está em nível suficiente para “os principais itens de saída de caixa e também para continuar a desalavancar a companhia”.

A CSN, que há anos cita intenção de reduzir endividamento por meio de operações que incluem venda de participações em seus principais negócios, como energia elétrica e IPO de cimentos, mantém esses planos. Mas Ribeiro disse que a oferta pública de ações da operação de cimentos, a segunda maior do país, precisa de uma janela de mercado para ocorrer diante do atual cenário de juros altos.

Já sobre energia, Ribeiro afirmou que a venda de participação “não é a mais impactante do ponto de vista a alavancagem”, mas que a empresa está “com caminho pavimentado” para ter uma decisão sobre ter sócio financeiro ou estratégico na área ainda este ano.

Depois que a Justiça de Minas Gerais determinou em fevereiro uma forte elevação da penalidade relacionada à não redução de participação da CSN na Usiminas (BVMF:USIM5), Ribeiro disse que a CSN “vai continuar recorrendo” na questão que se arrasta desde o início da década de 2010. A penalidade imposta pela justiça mineira pode chegar a mais de R$1 bilhão se a companhia não reduzir sua participação na rival em cerca de 180 dias.

Sobre as prioridades para 2025, além da redução da alavancagem, Ribeiro citou que a CSN foca em investimentos de modernização da usina siderúrgica de Volta Redonda (RJ) e na ampliação da produção de minério de ferro em Minas Gerais, o chamado projeto P15 que tem como meta elevar a produção em 15 milhões de toneladas anuais. A expectativa da empresa é entrada do projeto em operação em 2027.

Segundo analistas do Citi, o Ebitda de R$3,3 bilhões da empresa no quarto trimestre superou as expectativas do mercado apoiado em preços e margens melhores na siderurgia e preços realizados mais altos e fretes menores em mineração.

FONTE: Investing.com
Israel – Ações fecharam o pregão em alta e o Índice TA 35 avançou 0,75% Por Investing.com

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Cresce o número de carros chineses no Brasil, mas eles ainda não são os favoritos!

Nos últimos anos, o mercado automotivo brasileiro tem observado um aumento significativo no interesse por veículos de origem chinesa.

De acordo com um levantamento realizado pelo Webmotors Autoinsights, houve um crescimento de 51,4% nas buscas por esses veículos entre março de 2024 e março de 2025. Esse aumento é atribuído ao comportamento dos usuários na plataforma de compra e venda de automóveis, que inclui tanto veículos novos quanto usados.

O estudo focou nas quatro principais fabricantes chinesas presentes no Brasil: BYD, CAOA Chery, GWM e JAC Motors. Durante o período analisado, a BYD liderou o crescimento com um aumento de 134,5% nas buscas, seguida pela GWM com 88,31%. A CAOA Chery, que desenvolve seus modelos em parceria com a chinesa Chery, teve um crescimento de 24,7%, enquanto a JAC Motors registrou um aumento de 3,2%.

Quais são os modelos chineses mais procurados?

Entre os modelos mais buscados, destacam-se o CAOA Chery Tiggo 7 PRO, CAOA Chery Tiggo 5X, BYD Dolphin, BYD Song Plus e CAOA Chery Tiggo 7. Esses veículos têm atraído a atenção dos consumidores brasileiros devido ao seu custo-benefício e aos investimentos significativos que as fabricantes chinesas têm realizado no país.

Mariana Perez, diretora de produtos da Webmotors, afirma que o interesse crescente pelos veículos chineses está diretamente relacionado à equação custo-benefício que esses modelos oferecem. Além disso, os investimentos em tecnologia e design têm contribuído para aumentar a competitividade dessas marcas no mercado nacional.

Cresce o número de carros chineses no Brasil, mas eles ainda não são os favoritos!
Imagem do TIGGO 7 SPORT da CAOA Chery – Créditos: CAOA Chery

Por que os veículos chineses ainda não estão no Top 10 geral?

Apesar do crescimento expressivo, os veículos chineses ainda não figuram entre os dez carros mais buscados no Brasil. Em um levantamento abrangente que incluiu todas as principais fabricantes pesquisadas no país em 2024, os modelos chineses ficaram de fora do Top 10. O ranking é liderado por veículos como o Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Onix, que são tradicionais no mercado brasileiro.

Os dados mostram que o Honda Civic ocupa a primeira posição, com 4,5% do total de visitas, seguido pelo Toyota Corolla com 3,7% e o Chevrolet Onix com 2,8%. Outros modelos populares incluem o Honda HR-V, Hyundai HB20 e Volkswagen GOL, entre outros. Esses veículos têm uma longa história de popularidade e confiança entre os consumidores brasileiros, o que pode explicar sua posição de destaque no ranking.

O que o futuro reserva para os veículos chineses no Brasil?

O aumento na procura por veículos chineses sugere que essas marcas estão ganhando espaço no mercado brasileiro. Com investimentos contínuos em inovação e uma proposta de valor atraente, é provável que a presença dessas fabricantes se fortaleça nos próximos anos. A adaptação às preferências locais e a melhoria contínua na qualidade dos produtos podem ser fatores decisivos para que os veículos chineses alcancem posições mais altas nos rankings de popularidade.

Em suma, o mercado automotivo brasileiro está em transformação, e as marcas chinesas estão se posicionando de forma estratégica para conquistar uma fatia maior desse mercado competitivo. O sucesso futuro dependerá de como essas empresas continuarão a inovar e a atender às expectativas dos consumidores brasileiros.

FONTE: Terra Brasil Noticias
Cresce o número de carros chineses no Brasil, mas eles ainda não são os favoritos! – Terra Brasil Notícias

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